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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Propriedade do desenho industrial na dinâmica da inovação nas MPMES brasileiras: situação atual e perspectivas]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b><a name="title"></a>PROPRIEDADE DO DESENHO INDUSTRIAL NA    DIN&Acirc;MICA DA INOVA&Ccedil;&Atilde;O NAS MPMES BRASILEIRAS: SITUA&Ccedil;&Atilde;O    ATUAL E PERSPECTIVAS (<a href="#nt">*</a>)</b></font></P>     <P><font size="3"><b>S&eacute;rgio Medeiros Paulino de Carvalho, Jorge &Aacute;vila,    <br>   Cl&aacute;udia Chamas, Clauden&iacute;cio Ferreira</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b><font size=5>E</font></b>ste breve texto est&aacute; dividido    em quatro se&ccedil;&otilde;es: a primeira procura situar brevemente o tema    do design ou desenho industrial dentro da agenda de inova&ccedil;&atilde;o e    competitividade das empresas brasileiras; a segunda se&ccedil;&atilde;o apresenta    a l&oacute;gica e os principais programas de apoio ao desenvolvimento do design    no Brasil; a terceira se&ccedil;&atilde;o explicita a origem dos dados apresentados,    ao passo que a quarta se&ccedil;&atilde;o apresenta os dados sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o    do desenho industrial pelas micro, pequenas e m&eacute;dias empresas (MPMEs),    al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o dessa modalidade de prote&ccedil;&atilde;o    em conjunto com patentes – Patentes de Inven&ccedil;&atilde;o (PI) e Modelos    de Utilidade (MU) – por este estrato de empresas. Por fim, junto &agrave;s conclus&otilde;es,    s&atilde;o apontadas algumas perspectivas a respeito das estrat&eacute;gias    de prote&ccedil;&atilde;o adequadas para o conjunto de empresas aqui focado,    no contexto do sistema brasileiro de inova&ccedil;&atilde;o e propriedade intelectual.</font></P>     <p><font size="3">A conceitua&ccedil;&atilde;o do desenho industrial pode se dar    a partir da sua defini&ccedil;&atilde;o na Lei de Propriedade Industrial (LPI).    Esta considera como desenho industrial (DI) a forma pl&aacute;stica ornamental    de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado    a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configura&ccedil;&atilde;o    externa e que possa servir de tipo de fabrica&ccedil;&atilde;o industrial. Al&eacute;m    disso, o desenho industrial &eacute; um elemento central para a agrega&ccedil;&atilde;o    de valor aos produtos e servi&ccedil;os visando &agrave; conquista de novos    mercados. Pois a diferencia&ccedil;&atilde;o do produto brasileiro pelo desenho    industrial seja em n&iacute;vel local ou global, conjugado com estrat&eacute;gias    de marketing e inser&ccedil;&atilde;o em cadeias produtivas e comerciais, &eacute;    uma alternativa &agrave; l&oacute;gica de ocupa&ccedil;&atilde;o do mercado    internacional pela redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o baseado nas vantagens    comparativas est&aacute;ticas, sempre altamente vulner&aacute;veis &agrave;s    varia&ccedil;&otilde;es cambiais.</font></P>     <p><font size="3">O design como elemento de diferencia&ccedil;&atilde;o competitiva    se articula a algumas dimens&otilde;es, entre as quais cabe destacar a natureza    do setor (se consumo final ou intermedi&aacute;rio/industrial; se bens ou servi&ccedil;os),    a din&acirc;mica concorrencial e a import&acirc;ncia da inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica no mercado em que atua a empresa. Assim, o design merece    ser visto sob a perspectiva da associa&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica concorrencial    com a de diferencia&ccedil;&atilde;o, o que o vincula, primordialmente, &agrave;s    estrat&eacute;gias das empresas no que se refere &agrave; propriedade intelectual    e &agrave; sua congru&ecirc;ncia com o marco do atual est&aacute;gio do processo    de desenvolvimento industrial brasileiro, centrado na inova&ccedil;&atilde;o    e na diversifica&ccedil;&atilde;o de mercados.</font></P>     <p><font size="3">Albuquerque (1) ressalta que os sistemas imaturos ou incompletos    de inova&ccedil;&atilde;o, como o brasileiro, apresentam como caracter&iacute;stica    relevante a concentra&ccedil;&atilde;o das atividades de P&amp;D na adapta&ccedil;&atilde;o    de tecnologias estrangeiras, na imita&ccedil;&atilde;o, na c&oacute;pia e em    melhoramentos marginais. Essa vertente de P&amp;D(2) cabe mais na l&oacute;gica    de moderniza&ccedil;&atilde;o do aparato produtivo que na busca sistem&aacute;tica    por inova&ccedil;&otilde;es, e na qual o processo de aprendizado e a gera&ccedil;&atilde;o    de tecnologia nem sempre aparecem refletidos na prote&ccedil;&atilde;o legal.