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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a12img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>CICLOS DE NUTRIENTES NA AMAZ&Ocirc;NIA: RESPOSTAS &Agrave;S    MUDAN&Ccedil;AS AMBIENTAIS E CLIM&Aacute;TICAS</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Fl&aacute;vio J. Luiz&atilde;o</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>A</b></font> Amaz&ocirc;nia &eacute; uma regi&atilde;o    tropical imensa, com alta diversidade biol&oacute;gica e com muita &aacute;gua,    onde a floresta interage fortemente com a atmosfera, rios e lagos (1). A floresta    tropical densa de terra firme, que cobre a maior parte da regi&atilde;o e que    se situa predominantemente sobre solos de baixa fertilidade qu&iacute;mica natural    (2, 3), deve sua sobreviv&ecirc;ncia e produtividade &agrave; sua alta diversidade    vegetal, composta por esp&eacute;cies nativas adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    clim&aacute;ticas e nutricionais do solo. Essas esp&eacute;cies teriam uma baixa    demanda por nutrientes minerais e dependeriam, ent&atilde;o, de uma eficiente    reciclagem da mat&eacute;ria org&acirc;nica produzida pela pr&oacute;pria floresta    (2). A reciclagem da mat&eacute;ria org&acirc;nica depende fortemente da atividade    biol&oacute;gica que, em condi&ccedil;&otilde;es naturais na floresta, &eacute;    muito favorecida pela temperatura e umidade apropriadas da regi&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">Al&eacute;m dos nutrientes reciclados a partir da mat&eacute;ria    org&acirc;nica, as chuvas (deposi&ccedil;&atilde;o &uacute;mida) e os aeross&oacute;is    (deposi&ccedil;&atilde;o seca) representam entradas importantes de alguns dos    nutrientes essenciais para a Amaz&ocirc;nia. A import&acirc;ncia relativa dessas    fontes pode variar de um nutriente para outro; por exemplo, as fortes e freq&uuml;entes    chuvas dos tr&oacute;picos constituem o maior fluxo de entrada de f&oacute;sforo    (P) para o sistema florestal, por&eacute;m representam uma fra&ccedil;&atilde;o    muito pequena nas entradas totais de nitrog&ecirc;nio (N) para a floresta (<a href="#tab01">Tabela    1</a>) (4). A lavagem das copas das &aacute;rvores (enriquecimento) produz importantes    fluxos de magn&eacute;sio (Mg) e, principalmente, pot&aacute;ssio (K). As perdas    para os igarap&eacute;s de drenagem s&atilde;o geralmente muito baixas, exceto    para c&aacute;lcio (Ca) e Mg. Entre os macro-nutrientes, N e Ca dependem essencialmente    da reciclagem interna da floresta e a liteira fina representa a sua maior entrada    para o ecossistema florestal. A liteira &eacute; o conjunto de detritos org&acirc;nicos,    principalmente de origem vegetal, produzidos pela floresta (folhas, gravetos    e galhos, flores e frutos, e outros componentes menores) (5). A liteira pode    ser classificada em liteira fina (que inclui material lenhoso com di&acirc;metro    at&eacute; 2 cm) e liteira grossa (material lenhoso – galhos e troncos    – com di&acirc;metro superior a 2 cm) (6). </font></P>     <p><a name="tab01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a14tab01.gif"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A liteira grossa (material lenhoso com di&acirc;metro &gt; 2    cm), de decomposi&ccedil;&atilde;o lenta, apresenta alta concentra&ccedil;&atilde;o    de carbono e baixa de nutrientes; &eacute; ainda pouco estudada nos tr&oacute;picos,    mas deve ser inclu&iacute;da nos c&aacute;lculos dos estoques de C e nos fluxos    de respira&ccedil;&atilde;o da floresta. Seu estoque na floresta intacta, na    Amaz&ocirc;nia brasileira, situa-se entre 30 e 55 Mg. ha-1 e sua produ&ccedil;&atilde;o    anual, entre 2 e 4 Mg.ha-1.ano-1 (7, 8). Estudos recentes demonstraram que a    concentra&ccedil;&atilde;o de nutrientes (especialmente os c&aacute;tions, como    Ca e Mg) na fra&ccedil;&atilde;o mais fina (2-10 cm di&acirc;metro) desse compartimento    &eacute; tamb&eacute;m consider&aacute;vel, embora menor do que nas folhas (9).    Uma vez decomposta, supostamente entre 1 e 2 anos ap&oacute;s a deposi&ccedil;&atilde;o,    essa fra&ccedil;&atilde;o libera Ca e Mg no solo superficial, aumentando a disponibilidade    dessas bases para as plantas que se instalam na &aacute;rea e potencialmente    favorecendo as esp&eacute;cies com maior demanda por Ca e Mg (10).