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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a13img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>OS &Iacute;NDIOS PEDEM PASSAGEM…</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Maria Ros&aacute;rio de Carvalho</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>A</b></font><font size="3">o final de 1971, estudante do    curso de ci&ecirc;ncias sociais da Ufba, eu tive a minha primeira experi&ecirc;ncia    de campo, em equipe, entre os &iacute;ndios patax&oacute; da Aldeia de Barra    Velha, no extremo-sul da Bahia. N&atilde;o foi dif&iacute;cil, mesmo para jovens    inexperientes, constatar que a popula&ccedil;&atilde;o de 273 habitantes se    encontrava em situa&ccedil;&atilde;o de extrema pen&uacute;ria, o que, conseq&uuml;entemente,    afetava sua organiza&ccedil;&atilde;o social. A assist&ecirc;ncia, por parte    da Funai, era muito recente e incipiente, similarmente ao que ocorria em outras    &aacute;reas ind&iacute;genas do contexto etnogr&aacute;fico do Nordeste. Hoje,    passadas tr&ecirc;s d&eacute;cadas e meia, mudan&ccedil;as significativas ocorreram:    o contingente demogr&aacute;fico se elevou para pouco mais de 8 mil indiv&iacute;duos,    a pequena aldeia de Barra Velha se transformou em aldeia-m&atilde;e para 23    grupos locais, e o processo de escolariza&ccedil;&atilde;o formal, desencadeado    mais intensamente nos anos 90 do s&eacute;culo XX, j&aacute; n&atilde;o se restringe    ao ensino fundamental e m&eacute;dio. Jovens, em n&uacute;mero relativamente    expressivo, j&aacute; ingressaram em universidades, p&uacute;blicas e particulares,    e outros tencionam faz&ecirc;-lo. </font></P>     <p><font size="3">O leitor atento haver&aacute; de supor que esse contexto de    mudan&ccedil;as n&atilde;o ter&aacute; sido produzido sem muitas dificuldades    e esfor&ccedil;os e que, ademais, ele n&atilde;o ter&aacute; sido capaz de alterar,    significativamente, a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mico-social reinante    no j&aacute; long&iacute;nq&uuml;o 1971. N&atilde;o obstante, haver&aacute;    de admitir que, se n&atilde;o h&aacute; o que comemorar, pelo menos ainda h&aacute;    o que registrar. Eu estou me propondo, pois, neste pequeno artigo, proceder    &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos fatores que t&ecirc;m ensejado, e impulsionado,    a educa&ccedil;&atilde;o escolar ind&iacute;gena no Brasil, considerando, simultaneamente,    o cen&aacute;rio pol&iacute;tico-institucional e as a&ccedil;&otilde;es dos    atores ind&iacute;genas; e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das repercuss&otilde;es    da cultura escolar sobre as tradicionais culturas ind&iacute;genas. </font></P>     <p><font size="3">A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 assegurou aos povos ind&iacute;genas,    no plano do ensino fundamental, a utiliza&ccedil;&atilde;o de suas l&iacute;nguas    maternas e processos pr&oacute;prios de aprendizagem, assim como o apoio e incentivo    &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o das suas manifesta&ccedil;&otilde;es    culturais (1). &Agrave; luz de tais disposi&ccedil;&otilde;es, a Lei de Diretrizes    e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional – LDBEN, de 1996, estabeleceu que    o sistema de ensino da Uni&atilde;o, com a colabora&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias    federais de fomento &agrave; cultura e de assist&ecirc;ncia aos &iacute;ndios,    desenvolveria, e apoiaria t&eacute;cnica e financeiramente, programas integrados    de ensino e pesquisa, planejados com anu&ecirc;ncia das comunidades ind&iacute;genas,    para lhes ofertar educa&ccedil;&atilde;o escolar bil&iacute;ng&uuml;e e intercultural,    visando proporcionar-lhes a recupera&ccedil;&atilde;o de suas mem&oacute;rias    