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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><IMG src="/img/revistas/cic/v58n3/a19img01.gif"></P>    <P>&nbsp;</P>    <P align="center"><IMG src="/img/revistas/cic/v58n3/a19img02.jpg"></P>    <P>&nbsp;</P>    <P><FONT size="3">M<SMALL>EIO</SMALL>  A<SMALL>MBIENTE</SMALL></FONT></P>    <P><IMG src="/img/revistas/cic/v58n3/linha_bk.gif"></P>    <P><FONT size="4"><B>Prote&ccedil;&atilde;o  contra derramamento de &oacute;leo</B></FONT></P>    <P>&nbsp;</P>    <P><FONT size="3">Quatro  vezes ao ano, num per&iacute;odo de 12 a 15 dias, uma equipe de cerca de 26 pesquisadores  percorre cerca de 400 quil&ocirc;metros do rio Solim&otilde;es, na Amaz&ocirc;nia,  coletando dados ambientais e socioecon&ocirc;micos ao longo do rio, e desenvolvendo  trabalhos com comunidades ribeirinhas. S&atilde;o integrantes do projeto Piatam  (Potenciais Impactos e Riscos Ambientais da Ind&uacute;stria do Petr&oacute;leo  e G&aacute;s no Amazonas), que monitora a regi&atilde;o petrol&iacute;fera de  Urucu no intuito de prevenir danos resultantes de derramamentos de &oacute;leo.</FONT></P>    <P><FONT size="3">As  atividades dos cerca de 200 pesquisadores que participam do projeto se concentram  na regi&atilde;o do Solim&otilde;es entre Coari, onde o terminal do Solim&otilde;es  recebe e embarca o &oacute;leo produzido em Urucu, e a refinaria Isaac Sabb&aacute;,  em Manaus. Katia Cavalcante, coordenadora de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o  do Piatam, explica que as expedi&ccedil;&otilde;es seguem as esta&ccedil;&otilde;es  hidrol&oacute;gicas do rio — enchente, cheia, vazante e seca — e visita tamb&eacute;m  nove comunidades, situadas em pontos sens&iacute;veis, como parte de subprojetos  do Piatam.</FONT></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT size="3">K&aacute;tia relata que durante expedi&ccedil;&otilde;es  as atividades da equipe se iniciam antes das seis da manh&atilde;, ao posicionar  redes que por 12 horas recolher&atilde;o amostras da fauna aqu&aacute;tica. S&atilde;o  colhidos peixes e larvas de peixes, plantas aqu&aacute;ticas, amostras de plantas,  mosquitos e suas larvas, moscas e mariposas, amostras de &aacute;gua, informa&ccedil;&otilde;es  sobre qualidade da &aacute;gua e amostras de solo. As atividades duram at&eacute;  por volta das dez da noite.</FONT></P>    <P><FONT size="3">O Piatam surgiu em 2000  na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A dura&ccedil;&atilde;o prevista era  de dois anos, para os quais os pesquisadores obtiveram financiamento do Fundo  Setorial de Petr&oacute;leo e G&aacute;s Natural (CT Petro), gerido pela Financiadora  de Estudos e Projetos (Finep). Mas o coordenador do projeto Alexandre Rivas conta  que a Petrobras logo tomou interesse pelo Piatam. Assim, desde 2002 a empresa  de investimentos na regi&atilde;o, atrav&eacute;s do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento  da Petrobras (Cenpes). Essa parceria, ao contr&aacute;rio do financiamento original,  n&atilde;o tem prazo para terminar, pois "se tornou um programa que faz parte  da Petrobras", explica Rivas.</FONT></P>    <P><FONT size="3"><B>MAPAS DE SENSIBILIDADE</B>  O resultado mais palp&aacute;vel do projeto, no que diz respeito &agrave; preven&ccedil;&atilde;o  de derramamentos de &oacute;leo, s&atilde;o mapas de sensibilidade. Esses mapas,  produzidos atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o  em um banco de dados integrado ao Sistema de Prote&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia  (Sipam), mostram quais s&atilde;o as &aacute;reas mais sens&iacute;veis do ponto  de vista ambiental e social. V&aacute;rzeas com entrada para lagos, importantes  para reprodu&ccedil;&atilde;o de peixes, t&ecirc;m alta sensibilidade ambiental,  exemplifica Rivas. Do ponto de vista social a preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute;  forte, por exemplo, onde h&aacute; produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola.</FONT></P>    <P><FONT size="3">Esses  mapas de sensibilidade poder&atilde;o ser utilizados pela Petrobras em caso de  derramamento de &oacute;leo, que ent&atilde;o privilegiaria a prote&ccedil;&atilde;o  das &aacute;reas mais sens&iacute;veis. Felizmente, segundo Rivas, n&atilde;o  houve nenhum acidente at&eacute; o momento. Mas no caso de derramamento, a Petrobras  disp&otilde;e de sistema de defesa e conten&ccedil;&atilde;o da mancha de &oacute;leo.  O banco de dados do Piatam integraria, ent&atilde;o, informa&ccedil;&otilde;es  sobre onde ocorreu o acidente, o grau de sensibilidade da &aacute;rea assim como  uma previs&atilde;o sobre como evoluir&aacute; a recupera&ccedil;&atilde;o do  local. O coordenador explica que um aspecto importante &eacute;, no caso de um  acidente, saber qual era o estado natural antes do derramamento. </FONT></P>    <P><FONT size="3"><B>DESDOBRAMENTOS  DO PIATAM</B> Inspirada no sucesso do Piatam, a Petrobras percebeu a necessidade  de monitoramento similar em outras &aacute;reas onde atua. Por isso, criou e gerencia  o Piatam-Mar, ativo na regi&atilde;o ao redor da foz do rio Amazonas, abarcando  partes do estado do Par&aacute;, Maranh&atilde;o e Amap&aacute;. O Piatam-Mar  funciona de forma independente, mas foi implementado com ajuda da equipe do Piatam,  em cujo modelo se baseia. Hoje o projeto conta com cerca de 230 pesquisadores  e t&eacute;cnicos, e inicia a sua segunda fase. Durante 2006 e 2007 o Piatam-Mar  ter&aacute; seu foco em terminais de abastecimento e unidades de conserva&ccedil;&atilde;o  nos tr&ecirc;s estados, a fim de gerar mapas de sensibilidade.</FONT></P>    <P><FONT size="3">No  futuro pr&oacute;ximo ter&aacute; in&iacute;cio o Piatam-Oeste, em Rond&ocirc;nia.  A regi&atilde;o &eacute; importante devido &agrave; chegada iminente do gasoduto  Manaus-Porto Velho, que j&aacute; foi licenciado. Para iniciar a implementa&ccedil;&atilde;o  desse projeto, em abril deste ano foi feita a primeira reuni&atilde;o de trabalho,  na forma de um <I>workshop</I> reunindo especialistas da Ufam, da Petrobras, pesquisadores  da Universidade Federal de Rond&ocirc;nia e outras entidades associadas, a fim  de indicar rumos para a&ccedil;&otilde;es no local.</FONT></P>    <P><FONT size="3">A  partir do monitoramento ambiental, surgiu o o projeto "Desenvolvimento rural e  sustentabilidade em comunidades ribeirinhas do Amazonas", que conta com financiamento  de R$500 mil do programa Fome Zero. Al&eacute;m disso, no final de mar&ccedil;o  foi firmado, para esse projeto, um acordo de parceria com a Ag&ecirc;ncia de Agroneg&oacute;cios  do Estado do Amazonas (Agroamazon). Esses projetos atuam na melhoria da qualidade  de vida local, como horta comunit&aacute;ria, fruticultura, produ&ccedil;&atilde;o  e processamento da malva e forma&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a e fortalecimento  da organiza&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica comunit&aacute;ria.</FONT></P>    <P>&nbsp;</P>    <P align="right"><FONT size="3"><I>Maria  Guimar&atilde;es</I></FONT></P>    <P>&nbsp;</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><IMG src="/img/revistas/cic/v58n3/a19img03.gif" border="0" usemap="#Map">  <MAP name="Map"> <AREA shape="rect" coords="93,145,280,163" href="http://negocios.amazonia.org.br" target="_blank">  </MAP> </P>      ]]></body>
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