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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a12img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>BALAN&Ccedil;O DE UMIDADE NA AMAZ&Ocirc;NIA E SUA SENSIBILIDADE    &Agrave;S MUDAN&Ccedil;AS NA COBERTURA VEGETAL</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Francis Wagner Silva Correia    <br>   Antonio Ocimar Manzi    <br>   Luiz Antonio C&acirc;ndido    <br>   Rosa Maria Nascimento dos Santos    <br>   Theot&ocirc;nio Pauliquevis</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>A</b></font> Amaz&ocirc;nia &eacute; a maior    floresta tropical &uacute;mida do mundo com uma &aacute;rea total de aproximadamente    7 milh&otilde;es de km2, o que representa cerca de 56% das florestas tropicais    da Terra. A floresta &eacute; cortada pelo rio Amazonas e seus afluentes representando    a maior rede fluvial do globo e respondendo por aproximadamente 20% do total    de &aacute;gua doce despejado nos oceanos do planeta. Ela est&aacute; posicionada    nos tr&oacute;picos, onde as trocas de energia entre a superf&iacute;cie continental    e a atmosfera s&atilde;o bastante intensas. Mudan&ccedil;as nos ecossistemas    amaz&ocirc;nicos podem provocar impactos na circula&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica,    no transporte de umidade para e da regi&atilde;o e, consequentemente, no ciclo    hidrol&oacute;gico, n&atilde;o somente sobre a Am&eacute;rica do Sul, mas em    outras partes do mundo (1 - 4). A precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual    na bacia amaz&ocirc;nica &eacute; de aproximadamente 2300 mm, apresentando regi&otilde;es    com precipita&ccedil;&atilde;o superior a 3000 mm no oeste, noroeste e litoral    norte da Amaz&ocirc;nia (5). O regime de precipita&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia    &eacute; modulado por sistemas din&acirc;micos de microescala, mesoescala e    escala sin&oacute;tica. Dentre os sistemas de escala sin&oacute;tica atuantes    nessa modula&ccedil;&atilde;o, destacam-se as zonas de converg&ecirc;ncia associadas    &agrave;s circula&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas diretas (circula&ccedil;&otilde;es    de Hadley e Walker) e os aglomerados convectivos que constituem a Zona de Converg&ecirc;ncia    do Atl&acirc;ntico Sul (6). Como sistemas de mesoescala (e escala sub-sin&oacute;tica)    de maior influ&ecirc;ncia, podem-se citar os conglomerados de nuvens <i>Cumulonimbus</i>    associados &agrave;s linhas de instabilidades originadas pela circula&ccedil;&atilde;o    de brisa mar&iacute;tima na costa do Atl&acirc;ntico (7). A convec&ccedil;&atilde;o    local, devida ao aquecimento diurno da superf&iacute;cie, tamb&eacute;m contribui    com a forma&ccedil;&atilde;o de nuvens de ver&atilde;o e uma parcela significativa    das chuvas anuais. Esses sistemas convectivos conduzem a uma intensa variabilidade    espacial e temporal no ciclo hidrol&oacute;gico na Amaz&ocirc;nia. A realiza&ccedil;&atilde;o    de v&aacute;rios experimentos nos &uacute;ltimos anos tem conduzido a um melhor    entendimento da intera&ccedil;&atilde;o biosfera-atmosfera e de sua influ&ecirc;ncia    na forma&ccedil;&atilde;o de nuvens e chuvas no decorrer do ano e em diferentes    regi&otilde;es na bacia amaz&ocirc;nica (8, 9).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>BALAN&Ccedil;O DE UMIDADE NA AMAZ&Ocirc;NIA</b> Os componentes        do ciclo hidrol&oacute;gico de uma regi&atilde;o continental s&atilde;o: a precipita&ccedil;&atilde;o;        a evapora&ccedil;&atilde;o ou evapotranspira&ccedil;&atilde;o; a drenagem para        os rios, pelo escoamento superficial e profundo; a converg&ecirc;ncia de umidade        pela atmosfera, devido ao transporte de vapor de &aacute;gua de (ou para) outras        regi&otilde;es; e as varia&ccedil;&otilde;es na quantidade de &aacute;gua armazenada        na atmosfera, nos solos e em reservat&oacute;rios subterr&acirc;neos. Para um        per&iacute;odo longo, de dezenas de anos, pode-se considerar, em geral, que        as varia&ccedil;&otilde;es na quantidade de &aacute;gua armazenada na atmosfera        e no solo s&atilde;o muito menores que nos outros componentes. Portanto, &eacute;      ]]></body>
