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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A renovação lexical nos domínios de especialidade]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n2/a11img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>A RENOVA&Ccedil;&Atilde;O LEXICAL NOS DOM&Iacute;NIOS DE    ESPECIALIDADE </b> </font></p>     <p><font size="3"><b>Ieda Maria Alves</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size=5><b>O</b></FONT><font size="3"> l&eacute;xico da l&iacute;ngua    portuguesa, como de toda l&iacute;ngua viva, renova-se incessantemente. Algumas    unidades lexicais, sobretudo as de origem latina, acompanham a hist&oacute;ria    dessa l&iacute;ngua desde a fase arcaica do portugu&ecirc;s e ainda s&atilde;o    usadas pelos falantes contempor&acirc;neos. Citamos, &agrave; guisa de exemplo,    o substantivo administra&ccedil;&atilde;o (&lt; administrat <img src="/img/revistas/cic/v58n2/a13img01.gif" align="absmiddle">,    &otilde;nis &gt; "a&ccedil;&atilde;o de prestar ajuda, execu&ccedil;&atilde;o,    administra&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o, dire&ccedil;&atilde;o"), registrado    no portugu&ecirc;s desde o s&eacute;culo XIV e ainda amplamente usado no portugu&ecirc;s    contempor&acirc;neo (1). </FONT></p>     <p><font size="3">Ao longo dos s&eacute;culos, o portugu&ecirc;s foi ampliando    seu l&eacute;xico, tanto com unidades lexicais mais gerais, conhecidas pela    maioria dos falantes, como com unidades mais espec&iacute;ficas a um dom&iacute;nio.    Mattoso C&acirc;mara, em <i>Hist&oacute;ria e estrutura da l&iacute;ngua portuguesa</i>    (2), faz refer&ecirc;ncia a cinco campos sem&acirc;nticos, constitu&iacute;dos    por termos portugueses origin&aacute;rios, especialmente, do latim popular,    mas tamb&eacute;m do latim erudito e de outras l&iacute;nguas: termos relativos    aos dom&iacute;nios do mundo f&iacute;sico, das partes do corpo humano, do parentesco,    do transcurso do tempo e do tempo clim&aacute;tico. Refere-se tamb&eacute;m    o autor, ao estudar a constitui&ccedil;&atilde;o do l&eacute;xico portugu&ecirc;s,    &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o que outras l&iacute;nguas aportaram a esse    l&eacute;xico: os empr&eacute;stimos do &aacute;rabe s&atilde;o relevantes para    a constitui&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios da agricultura e da alimenta&ccedil;&atilde;o    (arroz, alface, algod&atilde;o, azeite, cenoura,…), denomina&ccedil;&otilde;es    territoriais (aldeia, bairro…), of&iacute;cios (alfaiate, alferes…); os empr&eacute;stimos    do italiano marcam a influ&ecirc;ncia italiana, de car&aacute;ter liter&aacute;rio    e art&iacute;stico, na &eacute;poca do Renascimento: termos da m&uacute;sica    (arpejo, piano, violoncelo…), da pintura (aquarela), da poesia (soneto); os    do tupi representam designa&ccedil;&otilde;es da flora (capim, jacarand&aacute;,    peroba….) e da fauna (acar&aacute;, perereca, tamandu&aacute;…) brasileiras.</font></p>     <p><font size="3">O desenvolvimento das ci&ecirc;ncias e das t&eacute;cnicas,    que se processa de maneira crescente, gera, conseq&uuml;entemente, um n&uacute;mero    igualmente crescente de novos termos, necess&aacute;rios para denominar os novos    inventos, as novas tecnologias. </font></p>     <p><font size="3">Como s&atilde;o criados esses termos? Al&eacute;m de prefixos    de origem grega e latina, como <b>macro-, mega-, micro-, ultra-</b>, alguns    dom&iacute;nios de especialidade apresentam caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias    para a forma&ccedil;&atilde;o de seus termos. Assim, a medicina tem recorrido    a radicais de origem grega para a forma&ccedil;&atilde;o de parte de seus termos,    a exemplo de <b>hemo-</b>, "carregado de sangue", que forma hemodi&aacute;lise,    hemodilui&ccedil;&atilde;o, hemograma, al&eacute;m de mais tr&ecirc;s centenas    de outros compostos. Recorre