</font></P>     <p><font size="3">Por outro lado, a liteira fina, al&eacute;m de ser um indicador    direto da produtividade prim&aacute;ria do ecossistema florestal e de ter importante    papel na cobertura e prote&ccedil;&atilde;o do solo, funciona como uma cont&iacute;nua    e importante fonte de nutrientes para o solo florestal, devido &agrave; sua    r&aacute;pida renova&ccedil;&atilde;o e decomposi&ccedil;&atilde;o sobre o solo    (2). Numa floresta de plat&ocirc; na Amaz&ocirc;nia central, produzindo 8,25    Mg.ha-1 de liteira fina, as entradas anuais foram: 3,88 Mg.ha-1 de carbono e    as seguintes quantidades de nutrientes (em kg.ha-1): N=151; P=3; K=15; Ca=37    e Mg=14 (11). A produ&ccedil;&atilde;o anual em florestas prim&aacute;rias de    terra firme na Amaz&ocirc;nia situa-se na faixa de 7-10 Mg.ha-1, mas pode variar    consideravelmente de um ano para outro, dependendo da fenologia das esp&eacute;cies    de &aacute;rvores e, principalmente, dos padr&otilde;es de precipita&ccedil;&atilde;o    pluviom&eacute;trica, uma vez que h&aacute; um forte controle sazonal da produ&ccedil;&atilde;o    de liteira fina: maiores produ&ccedil;&otilde;es s&atilde;o medidas nos per&iacute;odos    mais secos do ano (11). A camada de liteira sobre o solo tamb&eacute;m apresenta    um forte padr&atilde;o sazonal, diminuindo sua espessura no final da &eacute;poca    chuvosa e aumentando-a no per&iacute;odo seco (12). </font></P>     <p><font size="3">Nos tr&oacute;picos, a decomposi&ccedil;&atilde;o da liteira    fina geralmente ocorre dentro de um ano ou menos, significando que toda a liteira    fina que cai durante o ano &eacute; decomposta dentro do mesmo ano. As taxas    de decomposi&ccedil;&atilde;o na floresta s&atilde;o fortemente dependentes    da a&ccedil;&atilde;o dos organismos do solo (microrganismos, mesofauna e macrofauna)    e esta &eacute; muito mais forte na esta&ccedil;&atilde;o chuvosa (com umidade    mais favor&aacute;vel &agrave; a&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica) do que na    esta&ccedil;&atilde;o seca (12). </font></P>     <p><font size="3">Os padr&otilde;es de libera&ccedil;&atilde;o dos nutrientes    minerais contidos na liteira fina em decomposi&ccedil;&atilde;o podem variar    consideravelmente de um nutriente para outro: por um lado, o pot&aacute;ssio    (K), altamente sol&uacute;vel em &aacute;gua e, portanto, muito suscept&iacute;vel    &agrave; lixivia&ccedil;&atilde;o, geralmente apresenta uma taxa de libera&ccedil;&atilde;o    extremamente r&aacute;pida, podendo perder at&eacute; 80 % do seu conte&uacute;do    na liteira nos primeiros 30 dias de decomposi&ccedil;&atilde;o; ao contr&aacute;rio,    elementos ligados &agrave; estrutura das folhas, como Ca, Mn, Fe e, em menor    escala, Mg, podem apresentar uma fase inicial de acumula&ccedil;&atilde;o, com    uma fase posterior de libera&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida, ap&oacute;s a    quebra das paredes celulares do material vegetal (12, 13). </font></P>     <p><font size="3">A libera&ccedil;&atilde;o de nutrientes da liteira grossa, bem    como seus fluxos de entrada para o solo da floresta, tem sido raramente quantificada    nas florestas tropicais. Numa floresta intacta da Amaz&ocirc;nia central, estimou-se    uma entrada anual de 0,15 kg ha-1 de P, 2,42 kg de K, 2,75 kg de Ca e 1,36 kg    de Mg, de um total anual produzido de 2,72 Mg ha-1 em forma de liteira grossa    com &gt; 10 cm de di&acirc;metro (7). </font></P>     <p><font size="3">A libera&ccedil;&atilde;o dos nutrientes minerais contidos na    liteira e na mat&eacute;ria org&acirc;nica do solo &eacute; essencialmente controlada    pela biota do solo, e os fungos micorr&iacute;zicos t&ecirc;m papel primordial    na ciclagem de nutrientes (N e P, em especial) nos solos quimicamente pobres    e geralmente muito &aacute;cidos dos tr&oacute;picos. Atrav&eacute;s de associa&ccedil;&otilde;es    simbi&oacute;ticas com fungos (micorrizas), as ra&iacute;zes podem absorver    nutrientes da liteira em decomposi&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de aumentar    enormemente o volume de solo explorado por elas (14). Estudos mais recentes,    em zonas tropicais, t&ecirc;m mostrado um n&uacute;mero cada vez maior de esp&eacute;cies    lenhosas como portadoras de fungos micorr&iacute;zicos: na Amaz&ocirc;nia brasileira,    h&aacute; 5 anos j&aacute; era conhecida uma lista com 131 esp&eacute;cies regionais    associadas com FMA – fungos micorr&iacute;zicos arbusculares (14). Por    essa raz&atilde;o, para manter o complexo ecossistema do solo em funcionamento    nas zonas tropicais com solos pobres, e garantir a continuidade do processo    de reciclagem de nutrientes em qualquer ecossistema manejado, seria necess&aacute;rio    otimizar a biota do solo e, para isso, seria indispens&aacute;vel observar os    seguintes princ&iacute;pios m&iacute;nimos norteadores: 1. manter o solo coberto    com uma capa org&acirc;nica, recicl&aacute;vel; 2. adicionar adubos verdes,    sempre que poss&iacute;vel; 3. em cultivos, selecionar plantas de alta qualidade    nutricional, para produ&ccedil;&atilde;o de liteira de boa qualidade; 4. manter    a biodiversidade do solo e das plantas utilizadas no sistema (15).