<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252006000100017</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os desafios ao desenvolvimento regional brasileiro]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Domingues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edson Paulo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ruiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ricardo Machado]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Ciências Econômicas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Cedeplar Grupo de Estudos Sobre o Desenvolvimento Regional, Industrial e Tecnológico ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<volume>58</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>42</fpage>
<lpage>44</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252006000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252006000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252006000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>OS DESAFIOS AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL BRASIELIRO</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Edson Paulo Domingues    <br>   Ricardo Machado Ruiz</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>O</b></font> v&iacute;nculo entre a distribui&ccedil;&atilde;o    da atividade econ&ocirc;mica no territ&oacute;rio e o desenvolvimento social    tem preocupado v&aacute;rios pesquisadores e governantes, sejam eles da esfera    federal ou estadual. No entrave &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es    de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, fatores relacionados &agrave;s    espec&iacute;ficas formas de organiza&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica    no territ&oacute;rio foram considerados um obst&aacute;culo fundamental &agrave;    redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades e ao aumento do bem estar. Nos &uacute;ltimos    anos, a desigualdade regional tornou-se um tema nacional e internacional (1-3). </font></p>     <p><font size="3">As economias modernas t&ecirc;m se baseado numa intensa divis&atilde;o    do trabalho que segmentou a produ&ccedil;&atilde;o em m&uacute;ltiplos setores    de atividade. Agricultura, ind&uacute;stria e servi&ccedil;os representam uma    divis&atilde;o convencional de atividades econ&ocirc;micas, embora a classifica&ccedil;&atilde;o    pr&aacute;tica de uma atividade nesse trip&eacute; possa ser questionada. Notadamente    no caso da economia brasileira, desde o final dos anos 1990, apesar do comentado    aumento da participa&ccedil;&atilde;o do setor de servi&ccedil;os, a atividade    industrial ainda representa o elemento-chave do dinamismo econ&ocirc;mico nacional    e regional. Em diferentes contextos territoriais (munic&iacute;pios, estados    ou regi&otilde;es) a aus&ecirc;ncia da atividade industrial pode representar    um obst&aacute;culo ao desenvolvimento, da&iacute; o interesse das pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas no est&iacute;mulo &agrave; descentraliza&ccedil;&atilde;o dos    investimentos p&uacute;blicos e privados. Tais pol&iacute;ticas foram consubstanciadas    no papel ativo do Estado brasileiro na integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    do territ&oacute;rio nacional. Talvez a cria&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia    seja a sua mais forte express&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A relativa homogeneiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o possibilitou    a explora&ccedil;&atilde;o de recursos naturais do solo e subsolo nacional e    o surgimento de novas centralidades urbanas sub-nacionais capazes de atrair    importantes atividades industriais e de estruturar redes urbanas regionais.    O fen&ocirc;meno da metropoliza&ccedil;&atilde;o de algumas cidades – especialmente    de algumas capitais estaduais – &eacute; parte desse processo de dispers&atilde;o    seletiva da ind&uacute;stria, que foi denominada de &quot;descentraliza&ccedil;&atilde;o    polarizada&quot; devido &agrave; sua ainda limitada e restrita dispers&atilde;o    no territ&oacute;rio (4, 5).</font></p>     <p><font size="3">Em suma, a din&acirc;mica espacial resultante da industrializa&ccedil;&atilde;o    brasileira confirmou, por um lado, as teorias do desenvolvimento desigual, mas    refletiu, por outro lado, a geopol&iacute;tica da integra&ccedil;&atilde;o nacional.    