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Todavia, os desenhos industriais (DI) podem constituir modalidade    de propriedade intelectual de expressiva relev&acirc;ncia sob o ponto de vista    da micro, pequena e m&eacute;dia empresa nacional, mesmo sob a l&oacute;gica    de um sistema de inova&ccedil;&atilde;o sob diversos aspectos ainda imaturo.    Em setores nos quais a tecnologia &eacute; madura, de acesso amplo e nos quais    h&aacute; limita&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o de inven&ccedil;&otilde;es    pass&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o patent&aacute;ria, a apropria&ccedil;&atilde;o    por meio dos DI favorecem a amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade competitiva    de empresas por meio de diferencia&ccedil;&atilde;o de produtos, conferindo-lhes    nova apresenta&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">O desenho industrial &eacute; fortemente influenciado pela din&acirc;mica    setorial. As ind&uacute;strias moveleiras e de cal&ccedil;ados, por exemplo,    tendem a ter suas inova&ccedil;&otilde;es mais bem protegidas pelo desenho industrial.    Evid&ecirc;ncias semelhantes s&atilde;o percebidas no setor de embalagens (3).    </font></P>     <p><font size="3">Em uma perspectiva de car&aacute;ter mais conceitual, pode-se    dizer que a prote&ccedil;&atilde;o via desenho industrial se conjuga com outras    formas de prote&ccedil;&atilde;o, vinculando o design e a inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica, em uma abordagem setorial, tal como chamam a aten&ccedil;&atilde;o    Carvalho e outros autores (4). </font></P>     <p><font size="3">Em pesquisa realizada por esses autores sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o    do sistema de propriedade industrial no Brasil pelas MPMEs &eacute; enfatizado    que, quando os setores de com&eacute;rcio e de servi&ccedil;os t&ecirc;m import&acirc;ncia    acentuada para as micro empresas, e a fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos que    s&atilde;o utilizados por outras ind&uacute;strias &eacute; relevante, h&aacute;    uma articula&ccedil;&atilde;o entre a prote&ccedil;&atilde;o por desenho industrial    e por patentes. Para as pequenas empresas essa distribui&ccedil;&atilde;o entre    setores de atividade permite uma prote&ccedil;&atilde;o mais equilibrada entre    as tr&ecirc;s formas de prote&ccedil;&atilde;o (Patentes de Inven&ccedil;&atilde;o,    Modelos de Utilidade e Desenho Industrial), num patamar de 1/3 para cada instrumento    de prote&ccedil;&atilde;o, pois as pequenas empresas situam sua prote&ccedil;&atilde;o    em classes de atividades mais voltadas para produtos finais. Assim, o DI possui    tamb&eacute;m grande import&acirc;ncia no sistema de propriedade intelectual.    Nas m&eacute;dias empresas, mesmo em classes onde a densidade tecnol&oacute;gica    &eacute; um suposto, como na fabrica&ccedil;&atilde;o de aparelhos, instrumentos    e materiais &oacute;pticos, fotogr&aacute;ficos e cinematogr&aacute;ficos, a    prote&ccedil;&atilde;o por modelo de utilidade e desenhos industriais mostra    uma estrat&eacute;gia de adapta&ccedil;&atilde;o de tecnologias e diferencia&ccedil;&atilde;o    de produtos por meio de <i>design</i>, mesmo quando sobre uma base tecnol&oacute;gica    consolidada.</font></P>     <p><font size="3"><b>PROGRAMAS DE APOIO AO DESIGN E &Agrave; COMPETITIVIDADE</b>    A import&acirc;ncia do desenho industrial tem levado ao estabelecimento de diversos    programas de apoio ao seu desenvolvimento e sua incorpora&ccedil;&atilde;o &agrave;    l&oacute;gica de atua&ccedil;&atilde;o das empresas nacionais. S&atilde;o exemplos:</font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18img01.gif"> Programa    Brasileiro de Design, lan&ccedil;ado em 1995 pelo governo federal, tendo como    objetivo maior o conhecimento de pol&iacute;ticas de apoio ao design desenvolvidas    em diversos pa&iacute;ses, para sua adequa&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o    no Brasil, com o intuito de criar mecanismos e instrumentos de apoio, promo&ccedil;&atilde;o    e financiamento do design nas empresas nacionais, como forma de aumento da qualidade,    diferencia&ccedil;&atilde;o e competitividade de bens e servi&ccedil;os;</font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18img01.gif"> Rede Design    Brasil, que &eacute; um desdobramento do Programa Brasil Design e foi por este    lan&ccedil;ado em 2000. &Eacute; um programa voltado para a troca de informa&ccedil;&otilde;es,    intera&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o e montagem de parcerias e    oportunidades de neg&oacute;cios; </font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18img01.gif"> Objeto    