<body><![CDATA[  poss&iacute;vel pensar que a descarga dos rios nos oceanos &eacute; igual ao        excedente de precipita&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; evapotranspira&ccedil;&atilde;o,        e que esse excedente &eacute; devido ao transporte de umidade de outras regi&otilde;es        pela atmosfera, ou seja, igual &agrave; converg&ecirc;ncia de umidade. Por&eacute;m,        o c&aacute;lculo preciso dos componentes do balan&ccedil;o de &aacute;gua na        bacia amaz&ocirc;nica &eacute; dificultado pela falta de uma rede de observa&ccedil;&otilde;es        adequada. A rede existente apresenta descontinuidade espacial e temporal de        medidas hidrometeorol&oacute;gicas. Os primeiros estudos do balan&ccedil;o de        umidade na Amaz&ocirc;nia utilizaram dados de precipita&ccedil;&atilde;o, poucas        informa&ccedil;&otilde;es de ar superior (radiossondagens) e de descarga de      ]]></body>
<body><![CDATA[  rios de esta&ccedil;&otilde;es na Amaz&ocirc;nia; j&aacute;, nas &uacute;ltimas        d&eacute;cadas, foram sendo gerados dados com melhor resolu&ccedil;&atilde;o        espacial e temporal a partir de observa&ccedil;&otilde;es feitas por sat&eacute;lites,        esta&ccedil;&otilde;es de superf&iacute;cie e modelos meteorol&oacute;gicos        (an&aacute;lises ou rean&aacute;lises elaboradas por centros meteorol&oacute;gicos        operacionais). Esses novos conjuntos de dados t&ecirc;m permitido estudos mais        detalhados dos componentes do ciclo hidrol&oacute;gico na escala da bacia. Exemplos        de dados de modelos s&atilde;o as rean&aacute;lises dos centros norte-americanos        de previs&atilde;o ambiental e de pesquisa atmosf&eacute;rica (National Center        for Enviromental Prediction – NCEP / National Center for Atmospheric Research      ]]></body>
<body><![CDATA[  – NCAR) e as do Centro Europeu de Previs&atilde;o de Tempo de M&eacute;dio Prazo        (European Centre for Medium Range Weather Forecast – ECMWF). Uma revis&atilde;o        dos resultados de v&aacute;rios estudos de balan&ccedil;o de &aacute;gua na        bacia amaz&ocirc;nica realizados nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas &eacute;        apresentada por J.A.Marengo (10). As diferen&ccedil;as nos resultados s&atilde;o        decorrentes das variadas fontes de dados hidrometorol&oacute;gicos. Na maioria        desses estudos, as medidas de descarga do rio Amazonas foram realizadas em &Oacute;bidos        – AM (01º55'S, 55º 28'W), com valores m&eacute;dios anuais da ordem de 175000        m3s-1 (equivalente a uma l&acirc;mina de &aacute;gua de 2,5 mm dia-1, distribu&iacute;da        uniformemente por toda a superf&iacute;cie da bacia, que drena para os rios).      ]]></body>
<body><![CDATA[  Contudo esse valor n&atilde;o representa o total da descarga na foz do rio Amazonas,        uma vez que n&atilde;o considera as &aacute;guas provenientes dos rios Xing&uacute;        e Tocantins. A descarga observada na foz do rio Amazonas &eacute; estimada em        210000 m3 s-1 ou 2,9 mm dia-1 (11). Valores de evapotranspira&ccedil;&atilde;o        (EP) tamb&eacute;m variam de estudo para estudo. Medidas diretas e cont&iacute;nuas        de fluxo de evapotranspira&ccedil;&atilde;o acima da floresta, utilizando a        t&eacute;cnica de covari&acirc;ncias de v&oacute;rtices turbulentos, foram feitas        durante o Anglo Brazilian Climate Observational Study (Abracos) e est&atilde;o        sendo realizadas no Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amaz&ocirc;nia        (LBA) em diferentes pontos na Amaz&ocirc;nia. Por exemplo, alguns especialistas      ]]></body>
<body><![CDATA[  (12) observam valores m&eacute;dios de evapotranspira&ccedil;&atilde;o de 3,9        mm dia-1 no leste da Amaz&ocirc;nia e de 3,7 mm dia-1 na por&ccedil;&atilde;o        central e sul e (13) obtiveram valores de 3,6 mm dia-1 e 3,8 mm dia-1 para as        esta&ccedil;&otilde;es &uacute;mida e seca, respectivamente, em uma floresta        no sudoeste da Amaz&ocirc;nia. Outros relatos (14) mostram um valor m&eacute;dio        anual de 3,5 mm dia-1 na regi&atilde;o de Santar&eacute;m (PA), uma das mais        secas da Amaz&ocirc;nia, enquanto (15) e (16) se encontraram valores de 3,8        mm dia-1 e 3,9 mm dia-1, respectivamente, para a regi&atilde;o de Manaus. Esses        valores de evapotranspira&ccedil;&atilde;o s&atilde;o ligeiramente maiores que        a m&eacute;dia espacial de toda a bacia. Portanto, pode-se considerar que a      ]]></body>