tamb&eacute;m a sufixos pr&oacute;prios, a exemplo    de <b>-oma</b>, designativo de "tumores em geral" e de "processos    patol&oacute;gicos" (carcinoma, melanoma…) e de <b>-ite</b> (amigdalite,    gastroenterite, timpanite…) (3). Pesquisadores do dom&iacute;nio da qu&iacute;mica    que, desde o final do s&eacute;culo XIX, manifestam preocupa&ccedil;&otilde;es    com a forma&ccedil;&atilde;o dessa terminologia (4), t&ecirc;m adotado, em suas    reuni&otilde;es internacionais, prefixos para cada denomina&ccedil;&atilde;o    dos m&uacute;ltiplos e subm&uacute;ltiplos do Sistema Internacional de Unidades:    <b>yotta-, zetta-, exa-, peta-, tera-, giga-, mega-, quilo-, hecto-, deca-,    deci-, centi-, mili-, micro-, nano-, pico-, femto-, atto-, zepto-, yocto-</b>    (5).</font></p>     <p><font size="3">Apesar desses procedimentos espec&iacute;ficos que identificam    as forma&ccedil;&otilde;es em algumas &aacute;reas de especialidade, observa-se    que, de maneira geral, a renova&ccedil;&atilde;o lexical – ou neologia terminol&oacute;gica    (6) – nos dom&iacute;nios de especialidade segue os mesmos processos que presidem    &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de palavras do l&eacute;xico geral, n&atilde;o-especializado.    Assim, de maneira an&aacute;loga aos neologismos da l&iacute;ngua geral, os    neologismos terminol&oacute;gicos s&atilde;o formados pelos processos vernaculares    da deriva&ccedil;&atilde;o, da composi&ccedil;&atilde;o, da transfer&ecirc;ncia    sem&acirc;ntica, das forma&ccedil;&otilde;es sintagm&aacute;ticas, da redu&ccedil;&atilde;o    e pelo empr&eacute;stimo de outros idiomas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>PROCESSOS DE FORMA&Ccedil;&Atilde;O NOS DOM&Iacute;NIOS DE    ESPECIALIDADE</b> A deriva&ccedil;&atilde;o, tanto sufixal como prefixal, e    a composi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o processos vernaculares muito representativos    dentre as novas forma&ccedil;&otilde;es nos dom&iacute;nios de especialidade.</font></p>     <p><font size="3">No que concerne &agrave; deriva&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&otilde;es    com o sufixo <b>-&ccedil;&atilde;o</b>, que revela "a&ccedil;&atilde;o,    processo", revelam-se muito freq&uuml;entes, seguidas de forma&ccedil;&otilde;es    com –dor, indicador de agente, e de <b>-mento</b>, que, como <b>-&ccedil;&atilde;o</b>,    indica "a&ccedil;&atilde;o, processo". Exemplificamos com o sufixo    <b>-&ccedil;&atilde;o</b> em algumas &aacute;reas:</font></p>     <p><font size="3">"No modelo de Rede Conceitual, &lt;classifica&ccedil;&atilde;o&gt;    e &lt;instancia&ccedil;&atilde;o&gt; s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es que ocorrem    entre conceitos gen&eacute;ricos e conceitos individuais ou entre atores gen&eacute;ricos    e atores individuais." (7) – terminologia da intelig&ecirc;ncia artificial;</font></p>     <p><font size="3">"As mastites recidivantes est&atilde;o relacionadas &agrave;    ectasia dutal e &agrave; dilata&ccedil;&atilde;o dos condutos galactoforos com    infec&ccedil;&atilde;o e &lt;fistuliza&ccedil;&atilde;o&gt; da &aacute;rvore    ductal para a superf&iacute;cie da pele que reveste a mama." (8) – terminologia    da medicina mastol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="3">Novas necessidades e novas preocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o    tamb&eacute;m expressas por meio de prefixos, que, deixando o reduto estritamente    cient&iacute;fico, expandem-se pela l&iacute;ngua mais geral para representar    cuidados com a preserva&ccedil;&atilde;o ambiental e com uma melhor qualidade    de vida para a humanidade. Assim, <b>agro-, bio-</b> e <b>eco- </b>representam    exemplos dessas preocupa&ccedil;&otilde;es mais contempor&acirc;neas:</font></p>     <p><font size="3">"&lt;Agroenergia&gt; e gera&ccedil;&atilde;o de empregos</font></p>     <p><font size="3">‘Os &lt;biocombust&iacute;veis&gt; chegaram &agrave; sua maioridade’,    assegura Ignacy Sachs /…/ Na confer&ecirc;ncia ‘Da civiliza&ccedil;&atilde;o    do petr&oacute;leo a uma nova civiliza&ccedil;&atilde;o verde: &lt;biomassa&gt;,    nova matriz energ&eacute;tica e agricultura familiar’, no final de junho, o    &lt;ecossocioeconomista&gt; (como ele prefere ser identificado) disse que a    chegada dos &lt;biocombust&iacute;veis&gt; &agrave; vida adulta deve-se a tr&ecirc;s    fatores /…/" (9).