Brasil, &eacute; um projeto institucional do Instituto Uniemp - F&oacute;rum    Permanente das Rela&ccedil;&otilde;es Universidade-Empresa, criado em 1996,    voltado, entre outros aspectos para a valorizar a Marca Brasil atrav&eacute;s    de atividades de promo&ccedil;&atilde;o do design brasileiro. Visa capacitar    a atividade produtiva para enfrentar as condi&ccedil;&otilde;es de competitividade    da economia globalizada;</font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18img01.gif"> Centro    de Design do Paran&aacute;, criado em abril de 1999, operando dentro do Instituto    de Tecnologia do Paran&aacute; (Tecpar). Tem como objetivo apoiar as ind&uacute;strias    paranaenses interessadas em desenvolver novos produtos;</font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18img01.gif"> Pr&ecirc;mio    CNI Jos&eacute; Mindlin em Gest&atilde;o de Design, criado em 1997. Entre seus    objetivos espec&iacute;ficos est&atilde;o o est&iacute;mulo e a conscientiza&ccedil;&atilde;o    para a integra&ccedil;&atilde;o do design no processo de gest&atilde;o das empresas    produtoras de bens e servi&ccedil;os, a troca de informa&ccedil;&otilde;es e    conceitos relativos &agrave;s pr&aacute;ticas e t&eacute;cnicas bem sucedidas    da gest&atilde;o do design, o est&iacute;mulo &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o    de valor aos produtos e servi&ccedil;os;</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18img01.gif"> Desafio    Sebrae, um jogo de empresas voltado para estudantes de todo Brasil que estejam    cursando o ensino superior e que oferece pr&ecirc;mios como computadores e uma    viagem para conhecer centros empreendedores na It&aacute;lia. A id&eacute;ia    que inspirou o Desafio Sebrae em sua vers&atilde;o 2006 s&atilde;o os arranjos    produtivos locais, baseados no setor moveleiro. A cadeia produtiva de m&oacute;veis    compreende a extra&ccedil;&atilde;o da madeira, a ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o    e a comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos acabados, al&eacute;m da inser&ccedil;&atilde;o    constante de estrat&eacute;gias de marketing e de design. Entre as atividades    do Desafio Sebrae 2006 estava um curso sobre propriedade intelectual ministrado    pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a professores universit&aacute;rios    que t&ecirc;m alunos no jogo de empresas.</font></P>     <p><font size="3">Nota-se nos programas, excetuando-se o Desafio Sebrae, car&ecirc;ncia    de abordagens sobre a prote&ccedil;&atilde;o do design que, como anteriormente    comentado, pode ser efetuada por meio de diferentes modalidades de propriedade    intelectual. Programas de capacita&ccedil;&atilde;o desenvolvidos pelo INPI,    junto &agrave;s Federa&ccedil;&otilde;es das Ind&uacute;strias, &agrave;s Universidades    e ao pr&oacute;prio Sebrae (5) t&ecirc;m entre seus objetivos difundir a cultura    de prote&ccedil;&atilde;o dos desenhos industriais.</font></P>     <p><font size="3"><b>METODOLOGIA</b> A an&aacute;lise realizada neste trabalho    &eacute; baseada nos dados apresentados pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) e nos dados resultantes    do cruzamento do Cadastro Central de Empresas do IBGE (Cempre) com a base de    dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).</font></P>     <p><font size="3">O Cempre armazena dados cadastrais e econ&ocirc;micos, atuais    e hist&oacute;ricos, de todas as pessoas jur&iacute;dicas formalmente constitu&iacute;das    no territ&oacute;rio nacional, independentemente da atividade exercida ou da    natureza jur&iacute;dica. A atualiza&ccedil;&atilde;o do Cempre &eacute; feita    anualmente, conjugando as informa&ccedil;&otilde;es do Cadastro de Empregadores    da RAIS, inscritos no Cadastro Nacional da Pessoa Jur&iacute;dica - CNPJ, com    aquelas obtidas a partir das pesquisas anuais nas &aacute;reas de Ind&uacute;stria,    Constru&ccedil;&atilde;o, Com&eacute;rcio e Servi&ccedil;os, realizadas pelo    IBGE. As informa&ccedil;&otilde;es coletadas pelo IBGE prevalecem sobre as demais    (6). Esses dados permitiram classificar o porte das empresas segundo o pessoal    ocupado, seguindo os padr&otilde;es de classifica&ccedil;&atilde;o adotados    pelo IBGE (2001). </font></P>     <p><font size="3">A base de dados fornecida pelo INPI cobre o per&iacute;odo entre    2000 e 2004, com dados referentes aos pedidos de desenhos industriais. </font></P>     <p><font size="3">Os dados sobre desenho industrial foram ent&atilde;o relacionados    aos dados do cadastro Cempre do IBGE (excluindo, portanto os titulares pessoas    f&iacute;sicas), o que possibilitou a classifica&ccedil;&atilde;o por porte    da empresa, de acordo com o crit&eacute;rio explicitado acima.