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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a03img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">NORTE/NORDESTE</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a03img02.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Novos p&oacute;los de pesquisa buscam descentralizar a produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">O projeto &eacute; t&atilde;o ambicioso quanto o talento de    seus idealizadores Miguel Nicolelis, Sidarta Ribeiro e Claudio Mello: construir    doze centros de pesquisa de ponta no Norte e Nordeste do Brasil. Numa parceria    de cientista com doadores privados, o primeiro, j&aacute; funciona na capital    do Rio Grande do Norte. Trata-se do Instituto Internacional de Neuroci&ecirc;ncias    de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) que, em breve, ser&aacute; transferido    para sede pr&oacute;pria que est&aacute; sendo constru&iacute;da na cidade de    Maca&iacute;ba, com 60 mil habitantes, 20 quil&ocirc;metros distante da capital.    </font></P>     <P><font size="3">A maior parte dos recursos para constru&ccedil;&atilde;o do    Instituto veio da iniciativa privada — o nome do centro de pesquisas homenageia    seu patrono e principal apoiador — mas houve tamb&eacute;m investimento da Finep    (Financiadora de Estudos e Projetos), da Universidade de Duke, nos Estados Unidos,    e dos minist&eacute;rios da Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia. Os valores j&aacute; ultrapassam os US$ 25 milh&otilde;es. Miguel    Nicolelis, neurobi&oacute;logo formado na USP, que foi apontado como um dos    20 pesquisadores mais importantes em atividade pela revista <I>Scientific American</I>,    explica que 80% dos recursos vieram do governo norte-americano, representado    por diferentes institui&ccedil;&otilde;es. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a06fig01.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">O IINN-ELS, que emprega atualmente 12 cientistas, integra uma    rede mundial de estudos sobre o c&eacute;rebro. Para o atual diretor do Centro    de Pesquisas de Natal, o neurobi&oacute;logo Sidarta Ribeiro, &eacute; de total    import&acirc;ncia ter um centro internacional de pesquisas fora do eixo Sul-Sudeste.    "Nos Estados Unidos ou na Europa voc&ecirc; encontra bons centros de pesquisa    em qualquer lugar. &Eacute; um sistema distribu&iacute;do. Al&eacute;m disso    os pesquisadores t&ecirc;m muita mobilidade e interc&acirc;mbio, o que gera    riqueza cultural e cient&iacute;fica. No Brasil a desigualdade social se reflete    em um desenvolvimento cient&iacute;fico desigual, o que causa concentra&ccedil;&atilde;o    de pesquisas e de investimentos. A conseq&uuml;&ecirc;ncia &eacute; o que eu    chamo de provincianismo cient&iacute;fico", diz ele. A articula&ccedil;&atilde;o    social &eacute; outro ponto que chama a aten&ccedil;&atilde;o no projeto do    Instituto.</font></P>     <P><font size="3"><b>PATROC&Iacute;NIOS</b> Al&eacute;m do centro de pesquisas    propriamente dito, no canteiro de obras que j&aacute; movimenta a pequena Maca&iacute;ba,    est&atilde;o sendo erguidos tamb&eacute;m um centro de sa&uacute;de materno-infantil    e o centro de educa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.</font></P>     <P><font size="3">O Hospital S&iacute;rio-Liban&ecirc;s, de S&atilde;o Paulo,    ser&aacute; respons&aacute;vel pelo patroc&iacute;nio e gest&atilde;o do um    centro de sa&uacute;de que abrigar&aacute; um servi&ccedil;o de gravidez de    alto risco, um programa de preven&ccedil;&atilde;o de c&acirc;ncer de mama,    in&eacute;dito na regi&atilde;o, e um centro de neuropediatria. O projeto de    educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica deve beneficiar 150 crian&ccedil;as    da rede p&uacute;blica. "Eles ser&atilde;o cientistas com o que tiveram    &agrave; m&atilde;o. Aprender&atilde;o biologia a partir da an&aacute;lise do    solo do bairro onde moram para que percebam quanta vida existe em um peda&ccedil;o    de terra", diz Nicolelis. Para ele, o que falta &eacute; mostrar que a    ci&ecirc;ncia &eacute; fruto da combina&ccedil;&atilde;o de talento, paix&atilde;o,    perseveran&ccedil;a e, sobretudo, interesse.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a06fig02.jpg"></p>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>EXPERIMENTOS EM ANIMAIS</b> Em suas pesquisas, Nicolelis    utiliza a atividade el&eacute;trica do c&eacute;rebro que, por meio de implantes    neurais, pode movimentar pr&oacute;teses rob&oacute;ticas. Os resultados positivos    obtidos em macacos foram muito comemorados na comunidade cient&iacute;fica por    abrirem boas perspectivas para portadores de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica.    Uma das linhas de pesquisa no instituto de Natal &eacute; a biocompatibiliza&ccedil;&atilde;o    de eletrodos. O objetivo &eacute; evitar a inflama&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea    do c&eacute;rebro que fica em contato com os filamentos dos eletrodos respons&aacute;veis    por mapear a atividade el&eacute;trica das c&eacute;lulas. Segundo Sidarta,    experimentos em animais devem possibilitar solucionar esse problema e assim    atingir condi&ccedil;&otilde;es &oacute;timas de cirurgia para colocar implantes    em seres humanos. "No modelo tradicional de pesquisa, primeiro a pessoa    se torna um especialista em t&eacute;cnica. Acredito que seja mais importante    definir uma pergunta e, a partir da&iacute;, achar uma ou mais t&eacute;cnicas    apropriadas para solucionar o problema", acredita ele. Sono, sonhos e mem&oacute;ria,    mecanismos neurais da comunica&ccedil;&atilde;o vocal em sag&uuml;is e doen&ccedil;a    de Parkinson s&atilde;o as demais &aacute;reas definidas como foco da atividade    cient&iacute;fica no Instituto.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></P>      ]]></body>
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