<body><![CDATA[  evapotranspira&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da bacia amaz&ocirc;nica n&atilde;o        deve ser inferior a 3,5 mm dia-1 nem superior a 4,0 mm dia-1. Para amenizar        a defici&ecirc;ncia da rede observacional de superf&iacute;cie s&atilde;o utilizados        dados de precipita&ccedil;&atilde;o gerados a partir de sat&eacute;lites meteorol&oacute;gicos        e, tamb&eacute;m, de modelos num&eacute;ricos (an&aacute;lise ou rean&aacute;lise),        que tamb&eacute;m t&ecirc;m limita&ccedil;&otilde;es e resultam em valores discrepantes        de precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia para a bacia. No artigo de revis&atilde;o        de estudos do ciclo hidrol&oacute;gico da bacia amaz&ocirc;nica (10), valores        m&eacute;dios anuais de precipita&ccedil;&atilde;o de diferentes climatologias        variaram de 5,5 a 7,9 mm dia-1. Outro componente importante do balan&ccedil;o      ]]></body>
<body><![CDATA[  de umidade &eacute; a converg&ecirc;ncia de umidade integrada verticalmente        na atmosfera sobre a &aacute;rea. Para o c&aacute;lculo dessa vari&aacute;vel        foram necess&aacute;rios dados de umidade espec&iacute;fica do ar e velocidade        do vento, em v&aacute;rios n&iacute;veis na atmosfera. Por exemplo, (17) obtiveram        para um per&iacute;odo de 5 anos de dados de re-an&aacute;lises do ECMWF o valor        de 1,3 mm dia-1 para a converg&ecirc;ncia de umidade na bacia amaz&ocirc;nica        e (11), utilizando rean&aacute;lises do NCEP/NCAR, obteve o valor de 1,4 mm        dia-1, bem pr&oacute;ximo do obtido por (17), mas bem menor que a descarga do        rio Amazonas no oceano Atl&acirc;ntico, de 2,9 mm dia-1. Para a avalia&ccedil;&atilde;o        dos componentes do balan&ccedil;o de umidade na bacia amaz&ocirc;nica para um      ]]></body>
<body><![CDATA[  longo per&iacute;odo, admitindo-se que n&atilde;o haja modifica&ccedil;&atilde;o        nos estoques de &aacute;gua subterr&acirc;nea, a precipita&ccedil;&atilde;o        m&eacute;dia deve ser balanceada pela soma da evapotranspira&ccedil;&atilde;o        com a descarga do rio Amazonas no oceano Atl&acirc;ntico e a converg&ecirc;ncia        de umidade na atmosfera deve se igualar &agrave; descarga do rio. Contudo, a        maioria dos estudos de balan&ccedil;o de &aacute;gua na Amaz&ocirc;nia apresenta        diferen&ccedil;as entre a converg&ecirc;ncia de umidade e descarga do rio (11,        18, 19). Esse "desbalan&ccedil;o" &eacute; devido &agrave;s incertezas        na determina&ccedil;&atilde;o dos valores m&eacute;dios anuais de cada componente.        Todavia, as incertezas no valor da descarga m&eacute;dia anual do rio Amazonas      ]]></body>
<body><![CDATA[  s&atilde;o bem menores que as incertezas no valor da converg&ecirc;ncia de umidade        obtidas das rean&aacute;lises. Para uma descarga anual de 2,9 mm dia-1 e uma        taxa anual m&iacute;nima de evapotranspira&ccedil;&atilde;o de 3,5 mm dia-1        a precipita&ccedil;&atilde;o anual m&eacute;dia deveria ser de pelo menos 6,4        mm dia-1 ou aproximadamente 2300 mm (concordando com os valores observados).</font></P>     <p><font size="3"><b>RECICLAGEM DE &Aacute;GUA NA AMAZ&Ocirc;NIA</b> Uma parcela    importante das chuvas da Amaz&ocirc;nia &eacute; alimentada pela evapotranspira&ccedil;&atilde;o    dos seus ecossistemas, pois a evapotranspira&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual    corresponde a 55 - 60% da precipita&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, isso n&atilde;o    significa que toda a evapotranspira&ccedil;&atilde;o gerada na Amaz&ocirc;nia    &eacute; convertida em precipita&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;pria regi&atilde;o.    No per&iacute;odo da esta&ccedil;&atilde;o chuvosa, a taxa de precipita&ccedil;&atilde;o    &eacute; geralmente maior que o dobro da taxa de evapotranspira&ccedil;&atilde;o,    o que implica que a maior parte da umidade necess&aacute;ria para gerar as chuvas    &eacute; transportada de fora da regi&atilde;o, no caso do oceano Atl&acirc;ntico,    pelos ventos al&iacute;seos (que sopram predominantemente de leste). O conceito    de reciclagem de &aacute;gua refere-se &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o local    da evapotranspira&ccedil;&atilde;o para a precipita&ccedil;&atilde;o total sobre    uma regi&atilde;o, e pode ser definida como a quantidade de &aacute;gua evaporada    da superf&iacute;cie terrestre, em uma certa regi&atilde;o, que retornar&aacute;    na forma de precipita&ccedil;&atilde;o sobre essa mesma regi&atilde;o. V&aacute;rios    estudos t&ecirc;m sido realizados com objetivo de estimar a reciclagem de &aacute;gua    na Amaz&ocirc;nia utilizando tanto dados observados e de rean&aacute;lises (20,    21, 22), como tamb&eacute;m dados obtidos atrav&eacute;s