</font></p>     <p><font size="3">Forma&ccedil;&otilde;es compostas s&atilde;o tamb&eacute;m observadas,    sobretudo entre dois substantivos, que exemplificamos com os termos da economia    <b>efeito-renda</b>, <b>empresa-espelho</b>, <b>papel-moeda</b>. Uma tend&ecirc;ncia    observada em v&aacute;rios compostos, quando decalcados na l&iacute;ngua inglesa,    &eacute; a de seguirem o padr&atilde;o de compostos ingleses (substantivo +    substantivo), mais sint&eacute;tico, que tende a concorrer com a estrutura anal&iacute;tica    substantivo + de + substantivo, gerando, muitas vezes, formas variantes, a exemplo    de <b>fun&ccedil;&atilde;o-produ&ccedil;&atilde;o</b> e <b>fun&ccedil;&atilde;o    de produ&ccedil;&atilde;o</b>, que, na terminologia da economia, traduzem <i>production    function</i>:</font></p>     <p><font size="3">"A diferen&ccedil;a entre os conceitos de &lt;fun&ccedil;&atilde;o    produ&ccedil;&atilde;o&gt; e de processo de produ&ccedil;&atilde;o apresentados    at&eacute; o momento neste cap&iacute;tulo &eacute;, em sua ess&ecirc;ncia,    extremamente sutil" (10).</font></p>     <p><font size="3">"A &lt;fun&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o&gt;    identifica a forma de solucionar os problemas t&eacute;cnicos da produ&ccedil;&atilde;o,    por meio da apresenta&ccedil;&atilde;o de fatores que podem ser utilizados para    o desenvolvimento do processo produtivo" (11).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Empr&eacute;stimos sem&acirc;nticos, origin&aacute;rios da pr&oacute;pria    l&iacute;ngua, tamb&eacute;m ocorrem com freq&uuml;&ecirc;ncia nos dom&iacute;nios    de especialidade. Caracterizam-se por adquirirem um significado espec&iacute;fico    ao serem empregados em um determinado dom&iacute;nio, passando a integr&aacute;-lo.    S&atilde;o representados por termos que migram do l&eacute;xico mais geral para    um dom&iacute;nio espec&iacute;fico, ou, ainda, por termos que migram de um    dom&iacute;nio a outro, em raz&atilde;o de algum tra&ccedil;o comum.</font></p>     <p><font size="3">Exemplificamos com a unidade lexical administra&ccedil;&atilde;o    que, al&eacute;m do significado gen&eacute;rico de "governo, gest&atilde;o,    presta&ccedil;&atilde;o de ajuda", herdado do latim e j&aacute; atestado    na fase do portugu&ecirc;s arcaico, assume, na terminologia relativa &agrave;    gest&atilde;o pela qualidade total, o significado espec&iacute;fico de "conjunto    de procedimentos por meio do qual se procura ordenar os fatores de produ&ccedil;&atilde;o/presta&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os com vistas a determinado resultado" (12).</font></p>     <p><font size="3">Outro tipo de empr&eacute;stimo sem&acirc;ntico &eacute; observado    em termos como &aacute;rvore, folha, n&oacute;, ramo, utilizados na bot&acirc;nica    e empregados, por meio da transfer&ecirc;ncia metaf&oacute;rica, na terminologia    da intelig&ecirc;ncia artificial, adquirindo, nesse vocabul&aacute;rio, significados    pr&oacute;prios. Alguns exemplos contextualizados: </font></p>     <p><font size="3">"Isto foi feito para manter a caracter&iacute;stica de    &lt;&aacute;rvore de estrutura&gt;, de modo que os pontos pass&iacute;veis de    desenvolvimento ficassem nas &lt;folhas&gt;" (13).