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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n3/a24img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4"><b>LITERATURA/HUMOR</b></font></p>     <p><font size="4"> <b>AGENDA CULTURAL INCLUI PARATY E PIRACICABA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O Sal&atilde;o de Humor de Piracicaba (SP) e a Festa Liter&aacute;ria    de Paraty (RJ) j&aacute; se tornaram datas no calend&aacute;rio cultural do    Sudeste e t&ecirc;m funcionado, ao longo dos anos, como multiplicadores das    atividades art&iacute;sticas que promovem. No caso do exemplo mais antigo, o    sal&atilde;o de Piracicaba j&aacute; entra em sua 32ª edi&ccedil;&atilde;o em    agosto pr&oacute;ximo, considerado um dos mais importantes eventos internacionais    no campo das artes gr&aacute;ficas e das hist&oacute;rias em quadrinhos. Seu    acervo soma 290 trabalhos que retratam a &eacute;poca e o sentimento que norteou    a produ&ccedil;&atilde;o cultural e, &eacute; claro, a vis&atilde;o de cada    cartunista. Na pacata e hist&oacute;rica Parati, no litoral fluminense, em agosto    se repete pelo quarto ano consecutivo a Flip, que se tornou rapidamente um dos    principais acontecimentos liter&aacute;rios do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="3">O Sal&atilde;o de Humor de Piracicaba foi idealizado na d&eacute;cada    de 1970 para incentivar a descoberta de novos talentos nas artes gr&aacute;ficas.    A cada ano cresce o n&uacute;mero de inscritos para a exposi&ccedil;&atilde;o    principal que recebeu 1.800 desenhos de 27 pa&iacute;ses e 18 estados brasileiros    no ano passado. Para Maria Ivete Ara&uacute;jo Marcolino, diretora do Centro    Nacional de Humor Gr&aacute;fico, o apoio do poder p&uacute;blico contribuiu    para a longevidade do Sal&atilde;o. "A partir do momento em que a prefeitura    de Piracicaba abra&ccedil;ou o projeto, o evento passou a integrar o cronograma    or&ccedil;ament&aacute;rio da secretaria de cultura da cidade, que o patrocina,    garantindo funcion&aacute;rios e local das exposi&ccedil;&otilde;es, assegurando    sua continuidade", afirma. </font></p>     <p><font size="3"><b>FILHOTES</b> Na trilha do pioneiro, outros eventos semelhantes    t&ecirc;m acontecido pelo Brasil afora. Um deles &eacute; o Sal&atilde;o de    Humor de Piau&iacute;, j&aacute; na 23ª edi&ccedil;&atilde;o. "O artista    gr&aacute;fico s&oacute; tem como op&ccedil;&atilde;o as publica&ccedil;&otilde;es    como ve&iacute;culo para mostrar seu trabalho. Os Sal&otilde;es d&atilde;o visibilidade    e abrem espa&ccedil;o no mercado de trabalho", salienta Maria Ivete.</FONT></p>     <p><font size="3">Como outro desdobramento do Sal&atilde;o de Piracicaba est&aacute;    a cria&ccedil;&atilde;o do Centro Nacional de Humor Gr&aacute;fico que, al&eacute;m    de organizar a exposi&ccedil;&atilde;o principal, &eacute; respons&aacute;vel    por todos os eventos que ocorrem paralelamente. O Centro coordena tamb&eacute;m    o projeto "Humor nas escolas", com cursos de forma&ccedil;&atilde;o    para professores e oficinas de desenho para crian&ccedil;as da rede p&uacute;blica    de ensino. "O trabalho acontece ao longo do ano, difundindo as artes gr&aacute;ficas    e incentivando as crian&ccedil;as a participarem do Sal&atilde;ozinho do Humor",    explica Maria Ivete. A tradi&ccedil;&atilde;o do Sal&atilde;o e a variedade    de op&ccedil;&otilde;es de atividades para o p&uacute;blico – em 2005 foram    10 mostras paralelas, teatro, concurso de piadas, oficinas de desenho e o Sal&atilde;ozinho    – atra&iacute;ram 50 mil visitantes no ano passado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n3/a24img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>TENDA LITER&Aacute;RIA</b> A capacidade de atrair grande    p&uacute;blico para as artes se repete em Paraty. A primeira edi&ccedil;&atilde;o,    em 2003, teve pouco mais de mil pessoas; em 2004, a freq&uuml;&ecirc;ncia mais    que dobrou e, no ano passado, o n&uacute;mero de turistas durante os dias do    evento bateu em 12 mil. A expectativa da festa deste ano- entre os dias 9 e    13 de agosto – e repetir a f&oacute;rmula de homenagear um escritor brasileiro    e o escolhido foi Jorge Amado, al&eacute;m de trazer grandes nomes da literatura    contempor&acirc;nea, como os americanos Nicole Krauss (<i>A hist&oacute;ria    do amor</i>), Jonathan Safran Foer (<i>Tudo se ilumina</i>) e o brit&acirc;nico    Benjamin Zephaniah.</font></p>     <p><font size="3">Seguindo a j&aacute; tradi&ccedil;&atilde;o de introduzir novos    talentos no cen&aacute;rio das letras, a Flip convidou a freira e escritora    Maria Val&eacute;ria Rezende, autora de <i>O v&ocirc;o da guar&aacute; vermelha</i>    que conta a hist&oacute;ria de amor entre um pedreiro e uma prostituta portadora    de HIV. O livro foi vendido para Portugal, Espanha e Fran&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="3">A exemplo do evento em Piracicaba, tamb&eacute;m Paraty fica    tomada pelo esp&iacute;rito da festa liter&aacute;ria durante o ano todo. A    Associa&ccedil;&atilde;o Casa Azul, organizadora oficial da Flip, desenvolve    extenso programa educativo em conjunto com a rede escolar: a ciranda de leitura,    ciranda de autores e ilustradores, ciranda de m&aacute;scaras e bonecos e biblioteca    itinerante s&atilde;o algumas das a&ccedil;&otilde;es cujo resultado &eacute;    apresentado na "Flipinha". Para o editor da Ateli&ecirc; Editorial,    Pl&iacute;nio Martins, tais eventos s&atilde;o fundamentais na populariza&ccedil;&atilde;o    dos livros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i><b>Patr&iacute;cia Mariuzzo</b></i></font></p>      ]]></body>
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