hist&oacute;ricas, a reafirma&ccedil;&atilde;o de suas identidades &eacute;tnicas    e a valoriza&ccedil;&atilde;o de suas l&iacute;nguas e ci&ecirc;ncias (2). </font></P>     <p><font size="3">A rea&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena foi proporcional &agrave;    for&ccedil;a da lei. Nas v&aacute;rias &aacute;reas, desencadeou-se rico e intenso    movimento de implementa&ccedil;&atilde;o do ensino fundamental diferenciado,    conduzido por professores ind&iacute;genas e com conte&uacute;dos espec&iacute;ficos    aos contextos locais. A tenacidade dos diretamente envolvidos, certa dose de    criatividade e improvisa&ccedil;&atilde;o e o apoio de inst&acirc;ncias governamentais    e n&atilde;o-governamentais ensejou que os obst&aacute;culos, que se apresentavam    como intranspon&iacute;veis, fossem superados, gradativamente. Um dos primeiros    foi o fato de os professores ind&iacute;genas recrutados n&atilde;o terem completado    o 2º grau, do que resultava que o grau de escolariza&ccedil;&atilde;o de alguns    deles coincidisse com o do curso b&aacute;sico (da alfabetiza&ccedil;&atilde;o    &agrave; 4ª s&eacute;rie) oferecido nas aldeias, ou &agrave;s s&eacute;ries    (5ª a 8ª) do curso de gin&aacute;sio da cidade vizinha (3). Urgia, portanto,    que eles obtivessem treinamento especializado em magist&eacute;rio ind&iacute;gena,    o que foi feito atrav&eacute;s de cursos para professores leigos e, na seq&uuml;&ecirc;ncia,    de Programas de Forma&ccedil;&atilde;o para o Magist&eacute;rio Ind&iacute;gena,    sob a orienta&ccedil;&atilde;o geral do MEC e das secretarias estaduais de educa&ccedil;&atilde;o.    </font></P>     <p><font size="3">No caso dos patax&oacute; do extremo-sul, cujo processo eu acompanhei    um pouco mais sistematicamente, dois fatos particulares ter&atilde;o funcionado    como catalisadores, quais sejam, a v&iacute;vida impress&atilde;o que a experi&ecirc;ncia    pol&iacute;tico-administrativa dos &iacute;ndios estabelecidos no Parque Ind&iacute;gena    do Xingu causou ao jovem cacique Adauto Ferreira, quando, em 1995, atrav&eacute;s    de interc&acirc;mbio promovido pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de A&ccedil;&atilde;o    Indigenista (Anai), ele retribuiu visita dos kayabi e observou que os pr&oacute;prios    &iacute;ndios administravam o Parque, preenchendo os cargos de chefe-de-posto,    enfermeiro e professor. Ao retornar, divulgou o que presenciara e passou a mobilizar    a comunidade que, ent&atilde;o, liderava, para seguir o padr&atilde;o xinguano    (4); e o impulso advindo do grupo patax&oacute; estabelecido, desde os anos    1950, no munic&iacute;pio mineiro de Carm&eacute;sia, de onde, desde ent&atilde;o,    passou a estabelecer contatos com os parentes dispersos, predominantemente com    os "troncos" ainda hoje radicados em Barra Velha, tornada matriz de    refer&ecirc;ncia para os demais. Os patax&oacute; de Carm&eacute;sia haviam    tomado a dianteira na formula&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de uma    educa&ccedil;&atilde;o diferenciada, que remonta a 1995, no &acirc;mbito da    qual os denominados professores de cultura, ou seja, deposit&aacute;rios da    hist&oacute;ria ind&iacute;gena, n&atilde;o-alfabetizados ou em processo de    alfabetiza&ccedil;&atilde;o, eram especialmente valorizados, e os conhecimentos    que haviam acumulado eram ciosamente registrados pelos iniciantes professores    ind&iacute;genas (5). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Em dezembro de 1997, para uma grande plat&eacute;ia formada    por professores ind&iacute;genas da Bahia, que davam in&iacute;cio ao seu pr&oacute;prio    curso de forma&ccedil;&atilde;o, Apinhaera, uma professora de cultura radicada    em Carm&eacute;sia, explicou, didaticamente, o que era uma escola ind&iacute;gena    diferenciada — "… onde primeiro tem que aprender o que &eacute; nosso,    como pescar, preservar a natureza, fazer um cesto…" —, ap&oacute;s o que    comentou que havia re-orientado o comportamento da filha, inclusive a sua dieta    alimentar, exortando-a a fazer uso da comida cultural, com o que "a gordura    dela ficou fortalecida", assim como re-orientou a sua pr&oacute;pria identidade,    etnizando-a e rejeitando designativos estigmatizantes (6).</font></P>     <p><font size="3">As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educa&ccedil;&atilde;o    Escolar Ind&iacute;gena, formuladas em 1999, reconheciam, em conson&acirc;ncia    com a expressa vontade ind&iacute;gena, que o conjunto de saberes e procedimentos    historicamente produzidos pelas sociedades ind&iacute;genas – l&iacute;ngua,    cosmologia, mem&oacute;ria hist&oacute;rica, saberes relacionados &agrave; identidade    &eacute;tnica, organiza&ccedil;&atilde;o social, manifesta&ccedil;&otilde;es    art&iacute;sticas, e etc – comporia a base conceitual, "afetiva e cultural"    do conte&uacute;do da aprendizagem e forma&ccedil;&atilde;o curricular, devendo    ser priorizado no processo educativo, e se articularia ao conjunto dos saberes    universais, presentes nas diversas &aacute;reas do conhecimento ocidental (7).    </font></P>     <p><font size="3">Os Programas de Forma&ccedil;&atilde;o para o Magist&eacute;rio    Ind&iacute;gena conclu&iacute;ram, a partir de 2000, as suas primeiras turmas,    e prosseguem formando alunos no ensino fundamental diferenciado. Em distintos    contextos, festivas solenidades celebraram o &ecirc;xito alcan&ccedil;ado. Assim    ocorreu entre os munduruku, no Tapaj&oacute;s, que aproveitaram a ocasi&atilde;o    para anunciar o ensino m&eacute;dio regular, atrav&eacute;s de sistema modular,    que eles julgam poder lhes proporcionar, em futuro pr&oacute;ximo, cursar uma    universidade (8); entre os guarani, no Mato Grosso do Sul, cujo Projeto Ar&aacute;    Ver&aacute;, que prepara professores para a educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena,    com o apoio institucional da secretaria de educa&ccedil;&atilde;o estadual e    das universidades Cat&oacute;lica Dom Bosco e Federal de Mato Grosso do Sul,    formou uma segunda turma de 53 professores (9); entre os kootiria, do Alto Rio    Negro, que celebraram a primeira formatura da escola Khumuno Wu'u, considerada    um marco na educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena da regi&atilde;o e apoiada    por um conjunto de institui&ccedil;&otilde;es, tais como Unicef, Federa&ccedil;&atilde;o    das Organiza&ccedil;&otilde;es Ind&iacute;genas do Rio Negro, Instituto SocioAmbiental    (ISA) e Secretaria Municipal de S&atilde;o Gabriel da Cachoeira (10); e entre    v&aacute;rios povos do Nordeste, que lograram, em 2002, formar 72 professores    ind&iacute;genas.</font></P>     <p><font size="3">A nova meta seria, agora, o ensino universit&aacute;rio. Em    2001, a Organiza&ccedil;&atilde;o dos Povos Ind&iacute;genas de Roraima (OPIR)    solicitou do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o uma posi&ccedil;&atilde;o    sobre um conjunto de pleitos, entre os quais a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o    de professores ind&iacute;genas em n&iacute;vel universit&aacute;rio, de modo    a atender as exig&ecirc;ncias e garantias da legisla&ccedil;&atilde;o nacional    de educa&ccedil;&atilde;o; apoio da Universidade Federal de Roraima para a elabora&ccedil;&atilde;o    de proposta e viabiliza&ccedil;&atilde;o de cursos de forma&ccedil;&atilde;o    para uma habilita&ccedil;&atilde;o plena dos professores ind&iacute;genas; uma    inst&acirc;ncia nacional pass&iacute;vel de articular os v&aacute;rios n&iacute;veis    da educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena; e um fundo de financiamento espec&iacute;fico    para a educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena (11). O voto do relator, aprovado    por unanimidade, concluiu que as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior,    compreendidas no sistema federal de educa&ccedil;&atilde;o, em especial as institui&ccedil;&otilde;es    federais, devem se comprometer com a meta 17 da educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena    tal como posta na Lei 10.172/01, ou seja, formular, em dois anos, um plano para    a implementa&ccedil;&atilde;o de programas especiais para a forma&ccedil;&atilde;o    de professores ind&iacute;genas em n&iacute;vel superior, atrav&eacute;s da    colabora&ccedil;&atilde;o das universidades e institui&ccedil;&otilde;es de    n&iacute;vel equivalente. O &uacute;ltimo pleito, considerado digno de aprecia&ccedil;&atilde;o    e efetiva&ccedil;&atilde;o, foi julgado impr&oacute;prio &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o    do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, que, todavia, observou que a    Resolu&ccedil;&atilde;o CNE/CEB 3/99 contempla a educa&ccedil;&atilde;o escolar    ind&iacute;gena, no n&iacute;vel b&aacute;sico, no &acirc;mbito do Fundo de    Manuten&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).</font></P>     <p><font size="3"> Mais um desafio, nova etapa de supera&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos,    novas conquistas. Em 6 de junho de 2006, com certo ufanismo, era anunciada a    cola&ccedil;&atilde;o de grau da primeira turma de 198 professores ind&iacute;genas    da Am&eacute;rica Latina, um projeto pioneiro desenvolvido pela Universidade    do Estado de Mato Grosso (Unemat) mediante parceria com as secretarias estaduais    de educa&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia e tecnologia, a Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional do &Iacute;ndio e a prefeitura de Barra dos Bugres. Iniciado em 2001,    o projeto, desenvolvido ao longo de quatro anos de forma&ccedil;&atilde;o geral    e um ano de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, compreende as &aacute;reas    de ci&ecirc;ncias matem&aacute;ticas e da natureza, ci&ecirc;ncias sociais,    e l&iacute;nguas, artes e literatura e atendeu, at&eacute; o presente, um total    de 298 professores ind&iacute;genas falantes de 37 l&iacute;nguas e pertencentes    a 44 etnias (12). Logo depois, em janeiro do ano corrente, seria a vez de 15    &iacute;ndios das etnias guarani e pankararu, integrantes do Projeto Pindorama,    conclu&iacute;rem o curso superior em letras, tecnologias e m&iacute;dias digitais,    servi&ccedil;o social, pedagogia, enfermagem, contabilidade, direito, administra&ccedil;&atilde;o    e economia, uma reivindica&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena atendida conjuntamente    pela vice-reitoria comunit&aacute;ria da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica    de S&atilde;o Paulo (PUC-SP) e da Pastoral Indigenista. Atualmente, 67 alunos    ind&iacute;genas estudam na institui&ccedil;&atilde;o (13). </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n2/a14fig01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Um novo curso universit&aacute;rio, de agroecologia, dever&aacute;    ser iniciado nesse primeiro trimestre de 2007, preliminarmente para 40 ind&iacute;genas    das etnias terena e kadiw&eacute;. Idealizado pelas pr&oacute;prias comunidades    ind&iacute;genas, o projeto est&aacute; sendo estruturado pelos governos federal    (Minist&eacute;rio do Meio Ambiente em parceria com os Minist&eacute;rios da    Educa&ccedil;&atilde;o, Justi&ccedil;a, Desenvolvimento Agr&aacute;rio, Desenvolvimento    Social e Combate &agrave; Fome e a Funai) e estadual (Instituto de Desenvolvimento    Agr&aacute;rio e Extens&atilde;o Rural de Mato Grosso do Sul), em parceria com    a Universidade Dom Bosco. O curso