</font></p>     <p><font size="3">Os dom&iacute;nios de especialidade caracterizam-se tamb&eacute;m    por apresentarem termos sintagm&aacute;ticos, com significado em geral transparente,    representados por segmentos de frase (nominal ou verbal) que se lexicalizam    e tornam-se, por meio desse procedimento, novas unidades do l&eacute;xico. Essas    forma&ccedil;&otilde;es, bastante freq&uuml;entes, tendem a seguir uma estrutura    em que um termo determinado &eacute; expandido por um adjetivo ou um sintagma    preposicional, que, por sua vez, tamb&eacute;m podem ser expandidos.</font></p>     <p><font size="3">Desse modo, a partir do termo gen&eacute;rico administra&ccedil;&atilde;o,    na terminologia da gest&atilde;o pela qualidade total, a expans&atilde;o por    meio de adjetivos (administra&ccedil;&atilde;o ambulante, administra&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica, administra&ccedil;&atilde;o multifuncional) e de sintagmas    proposicionais (administra&ccedil;&atilde;o de marketing, administra&ccedil;&atilde;o    da qualidade, administra&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es) permite    a forma&ccedil;&atilde;o de diferentes modalidades de administra&ccedil;&atilde;o.    Alguns exemplos:</font></p>     <p><font size="3">"Da mesma forma como o planejamento a longo prazo leva    ao planejamento estrat&eacute;gico, este leva &agrave; &lt;administra&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica&gt;, que &eacute; tornar a administra&ccedil;&atilde;o mais    capaz (que n&oacute;s chamamos de capacita&ccedil;&atilde;o) para seguir o plano    estrat&eacute;gico no dia-a-dia, nas decis&otilde;es tanto administrativas como    operacionais" (14).</font></p>     <p><font size="3">"Vejamos, pois, como acontece a &lt;administra&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os&gt; e como est&aacute; sendo ensinada pelas empresas. O exemplo    Disney serve para ilustra&ccedil;&atilde;o" (15).</font></p>     <p><font size="3">Observam-se, ainda, formas expandidas dessas estruturas b&aacute;sicas,    a exemplo de administra&ccedil;&atilde;o da qualidade total:</font></p>     <p><font size="3">"Uma das maiores aplica&ccedil;&otilde;es do conceito de    planejamento da qualidade &eacute; o planejamento estrat&eacute;gico da qualidade,    algumas vezes chamado de &lt;administra&ccedil;&atilde;o da qualidade total&gt;    (TQM)" (16).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">e de administra&ccedil;&atilde;o orientada para o processo:</font></p>     <p><font size="3">"A descentraliza&ccedil;&atilde;o trouxe autonomia e responsabilidade    pelo trabalho bem planejado, bem organizado e bem feito. S&oacute; resta introduzir    a &lt;administra&ccedil;&atilde;o orientada para o processo&gt; para que se    possa aprender concretamente com mais pragmatismo"(17).</font></p>     <p><font size="3">Os termos sintagm&aacute;ticos, cujo significado &eacute; transparente,    na maioria das forma&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o algumas vezes formados com    nomes pr&oacute;prios. S&atilde;o ent&atilde;o denominados ep&ocirc;nimos e,    diferentemente de outras forma&ccedil;&otilde;es sintagm&aacute;ticas, apresentam    um significado opaco. O termo g&acirc;nglio de Rotter (medicina mastol&oacute;gica)    revela esse tipo de forma&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p><font size="3">"O plexo fascial profundo envia seus vasos linf&aacute;ticos    eferentes atrav&eacute;s do m&uacute;sculo peitoral, chamados &lt;g&acirc;nglios    de Rotter&gt;, e daqui aos g&acirc;nglios subclaviculares. O resto da via linf&aacute;tica    profunda desemboca nos g&acirc;nglios mam&aacute;rios internos (esses g&acirc;nglios    n&atilde;o s&atilde;o retirados na mastectomia radical)" (18).</font></p>     <p><font size="3">Muitos dos termos sintagm&aacute;ticos, por raz&otilde;es de    economia discursiva, s&atilde;o reduzidos sob a forma de siglas, termos formados    pelas letras iniciais de cada elemento do sintagma, ou de acr&ocirc;nimos, termos    que se constituem com a forma&ccedil;&atilde;o de s&iacute;labas extra&iacute;das    do sintagma, geralmente as iniciais.