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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n4/a12img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><font size=5><b>TRANSFORMA&Ccedil;&Otilde;ES NO MERCADO DE TRABALHO E DESIGUALDADE    SOCIAL NO BRASIL</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Alexandre Gori Maia</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"> <b><font size=5>A</font></b>companhando as recentes transforma&ccedil;&otilde;es    da economia mundial, o Brasil apresentou nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas profundas    altera&ccedil;&otilde;es na estrutura de seu mercado de trabalho. At&eacute;    os anos 1970, as ind&uacute;strias de transforma&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o    civil eram o alicerce da economia nacional. Nos anos 1980, houve uma ligeira    prote&ccedil;&atilde;o do emprego industrial e uma expans&atilde;o dos servi&ccedil;os    p&uacute;blicos sociais e dos servi&ccedil;os produtivos voltados para o consumo    de alta renda. A partir da d&eacute;cada de 1990, evidencia-se uma r&aacute;pida    abertura do mercado nacional, afetando radicalmente a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o    e o n&iacute;vel de emprego dos diversos setores econ&ocirc;micos. Entretanto,    essa reestrutura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi capaz de modificar o quadro    de extrema exclus&atilde;o social existente no Brasil: mesmo ocupando a 14ª    posi&ccedil;&atilde;o da economia mundial em 2004 (1), o pa&iacute;s ainda apresenta    um dos piores &iacute;ndices de concentra&ccedil;&atilde;o de renda do planeta    e um &iacute;ndice de desenvolvimento humano pouco condizente com sua vitalidade    econ&ocirc;mica (2).</font></P>     <p><font size="3">O surpreendente avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico iniciado na    d&eacute;cada de 1970 nos Estados Unidos, que automatizou as ind&uacute;strias    e reorganizou a estrutura das empresas, permite hoje que os processos produtivos    sejam interconectados e o capital seja transportado de um lado para outro em    curt&iacute;ssimo espa&ccedil;o de tempo. A flexibiliza&ccedil;&atilde;o da    produ&ccedil;&atilde;o, desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial, busca de qualidade    total, formas transit&oacute;rias de produ&ccedil;&atilde;o e outros tipos de    desregula&ccedil;&otilde;es est&atilde;o cada vez mais presentes nas ind&uacute;strias,    que buscam se adaptar &agrave;s novas formas de produ&ccedil;&atilde;o e &agrave;    l&oacute;gica do mercado mundial. Nesta nova sociedade informacional o conhecimento    cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico &eacute; uma das principais propriedades    do ser humano e, ao mesmo tempo em que se reduz o tempo f&iacute;sico do trabalho    no processo produtivo e do trabalho manual direto, amplia-se o trabalho intelectual.    As grandes empresas informacionais procuram agora manter os empregados mais    qualificados importando insumos das &aacute;reas de mais baixo custo (3). H&aacute;    subcontrata&ccedil;&atilde;o de parte do trabalho para seus estabelecimentos    transnacionais, generaliza-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra    tempor&aacute;ria e, ao mesmo tempo, busca-se o consentimento da for&ccedil;a    de trabalho para a revers&atilde;o de contratos sociais mais ben&eacute;ficos    aos trabalhadores.</font></P>     <p><font size="3">O impacto no mercado de trabalho foi imediato. Em algumas &aacute;reas    os trabalhadores se tornaram mais qualificados, como o supervisor e o vigilante    de um processo produtivo, enquanto houve desqualifica&ccedil;&atilde;o em outros    setores, como na metalurgia, onde a habilidade do trabalhador foi substitu&iacute;da    pelo simples papel de operador de m&aacute;quinas semi-autom&aacute;ticas. A    automa&ccedil;&atilde;o acentuou o processo de elimina&ccedil;&atilde;o do emprego    rural, redu&ccedil;&atilde;o do emprego industrial e, por outro lado, fez crescer    o peso do setor de servi&ccedil;os na estrutura social, principalmente servi&ccedil;os    pessoais.</font></P>     <p><font size="3">Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domic&iacute;lios    (PNAD) do IBGE, de 1981 a 2004 h&aacute;, entre os ocupados, crescimento de    6 pontos percentuais na participa&ccedil;&atilde;o dos profissionais (ocupa&ccedil;&otilde;es    do tipo liberal, trabalhadores de escrit&oacute;rio, prestadores de servi&ccedil;os    e outras ocupa&ccedil;&otilde;es de <i>status</i> social mais elevado), que    eram pouco mais de 26% dos ocupados em 1981 e passam a 32% em 2004. Por outro    lado, como impacto direto da mecaniza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola (4),    evidencia-se um acelerado processo de redu&ccedil;&atilde;o do emprego agr&iacute;cola,    que passa de 28% dos ocupados em 1981 para 20% em 2004.