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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>FUNDOS SETORIAIS NO BRASIL: UM POUCO DA HIST&Oacute;RIA</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Newton Muller Pereira</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"> <b><font size=5>N</font></b>a academia s&atilde;o realizadas    pesquisas cujos resultados s&atilde;o colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o    da sociedade sob variadas modalidades. Al&eacute;m de divulgados por interm&eacute;dio    de artigos cient&iacute;ficos, novos conhecimentos, novos produtos e processos    s&atilde;o tamb&eacute;m disseminados em f&oacute;runs especializados, em reuni&otilde;es    com interessados em desdobramentos econ&ocirc;micos, em discuss&otilde;es nas    ag&ecirc;ncias de fomento &agrave; Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o    (C&amp;T&amp;I), dessa forma mostrando a import&acirc;ncia, o impacto, o alcance    das investiga&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas. Mas a partir desse c&iacute;rculo    de iniciados, que bem conhece a centralidade dispensada &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o    nesse ambiente, os temas cient&iacute;ficos v&ecirc;m se popularizando, ocupando    crescente espa&ccedil;o nas m&iacute;dias de grande penetra&ccedil;&atilde;o    na sociedade, que atualmente se abrem ao jornalismo cient&iacute;fico.</font></P>     <p><font size="3">Apesar do destaque merecido, quando o resultado das pesquisas    n&atilde;o &eacute; fisicamente observ&aacute;vel, n&atilde;o &eacute; um processo    ou produto das engenharias, nem um algoritmo para a solu&ccedil;&atilde;o de    um problema, mas, sim, o desenho de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ou de estrat&eacute;gias    para implement&aacute;-las, pouco se ouve, e se tem documentado, sobre a contribui&ccedil;&atilde;o    da academia em suas proposi&ccedil;&otilde;es. Assim acontece, mais que freq&uuml;entemente,    com o aproveitamento das id&eacute;ias concebidas por acad&ecirc;micos de ci&ecirc;ncia    e tecnologia, em que pese tamb&eacute;m divulgarem suas an&aacute;lises e avalia&ccedil;&otilde;es    em revistas e f&oacute;runs especializados. Via de regra, suas id&eacute;ias    e formula&ccedil;&otilde;es s&atilde;o creditadas genericamente a um "processo    natural" de implementa&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o da    gest&atilde;o da coisa p&uacute;blica, que institucionalmente as assumem como    novos instrumentos e concep&ccedil;&otilde;es intr&iacute;nsecas ao pr&oacute;prio    processo. </font></P>     <p><font size="3">O presente texto se prop&otilde;e a resgatar parte da hist&oacute;ria    da concep&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de fundos setoriais no Brasil.    Entretanto, deve ser sublinhado de antem&atilde;o que n&atilde;o se trata simplesmente    de atribuir paternidades a essa pol&iacute;tica mas, sim, de mostrar que a ado&ccedil;&atilde;o    de uma nova pol&iacute;tica envolve o concurso de diferentes atores muitas vezes    geogr&aacute;fica e institucionalmente distantes, o que n&atilde;o impede de    operarem em um mesmo ambiente socioecon&ocirc;mico prop&iacute;cio e maduro    para sua implanta&ccedil;&atilde;o. Contexto esse que, com as devidas reservas,    remete-nos &agrave;s descobertas m&uacute;ltiplas, ou simplesmente "m&uacute;ltiplo",    como s&atilde;o denominadas na respectiva teoria que as investiga, que sustenta    nem sempre ser poss&iacute;vel atribuir uma inven&ccedil;&atilde;o a um &uacute;nico    inventor, visto que o ambiente j&aacute; estaria ent&atilde;o suficientemente    maduro para que viesse a ocorrer por diferentes m&atilde;os, em diferentes locais,    mais ou menos simultaneamente. &Agrave; exist&ecirc;ncia de um ambiente favor&aacute;vel    &eacute; que &eacute; atribu&iacute;da, neste artigo, a concep&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de fundos setoriais. </font></P>     <p><font size="3">Passando-se ao largo de toda uma discuss&atilde;o sociol&oacute;gica    a respeito da genialidade do inventor ou da vis&atilde;o determinista da inevitabilidade    de uma descoberta, que receberam aten&ccedil;&atilde;o de autores do quilate    de um Kroeber e um Merton, e mais recentemente uma abordagem de Monteiro (1)    ao revisitar a descoberta da fotografia, "m&uacute;ltiplo" &eacute;    considerada a inven&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lculo por Newton em 1671 e    Leibniz em 1676. M&uacute;ltiplo &eacute; considerada a formula&ccedil;&atilde;o    simult&acirc;nea da teoria da sele&ccedil;&atilde;o natural por Darwin e Wallace    em 1858, exemplos que ilustram o fundamento te&oacute;rico aqui utilizado.