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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n3/a23img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>PUBLICA&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="4"> <b>O S&Eacute;CULO DE OURO DA HIST&Oacute;RIA DA ARTE NO BRASIL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">"Estamos vivendo o s&eacute;culo de ouro da arte brasileira    em termos de publica&ccedil;&atilde;o", diz o artista pl&aacute;stico e    livre docente da Unesp, Percival Tirapeli, que atribui &agrave;s leis Mendon&ccedil;a    e Rouanet, boa parte dos m&eacute;ritos dessa realiza&ccedil;&atilde;o. "Sem    essas leis estar&iacute;amos no fundo do po&ccedil;o". Segundo Tirapeli,    at&eacute; meados da d&eacute;cada de 1980 era not&oacute;ria a car&ecirc;ncia    de publica&ccedil;&otilde;es em hist&oacute;ria da arte no pa&iacute;s. Na d&eacute;cada    anterior, por&eacute;m, boa parte do modernismo brasileiro estava coberto pelas    publica&ccedil;&otilde;es, e o barroco e a arte colonial eram constantemente    abordados pelo cr&iacute;tico de arte Clarival do Prado Valadares, e pelos Atlas    Culturais do professor Silva Telles. Ele destaca, por&eacute;m, que foi uma    &eacute;poca caracterizada por publica&ccedil;&otilde;es com predomin&acirc;ncia    de texto sobre a imagem, tratando de per&iacute;odos ou artistas espec&iacute;ficos    e teses acad&ecirc;micas adaptadas. "Havia uma aus&ecirc;ncia evidente    de cat&aacute;logos e livros intermedi&aacute;rios de grandes produ&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas e gr&aacute;ficas", diz o artista. </font></p>     <p><font size="3">Apenas em meados da d&eacute;cada passada essa situa&ccedil;&atilde;o    se modifica devido &agrave;s leis de incentivo &agrave; cultura, &agrave; import&acirc;ncia    que ela passa a ter na cidade de S&atilde;o Paulo, e ao maior interesse de investimentos    p&uacute;blicos e privados em arte em todo o pa&iacute;s. &Eacute; quando come&ccedil;am    ocorrer megaexposi&ccedil;&otilde;es e a publica&ccedil;&atilde;o de seus cat&aacute;logos    como <i>A m&atilde;o afro-brasileira</i> e <i>O universo m&aacute;gico do barroco</i>,    ambos sob a curadoria de Emanoel Ara&uacute;jo, ou a exposi&ccedil;&atilde;o    das obras de Auguste Rodin, na Pinacoteca do Estado, na capital paulista. "Entre    1995 e 2000 &eacute; o auge das publica&ccedil;&otilde;es de alto n&iacute;vel    sobre arte brasileira e das exposi&ccedil;&otilde;es", o que para Tirapeli    reflete-se num aumento da procura por cursos de hist&oacute;ria da arte a partir    desse mesmo per&iacute;odo. "A reabertura ou cria&ccedil;&atilde;o de galerias    de arte aumentou tamb&eacute;m, a demanda por profissionais na &aacute;rea.    &Eacute; uma consolida&ccedil;&atilde;o da luta da arte-educadora Ana Mae Barbosa,    em 1977, pela implementa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica    como disciplina nas escolas", relembra Tirapeli.</font></p>     <p><font size="3">"S&atilde;o Paulo passou a ser uma cidade cultural, ela    n&atilde;o &eacute; mais fabril. &Eacute; uma cidade que ganhou uma nova visibilidade    e que recebe pessoas dos mais variados lugares em busca de cultura e lazer".    Al&eacute;m disso, o artista pl&aacute;stico detecta uma conflu&ecirc;ncia de    interesses de institui&ccedil;&otilde;es financeiras e banc&aacute;rias nacionais    e internacionais pelas artes, assim como de outros investimentos p&uacute;blicos    e privados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n3/a23img02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>COLE&Ccedil;&Atilde;O ARTE BRASILEIRA</b> Nesse novo panorama,    acaba de ser lan&ccedil;ada a primeira cole&ccedil;&atilde;o seriada paradid&aacute;tica    sobre arte brasileira, voltada para alunos a partir do in&iacute;cio do ensino    m&eacute;dio. A autoria &eacute; de Percival Tirapeli, que organizou a cole&ccedil;&atilde;o    em cinco volumes: <i>Arte ind&iacute;gena: do pr&eacute;-colonial &agrave; contemporaneidade;    Arte colonial: do barroco ao rococ&oacute;; Arte imperial: do neocl&aacute;ssico    ao ecletismo; Arte moderna e contempor&acirc;nea: figura&ccedil;&atilde;o, abstra&ccedil;&atilde;o    e novos meios; Arte popular</i>. Os primeiros quatro volumes sa&iacute;ram em    junho, e o quinto volume ser&aacute; lan&ccedil;ado na semana do folclore, em    agosto, todos pela Companhia Editora Nacional.</font></p>     <p><font size="3"><b>PARADID&Aacute;TICOS</b> Segundo Tirapeli, existem diversas    publica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre determinados per&iacute;odos    da hist&oacute;ria da arte ou sobre alguns artistas, assim como livros gerais    sobre aspectos da hist&oacute;ria da arte, mas n&atilde;o uma cole&ccedil;&atilde;o    seriada sobre o tema no Brasil. Essa &eacute; uma &aacute;rea carente de publica&ccedil;&otilde;es,    em especial para o p&uacute;blico-alvo a quem a cole&ccedil;&atilde;o se destina.    A cole&ccedil;&atilde;o de Tirapeli aborda a hist&oacute;ria da arte no pa&iacute;s,    focalizando em especial as artes pl&aacute;sticas e a arquitetura, presentes    em museus e locais p&uacute;blicos. Em cada volume tem uma apresenta&ccedil;&atilde;o    do assunto, com an&aacute;lises das obras de arte, incluindo ainda sugest&otilde;es    de leituras, um gloss&aacute;rio detalhado, bibliografia, endere&ccedil;os de    sites e destaques para as publica&ccedil;&otilde;es de f&aacute;cil acesso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Marta Kanashiro</i></b></font></p>      ]]></body>
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