Dessa forma, a distribui&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira &eacute;    concentrada, pela for&ccedil;a hegem&ocirc;nica de S&atilde;o Paulo e seu entorno    regional, mas existem p&oacute;los subnacionais que s&atilde;o for&ccedil;as    efetivas de atra&ccedil;&atilde;o de investimentos industriais e centros irradiadores    da industrializa&ccedil;&atilde;o para suas periferias mais imediatas. Pode-se    dizer que o p&oacute;lo nacional de S&atilde;o Paulo e os p&oacute;los sub-nacionais    s&atilde;o os centros din&acirc;micos da ind&uacute;stria no territ&oacute;rio    nacional. </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O TERRITORIAL DA    IND&Uacute;STRIA</b> Nas ci&ecirc;ncias sociais aplicadas    as pesquisas utilizam intensamente ferramentas de geoprocessamento e m&eacute;todos    estat&iacute;sticos e matem&aacute;ticos espec&iacute;ficos para avaliar a localiza&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o social da popula&ccedil;&atilde;o. Em economia regional,    onde um dos temas de estudo &eacute; a distribui&ccedil;&atilde;o da atividade    econ&ocirc;mica no territ&oacute;rio, esses instrumentos s&atilde;o utilizados    na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores de concentra&ccedil;&atilde;o, no    mapeamento e no teste de hip&oacute;teses referentes aos padr&otilde;es de aglomera&ccedil;&atilde;o    s&oacute;cio-econ&ocirc;micas, em particular da localiza&ccedil;&atilde;o industrial    (6-8). No Brasil, um recente trabalho utilizou essas ferramentas na aprecia&ccedil;&atilde;o    da organiza&ccedil;&atilde;o territorial da ind&uacute;stria brasileira (9)    e suas principais conclus&otilde;es podem ser assim sumarizadas:</font></p>     <p><font size="3"><b>a.</b> Foram identificadas 15 aglomera&ccedil;&otilde;es    industriais espaciais formadas por apenas 254 munic&iacute;pios (4,61% do total)    e sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica &eacute; restrita a algumas    &aacute;reas metropolitanas e p&oacute;los industriais especializados de m&eacute;dio    porte, quase todos concentrados no Sul e Sudeste.</font></p>     <p><font size="3"><b>b.</b> Essas 15 aglomera&ccedil;&otilde;es    concentram 75% do produto industrial do pa&iacute;s e a quase totalidade do    produto das firmas inovadoras, exportadoras e intensivas em escala.</font></p>     <p><font size="3"><b>c.</b> As aglomera&ccedil;&otilde;es industriais    locais e enclaves industriais que, por sua vez, s&atilde;o conjuntos de munic&iacute;pios    com atividade industrial significativa, mas de menor escala e com alguma conex&atilde;o    econ&ocirc;mica com munic&iacute;pios vizinhos, possuem menor participa&ccedil;&atilde;o    no produto industrial (6%).</font></p>     <p><font size="3"><b>d.</b> A grande maioria desses enclaves possui    poucas condi&ccedil;&otilde;es materiais, de acumula&ccedil;&atilde;o de capital    e renda nacional para promovem uma maior integra&ccedil;&atilde;o produtiva    regional. O meio t&eacute;cnico-cient&iacute;fico do seu entorno &eacute; inapropriado    &agrave; dispers&atilde;o industrial e suas economias locais s&atilde;o de pequena    escala.</font></p>     <p><font size="3">A <a href="#fig01">figura 1</a> apresenta um mapa da presen&ccedil;a    de firmas industriais com mais de 30 empregados no Brasil para o ano de 2000.    &Eacute; vis&iacute;vel a concentra&ccedil;&atilde;o no Sul e no Sudeste, comparativamente    aos vazios e ilhas industriais das regi&otilde;es Centro-Oeste, Norte e Nordeste.</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a17fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>CAPITAL NACIONAL E ESTRANGEIRO</b> Um aspecto menos analisado    sobre a distribui&ccedil;&atilde;o territorial da ind&uacute;stria no Brasil    diz respeito &agrave;s assim&eacute;tricas localiza&ccedil;&otilde;es dos capitais    estrangeiro e nacional. Na medida que o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o    e internacionaliza&ccedil;&atilde;o das empresas aumenta a participa&ccedil;&atilde;o    do capital estrangeiro na ind&uacute;stria brasileira, amplia-se sua import&acirc;ncia    como determinante do desenvolvimento econ&ocirc;mico nacional e, tamb&eacute;m,    regional. Ao mesmo tempo, a integra&ccedil;&atilde;o regional do Brasil com    outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina real&ccedil;a a necessidade de    uma aprecia&ccedil;&atilde;o mais detalhada das estrat&eacute;gias e prefer&ecirc;ncias    espaciais desses diversos capitais.