</font></P>     <p><font size="3"><b>MODIFICA&Ccedil;&Otilde;ES NA CICLAGEM DE CARBONO E NUTRIENTES    EM RESPOSTA &Agrave;S MUDAN&Ccedil;AS AMBIENTAIS</b> Levando em considera&ccedil;&atilde;o    a ciclagem predominante no sistema florestal – biologicamente regulada,    com intensa reciclagem de mat&eacute;ria org&acirc;nica – &eacute; de    se esperar que a ciclagem de carbono e nutrientes seja alterada na medida direta    em que as interven&ccedil;&otilde;es na floresta sejam efetuadas, com maior    ou menor altera&ccedil;&atilde;o da cobertura e da biomassa vegetal. </font></P>     <p><font size="3">Nos &uacute;ltimos anos, al&eacute;m da convers&atilde;o da    floresta em pastagens e cultivos agr&iacute;colas, a explora&ccedil;&atilde;o    seletiva de madeira apareceu como uma das causas principais do desmatamento    na regi&atilde;o, constituindo novos centros de explora&ccedil;&atilde;o na    Amaz&ocirc;nia brasileira, ao construir novas estradas e facilitar o acesso    e coloniza&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas de floresta, antes inacess&iacute;veis    (16). Adicionalmente, as &aacute;reas de floresta submetidas &agrave; explora&ccedil;&atilde;o    seletiva de madeira tornam-se suscept&iacute;veis ao fogo, por abrir caminhos    para os ventos, que ressecam a superf&iacute;cie do solo, e adicionar muitos    materiais secos, combust&iacute;veis, ao solo; dessa forma, novas mudan&ccedil;as    na ciclagem de carbono e nutrientes s&atilde;o introduzidas nas &aacute;reas    exploradas, ap&oacute;s a primeira interven&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Apesar de sua import&acirc;ncia atual na Amaz&ocirc;nia, ainda    pouco se conhece sobre os impactos da extra&ccedil;&atilde;o seletiva de madeira    nos processos que governam o funcionamento da floresta, incluindo a ciclagem    de nutrientes minerais. Na Amaz&ocirc;nia central, o Projeto Biomassa e Nutrientes    na Floresta Tropical &Uacute;mida (Projeto Bionte – Inpa/DFID), avaliou,    de 1993 a 1997, o efeito da extra&ccedil;&atilde;o experimental de 34,3 m3.ha-1    de madeira (6-10 &aacute;rvores, DAP &gt; 55 cm), feita com uso de um trator    de esteira, sobre a floresta, o solo e a ciclagem de nutrientes (10). A extra&ccedil;&atilde;o    seletiva de madeira resultou na exporta&ccedil;&atilde;o de 65,3 kg de N, 0.86    kg de P e 18,8 kg de Ca, por ha., com a sa&iacute;da das toras de madeira. Embora    as quantidades de nutrientes exportados tenham sido relativamente modestas (e    amplamente compensadas pela adi&ccedil;&atilde;o de novos nutrientes &agrave;s    parcelas por meio de res&iacute;duos vegetais resultantes da explora&ccedil;&atilde;o    de madeira), partes das clareiras ficaram com solo exposto; nestes, as taxas    de decomposi&ccedil;&atilde;o da liteira dos primeiros meses foram mais baixas,    e houve perdas de nutrientes por percola&ccedil;&atilde;o no solo (nas primeiras    semanas), pela presen&ccedil;a de muito material org&acirc;nico novo e aus&ecirc;ncia    de ra&iacute;zes absorvedoras (10).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Nas partes da clareira com ac&uacute;mulo de detritos vegetais    (galhos e copas), as taxas de decomposi&ccedil;&atilde;o foram mais altas nos    primeiros dois anos, resultando em uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de nutrientes    dispon&iacute;veis no solo (especialmente Ca e Mg) ap&oacute;s 1,5 anos (10).    Nas clareiras produzidas pela extra&ccedil;&atilde;o de madeira, foram identificadas    12 esp&eacute;cies de madeira n&atilde;o-resistentes &agrave; decomposi&ccedil;&atilde;o,    32 esp&eacute;cies resistentes e oito altamente resistentes &agrave; decomposi&ccedil;&atilde;o    (7). Cerca de metade do C da liteira grossa (&gt; 10 cm di&acirc;metro) &eacute;    liberada em 5 anos (19,9 MgC ha-1); o restante &eacute; liberado em outros 20    anos, enquanto que a liteira grossa com di&acirc;metros entre 2 e 10 cm &eacute;    decomposta em menos de 5 anos. Uma alta propor&ccedil;&atilde;o de nutrientes    &eacute; liberada nos primeiros 4 anos de decomposi&ccedil;&atilde;o, especialmente    P e K: os fluxos s&atilde;o quatro vezes maiores para P e K e tr&ecirc;s vezes    maiores para Mg (mas ainda menores do que o fluxo via liteira fina em floresta    intacta) (7). </font></P>     <p><font size="3">O resultado geral da extra&ccedil;&atilde;o seletiva de madeira    &eacute;, portanto, uma alta redistribui&ccedil;&atilde;o de carbono e nutrientes    na floresta e a forma&ccedil;&atilde;o de micro-s&iacute;tios com forte adi&ccedil;&atilde;o    de material org&acirc;nico novo, como liteira fina ou grossa, que podem afetar    o estabelecimento de plantas da regenera&ccedil;&atilde;o natural, favorecendo,    em &eacute;pocas distintas ap&oacute;s o corte, as esp&eacute;cies pioneiras    ou cl&iacute;max.</font></P>     <p><font size="3"><b>FRAGMENTA&Ccedil;&Atilde;O FLORESTAL</b> Um dos efeitos da    extra&ccedil;&atilde;o seletiva da madeira (e de v&aacute;rios outros tipos    de interven&ccedil;&atilde;o na floresta tropical densa) &eacute; a fragmenta&ccedil;&atilde;o    florestal e, apesar da import&acirc;ncia desse processo para a ciclagem de nutrientes,    com poss&iacute;veis efeitos de retro-alimenta&ccedil;&atilde;o no <i>status</i>    nutricional, na vitalidade e na composi&ccedil;&atilde;o de florestas fragmentadas,    poucos estudos t&ecirc;m enfocado os efeitos da fragmenta&ccedil;&atilde;o florestal    na queda e din&acirc;mica da liteira. Estudos recentes realizados pelo PDBFF    - Projeto Din&acirc;mica Biol&oacute;gica de Fragmentos Florestais (Inpa/Smithsonian    Institution), pr&oacute;ximo a Manaus, registraram um aumento nos estoques,    tanto