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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>AS DIMENS&Otilde;ES REGIONAL E MUNICIPAL NA POL&Iacute;TICA    DE C&amp;T&amp;I NO BRASIL</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Am&iacute;lcar Baiardi</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b><font size=5>A</font></b> tend&ecirc;ncia &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o econ&ocirc;mico e do espa&ccedil;o pol&iacute;tico &eacute;    acompanhada de outras tend&ecirc;ncias que se manifestam na desregulamenta&ccedil;&atilde;o    dos mercados, na descentraliza&ccedil;&atilde;o administrativa e nas gest&otilde;es    progressivamente aut&ocirc;nomas dos territ&oacute;rios. Esse aparente paradoxo    se explica porque existe uma associa&ccedil;&atilde;o entre as determinantes    econ&ocirc;micas e sistemas centralizados, de um lado, e uma associa&ccedil;&atilde;o    entre as determinantes pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas e sistemas descentralizados,    de outro. Destarte, n&atilde;o existe nenhum conflito entre a homogeneiza&ccedil;&atilde;o    das regras de funcionamento da economia, a unifica&ccedil;&atilde;o dos mercados    e a constitui&ccedil;&atilde;o de parlamentos supra-nacionais, de uma parte,    e a descentraliza&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es de Estado, a autonomia    de governos locais e dispers&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os,    de outra. Na realidade, essas tend&ecirc;ncias refazem o papel do Estado, das    corpora&ccedil;&otilde;es e da sociedade, que n&atilde;o se tornam maiores nem    menores em fun&ccedil;&atilde;o delas. O que vem ocorrendo &eacute; uma converg&ecirc;ncia    de tend&ecirc;ncias que apontam, simultaneamente, para a amplia&ccedil;&atilde;o    dos processos de integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e globaliza&ccedil;&atilde;o    da economia e para o fortalecimento de iniciativas sociais e de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas que incidem positivamente sobre a identidade comunal e regional    e sobre a descentraliza&ccedil;&atilde;o governamental. </font></P>     <p><font size="3">A aspira&ccedil;&atilde;o de gerir os pr&oacute;prios recursos,    o crescente desejo de autonomia e a necessidade de romper com procedimentos    centralizados e verticais, est&atilde;o no discurso, e na pr&aacute;tica, de    comunidades, de movimentos e de partidos pol&iacute;ticos, e tamb&eacute;m est&atilde;o    presentes nos preceitos da moderna administra&ccedil;&atilde;o e no foco da    ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica.</font></P>     <p><font size="3">Nesse quadro &eacute; pertinente falar-se em regionaliza&ccedil;&atilde;o    e em municipaliza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia    e inova&ccedil;&atilde;o, PC&amp;T&amp;I, uma vez que a regi&atilde;o tem especificidades    e o munic&iacute;pio &eacute; a c&eacute;lula da organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-administrativa    do Estado, devendo aos mesmos caber pap&eacute;is antes reservados para as unidades    federadas e a Uni&atilde;o. O cen&aacute;rio de uma economia nacional progressivamente    integrada transfere para &oacute;rbita da regi&atilde;o e do munic&iacute;pio    uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es que complementam as pol&iacute;ticas    nacionais, entre elas a de internalizar incentivos com vistas a impulsionar    processos genu&iacute;nos e sustent&aacute;veis de crescimento econ&ocirc;mico    baseado em inova&ccedil;&otilde;es aut&oacute;ctones.</font></P>     <p><font size="3">A defesa de uma pol&iacute;tica de C&amp;T&amp;I regional e    aut&ocirc;noma justifica-se para que haja uma produ&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctone    do conhecimento que leve a inova&ccedil;&otilde;es. A import&acirc;ncia dessa    autonomia de gest&atilde;o dos recursos de pesquisa e de produ&ccedil;&atilde;o    regional do saber se explica porque a transfer&ecirc;ncia de tecnologia, seja    no &acirc;mbito internacional ou no &acirc;mbito de um Estado-na&ccedil;&atilde;o    com desequil&iacute;brios econ&ocirc;micos e sociais entre as regi&otilde;es,    n&atilde;o atende &agrave;s especificidades da demanda regional, marcada pela    diversidade e por particularidades culturais inquestion&aacute;veis. De outro    lado n&atilde;o se pode esperar da transfer&ecirc;ncia de tecnologia os desej&aacute;veis    <i>spin-off effects</i>, a dissemina&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio de    experi&ecirc;ncias bem-sucedidas de gest&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o    e de neg&oacute;cios a ela relacionados, bem como ela n&atilde;o garante a possibilidade    de se construir vantagens e assimetrias de com&eacute;rcio, determinadas pelas    possibilidades de incorporar inova&ccedil;&otilde;es de "primeira m&atilde;o"    e reciclar constantemente processos produtivos e produtos.