de modelos num&eacute;ricos    (23). Os estudos pioneiros realizados na Amaz&ocirc;nia encontraram que aproximadamente    metade da precipita&ccedil;&atilde;o na bacia amaz&ocirc;nica &eacute; proveniente    da evapotranspira&ccedil;&atilde;o local (24, 25, 26), entretanto essas avalia&ccedil;&otilde;es    consideravam que toda evapotranspira&ccedil;&atilde;o era transformada em precipita&ccedil;&atilde;o    na pr&oacute;pria regi&atilde;o. Estudos que consideram os transportes horizontais    de umidade associados &agrave; evapotranspira&ccedil;&atilde;o regional, como    por exemplo, os de (20) e (18), t&ecirc;m estimado uma reciclagem m&eacute;dia    anual em torno de 20% a 35%, bem menores que as estimativas propostas por trabalhos    anteriores (24 e 26). A quantifica&ccedil;&atilde;o da reciclagem de &aacute;gua    &eacute; um forte indicador da import&acirc;ncia dos processos de superf&iacute;cie    no ciclo hidrol&oacute;gico, e tamb&eacute;m um indicador da sensibilidade clim&aacute;tica    relacionada &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es nesses processos. Mesmo que a    contribui&ccedil;&atilde;o da reciclagem regional de &aacute;gua n&atilde;o    seja t&atilde;o significativa quanto se avaliou inicialmente, ela ainda representa    uma consider&aacute;vel por&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o de &aacute;gua    regional; assim sendo, mudan&ccedil;as na cobertura vegetal decorrentes de desflorestamentos,    que levem &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da evapotranspira&ccedil;&atilde;o,    modificar&atilde;o o balan&ccedil;o de &aacute;gua, com conseq&uuml;&ecirc;ncias    na Amaz&ocirc;nia e nas regi&otilde;es vizinhas.</font></P>     <p><font size="3"><b>IMPACTOS CLIM&Aacute;TICOS DO DESMATAMENTO NA AMAZ&Ocirc;NIA</b>        Os efeitos do desmatamento da Amaz&ocirc;nia sobre o clima regional t&ecirc;m        sido avaliados atrav&eacute;s de estudos observacionais e de modelagem. Os primeiros        estudos observacionais buscaram quantificar os impactos da substitui&ccedil;&atilde;o      ]]></body>
<body><![CDATA[  de florestas por pastagens no microclima (modifica&ccedil;&otilde;es na temperatura        e umidade do ar e na evapotranspira&ccedil;&atilde;o, por exemplo) e compreender        os processos de intera&ccedil;&atilde;o biosfera-atmosfera nos tr&oacute;picos.        Os experimentos observacionais mostram redu&ccedil;&atilde;o da absor&ccedil;&atilde;o        de radia&ccedil;&atilde;o solar &agrave; superf&iacute;cie (pastagem reflete        mais radia&ccedil;&atilde;o que a floresta) e redu&ccedil;&atilde;o da evapotranspira&ccedil;&atilde;o        e da umidade do ar na pastagem em compara&ccedil;&atilde;o com a floresta, mas        n&atilde;o s&atilde;o conclusivos com respeito a modifica&ccedil;&otilde;es        na precipita&ccedil;&atilde;o. Uma diminui&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de        20% na evapotranspira&ccedil;&atilde;o da pastagem na esta&ccedil;&atilde;o      ]]></body>
<body><![CDATA[  chuvosa e de at&eacute; 40% na esta&ccedil;&atilde;o seca, em um per&iacute;odo        de 4 anos de medidas, foi observada em dois s&iacute;tios experimentais do LBA        na regi&atilde;o sudoeste da Amaz&ocirc;nia (13). A maior redu&ccedil;&atilde;o        da evapotranspira&ccedil;&atilde;o da pastagem na esta&ccedil;&atilde;o seca        &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da menor profundidade da zona de ra&iacute;zes        das gram&iacute;neas em compara&ccedil;&atilde;o com a floresta. Assim, o estoque        de &aacute;gua dispon&iacute;vel para transpira&ccedil;&atilde;o das plantas        &eacute; muito inferior na pastagem do que na floresta. Ainda, por conta da        menor densidade de folhas da pastagem, diminui a perda de &aacute;gua por intercepta&ccedil;&atilde;o        (&aacute;gua da chuva que fica na folhagem da vegeta&ccedil;&atilde;o e &eacute;      ]]></body>
<body><![CDATA[  evaporada logo ap&oacute;s o evento). Apesar do maior percentual de refletividade        da radia&ccedil;&atilde;o solar pela pastagem, a temperatura do ar sobre ela        tende a aumentar em resposta &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da evapotranspira&ccedil;&atilde;o.        A parcela de energia que deixa de ser utilizada para a mudan&ccedil;a de fase        de &aacute;gua l&iacute;quida para vapor &eacute; utilizada para aquecer a vegeta&ccedil;&atilde;o        e o solo da superf&iacute;cie e o ar que est&aacute; logo acima (pastagem mais        quente e seca). Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, modelos clim&aacute;ticos        t&ecirc;m sido utilizados para avaliar os poss&iacute;veis impactos do desmatamento        total da floresta amaz&ocirc;nica no clima. A maioria desses estudos apresenta        como resultado redu&ccedil;&otilde;es anuais na precipita&ccedil;&atilde;o de      ]]></body>