</font></P>     <p><font size="3"><b>RESULTADOS</b> Os pedidos de prote&ccedil;&atilde;o para    desenho industrial s&atilde;o apresentados na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.    O total de pedidos &eacute; de 3.395, dos quais 69,2% de grandes empresas, 10,4%    de m&eacute;dias empresas, 8,3% de pequenas empresas e 12,1% de micro empresas.    Em 19 classes CNAE s&atilde;o encontrados 50,43% dos pedidos de desenho industrial,    com quatro classes compreendendo 21,0% do total. </font></P>     <p><a name="tab01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18tab01.gif"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">As classes que mais utilizam desenho industrial s&atilde;o:    1. fabrica&ccedil;&atilde;o de artigos de serralheria exceto esquadrias, com    6,9%; 2. fabrica&ccedil;&atilde;o de artefatos diversos de material pl&aacute;stico,    compreendendo 5,9% do total; 3. fabrica&ccedil;&atilde;o de m&oacute;veis com    predomin&acirc;ncia de madeira, com 5,1% dos pedidos; e 4. com&eacute;rcio varejista    de outros produtos n&atilde;o especificados anteriormente, com 3,7% dos pedidos    de desenho industrial.</font></P>     <p><font size="3">No estrato das <b>micro empresas</b>, conforme a <a href="#tab02">Tabela    2</a>, h&aacute; uma forte concentra&ccedil;&atilde;o de pedidos em poucas classes,    com as 4 mais importantes compreendendo 27,4% do total de pedidos de desenho    industrial (as tr&ecirc;s primeiras j&aacute; alcan&ccedil;am mais de 22%):    1. com&eacute;rcio varejista de outros produtos n&atilde;o especificados anteriormente    (9,24%); 2. fabrica&ccedil;&atilde;o de artefatos diversos de material pl&aacute;stico    (7,06%); 3. outras atividades de servi&ccedil;os prestados principalmente &agrave;s    empresas (6,39%); e 4. fabrica&ccedil;&atilde;o de outros artefatos de couro    (4,71%). Deve ser ressaltado que duas dessas classes envolvem com&eacute;rcio    e servi&ccedil;os e duas atividades industriais.</font></P>     <p><a name="tab02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18tab02.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A classe "com&eacute;rcio varejista de outros produtos    n&atilde;o especificados anteriormente" &eacute; concentrada em poucas    empresas, ainda que em n&iacute;veis bem mais baixos que o verificado nas grandes    empresas. A empresa Qix International Marketing Ltda. responde por 18 pedidos,    representando 32%, a empresa Multi Pec Produtos e Servi&ccedil;os Agropecu&aacute;rios    Ltda. tem sete pedidos (13%) e a empresa Celebrity Mercantil Ltda. conta com    seis pedidos (11%). </font></P>     <p><font size="3">A classe "fabrica&ccedil;&atilde;o de artefatos diversos    de material pl&aacute;stico" tem duas empresas que respondem por quase    metade dos pedidos de prote&ccedil;&atilde;o: a Thomriss Ind&uacute;stria e    Com&eacute;rcio de Pl&aacute;sticos Ltda. conta com 13 pedidos (31%) e a Ibtec    Materiais Compostos Ltda. tem sete pedidos (17%).</font></P>     <p><font size="3">Na classe "outras atividades de servi&ccedil;os prestados    principalmente &agrave;s empresas" se observa grande concentra&ccedil;&atilde;o    (76%) em apenas tr&ecirc;s empresas: a empresa Sm Gest&atilde;o e Neg&oacute;cios    Ltda. domina essa classe de atividades com 20 pedidos que representam 52%, a    empresa Indal do Brasil Ltda. tem cinco pedidos e 13% da classe e a empresa    Esra Engenharia Servi&ccedil;os e Representa&ccedil;&atilde;o Aeron&aacute;utica    Ltda. tem quatro pedidos e 11% do total da classe.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">No estrato de <b>pequenas empresas</b>, como demonstra a <a href="#tab03">tabela    3</a>, cinco classes respondem por 32,43% dos pedidos de desenhos industriais,    todas elas relacionadas &agrave; ind&uacute;stria (as tr&ecirc;s primeiras respondem    por mais de 22%): 1. fabrica&ccedil;&atilde;o de artigos de cutelaria (9,34%);    2. fabrica&ccedil;&atilde;o de artefatos diversos de material pl&aacute;stico    (7,86%); 3. beneficiamento de outras fibras t&ecirc;xteis naturais (5,65%);    4. fabrica&ccedil;&atilde;o de m&oacute;veis com predomin&acirc;ncia de madeira    (4,91%); e 5. fabrica&ccedil;&atilde;o de lumin&aacute;rias e equipamentos de    ilumina&ccedil;&atilde;o exceto para ve&iacute;culos (4,67%).</font></P>     <p><a name="tab03"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v59n4/a18tab03.