</font></P>     <p><font size="3">A produ&ccedil;&atilde;o regional do conhecimento cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gico    intensifica a oferta de inova&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio. Estas,    uma vez apropriadas pelas empresas, tornam as cadeias produtivas mais complexas    e ensejam possibilidades da economia regional internalizar vantagens monop&oacute;licas    tempor&aacute;rias, na forma de lucros extraordin&aacute;rios, mediante a incorpora&ccedil;&atilde;o    pioneira de novos processos e produtos que reduzem os custos comparativos e    proporcionam reciclagens mais din&acirc;micas de bens ofertados. Os <i>spin-off    effects</i>, por seu lado, oportunizam investimentos virtuosos que alavancam    transforma&ccedil;&otilde;es na linha de superar mais rapidamente modelos de    economia ainda centrados na produ&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias primas    e de bens intermedi&aacute;rios, fomentando o surgimento de novos componentes    das cadeias produtivas. A aplica&ccedil;&atilde;o do progresso t&eacute;cnico    para reduzir custos e agregar valor aos produtos continua sendo a forma mais    eficaz de apropria&ccedil;&atilde;o de vantagens no com&eacute;rcio inter-regional    ou internacional.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A regi&atilde;o que n&atilde;o perseguir a gera&ccedil;&atilde;o    aut&oacute;ctone do conhecimento e renunciar a presen&ccedil;a em suas institui&ccedil;&otilde;es    de pesquisa de temas avan&ccedil;ados, estar&aacute; mantendo um elevado grau    de vulnerabilidade de sua economia e n&atilde;o ter&aacute; capacidade de se    beneficiar dos efeitos virtuosos de internaliza&ccedil;&atilde;o, em "primeira    m&atilde;o" das inova&ccedil;&otilde;es. Essa regi&atilde;o deixar&aacute;    de buscar alternativas para compensar as inevit&aacute;veis perdas de vantagens    comparativas baseadas na disponibilidade dos recursos naturais, na localiza&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica e no baixo custo da m&atilde;o-de-obra, que se sabe desaparecer&atilde;o    com a difus&atilde;o de tecnologias avan&ccedil;adas nas &aacute;reas de inform&aacute;tica    e automa&ccedil;&atilde;o e na &aacute;rea dos novos materiais, sem estar, por    outro lado, sendo compensada pela aquisi&ccedil;&atilde;o de vantagens competitivas    (Cianferoni e Amin, 1993).</font></P>     <p><font size="3">Mesmo em um quadro de perfeita integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    no &acirc;mbito de um determinado Estado-na&ccedil;&atilde;o, nenhuma regi&atilde;o    que dele fa&ccedil;a parte pode prescindir de exercer algum protagonismo em    pol&iacute;tica de C&amp;T&amp;I. Isto se explica porque a gest&atilde;o de    ci&ecirc;ncia e tecnologia – vista como um processo finalizado de concep&ccedil;&atilde;o    e aplica&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia, tecnologia    e inova&ccedil;&atilde;o ( PC&amp;T&amp;I) – tem especificidades regionais.    </font></P>     <p><font size="3">No caso do Brasil, a gest&atilde;o de C&amp;T&amp;I praticada    pelo governo federal n&atilde;o tem atentado para dimens&atilde;o regional e,    por isso, estimulado uma expressiva concentra&ccedil;&atilde;o espacial do disp&ecirc;ndio    p&uacute;blico de fomento &agrave; pesquisa cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gica.    Historicamente no Brasil a gest&atilde;o de C&amp;T tem sido perversa para com    as regi&otilde;es denominadas perif&eacute;ricas ou de menor renda. As raz&otilde;es    principais para esse fato s&atilde;o as diretrizes de atua&ccedil;&atilde;o    das ag&ecirc;ncias federais de fomento e o desinteresse da comunidade cient&iacute;fica    nacional em enfrentar com determina&ccedil;&atilde;o o problema. </font></P>     <p><font size="3">Diante de conjunturas de escassez de recursos, membros da comunidade,    preferem praticar <i>lobbies</i> em favor de suas institui&ccedil;&otilde;es    do que estabelecer crit&eacute;rios racionais de avalia&ccedil;&atilde;o dos    investimentos em C&amp;T, dificultando, desse modo, uma reparti&ccedil;&atilde;o    mais criteriosa e mais justa das bolsas, dos aux&iacute;lios para financiamento    &agrave; pesquisa, do financiamento de infra-estrutura, etc. Malgrado os avan&ccedil;os    trazidos pelos fundos setoriais, no que tange &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    regional dos recursos, e os posicionamentos da Sociedade Brasileira para o Progresso    da Ci&ecirc;ncia (SBPC), em defesa de um maior equil&iacute;brio regional do    disp&ecirc;ndio em C&amp;T, o quadro n&atilde;o tende a se modificar em um horizonte    pr&oacute;ximo, se medidas adicionais n&atilde;o forem tomadas.</font></P>     <p><font size="3">A elevada concentra&ccedil;&atilde;o do disp&ecirc;ndio p&uacute;blico    em C&amp;T nas regi&otilde;es Sul e Sudeste cristaliza uma injusta divis&atilde;o    regional do trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, pois viabiliza    para as mesmas pesquisas em temas de fronteira do conhecimento e, implicitamente,    sugere &agrave;s regi&otilde;es perif&eacute;ricas temas relacionados com a    pobreza, doen&ccedil;as end&ecirc;micas, recursos naturais e meio-ambiente.    