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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a10img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">M&Iacute;DIA</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a03img02.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Pesquisa ibero-americana mede a percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    de C&amp;T</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Dois mitos sobre a ci&ecirc;ncia e tecnologia (C&amp;T) na Am&eacute;rica    Latina predominam no imagin&aacute;rio coletivo. Um diz que h&aacute; baixa    divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na regi&atilde;o; e outro que inexiste    o interesse do p&uacute;blico em assuntos ligados &agrave; ci&ecirc;ncia. "Mitos"-    considera o soci&oacute;logo da ci&ecirc;ncia Yurij Castelfranchi, do Laborat&oacute;rio    de Estudos Avan&ccedil;ados em Jornalismo Cient&iacute;fico (Labjor), da Universidade    Estadual de Campinas (Unicamp). Foi ele quem mediou a sess&atilde;o sobre percep&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica da ci&ecirc;ncia nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina,    Espanha e Portugal, durante o VII Congresso Ibero-americano de Indicadores de    Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, em maio, na capital paulista. No congresso estiveram    pesquisadores da Rede Ibero-americana de Indicadores de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia    (Ricyt, na sigla em espanhol) que visa promover a coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    entre os pa&iacute;ses.</font></P>     <P><font size="3">As medi&ccedil;&otilde;es no Brasil mostram que cerca de 5-7%    do espa&ccedil;o di&aacute;rio dos grandes jornais &eacute; ocupado por temas    cient&iacute;ficos. "Se considerar que os pa&iacute;ses desenvolvidos gastam    2 a 3% do PIB em C&amp;T, os 5% dos jornais &eacute; um valor significativo",    compara. H&aacute; not&iacute;cias sobre ci&ecirc;ncia e tecnologia todos os    dias e elas n&atilde;o se restringem &agrave;s editorias de ci&ecirc;ncia, mas    permeiam nos demais cadernos dos jornais di&aacute;rios.</font></P>     <P><font size="3"> Na Argentina, a ci&ecirc;ncia tamb&eacute;m est&aacute; presente    nos grandes jornais di&aacute;rios. De acordo com Carmelo Polino, da Ricyt na    Argentina, mais de 60% das not&iacute;cias de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    dos jornais de seu pa&iacute;s se referem a pesquisas nacionais. "Embora    haja diferen&ccedil;a entre <i>Clar&iacute;n</i> e <i>La Nacion</i>, a m&eacute;dia    tende a privilegiar os trabalhos feitos na pr&oacute;pria Argentina", diz    Polino. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><b>PESQUISA DO MCT</b> Os debates sobre o tema ganham espa&ccedil;os    n&atilde;o somente na m&iacute;dia, como em outras arenas como a legislativa,    na discuss&atilde;o de projetos na C&acirc;mara dos Deputados. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia    desse movimento, os resultados das pesquisas de percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    sobre os avan&ccedil;os da ci&ecirc;ncia j&aacute; come&ccedil;am a animar.    Uma enquete do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, cujos resultados    foram apresentados um m&ecirc;s antes dessa reuni&atilde;o, sobre o que o brasileiro    pensa de C&amp;T, foi coordenada por Ildeu de Castro Moreira, do MCT, e Lu&iacute;sa    Massarani, do Museu da Vida, da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz    (Fiocruz). Um conjunto de pesquisadores de v&aacute;rios pa&iacute;ses ajudaram    na formula&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio. Nos quesitos sobre otimismo    e interesse, o brasileiro se destaca. &Eacute; um dos povos que mais se declara    consciente do papel da ci&ecirc;ncia no desenvolvimento do pa&iacute;s e se    interessa pelo tema. Se 47% t&ecirc;m interesse por esportes, 41% querem saber    mais sobre C&amp;T. Castelfranchi acrescenta que, apesar de interessada, a maioria    da popula&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; pouco informada sobre assuntos cient&iacute;ficos,    n&atilde;o conhece institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa do pa&iacute;s e,    especialmente nas classes mais populares, quase n&atilde;o tem chance de acesso    &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Por&eacute;m, nota-se que    "independentemente das perguntas, n&atilde;o h&aacute; grande hostilidade    pela ci&ecirc;ncia, como querem nos fazer acreditar os mitos", refor&ccedil;a    o pesquisador. </font></P>     <P><font size="3">Durante o encontro dos especialistas do Ricyt, al&eacute;m do    Brasil, Espanha, Argentina e Venezuela apresentaram os resultados de suas pesquisas.    