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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n4/a02img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size=5><b>A fluidez da inclus&atilde;o/exclus&atilde;o    social </b></font></P>     <p align="center"> <font size="3"> <b>Alda&iacute;za Sposati</b></font></p>     <p>&nbsp; </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b><font size=5>O</font></b> car&aacute;ter fluido da inclus&atilde;o/    exclus&atilde;o social n&atilde;o diz respeito, de imediato, a uma an&aacute;lise    da solvabilidade da exclus&atilde;o ou da descoberta dos seus diluentes qu&iacute;micos,    tornando fact&iacute;vel empurr&aacute;-la ralo abaixo. O que aqui se quer destacar    &eacute; sua permeabilidade interpretativa desde o uso banal, como express&atilde;o    da residualidade de um fen&ocirc;meno, at&eacute; sua capacidade cr&iacute;tica    da igualdade social.</font></P>     <p><font size="3">Serge Paugam (1) discute o conceito de exclus&atilde;o e aponta    que sua primeira aplica&ccedil;&atilde;o na Fran&ccedil;a foi em 1974. Por&eacute;m,    foi s&oacute; na d&eacute;cada de 1980 que passa a ser tema de pesquisas sociol&oacute;gicas    e, ap&oacute;s, categoria estruturante no exame cr&iacute;tico da sociedade    contempor&acirc;nea. L&uacute;cio Kowarick (2), analista do processo de marginaliza&ccedil;&atilde;o    expresso na categoria espolia&ccedil;&atilde;o urbana, afirma que a rela&ccedil;&atilde;o    marginalidade/integra&ccedil;&atilde;o foi entendida como uma "modalidade de    inclus&atilde;o intermitente, acess&oacute;ria, ocasional, marginal, por&eacute;m    integrante do processo produtivo".</font></P>     <p><font size="3">Analistas marxianos do capitalismo h&aacute; muito j&aacute;    explicitavam sua l&oacute;gica excludente referida ao trabalho, ao modo de produ&ccedil;&atilde;o    e &agrave;s suas seq&uuml;elas nas formas de ex&eacute;rcito de reserva de trabalhadores    e o lumpesinato. A ocorr&ecirc;ncia massiva do desemprego, na Grande Depress&atilde;o    dos anos 1930, o retirou da condi&ccedil;&atilde;o de efeito marginal e provocou    com isso a interven&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica atrav&eacute;s das pol&iacute;ticas    do <i>New Deal</i> e do <i>Welfare State</i>. Ap&oacute;s uma fase de bonan&ccedil;a,    resultante do ascendente modelo nacional desenvolvimentista, a exclus&atilde;o    mostra nova face que n&atilde;o resulta mais da combina&ccedil;&atilde;o entre    depress&atilde;o econ&ocirc;mica e desemprego, mas da continuidade da forte    acumula&ccedil;&atilde;o e desemprego. A primeira forma dos tempos da depress&atilde;o    provocou a solidariedade e o modelo social do <i>welfare</i>; a segunda, do    &uacute;ltimo quartil do s&eacute;culo XX, contraditoriamente mediada pelo avan&ccedil;o    cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gico, descentrou n&atilde;o s&oacute; o social    como a &eacute;tica e prop&ocirc;s um modelo de Estado de responsabilidades    m&iacute;nimas.</font></P>     <p><font size="3">Cidadania e etnia constitu&iacute;ram o cidad&atilde;o do <i>welfare</i>    que a globaliza&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho desfez. A f&aacute;brica    global e desterritorializada gerou o trabalho desacompanhado de direitos de    cidadania. A exclud&ecirc;ncia do processo produtivo ganhou o componente pol&iacute;tico-racial    resultante da transnacionaliza&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho.    A exclus&atilde;o &eacute;tnica se expande atrav&eacute;s de met&aacute;stases    de estigma, aparta&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ada    pelo recrudescimento da migra&ccedil;&atilde;o de trabalhadores do hemisf&eacute;rio    sul, da &Aacute;sia ou da &Aacute;frica. A Europa os recebe como adequados para    exercer trabalhos de baixa qualifica&ccedil;&atilde;o sem a cobertura de benef&iacute;cios    sociais e com padr&otilde;es salariais rebaixados para o "padr&atilde;o nacional".    Esta forma indireta de Estado M&iacute;nimo n&atilde;o leva em conta, por&eacute;m,    que os filhos desses trabalhadores seriam futuros cidad&atilde;os com os mesmos    direitos dos "filhos da terra". Nascidos no "solo m&atilde;e" e, embora assentados    nas periferias, come&ccedil;am o ano de 2006 gritando pelos seus direitos de    cidadania, ateando fogo em ve&iacute;culos e atordoando as regras do governo    franc&ecirc;s.