Sem questionar a import&acirc;ncia desses &uacute;ltimos temas, e ressaltando    tamb&eacute;m a import&acirc;ncia das regi&otilde;es Sul e Sudeste continuarem    realizando pesquisas avan&ccedil;adas, &eacute; necess&aacute;rio deixar claro    que abrir m&atilde;o de participar de investiga&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea    de fronteira do conhecimento significa renunciar a formar pesquisadores, a adaptar    tecnologias e a impulsionar o desenvolvimento agr&iacute;cola e industrial para    est&aacute;gios compat&iacute;veis com os cen&aacute;rios de redu&ccedil;&atilde;o    gradual das disparidades regionais e de alcance da cidadania. </font></P>     <p><font size="3">Pelas raz&otilde;es acima apresentadas, a situa&ccedil;&atilde;o    de baixa oferta de centros de pesquisa e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    nas regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste significa menor capacidade    de atra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias avan&ccedil;adas e maior capacidade    de atra&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias de bens padronizados, ou de commodities.    Essa desvantagem agrava os desequil&iacute;brios regionais e n&atilde;o conv&eacute;m    a um projeto sociedade menos desigual. </font></P>     <p><font size="3">Nas regi&otilde;es em que essas ind&uacute;strias de bens que    se reciclam com menor velocidade, os padronizados ou estandardizados, foram    maci&ccedil;amente alocadas observa-se, ainda hoje, que os diferenciais de n&iacute;vel    tecnol&oacute;gico levam a desvantagens nas rela&ccedil;&otilde;es comerciais    com as regi&otilde;es que atra&iacute;ram ind&uacute;strias avan&ccedil;adas,    pois estas comercializam, predominantemente, bens que se reciclam rapidamente.    As rela&ccedil;&otilde;es comerciais entre regi&otilde;es com diferentes n&iacute;veis    de tecnologia nos setores produtivos leva &agrave; inequaliza&ccedil;&atilde;o    do fator-pre&ccedil;o e a imperfei&ccedil;&otilde;es de mercados em favor daquelas    com melhor n&iacute;vel. </font></P>     <p><font size="3">A import&acirc;ncia que a teoria do ciclo do produto tem para    o mercado internacional vale, <i>mutatis mutandis</i>, para o com&eacute;rcio    intra-regional. Se dentro de um &uacute;nico espa&ccedil;o econ&ocirc;mico somente    uma regi&atilde;o estiver desenvolvendo atividade inovativa que lhe d&ecirc;    acesso exclusivo &agrave;s novas tecnologias, estar&aacute; a mesma sempre comercializando    novos produtos, exercendo um monop&oacute;lio tempor&aacute;rio e obtendo lucros    extraordin&aacute;rios. De outro lado, estar&aacute; adquirindo produtos padronizados    a pre&ccedil;os hist&oacute;ricos (Cianferoni e Amin, 1993).</font></P>     <p><font size="3">O sempre apresentado argumento de capacidade instalada (n&uacute;mero    de doutores, infra-estrutura de pesquisa, etc.), que tem regido a distribui&ccedil;&atilde;o    regional que consagra &agrave;s regi&otilde;es perif&eacute;ricas uma m&eacute;dia    hist&oacute;rica inferior a 20% das aplica&ccedil;&otilde;es das principais    ag&ecirc;ncias de fomento ao desenvolvimento cient&iacute;fico, &eacute; insustent&aacute;vel.    O mesmo j&aacute; foi apontado como de &iacute;ndole discriminat&oacute;ria    e consolidador do desequil&iacute;brio regional, por n&atilde;o levar em conta    que as regi&otilde;es Sudeste e Sul contaram – no seu tempo de forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos e de implanta&ccedil;&atilde;o de infra-estrutura de pesquisa    – de pr&eacute;-investimentos expressivos proporcionados pelo BNDE e pela Finep,    os quais, hoje, s&atilde;o duramente disputados pelas demais, pelas regi&otilde;es    perif&eacute;ricas. </font></P>     <p><font size="3">Os compromissos de recria&ccedil;&atilde;o da Sudene e da Sudam    s&atilde;o oportunidades para que o desenho institucional das ag&ecirc;ncias    contemple para as mesmas o papel de protagonista de uma aut&ocirc;noma pol&iacute;tica    regional de C&amp;T&amp;I e que essa pol&iacute;tica viabilize a implanta&ccedil;&atilde;o    nas regi&otilde;es de ambientes prop&iacute;cios &agrave;s aglomera&ccedil;&otilde;es    econ&ocirc;micas virtuosas, na forma de p&oacute;los de ind&uacute;strias de    bases tecnol&oacute;gicas, ou tecnop&oacute;los que operem como habitats da    inova&ccedil;&atilde;o. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a15img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Parte desses argumentos se aplica tamb&eacute;m aos munic&iacute;pios,    que podem participar de concep&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e podem    gerir alguns instrumentos da pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia e    inova&ccedil;&atilde;o, PC&amp;T&amp;I. Ao n&iacute;vel local se poderia contemplar,    a depender da realidade de cada munic&iacute;pio, a cria&ccedil;&atilde;o de    secretarias municipais de C&amp;T, a elabora&ccedil;&atilde;o de planos, programas    e projetos ao n&iacute;vel municipal, a cria&ccedil;&atilde;o de conselhos municipais    de C&amp;T e a funda&ccedil;&atilde;o de um museu de C&amp;T, que servisse tanto    para despertar um interesse difuso pela ci&ecirc;ncia e pela t&eacute;cnica,    como tamb&eacute;m ao ensino b&aacute;sico e que se prestasse como local para    confer&ecirc;ncias, exibi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos, etc. Mesmo sem    se conseguir implantar todos os componentes de um sistema de ci&ecirc;ncia e    tecnologia, ter-se-ia para cada munic&iacute;pio um arranjo institucional que    procuraria fortalecer uma cultura e despertar voca&ccedil;&otilde;es tanto na    linha da pesquisa como na linha de atividades empresariais modernas, concebidas    com base em tecnologias avan&ccedil;adas e/ou adaptadas &agrave; realidade do    munic&iacute;pio.