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<institution><![CDATA[,Universidad Nacional de La Plata  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/mundo.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a09img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">MUSEU</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v59n4/line_bk.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Construtor de identidade urbana e espa&ccedil;o para recria&ccedil;&atilde;o    da hist&oacute;ria e intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">N&atilde;o por acaso o Museu Hermitage, de S&atilde;o Petesburgo,    foi o espa&ccedil;o escolhido como cen&aacute;rio para o filme <i>A arca russa</i>    do cineasta Alexander Sokurov. O filme ficou famoso por ter sido o primeiro    ser realizado num &uacute;nico plano seq&uuml;&ecirc;ncia: um inacredit&aacute;vel    <i>steadicam</i> de 90 minutos. A pergunta sobre o porqu&ecirc; de ser filmado    em um museu poderia facilmente ser respondida por conta das mais de tr&ecirc;s    milh&otilde;es de pe&ccedil;as de arte de distintos lugares do mundo, uma vez    que tal riqueza j&aacute; justificaria a escolha. Por&eacute;m, no documental    sobre o filme, Sokurov d&aacute; a sua justificativa, que vai al&eacute;m das    suas in&uacute;meras cole&ccedil;&otilde;es: "o Hermitage &eacute; a base    e ponto focal de S&atilde;o Petesburgo, o lugar mais importante da cidade. &Eacute;    o lugar-fen&ocirc;meno que justifica a exist&ecirc;ncia da cidade. &Eacute;    toda a hist&oacute;ria vivente da cultura russa, europ&eacute;ia." </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Essa viagem no tempo, com a dura&ccedil;&atilde;o de uma visita,    somente um museu pode oferecer. A cultura de um pa&iacute;s sendo constru&iacute;da    em cada passo, em cada olhar. Do lado de c&aacute; do hemisf&eacute;rio, os    museus ainda est&atilde;o esquecidos como espa&ccedil;os que permitem construir    a nossa cultura com o nosso olhar. </font></P>     <p><font size="3"><b>MUSEUS ARGENTINOS</b> Na Argentina, por exemplo, um primeiro    passo na valoriza&ccedil;&atilde;o dessas institui&ccedil;&otilde;es pode ser    identificado no diret&oacute;rio de museus que a Funda&ccedil;&atilde;o YPF    come&ccedil;ou a construir em 1998, reunindo 662 museus do pa&iacute;s (<i><a href="http://www.museosargentinos.org.ar/museos/" target="_blank">www.museosargentinos.org.ar/museos/</a></i>).    Tal banco de dados &eacute; din&acirc;mico e permite &agrave;queles que nunca    registraram a sua institui&ccedil;&atilde;o num site, que o fa&ccedil;am.</font></P>     <p><font size="3">Com o olhar ainda voltado para a experi&ecirc;ncia argentina,    vejamos dois casos: um museu de ci&ecirc;ncias e outro de arte. Dois museus    constru&iacute;dos na virada dos s&eacute;culos: um pa&iacute;s prometedor em    fins do s&eacute;culo XIX; um pa&iacute;s em ru&iacute;nas no in&iacute;cio    do s&eacute;culo XXI. Dois museus que repetem a pr&aacute;tica que deu origem    a muitos dos museus modernos: a passagem de cole&ccedil;&otilde;es privadas    ao dom&iacute;nio p&uacute;blico.</font></P>     <p><font size="3">O primeiro, um museu de ci&ecirc;ncias naturais, antigo e, basicamente,    dependente do Estado: o Museu de La Plata, na capital da Prov&iacute;ncia de    Buenos Aires. Criado como um templo para as riquezas naturais de uma na&ccedil;&atilde;o    em forma&ccedil;&atilde;o com salas lotadas de testemunhas de culturas passadas    e de formas de vida f&oacute;sseis e atuais. Na &eacute;poca, um espa&ccedil;o    de vanguarda museogr&aacute;fica e te&oacute;rica. Seu fundador, o perito Francisco    P. Moreno o pensou como espa&ccedil;o de educa&ccedil;&atilde;o e pesquisa.    Hoje &eacute; uma valiosa amostra da diversidade cultural, biol&oacute;gica    e, tamb&eacute;m, um mosaico das tend&ecirc;ncias museogr&aacute;ficas de um    s&eacute;culo. </font></P>     <p><font size="3">Um outro, moderno e sustentado pela sua pr&oacute;pria Funda&ccedil;&atilde;o:    o Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba). Um fant&aacute;stico    espa&ccedil;o para a arte, criado em meio &agrave; &uacute;ltima grande crise    econ&ocirc;mica do pa&iacute;s, no fat&iacute;dico 2001.O seu fundador, Emilio    Constantini, o imaginou como um espa&ccedil;o p&uacute;blico onde pudesse socializar    a sua cole&ccedil;&atilde;o privada, como uma ponte entre o p&uacute;blico e    o mundo da arte.</font></P>     <p><font size="3">No meio tempo, a hist&oacute;ria do desenvolvimento de uma na&ccedil;&atilde;o    que vai construindo a sua pr&oacute;pria cultura. E os museus, como parte dessa    hist&oacute;ria: o Malba, s&iacute;mbolo da Buenos Aires moderna; Museo de La    Plata, orgulho da sua comunidade. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Sandra E. Murriello    <br>   &eacute; bi&oacute;loga formada na Universidad    <br>   Nacional de La Plata na Argentina,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e trabalhou no Museu de La Plata.</i></font></P>      ]]></body>
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