<body><![CDATA[  5 a 20% e na evapotranspira&ccedil;&atilde;o de 20 a 30% e aumento na temperatura        do ar pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie de 1 a 4 oC (3, 27, 28, 29,        30). Mudan&ccedil;as na converg&ecirc;ncia de umidade ainda s&atilde;o uma quest&atilde;o        contradit&oacute;ria nos diferentes experimentos de desmatamento com modelos.        Enquanto a maioria apresenta redu&ccedil;&atilde;o na converg&ecirc;ncia de        umidade, outros estudos mostram um aumento (4). Utilizando modelos de maior        resolu&ccedil;&atilde;o e cen&aacute;rios de desmatamento apropriados (3) avaliaram        os impactos clim&aacute;ticos decorrentes, comparando tr&ecirc;s diferentes        cen&aacute;rios de desflorestamento (altera&ccedil;&otilde;es atuais, previstas        para o ano de 2033 e desflorestamento de toda a bacia) com um em que a Amaz&ocirc;nia      ]]></body>
<body><![CDATA[  est&aacute; intacta (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Em todos os cen&aacute;rios        observou-se um mecanismo de retroalimenta&ccedil;&atilde;o (<i>feedback</i>)        negativo, uma vez que o aumento na converg&ecirc;ncia de umidade agiu no sentido        de minimizar os efeitos da redu&ccedil;&atilde;o na evapotranspira&ccedil;&atilde;o.        No cen&aacute;rio de desmatamento atual (referente ao ano de 2003), o aumento        da converg&ecirc;ncia de umidade anulou o efeito de redu&ccedil;&atilde;o na        evapotranspira&ccedil;&atilde;o, conduzindo a um aumento na precipita&ccedil;&atilde;o        na regi&atilde;o desmatada. O aumento da cobertura de nuvens e precipita&ccedil;&atilde;o        sobre &aacute;reas desflorestadas em meio a grandes &aacute;reas de floresta        na Amaz&ocirc;nia tem sido observado por an&aacute;lises de dados de sat&eacute;lites      ]]></body>
<body><![CDATA[  (31, 32) e estudos com modelos num&eacute;ricos regionais (33), sugerindo um        mecanismo t&iacute;pico de circula&ccedil;&atilde;o local. Em &aacute;reas desflorestadas,        o ar pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie torna-se mais aquecido que a        floresta circundante, levando o ar mais frio e &uacute;mido da floresta para        a &aacute;rea desmatada. O ar &uacute;mido sobe sobre a &aacute;rea desflorestada        formando nuvens e, havendo umidade suficiente, pode haver um aumento da precipita&ccedil;&atilde;o.        Nos demais cen&aacute;rios, embora haja um aumento na converg&ecirc;ncia de        umidade, a redu&ccedil;&atilde;o na evapotranspira&ccedil;&atilde;o &eacute;        mais significativa, conduzindo a um d&eacute;ficit de precipita&ccedil;&atilde;o        na regi&atilde;o, principalmente na esta&ccedil;&atilde;o seca. A aus&ecirc;ncia      ]]></body>
<body><![CDATA[  de um per&iacute;odo seco mais longo aparentemente sustenta a atual floresta        tropical e o aumento na dura&ccedil;&atilde;o da esta&ccedil;&atilde;o seca        pode ter conseq&uuml;&ecirc;ncias ecol&oacute;gicas importantes; entre outros        efeitos, o de aumentar &agrave; suscetibilidade &agrave; ocorr&ecirc;ncia de        fogo em &aacute;reas de bordas das florestas (3). Na escala da bacia, houve        redu&ccedil;&atilde;o na precipita&ccedil;&atilde;o total quando toda a floresta        amaz&ocirc;nica foi substitu&iacute;da por pastagem, mas a distribui&ccedil;&atilde;o        espacial n&atilde;o foi homog&ecirc;nea, apresentando diminui&ccedil;&atilde;o        na parte leste da bacia e aumento na por&ccedil;&atilde;o oeste (<a href="#fig02">Figura        2</a>). Essas mudan&ccedil;as na precipita&ccedil;&atilde;o est&atilde;o relacionadas      ]]></body>
<body><![CDATA[  &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na evapotranspira&ccedil;&atilde;o, converg&ecirc;ncia        horizontal de umidade e nos movimentos ascendentes da atmosfera, necess&aacute;rios        &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de nuvens e ocorr&ecirc;ncia de precipita&ccedil;&atilde;o.        No caso de desmatamento existem dois mecanismos que competem entre si: 1. uma        circula&ccedil;&atilde;o convergente direta na camada limite planet&aacute;ria        governada por um aumento na temperatura da superf&iacute;cie; e, 2. uma circula&ccedil;&atilde;o        divergente na camada limite devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o na precipita&ccedil;&atilde;o        e no calor latente (resfriamento da camada). Para todos os cen&aacute;rios observou-se        um balan&ccedil;o de umidade positivo (mais umidade sendo transportada para        a bacia), com mudan&ccedil;as mais significativas no cen&aacute;rio de desflorestamento      ]]></body>