</font></p>     <p><font size="3">No que concerne &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    espacial das empresas industriais estrangeiras e nacionais no ano 2000, 67%    do produto industrial (VTI) ocorre na ind&uacute;stria de capital nacional e    cerca de 33% na ind&uacute;stria estrangeira (3). H&aacute; uma not&oacute;ria    concentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de capital estrangeiro na regi&atilde;o    Sudeste, especialmente no estado de S&atilde;o Paulo (58% do produto das firmas    estrangeiras) e, mais especificamente, na regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o    Paulo (27% do produto das firmas estrangeiras) (10). </font></p>     <p><font size="3">Outros recortes regionais mostram caracter&iacute;sticas    bastante heterog&ecirc;neas da participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria    estrangeira. Contudo, h&aacute; um aspecto comum: em todas elas o peso relativo    do capital nacional &eacute; sempre superior &agrave;quele registrado para o    estado de S&atilde;o Paulo. A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o relevante &eacute;    o estado do Amazonas, um resultado das atividades industriais na Zona Franca    de Manaus; e no Amap&aacute; e Maranh&atilde;o a concentra&ccedil;&atilde;o    da ind&uacute;stria estrangeira &eacute; relativamente elevada, mas seu peso    absoluto no produto nacional &eacute; modesto. Portanto, pode-se afirmar que    a regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo &eacute; a aglomera&ccedil;&atilde;o    industrial mais internacionalizada do Brasil.</font></p>     <p><font size="3">A tabela 1 apresenta alguns indicadores da presen&ccedil;a    da ind&uacute;stria nacional e estrangeira para o ano de 2000. &Eacute; interessante    notar a presen&ccedil;a da ind&uacute;stria estrangeira em um pequeno n&uacute;mero    de munic&iacute;pios – 549 – com elevada renda per capita, mercados de trabalho    mais qualificados e com melhor infra-estrutura urbana. Essas rela&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o ainda mais fortes no caso da presen&ccedil;a de empresas estrangeiras,    pois essas s&atilde;o ainda mais seletivas e restritivas na sua localiza&ccedil;&atilde;o    industrial (11). Salvo raras exce&ccedil;&otilde;es localizadas, as aglomera&ccedil;&otilde;es    espec&iacute;ficas de empresas estrangeiras est&atilde;o contidas nas aglomera&ccedil;&otilde;es    industriais espaciais, especialmente a das grandes &aacute;reas metropolitanas    do pa&iacute;s. Juntamente com as empresas nacionais inovadoras, essas empresas    constituem o n&uacute;cleo industrial mais din&acirc;mico que lidera o crescimento    econ&ocirc;mico nacional e regional. </font></p>     <p><font size="3"><b>INOVA&Ccedil;&Atilde;O E LOCALIZA&Ccedil;&Atilde;O    INDUSTRIAL</b> Um aspecto relevante da localiza&ccedil;&atilde;o das firmas    diz respeito &agrave; sua capacidade de inova&ccedil;&atilde;o e diferencia&ccedil;&atilde;o    de produtos e processos; um dos principais determinantes da competitividade    industrial no mercado externo. Portanto, uma pergunta seria: existiria um padr&atilde;o    de concentra&ccedil;&atilde;o das firmas de acordo com sua capacidade de inova&ccedil;&atilde;o    e os atributos do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico brasileiro? Nos estudos sobre    a dispers&atilde;o territorial de firmas por crit&eacute;rios de inova&ccedil;&atilde;o    (12), uma conclus&atilde;o recorrente foi a elevada associa&ccedil;&atilde;o    territorial das firmas que inovam e diferenciam produtos e processos, ambas    exportadoras (firmas A e B). As firmas que n&atilde;o diferenciam produtos ou    processo, que possuem menor produtividade e que n&atilde;o exportam (firmas    C) possuem pouca participa&ccedil;&atilde;o nos espa&ccedil;os econ&ocirc;micos    mais virtuosos. </font></p>     <p><font size="3">As grandes aglomera&ccedil;&otilde;es industriais    est&atilde;o invariavelmente ocupadas por firmas inovadoras; aquelas consideradas    l&iacute;deres da ind&uacute;stria em termos de crescimento, escala e competitividade    internacional. Pode-se mesmo afirmar que nas concentra&ccedil;&otilde;es de    firmas inovadoras, as firmas n&atilde;o-inovadoras s&atilde;o induzidas a uma    localiza&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os mais pobres e com menor capacita&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica. Esse &eacute; um caso cl&aacute;ssico de segrega&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica e de constitui&ccedil;&atilde;o de uma dualidade espacial complementar.