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Na classe "fabrica&ccedil;&atilde;o de artigos de cutelaria"    todos os pedidos s&atilde;o da empresa RSN Metais Ltda. Desse ponto de vista,    mais do que uma classe CNAE que poderia ser considerada representativa do estrato    de pequenas empresas, a classe em quest&atilde;o espelha a atua&ccedil;&atilde;o    de uma determinada empresa. A classe "fabrica&ccedil;&atilde;o de artefatos    diversos de material pl&aacute;stico" tem uma empresa, Alban Ind&uacute;stria    e Com&eacute;rcio de Embalagens Ltda., fabricante de bandeja t&eacute;rmica,    prato t&eacute;rmico, sopeira t&eacute;rmica, bandejas lisas, carros de transporte,    m&aacute;quina de lavar lou&ccedil;a, garrafas t&eacute;rmicas, embalagens pl&aacute;sticas    para detergente, que &eacute; a l&iacute;der de pedidos de desenho industrial:    s&atilde;o 11 pedidos que representam 34%. </font></P>     <p><font size="3">A classe "beneficiamento de outras fibras t&ecirc;xteis    naturais" tem apenas uma empresa que &eacute; respons&aacute;vel por todos    os pedidos de desenho industrial, a Linhas Rayza Chemical Fiber Ltda. A classe    "fabrica&ccedil;&atilde;o de lumin&aacute;rias e equipamentos de ilumina&ccedil;&atilde;o    exceto para ve&iacute;culos" tem duas empresas com pedidos, das quais a    Light Design do Brasil Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Ltda. tem 95%. Esta    empresa &eacute; voltada para a fabrica&ccedil;&atilde;o de equipamentos de    ilumina&ccedil;&atilde;o residenciais e comerciais.</font></P>     <p><font size="3">Nesse estrato, h&aacute; duas caracter&iacute;sticas marcantes    nas classes que concentram os pedidos de desenho industrial: 1. a inser&ccedil;&atilde;o    na atividade manufatureira, e 2. poucas empresas, muitas vezes uma &uacute;nica    empresa, s&atilde;o respons&aacute;veis pelos pedidos de prote&ccedil;&atilde;o.    Nesse sentido, &eacute; adequado afirmar que s&atilde;o as empresas que operam    nessas classes que conferem especificidade ao estrato. Assim, a estrat&eacute;gia    da RSN Metais Ltda &eacute; que caracteriza a l&oacute;gica de prote&ccedil;&atilde;o    de desenho industrial no setor de cutelaria, o mesmo acontecendo com a Linhas    Rayza Chemical Fiber Ltda. no tocante &agrave;s outras fibras t&ecirc;xteis    e &agrave; Light Design do Brasil Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Ltda. no    ramo das lumin&aacute;rias.</font></P>     <p><font size="3">No estrato das <b>m&eacute;dias empresas</b>, a concentra&ccedil;&atilde;o    de pedidos de desenho industrial em setores industriais e poucas classes CNAE    &eacute; mais acentuada: oito classes representam mais de 50% dos pedidos; quatro    det&ecirc;m 38,82% dos pedidos. S&atilde;o estas &uacute;ltimas: 1. fabrica&ccedil;&atilde;o    de artigos de serralheria exceto esquadrias (19%); 2. fabrica&ccedil;&atilde;o    de m&oacute;veis com predomin&acirc;ncia de madeira (8,9%); 3. fabrica&ccedil;&atilde;o    de brinquedos e jogos recreativos (6,1%); e (4) fabrica&ccedil;&atilde;o de    embalagens de material pl&aacute;stico (4,9%). </font></P>     <p><font size="3">A classe "fabrica&ccedil;&atilde;o de artigos de serralheria    exceto esquadrias" concentra seus pedidos na empresa Obispa Metal&uacute;rgica    Ltda. S&atilde;o 84 pedidos que representam 87% da classe. A "fabrica&ccedil;&atilde;o    de m&oacute;veis com predomin&acirc;ncia de madeira" &eacute; menos concentrada,    sendo a Metal&uacute;rgica Voltru Ltda respons&aacute;vel por 17 (38%) dos pedidos    de desenho industrial. A "fabrica&ccedil;&atilde;o de brinquedos e jogos    recreativos" concentra na empresa Pl&aacute;sticos Nillo Ind&uacute;stria    e Com&eacute;rcio Ltda. 55% dos pedidos. J&aacute; a classe "fabrica&ccedil;&atilde;o    de embalagens de material pl&aacute;stico" tem 44% sob a responsabilidade    da empresa Mil-Plast Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio de Pl&aacute;sticos    Ltda.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ESTRAT&Eacute;GIA DE PROTE&Ccedil;&Atilde;O DAS 20 MAIORES    EMPRESAS POR ESTRATO<sup>(7)</sup></b> Entre as principais empresas no estrato    <b>m&eacute;dias empresas</b>, chama a aten&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia    de diversas empresas voltadas para o com&eacute;rcio e a presta&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os. A import&acirc;ncia relativa maior do desenho industrial    &eacute; uma expectativa que se confirma. Assim, a empresa Obispa Metal&uacute;rgica    Ltda., que &eacute; voltada para a produ&ccedil;&atilde;o de acess&oacute;rios    met&aacute;licos, destaca-se pelo grande n&uacute;mero de pedidos de desenho    industrial, mas tamb&eacute;m apresenta pedidos de patentes de modelos de utilidade,    o que mostra uma estrat&eacute;gia por parte da empresa no sentido de proteger    melhoramentos incrementais a partir de tecnologias consolidadas. </font></P>     <p><font