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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n1/brasil.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">TECNOLOGIAS DE PONTA</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v60n1/line_bk.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Com a biometria, a senha somos n&oacute;s</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Voc&ecirc; j&aacute; pensou como seria bom n&atilde;o precisar    mais carregar chaves, cart&otilde;es magn&eacute;ticos ou decorar senhas? Para    entrar em locais de acesso restrito, por exemplo, bastaria o reconhecimento    de algo pessoal e intransfer&iacute;vel que n&atilde;o corremos o risco de perder    ou esquecer: n&oacute;s mesmos, ou para ser mais exato, algumas caracter&iacute;sticas    exclusivas de cada um de n&oacute;s. Parece fic&ccedil;&atilde;o? De fato, esses    s&atilde;o temas que induziram a produ&ccedil;&atilde;o de filmes como <i>2001:    uma odiss&eacute;ia no espa&ccedil;o</i> (1968), <i>Blade Runner – O ca&ccedil;ador    de andr&oacute;ides</i> (1982) e <i>Miss&atilde;o imposs&iacute;vel</i> (1996),    que antecipavam o uso de sistemas para reconhecimento de voz, retina dos olhos    e impress&atilde;o digital. Mas essas tecnologias, chamadas de biom&eacute;tricas,    n&atilde;o se restringem mais ao universo fict&iacute;cio e algumas delas j&aacute;    s&atilde;o realidade at&eacute; mesmo no Brasil.</font></P>     <p><font size="3">As pequenas e pacatas cidades de F&aacute;tima do Sul (MS),    Colorado do Oeste (RO) e S&atilde;o Jo&atilde;o Batista (SC) est&atilde;o recebendo    20 equipamentos, cada um com laptop, scanner e m&aacute;quina fotogr&aacute;fica    digital, para cadastrar as impress&otilde;es digitais dos polegares e indicadores    e as fotos das pessoas aptas a votar nas elei&ccedil;&otilde;es de 2008. Esses    tr&ecirc;s munic&iacute;pios t&ecirc;m pouco menos de 15 mil eleitores cada,    ficam pr&oacute;ximos &agrave; capital de seu estado e estavam prestes a passar    por um processo de revis&atilde;o do eleitorado. Por isso, foram escolhidos    pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o projeto-piloto que ir&aacute;    usar urnas com sistemas de leitura das digitais do eleitor, cuja foto estar&aacute;    reproduzida na folha de vota&ccedil;&atilde;o para confer&ecirc;ncia do mes&aacute;rio.    Ap&oacute;s os testes e aperfei&ccedil;oamento do sistema, o projeto abranger&aacute;    todos os estados ao longo de dez anos.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n1/a03img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A impress&atilde;o digital &eacute; composta por v&aacute;rios    sulcos, que em sua forma&ccedil;&atilde;o apresentam diferen&ccedil;as chamadas    de pontos de min&uacute;cias, ou seja, aquelas partes em que os sulcos se dividem    ou onde terminam abruptamente. Cada um desses pontos tem caracter&iacute;sticas    &uacute;nicas, que podem ser medidas", explica o analista de sistemas Giuseppe    dos Santos Romagnoli, do Servi&ccedil;o Federal de Processamento de Dados (Serpro),    onde desenvolve solu&ccedil;&otilde;es em seguran&ccedil;a e autentica&ccedil;&atilde;o    de redes. "Na Europa, judicialmente, s&atilde;o necess&aacute;rias 12 min&uacute;cias    para saber quem &eacute; uma pessoa. Os leitores biom&eacute;tricos s&atilde;o    capazes de identificar mais de 40 min&uacute;cias de uma impress&atilde;o digital",    completa.</font></P>     <p><font size="3">O reconhecimento de digitais &eacute; apenas uma das v&aacute;rias    tecnologias de identificadores biom&eacute;tricos j&aacute; a venda, mas seu    custo &eacute; consideravelmente mais baixo que as demais. &Eacute; poss&iacute;vel    adquirir um sistema de leitura de digitais e software de biometria para o cadastro    de cerca de 100 pessoas por aproximadamente R$ 2 mil. Por isso, os leitores    de impress&atilde;o digital representam cerca de 50% do mercado de equipamentos    biom&eacute;tricos. O TSE adquiriu 25 mil urnas com sistema de leitura biom&eacute;trica    a US$ 890 cada e usar&aacute; futuramente em outras 355 mil urnas um equipamento    de US$ 15 com leitor biom&eacute;trico