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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n3/a01img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Inferno Verde, Pulm&atilde;o do Mundo, Hil&eacute;ia, Para&iacute;so    Verde, Eldorado s&atilde;o algumas designa&ccedil;&otilde;es e met&aacute;foras,    entre tantas, com que a Amaz&ocirc;nia &eacute; referida ao longo dos tempos,    de acordo com as varia&ccedil;&otilde;es do humor ideol&oacute;gico de plant&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"> A Amaz&ocirc;nia, tal como a bio e a sociodiversidade que lhe    s&atilde;o constitutivas e, talvez, por isso mesmo, est&aacute; enredada numa    teia de dramas, conflitos, controv&eacute;rsias que se multiplicam numa escala    proporcional &agrave;s pequenas e grandes ambi&ccedil;&otilde;es de que ela    sempre foi alvo, desde sua conquista e posse, no decorrer dos s&eacute;culos    XVII e XVIII, pelos europeus.</font></p>     <p><font size="3"> Quase metade do territ&oacute;rio brasileiro &eacute; coberto    pela floresta tropical da bacia amaz&ocirc;nica, em contraste com os apenas    10% de toda popula&ccedil;&atilde;o nacional distribu&iacute;da por sua imensid&atilde;o.    Quando chegaram os invasores europeus, a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena    no Brasil, estimada em 5 milh&otilde;es, tinha metade deles espalhados pela    Amaz&ocirc;nia, "cujos rios colossais", como escreve Darcy Ribeiro    em <i>O povo brasileiro</i>, "abrigavam concentra&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas    que pasmaram os primeiros navegantes". Hoje s&atilde;o menos de 200 mil    na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"> Um estudo desenvolvido pelo Ipea, cujo an&uacute;ncio se fez    recentemente pela m&iacute;dia, estimou em cerca de 4 trilh&otilde;es de d&oacute;lares    a riqueza potencial da diversidade biol&oacute;gica e mineral contida em nossas    matas. A floresta amaz&ocirc;nica, se a estimativa estiver correta, &eacute;,    sem d&uacute;vida, respons&aacute;vel por grande parte desse valor, e &eacute;    por isso que a regi&atilde;o concentra tantos conflitos quantas s&atilde;o as    solu&ccedil;&otilde;es que para eles se prop&otilde;em e tantas vezes se adiam.    </font></p>     <p><font size="3">Inadi&aacute;vel, &eacute; claro, &eacute; a lembran&ccedil;a    permanente de que ali se desenrola uma luta constante, &agrave;s vezes an&ocirc;nima,    outras not&oacute;ria e espetacular entre os homens e a natureza, entre a riqueza    e as formas sociais de seu uso e apropria&ccedil;&atilde;o, entre a sua apropria&ccedil;&atilde;o    e a consci&ecirc;ncia, cada vez mais dram&aacute;tica, de que &eacute; preciso    aceitar-lhe, na sua diversidade social e biol&oacute;gica, a estranheza, renunciando,    assim, ao projeto insano de sua total domestica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"> &Eacute; &agrave; Amaz&ocirc;nia que est&aacute; dedicado este    n&uacute;mero da revista, cujo N&uacute;cleo Tem&aacute;tico foi coordenado    pela professora Vera Maria Fonseca de Almeida-Val. Com a floresta o leitor encontrar&aacute;    ainda ci&ecirc;ncia, cultura, arte, literatura, prosa e poesia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font size="3">C<small>ARLOS</small> V<small>OGT</small>    <BR>   <i>Editor chefe, julho de 2006</i></font></p>      ]]></body>
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