<body><![CDATA[  de grande escala, sendo os transportes de umidade de leste e norte os principais        respons&aacute;veis por esse aumento (<a href="#fig03">Figura 3</a>). As mudan&ccedil;as        no transporte de umidade para as regi&otilde;es central e sul da Am&eacute;rica        do Sul apresentaram diferentes resultados para cada cen&aacute;rio de desmatamento.        Nos cen&aacute;rios de altera&ccedil;&otilde;es atuais e previstas para o ano        de 2033, observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o no transporte de umidade na fronteira        sul da bacia, enquanto no cen&aacute;rio de desflorestamento de grande escala        foi verificado um aumento. Diante de todos esses resultados, verificou-se que        mudan&ccedil;as nos ecossistemas amaz&ocirc;nicos devem provocar impactos no        balan&ccedil;o de umidade da atmosfera e, conseq&uuml;entemente, no ciclo hidrol&oacute;gico,      ]]></body>
<body><![CDATA[  n&atilde;o somente sobre a Amaz&ocirc;nia, mas em outras partes da Am&eacute;rica        do Sul. Al&eacute;m disso, inicialmente o efeito do desmatamento pode ser de        intensifica&ccedil;&atilde;o dos gradientes horizontais de temperatura e umidade,        induzindo a um aumento da precipita&ccedil;&atilde;o associado &agrave; circula&ccedil;&otilde;es        locais. Esse aumento pode existir enquanto o suprimento de umidade for suficiente        para manter a precipita&ccedil;&atilde;o a o desmatamento n&atilde;o atingir        grandes &aacute;reas.</font></P>     <p><a name="fig01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a16fig01.jpg"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><a name="fig02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a16fig02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="fig03"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n3/a16fig03.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> No balan&ccedil;o    anual, a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica &eacute; um grande importador de vapor    de &aacute;gua, especialmente do oceano Atl&acirc;ntico. O transporte de vapor    do oceano contribui com aproximadamente tr&ecirc;s quartos da umidade que circula    anualmente na regi&atilde;o. O outro quarto &eacute; produzido pelo processo    de evapotranspira&ccedil;&atilde;o. As chuvas anuais s&atilde;o de aproximadamente    duas vezes a evapotranspira&ccedil;&atilde;o total, ou seja, metade de toda    a umidade que circula na bacia. Isso significa que a Amaz&ocirc;nia exporta,    e re-exporta, uma quantidade anual de umidade que &eacute; de aproximadamente    duas vezes o total da precipita&ccedil;&atilde;o regional ou, ainda, quatro    vezes a sua evapotranspira&ccedil;&atilde;o. Aproximadamente metade &eacute;    transportada em dire&ccedil;&atilde;o ao sul da Am&eacute;rica do Sul e a outra    metade em dire&ccedil;&atilde;o ao oceano Pac&iacute;fico e Caribe. Entre 20    e 35% das chuvas regionais s&atilde;o alimentadas pela evapotranspira&ccedil;&atilde;o    gerada na pr&oacute;pria bacia. Embora nem toda a evapotranspira&ccedil;&atilde;o    se transforme em chuva na bacia, sua contribui&ccedil;&atilde;o para as chuvas    anuais &eacute; muito significativa e altera&ccedil;&otilde;es nos usos da terra    t&ecirc;m impactos importantes. A substitui&ccedil;&atilde;o de florestas por    pastagens na Amaz&ocirc;nia reduz a taxa anual de evapotranspira&ccedil;&atilde;o    e modifica a circula&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, com efeitos locais    e remoto. Um desflorestamento de pequenas propor&ccedil;&otilde;es pode levar    at&eacute; a um aumento da precipita&ccedil;&atilde;o sobre a &aacute;rea desmatada,    isso por conta de circula&ccedil;&otilde;es locais induzidas por diferen&ccedil;as    de temperatura entre a floresta e a &aacute;rea desmatada. Por&eacute;m, um    desflorestamento em grande escala traz grandes modifica&ccedil;&otilde;es &agrave;    circula&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica da regi&atilde;o e grandes impactos    hidrol&oacute;gicos, com redu&ccedil;&otilde;es e aumentos de precipita&ccedil;&atilde;o,    em grandes &aacute;reas da bacia e at&eacute; em regi&otilde;es vizinhas e remotas.    