acoplado a elas. Al&eacute;m de excluir    a possibilidade de uma pessoa votar no lugar de outra – j&aacute; que &eacute;    preciso apenas apresentar o t&iacute;tulo de eleitor, que n&atilde;o tem foto    –, o TSE estima reduzir substancialmente o custo das revis&otilde;es eleitorais,    que atualmente chega a R$ 2 milh&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3"><b>CONTROLE DE FREQ&Uuml;&Ecirc;NCIA</b> O Detran de S&atilde;o    Paulo j&aacute; utiliza a identifica&ccedil;&atilde;o biom&eacute;trica por    impress&atilde;o digital desde 2005, para controle de freq&uuml;&ecirc;ncia    nas aulas te&oacute;ricas de dire&ccedil;&atilde;o. A medida foi implantada    ap&oacute;s den&uacute;ncias de que auto-escolas vendiam carteiras de motorista    e dispensavam os candidatos das aulas. No come&ccedil;o, o tempo para identifica&ccedil;&atilde;o    dos alunos gerou certo atraso nas aulas. Mas uma medida reduziu o tempo de processamento    dos dados: antes de cada aula, a escola seleciona a turma e o software agrupa    apenas os alunos esperados para aquele hor&aacute;rio, checando as identidades    a partir de apenas uma parte do banco de dados. O controle biom&eacute;trico    de freq&uuml;&ecirc;ncia tamb&eacute;m j&aacute; &eacute; adotado na Universidade    de Alfenas, em Minas Gerais, e em algumas empresas, como substitui&ccedil;&atilde;o    ao cart&atilde;o-de-ponto. Essa tecnologia j&aacute; chegou tamb&eacute;m a    locadoras de filmes, clubes e academias de gin&aacute;sticas. E a E-Muzik, uma    casa noturna de S&atilde;o Paulo, trocou os cart&otilde;es de consuma&ccedil;&atilde;o    dos seus freq&uuml;entadores por leitores biom&eacute;tricos que registram as    digitais dos clientes na entrada e a cada compra efetuada por eles no bar. Na    sa&iacute;da, pela digital &eacute; calculada a consuma&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Outra tecnologia biom&eacute;trica que est&aacute; sendo testada    pelo Unibanco em caixas eletr&ocirc;nicos possibilita a identifica&ccedil;&atilde;o    do cliente pelo reconhecimento da sua &iacute;ris, a membrana do olho que fica    ao redor da pupila, entre a c&oacute;rnea e o cristalino. "Ela &eacute;    baseada nos an&eacute;is do tecido que circunda a pupila, e &eacute; considerada    a menos intrusiva das tecnologias que envolvem o uso dos olhos para identifica&ccedil;&atilde;o,    pois n&atilde;o requer um contato muito pr&oacute;ximo com o dispositivo de    leitura como no caso &#91;do reconhecimento&#93; da retina", observa Romagnoli,    do Serpro. "Outro fator que agrada aos usu&aacute;rios &eacute; que n&atilde;o    &eacute; necess&aacute;rio retirar os &oacute;culos para fazer a leitura da    &iacute;ris", destaca. Mas o custo desse dispositivo ainda &eacute; alto:    cerca de US$ 3 mil. Em pa&iacute;ses como os Estados Unidos, alguns aeroportos    testam a tecnologia de reconhecimento da &iacute;ris com passageiros volunt&aacute;rios.    Segundo Romagnoli, especialistas arriscam a previs&atilde;o de que, no futuro,    ela possa substituir os passaportes.</font></P>     <p><font size="3">Al&eacute;m dessas e de outras tecnologias dispon&iacute;veis    no mercado para identifica&ccedil;&atilde;o ou controle de acesso f&iacute;sico,    como dispositivos baseados nas medidas das m&atilde;os ou em caracter&iacute;sticas    dos rostos, a era digital imp&ocirc;s uma nova preocupa&ccedil;&atilde;o: o    acesso virtual a dados, sistemas ou programas. "A redu&ccedil;&atilde;o    dos pre&ccedil;os dos dispositivos biom&eacute;tricos e a forte necessidade    de maior seguran&ccedil;a da informa&ccedil;&atilde;o v&ecirc;m atraindo muitas    empresas a utilizarem a biometria para controlar o acesso &agrave;s suas redes    e aplica&ccedil;&otilde;es", diz o analista de sistemas do Serpro. "O    grande atrativo &eacute; trocar as senhas por uma chave mais segura e protegida,    onde voc&ecirc; &eacute; sua pr&oacute;pria chave, que ningu&eacute;m pode roubar    ou pegar emprestada", conclui.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Rodrigo Cunha</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
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