size="3">A Metal&uacute;rgica Voltru Ltda. &eacute; fabricante de puxadores,    fitas de borda e perfis de MDF (l&acirc;mina de madeira com resina sint&eacute;tica)    usada em acess&oacute;rios e m&oacute;veis. A inser&ccedil;&atilde;o na classe    de "fabrica&ccedil;&atilde;o de m&oacute;veis com predomin&acirc;ncia de    madeira" confere relev&acirc;ncia maior em termos de prote&ccedil;&atilde;o    por desenho industrial. Todavia, a perspectiva de direcionar parte da produ&ccedil;&atilde;o    para o mercado externo sinaliza uma intensifica&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o    de tecnologia. Nesse sentido, a empresa tamb&eacute;m gera tecnologias pass&iacute;veis    de prote&ccedil;&atilde;o por patentes de inven&ccedil;&atilde;o, de maior complexidade    tecnol&oacute;gica, assim como de modelo de utilidade.</font></P>     <p><font size="3">A empresa Sintex Industrial de Pl&aacute;sticos Ltda. apresenta    um quadro de prote&ccedil;&atilde;o mais equilibrado, decorr&ecirc;ncia da pr&oacute;pria    inser&ccedil;&atilde;o no setor de produ&ccedil;&atilde;o de aparelhos eletrodom&eacute;sticos.    A empresa produz duchas, torneiras e arm&aacute;rios. A intensidade de gera&ccedil;&atilde;o    de tecnologia se reflete no mix de prote&ccedil;&atilde;o: a empresa tem 45%    da prote&ccedil;&atilde;o em patentes de inven&ccedil;&atilde;o, 25% em patentes    de modelo de utilidade e 30% em desenho industrial. Indica uma estrat&eacute;gia    de prote&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos por patentes de inven&ccedil;&atilde;o,    melhoramento incremental e adapta&ccedil;&otilde;es protegidas por modelos de    utilidade e diferencia&ccedil;&atilde;o de produtos expresso no desenho industrial,    que s&atilde;o relevantes na atividade moveleira.</font></P>     <p><font size="3">As cinco empresas que lideram os pedidos de prote&ccedil;&atilde;o    entre as <b>pequenas empresas</b> que mais se destacaram na prote&ccedil;&atilde;o    de patentes e desenho industrial utilizam unicamente o desenho industrial. S&atilde;o    as seguintes: 1. RSN Metais Ltda, que produz artigos de mesa e decora&ccedil;&atilde;o,    tendo como estrat&eacute;gia recriar modelos novos com base nos modelos anteriores;    2. Linhas Rayza Chemical Fiber Ltda. , voltada para o mercado de vestu&aacute;rio,    moda e artesanato; 3. Light Design do Brasil Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio    Ltda.; 4. Cida Cristal Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Ltda. ME; e 5. Alban    Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio de Embalagens Ltda. fabricante de bandeja    t&eacute;rmica, prato t&eacute;rmico, sopeira t&eacute;rmica, bandejas lisas,    descart&aacute;veis (descart&aacute;vel, refil) para bandejas, carros de transporte,    m&aacute;quina de lavar lou&ccedil;a, garrafas t&eacute;rmicas, embalagens pl&aacute;sticas    e detergentes.</font></P>     <p><font size="3">Entre as 20 micro empresas que mais usam prote&ccedil;&atilde;o    intelectual em patentes e desenho industrial chama a aten&ccedil;&atilde;o a    participa&ccedil;&atilde;o de setores relacionados &agrave; presta&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os e com&eacute;rcio, representando a metade das classes CNAE    das 20 empresas que mais protegem no estrato em quest&atilde;o. Destaca-se tamb&eacute;m    a import&acirc;ncia do desenho industrial como forma relevante de prote&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Entre as mais relevantes est&aacute; a empresa Qix International    Marketing Ltda. Classificada como empresa comercial, dedica-se &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o    de t&ecirc;nis, mochilas, papel de parede confec&ccedil;&otilde;es voltadas    para o p&uacute;blico jovem. O desenho industrial &eacute; a &uacute;nica forma    de prote&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">A empresa Thomriss Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio de Pl&aacute;sticos    Ltda. est&aacute; voltada para a produ&ccedil;&atilde;o de embalagens, basicamente    protegendo inova&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter adaptativo e tendo seu    cerne de prote&ccedil;&atilde;o no desenho industrial, caracter&iacute;stica    b&aacute;sica no ramo de embalagens. A Di Fatto Acess&oacute;rios est&aacute;    classificada como venda a varejo e por atacado de pe&ccedil;as e acess&oacute;rios    para ve&iacute;culos automotivos. Desenvolve novos produtos com &ecirc;nfase    em calotas, <i>racks</i> e protetores de campana, combinando patentes de inven&ccedil;&atilde;o,    de modelos de utilidade e desenho industrial. </font></P>     <p><font size="3">A Multi Pec Produtos e Servi&ccedil;os