</font></P>     <p><font size="3">A informatiza&ccedil;&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o    das empresas afetam desde profissionais qualificados &agrave; massa oper&aacute;ria,    introduzindo a individualiza&ccedil;&atilde;o e a fragmenta&ccedil;&atilde;o    do trabalho no processo produtivo. Ao mesmo tempo, h&aacute; uma expans&atilde;o    generalizada do trabalho tempor&aacute;rio e do trabalho de meio-expediente.    Como afirma Ricardo Antunes (2000), ao contr&aacute;rio de <i>desproletariza&ccedil;&atilde;o</i>,    h&aacute; uma significativa <i>subproletariza&ccedil;&atilde;o</i> do trabalho    em virtude de diversas formas de trabalho parcial, prec&aacute;rio, terceirizado,    subcontratado, vinculado &agrave; economia informal e ao setor de servi&ccedil;os.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A informalidade e o desemprego est&atilde;o ainda associados    aos menores padr&otilde;es sociais. Os ocupados sem contribui&ccedil;&atilde;o    previdenci&aacute;ria oficial representam mais da metade da m&atilde;o-de-obra    ocupada do pa&iacute;s (52%) e mais de 80% dos ocupados na massa agr&iacute;cola.    S&atilde;o 75% dos ocupados de fam&iacute;lias com rendimento familiar de at&eacute;    1/2 sal&aacute;rio m&iacute;nimo e apenas 25% entre os ocupados de fam&iacute;lias    com rendimento familiar superior a 20 sal&aacute;rios m&iacute;nimos.</font></P>     <p><font size="3">J&aacute; o desemprego representava, em 2004, cerca de 12% da    popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa nas fam&iacute;lias com renda familiar    inferior a 1/2 sal&aacute;rio m&iacute;nimo, e apenas 2% nas fam&iacute;lias    com renda superior a 20 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Pode-se ainda afirmar    que o crescimento da taxa de desemprego nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas dirigiu-se    basicamente aos estratos mais pobres da sociedade, passando de 7% em 1982 para    12% em 2004 entre os integrantes das fam&iacute;lias com menores rendimentos,    enquanto que, entre as fam&iacute;lias com os maiores rendimentos familiares,    houve redu&ccedil;&atilde;o de 3% para 2%.</font></P>     <p><font size="3">A an&aacute;lise dos indicadores de distribui&ccedil;&atilde;o    de renda mostra um cen&aacute;rio ainda mais preocupante. Segundo dados do Human    Development Report (HDR) – Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas (ONU), de 2004, o Brasil apresenta historicamente uma desigualdade extrema,    com &iacute;ndice de Gini pr&oacute;ximo a 0,6. Este valor indica uma desigualdade    brutal e rara no resto do mundo, j&aacute; que poucos pa&iacute;ses apresentam    &iacute;ndice de Gini superior a 0,5. Dos 127 pa&iacute;ses presentes no relat&oacute;rio,    o Brasil apresenta o 8º pior &iacute;ndice de desigualdade do mundo, superando    todos os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul e ficando apenas &agrave; frente    de sete pa&iacute;ses africanos. </font></P>     <p><font size="3">Outra maneira de analisar a concentra&ccedil;&atilde;o de renda    &eacute; a partir da massa apropriada pelos relativamente pobres e ricos, permitindo    uma visualiza&ccedil;&atilde;o mais concreta do que se passa nos extremos da    distribui&ccedil;&atilde;o de renda da popula&ccedil;&atilde;o. Em 2004, os    10% brasileiros mais ricos concentravam quase 50% da renda nacional, com uma    parcela apropriada de renda 23 vezes superior aos 20% mais pobres. Rela&ccedil;&atilde;o    de extrema desigualdade quando comparada a uma na&ccedil;&atilde;o mais igualit&aacute;ria,    como a japonesa, onde os 10% relativamente ricos possuem uma parcela de renda    apenas 2 vezes superior &agrave; dos 20% mais pobres.