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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n1/a13img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT size="5"><b>CR&Iacute;TICA GEN&Eacute;TICA E CR&Iacute;TICA LITER&Aacute;RIA    </b></FONT></p>     <p><FONT size="3"><b>Ver&oacute;nica Gal&iacute;ndez-Jorge</b></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <font size=5><b>A</b></font>pesar da complementaridade que    implica a conjun&ccedil;&atilde;o, desprende-se do bin&ocirc;mio acima uma alteridade,    uma oposi&ccedil;&atilde;o. Ao propormos esta se&ccedil;&atilde;o, fica claro,    portanto, que a cr&iacute;tica gen&eacute;tica ainda n&atilde;o &eacute; – ou    n&atilde;o se sente – parte integrante da cr&iacute;tica liter&aacute;ria. Meu    esfor&ccedil;o concentrar-se-&aacute; ent&atilde;o na enumera&ccedil;&atilde;o    de interfaces de di&aacute;logo que pretendem situar a cr&iacute;tica gen&eacute;tica,    sobretudo, como pr&aacute;tica cr&iacute;tica dos estudos liter&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="3">Ao estudar os manuscritos de Gustave Flaubert (1), deparei-me    com v&aacute;rias quest&otilde;es que me obrigaram a estabelecer um di&aacute;logo    mais expl&iacute;cito entre as duas pr&aacute;ticas cr&iacute;ticas e que apresento    aqui de forma reduzida.</font></p>     <p><font size="3">Uma das primeiras quest&otilde;es que iniciaram esse di&aacute;logo    foi a da escritura. Ainda que haja diverg&ecirc;ncias na cr&iacute;tica liter&aacute;ria    quanto &agrave;s correntes que se interessam por esse aspecto da produ&ccedil;&atilde;o    liter&aacute;ria, temos em comum o interesse pelos processos envolvidos na constitui&ccedil;&atilde;o    da mat&eacute;ria liter&aacute;ria propriamente dita. No caso espec&iacute;fico    de Flaubert, abundam os estudos acerca de como se configura a "estranha    mec&acirc;nica" atrav&eacute;s da qual o escritor, em sua correspond&ecirc;ncia,    diz chegar &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o da frase.</font></p>     <p><font size="3">A cr&iacute;tica gen&eacute;tica acabou n&atilde;o s&oacute;    se aprofundando na quest&atilde;o pontualmente flaubertiana, mas estendeu-a    para o estudo dos manuscritos de v&aacute;rios outros escritores. O interesse    pela escritura em cr&iacute;tica gen&eacute;tica &eacute; muitas vezes sin&ocirc;nimo    de estudo da cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria de um determinado autor    ou obra. O que foi institu&iacute;do na cr&iacute;tica como quest&atilde;o a    ser estudada a partir de determinado tipo e momento de produ&ccedil;&atilde;o    liter&aacute;ria passou a ser recorte poss&iacute;vel de estudos de manuscritos.    O acesso aos rascunhos de trabalho permite, em grande medida, que o cr&iacute;tico    desenvolva hip&oacute;teses a respeito da constru&ccedil;&atilde;o ou da constitui&ccedil;&atilde;o    de um procedimento liter&aacute;rio que pode ser associado a estudos de estil&iacute;stica,    de hist&oacute;ria da literatura, entre outros.</font></p>     <p><font size="3">Outro ponto incontorn&aacute;vel de di&aacute;logo &eacute;    a rela&ccedil;&atilde;o que a cr&iacute;tica gen&eacute;tica tem com o estruturalismo    franc&ecirc;s e com a est&eacute;tica da recep&ccedil;&atilde;o. No entanto,    o ponto j&aacute; foi bastante desenvolvido por Claudia Amigo Pino em <i>A fic&ccedil;&atilde;o    da escrita</i> (2) e retomado com Roberto Zular em <i>Escrever sobre escrever</i>    (3). A autora trata ainda das rela&ccedil;&otilde;es existentes entre um determinado    tipo de produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, sobretudo a partir dos anos    1950, e a vertente cr&iacute;tica que se interessa pelo processo de cria&ccedil;&atilde;o    da literatura.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Escolhi ater-me aqui a um dos procedimentos metodol&oacute;gicos    praticados em cr&iacute;tica gen&eacute;tica, que mais sutilmente dialoga com    a cr&iacute;tica liter&aacute;ria, que n&atilde;o incorpora os manuscritos em    suas an&aacute;lises: a escolha de um recorte.