</font></p>     <p><font size="3">Apresentamos exemplos de siglas extra&iacute;das da terminologia    da economia, dom&iacute;nio em que essas forma&ccedil;&otilde;es s&atilde;o    bastante utilizadas. Assim, os termos custo fixo total e custo vari&aacute;vel    total s&atilde;o tamb&eacute;m mencionados sob forma das respectivas siglas,    CFT e CVT:</font></p>     <p><font size="3">"Os custos totais de produ&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    genericamente classificados em dois tipos: &lt;Custos Fixos Totais&gt; (CFT)    e &lt;Custos Vari&aacute;veis Totais&gt; (CVT)" (19).</font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m desses processos vern&aacute;culos, o portugu&ecirc;s    tem recorrido, desde o in&iacute;cio da forma&ccedil;&atilde;o de seu l&eacute;xico,    a empr&eacute;stimos de diferentes idiomas, o que ocorre ainda contemporaneamente,    tanto na l&iacute;ngua geral como nos dom&iacute;nios de especialidade. Nestes,    &eacute; freq&uuml;ente a influ&ecirc;ncia do ingl&ecirc;s norte-americano,    muito especialmente em corpora jornal&iacute;sticos e de divulga&ccedil;&atilde;o    e em obras traduzidas desse idioma. Nesses contextos, &eacute; comum o termo    ingl&ecirc;s co-ocorrer com o termo vern&aacute;culo, sob forma traduzida, ou    com um coment&aacute;rio metaling&uuml;&iacute;stico correspondente a uma explica&ccedil;&atilde;o    ou uma defini&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A influ&ecirc;ncia oculta, sob forma de decalque, manifesta-se    de diferentes formas. J&aacute; citamos essa influ&ecirc;ncia relativamente    aos compostos. Ela pode ser tamb&eacute;m observada na sigla TQM, que conserva    a forma inglesa, por&eacute;m o termo sintagm&aacute;tico foi traduzido ao portugu&ecirc;s    sob a denomina&ccedil;&atilde;o administra&ccedil;&atilde;o da qualidade total.    S&atilde;o forma&ccedil;&otilde;es sintagm&aacute;ticas desse tipo que refletem,    no dizer de Hermans e Vansteelandt, a neologia criada por tradutores, a neologia    tradutiva (20). Nesses casos de neologia tradutiva, observa-se, em geral, uma    adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; estrutura da l&iacute;ngua portuguesa. Assim,    o termo sintagm&aacute;tico ingl&ecirc;s total quality management (TQM) &eacute;    traduzido por administra&ccedil;&atilde;o da qualidade total, em que o elemento    determinado administra&ccedil;&atilde;o ocupa a primeira posi&ccedil;&atilde;o    no conjunto sintagm&aacute;tico, como &eacute; pr&oacute;prio da l&iacute;ngua    portuguesa. </font></p>     <p><font size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> Paralelamente &agrave;    cria&ccedil;&atilde;o constante de novos termos, por meio de diferentes processos,    muitos tornam-se arcaicos porque seus respectivos referentes tamb&eacute;m n&atilde;o    s&atilde;o empregados devido a novas tecnologias, novas teorias ou novas necessidades.    Lembramos, no dom&iacute;nio da economia, de termos ef&ecirc;meros como a unidade    real de valor, a URV, a unidade de indexa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria institu&iacute;da    em 27 de maio de 1994 e extinta com a introdu&ccedil;&atilde;o do Plano Real,    em 01 de julho de 1994, e das v&aacute;rias denomina&ccedil;&otilde;es de moedas    que antecederam o real, como o cruzeiro, o cruzado, o cruzado novo, o cruzeiro    real…</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Assiste-se tamb&eacute;m a uma renova&ccedil;&atilde;o planejada    de diferentes terminologias, ditada por necessidades profissionais, visando    sempre a uma comunica&ccedil;&atilde;o mais eficiente entre os diferentes usu&aacute;rios.    Comiss&otilde;es de Terminologia de diferentes &aacute;reas, sob a &eacute;gide    do Comit&ecirc; 37 da ISO (International Standardization Association), ou ainda    membros de associa&ccedil;&otilde;es internacionais re&uacute;nem-se e, n&atilde;o    raro, prop&otilde;em a substitui&ccedil;&atilde;o de alguns termos por outros.    