de liteira fina como grossa, sobre o solo, em conseq&uuml;&ecirc;ncia    da fragmenta&ccedil;&atilde;o, devido ao efeito de borda, que aumenta a mortalidade    de &aacute;rvores (17). Medidas cont&iacute;nuas por 3 anos, comparando a produ&ccedil;&atilde;o    de liteira fina na floresta pr&oacute;xima &agrave;s bordas com a da floresta    distante 250 m ou mais das bordas, mostraram uma produ&ccedil;&atilde;o anual    0,68 Mg ha-1 maior na &aacute;rea de influ&ecirc;ncia das bordas do que no interior    da floresta (9,50 ± 0,23 Mg ha-1 vs. 8,82 ± 0,14 Mg ha-1) (18). As concentra&ccedil;&otilde;es    de Ca nas folhas de liteira pr&oacute;ximas das bordas foram maiores, possivelmente    devido a uma forte mobiliza&ccedil;&atilde;o de Ca do solo pelas esp&eacute;cies    pioneiras que crescem nas bordas dos fragmentos florestais. O aumento de queda    de liteira pr&oacute;ximo das bordas dos fragmentos – principalmente devido    ao aumento na produ&ccedil;&atilde;o de folhas – pode ser causado pela    maior preval&ecirc;ncia de ventos, pelo aumento da desseca&ccedil;&atilde;o    das plantas, al&eacute;m das maiores taxas de recrutamento de &aacute;rvores,    especialmente de pioneiras, pr&oacute;ximas &agrave;s margens. Essas taxas mais    elevadas de queda de liteira provavelmente induzem efeitos em cascata na ecologia    de florestas fragmentadas, afetando a fauna de invertebrados, a mortalidade    de sementes e pl&acirc;ntulas e, sobretudo, tornando os fragmentos florestais    mais vulner&aacute;veis a inc&ecirc;ndios de superf&iacute;cie destrutivos.    </font></P>     <p><font size="3"><b>CONVERS&Atilde;O DA FLORESTA EM &Aacute;REAS AGR&Iacute;COLAS    OU PASTAGENS</b> A extra&ccedil;&atilde;o seletiva de madeira e a fragmenta&ccedil;&atilde;o    florestal representam impactos relativamente moderados, se comparados &agrave;    convers&atilde;o da floresta tropical densa, altamente diversificada, para cultivos    agr&iacute;colas muito simplificados (na sua grande maioria, monoculturas) ou    para pastagens com uma s&oacute; esp&eacute;cie de gram&iacute;nea, geralmente    ex&oacute;tica e implantada em &aacute;reas com infra-estrutura prec&aacute;ria.    Nesses casos, os impactos negativos s&atilde;o esperados e severos, j&aacute;    que os mecanismos b&aacute;sicos de funcionamento do ecossistema natural, com    sua efetiva reciclagem de mat&eacute;ria org&acirc;nica e nutrientes, s&atilde;o    rompidos; al&eacute;m disso, alguns nutrientes, como o N e o S, podem ser perdidos    em altas propor&ccedil;&otilde;es, na queimada inicial e/ou nas queimadas posteriores,    com um forte potencial de se tornar limitantes no sistema. No caso de pastagens    (na Amaz&ocirc;nia brasileira, principalmente formadas com a gram&iacute;nea    <i>Brachiaria humidicola</i>), o manejo das pastagens tem sido quase sempre    inadequado e os fatores de degrada&ccedil;&atilde;o do solo e/ou da produ&ccedil;&atilde;o    da pastagem evoluem rapidamente e podem levar ao abandono da &aacute;rea em    poucos anos. </font></P>     <p><font size="3">Numa crono-sequ&ecirc;ncia de pastagens, de 2 a 13 anos de idade,    sobre Latossolos Amarelos, argilosos (&gt; 70% argila, localizados num raio    de 10 km de dist&acirc;ncia entre si e todos sobre plat&ocirc;s achatados),    na regi&atilde;o de Manaus, detectaram-se mudan&ccedil;as significativas na    din&acirc;mica do C e do N no solo (19): 1. a biomassa microbiana-C e a mineraliza&ccedil;&atilde;o    de N solo aumentaram at&eacute; os 5 anos de idade da pastagem, com um posterior    decl&iacute;nio gradativo (acentuado ap&oacute;s 8 anos de idade) – <a href="#fig01">Figura    1</a> (19); 2. as pastagens apresentaram maiores propor&ccedil;&otilde;es de    N no solo na forma de N-NO3 (enquanto que a floresta original, numa evid&ecirc;ncia    de conserva&ccedil;&atilde;o de nutrientes, tinha mais N como N-NH4), o que    pode facilitar perdas por lixivia&ccedil;&atilde;o, desnitrifica&ccedil;&atilde;o    ou complexa&ccedil;&atilde;o no solo; 3. as baixas taxas de mineraliza&ccedil;&atilde;o    do N corresponderam a um decr&eacute;scimo no estoque de N org&acirc;nico, levando    a uma defici&ecirc;ncia de N no solo nas pastagens mais antigas;4. as pastagens    mais velhas (12-13 anos de idade) mostraram um acentuado decr&eacute;scimo do    C org&acirc;nico do solo.</font></P>     <p><a name="fig01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a14fig01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O estudo de duas crono-sequ&ecirc;ncias de pastagens, em Santar&eacute;m    (PA), uma sobre solos argilosos e outra sobre solos arenosos (20), confirmaram    o decl&iacute;nio nos estoques de C na biomassa a&eacute;rea e no solo com a    idade das pastagens. Esses decl&iacute;nios na biomassa de plantas estariam    relacionados com a diminui&ccedil;&atilde;o de C, do P dispon&iacute;vel e do    Ca troc&aacute;vel no solo; o P do ecossistema diminuiu adicionalmente com a    idade das pastagens. Outro estudo de uma crono-sequ&ecirc;ncia de pastagens,    tamb&eacute;m em Santar&eacute;m (21), mostrou perdas significantes de mat&eacute;ria    org&acirc;nica e de P-total do solo com a idade das pastagens, em solos j&aacute;    deficientes em P; estas foram atribu&iacute;das a mudan&ccedil;as nas comunidades    de microrganismos do solo. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As perdas de N do solo das pastagens jovens para a atmosfera    podem ser substanciais, conforme demonstrado em um estudo comparativo dos fluxos    de N2O em floresta, numa &aacute;rea queimada recente e numa pastagem jovem,    todas adjacentes e sobre latossolo amarelo com mais de 70% de argila, em Manaus    (22). Neste estudo, o fluxo anual de N2O na pastagem aumentou tr&ecirc;s vezes    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; floresta: 1,9 kg ha-1 ano-1 floresta e na    queimada, contra 5,7 kg ha-1 ano-1 na pastagem jovem. Na esta&ccedil;&atilde;o    seca, os fluxos de N2O em floresta e pastagem foram similares, mas na esta&ccedil;&atilde;o    chuvosa os fluxos foram 3-5 vezes maiores na pastagem (&gt; 10 ng cm-2 h-1 em    mar&ccedil;o e abril, os meses mais chuvosos). Medidas posteriores, em pastagens    pr&oacute;ximas, mostraram que, com a idade, as pastagens diminuem as emiss&otilde;es    de gases nitrogenados (&oacute;xidos n&iacute;trico e nitroso) e as taxas de    mineraliza&ccedil;&atilde;o de N e de disponibilidade de P; assim, com o aumento    da idade das pastagens, diminui a concentra&ccedil;&atilde;o de nitrato no solo    (devido &agrave; desnitrifica&ccedil;&atilde;o) e aumenta a de am&ocirc;nio    (19). </font></P>     <p><font size="3"><b>RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O DA CICLAGEM DE NUTRIENTES EM &Aacute;REAS    ABANDONADAS OU DEGRADADAS</b> A perda da capacidade produtiva dos agrossistemas    amaz&ocirc;nicos tem levado ao abandono de milh&otilde;es de hectares, ap&oacute;s    poucos anos de uso da terra e ao conseq&uuml;ente desmatamento e uso de novas    &aacute;reas de floresta. Por isto, h&aacute; um forte interesse em buscar t&eacute;cnicas    adequadas de reutiliza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas abandonadas ou degradadas    pelo uso agr&iacute;cola ou pastoril na regi&atilde;o (23, 24). Como usos alternativos    para essas &aacute;reas de capoeiras (pousios), podem ser sugeridas tr&ecirc;s    alternativas principais: 1. enriquecimento das capoeiras (especialmente com    esp&eacute;cies madeireiras e/ou frut&iacute;feras);    <br>   2. implanta&ccedil;&atilde;o de novos sistemas agr&iacute;colas com o uso da    biomassa, sem queima; 3. implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas agroflorestais    (SAFs) diversificados, com esp&eacute;cies nativas. As duas &uacute;ltimas t&ecirc;m    experimentos correntes em diferentes partes da Amaz&ocirc;nia.</font></P>     <p><font size="3">Um trabalho recente no nordeste paraense (da Embrapa-Amaz&ocirc;nia    Oriental, associado ao Projeto LBA) implantou ensaios de re-utiliza&ccedil;&atilde;o    de capoeiras para novos cultivos agr&iacute;colas, sem uso do fogo na prepara&ccedil;&atilde;o    da &aacute;rea. Na fase de abandono de cultivos agr&iacute;colas, a capoeira    foi melhorada com o plantio de &aacute;rvores de r&aacute;pido crescimento (principalmente    leguminosas do g&ecirc;nero <i>Acacia</i>), para garantir a forma&ccedil;&atilde;o    de uma biomassa maior e de melhor qualidade quanto ao conte&uacute;do de nutrientes.    Ap&oacute;s um curto per&iacute;odo de pousio (reduzido para cerca de 3 anos,    em compara&ccedil;&atilde;o com os 7 anos ou mais geralmente usados), o preparo    de &aacute;rea para novo plantio foi feito sem queima da biomassa da capoeira:    a biomassa vegetal da capoeira melhorada foi submetida ao corte e imediata tritura&ccedil;&atilde;o    (com uso de um triturador acoplado a um trator agr&iacute;cola), sendo espalhada    como cobertura morta do solo, sobre a qual foram feitos os plantios agr&iacute;colas    (feij&atilde;o, milho, mandioca, maracuj&aacute;, etc). O sistema com elimina&ccedil;&atilde;o    do fogo mostrou-se economicamente mais rent&aacute;vel do que o sistema tradicional    de derruba e queima, a partir do quinto ano, quando a fauna do solo (especialmente    a de macro-invertebrados) &eacute; reconstitu&iacute;da (25). </font></P>     <p><font size="3">Os sistemas agroflorestais (SAFs), embora &agrave;s vezes implantados    ap&oacute;s derruba e queima da floresta, t&ecirc;m sido propostos como alternativas    para a recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas (<b>24</b>) e a    liteira produzida pelos diferentes sistemas &eacute; um dos agentes promotores    dessa recupera&ccedil;&atilde;o. Para que essa contribui&ccedil;&atilde;o seja    mais efetiva, a nova liteira produzida pelos SAFs deve ser diversificada e de    qualidade nutricional suficiente para cumprir os seus principais pap&eacute;is    no ecossistema: manter o solo coberto e protegido contra impactos diretos de    chuvas e sol, mantendo assim uma melhor umidade no solo; ativar a biota do solo,    fornecendo carbono e nutrientes liberados pela decomposi&ccedil;&atilde;o; e    contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o