</font></p>     <p><font size="3"><b>POL&Iacute;TICA INDUSTRIAL E REGIONAL</b>    O perfil da propriedade do capital e da capacita&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    permite algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    para o desenvolvimento regional e industrial. Por exemplo, pode-se dizer que    o processo de desenvolvimento regional teria nas firmas nacionais os agentes    mais sens&iacute;veis &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o territorial. Dentre as    empresas nacionais, aquelas pouco intensivas em tecnologia e voltadas para o    mercado dom&eacute;stico seriam as primeiras a ocuparem novos espa&ccedil;os    econ&ocirc;micos. Em seguida ter-se-ia empresas exportadoras nacionais com produtos    homog&ecirc;neos e seguidas de perto por suas cong&ecirc;neres estrangeiras.    Quanto &agrave;s empresas de alta tecnologia, sejam elas estrangeiras ou nacionais,    estas seriam as mais reticentes &agrave; dispers&atilde;o espacial. Portanto,    pol&iacute;ticas de desenvolvimento regional centradas na atra&ccedil;&atilde;o    de empresas de alta tecnologia seriam as mais custosas. Valeriam, ent&atilde;o,    propostas de &quot;industrializa&ccedil;&atilde;o progressiva&quot; lideradas,    inicialmente, por empresas nacionais de baixa tecnologia e acompanhadas de perto    por suas similares estrangeiras. As empresas inovadoras seriam as &uacute;ltimas    a dar suporte &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os industriais    (13).</font></p>     <p><font size="3">As pol&iacute;ticas industrial e regional j&aacute;    apresentam, na sua pr&oacute;pria concep&ccedil;&atilde;o, objetivos, instrumentos    e atores sociais diferenciados. A pol&iacute;tica industrial foca a firma e/ou    setor produtivo, enquanto que a unidade de planejamento da pol&iacute;tica regional    &eacute; o territ&oacute;rio. A partir da an&aacute;lise das aglomera&ccedil;&otilde;es    industriais &eacute; poss&iacute;vel ilustrar potenciais conflitos e complementaridades    entre essas duas pol&iacute;ticas quando implementadas em um espa&ccedil;o econ&ocirc;mico    heterog&ecirc;neo e fragmentado como o brasileiro.</font></p>     <p><font size="3">Por exemplo, a pol&iacute;tica industrial <i>per    se</i> privilegia a maior efici&ecirc;ncia produtiva e competitividade das firmas,    o que tenderia a refor&ccedil;ar as localidades com maiores externalidades positivas.    Entretanto, &eacute; certo que essas localidades teriam, tamb&eacute;m, as maiores    deseconomias de aglomera&ccedil;&atilde;o (degrada&ccedil;&atilde;o ambiental,    alugu&eacute;is dispendiosos, sobre-utiliza&ccedil;&atilde;o dos sistemas de    transporte, etc). Caberia a uma pol&iacute;tica de desenvolvimento regional    indicar quais localidades teriam essas externalidades negativas minimizadas.    Os estudos urbano-regionais detectariam as aglomera&ccedil;&otilde;es industriais    consolidadas e din&acirc;micas onde ocorreriam os mais fortes efeitos de transbordamento    atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o entre firmas. Uma pol&iacute;tica    industrial que n&atilde;o observasse essa espacializa&ccedil;&atilde;o dos efeitos    de transbordamentos n&atilde;o exploraria essas complementaridades positivas    e n&atilde;o minimizaria as deseconomias de aglomera&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">J&aacute; no caso da pol&iacute;tica regional,    esta deve estar voltada para o desenvolvimento menos desigual do territ&oacute;rio    nacional e deve privilegiar regi&otilde;es exclu&iacute;das das vantagens de    retornos crescentes espaciais, ou seja, as regi&otilde;es perif&eacute;ricas.    Para desenvolver essas regi&otilde;es, as pol&iacute;ticas regionais deveriam    criar condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o que estivessem em sincronia    com a pol&iacute;tica industrial. Caberia &agrave; pol&iacute;tica regional    selecionar, dentre as firmas ou ind&uacute;strias privilegiadas pela pol&iacute;tica    industrial, aquelas que estivessem mais adequadas &agrave;s particularidades    regionais. Como j&aacute; observado por muitos, a instala&ccedil;&atilde;o de    firmas (ou mesmo grupo de firmas) em algumas regi&otilde;es pode gerar fortes    rea&ccedil;&otilde;es negativas, tais como deslocamento populacional e degrada&ccedil;&atilde;o    do meio-ambiente, e n&atilde;o criar efeitos transbordamentos e encadeamentos    que est&atilde;o na base de um desenvolvimento regional sustent&aacute;vel (12).