</font></P>     <p><font size="3">Emprestando da "teoria do m&uacute;ltiplo" a argumenta&ccedil;&atilde;o    que sustenta a inevitabilidade de uma descoberta quando a maturidade socioecon&ocirc;mica    &eacute; atingida, e por conta dessa maturidade, descobrimentos podem ocorrer    simultaneamente em diferentes locais, por diferentes circunst&acirc;ncias, por    diferentes pesquisadores, apresentarei a seguir a minha vers&atilde;o sobre    a origem e concep&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de fundos setoriais, novo    instrumento de fomento &agrave; ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o    implantado pelo governo brasileiro no final da d&eacute;cada de 1990. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Ao ser implementado no Brasil em 1999, o novo instrumento de    fomento &agrave; CT&amp;I caracterizado como fundo setorial j&aacute; desfrutava    de experi&ecirc;ncias bem documentadas em outros pa&iacute;ses, a exemplo do    Programa Alvey no Reino Unido, bem como de literatura pr&oacute;pria difundida    especialmente no &acirc;mbito da ci&ecirc;ncia econ&ocirc;mica. Esta abra&ccedil;ava    o conceito de setorialidade, desenvolvido pelos precursores Nelson, Winter,    Dosi e Pavitt (2). </font></P>     <p><font size="3">Mais recentemente, apoiado nesses autores, Malerba (3) sustenta    que o conceito de setorialidade deve ser entendido a partir de uma vis&atilde;o    multidimensional, integrada e din&acirc;mica dos diversos setores da economia.    Reconhece sistemas setoriais de inova&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o    como constitu&iacute;dos por uma gama de produtos e agentes direta ou indiretamente    relacionados ao mercado, que possuem uma base espec&iacute;fica de conhecimentos,    institucionalidades, tecnologias, insumos e demandas, base essa que se transforma    a partir da co-evolu&ccedil;&atilde;o desses pr&oacute;prios elementos.</font></P>     <p><font size="3">Assim, para Malerba, as vantagens de uma vis&atilde;o sist&ecirc;mica    setorial residem na possibilidade de maior conhecimento da estrutura e das fronteiras    de cada qual, de seus agentes e intera&ccedil;&otilde;es, de seus processos    de aprendizado de inova&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o, de sua    din&acirc;mica de transforma&ccedil;&atilde;o, e dos fatores que determinam    as performances das firmas e dos pa&iacute;ses em que se localizam. Em outras    palavras, a atua&ccedil;&atilde;o setorial permite otimizar o investimento em    CT&amp;I. </font></P>     <p><font size="3">N&atilde;o obstante as vantagens apontadas na literatura, o    financiamento setorial introduzido no Brasil se pautou, fundamentalmente, na    oportunidade de vincular recursos ao setor de ci&ecirc;ncia e tecnologia, como    escreveu o ent&atilde;o secret&aacute;rio executivo do Minist&eacute;rio de    Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Carlos Am&eacute;rico Pacheco, personagem central    no que diz respeito &agrave; concep&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de fundos setoriais (4). </font></P>     <p><font size="3">Contudo, ao se aceitar a proclama&ccedil;&atilde;o que a vincula&ccedil;&atilde;o    de recursos conduziu &agrave; pol&iacute;tica de fundos setoriais n&atilde;o    se pode esquecer que fatores estruturais tamb&eacute;m muito corroboraram para    sua institui&ccedil;&atilde;o, tais como as privatiza&ccedil;&otilde;es impostas    &agrave; infra-estrutura do pa&iacute;s. Pode-se mesmo afirmar que os fundos    setoriais vieram tamb&eacute;m para garantir que a pesquisa cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica, em setores privatizados ou abertos &agrave; concorr&ecirc;ncia    nos anos 1990, n&atilde;o tivesse solu&ccedil;&atilde;o de continuidade, o que    colocaria em risco a capacita&ccedil;&atilde;o j&aacute; alcan&ccedil;ada no    pa&iacute;s (5). </font></P>     <p><font size="3">A perda de investimentos em ci&ecirc;ncia e tecnologia e, conseq&uuml;entemente,    de capacidade tecno-cient&iacute;fica ao serem privatizados determinados setores    industriais, especialmente dos que lidam com infra-estrutura, j&aacute; havia    sido motivo de investiga&ccedil;&otilde;es por Andr&eacute; Furtado e Newton    Pereira, ambos professores do Departamento de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica    e Tecnol&oacute;gica (DPCT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),    por ocasi&atilde;o dos respectivos p&oacute;s-doutoramentos. </font></P>     <p><font size="3">O professor Furtado estudou, em 1994, o setor petrol&iacute;fero    da Fran&ccedil;a, tendo apontado a solidez desse setor quando comparado ao brasileiro,    o que se devia ao maior n&uacute;mero de atores constituintes da cadeia industrial,    inclusive com centro de pesquisa (IFP) forte e independente da Elf, empresa    cuja privatiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deveria acarretar desinvestimentos    importantes em P&amp;D do setor (6).