Citamos, &agrave; guisa de exemplifica&ccedil;&atilde;o, a nova terminologia    da anatomia que foi anunciada mundialmente no dia 28 de agosto de 1997, em S&atilde;o    Paulo, na reuni&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional das Associa&ccedil;&otilde;es    de Anatomistas, a S&atilde;o Paulo Nomina Anatomica. A nova terminologia, com    denomina&ccedil;&otilde;es mais transparentes, eliminou ep&ocirc;nimos como    trompa de Eust&aacute;quio, tend&atilde;o de Aquiles, trompa de Fal&oacute;pio,    substituindo-os por tuba auditiva, tend&atilde;o calc&acirc;neo e tuba uterina,    respectivamente. Outras altera&ccedil;&otilde;es foram propostas para termos    j&aacute; bastante difundidos: tonsila palatina em vez de am&iacute;gdala, sistema    digest&oacute;rio em vez de sistema digestivo, orelha interna em vez de ouvido    interno… (21).</font></p>     <p><font size="3">Desse modo, ao mesmo tempo em que muit&iacute;ssimos novos termos    s&atilde;o criados devido a novas necessidades, alguns s&atilde;o reempregados    com outro significado ou entram em novas forma&ccedil;&otilde;es, a exemplo    de administra&ccedil;&atilde;o; outros tornam-se desusados e outros, ainda,    s&atilde;o substitu&iacute;dos por forma&ccedil;&otilde;es mais adequadas do    ponto de vista comunicacional. Renovam-se, assim, de forma cont&iacute;nua,    os vocabul&aacute;rios de especialidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Ieda Maria Alves</b> &eacute; lexic&oacute;loga e termin&oacute;loga,    professora associada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas    da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) e diretora do Citrat (Centro Interdepartamental    de Tradu&ccedil;&atilde;o e Terminologia). Foi coordenadora do Grupo de Trabalho    de Lexicologia, Lexicografia e Terminologia da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional    de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa em Letras e Ling&uuml;&iacute;stica    na gest&atilde;o 2002-2004.</i></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p><font size="3">      <!-- ref --><p><font size="3">1.  Houaiss, A., Villar, M. S. <i>Dicion&aacute;rio Houaiss    da l&iacute;ngua portuguesa</i>. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. 2001</font><!-- ref --><p><font size="3">2.  Mattoso C&acirc;mara Jr., J. <i>Hist&oacute;ria e estrutura    da l&iacute;ngua portuguesa</i>. Rio de Janeiro: Padr&atilde;o. pp. 202-7. 1975.    </font><p><font size="3">3.  Houaiss, A., Villar, M. S., <i>op cit</i>. pp. 1515,    1660, 2061. 2001.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">4.  Cabr&eacute;, M. T. (<i>La terminolog&iacute;a. Teoria,    metodolog&iacute;a, aplicaciones</i>. Barcelona: Editorial Ant&aacute;rtida/Emp&uacute;ries,    p. 21. 1993.) registra que, desde o final do s&eacute;culo XIX, bot&acirc;nicos    (1867), zo&oacute;logos (1889) e qu&iacute;micos (1892) manifestavam, em reuni&otilde;es    internacionais, a necessidade de determina&ccedil;&atilde;o de regras relativas    &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de palavras em suas respectivas disciplinas.</font><p><font size="3">5.  <i><a href="http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/Si/si.htm" target="_blank">http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/Si/si.htm</a></i>    (acesso em 29-10-2005).</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6.  Neologismos terminol&oacute;gicos s&atilde;o denominados    <b>ne&ocirc;nimos</b> por Rondeau, G. (<i>Introduction &agrave; la terminologie</i>.    Qu&eacute;bec: Ga&euml;tan Morin. 1984. p. 121)    <!-- ref --> e <b>neotermos</b> por Boulanger,    J. C. (L´&eacute;volution du concept de N&eacute;ologie, de la linguistique    aux industries de la langue. In Schaetzen, C. de (Org.). <i>Terminologie diachronique</i>.    