de uma nova mat&eacute;ria org&acirc;nica    do solo (4, 15). Isto &eacute; conseguido mais rapidamente quando os SAFs s&atilde;o    mais diversificados e mais densos, o que se refletiria mais cedo numa produ&ccedil;&atilde;o    maior (devido a um dossel mais fechado) e mais diversificada (devido ao maior    n&uacute;mero de esp&eacute;cies, produzindo materiais de qualidades qu&iacute;micas    diferenciadas) de liteira. </font></P>     <p><font size="3">Na Amaz&ocirc;nia central, numa esta&ccedil;&atilde;o experimental    da Embrapa/CPAA, pr&oacute;xima a Manaus, quatro diferentes formula&ccedil;&otilde;es    de Sistemas Agroflorestais (SAFs) foram implantadas em &aacute;reas abandonadas    de pastagens, com o objetivo de produzir fibras e alimentos e, ao mesmo tempo,    permitir o seq&uuml;estro de carbono pela nova vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea    em crescimento e recuperar servi&ccedil;os ambientais como o ciclo de nutrientes    e o da &aacute;gua no solo. O crescimento das muitas esp&eacute;cies arb&oacute;reas    utilizadas – palmeiras, fruteiras e esp&eacute;cies madeireiras –    foi muito bom e, aos 9 anos de idade, o sistema ASP1 (agrossilvipastoril) tinha    biomassa de 33 Mg ha-1, onde a leguminosa arb&oacute;rea gliric&iacute;dia representava    31 % do total; o sistema AS2 (multi-estrato) apresentava uma biomassa de 67    Mg ha-1, com domin&acirc;ncia da esp&eacute;cie castanha-do-Brasil (46 % do    total); o sistema AS1 (fruteiras e palmeiras) tinha uma biomassa de 82 Mg ha-1,    sendo que pupunha representava 39 % da biomassa a&eacute;rea total (26). Nos    dois SAFs do tipo agrossilvicultural, o solo estava coberto por liteira abundante,    diversificada e de qualidade nutricional superior &agrave; do pousio, deixado    como controle do experimento. Juntamente com os adubos verdes, podados nas cercas-vivas    de leguminosas (<i>Gliricidia sepium</i>) e de leguminosas (<i>Inga edulis</i>)    plantadas em fileiras dentro dos SAFs, a liteira chegando ao ch&atilde;o dos    SAFs representou um bom fornecimento de nutrientes recicl&aacute;veis do material    org&acirc;nico produzido, al&eacute;m de fornecer a necess&aacute;ria cobertura    e prote&ccedil;&atilde;o ao solo. Os SAFs tamb&eacute;m recuperaram uma fauna    do solo abundante e diversificada, especialmente dos grupos funcionais dos decompositores    e dos engenheiros-do-solo (27). </font></P>     <p><font size="3">Aos 6-7 anos de idade, os sistemas AS1 e AS2 produziram pouco    mais de 2 Mg ha-1 de liteira fina, ao passo que a capoeira (4-5 anos mais velha)    produzia quatro vezes mais, ou seja, cerca de 8 Mg ha-1 (29). No entanto, a    melhor qualidade nutricional da liteira produzida pelos SAFs, somada &agrave;    adi&ccedil;&atilde;o de adubos verdes incorporados aos solos dos SAFs fazia    com que as entradas anuais de nutrientes para o solo, via material vegetal depositado    sobre sua superf&iacute;cie, fosse similar, ou at&eacute; mesmos maiores para    alguns dos macro-nutrientes essenciais (<a href="#tab02">Tabela 2</a>) (29)    . A liteira de <i>Gliricidia sepium</i>, das cercas vivas, apresenta uma taxa    muito alta de decomposi&ccedil;&atilde;o e libera&ccedil;&atilde;o de nutrientes,    enquanto que <i>Inga edulis</i>, embora tamb&eacute;m sendo uma leguminosa,    apresenta taxas mais baixas de decomposi&ccedil;&atilde;o e libera&ccedil;&atilde;o    dos nutrientes (29). A adi&ccedil;&atilde;o de adubos verdes de boa qualidade    nutricional &eacute; uma pr&aacute;tica de manejo que parece, ent&atilde;o,    essencial para que os SAFs sobre solos quimicamente pobres e degradados pelas    pastagens ou outro uso anterior, possam atingir mais cedo um equil&iacute;brio    na ciclagem de nutrientes e, assim, desenvolver uma maior biomassa e produtividade    econ&ocirc;mica.</font></P>     <p><a name="tab02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a14tab02.gif"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O crescimento da biomassa a&eacute;rea (bem como radicular)    e o cont&iacute;nuo aporte de materiais de melhor qualidade qu&iacute;mica &agrave;    superf&iacute;cie do solo induzem um aumento dos estoques de nutrientes depositados    na camada de liteira e uma vis&iacute;vel melhoria no suprimento de nutrientes    minerais no solo superficial (28). Aos 12 anos de idade, al&eacute;m de melhores    propriedades f&iacute;sicas, tais como a macro-porosidade e a agrega&ccedil;&atilde;o    do solo, os SAFs apresentaram concentra&ccedil;&otilde;es de P, K e Mg muito    maiores na camada superior do solo do que na capoeira (30, 31). Com valores    at&eacute; tr&ecirc;s vezes maiores, isso foi particularmente evidente para    P, elemento cr&iacute;tico e geralmente considerado como limitante &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o vegetal na regi&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">A melhoria na estrutura f&iacute;sica do solo, com melhor agrega&ccedil;&atilde;o    e porosidade, permitindo um fluxo mais apropriado de &aacute;gua nos SAFs, influencia    os gases do solo, como o metano. A emiss&atilde;o de