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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n1/a10img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">COMPORTAMENTO</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n1/lineblk.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Inf&acirc;ncia pr&oacute;xima &agrave; natureza estimula    preocupa&ccedil;&atilde;o ambiental na vida adulta </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O contato direto com a natureza na inf&acirc;ncia tende a surtir    efeitos positivos e duradouros, que se refletem nas atitudes ou no comportamento    dos adultos que as crian&ccedil;as v&atilde;o se tornar. Foi o que descobriram    duas pesquisadoras da Universidade de Cornell: Nancy Wells, do Departamento    de Design e An&aacute;lise Ambiental, e Kristi S. Lekies, do Departamento de    Desenvolvimento Humano. O trabalho foi publicado na revista <i>Children, Youth    and Environments</i>, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. </font></p>     <p><font size="3">Por meio de entrevistas com 2 mil pessoas com idades variando    dos 18 aos 90 anos, as pesquisadoras testaram a poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o    entre o grau de envolvimento infantil com a natureza e as atitudes e os comportamentos    em quest&otilde;es ambientais na idade adulta. Duas grandes quest&otilde;es    nortearam a pesquisa: "Como pode a intera&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia    com o ambiente natural come&ccedil;ar a moldar uma trajet&oacute;ria de vida    que inclua respeito &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais e a&ccedil;&otilde;es    ecol&oacute;gicas? Que atividades ou eventos espec&iacute;ficos na juventude    podem iniciar uma pessoa numa trajet&oacute;ria de vida rumo a um comprometimento    com comportamentos e atitudes ambientalmente conscientes?". </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n1/a12img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Nancy e Kristi obtiveram como resposta que acampamentos, brincadeiras    no mato, ca&ccedil;a e pesca figuram entre as principais atividades a fundar    os alicerces de um futuro ambientalista. Mas tamb&eacute;m serve colher flores,    plantar &aacute;rvores ou sementes e cuidar de plantas em casa, ou seja, manter    contato com a "natureza domesticada". Nancy adverte, por&eacute;m,    que n&atilde;o basta expor as crian&ccedil;as &agrave; intera&ccedil;&atilde;o    com a natureza. "Penso que a exposi&ccedil;&atilde;o ao ambiente natural    &eacute; necess&aacute;ria ao longo de toda a vida. Ainda que as experi&ecirc;ncias    da inf&acirc;ncia com a natureza selvagem pare&ccedil;am particularmente potentes    no desenvolvimento do ambientalismo, qualquer contato com a natureza &eacute;    importante – at&eacute; a que se encontra no pr&oacute;prio quintal ou em revistas,    programas de televis&atilde;o e p&ocirc;steres", diz. </font></p>     <p><font size="3">No entanto, a pesquisadora destaca que n&atilde;o se deve confundir    ambientalismo com biofilia, uma tend&ecirc;ncia que, segundo alguns cientistas,    os seres humanos carregam consigo inevitavelmente: a de gostar de bichos e plantas.    Seus estudos se inserem numa linha de pesquisa que visa a compreens&atilde;o    da forma como as trajet&oacute;rias de vida das pessoas se constroem — que eventos,    atividades e experi&ecirc;ncias contribuem para as atitudes que tomam em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de, &agrave; pobreza, &agrave; carreira, ao ambiente? N&atilde;o    buscam, portanto, o "inato", se ele existe, e sim o que h&aacute;    de "aprendido" na rela&ccedil;&atilde;o do homem com a natureza: uma    sensibilidade e um compromisso que se semeiam e desenvolvem em fun&ccedil;&atilde;o    de experi&ecirc;ncias adquiridas. </font></p>     <p><font size="3"><b>BRINCADEIRAS AO AR LIVRE</b> Em estudos anteriores, Nancy    Wells j&aacute; havia examinado outras dimens&otilde;es da influ&ecirc;ncia    da natureza sobre crian&ccedil;as. Por exemplo, a rela&ccedil;&atilde;o da proximidade    com o "verde" com o desenvolvimento cognitivo e a capacidade de crian&ccedil;as    lidarem com o estresse e as adversidades. Estudos da mesma linha, realizados    a partir da d&eacute;cada de 1980 por pesquisadores de diversas &aacute;reas,    t&ecirc;m posto em evid&ecirc;ncia a import&acirc;ncia de brincar fora de casa,    participar de programas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental e ter contato direto    com a natureza para o estabelecimento de bons h&aacute;bitos de sa&uacute;de    e sociabilidade, al&eacute;m da consci&ecirc;ncia ambiental.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Fl&aacute;via Nat&eacute;rcia</i></font></p>      ]]></body>
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