A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; confrontar os diferentes modelos praticados    e buscar uma metodologia comum, com pelo menos 20 perguntas que constariam no    question&aacute;rio de todos os pa&iacute;ses iberoamericanos. Em setembro,    o grupo se re&uacute;ne em Buenos Aires e, em fevereiro de 2008, em Madri, quando    se dever&aacute; propor a cria&ccedil;&atilde;o de um manual para fazer esse    levantamento.</font></P>     <P><font size="3"><b>O PAPEL DA IMPRENSA</b> Para Castelfranchi, a cultura de    cada pa&iacute;s determina o grau de confian&ccedil;a na divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica feita pela imprensa. No caso do Brasil, os jornalistas encabe&ccedil;am    a lista de fontes mais confi&aacute;veis sobre os grandes temas. J&aacute; na    Europa, os consumidores de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais c&eacute;ticos    em rela&ccedil;&atilde;o ao papel da imprensa na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.    "Os europeus culpam os jornalistas pela pouca e m&aacute; informa&ccedil;&atilde;o    sobre ci&ecirc;ncia e tecnologia", diz.</font></P>     <P><font size="3">Segundo o levantamento da Funda&ccedil;&atilde;o Espanhola para    a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, apresentado por Gonzalo Remiro Rodenas, os espanh&oacute;is    t&ecirc;m um baixo grau de confian&ccedil;a nos jornalistas (3,1 numa escala    de 1 a 5), abaixo dos 4,3 dos m&eacute;dicos e 4,1 dos cientistas. Para eles    tamb&eacute;m s&atilde;o insuficientes as informa&ccedil;&otilde;es sobre ci&ecirc;ncia    e tecnologia em todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Os entrevistados    apontam especialmente os peri&oacute;dicos gratuitos, sendo a televis&atilde;o    a menos citada, "talvez pelo fato das pessoas n&atilde;o esperarem informa&ccedil;&otilde;es    cient&iacute;ficas nesse ve&iacute;culo". Na Venezuela, a televis&atilde;o    tem o melhor desempenho na divulga&ccedil;&atilde;o de C&amp;T. A maioria dos    pessoas (63%) adquire informa&ccedil;&atilde;o pelo meio eletr&ocirc;nico, a    maior parte por canal a cabo.</font></P>     <P><font size="3"><b>SEMELHAN&Ccedil;AS E DIFEREN&Ccedil;AS</b> De modo geral    o trabalho dos cientistas &eacute; visto com bons olhos pelos entrevistados    nos pa&iacute;ses ibero-americanos. Na Europa, as pesquisas cient&iacute;ficas    recebem ressalva, mas quase a metade dos espanh&oacute;is acredita que os benef&iacute;cios    da C&amp;T s&atilde;o maiores que os malef&iacute;cios (apenas 7% pensam o contr&aacute;rio).    A rela&ccedil;&atilde;o entre prest&iacute;gio da profiss&atilde;o e a remunera&ccedil;&atilde;o,    no entanto, reduz o interesse em trabalhar na &aacute;rea: nos resultados contabilizados    em pesquisa de 2006, 49% dos entrevistados acreditam que a profiss&atilde;o    de cientista &eacute; atrativa para os jovens; na medi&ccedil;&atilde;o anterior,    de 2003, esse valor era 59%.</font></P>     <P><font size="3">Na Argentina ocorre praticamente a mesma situa&ccedil;&atilde;o.    Uma maioria v&ecirc; a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico    como um trabalho gratificante, por&eacute;m mal remunerado. Por isso, apenas    36,4% considera muito atrativo para os jovens. "Neste caso acaba pesando    mais a remunera&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o", salienta Polino.    No Brasil, a vis&atilde;o otimista da popula&ccedil;&atilde;o destoa dos outros    povos: 74% acreditam nos resultados positivos da C&amp;T..</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Murilo Alves Pereira</i></font></P>      ]]></body>

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