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Portanto, devido &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o    espacial da produ&ccedil;&atilde;o industrial, a aus&ecirc;ncia de coordena&ccedil;&atilde;o    entre pol&iacute;ticas industriais e de desenvolvimento regional pode criar    conflitos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos, assim ambas podem ter suas efici&ecirc;ncias    reduzidas e sinergias positivas podem n&atilde;o ser exploradas. Al&eacute;m    do mais, a aus&ecirc;ncia de uma articula&ccedil;&atilde;o entre essas e outras    pol&iacute;ticas federais e estaduais abriria espa&ccedil;o para fracassadas    e dispendiosas experi&ecirc;ncias de atra&ccedil;&atilde;o de investimentos    descentralizadas, como as conhecidas e declaradas guerras fiscais entre entes    federativos.</font></p>     <p><font size="3">At&eacute; que ponto &eacute; poss&iacute;vel    uma concilia&ccedil;&atilde;o entre objetivos, instrumentos e atores sociais    dessas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas? Um trabalho recente (13) aponta tr&ecirc;s    linhas de a&ccedil;&atilde;o que corresponderiam aos pontos de interse&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica industrial com a pol&iacute;tica regional para o caso brasileiro:</font></p>     <p><font size="3"><b>a.</b> Uma pol&iacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o    industrial e integra&ccedil;&atilde;o produtiva metropolitana das aglomera&ccedil;&otilde;es    industriais menos desenvolvidas. Os objetivos seriam incentivar a intera&ccedil;&atilde;o    e coopera&ccedil;&atilde;o das firmas estabelecidas para o aumento de sua capacidade    inovadora e exportadora e integrar novas localidades vizinhas &agrave; base    produtiva metropolitana. Para tanto, melhorias na infra-estrutura f&iacute;sica    do territ&oacute;rio, especialmente transportes, qualifica&ccedil;&atilde;o    da m&atilde;o-de-obra e infra-estrutura urbana seriam necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="3"><b>b.</b> Uma pol&iacute;tica de desenvolvimento    regional de aglomera&ccedil;&otilde;es industriais potenciais, buscando construir    complementaridades produtivas a partir de arranjos produtivos locais bem sucedidos,    mas relativamente desarticulados no territ&oacute;rio. Os objetivos seriam transformar    os arranjos produtivos locais em aglomera&ccedil;&otilde;es industriais. A cria&ccedil;&atilde;o    de cooperativas locais para desenvolvimento tecnol&oacute;gico, produ&ccedil;&atilde;o    e cr&eacute;dito seriam algumas medidas propostas.</font></p>     <p><font size="3"><b>c.</b> Uma pol&iacute;tica de desenvolvimento    local de &aacute;reas no entorno de aglomera&ccedil;&otilde;es industriais locais    isoladas no territ&oacute;rio, os chamados Enclaves Industriais. Os objetivos    seriam reduzir a segmenta&ccedil;&atilde;o territorial local com provimento    de infra-estrutura f&iacute;sica b&aacute;sica, como saneamento, sistema vi&aacute;rio    urbano e habita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Essas tr&ecirc;s linhas de a&ccedil;&atilde;o    teriam que ser instrumentalizadas nas duas principais pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    federais para o setor produtivo, ou seja, a Pol&iacute;tica Industrial, Tecnol&oacute;gica    e de Com&eacute;rcio Exterior e a Pol&iacute;tica Nacional de Desenvolvimento    Regional. Seria a intera&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria entre as compet&ecirc;ncias    da firma e do territ&oacute;rio (14).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Edson Paulo Domingues e Ricardo Machado Ruiz</b> s&atilde;o    economistas, professores adjuntos da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas    e do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), ambos da    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tamb&eacute;m pesquisadores do    Grupo de Estudos Sobre o Desenvolvimento Regional, Industrial e Tecnol&oacute;gico,    no Cedeplar.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>       <!-- ref --><p><font size="3">1. Furtado, C. <i>Forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Fundo de Cultura. 1959.