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Territ&oacute;rios, etnias, migra&ccedil;&atilde;o, cidadania    s&atilde;o novos ingredientes das manifesta&ccedil;&otilde;es de exclus&atilde;o    social, descentrada do econ&ocirc;mico e recentrada no acesso &agrave;s pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas, principalmente as sociais, e transformadas em <i>locus</i>    de exerc&iacute;cio do poder social e pol&iacute;tico. As pol&iacute;ticas sociais    v&atilde;o ganhar crescente papel na luta social entre sociedade e Estado. A    globaliza&ccedil;&atilde;o do trabalho exp&otilde;e as diferen&ccedil;as sociais    dos pa&iacute;ses do hemisf&eacute;rio sul, constituindo o que denomino "a exclus&atilde;o    ao sul do Equador", demarcada pela aus&ecirc;ncia de um pacto de universaliza&ccedil;&atilde;o    da cidadania, pr&oacute;pria dos pa&iacute;ses de regula&ccedil;&atilde;o social    tardia (3).</font></P>     <p><font size="3">A l&oacute;gica excludente, inerente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    capitalista, ganha novos contornos e se torna uma quest&atilde;o social, cultural    e &eacute;tica instalando uma nova rigidez no processo de ultrapassagem da exclus&atilde;o    para a inclus&atilde;o social. Essa rigidez, conhecida pela sociedade mundial    pelos agravados conflitos &eacute;tnicos concretizados em guetos de judeus,    ou no <i>apartheid</i> sul-africano, na nova vers&atilde;o mundializada tem    os muros individuais sutilmente constru&iacute;dos no cotidiano das rela&ccedil;&otilde;es    que se d&atilde;o na escola, no restaurante, no trabalho, no clube, etc.</font></P>     <p><font size="3">A banaliza&ccedil;&atilde;o do conceito exclus&atilde;o/inclus&atilde;o    social vem, em primeiro plano, de seu uso substituto aos conceitos de opress&atilde;o,    domina&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o, subordina&ccedil;&atilde;o    entre outros tantos que derivam do exame cr&iacute;tico da luta de classes da    sociedade salarial, como mera moderniza&ccedil;&atilde;o da defini&ccedil;&atilde;o    de pobre, carente, necessitado, oprimido. A rela&ccedil;&atilde;o entre exclus&atilde;o/inclus&atilde;o    identifica a iniq&uuml;idade da desigualdade. Confrontar a exclus&atilde;o na    sua rela&ccedil;&atilde;o com a inclus&atilde;o &eacute; colocar a an&aacute;lise    no patamar &eacute;tico-pol&iacute;tico, como quest&atilde;o de justi&ccedil;a    social, possibilitando a descoberta de novas identidades e din&acirc;micas sociais.    Ningu&eacute;m &eacute; plenamente exclu&iacute;do ou permanentemente inclu&iacute;do.    N&atilde;o se trata de uma condi&ccedil;&atilde;o de perman&ecirc;ncia mas da    identifica&ccedil;&atilde;o da pot&ecirc;ncia do movimento de indigna&ccedil;&atilde;o    e inconformismo. A exclus&atilde;o social &eacute; a aparta&ccedil;&atilde;o    de uma inclus&atilde;o pela presen&ccedil;a da discrimina&ccedil;&atilde;o e    do estigma. Em conseq&uuml;&ecirc;ncia, seu exame envolve o significado que    tem para o sujeito, ou para os sujeitos, que a vivenciam.</font></P>     <p><font size="3">Carmelita Yasbek (4) – citando Jos&eacute; de Souza Martins    – aponta que, viver como exclu&iacute;do, &eacute; a forma de inclus&atilde;o    poss&iacute;vel em um mundo desigual. A "exclus&atilde;o integrativa" opera    a manuten&ccedil;&atilde;o do <i>status quo</i>, todavia, o movimento da vida    e da hist&oacute;ria n&atilde;o ocorre pelo conformismo. Bader Sawaya (5), na    psicologia social, mostra a presen&ccedil;a do sofrimento da exclus&atilde;o.    O novo elemento que tem projetado fortemente essa discuss&atilde;o para o campo    da &eacute;tica social &eacute; o suposto de que h&aacute; na sociedade a busca    do que &eacute; bom e desej&aacute;vel para todos, o que leva a se indagar da    presen&ccedil;a da luta pela igualdade ou, pelo menos, para um patamar b&aacute;sico    de igualdade.</font></P>     <p><font size="3">Vera Telles (6), ao examinar as diferen&ccedil;as e assimetrias    na igualdade social, considera que nela tamb&eacute;m reside "a pot&ecirc;ncia    contida na linguagem dos direitos". Acentua que, "a reivindica&ccedil;&atilde;o    dos direitos sempre a referencia a uma igualdade prometida a todos, de tal modo    que as diferen&ccedil;as e assimetrias de cada um podem ser formuladas em um    registro p&uacute;blico, como quest&otilde;es pertinentes aos destinos de uma    coletividade".