A simula&ccedil;&atilde;o de desflorestamento total da Amaz&ocirc;nia acima    descrita e realizada com o modelo do Centro de Previs&atilde;o de Tempo e Estudos    Clim&aacute;ticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz&ocirc;nia    (Inpa), indicou uma diminui&ccedil;&atilde;o de evapotranspira&ccedil;&atilde;o,    que foi compensada por um aumento do transporte de umidade proveniente do oceano    e resultou em um pequeno aumento no transporte de umidade para a regi&atilde;o    central da Am&eacute;rica do Sul. Entretanto, esses resultados parecem ser dependentes    dos pr&oacute;prios modelos clim&aacute;ticos. As incertezas atuais na quantifica&ccedil;&atilde;o    dos componentes do balan&ccedil;o hidrol&oacute;gico da Amaz&ocirc;nia, especialmente    por conta de uma rede de observa&ccedil;&otilde;es deficit&aacute;ria, dever&atilde;o    perdurar, pois as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, al&eacute;m de    provocar aumento de temperatura, certamente afetar&atilde;o a circula&ccedil;&atilde;o    atmosf&eacute;rica e o regime de chuvas da bacia amaz&ocirc;nica.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Francis Wagner Silva Correia</b> &eacute; f&iacute;sico,    coordenador e professor do curso de meteorologia tropical da Universidade do    Estado do Amazonas (UEA) e pesquisador no N&uacute;cleo de Modelagem Clim&aacute;tica    e Ambiental do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa).    <br>   <b>Antonio Ocima Manzi</b> &eacute; f&iacute;sico, gerente executivo do projeto    LBA e coordenador do N&uacute;cleo de Modelagem Clim&aacute;tica e Ambiental    do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa).    <br>   <b>Luiz Antonio C&acirc;ndido</b> &eacute; meteorologista, pesquisador da coordena&ccedil;&atilde;o    de pesquisa em clima e recursos h&iacute;dricos do Inpa.    <br>   <b>Rosa Maria Nascimento dos Santos</b> &eacute; meteorologista, pesquisadora    no N&uacute;cleo de Modelagem Clim&aacute;tica e Ambiental do Inpa.    <br>   <b>Theot&ocirc;nio Pauliquevis</b> &eacute; f&iacute;sico pela Universidade    de S&acirc;o Paulo, bolsista do CNPq, desenvolvendo projetos de pesquisa sobre    intera&ccedil;&atilde;o entre aeross&oacute;is e nuvens na Amaz&ocirc;nia junto    ao N&uacute;cleo de Modelagem Clim&aacute;tica e Ambiental do Inpa.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><FONT SIZE="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Voldoire, A. "Tropical deforestation and climate    variability". <i>Climate Dynamics</i>, 22, 857-874, 2004. </font><!-- ref --><p><font size="3">2.  Costa, H. M. "Effects of Amazon deforestation on    the regional climate historical perspective, current and future research".    <i>Revista Brasileira de Meteorologia</i>, 2006. </font><!-- ref --><p><font size="3">3.  Correia, F. W. "Impacto das modifica&ccedil;&otilde;es    da cobertura vegetal no balan&ccedil;o de &aacute;gua na Amaz&ocirc;nia: um    estudo com modelo de circula&ccedil;&atilde;o geral da atmosfera" (MCGA).    <i>Revista Brasileira de Meteorologia</i>, 2006. </font><!-- ref --><p><font size="3">4.  D’Almeida, C. "The effects of deforestation on the    hydrological cycle in Amazonia: a review on scale and resolution". <i>International    Journal of Climatology</i>, 2007. </font><!-- ref --><p><font size="3">5.  Figueroa, S. "Precipitation distribution over central    and western tropical South America", <i>Climan&aacute;lise</i>, 1990. </font><!-- ref --><p><font size="3">6.  Satyamurty, P. "Tropics - South America". <i>In</i>:    D. J. Karoly; D. G. Vincent. (Org.). <i>Meteorology of the Southern Hemisphere</i>.    Boston: Meteorology Monograph, 1998. </font><!-- ref --><p><font size="3">7.  Coehn, J.C.P. "Environmental conditions associated    with Amazonian squall lines: a case study". <i>Monthly Weather Review</i>,    1995. </font><!-- ref --><p><font size="3">8.  Garstang, M. "Amazon coastal squall lines. Part    I: Structure and kinematics". <i>Monthly Weather Review</i>, 1994. </font><!-- ref --><p><font size="3">9.  Silva-Dias, M.A.F. "A case study of convective organization    into precipitating lines in the southwest Amazon during the WETAMC and TRMM-LBA".    <i>Journal of Geophysical Research-Atmospheres</i>, 2002. </font><!-- ref --><p><font size="3">10.  