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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n4/a09img01.gif"> </p>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">TRABALHO</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v58n4/a09linek.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Emprego na Alemanha: procura-se</b></font></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A Copa 2006 frustrou as expectativas dos torcedores alem&atilde;es    mas impulsionou a gera&ccedil;&atilde;o de empregos locais, pelo menos temporariamente.    A Copa terminou, por&eacute;m, sem perspectivas positivas quanto &agrave; expans&atilde;o    do mercado de trabalho.</font></P>     <p><font size="3">Os alem&atilde;es residentes na antiga Alemanha Oriental s&atilde;o    os mais afetados pelo desemprego. Dados oficiais mostram que na regi&atilde;o    de Berlim, a taxa de desemprego est&aacute; em torno de 15,6% em contraste com    a regi&atilde;o do estado de Baden-W&uuml;rttemberg que mostra uma taxa bem    inferior – 4,4%. Estas estat&iacute;sticas oficiais de 2002 s&atilde;o baseadas    na defini&ccedil;&atilde;o da International Labour Organization (ILO) sobre    desemprego. Os dados mostram que a reunifica&ccedil;&atilde;o da Alemanha, em    1990, teve impactos socioecon&ocirc;micos duradouros. A uni&atilde;o de dois    sistemas t&atilde;o diferentes continua sendo um grande desafio.</font></P>     <p><font size="3">Ap&oacute;s a reunifica&ccedil;&atilde;o, a taxa de emprego    na Alemanha caiu em cerca de 1,5% no curto per&iacute;odo de 1991 a 1992. Atualmente,    quase a totalidade dos estados situados na regi&atilde;o da antiga Alemanha    Ocidental mostra taxas de desemprego inferiores a 10%, enquanto na ex-Alemanha    Oriental as taxas s&atilde;o bem mais altas: a menor taxa de desemprego est&aacute;    no sul com menos de 5%; j&aacute; em algumas regi&otilde;es de New L&auml;nder    e Berlim, chega pr&oacute;ximo a 20% .</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>XENOFOBIA</b> O problema do desemprego tem sido associado    &agrave; crescente ades&atilde;o dos jovens alem&atilde;es ao extremismo de    direita, apesar de haverem opini&otilde;es divergentes entre pol&iacute;ticos    e estudiosos do assunto. O extremismo de direita tem sido observado em toda    a Alemanha, mas tem sido mais evidente nas regi&otilde;es da antiga Alemanha    Oriental, onde h&aacute; mais desemprego. Brandemburgo, por exemplo, apresenta    uma das maiores taxas da Alemanha – em torno de 17% – e lidera, ao mesmo tempo,    as estat&iacute;sticas nacionais de delitos contra estrangeiros. </FONT></P>     <p><font size="3">A crescente ades&atilde;o a partidos de extrema-direita nos    &uacute;ltimos anos, no entanto, n&atilde;o tem conseguido inibir o fen&ocirc;meno    do multiculturalismo, uma realidade que n&atilde;o pode ser ignorada na Alemanha.    O multiculturalismo tem estimulado, recentemente, muitos debates em torno da    inclus&atilde;o social e econ&ocirc;mica dos estrangeiros na Alemanha. Desde    o in&iacute;cio dos anos 1950 muitos estrangeiros cruzaram as fronteiras germ&acirc;nicas    oferecendo m&atilde;o-de-obra adicional n&atilde;o dispon&iacute;vel, naquela    &eacute;poca, no pa&iacute;s em expans&atilde;o. Os estrangeiros vieram de v&aacute;rios    pa&iacute;ses europeus como It&aacute;lia, Espanha, Portugal, Iugosl&aacute;via,    Turquia, entre outros. Atualmente os turcos representam o maior grupo de estrangeiros    na Alemanha. </font></P>     <p><font size="3">Apesar de numerosos, os estrangeiros n&atilde;o representam    uma amea&ccedil;a &agrave; disponibilidade de empregos na Alemanha. Estat&iacute;sticas    mostram que a taxa de desemprego entre os estrangeiros na Alemanha chega a 25%    sendo duas vezes maior que a dos alem&atilde;es nativos. Muitos estrangeiros    que freq&uuml;entam o sistema de ensino alem&atilde;o n&atilde;o chegam a cursar    a universidade devido ao excludente sistema educacional alem&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Segundo o presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Alem&atilde;    de Empregadores (BDA), Dieter Hundt, em entrevista dada ao <i>Deutsche Welle</i>,    existe um excesso de m&atilde;o-de-obra n&atilde;o especializada e car&ecirc;ncia    de t&eacute;cnicos e acad&ecirc;micos na Alemanha. O dirigente acrescenta que    a baixa escolaridade e a alta taxa de desemprego entre os estrangeiros acontece    por causa de uma pol&iacute;tica de imigra&ccedil;&atilde;o errada. Ele prev&ecirc;    a falta de trabalhadores especializados no futuro que tende a ser agravada pelo    desenvolvimento demogr&aacute;fico negativo.</font></P>     <p><font size="3">O relat&oacute;rio "In the spotlight: german labour market trends",    publicado pelo Federal Statistical Office, aponta medidas importantes para o    desenvolvimento da popula&ccedil;&atilde;o ativa alem&atilde;. Prev&ecirc; aponta    um poss&iacute;vel decl&iacute;nio populacional nos pr&oacute;ximos anos e a    diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em idade ativa. As conseq&uuml;&ecirc;ncias    deste fen&ocirc;meno ser&atilde;o negativas para a economia nacional, havendo    a necessidade de integrar estrangeiros, mulheres e pessoas mais velhas ao mercado    de trabalho.</font></P>     <p><font size="3">A quest&atilde;o do trabalho na Alemanha transformou-se em proposta    de governo para candidatos e estimula debates calorosos no meio acad&ecirc;mico.    O muro de Berlim continua sendo uma incur&aacute;vel cicatriz de concreto desmantelada.    E, frustrando as expectativas de quem esperava melhoras na gera&ccedil;&atilde;o    de empregos, a Volkswagen anunciou que pretende cortar at&eacute; 20 mil vagas    de emprego nos pr&oacute;ximos anos para se tornar mais competitiva no mercado    internacional.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i><b>Juliana Schober Lima</b></i></font></P>      ]]></body>
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