</font></P>     <p><font size="3">Professor Pereira estudou, tamb&eacute;m em 1994, a privatiza&ccedil;&atilde;o    do setor energ&eacute;tico do Reino Unido, investiga&ccedil;&atilde;o que lhe    permitiu apontar, em confer&ecirc;ncia proferida no II Congresso Brasileiro    de Planejamento Energ&eacute;tico, ocorrido nesse mesmo ano em Campinas, e depois    publicar nos Cadernos do IG, os n&uacute;meros que demonstravam o desinvestimento    em ci&ecirc;ncia e tecnologia ocorrido ap&oacute;s a privatiza&ccedil;&atilde;o    total do setor energ&eacute;tico promovido por Margareth Tatcher (7). </font></P>     <p><font size="3">Em meio &agrave;s privatiza&ccedil;&otilde;es no Brasil, o Minist&eacute;rio    de Minas e Energia contratou a Universidade Estadual de Campinas, em 1996, para    executar o Projeto Modelagem Institucional e Funcional da Ag&ecirc;ncia Nacional    do Petr&oacute;leo, posteriormente institu&iacute;da pela Lei 9.478 de 06 de    agosto de 1997, que tamb&eacute;m abriu &agrave; iniciativa privada a explora&ccedil;&atilde;o    e produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural no territ&oacute;rio    nacional. Projeto aquele que por sua envergadura congregou equipe da Faculdade    de Engenharia Mec&acirc;nica, do Instituto de Economia e do de Geoci&ecirc;ncias,    respectivamente lideradas por Osvair Trevisan, Luciano Coutinho e Newton Pereira.    </font></P>     <p><font size="3">Em que pese o projeto ter sido interrompido em 1997, quando    o primeiro diretor geral da Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo foi empossado,    o esbo&ccedil;o do termo de refer&ecirc;ncia que pautaria a institucionalidade    e funcionalidade dessa Ag&ecirc;ncia j&aacute; havia sido devidamente entregue    ao MME pela equipe da Unicamp. No documento estava a preocupa&ccedil;&atilde;o    de Furtado e Pereira com os desinvestimentos na ci&ecirc;ncia e tecnologia do    petr&oacute;leo, setor n&atilde;o mais monopolizado pela Petrobras, ao ser disposto    entre os objetivos da ANP o de <b><i>‘estimular a pesquisa e a ado&ccedil;&atilde;o    de novas tecnologias na explora&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o, transporte,    refino e processamento;’</i></b> texto transferido ao inciso X, artigo 8 da    Lei 9.478, conforme testemunho de Eloi Fernandes y Fernandes, um dos diretores    respons&aacute;veis pela implanta&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia reguladora    do setor petr&oacute;leo e g&aacute;s no Brasil.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A Nova Lei do Petr&oacute;leo, como ficou conhecida a Lei 9.478,    tamb&eacute;m disp&ocirc;s sobre a distribui&ccedil;&atilde;o de <i>royalties</i>    a serem recolhidos &agrave; Uni&atilde;o por conta da produ&ccedil;&atilde;o    de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural, dos quais 25% do que vier a exceder    a 5% da produ&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser transferido <b><i>"...    ao Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para financiar programas    de amparo &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e ao desenvolvimento tecnol&oacute;gico    aplicados &agrave; ind&uacute;stria do petr&oacute;leo"</i></b>, o que    viabilizou o objetivo tra&ccedil;ado no inciso acima aludido. </font></P>     <p><font size="3">Assim, para a captura e aplica&ccedil;&atilde;o dos <i>royalties</i>    do petr&oacute;leo e g&aacute;s, foi criada uma rubrica espec&iacute;fica junto    ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico,    que viabilizou a elabora&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia do Setor Petr&oacute;leo e G&aacute;s Natural, tamb&eacute;m conhecido    como Fundo Setorial do Petr&oacute;leo e G&aacute;s ou ainda pelo acr&ocirc;nimo    CTPetro. A disponibilidade de novos recursos(8) para aplica&ccedil;&atilde;o    em CT&amp;I, origin&aacute;rios da contribui&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o    no dom&iacute;nio econ&ocirc;mico – CIDE, da compensa&ccedil;&atilde;o financeira    sobre o uso de recursos naturais, dentre outros, proporcionou o ambiente favor&aacute;vel,    a oportunidade anteriormente referida por Pacheco, para criar inicialmente cinco    fundos setoriais aos moldes do de Petr&oacute;leo e G&aacute;s, conjunto que    deu ent&atilde;o origem ao que hoje pode ser referido como Pol&iacute;tica de    Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o por interm&eacute;dio de    fundos setoriais.