Paris/Bruxelles: Conseil International de la Langue Fran&ccedil;aise/Minist&egrave;re    de la Communaut&eacute; de Belgique. p. 202. 1989). </font><!-- ref --><p><font size="3">7.  Akras, F. N. "Um modelo de representa&ccedil;&atilde;o    de conhecimento para processos de engenharia de software." <i>In</i> Anais    do IX Simp&oacute;sio Brasileiro de Intelig&ecirc;ncia Artificial. Rio de Janeiro:    Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o. p. 124. 1992. </font><!-- ref --><p><font size="3">8.  Sociedade Brasileira de Mastologia. Regional S&atilde;o    Paulo. <i>Atividades cient&iacute;ficas do tri&ecirc;nio</i>. S&atilde;o Paulo.    Cap. II - 4, p. 56. 1989/92.</font><!-- ref --><p><font size="3">9.  <i>Informativo do Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados    da Universidade de S&atilde;o Paulo</i>, 79, 4. set./out. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">10.  Gar&oacute;falo, G. L.; Carvalho, L. C. P. <i>Teoria    microecon&ocirc;mica</i>. 2 ed. S&atilde;o Paulo: Atlas. p. 178. 1994. <i>In</i>    Ara&uacute;jo, M. de, "A terminologia da microeconomia". Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado. Universidade de S&atilde;o Paulo. p. 138. 2001. </font><p><font size="3">11.  Pinho, D. B.; Vasconcelos, M. A. (Org.). <i>Manual de    economia</i>. 3 ed. S&atilde;o Paulo: Saraiva. 1998. p. 145. <i>In</i> Araujo,    M. de, <i>op. cit</i>., p. 138. 2001. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12.  Silva, M. M. A. da. Dicion&aacute;rio da gest&atilde;o    pela qualidade total: servi&ccedil;os. Tese de doutorado. Universidade de S&atilde;o    Paulo. 2003. </font><!-- ref --><p><font size="3">13.  Oliveira, D. A. S.; Haeusler, E. H.; Pequeno, T. H.    C. "Prova autom&aacute;tica de teoremas em dedu&ccedil;&atilde;o natural".    <i>In</i> Anais do X Simp&oacute;sio Brasileiro de Intelig&ecirc;ncia Artificial,    Porto Alegre, p. 120. 1993.</font><p><font size="3">14.  Fischmann, A. A.; Almeida, M. I. R. de. <i>Planejamento    estrat&eacute;gico na pr&aacute;tica</i>. 2 ed. S&atilde;o Paulo: Ed. Atlas.    1991, p. 21. <i>In</i> Silva, M. M. A. da, <i>op cit</i>. p. 466. 2003.</font></p>     <p><font size="3">15.  Las Casas, A. L. <i>Qualidade total em servi&ccedil;os:    conceitos, exerc&iacute;cios, casos pr&aacute;ticos</i>. 3. ed. S&atilde;o Paulo:    Ed. Atlas. 1999. p. 39. <i>In</i> Silva, M. M. A. da, op cit. p. 466. 2003.</font></p>     <p><font size="3">16.  Juran, J. M.; Gryna, F. M. <i>Controle da qualidade:    conceitos, pol&iacute;ticas e filosofia da qualidade</i>. v. 1. Coord. da trad.    por Maria Cl&aacute;udia de Oliveira Santos. S&atilde;o Paulo: Makron Books/McGraw-Hill.1991.    p. 210. <i>In</i> Silva, M. M. A. da, op cit. p. 464. 2003.</font></p>     <p><font size="3">17.  Teboul, J. <i>Gerenciando a din&acirc;mica da qualidade</i>.    Trad. de Helo&iacute;sa Martins. Rio de Janeiro: Qualitymark Ed. 1991. p.193.    <i>In</i> Silva, M. M. A. da, <i>op cit</i>. p. 467. 2003.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18.  Pinotti, J. A. <i>Comp&ecirc;ndio de mastologia</i>.    S&atilde;o Paulo: Manole. p. 9. 2001.</font><p><font size="3">19.  Pinho, D. B.; Vasconcelos, M. A. (Org.), <i>op. cit</i>.,    p. 158. 1998. <i>In</i> Araujo, M. de, op. cit., p. 107. 2001.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">20.  Hermans, A.;Vansteelandt, A. "N&eacute;ologie traductive".    <i>In Terminologies nouvelles</i>. Rint. 20, pp. 37-43. 1999.</font><p><font size="3">21.  <i><a href="http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/generalidades/generalidades.html" target="_blank">http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/generalidades/generalidades.html</a></i>    Acesso em 30-10-2005; <a href="http://members.tripod.com/themedpage/an_nova-nomina.htm" target="_blank"><i>http://members.tripod.com/themedpage/an_nova-nomina.htm</i></a>    Acesso em 30-10-2005.</font></p>      ]]></body><back>
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