</font></p>     <p><font size="3">Os anos de forma&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria haviam-me    ensinado, dentre outras possibilidades, a efetuar leituras de detalhes que pudessem    ser relacionadas, durante a an&aacute;lise do texto, ao todo e vice-versa, completando    formalmente o que conhecemos por <i>c&iacute;rculo hermen&ecirc;utico</i>. Apesar    das cr&iacute;ticas a tal proceder, sempre me perguntei o que me atra&iacute;a    tanto nas leituras te&oacute;ricas encabe&ccedil;adas por Spitzer (4) e Auerbach    (5), para – j&aacute; que se trata de escolhas – citar apenas alguns. Compreendo    as ressalvas feitas ao longo do tempo ao ilus&oacute;rio encerramento interpretativo    que tal proceder acabava impondo ao texto, mas nunca consegui desvincular-me    de seu motor: a leitura ou, posto que se trata de cr&iacute;tica, a releitura    do trecho cuidadosamente selecionado, da parte revisitada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n1/a14img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Come&ccedil;o a retomar essa quest&atilde;o pelo j&aacute; cl&aacute;ssico    texto de Auerbach (6), o leitor &eacute; guiado didaticamente pelos caminhos    trilhados pelo ensaio: a quest&atilde;o do realismo como grande tema geral,    a partir da an&aacute;lise de um trecho que nada tem de particular, apesar de    o autor alegar tratar-se de um ponto culminante na descri&ccedil;&atilde;o de    um dos grandes temas de Madame Bovary, o t&eacute;dio, mas que poderia ter sido    substitu&iacute;do por qualquer outro. Sem discutir, aqui, a quest&atilde;o    da mimese – que julgo muito atrelada &agrave; pr&oacute;pria forma te&oacute;rica    escolhida – reconhe&ccedil;o algumas etapas essenciais desse percurso te&oacute;rico    que, como veremos, n&atilde;o faz mais do que confirmar a fic&ccedil;&atilde;o    que o pr&oacute;prio escritor cria, a posteriori, em sua correspond&ecirc;ncia    sobre seu processo escritural.</font></p>     <p><font size="3">Primeiramente, destaco a total subordina&ccedil;&atilde;o, tanto    tem&aacute;tica como narrativa, do trecho em rela&ccedil;&atilde;o ao todo.    Cada recorte tem&aacute;tico pode ser "justificado" pelas partes,    sejam elas os personagens, as cenas, os di&aacute;logos, as descri&ccedil;&otilde;es.    Depois de estabelecida essa rela&ccedil;&atilde;o, a an&aacute;lise do trecho,    tanto no tocante ao procedimento narrativo como ao tema, pode representar a    an&aacute;lise da obra como um todo. Auerbach passa, ent&atilde;o, a quest&otilde;es    te&oacute;ricas como o foco narrativo e a constru&ccedil;&atilde;o de um discurso    indireto livre.</font></p>     <p><font size="3">Uma vantagem de tal procedimento, no contexto da pr&oacute;pria    obra te&oacute;rica, &eacute; a possibilidade de estabelecimento de uma esp&eacute;cie    de c&acirc;none da literatura ocidental, j&aacute; que ao efetuar esse tipo    de rela&ccedil;&atilde;o entre a parte e o todo de v&aacute;rios autores, o    cr&iacute;tico pode coloc&aacute;-los lado a lado. Outra &eacute;, indubitavelmente,    a maior facilidade de se pensarem elementos de teoria liter&aacute;ria de forma    comparativa e geral. Contudo, e j&aacute; adentro as desvantagens, perde-se    um pouco da riqueza do detalhe, privilegiando a leitura geral, que deve ser    inserida em um paradigma de produ&ccedil;&atilde;o mesmo que para indicar a    sua quebra – como &eacute; o caso de Flaubert em rela&ccedil;&atilde;o a Stendhal    ou Balzac e a representa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do que o cr&iacute;tico    chama de "realismo moderno".