</font></P>     <p><font size="3">Contada dessa maneira, nessas poucas palavras, a hist&oacute;ria    dos fundos setoriais parece se resumir a poucos protagonistas, o que de fato    &eacute; um reducionismo imperdo&aacute;vel, mesmo que o autor empregue neste    relato a acep&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica do termo redu&ccedil;&atilde;o,    que significa adicionar contrastes. Enquanto o contraste adicionado favoreceu    personagens, esmaecidas ficaram as institui&ccedil;&otilde;es envolvidas no    processo de cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o, os demais membros    das equipes que participaram nas formula&ccedil;&otilde;es, as experi&ecirc;ncias    inter-cambiadas, os conhecimentos difundidos para que a nova pol&iacute;tica    se concretizasse. A verdade, de fato, &eacute; que mais do que a genialidade    de um inventor, o conjunto desses atores &eacute; que tornou o ambiente favor&aacute;vel,    maduro a esse tipo inova&ccedil;&atilde;o, maduro para receber a pol&iacute;tica    de fundos setoriais. Esta, sob a &oacute;tica do m&uacute;ltiplo, estava pronta    para acontecer. Seria mesmo inevit&aacute;vel!</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Newton Muller</b> &eacute; professor associado do DPCT;    integra os seguintes grupos de pesquisa do CNPq: Explora&ccedil;&atilde;o e    Produ&ccedil;&atilde;o de Petr&oacute;leo e Mudan&ccedil;a Tecnol&oacute;gica,    Energia e Meio Ambiente, ambos da Unicamp.</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <p><font size="3">Monteiro, R. H. "Brasil, 1983: A descoberta da fotografia    revisitada". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado de Unicamp,1987. </font></P>     <p><font size="3">Nelson, R.; Winter, N. <i>An evolutionary theory of economic    change</i>. Cambridge, Mass: Harvard Univ. Press, 1982. Dosi, G. <i>Technological    paradigms and technological trajectories: a suggested interpretation of the    determinants and directions of technical change</i>. Research Policy, v.11,    147-171, 1982. Pavitt, K. "Sectoral patterns of technical change: towards    a taxonomy and a theory. Research Policy", v.13, p.343-373, 1984.Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado, Unicamp,1987. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Malerba, F. <i>Sectoral systems of innovation and production</i>.    Research Policy, v. 31, p. 247-264, 2002.</font></P>     <p><font size="3"> Pacheco, C. A. <i>As reformas da pol&iacute;tica nacional de    ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o no Brasil (1999- 2000).</i>    Cepal, 2003. </font></P>     <p><font size="3">Pereira, N. M. <i>Fundos Setoriais: estrat&eacute;gias de implementa&ccedil;&atilde;o    e gest&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia: IPEA, S&eacute;rie <i>Textos para Discuss&atilde;o</i>    nº1136, novembro de 2005. </font></P>     <p><font size="3">Furtado, A.T. <i>Le syst&egrave;me d’innovation fran&ccedil;ais    dans l’industrie p&eacute;troli&egrave;re</i>. Paris: Cired, Junho de 1994.    </font></P>     <p><font size="3">Furtado A. T. "Pol&iacute;tica tecnol&oacute;gica setorial    e planejamento energ&eacute;tico: algumas li&ccedil;&otilde;es de um estudo    comparativo entre Fran&ccedil;a e Brasil na ind&uacute;stria do petr&oacute;leo",    <i>in Revista Brasileira de Energia</i>. Rio de Janeiro: V. 4 nº 2 p. 7-37 jul/dez    1995.</font></P>     <p><font size="3">Pereira, N.M. "Energy policy in the United Kingdom: from    nationalisation to privatisation". <i>Research Report</i>, SPRU, September    1994. 26p. </font></P>     <p><font size="3">Pereira, N. M. "Repercuss&otilde;es da privatiza&ccedil;&atilde;o    na matriz energ&eacute;tica no Reino Unido". <i>Cadernos do IG</i>, v.7,    n.1/2, 1997.p.57-78.</font></P>     <p><font size="3">Lei 10.197, de 14 de fevereiro de 2001</font></P>      ]]></body>
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