ter&aacute; dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s    anos e meio e objetiva formar profissionais ind&iacute;genas para a gest&atilde;o    socioambiental nas aldeias da Bacia do Alto Paraguai, no Mato Grosso do Sul,    de acordo com os saberes tradicionais dos alunos (14). </font></P>     <p><font size="3">Matalaw&ecirc;, jovem l&iacute;der da mais populosa aldeia patax&oacute;,    Coroa Vermelha, foi um dos concluintes do curso superior da Unemat. Ele ganhou    visibilidade nacional por ocasi&atilde;o da missa "500 anos de Evangeliza&ccedil;&atilde;o    do Brasil", celebrada pelo cardeal &Acirc;ngelo Sodano, secret&aacute;rio    de Estado do Vaticano, em 26 de abril de 2000, quando, altiva e energicamente,    subverteu a disposi&ccedil;&atilde;o espacial dos assentos reservados aos patax&oacute;,    na periferia do altar e nos &uacute;ltimos lugares, postando-se no centro, assumindo    o controle do ritual e compelindo o sacerdote e personalidades convidadas a    ouvi-los. Foi a contra-rea&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena &agrave; violenta    repress&atilde;o policial desencadeada contra a Marcha e a Confer&ecirc;ncia    Ind&iacute;gena 2000, que reuniu, em Coroa Vermelha, representa&ccedil;&otilde;es    de mais de 150 povos ind&iacute;genas, e contra o Movimento Brasil 400 anos    de Resist&ecirc;ncia Ind&iacute;gena, Negra e Popular (15). Graduado em ci&ecirc;ncias    sociais, ele escolheu como tema da sua monografia a forma&ccedil;&atilde;o e    posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;as na terra ind&iacute;gena mediante    o estudo de caso de Saracura, l&iacute;der origin&aacute;rio da Aldeia de Pedra    Branca, na por&ccedil;&atilde;o sul do rec&ocirc;ncavo baiano, que Matalaw&ecirc;    caracteriza como l&iacute;der espiritualista, aquele que lidera o povo ind&iacute;gena    a partir de um conhecimento espiritual (16). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Desde julho de 2006 Matalaw&ecirc; &eacute; secret&aacute;rio    de assuntos ind&iacute;genas do munic&iacute;pio de Santa Cruz Cabr&aacute;lia    e j&aacute; &eacute; capaz de empreender uma reflex&atilde;o cuidadosa sobre    os limites e responsabilidades decorrentes da nova posi&ccedil;&atilde;o: a    grande expectativa da comunidade ind&iacute;gena, a impossibilidade de proceder    a um planejamento anual devido &agrave; irregularidade dos repasses de recursos,    e a possibilidade que se apresenta de fortalecer a causa ind&iacute;gena, o    que tem sido obstado pelas dificuldades que se interp&otilde;em &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de um trabalho transversal e integrado entre as v&aacute;rias secretarias municipais.    Mas ele faz quest&atilde;o de enfatizar o apoio da prefeitura municipal ao recente    Encontro de Pesquisadores Patax&oacute;s em torno do Patxoh&atilde;, "L&iacute;ngua    do Guerreiro Patax&oacute;" (l&eacute;xicos ind&iacute;genas aplicados    &agrave; sintaxe do vern&aacute;culo), que, desde 2003, vem sendo implementada    em todas as s&eacute;ries do ensino fundamental, e tentativamente reconstru&iacute;da    por um grupo de professores ind&iacute;genas – a maioria dos quais se encontra,    presentemente, realizando cursos universit&aacute;rios, na Universidade Federal    da Bahia, Universidade de Bras&iacute;lia, Universidade do Norte do Paran&aacute;    e em faculdades estabelecidas na regi&atilde;o – que tem se encarregado, tamb&eacute;m,    de dissemin&aacute;-la atrav&eacute;s de um processo de aprendizagem coletivo    no qual as crian&ccedil;as s&atilde;o agentes fundamentais (17). </font></P>     <p><font size="3">O exemplo dos Patax&oacute;, seguramente n&atilde;o o &uacute;nico,    aponta para um cen&aacute;rio que se apresenta como favor&aacute;vel &agrave;    valoriza&ccedil;&atilde;o e revitaliza&ccedil;&atilde;o das culturas ind&iacute;genas    tribut&aacute;rio, em