</font></P>     <p><font size="3">As car&ecirc;ncias generalizadas, o baixo n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o    da comunidade e outras dificuldades, n&atilde;o devem funcionar como argumento    para retardar a iniciativa. Al&eacute;m disso, o sistema municipal de C&amp;T    deve ser pensado em articula&ccedil;&atilde;o com o sistema estadual e em conson&acirc;ncia    com o planejamento em todos os n&iacute;veis. Neste contexto, haveria institui&ccedil;&otilde;es    tipo funda&ccedil;&otilde;es privadas e estatais que forneceriam os meios essenciais    para funcionamento dessas estruturas. O fundamental &eacute; que ap&oacute;s    a amplia&ccedil;&atilde;o da autonomia municipal, outorgada pela Constitui&ccedil;&atilde;o    de 1988, possam essas unidades exercer plenamente pap&eacute;is antes pensados    exclusivamente para outras esferas. O exemplo dos conselhos de C&amp;T e de    pol&iacute;tica ambiental nas regi&otilde;es e comunas da Europa, recomenda    que se persiga essa meta.</font></P>     <p><font size="3">A a&ccedil;&atilde;o de envolvimento do munic&iacute;pio com    a id&eacute;ia de constituir um sistema municipal de C&amp;T, que atue de forma    integrada com os munic&iacute;pios vizinhos que compartilham dos mesmos problemas    e com o governo estadual, deve contemplar n&atilde;o somente o poder executivo,    mas tamb&eacute;m a c&acirc;mara de vereadores e as lideran&ccedil;as locais    em todas as &aacute;reas.</font></P>     <p><font size="3">Uma PC&amp;T&amp;I municipal – em virtude de grande parte do    conhecimento gerado ter uma capacidade de valida&ccedil;&atilde;o regional que    extrapola em muito o ambiente onde est&aacute; localizado o laborat&oacute;rio    – deve estar centrada nos mecanismos de indu&ccedil;&atilde;o e nos mecanismos    de difus&atilde;o. Os mecanismos de indu&ccedil;&atilde;o seriam constru&iacute;dos    a partir de decis&otilde;es transparentes que envolvessem o conselho municipal    de C&amp;T e as organiza&ccedil;&otilde;es representativas da sociedade civil    como associa&ccedil;&otilde;es de produtores, sindicatos e organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o governamentais. Atrav&eacute;s dos mesmos seriam canalizadas as demandas    de pesquisa que tivessem como objeto os problemas locais de diversifica&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o e de competitividade dos bens produzidos, bem como    aqueles relacionados com o d&eacute;ficit h&iacute;drico, com a degrada&ccedil;&atilde;o    dos solos e demais recursos renov&aacute;veis, com a infra-estrutura, com a    sa&uacute;de e com a educa&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">A formula&ccedil;&atilde;o dos pleitos de temas a serem pesquisados    seria precedida de reuni&otilde;es com especialistas que informariam sobre o    estado da arte e sobre e o estado dos recursos naturais, renov&aacute;veis e    n&atilde;o renov&aacute;veis, para que as propostas fossem consistentes e pudessem    informar sobre a complexidade da pesquisa, institui&ccedil;&otilde;es mais indicadas    e se implicaria em uma investiga&ccedil;&atilde;o isolada ou em um projeto integrado    envolvendo outros munic&iacute;pios, etc.</font></P>     <p><font size="3">A PC&amp;T&amp;I municipal seria funcional &agrave; PC&amp;T&amp;I    regional e facilitaria em muito a defini&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios    para distribui&ccedil;&atilde;o espacial e dos p&oacute;los tecnol&oacute;gicos    que operassem como habitats da inova&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3"><b>INTERVEN&Ccedil;&Otilde;ES EM C&amp;T&amp;I, AGLOMERA&Ccedil;&Atilde;O    PRODUTIVA E DESENVOLVIMENTO DO TERRIT&Oacute;RIO</b> Os argumentos aduzidos    no item anterior em favor de interven&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em C&amp;T&amp;I    ao n&iacute;vel regional e local adquirem maior consist&ecirc;ncia quando relacionados    &agrave;s principais vis&otilde;es sobre os nexos virtuosos entre as concentra&ccedil;&otilde;es    produtivas diferenciadas, o progresso t&eacute;cnico (determinado por inova&ccedil;&otilde;es    derivadas de conhecimento aut&oacute;ctone) e o desenvolvimento econ&ocirc;mico    da regi&atilde;o ou territ&oacute;rio. S&atilde;o muitos os autores que se referem    &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de causa e efeito entre certos tipos de concentra&ccedil;&atilde;o    produtiva e gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento, independente do processo    de aglomera&ccedil;&atilde;o ter sido espont&acirc;neo, a partir de uma concentra&ccedil;&atilde;o    industrial com unidades complementares e relacionadas, ou se foi uma decis&atilde;o    de governo, criando infra-estrutura de pesquisa e oferecendo subs&iacute;dios    para atra&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de base tecnol&oacute;gica.