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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a10img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">SEM PRECONCEITO</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a03img02.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Escolas inglesas mostram modelos familiares alternativos</b></font></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Esque&ccedil;a o conto de fadas tradicional. A rainha desse    reino distante que busca uma esposa para seu filho, o pr&iacute;ncipe, n&atilde;o    o satisfaz com suas escolhas. Quem conquista seu cora&ccedil;&atilde;o &eacute;    outro jovem pr&iacute;ncipe, com quem se casa e vive feliz para sempre. Desde    setembro de 2006, s&atilde;o est&oacute;rias como essas que crian&ccedil;as    de 14 escolas inglesas t&ecirc;m lido. O projeto <i>No outsiders</i> foi criado    por pesquisadores das universidades de Sunderland, Exeter e o Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o    da Universidade de Londres com o objetivo de ensinar diversidade sexual e estruturas    familiares alternativas na escola. Se tiver sucesso, se estender&aacute; a todas    as escolas do pa&iacute;s.</font></P>     <p><font size="3">Nesse projeto o governo brit&acirc;nico investiu cerca de R$    2,4 milh&otilde;es. Trata-se da primeira tentativa de introduzir livros com    a tem&aacute;tica da diversidade sexual no curr&iacute;culo escolar, em larga    escala. Em outra publica&ccedil;&atilde;o da lista recomendada para as escolas    do projeto, intitulado <i>Spacegirl pukes</i>, uma garota prestes a viajar numa    viagem espacial fica doente. Quem cuida dela s&atilde;o duas m&atilde;es. No    <i>And Tango makes three</i>, dois pinguins machos vivem no zool&oacute;gico    de Nova York; ao perceber que eles est&atilde;o apaixonados, o cuidador dos    animais d&aacute; um ovo. Assim nasce o primeiro pinguim do zool&oacute;gico    com dois pais. A mensagem &eacute; sutil, mas clara: dois homens juntos podem    ser pais. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a10fig01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">"O mais importante nesses livros &eacute; refletir a realidade    das crian&ccedil;as", explica a especialista em literatura infantil e diretora    do <i>No outsiders</i>, Elisabeth Atkinson, em entrevista para o jornal ingl&ecirc;s    <i>The Observer</i>. Segundo ela, est&oacute;rias infantis s&atilde;o uma arma    poderosa para formular valores sociais e promover o desenvolvimento emocional    das crian&ccedil;as. "O que os livros n&atilde;o dizem tamb&eacute;m &eacute;    relevante. Ao deixar de falar de relacionamentos homossexuais nos livros infantis,    estamos silenciando uma mensagem social. Mais tarde jovens gays ou percebidos    como homossexuais poder&atilde;o ser v&iacute;tima de provoca&ccedil;&atilde;o    na escola, situa&ccedil;&atilde;o conhecida como <i>bullying</i>", acredita.</font></P>     <p><font size="3"><b>DOIS PR&Iacute;NCIPES. POR QUE N&Atilde;O?</b> Membros do    grupo Christian Voice, em contrapartida, acreditam que esse tipo de literatura    &eacute; perigosa para as crian&ccedil;as. Para eles o projeto promove a homossexualidade.    Alguns pais questionam tamb&eacute;m se seus filhos tem maturidade para lidar    com essas est&oacute;rias. O projeto atinge crian&ccedil;as com idade entre    4 e 11 anos. "N&atilde;o me incomodo com o que os adultos fazem em consenso    m&uacute;tuo, mas n&atilde;o tenho certeza que isso deva ser imposto &agrave;s    crian&ccedil;as", disse Andy Hebberd, fundador do grupo Organiza&ccedil;&atilde;o    de Pais, para a revista alem&atilde; <i>Der Spiegel</i>. Mark Jennett, respons&aacute;vel    pelo treinamento dos professores, explica que tanto a est&oacute;ria dos dois    pr&iacute;ncipes como a da Cinderela n&atilde;o tratam de sexo, mas s&atilde;o    est&oacute;rias de amor. "A dificuldade em lidar com estes temas n&atilde;o    est&aacute; nos alunos, mas nos pais", diz. </font></P>     <p><font size="3">Segundo os pesquisadores do projeto, os livros t&ecirc;m sido    bem recebidos pelos professores participantes. Em seus depoimentos no site <a href="http://www.nooutsiders.sunderland.ac.uk/" target="_blank">http://www.nooutsiders.    sunderland.ac.uk/</a> consideram positivo retratar diferentes tipos de fam&iacute;lia.    Crian&ccedil;as nessa faixa et&aacute;ria s&atilde;o menos preconceituosas,    aceitam melhor a diferen&ccedil;a, o que torna este o momento ideal para mostrar    diferentes estilos de vida, vis&otilde;es e atitudes. Para Jennett, o projeto    quer formar professores aptos a lidar com crian&ccedil;as que usem a palavra    gay num sentido negativo. O projeto deve terminar em 2008, e os resultados publicados    em livro e document&aacute;rio.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Patr&iacute;cia Mariuzzo</i></font></P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a10fig02.jpg"></P>      ]]></body>
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