metano dos sistemas agroflorestais    de 9 anos foi similar &agrave; da floresta prim&aacute;ria, ambas com valores    pr&oacute;ximos a zero; numa pastagem ativa, vizinha aos SAFs, a emiss&atilde;o    foi de 31,7 mg CH4 m-2 ha-1, enquanto que na vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria    (controle) foi de 16,5 mg CH4 m-2 ha-1. </font></P>     <p><font size="3"><b>IMPACTOS AMBIENTAIS DE LONGA DIST&Acirc;NCIA E DAS MUDAN&Ccedil;AS    CLIM&Aacute;TICAS NA CICLAGEM DE CARBONO E NUTRIENTES</b> Novas t&eacute;cnicas    anal&iacute;ticas e de detec&ccedil;&atilde;o por sat&eacute;lites e radares    t&ecirc;m permitido ampliar o conhecimento (relativamente recente) sobre o papel    das deposi&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas, especialmente das part&iacute;culas    de aeross&oacute;is, na manuten&ccedil;&atilde;o do altamente desenvolvido fluxo    interno de nutrientes na bacia amaz&ocirc;nica. Para isto contribuem tanto as    gigantescas nuvens de fuma&ccedil;a origin&aacute;rias de queimadas do Brasil    central, do norte da Am&eacute;rica do Sul, ou de outras regi&otilde;es, na    &eacute;poca seca do ano, como tamb&eacute;m as poeiras do Sahara – transportadas    sobre o Oceano Atl&acirc;ntico, da &Aacute;frica para a Amaz&ocirc;nia (32).    Usando observa&ccedil;&otilde;es de 1 ano do sat&eacute;lite Modis, (33) estimou-se    um transporte de 40 milh&otilde;es de toneladas de poeira por ano do Saara para    a Amaz&ocirc;nia, constituindo-se na principal fonte de fertilizantes para a    Amaz&ocirc;nia. Os c&aacute;lculos atuais avaliam que 50 ± 15 Tg de poeiras    da &Aacute;frica atingem a Amaz&ocirc;nia todo ano, quatro vezes mais do que    uma anterior estimativa de 13 Tg (34). Segundo estes autores (R.Swap e outros),    haviam sugerido que 50 Tg eram necess&aacute;rios para fechar o balan&ccedil;o    de nutrientes da Amaz&ocirc;nia. Somente a Depress&atilde;o Bod&eacute;l&eacute;    responde por 50% da poeira do Saara depositada na Amaz&ocirc;nia: localizada    pr&oacute;xima ao Lago Chad (0,5 % da &aacute;rea da Amaz&ocirc;nia), e "enriquecida"    com poluentes da &Aacute;frica ocidental, supre ferro e nutrientes ao fitopl&acirc;ncton    do mar e &agrave; biota na Amaz&ocirc;nia (a 5 mil km de dist&acirc;ncia). Resta    prever como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais em curso ir&atilde;o    afetar esses processos de transporte de nutrientes a longa dist&acirc;ncia,    bem como os estoques e fluxos de carbono e nutrientes em escalas locais e regionais.    Isto &eacute; de suma import&acirc;ncia, na medida em que se sup&otilde;e que    qualquer modifica&ccedil;&atilde;o no suprimento de nutrientes poder&aacute;    converter as florestas tropicais em "desertos verdes" (35). </font></P>     <p><font size="3">Em escala local ou regional, o efeito das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas    pode ser inferido a partir de alguns experimentos em curso ou j&aacute; realizados    no Brasil, como parte do Projeto LBA. Num experimento com exclus&atilde;o parcial    – cerca de 50 % – da chegada de &aacute;gua da chuva ao solo de    1 ha de floresta densa em Santar&eacute;m, PA (Experimento Seca Floresta/LBA),    ap&oacute;s tr&ecirc;s esta&ccedil;&otilde;es chuvosas observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o    de 42 % (de 2,6 ± 1 para 1,5 ± 0,2 kgN) nas emiss&otilde;es de N2O do solo;    aumento de 18% nas emiss&otilde;es de CO2 (de 10 ± 0,9 para 11,8 ± 1 MgC); aumento    de 144 % nas de NO (de 0,9 ± 0,2 para 2,2 ± 0,5 kgN) e uma forte fixa&ccedil;&atilde;o    de CH4 no solo (de 1,1 ± 1 para -5,3 ± 1 kgCH4) (1). Ao mesmo tempo, as entradas    de N pela liteira fina diminu&iacute;ram, devido a uma menor produ&ccedil;&atilde;o    de liteira, e especialmente de um de seus componentes, o material reprodutivo.    O efeito da umidade sobre as emiss&otilde;es de gases do solo detectado no experimento    indica que per&iacute;odos com ocorr&ecirc;ncia do fen&ocirc;meno clim&aacute;tico    El Ni&ntilde;o t&ecirc;m menores emiss&otilde;es de N2O e CH4 do solo. As mudan&ccedil;as    nas emiss&otilde;es de N2O foram atribu&iacute;das &agrave;s respostas diretas    dos processos micro-biol&oacute;gicos ao efeito da aera&ccedil;&atilde;o do    solo sobre a desnitrifica&ccedil;&atilde;o, sem que ainda se observem os efeitos    de uma segunda fase dos efeitos da exclus&atilde;o parcial de chuvas, quando    a decomposi&ccedil;&atilde;o de ra&iacute;zes e outros substratos mortos dever&atilde;o    afetar as emiss&otilde;es gasosas do solo (1). </font></P>     <p><font size="3">Nos anos isolados em que ocorre o fen&ocirc;meno clim&aacute;tico    El Ni&ntilde;o, as acentuadas secas resultantes na Amaz&ocirc;nia induzem maiores    quedas de liteira fina da floresta (36) e uma maior mortalidade de &aacute;rvores,    introduzindo altera&ccedil;&otilde;es importantes nos fluxos de carbono e nutrientes    dos per&iacute;odos subseq&uuml;entes. A decomposi&ccedil;&atilde;o posterior    da madeira morta por eventos mais extremos de El Ni&ntilde;o, como o ocorrido    em 1997, pode ajudar a explicar os resultados de florestas como as de Santar&eacute;m,    PA, comportando-se como fontes de emiss&atilde;o de CO2 para a atmosfera, enquanto    outras florestas funcionavam como reservat&oacute;rio (37), possivelmente crescendo    em resposta ao desequil&iacute;brio atual da atmosfera, enriquecida com um excesso    de CO2. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Fl&aacute;vio J. Luiz&atilde;o</b> &eacute; ec&oacute;logo,    pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa) e coordenador    regional do Projeto LBA- Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera    na Amaz&ocirc;nia.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT SIZE="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. E.A. Davidson, P. Artaxo, <i>Global Change Biology</i>,    10: 519–529. 2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. C.F. Jordan, <i>Nutrient cycling in tropical forest ecosystems:    principles and their application in management and conservation</i>. John Wiley    &amp; Sons. New York. 190p. 1985.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. E.C.M. Fernandes et al.. <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i>    - Journal of the Brazilian Association for the Advancement of Science 49: 34-47.    1997.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. J.M. Anderson, T. Spencer. <i>Carbon, nutrient and water    balances of tropical rainforest subject to disturbance</i>. MAB Digest Nº.7.    Unesco, Paris, France, 54p. 1991.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. L.S. Vieira, <i>Manual de ci&ecirc;ncia do solo</i>. Editora    Agron&ocirc;mica Ceres. Piracicaba, SP. 384p. 1988.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. J. Proctor, <i>in Tropical rain forest ecology</i>, S.L.    Sutton, T.C. Whitmore, A.C. Chadwick, Eds. (Blackwell Scientific Publications,    Oxford, pp. 267-273. 1983.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. P.M. Summers, "Estoque, decomposi&ccedil;&atilde;o    e nutrientes da liteira grossa em floresta de terra firme na Amaz&ocirc;nia    central". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Inpa/Ufam. Manaus, 103p.    1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. M. Keller et al., <i>Global change biology</i>, 10: 784-795.    2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. D. Pauletto, "Estoque e produ&ccedil;&atilde;o de    liteira grossa em floresta submetida ao manejo florestal no noroeste de Mato    Grosso". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. Inpa/Ufam. Manaus, AM.    85p. 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">10. <i>Relat&oacute;rio Final Projeto Bionte</i> –    Biomassa e Nutrientes na Floresta Tropical &Uacute;mida. INPA/DFID, Manaus,    AM. 365p. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. F.J. Luiz&atilde;o, <i>GeoJournal</i> 19: 407–417.    1989.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. F.J. Luiz&atilde;o, H.O.R. Schubart, <i>Experientia</i>,    43: 259–265. 1987.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. P.M. Attiwill, M.A. Adams, <i>New phytologist</i>, 124:    561-582 1993.</font><!-- ref --><p><font size="3">14. F.M.S Moreira, J.O. Siqueira, <i>Microbiologia e bioqu&iacute;mica    do solo</i>. Editora <i>UFLA</i>, Lavras, 626p. (2002).</font><!-- ref --><p><font size="3">15.  R.C. Luiz&atilde;o, F.J. Luiz&atilde;o, <i>in Bases    cient&iacute;ficas para estrat&eacute;gias de desenvolvimento e preserva&ccedil;&atilde;o    da Amaz&ocirc;nia: fatos e perspectivas</i>, A. Val, R. Figliuolo, E. Feldberg,    Eds. (Inpa. 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Vieira, D.C.Nepstad, S. Brienza Junior, C. Pereira,    in <i>Bases cient&iacute;ficas para estrat&eacute;gias de preserva&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento da Amaz&ocirc;nia</i>, E.G. Ferreira, G.M. Santos, E.L.M.    Le&atilde;o, L.A. Oliveira, Eds., vol. 2., pp. 43-53 (Inpa, Manaus, 1993).</font><!-- ref --><p><font size="3">24. E.M.C. Fernandes et al., International Symposium Multi-strata    Agroforestry Systems with Perennial Crops, Turrialba, Costa Rica, pp.24-26.    1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">25. T.D.A. S&aacute;, O.R. Kato, C.J.R. Carvalho, R.O. Figueiredo,    <i>Revista USP</i>, 72: 90-97. 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3">26. K. Macaferry, E. Fernandes, M. Rondon, <i>II International    LBA Science Conference</i>. Manaus. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">27. S.C. Tapia-Coral, F.J. Luiz&atilde;o, E.V. Wandelli,    <i>Acta Amazonica</i>, 29: 447-495. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">28. S. Tapia-Coral, F.J. Luiz&atilde;o, E. 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Agrade&ccedil;o aos colegas e colaboradores do tema biogeoqu&iacute;mica    do projeto LBA, cujas informa&ccedil;&otilde;es foram essenciais para a montagem    deste artigo.</font></P>      ]]></body><back>
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<year>2004</year>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
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