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O fato &eacute; que quanto mais dotado seja o territ&oacute;rio    de determinadas atributos induzidos por a&ccedil;&otilde;es de governo, entre    elas as pol&iacute;ticas de C&amp;T&amp;I, mais facilmente estabelecer-se-&atilde;o    nexos virtuosos e sin&eacute;rgicos entre a aglomera&ccedil;&atilde;o produtiva    e a gera&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Se a esses processos se acrescentam    elementos hist&oacute;ricos e culturais impulsionadores, tais como investimentos    em educa&ccedil;&atilde;o, em infra-estrutura, em lazer e cultura, associados    a um arcabou&ccedil;o institucional favorecedor do empreendedorismo e uma dire&ccedil;&atilde;o    na organiza&ccedil;&atilde;o industrial, ent&atilde;o s&atilde;o criadas condi&ccedil;&otilde;es    ideais de prosperidade do territ&oacute;rio, comparativamente a outros espa&ccedil;os    que n&atilde;o tenham sido objeto de interven&ccedil;&otilde;es. </font></P>     <p><font size="3">&Eacute; poss&iacute;vel identificar quatro grupos de autores    que aduzem elementos sobre os nexos virtuosos entre concentra&ccedil;&atilde;o    industrial, moderniza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e desenvolvimento    do territ&oacute;rio: 1. autores de diversas correntes de pensamento que fizeram    incurs&otilde;es no tema antes e contemporaneamente &agrave; escola evolucionista,    entre eles historiadores econ&ocirc;micos que buscam as ra&iacute;zes hist&oacute;ricas    das vantagens competitivas do territ&oacute;rio; 2. autores que integram a Escola    Evolucionista – cuja comunidade se consolidou de forma mais representativa atrav&eacute;s    de professores e pesquisadores da Universit&aacute; di Roma, "La Sapienza",    do Science Policy Research Unit, SPRU, da University of Sussex e do Maastrich    Economic Research Institute on Innovation and Technology; 3. autores cr&iacute;ticos    da ortodoxia econ&ocirc;mica e contempor&acirc;neos da Escola Evolucionista,    ainda que dela independentes, alguns dos quais vinculados &agrave; Division    des Politiques de la Science et de la Technologie do Conservatoire National    des Arts et M&eacute;tiers de Paris; e, finalmente, 4. autores que recolheram    contribui&ccedil;&otilde;es das diversas escolas de pensamento e que enveredaram    pela an&aacute;lise da competitividade entre na&ccedil;&otilde;es e territ&oacute;rios.    </font></P>     <p><font size="3">No primeiro bloco estariam Marshall (1982), Alfred Weber (<i>apud</i>    Benko, 1996), Schumpeter (1982 e 1984) e Vernon (1979) e Landes (1994 e 1998).    Uma s&iacute;ntese das contribui&ccedil;&otilde;es destes autores sugere que    interven&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio visando atrair, fixar e reproduzir    capital humano, fomentar infra-estrutura, facilidades de presta&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os e ambientes pol&iacute;tico e de neg&oacute;cios favor&aacute;veis,    ao lado da difus&atilde;o de uma atmosfera de confian&ccedil;a e um acesso f&aacute;cil    &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, formam um conjunto que joga um papel decisivo    em promover no n&iacute;vel local a associa&ccedil;&atilde;o entre a aglomera&ccedil;&atilde;o    produtiva e a gera&ccedil;&atilde;o do conhecimento acelerador do progresso    t&eacute;cnico do cluster ou distrito industrial.</font></P>     <p><font size="3"> No segundo grupo estariam os que compartilham a vis&atilde;o    evolucionista ou neo-schumpeteriana, que atribui a possibilidade de engendrar    efeitos virtuosos na rela&ccedil;&atilde;o entre aglomera&ccedil;&atilde;o produtiva    diferenciada, tecnologia autoctonamente gerada e desenvolvimento do territ&oacute;rio,    ao esfor&ccedil;o nacional voltado para capturar, <i>catch up</i>, ou gerar    tecnologias estrat&eacute;gicas, superando assim as barreiras &agrave; entrada    e as causas do desn&iacute;vel em termos de difus&atilde;o internacional de    tecnologia e de competi&ccedil;&atilde;o no com&eacute;rcio internacional, ensejando,    deste modo, oportunidades de desenvolvimento econ&ocirc;mico sustentado. Soete    (1990), Dosi e Soete (1990), Fagerberg (1990) e Perez e Soete (1990) convergem    no entendimento de que por serem a acumula&ccedil;&atilde;o de capital e a acumula&ccedil;&atilde;o    de tecnologia fen&ocirc;menos <i>inter-linked</i>, os espa&ccedil;os que lograrem    se beneficiar destas duas acumula&ccedil;&otilde;es, podem promover em rela&ccedil;&atilde;o    a outros uma exclus&atilde;o competitiva. </font></P>     <p><font size="3">No terceiro grupo est&atilde;o Katz (1994), Labini (1983 e 1989),    Perrin (1990,1991 e 1992) e Giannetti (1998), os quais ressaltam, dentre outros    aspectos, que a fortalecer os nexos virtuosos entre concentra&ccedil;&atilde;o    industrial e moderniza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica est&aacute; o processo    de aprendizagem em aglomera&ccedil;&otilde;es produtivas, o qual repousa n&atilde;o    somente na acumula&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias, mas tamb&eacute;m    