larga medida, do processo de escolariza&ccedil;&atilde;o    nos tr&ecirc;s graus. No entanto, seria temer&aacute;rio supor que inexistam    situa&ccedil;&otilde;es dissonantes, como a que tem sido veiculada em rela&ccedil;&atilde;o    ao Parque Ind&iacute;gena do Xingu. Vozes autorizadas de pessoas mais velhas,    no PIX, t&ecirc;m lamentado que os jovens n&atilde;o queiram mais saber dos    costumes ind&iacute;genas, notadamente da pajelan&ccedil;a, e que busquem se    comportar como os "jovens brancos". Imputar, contudo, &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o    a incapacidade de reorientar comportamentos de jovens positivamente impactados    perante o efeito-demonstra&ccedil;&atilde;o de bens industrializados e equipamentos    urbanos em um contexto, como o xinguano, presentemente amea&ccedil;ado pela    lavoura comercial de soja e a pecu&aacute;ria extensiva, assim como pela implanta&ccedil;&atilde;o    de hidrel&eacute;tricas, como a Paranatinga II, cujas obras, em curso, poder&atilde;o    alterar, irreversivelmente, o sistema adaptativo-ecol&oacute;gico e simb&oacute;lico    da bacia dos formadores do Xingu (18) seria, ademais, ing&ecirc;nuo, equivocado.    O exemplo, ao contr&aacute;rio, demonstra, de modo dramaticamente eloq&uuml;ente,    que a educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena n&atilde;o pode, absolutamente,    ser dissociada da demarca&ccedil;&atilde;o e integridade dos territ&oacute;rios,    do atendimento &agrave; sa&uacute;de, nutri&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o    ambiental, mediante pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas continuadas, informadas    e avaliadas pelos pr&oacute;prios &iacute;ndios. </font></P>     <p><font size="3">Mas &agrave; guisa de reflex&atilde;o final, &eacute; oportuno    evocar o alerta-reflexivo do professor Lucas Ruri'&otilde;, da aldeia Xavante    de Idz&ouml;'uhu, na Terra Ind&iacute;gena de Sangradouro, Mato Grosso, quando    ele constatou, em 1998, que a escola estava ocupando maior espa&ccedil;o na    vida dos alunos (ensino fundamental) do que a cultura ind&iacute;gena, e que,    por isso, eles estavam, invariavelmente, pretextando n&atilde;o ter tempo "para    deitar ao lado do seu pai ou do av&ocirc; &#91;quando o velho quer passar os seus    conhecimentos, os filhos t&ecirc;m obriga&ccedil;&atilde;o de deitar ao lado    do seu pai, dos velhos para ouvir os mitos, a hist&oacute;ria&#93; por que tem tarefa,    tem aquele torneio, tem jogo, tem passeio…" (19). O que ele recomendava,    e praticava, era a integra&ccedil;&atilde;o da escola &agrave; cultura ind&iacute;gena,    de modo a contornar o risco da rela&ccedil;&atilde;o inversa, que faria, mais    uma vez, malograr a tentativa de experi&ecirc;ncia intercultural. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Maria Ros&aacute;rio de Carvalho</b> &eacute; professora    adjunta do Depto. de Antropologia da FFCH-Ufba e dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncias Sociais, Estudos &Eacute;tnicos e Africanos e Antropologia;    coordenadora do Programa de Pesquisas sobre Povos Ind&iacute;genas do Nordeste    Brasileiro (Pineb), grupo de pesquisa do CNPq que lidera, juntamente com Pedro    Agostinho. </i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><FONT SIZE="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></FONT></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. T&iacute;tulo VII – da Ordem Social, cap&iacute;tulo III    – "Da Educa&ccedil;&atilde;o, da Cultura e do Desporto", Arts. 210    e 215 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. 1988. </font><!-- ref --><p><font size="3">2. Cap&iacute;tulo II, T&iacute;tulo III, Art. Art. 78 da    Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional, de 20 de dezembro    de 1996. </font><!