Agropecu&aacute;rios    Ltda. est&aacute; centrada numa l&oacute;gica mais pr&oacute;xima da substitui&ccedil;&atilde;o    de importa&ccedil;&otilde;es, adaptando as t&eacute;cnicas de implanta&ccedil;&atilde;o    de sistemas de cerca el&eacute;trica &agrave; realidade brasileira, desenvolvendo    pesquisa voltada para eletrificadores e isoladores. Essa perspectiva de adapta&ccedil;&atilde;o    leva a empresa a enfatizar a prote&ccedil;&atilde;o por patente de modelos de    utilidade e por desenho industrial, sem utilizar patentes de inven&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> Alguns pontos podem ser ressaltados    com base nos dados apresentados. A inser&ccedil;&atilde;o setorial &eacute;    determinante no processo de prote&ccedil;&atilde;o e na import&acirc;ncia da    utiliza&ccedil;&atilde;o do desenho industrial. Em 19 classes CNAE, s&atilde;o    encontrados 50,43% dos pedidos de desenho industrial, com quatro classes compreendendo    21,0% do total.</font></P>     <p><font size="3">No estrato das micro empresas, h&aacute; uma forte concentra&ccedil;&atilde;o    de pedidos em poucas classes, sendo relevante a presen&ccedil;a do setor de    com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, enquanto no estrato de pequenas empresas    a concentra&ccedil;&atilde;o de classes CNAE &eacute; ainda maior, sobressaindo    a presen&ccedil;a do setor industrial. No estrato das m&eacute;dias empresas,    a concentra&ccedil;&atilde;o em classes CNAE mostra-se superior em compara&ccedil;&atilde;o    com as micro e pequenas empresas, assim como a inser&ccedil;&atilde;o no setor    industrial. Desse ponto de vista, a inser&ccedil;&atilde;o no setor industrial    das empresas que protegem desenho industrial &eacute; crescente com o porte    das empresas entre as MPMEs. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Quando considerada a complementaridade da prote&ccedil;&atilde;o    de desenho industrial e de patentes, nota-se que as formas de prote&ccedil;&atilde;o    mais relevantes para as MPMEs s&atilde;o os desenhos industriais e as patentes    de modelo de utilidade, cabendo &agrave;s patentes de inven&ccedil;&atilde;o    uma posi&ccedil;&atilde;o de menor destaque. Todavia, quando consideradas as    patentes em conjunto (patentes de inven&ccedil;&atilde;o de patentes de modelo    de utilidade), estas s&atilde;o mais importantes que o desenho industrial. </font></P>     <p><font size="3">Discriminando as MPMEs por estrato, as micro empresas tamb&eacute;m    encontram nas patentes a forma mais relevante de prote&ccedil;&atilde;o, sendo    os modelos de utilidades mais relevantes que as patentes de inven&ccedil;&atilde;o.    Por&eacute;m, quando se considera separadamente as patentes de inven&ccedil;&atilde;o    e as patentes de modelo de utilidade, estas s&atilde;o menos importantes que    os desenhos industriais. </font></P>     <p><font size="3">As pequenas empresas se diferenciam do conjunto das MPMEs, j&aacute;    que nesse estrato as patentes, quando consideradas separadamente (de inven&ccedil;&atilde;o    e de modelo de utilidade), s&atilde;o mais importantes que o desenho industrial.    H&aacute; entre as classes que mais protegem apenas pedidos de patentes de inven&ccedil;&atilde;o.    Entretanto, quando vistas as empresas que mais solicitam registros, as cinco    primeiras usaram, no per&iacute;odo analisado, apenas desenho industrial.No    estrato de m&eacute;dias empresas a forte presen&ccedil;a de classes CNAE inseridas    no setor industrial ressalta as patentes como forma marcante de prote&ccedil;&atilde;o,    e a atua&ccedil;&atilde;o de determinadas empresas influencia fortemente o padr&atilde;o    de prote&ccedil;&atilde;o das classes em que atuam.</font></P>     <p><font size="3">O estrato de micro empresas se apresenta bastante diversificado.    Essa diversifica&ccedil;&atilde;o se remete, inicialmente, &agrave; import&acirc;ncia    dos setores de com&eacute;rcio e servi&ccedil;o entre as empresas que mais protegem.    Outra caracter&iacute;stica marcante entre as principais empresas desse estrato    &eacute; a presen&ccedil;a de l&oacute;gicas diferenciadas em termos da associa&ccedil;&atilde;o    de padr&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o e l&oacute;gica concorrencial. Algumas    empresas, como a Multi Pec, adaptam tecnologias e produtos ao mercado brasileiro,    ressaltando as patentes de modelo de utilidade como forma relevante de prote&ccedil;&atilde;o.    </font></P>     <p><font size="3">No tocante ao aperfei&ccedil;oamento das estrat&eacute;gias    de prote&ccedil;&atilde;o, vale lembrar que, al&eacute;m da associa&ccedil;&atilde;o    com modelos de utilidade e patentes de inven&ccedil;&atilde;o, sempre que poss&iacute;vel,    o uso conjugado da prote&ccedil;&atilde;o dos desenhos como marca tridimensional    pode perenizar parte dos direitos sobre os desenhos, aumentando, portanto, seu    valor. O INPI &eacute; ainda pouco empregado pelas empresas brasileiras, assim    como pouco se tem explorado as possibilidades de uso dos direitos de autor,    que s&atilde;o capazes de produzir efeitos semelhantes.</font></P>     <p><font size="3">Em rela&ccedil;&atilde;o aos programas de apoio ao design, a    dimens&atilde;o da propriedade intelectual n&atilde;o tem sido acentuada. Essa    dimens&atilde;o tem sido trabalhada no contexto dos programas de capacita&ccedil;&atilde;o    do instituto. O foco em rela&ccedil;&atilde;o ao design &eacute; um caminho    a ser trilhado para a prote&ccedil;&atilde;o da empresa nacional e amplia&ccedil;&atilde;o    da sua competitividade. Nesse sentido, a articula&ccedil;&atilde;o estabelecida    entre o INPI, o Sebrae e as federa&ccedil;&otilde;es de ind&uacute;strias deve    ser ampliada, incorporando a l&oacute;gica setorial como elemento de amplia&ccedil;&atilde;o    da capacita&ccedil;&atilde;o na prote&ccedil;&atilde;o do desenho industrial    nacional.</font></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><font size="3"><i><b>S&eacute;rgio Medeiros Paulino de Carvalho</b> &eacute;    coordenador geral de articula&ccedil;&atilde;o institucional e difus&atilde;o    regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).    <br>   <b>Jorge &Aacute;vila</b> &eacute; presidente do Instituto Nacional da Propriedade    Intelectual (INPI)    <br>   <b>Cl&aacute;udia Chamas</b> &eacute; pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz    (Fiocruz, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Clauden&iacute;cio Ferreira</b> &eacute; analista de ci&ecirc;ncia e tecnologia    do Centro de Pesquisas Renato Archer do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e    Tecnologia.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <p><font size="3">1. Albuquerque, E.M. "Patentes e atividades inovativas:    uma avalia&ccedil;&atilde;o preliminar do caso brasileiro". <i>In</i> Viotti,    E B &amp; Macedo, M. M. <i>Indicadores de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o    no Brasil</i>. Campinas: Editora da Unicamp, 2003 (Cap&iacute;tulo 7 pp 331.76).</font></P>     <p><font size="3">2.  Sempre ressalvando os setores e atividades nas quais    a atividade de inova&ccedil;&atilde;o apresentou padr&otilde;es distintos, basicamente    articulados a atividades estrat&eacute;gicas nas quais o Estado jogou e ainda    joga papel fundamental, tais como avia&ccedil;&atilde;o, siderurgia, petroqu&iacute;mica,    armamento e sistema de pesquisa e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">3.  Carvalho, SMP; Salles-Filho, S; Ferreira, C. "A    prote&ccedil;&atilde;o do desenho industrial na MPME no Brasil". XXIV Simp&oacute;sio    da Gest&atilde;o da Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica (Pacto) /Anpad:    Gramado, 2006.</font></P>     <p><font size="3">4.  Carvalho, SMP; Salles-Filho, S; Ferreira, C. "Acesso    das micros, pequenas e m&eacute;dias empresas ao sistema de propriedade intelectual    no Brasil a partir do cruzamento de dados do IBGE e do INPI". XI Semin&aacute;rio    de Gest&atilde;o Tecnol&oacute;gica Altec 2005. Salvador Bahia, 2005.</font></P>     <p><font size="3">5.  INPI "Relat&oacute;rio de Gest&atilde;o da Diretoria    de Articula&ccedil;&atilde;o Institucional e Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica    de 2005". Rio de Janeiro, INPI/DART, 2006.</font></P>     <p><font size="3">6.  IBGE (Funda&ccedil;&atilde;o Instituto de Geografia e    Estat&iacute;stica) Pesquisa Industrial - Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica    (Pintec). Rio de Janeiro: IBGE. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank"><i>www.ibge.gov.br</i></a>,    acessado em 19 de julho de 2004.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">7.  Salles-Filho, S; Carvalho, S M P; Ferreira, C; Pedro,    E; Fuck, M. "Sistema de propriedade intelectual e as pequenas e m&eacute;dias    empresas no Brasil". Genebra, Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Propriedade    Intelectual (OMPI), 2006. (Publica&ccedil;&atilde;o da OMPI Nº 858    (P) ISBN 92.805.1581.0).</font></P>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><a name="nt"></a><a href="#title">*</a> Vers&atilde;o preliminar    do presente estudo foi apresentada no XXIV Simp&oacute;sio da Gest&atilde;o    da Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica (Pacto) /Anpad, em Gramado(RS),    em 2006.</font></p>      ]]></body>
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