em toda uma s&eacute;rie de melhoramentos tecnol&oacute;gicos e de organiza&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o, sendo fundamental para o desenvolvimento do territ&oacute;rio    o denominado "meio inovador", no qual a empresa inovadora n&atilde;o    preexiste aos meios locais, sendo produzida por eles. Destacam ainda que o passado    dos territ&oacute;rios, sua cultura, sua organiza&ccedil;&atilde;o, sua capacidade    de fazer surgir um projeto comum e o consenso que os estrutura, est&atilde;o    na base da compet&ecirc;ncia do territ&oacute;rio vir a se diferenciar na gera&ccedil;&atilde;o    de inova&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3">Como integrantes do &uacute;ltimo grupo de autores selecionados    est&atilde;o Porter (1990) e Cooke e Morgan (1996). Uma s&iacute;ntese simplificadora    das contribui&ccedil;&otilde;es dos mesmos, em refor&ccedil;ar os nexos virtuosos    entre concentra&ccedil;&atilde;o industrial e a moderniza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica,    destacaria que, embora o advento das tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o    digital tenha reduzido as imposi&ccedil;&otilde;es da "tirania da dist&acirc;ncia",    o <i>approach</i> espacial ganhou corpo por meio de pesquisas que demonstraram    o papel desse contexto na inova&ccedil;&atilde;o industrial, re-qualificando    os conceitos de "sistema de produ&ccedil;&atilde;o territorial", "distritos    industriais", "ambiente inovativo" e "redes regionais de    inova&ccedil;&atilde;o". Nesta linha os autores destacam os exemplos bem    sucedidos destas aglomera&ccedil;&otilde;es como a do Vale do Sil&iacute;cio,    a da Route 128 na grande Boston, ambas nos Estados Unidos, a de Baden-W&uuml;rttemberg    no sul da Alemanha e as da Emilia-Romagna no norte da It&aacute;lia. </font></P>     <p><font size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> As vis&otilde;es de    autores com inequ&iacute;voca autoridade sobre o tema – rela&ccedil;&atilde;o    entre aglomera&ccedil;&otilde;es produtivas, gera&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctone    de conhecimento e desenvolvimento do territ&oacute;rio – autoriza reflex&otilde;es    sobre como construir uma argumenta&ccedil;&atilde;o em defesa de uma pol&iacute;tica    aut&ocirc;noma de C&amp;T&amp;I para as regi&otilde;es perif&eacute;ricas. Esta    pol&iacute;tica deve priorizar a concep&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o    de p&oacute;los regionais de aglomera&ccedil;&otilde;es produtivas virtuosas,    chamados simplesmente de tecnop&oacute;los quando se constituem em habitats    da inova&ccedil;&atilde;o, os quais, al&eacute;m de fomentarem a cria&ccedil;&atilde;o    e a atra&ccedil;&atilde;o de empresas de base tecnol&oacute;gica, exercitariam    irradia&ccedil;&otilde;es por toda a regi&atilde;o. Essa pol&iacute;tica dever&aacute;    dar in&iacute;cio a um processo de corre&ccedil;&atilde;o dos desequil&iacute;brios    regionais em C&amp;T, propiciar, pelo que se argumentou acima, um ciclo de investimentos    virtuosos que ensejar&aacute; mudan&ccedil;as na estrutura econ&ocirc;mica das    regi&otilde;es perif&eacute;ricas, criando cadeias produtivas mais complexas    e fortalecendo o setor terci&aacute;rio de ponta. Essas transforma&ccedil;&otilde;es    credenciar&atilde;o ulteriores mudan&ccedil;as sociais e a passagem do est&aacute;gio    de sociedades agr&aacute;rias, pr&eacute;-industriais e industriais para a sociedade    p&oacute;s-industrial. </font></P>     <p><font size="3">A globaliza&ccedil;&atilde;o crescente da economia n&atilde;o    &eacute; incompat&iacute;vel com a tend&ecirc;ncia a formar agrupamentos concentrados    onde os indiv&iacute;duos, empresas e institui&ccedil;&otilde;es que possuem    conhecimento especializado e capacidades tecnol&oacute;gicas complementares    interagem para gerar inova&ccedil;&atilde;o e crescimento econ&ocirc;mico. O    desenvolvimento de tais complexos, na forma de distritos industriais diferenciados,    p&oacute;los, parques, etc., com capacidade de operarem como habitats da inova&ccedil;&atilde;o,    &eacute; um imperativo no caso das regi&otilde;es perif&eacute;ricas, por serem    um dos poucos instrumentos de redu&ccedil;&atilde;o dos desequil&iacute;brios    regionais. Seus benef&iacute;cios s&atilde;o expressivos. Com o passar do tempo,    eles constroem conhecimento, habilidades, estruturas de apoio institucionais,    servi&ccedil;os especializados, financiamento de arranjos produtivos, infra-estrutura    e normas coletivas de co-opera&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a m&uacute;tua.    </font></P>     <p><font size="3">O fomento nas v&aacute;rias regi&otilde;es perif&eacute;ricas    de tecnop&oacute;los ou p&oacute;los tecnol&oacute;gicos regionais, que seria    o conceito mais consensual e menos restritivo que distrito, significaria difundir    um instrumento que unisse os objetivos de desenvolvimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico com objetivos de desenvolvimento regional, criando benef&iacute;cios    distintos para os diversos agentes. </font></P>     <p><font size="3">Para o Estado e governo local os benef&iacute;cios seriam o    aumento da atividade empresarial, levando &agrave; expans&atilde;o da base tribut&aacute;ria,    e o surgimento de empresas especializadas em exporta&ccedil;&atilde;o e em servi&ccedil;os    tecnol&oacute;gicos, bem como impactos positivos decorrentes da concentra&ccedil;&atilde;o    de m&atilde;o-de-obra qualificada que poderia cooperar em novos projetos educacionais    e de pesquisa, ampliando tamb&eacute;m as oportunidades de ocupa&ccedil;&atilde;o    e atraindo novos investimentos, p&uacute;blicos e privados. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A institui&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica teria novas oportunidades    de relacionamento como setor produtivo, sobretudo na esfera da transfer&ecirc;ncia    de tecnologia, e possibilidades de treinamento e emprego para graduandos e p&oacute;s-graduandos,    al&eacute;m da coopera&ccedil;&atilde;o inter-institucional no &acirc;mbito    das institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa. </font></P>     <p><font size="3">As empresas localizadas no tecnop&oacute;lo teriam facilidade    de acesso em primeira m&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o qualificada    a&iacute; gerada, acesso &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias    para desenvolver cooperativamente atividades de P&amp;D e participariam de redes    de coopera&ccedil;&atilde;o entre elas, de relacionamento com o Estado, de relacionamento    fornecedor-usu&aacute;rio e de relacionamento com os sindicatos de trabalhadores.    As empresas se tornariam mais competitivas participando de redes de empresas    semelhantes que unem cada firma aos seus provedores, aos seus clientes, e &agrave;s    fontes de tecnologia e de trabalho qualificado O tecnop&oacute;lo proporcionaria    &agrave; sociedade regional como um todo os seguintes servi&ccedil;os: </font></P>     <p><font size="3">1. O desenvolvimento de acoplamentos fortes entre a elite cient&iacute;fica    e a comunidade empresarial, e o estabelecimento de um compromisso m&uacute;tuo    para sociedades negociarem acordos; </font></P>     <p><font size="3">2. Redes de informa&ccedil;&atilde;o (contatos formais e informais    como tamb&eacute;m redes cient&iacute;ficas, tecnol&oacute;gicas e empresariais    mais largas); </font></P>     <p><font size="3">3. Aprendizagem coletiva essencial &agrave; inova&ccedil;&atilde;o    e ao crescimento. Este &eacute; um processo essencial no qual se descobrem vantagens    de aprender interagindo e trabalhando para um objetivo comum;</font></P>     <p><font size="3">4. Infra-estrutura cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica, ativos    de conhecimento, laborat&oacute;rios especializados, bibliotecas, incubadoras    tecnol&oacute;gicas e parques de ci&ecirc;ncia;</font></P>     <p><font size="3">5. Infra-estrutura empresarial tais como associa&ccedil;&otilde;es    industriais, c&acirc;maras de com&eacute;rcio e ag&ecirc;ncias de desenvolvimento;</font></P>     <p><font size="3">6. Forma&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada de recursos humanos,    provis&atilde;o adequada de for&ccedil;a de trabalho, "massa cr&iacute;tica"    de empres&aacute;rios, cientistas, engenheiros, t&eacute;cnicos, como tamb&eacute;m    educa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e programas de treinamento. </font></P>     <p><font size="3">Um projeto de desenvolvimento regional deve gerar um amplo conjunto    de resultados diretos e indiretos nos campos econ&ocirc;mico, social, tecnol&oacute;gico    e de qualidade de vida. A proposta de uma pol&iacute;tica de C&amp;T&amp;I regional    e aut&ocirc;noma &eacute; apenas uma iniciativa entre outras. Contudo, o que    de mais essencial se deve recolher das observa&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das    dos autores visitados, e o que se pode inferir tamb&eacute;m de outras contribui&ccedil;&otilde;es    sobre iniciativas passadas e em curso com resultados nem sempre alentadores    (Sics&uacute;, 2000), &eacute; que se as condi&ccedil;&otilde;es da aglomera&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica virtuosa n&atilde;o est&atilde;o dadas historicamente &eacute;    necess&aacute;rio que o Estado e a sociedade civil as criem. </font></P>     <p><font size="3">Nesse processo, investimentos ingentes devem ser feitos em infra-estrutura    de ensino superior e pesquisa, em infra-estrutura f&iacute;sica, bem como se    deve definir o arcabou&ccedil;o de regulamenta&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    entre os agentes envolvidos. Entretanto, previamente se deve conquistar regionalmente    o direito de conceber e aplicar uma pol&iacute;tica de C&amp;T&amp;I regional    e aut&ocirc;noma que viabilize, entre outros, o priorit&aacute;rio programa    de p&oacute;los regionais de ind&uacute;strias de base tecnol&oacute;gica, os    tecnop&oacute;los, articulados com P&amp;C&amp;T&amp;I municipais que dar&atilde;o    contribui&ccedil;&atilde;o relevante tanto na qualifica&ccedil;&atilde;o de    agentes, da for&ccedil;a de trabalho em geral, como lastrear&atilde;o o territ&oacute;rio    com uma cultura de C&amp;T favorecedora do ambiente inovativo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Amilcar Baiardi</b> &eacute; professor titular da Universidade    Federal do Rec&ocirc;ncavo da Bahia, integra o N&uacute;cleo de Pol&iacute;tica    e Administra&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Nacit) e o N&uacute;cleo    de Estudos sobre Poder e Oraniza&ccedil;&otilde;es Locais (Nepol), e o N&uacute;cleo    e Estudos sobre a Competitividade e Desenvolvimento Rural, todos da Ufba. </i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA SUGERIDA</b></font></P>     <p><font size="3">Amin, A . Distretti industriali in un contesto globale che cambia:    Santa Croce sull’Arno. In: Leonardi, R. e Nanetti, R. (org) <i>Lo sviluppo regionale    nell’economia europea integrale</i>. Venezia, Marsilio Editori, 1993.