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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a25fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT size="4"><b>BO BARDI E REBOLO</b></FONT></p>     <p><font size=5> <b>I<SMALL>NSTITUTOS EM BUSCA DE RECURSOS</small></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Em 1951, Lina Bo Bardi, um dos grandes nomes da arquitetura    brasileira, concluiu um sonho pessoal e tamb&eacute;m umas de suas grandes obras:    a Casa de Vidro. Erguida em um terreno de 7 mil metros quadrados onde ainda    existem remanescentes de Mata Atl&acirc;ntica, no bairro Morumbi em S&atilde;o    Paulo, nessa casa ela viveu junto com o marido – o jornalista e cr&iacute;tico    de arte Pietro Maria Bardi – at&eacute; sua morte em 1992. Em 1995, seu marido    doou a resid&ecirc;ncia para que fosse transformada em sede do Instituto Lina    Bo Bardi. Desde ent&atilde;o, o im&oacute;vel permanece intacto – como bem tombado    – mas ainda precisa de restauro e n&atilde;o possui estrutura adequada para    abrigar o instituto. </font></p>     <p><font size="3">A falta de recursos para restaura&ccedil;&atilde;o &eacute;    o principal obst&aacute;culo para que a Casa de Vidro se torne a sede do instituto,    que funciona em sede provis&oacute;ria no mesmo terreno. &quot;As interven&ccedil;&otilde;es    ser&atilde;o as mais sutis poss&iacute;veis, procurando n&atilde;o descaracterizar    a Casa enquanto resid&ecirc;ncia, mas adapt&aacute;-la para sua nova fun&ccedil;&atilde;o    de sede do Instituto&quot; explica Mariana Falqueiro, da equipe do projeto.</font></p>     <p><font size="3">Em 2001, foi formulado um plano de restauro, com o levantamento    das obras de arte da casa, das &aacute;rvores da mata, al&eacute;m de um anteprojeto    arquitet&ocirc;nico e aprova&ccedil;&atilde;o da Lei Rouanet. &quot;No momento,    estamos &agrave; procura de patrocinadores&quot;, afirma Mariana. </font></p>     <p><font size="3">Como sede do instituto, a Casa de Vidro vai abrigar objetos    culturais e art&iacute;sticos que ajudem a contar a a hist&oacute;ria da arte    e da arquitetura. Entre as atividades previstas para a casa, ap&oacute;s o restauro,    est&atilde;o cursos, oficinas de arte, pesquisas, publica&ccedil;&otilde;es,    exposi&ccedil;&otilde;es. &quot;Enfim, eventos sempre ligados a atividades culturais    e art&iacute;sticas, que mantenham viva a mem&oacute;ria do legado deixado por    este impressionante casal&quot;, completa Mariana. </font></p>     <p><font size="3"><b>A ARTE DE REBOLO</b> A falta de recursos igualmente compromete    a preserva&ccedil;&atilde;o e disfus&atilde;o da obra de Francisco Rebolo Gon&ccedil;alves,    importante pintor paulistano falecido em 1980. Rebolo integrou o pr&oacute;digo    Grupo Santa Helena junto a Volpi, Graciano e Manuel Martins, entre outros. Esses    pintores se reuniam, durante a d&eacute;cada de 1930, em salas alugadas do Palacete    Santa Helena, ao lado da Catedral da S&eacute;, em S&atilde;o Paulo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A id&eacute;ia de cria&ccedil;&atilde;o do Instituto Rebolo    partiu de sua filha, Lisbete Rebolo Gon&ccedil;alves, doutora em museologia    pela Universidade de S&atilde;o Paulo. Ela tem um projeto para construir a sede,    pronto h&aacute; mais de 2 anos, mas ainda sem recursos suficientes para viabilizar    a obra. Inicialmente, pretendia-se restaurar a antiga casa do pintor no bairro    Morumbi e transform&aacute;-la no museu, o que, devido &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o    numa rua sem sa&iacute;da, foi considerado inadequado para funcionamento de    atividades com p&uacute;blico. Tais entraves evidenciam a depend&ecirc;ncia    que a preserva&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria art&iacute;stica t&ecirc;m    de uma pol&iacute;tica cultural mais efetiva e ainda inexistente no Brasil.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>M&aacute;rcia Tait</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a25fig02.jpg"></p>      ]]></body>
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