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Prado J&uacute;nior, C. <i>Hist&oacute;rica econ&ocirc;mica    do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Brasiliense. 1959.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Sachs, J. D., Mellinger, A. D., e Gallup, J. L. "The    geography of poverty and wealth". <i>In Scientific American</i>, (March). 2001.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Diniz, C. C. e Crocco, M. A. "A reestrutura&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica e impacto regional: o novo mapa da ind&uacute;stria brasileira".    <i>In Revista Nova Economia</i>, 6(1): p. 77-104. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Diniz, C. C. "Polygonized development in Brazil: neither    decentralization nor continued polarization". <i>In International Journal of    Urban and Regional Research</i>, 18: p. 193-314. 1994.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Haddad, P. R., Ferreira, C. M. C., e Andrade, T. A. (eds.)    <i>Economia regional: teorias e m&eacute;todos de an&aacute;lise</i>. Fortaleza:    Banco do Nordeste do Brasil. 1989.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Isard, W., Azis, I. J., Drennan, M. P., Miller, R. E.,    Saltzman, S., e Thorbecke, E. (eds.) <i>Methods of interregional and regional    analysis</i>. Aldershot: Ashgate. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Fujita, M., Krugman, P. R., e Venables, A. <i>Economia    espacial</i>. S&atilde;o Paulo: Futura. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. Lemos, M. B., Moro, S., Domingues, E. P., e Ruiz, R.    M. "A organiza&ccedil;&atilde;o territorial da ind&uacute;stria no Brasil",    <i>in</i> De Negri, J. A. e Salermo, M. (eds.). <i>Inova&ccedil;&atilde;o, padr&otilde;es    tecnol&oacute;gicos e desempenho das firmas industriais brasileiras</i>. Rio    de Janeiro: IPEA. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">10. Azzoni, C. R. e Alves, F. D. "Economia regional, competitividade    regional e reconcentra&ccedil;&atilde;o industrial: o futuro das desigualdades    no Brasil." <i>In Revista Econ&ocirc;mica do Nordeste</i>, 28: p. 55-85. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. Lemos, M. B., Domingues, E. P., Ruiz, R. M., e Moro,    S. "Empresas estrangeiras em espa&ccedil;os perif&eacute;ricos: o caso brasileiro",    <i>in</i> De Negri, J. A. e Salermo, M. (eds.). <i>Inova&ccedil;&atilde;o, padr&otilde;es    tecnol&oacute;gicos e desempenho das firmas industriais brasileiras</i>. Rio    de Janeiro: Ipea. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. Lemos, M. B., Ruiz, R. M., Moro, S., e Domingues, E.    P. "Espa&ccedil;os preferenciais e aglomera&ccedil;&otilde;es industriais",    <i>in</i> De Negri, J. A. e Salermo, M. (eds.). <i>Inova&ccedil;&atilde;o, padr&otilde;es    tecnol&oacute;gicos e desempenho das firmas industriais brasileiras</i>. Rio    de Janeiro: Ipea. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. De Negri, J. A. e Salermo, M. (eds.) <i>Inova&ccedil;&atilde;o,    padr&otilde;es tecnol&oacute;gicos e desempenho das firmas industriais brasileiras</i>.    Rio de Janeiro: Ipea. 2005.</font><p><font size="3">14. Existem atualmente excelentes fontes de dados e trabalhos    sobre a ocupa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social do territ&oacute;rio    brasileiro. Ver, por exemplo, o <i>website</i> do Cedeplar, <a href="http://www.cedeplar.ufmg.br" target="_blank"><i>www.cedeplar.ufmg.br</i></a>,    do N&uacute;cleo de Estudos Regionais e Urbanos da Universidade de S&atilde;o    Paulo (Nereus), <a href="http://www.econ.fea.usp.br/nereus/" target="_blank"><i>www.econ.fea.usp.br/nereus/</i></a>,    do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea), <a href="http://www.ipeadata.gov.br" target="_blank"><i>www.ipeadata.gov.br</i></a>    e do IBGE, <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank"><i>www.ibge.gov.br</i></a>.    O <i>Atlas do desenvolvimento humano no Brasil</i> (dispon&iacute;vel no <i>website</i>    do Ipea, <a href="http://www.ipea.gov.br" target="_blank"><i>www.ipea.gov.br</i></a>)    &eacute; um aplicativo de mapas e dados s&oacute;cio-econ&ocirc;micos de f&aacute;cil    utiliza&ccedil;&atilde;o. Um software de an&aacute;lise de dados espaciais &eacute;    o GeoDA, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.geoda.uiuc.edu" target="_blank"><i>www.geoda.uiuc.edu</i></a></font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Furtado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Formação econômica do Brasil.]]></source>