</font></P>     <p><font size="3">Benko. G. <i>Economia, espa&ccedil;o e globaliza&ccedil;&atilde;o    na aurora do s&eacute;culo XXI</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1996.</font></P>     <p><font size="3">Cianferoni, R. <i>Radici, imaginario e condizioni dello svilupo    integrale di qualit&agrave; della Toscana</i>. In: Leonardi, R. e Nanetti, R.    (org) <i>Lo sviluppo regionale nell’economia europea integrale</i>. Venezia,    Marsilio Editori, 1993.</font></P>     <p><font size="3">Cooke, P. e Morgan, K. The creative milieu: a regional perspective    on innovation. In: Dodgson, M. e Rothwell, R. <i>The handbook of industrial    innovation</i>. Brookfield: Edward Elgar Publishing Limited, 1996.</font></P>     <p><font size="3">Dosi, G. e Soete, L. Technical change and international trade.    In: Dosi, G. <i>et alii Technical change and economic theory</i>. London: Pinter    Publishers, 1990.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Fagerberg, J. Why growth rates differ. In: DOSI, G. <i>et alii    Technical change and economic theory</i>. London: Pinter Publishers, 1990</font></P>     <p><font size="3">Giannetti, R. <i>Tecnologia e sviluppo economico italiano</i>,    1870-1990. Imola: Il Mulino, 1998.</font></P>     <p><font size="3">Katz, J. Technologie, &eacute;conomie et industrialisation tardive.    In: Salomon, J, J. <i>La qu&ecirc;te incritaine: science, technologie et development</i>.    Paris: Economica, 1994.</font></P>     <p><font size="3">Labini, S. <i>Il sottosviluppo e l’economia contemporanea</i>.    Roma: Laterza, 1983.</font></P>     <p><font size="3">Labini, S. <i>Nuove tecnologie e disoccupazione</i>. Roma: Laterza,    1989.</font></P>     <p><font size="3">Landes, D.S. <i>O Prometeu desacorrentado: transforma&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica e desenvolvimento industrial na Europa Ocidental, desde 1750    at&eacute; nossa &eacute;poca</i>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.</font></P>     <p><font size="3">Landes, D.S. <i>A riqueza e a pobreza das na&ccedil;&otilde;es:    por que algumas s&atilde;o t&atilde;o ricas e outras t&atilde;o pobres?</i>    Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998.</font></P>     <p><font size="3">Marshall, A. <i>Princ&iacute;pios de economia</i>. V. I . S&atilde;o    Paulo: Victor Civita Editor, 1982.</font></P>     <p><font size="3">Schumpeter, J. A. <i>Capitalismo, socialismo e democracia</i>.    Rio de janeiro: Zahar, 1984.</font></P>     <p><font size="3">Schumpeter, J. A. <i>Teoria do desenvolvimento econ&ocirc;mico</i>.    S&atilde;o Paulo: Abril Cultural, 1982.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Vernon, R. La inversi&oacute;n internacional y el comercio internacional    en el ciclo de productos. In: Rosenberg, N. <i>Economia del cambio tecnol&oacute;gico</i>.    M&eacute;xico: Fondo de Cultura Econ&oacute;mica, 1979.</font></P>     <p><font size="3">Perez, C. e Soete, L. Catching up in technology: entry barriers    and windows of opportunity. In: Dosi, G. et alii <i>Technical change and economic    theory</i>. London: Pinter Publishers, 1990</font></P>     <p><font size="3">Perrin, J.C. Organisation industrielle: la composante territoriale.    <i>Revue d’ Economie Iindustrielle</i>, 50, 1990, 276-303. </font></P>     <p><font size="3">Perrin, J.C. Reseaux d’innovation - milieux innovateurs. D&eacute;veloppment    territorial. <i>Revue d’Economie R&eacute;gionale et Urbainne</i>, 3(4), 1991,    343-374.</font></P>     <p><font size="3">Perrin, J.C. Pour une revision de la science r&eacute;gionale.    L’ approche par les milieux. <i>Revue Canadienne des Sciences R&eacute;gionales    / Canadian Journal of Regional Science</i> 15(2),1992, 155-197.</font></P>     <p><font size="3">Porter, M. <i>The competitive advantage of nations</i>. London:    Macmillan Press, 1990.</font></P>     <p><font size="3">Sics&uacute;, A.B. Evolu&ccedil;&atilde;o do paradigma tecnol&oacute;gico    industrial e novas formas de apoio &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es industriais.    In: Sics&uacute;, A.B.(org.) <i>Inova&ccedil;&atilde;o e regi&atilde;o</i>.    Recife: Cole&ccedil;&atilde;o NEAL, 2000</font></P>     <p><font size="3">Soete, L. International diffusion of technology and international    trade competition, preface. In: Dosi, G. et alii <i>Technical change and economic    theory</i>. London: Pinter Publishers, 1990.</font></P>      ]]></body>
</article>