</font></P>     <p><font size="3">Passados 23 anos de transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas,    pode-se ainda afirmar que o cen&aacute;rio pouco se modificou e os relativamente    pobres continuam t&atilde;o pobres quanto antes: a parcela de renda apropriada    pelos 40% mais pobres passou de 8% em 1981 para 9% em 2004. J&aacute; os 10%    mais ricos reduziram em apenas 1% a participa&ccedil;&atilde;o na renda apropriada    total (de 46% em 1981 para 45% em 2004) e o &iacute;ndice de Gini chega a 2004    igual a 0,58, valor muito pr&oacute;ximo aos 0,59 observado em 1981. </font></P>     <p><font size="3">A retomada do crescimento econ&ocirc;mico seria essencial para    contornar esse quadro excludente, recuperando o n&iacute;vel de emprego e melhorando    as condi&ccedil;&otilde;es sociais da popula&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s quase    50 anos de intenso crescimento econ&ocirc;mico, a economia brasileira mergulhou    em uma dura estagna&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica na d&eacute;cada de 80,    sendo observ&aacute;vel desde ent&atilde;o a extremamente preocupante redu&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de pessoas com empregos em estabelecimentos minimamente estruturados,    num pa&iacute;s que vislumbra um r&aacute;pido crescimento da popula&ccedil;&atilde;o    ativa por ainda um bom per&iacute;odo de tempo. </font></P>     <p><font size="3">O desej&aacute;vel crescimento econ&ocirc;mico n&atilde;o pode,    entretanto, desconsiderar a capacidade de suporte do meio ambiente, que imp&otilde;e    limites quando suas atividades n&atilde;o s&atilde;o acompanhadas por uma pol&iacute;tica    de desenvolvimento sustent&aacute;vel. O crescimento descontrolado da popula&ccedil;&atilde;o    e a expans&atilde;o das grandes ind&uacute;strias, baseada no uso abusivo dos    combust&iacute;veis f&oacute;sseis, abriram caminho para uma expans&atilde;o    in&eacute;dita da escala das atividades humanas, pressionando a base limitada    e cada vez mais escassa dos recursos naturais do planeta. Conciliar crescimento    econ&ocirc;mico, redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade e uso sustent&aacute;vel    dos recursos naturais seria, portanto, o grande desafio de uma sociedade que    busca mitigar seu quadro de extrema exclus&atilde;o social de forma efetiva    e permanente.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Alexandre Gori Maia</b> &eacute; pesquisador do Instituto    de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro de Estudos    de Economia Sindical e do Trabalho. </i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTAS</b></font></P>     <p><font size="3">1. Fonte: Banco Mundial. </font></P>     <p><font size="3">2. Segundo informa&ccedil;&otilde;es do relat&oacute;rio da    Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, HDR (Human Developmente    Report) de 2005, a desigualdade brasileira, medida pelo &iacute;ndice de Gini,    era apenas inferior &agrave;quelas observadas em 7 pa&iacute;ses do mundo. Pelo    mesmo relat&oacute;rio, o Brasil ocupava a 63ª posi&ccedil;&atilde;o em &iacute;ndice    desenvolvimento humano. </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Castells, M. <i>A sociedade em rede</i>. S&atilde;o Paulo:    Editora Paz e Terra, 1999.</font><p><font size="3">4. Belik <i>et al</i> (2003) citam o impacto das novas colhedoras    sobre o n&iacute;vel de demanda de m&atilde;o-de-obra agr&iacute;cola, como,    por exemplo, uma colhedora na cultura de algod&atilde;o que substitui o trabalho    de 80 a 150 pessoas; uma colhedora automotriz na cultura de caf&eacute; que    elimina o trabalho de at&eacute; 160 pessoas; e uma colhedora na cultura da    cana-de-a&ccedil;&uacute;car ou de feij&atilde;o que elimina o trabalho de 100    a 120 pessoas.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA SUGERIDA</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">Antunes, R. <i>Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirma&ccedil;&atilde;o    e a nega&ccedil;&atilde;o do trabalho</i>. S&atilde;o Paulo: Boitempo Editorial,    2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">Baltar, P. E. "Crise contempor&acirc;nea e mercado de trabalho    no Brasil". <i>In</i>: Oliveira, M. A. (Org.). <i>Economia &amp; Trabalho</i>.    Instituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas (Campinas), v. 1, p.    147-161, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">Belik, W.; Balsadi, O. V.; Borin, M. R.; Campanhola, C.; Del    Grossi, M. E.; Graziano da Silva, J. "O emprego rural nos anos 90". <i>In</i>:    Proni, M. W.; Henrique, W. (Org.) <i>Trabalho, mercado e sociedade: o Brasil    nos anos 90</i>. Campinas: Instituto de Economia da Unicamp; S&atilde;o Paulo:    Editora Unesp, 2003. </font><!-- ref --><p><font size="3">Castel, R. <i>As metamorfoses da quest&atilde;o social: uma    cr&ocirc;nica do sal&aacute;rio</i>. Petr&oacute;polis: Editora Vozes, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">Dedecca, C. S. "Desemprego e regula&ccedil;&atilde;o no Brasil    hoje". Campinas: Cesit, <i>Cadernos do CESIT</i>, nº . 20, 1996.</font> ]]></body><back>
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