</font></p>     <p><font size="3">De qualquer forma, mesmo se atrav&eacute;s do emprego te&oacute;rico    da figura, o cr&iacute;tico apresenta primeiramente um trecho do texto que ser&aacute;    lido. O prop&oacute;sito &eacute; de, a partir do recorte oferecido ao leitor,    este possa j&aacute; intuir do que se pretende tratar, sem uma apresenta&ccedil;&atilde;o    te&oacute;rica pr&eacute;via. Seria ent&atilde;o poss&iacute;vel desprender,    do recorte, as caracter&iacute;sticas do texto que seriam posteriormente abordadas    pelo cr&iacute;tico a partir dos elementos j&aacute; mencionados: representa&ccedil;&atilde;o    realista s&eacute;ria manifestada pelo uso da figura. Alega, ainda, ter-se deixado    levar pelo jogo de leitura do texto para chegar a um m&eacute;todo interpretativo,    e que a escolha dos textos n&atilde;o visava amparar um a priori te&oacute;rico,    o que pode – e j&aacute; foi – ser amplamente discutido, mas que ignorarei aqui.</font></p>     <p><font size="3">J&aacute; Spitzer, ficou conhecido como o cr&iacute;tico da    leitura estil&iacute;stica, colocando-nos diante do detalhe com outros objetivos.    Ao longo de seu cap&iacute;tulo sobre Rabelais, o cr&iacute;tico aponta para    caracter&iacute;sticas do caminho te&oacute;rico que est&aacute; desenvolvendo,    a partir, principalmente, de suas reflex&otilde;es sobre a ling&uuml;&iacute;stica.    A quest&atilde;o que se deve colocar ao cr&iacute;tico &eacute; de "ir    da superf&iacute;cie em dire&ccedil;&atilde;o ao ‘centro vital interno’ da obra    de arte: observar primeiramente os detalhes na superf&iacute;cie vis&iacute;vel    de cada obra em particular (e as ‘id&eacute;ias’ expressadas pelo escritor,    s&atilde;o apenas um dos tra&ccedil;os superficiais da obra); em seguida agrupar    esses detalhes e tentar integr&aacute;-los ao princ&iacute;pio criador que deve    ter estado presente na mente do artista; e finalmente retornar a todos os outros    campos de observa&ccedil;&atilde;o para ver se a ‘forma interna’ que se tentou    construir d&aacute; conta da totalidade."(7). Em seguida, integra o procedimento    ao que chama de "c&iacute;rculo filol&oacute;gico", procedimento comum    &agrave;s ci&ecirc;ncias humanas, que consiste em partir da an&aacute;lise de    detalhes para chegar ao todo e poder, mais uma vez, analisar outros detalhes    constitutivos da obra de arte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">&Eacute; necess&aacute;rio, ainda, ressaltar que ambos os cr&iacute;ticos,    a partir da entrada imediata no texto, incitam o leitor a retornar ao texto    liter&aacute;rio propriamente dito, em vez de ater-se aos coment&aacute;rios,    &agrave; literatura secund&aacute;ria. Trata-se, portanto, e em ambos os casos,    de exerc&iacute;cios cr&iacute;ticos de constru&ccedil;&atilde;o de leitura.</font></p>     <p><font size="3">Se observarmos os trabalhos desenvolvidos ao longo dos anos    em cr&iacute;tica gen&eacute;tica, perceberemos que os cr&iacute;ticos, de forma    geral, queixam-se do abundante objeto de pesquisa. E isso tanto para aqueles    que t&ecirc;m acesso a uma suposta "totalidade" do <i>corpus</i>,    como para os que sabem de antem&atilde;o que est&atilde;o diante de <i>corpora</i>    incompletos ou mutilados, ente outros. No caso de Flaubert, trata-se de um <i>corpus</i>    manuscrito geralmente dez vezes mais numeroso do que o n&uacute;mero de p&aacute;ginas    publicadas, posto que reescrevia, em m&eacute;dia, dez vezes cada p&aacute;gina;    para Paul Val&eacute;ry, trata-se praticamente da maior parte de sua produ&ccedil;&atilde;o,    j&aacute; que passou anos escrevendo cadernos sem public&aacute;-los; Georges    Perec acumulava, variava, reproduzia listas; Milton Hatoum, que chegou a levar    dez anos escrevendo um de seus romances, vai imprimindo suas vers&otilde;es…</font></p>     <p><font size="3">Essa enumera&ccedil;&atilde;o tem por objetivo mostrar problemas    comuns ao objeto de estudo da cr&iacute;tica gen&eacute;tica e que, inevitavelmente,    a coloca diante da quest&atilde;o desde sempre desenvolvida pela cr&iacute;tica    liter&aacute;ria e rapidamente citada aqui: o recorte. Ao apresentar os dois    cr&iacute;ticos acima, pretendi apenas sensibilizar o leitor para um procedimento    metodol&oacute;gico j&aacute; bastante intr&iacute;nseco da atividade cr&iacute;tica    e que tamb&eacute;m