-- ref --><p><font size="3">3. Souza, A C G. "Escola e reafirma&ccedil;&atilde;o    &eacute;tnica: o caso dos patax&oacute; de Barra Velha, Bahia". Disserta&ccedil;&atilde;o    apresentada ao mestrado em ci&ecirc;ncias sociais da FFCH/Ufba, pp. 74-75. 2001.</font><p><font size="3">4. Souza, A C G. <i>op cit</i>. p. 76. 2001.</font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Carvalho, M R &amp; Sampaio, J.A.L. Relat&oacute;rio apresentado    ao curso de forma&ccedil;&atilde;o de professores ind&iacute;genas na Bahia.    Aldeia de Barra Velha: MEC/ANAI/Ufba. p. 2. 1997.</font><p><font size="3">6. Carvalho, M R.&amp; Sampaio, JA L. <i>op cit</i>. p. 3.    1997.</font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educa&ccedil;&atilde;o    Escolar Ind&iacute;gena. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o/Conselho    Nacional da Educa&ccedil;&atilde;o. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. <i>O Liberal</i>,Link:<i><a href="http://www.oliberal.com.br/index.htm" target="_blank">http://www.oliberal.com.br/index.htm</a></i>.<i>18.01.2006</i>.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. <i>Clipping</i> da 6ª. CCR do MPF, divulgado na <a href="mailto:rede@anai.org.br">rede@anai.org.br</a>.    16.05.2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">10. Home page do Instituto SocioAmbiental (ISA). 15.05.2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. Parecer CNE/CEP 20/2002. Despacho do Ministro em 9/4/2002,    publicado no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o de 11/4/2002, Se&ccedil;&atilde;o    I, p.14.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. <i>Clipping</i> da 6ª. CCR do MPF divulgado na <a href="mailto:rede@anai.org.br">rede@anai.org.br</a>    07.06.2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. Reda&ccedil;&atilde;o Terra.15.12. 2006</font><!-- ref --><p><font size="3">14. Home page Funai divulgado na <a href="mailto:rede@anai.org.br">rede@anai.org.br</a>    8.01.2007. </font><!-- ref --><p><font size="3">15. C&eacute;sar, A L S. "Li&ccedil;&otilde;es de abril:    constru&ccedil;&atilde;o de autoria entre os patax&oacute; de Coroa Vermelha".    Tese apresentada ao Departamento de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ling&uuml;&iacute;stica    Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas,    como requisito parcial para a obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de doutor    em ling&uuml;&iacute;stica aplicada, na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o    bil&iacute;ng&uuml;e, p. 142. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">16. Entrevista concedida por Matalaw&ecirc;, a Sarah de Siqueira    Miranda, bolsista AP do CNPq no PINEB. 12. 01. 2007</font><!-- ref --><p><font size="3">17. Miranda, Sarah de Siqueira. "A constru&ccedil;&atilde;o    da identidade patax&oacute;: pr&aacute;ticas e significados da experi&ecirc;ncia    cotidiana entre crian&ccedil;as da Coroa Vermelha". Monografia apresentada    ao Departamento de Antropologia e Etnologia, Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias    Humanas, Universidade Federal da Bahia,. pp. 38-39. 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">18. Home page da <i>Ag&ecirc;ncia Brasil</i>. 07.12. 2007</font><!-- ref --><p><font size="3">19. Depoimento de Lucas Ruri'&otilde;, pertencente ao acervo    da Associa&ccedil;&atilde;o Xavante War&atilde; e disponibilizado por Hiparidi    Toptiro, seu coordenador, &agrave; Machado, A M N. "Brincando de ser crian&ccedil;a"    Contribui&ccedil;&otilde;es da Etnologia Ind&iacute;gena Brasileira &agrave;    Antropologia da Inf&acirc;ncia". Tese de doutoramento apresentada ao Departamento    de Antropologia do Instituto Superior das Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da Empresa    – ISCTE. pp. 220-222. 2003.</font> ]]></body><back>
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