</font></P>     <p><font size="3"><b>CEDEST</b> As experi&ecirc;ncias do Centro de Estudos das    Desigualdades Socioterritoriais (Cedest), da PUC-SP, em grande parte desenvolvidas    em parceria com a Fapesp, t&ecirc;m associado o estudo de formas e graus de    presen&ccedil;a territorial da exclus&atilde;o/inclus&atilde;o social em contextos    urbanos (sob diferentes malhas de agrega&ccedil;&atilde;o territorial). Dentre    suas aquisi&ccedil;&otilde;es cognitivas destaca-se a capacidade de constru&ccedil;&atilde;o    de indicadores intra-urbanos da distribui&ccedil;&atilde;o/redistribui&ccedil;&atilde;o    da qualidade de vida urbana. Na condi&ccedil;&atilde;o de mapa cognitivo de    f&aacute;cil comunica&ccedil;&atilde;o essa constru&ccedil;&atilde;o tem servido    a movimentos e for&ccedil;as sociais assim como a governantes e produtores de    pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Outra aquisi&ccedil;&atilde;o &eacute; o reconhecimento    do modo de espalhamento/concentra&ccedil;&atilde;o dos graus de exclus&atilde;o/inclus&atilde;o    das condi&ccedil;&otilde;es de qualidade de vida nos territ&oacute;rios de uma    cidade. As mudan&ccedil;as desse padr&atilde;o no tempo, constatadas por t&eacute;cnicas    geoespaciais, identificam as linhas de continuidade/descontinuidade com que    processos e din&acirc;micas sociais ocorrem. A mutabilidade de contornos vai    assinalar zonas de relev&acirc;ncia da topografia social resultante das rela&ccedil;&otilde;es    sociais.</font></P>     <p><font size="3">O entendimento dessa topografia social "ergue barricadas" &agrave;    leitura residual do real, e identifica campos de for&ccedil;a, de inquieta&ccedil;&otilde;es,    de desejos em nova leitura cognitiva do real. A topografia social se vale, inclusive,    de novas t&eacute;cnicas e metodologias geoespaciais que permitem colocar em    perspectiva a realidade s&oacute;cio/ econ&ocirc;mico/espacial e seu movimento    territorial. Modo de objetiva&ccedil;&atilde;o, com leitura poss&iacute;vel    na cena p&uacute;blica, a nova cogni&ccedil;&atilde;o permite adentrar o debate    pol&iacute;tico das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></P>     <p><font size="3">Nesse sentido, a fluidez da rela&ccedil;&atilde;o exclus&atilde;o/inclus&atilde;o    social pode ganhar uma similitude com o conceito f&iacute;sico-qu&iacute;mico    de "flu&iacute;do supercr&iacute;tico" isto &eacute;, aquele que existe sob    condi&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m do ponto cr&iacute;tico.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Alda&iacute;za Sposati</b> &eacute; professora titular    da PUC-SP e coordenadora do Centro de Estudos das Desigualdades Socioterritoriais    (Cedest).</i></FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BILBIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Paugam, S. "Que sentido &eacute; poss&iacute;vel dar &agrave;    exclus&atilde;o?", <i>in</i> Veras, M.P.B. (ed.e org.) <i>Hexapolis - desigualdades    e rupturas sociais em metr&oacute;poles contempor&acirc;neas</i>, Educ. SP,    2004, p. 15-25.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Kowarick, L. "Marginaliza&ccedil;&atilde;o e vulnerabilidade    social econ&ocirc;mica dos anos 70 aos 80", <i>in</i> Veras, M.P.B. (<i>op.cit</i>)    p. 219-232.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Sposati, A. "Exclus&atilde;o social abaixo da linha do Equador",    in Veras, M.P.B. (ed.e org.) <i>Por uma sociologia da exclus&atilde;o social    - O debate com Serge Paugam</i>. Educ.SP, 1999, p. 126-138.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Yasbek, M.C. <i>Classes subalternas e assist&ecirc;ncia social</i>.    Cortez Ed.SP,1993.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Sawaya, B. <i>Dial&eacute;tica da exclus&atilde;o/inclus&atilde;o,    reflex&otilde;es metodol&oacute;gicas. Relatos da pesquisa na perspectiva da    psicologia social cr&iacute;tica</i>. SP, Capital Editora/ Livraria Universit&aacute;ria,2001.</font><!-- ref --><P><font size="3">6. Telles, V. "<i>Desigualdade:mas qual a medida?</i>".</font> ]]></body><back>
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