<year>1959</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundo de Cultura]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Prado Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Histórica econômica do Brasil]]></source>
<year>1959</year>
<publisher-loc><![CDATA[São PauloBrasiliense ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sachs]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mellinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gallup]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The geography of poverty and wealth]]></article-title>
<source><![CDATA[Scientific American]]></source>
<year>(Mar</year>
<month>ch</month>
<day>).</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crocco]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A reestruturação econômica e impacto regional: o novo mapa da indústria brasileira]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nova Economia,]]></source>
<year>1996</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>77-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Polygonized development in Brazil: neither decentralization nor continued polarization]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Urban and Regional Research]]></source>
<year>1994</year>
<volume>18</volume>
<page-range>193-314</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haddad]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Economia regional: teorias e métodos de análise]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Fortaleza ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Banco do Nordeste do Brasil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Isard]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azis]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Drennan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saltzman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thorbecke]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Methods of interregional and regional analysis]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ashgate ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Aldershot]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fujita]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Krugman]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Venables]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Economia espacial]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[São PauloFutura ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Domingues]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A organização territorial da indústria no Brasil]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[De Negri]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salermo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inovação, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IPEA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Azzoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia regional, competitividade regional e reconcentração industrial: o futuro das desigualdades no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Econômica do Nordeste]]></source>
<year>1997</year>
<volume>28</volume>
<page-range>55-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Domingues]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Empresas estrangeiras em espaços periféricos: o caso brasileiro]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[De Negri]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salermo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inovação, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ipea]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Domingues]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Espaços preferenciais e aglomerações industriais]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[De Negri]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salermo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inovação, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ipea]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De Negri]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salermo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inovação, padrões tecnológicos e desempenho das firmas industriais brasileiras]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ipea]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