determina, ainda que o termo seja forte, a atividade em    cr&iacute;tica gen&eacute;tica. </font></p>     <p><font size="3">Depois de reunir, classificar, eventualmente ordenar, descrever    e transcrever os manuscritos d&aacute;-se in&iacute;cio &agrave; atividade cr&iacute;tica    propriamente dita que pouco, ou nada, difere da atividade desde sempre praticada    pela cr&iacute;tica liter&aacute;ria. Sobretudo em seu fazer, em sua mobiliza&ccedil;&atilde;o    metodol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="3">Por outro lado, abre-se o espa&ccedil;o para a contribui&ccedil;&atilde;o    que a cr&iacute;tica gen&eacute;tica tem dado e deve continuar dando para a    cr&iacute;tica liter&aacute;ria, no sentido de sensibiliz&aacute;-la &agrave;    identifica&ccedil;&atilde;o, leitura e interpreta&ccedil;&atilde;o de movimentos    que caracterizam a cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria e que est&atilde;o    para al&eacute;m da descri&ccedil;&atilde;o de sua cronologia ou das estruturas    que os comp&otilde;em. &Eacute; no intervalo entre essas duas pr&aacute;ticas,    permitindo-nos atentar para o detalhe, mas ao mesmo tempo permitindo que a instabilidade    dos manuscritos se instale, que reside boa parte das possibilidades de di&aacute;logo    frut&iacute;fero entre cr&iacute;tica liter&aacute;ria e cr&iacute;tica gen&eacute;tica.    Isso significa que n&oacute;s cr&iacute;ticos podemos nos interessar por um    determinado movimento de cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria – por exemplo,    espa&ccedil;os escriturais, movimentos de escritura – para l&ecirc;-los em sua    profundidade. Podemos tentar compreender como se relacionam com o restante da    produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria; com os demais manuscritos do mesmo    autor; de outros autores; com a obra na qual se insere; enfim, com o momento    de produ&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica implicado na atividade do pr&oacute;prio    cr&iacute;tico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="3"><i><b>Ver&oacute;nica Gal&iacute;ndez-Jorge</b> &eacute; docente    do DLM-FFLCH-USP; membro do Laborat&oacute;rio do Manuscrito Liter&aacute;rio    e diretora cient&iacute;fica do Grupo de Estudos Literatura Loucura Escritura</i></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></FONT></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT SIZE="3">1. Gal&iacute;ndez-Jorge, Ver&oacute;nica. "Como as mil    pe&ccedil;as de um jogo de escritura nos manuscritos de Gustave Flaubert".    Tese de doutorado defendida em 2003, FFLCH-USP. (revis&atilde;o no prelo na    Editora Ateli&ecirc; Editorial sem t&iacute;tulo).</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">2. Amigo Pino, Claudia. <i>A fic&ccedil;&atilde;o da escrita</i>.    S&atilde;o Paulo: Ateli&ecirc;, 2004.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">3. Amigo Pino, Claudia e Zular, Roberto. <i>Escrever sobre escrever</i>.    S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, no prelo.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">4. Spitzer, Leo. <i>&Eacute;tudes de style.</i> Paris: Gallimard-Tel,    1970.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">5. Auerbach, Eric. <i>Mimesis</i>. S&atilde;o Paulo: Perspectiva,    1994 &#91;1929&#93;.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">6. "Na mans&atilde;o de La Mole". In <i>Mimesis</i>.    S&atilde;o Paulo, Perspectiva, 1994, p. 405-441. Apontamos, contudo o problema    que pode gerar o cotejamento entre esse texto e o seguinte, "Germinie Lacerteux",    que vai no sentido diametralmente oposto do primeiro, desqualificando, de certa    forma, Flaubert devido &agrave; falta de um <i>comprometimento</i> hist&oacute;rico    social, como tamb&eacute;m veremos em Luk&aacute;cs.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">7. Spitzer, Leo. <i>&Eacute;tudes de style</i>. Paris: Gallimard-Tel,    1970.</FONT></p>      ]]></body>
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