Marengo, J. A. "On the hydrological cycle of the    amazon basin: a historical review and current state-of-the-art." <i>Revista    Brasileira de Meteorologia</i>, 2006. </font><!-- ref --><p><font size="3">11.  Marengo, J. A. "The characteristics and variability    of the atmospheric water balance in the amazon basin: spatial and temporal variability".    <i>Climate Dynamics</i>, 2005. </font><!-- ref --><p><font size="3">12.  Rocha, H. R. "A vegetation-atmosphere interaction    study for Amazonian deforestation using field data and single column model".    <i>Quarterly Journal of the Royal Meteorology Society</i>, 1996. </font><!-- ref --><p><font size="3">13.  von Randow, C. "Comparative measurements and seasonal    variations in energy and carbon exchange over forest and pasture in southwest    Amazonia". <i>Theoretical Applied Climatology</i>, 2004. </font><!-- ref --><p><font size="3">14.  Rocha, H. R. "Seasonality of water and heat fluxes    over a tropical forest in eastern Amazonia". <i>Ecological Applications</i>,    2004. </font><!-- ref --><p><font size="3">15.  Shuttleworth, W. J. "Evaporation from Amazonian    rain forest". P<i>roc. Roy. Soc. B.</i>, 1988. </font><!-- ref --><p><font size="3">16.  Tomasella J.; "Water balance of an Amazonian micro-catchment".    <i>Hydrological Processes</i>. No prelo </font><!-- ref --><p><font size="3">17.  Rao, V. B. "Annual variations of rainfall over    Brazil and water vapor characteristics over South America". <i>Journal    of Geophysical Research</i>, United States, 1996. </font><!-- ref --><p><font size="3">18.  Costa, M. H. "Trends in the hydrologic cycle of    the Amazon Basin". <i>Journal of Geophysical Research</i>, Estados Unidos,    1999. </font><!-- ref --><p><font size="3">19.  Roads, J. "CSE water and energy budgets in the    NCEP-DOE Reanalyses". <i>Journal of Hydrometeorological</i>. 2002. </font><!-- ref --><p><font size="3">20.  Brubaker, L. "Estimation of continental precipitation    recycling". <i>Journal of Climate</i>, 1993. </font><!-- ref --><p><font size="3">21.  Eltahir, E. A. "The role of vegetation in sustaining    large-scale atmospheric circulations in the tropics", <i>Journal of Geophysical    Research</i>, 1996. </font><!-- ref --><p><font size="3">22.  Trenberth, K. "Atmospheric moisture recycling:    role of advection and local evaporation". <i>Journal of Climate</i>, 1999. </font><!-- ref --><p><font size="3">23.  Bosilovich, M. "Water vapor tracers as diagnostics    of the regional hydrologic cycle". <i>Journal of Hydrometeorological</i>,    2002. </font><!-- ref --><p><font size="3">24.  Molion, L. C. "A climatonomic study of the energy    and moisture fluxes of the Amazon basin with considerations of deforestation    effects". Ph. D. thesis. University of Wisconsin, Madison, 1975. </font><!-- ref --><p><font size="3">25. Lettau, H. "Amazonia’s hydrological cycle and role    of atmospheric recycling in assessing deforestation effects". <i>Monthey    Weather Review</i>, 1979. </font><!-- ref --><p><font size="3">26. Salati, E. "Estimativa de evapotranspira&ccedil;&atilde;o    na bacia amaz&ocirc;nica". <i>Acta Amaz&ocirc;nica</i>, 1976. </font><!-- ref --><p><font size="3">27. Nobre, C. A. "Amazonian deforestation and regional    climate change". <i>Journal of Climate</i>, 1991. </font><!-- ref --><p><font size="3">28.  Manzi, A. "A simulation of Amazonian deforestation    using a GCM calibrated with Abracos and Arme data". <i>In:</i> Gash, J.    H. C.; Nobre, C. A.; Roberts, J. M.; Victoria, R. L. eds. <i>Amazonian deforestation    and dlimate</i>. Chichester: John Wiley, 1996. </font><!-- ref --><p><font size="3">29.  Hahmann, A. N. "RCCM2-BATS model over tropical    South America: applications to tropical deforestation". <i>Journal of Climate</i>,    1997. </font><!-- ref --><p><font size="3">30.  Negri, A. "The impact of Amazonian deforestation    on dry season rainfall". <i>Journal of Climate</i>, 2004. </font><!-- ref --><p><font size="3">31.  Durieux, L. "The impact of deforestation on cloud    cover over the Amazon arc of deforestation". <i>Remote Sensing of Environment</i>,    2003. </font><!-- ref --><p><font size="3">32.  Chagnon, F.J.F. "Contemporary climate change in    the Amazon". <i>Geophysical Research Letters</i>, 2005. </font><!-- ref --><P><font size="3">33.  Avissar, R. "The large-scale biosphere-atmosphere    experiment in Amazonia (LBA): Insights and future research needs". <i>Journal    of Geophysical Research-Atmospheres</i>, 2002.</font> ]]></body><back>
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