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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n2/expanima.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>ENTENDIMENTO HUMANO DA EXPERIMENTA&Ccedil;&Atilde;O ANIMAL</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Wothan Tavares de Lima</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Se n&atilde;o f&ocirc;ssemos perturbados por    apreens&otilde;es acerca de    <br>   fen&ocirc;menos no c&eacute;u e a respeito da morte, se nada disso nos    <br>   afetasse de um modo ou de outro, e tamb&eacute;m se n&atilde;o f&ocirc;ssemos    <br>   perturbados por nosso fracasso em perceber os limitesdas    <br>   dores e dos desejos, n&atilde;o ter&iacute;amos necessidade    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   alguma de estudar a natureza (Epicuro)</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>O</b></font> volver do olhar &agrave; Idade    M&eacute;dia e ao Renascimentorevela a import&acirc;ncia que a dissemina&ccedil;&atilde;o    do conhecimento teve na vis&atilde;o que o homem faria de si. Na hist&oacute;ria    da medicina observa-se que as doen&ccedil;as e as afli&ccedil;&otilde;es humanas    foram tratadas e consideradas no &acirc;mbito da magia e da religi&atilde;o.    Com a inser&ccedil;&atilde;o do racionalismo (s&eacute;culo V a.C.), Hip&oacute;crates    redesenha a medicina dando forma &agrave;s causas das doen&ccedil;as, identificando    sua origem em fatores naturais e no modo de vida. De Hip&oacute;crates a Francis    Bacon (1561-1626), e deste aos dias de hoje, houve intensa movimenta&ccedil;&atilde;o    social (econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica, cultural). Os ideais de Bacon romperam    com a vis&atilde;o aristot&eacute;lica de que as exce&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    s&atilde;o relevantes para serem estudadas. Bacon entendia que a compreens&atilde;o    das exce&ccedil;&otilde;es libertaria o intelecto e, para ele, a proposta era    clara: a partir da experi&ecirc;ncia, a ci&ecirc;ncia e a tecnologia assegurariam    o progresso da sociedade. Pode-se inferir que seus ideais dariam forma ao que    hoje conhecemos como laborat&oacute;rios de pesquisa.</font></p>     <p><font size="3">A Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial gerou o desenvolvimento    das cidades e, com ele, a probabilidade de aumento de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis.    &Eacute; nesse cen&aacute;rio que a busca pelas bases fisiopatol&oacute;gicas    das doen&ccedil;as estabelece clima prop&iacute;cio para o surgimento da experimenta&ccedil;&atilde;o    animal. Fran&ccedil;ois Magendie (1873-1855) e seu sucessor, Claude Bernard    (1818-1878), impulsionaram o uso de animais na experimenta&ccedil;&atilde;o    e contribu&iacute;ram para o desenvolvimento da fisiologia e farmacologia. Por&eacute;m,    o questionamento acerca da rela&ccedil;&atilde;o do homem com os animais &eacute;    anterior. Montaigne (1533-1595) questionava se "(…) a falha que impede nossa    comunica&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca tanto pode ser atribu&iacute;da a    n&oacute;s como a eles, que consideramos inferiores. Est&aacute; ainda por se    estabelecer a quem cabe a culpa por n&atilde;o nos entendermos, pois se n&atilde;o    penetramos os pensamentos dos animais, eles tampouco penetram os nossos, e podem    assim nos achar t&atilde;o irracionais quanto n&oacute;s os achamos". Jeremy    Bentham (1748-1832) discutia a capacidade que animais t&ecirc;m de sofrer. Portanto,    as reflex&otilde;es &eacute;ticas e morais da utiliza&ccedil;&atilde;o de animais    &eacute; antiga. A utiliza&ccedil;&atilde;o de animais na investiga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica &eacute; pr&aacute;tica comum no meio acad&ecirc;mico e tem    em seus opositores a argumenta&ccedil;&atilde;o de que os animais t&ecirc;m    direitos, desejos e interesses sendo, portanto, sujeitos de suas vidas. Neste    sentido, os grupos opositores entendem que o uso de animais &eacute; decorrente    de atitude preconceituosa e de car&aacute;ter especista. Ainda, alguns alegam    que a experimenta&ccedil;&atilde;o animal n&atilde;o trouxe benef&iacute;cio    para a sociedade. Todavia, n&atilde;o se pode negar que o uso de animais em    experimenta&ccedil;&atilde;o trouxe ineg&aacute;vel melhoria da qualidade de    vida dos animais, sejam eles humanos ou n&atilde;o humanos. De fato, &eacute;    vis&iacute;vel que a experimenta&ccedil;&atilde;o animal promoveu, direta ou    indiretamente, significativo crescimento no desenvolvimento de medicamentos    contra a Aids, na gera&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos, de f&aacute;rmacos    antipsic&oacute;ticos, medicamentos contra a artrite, c&acirc;ncer, diabetes,    doen&ccedil;a de Alzheimer, valvopatias – doen&ccedil;as de v&aacute;lvulas    card&iacute;acas –, esquizofrenia, hepatite, fibrose c&iacute;stica, les&otilde;es    de medula e c&eacute;rebro, hipertens&atilde;o arterial. A experimenta&ccedil;&atilde;o    animal tem contribu&iacute;do de maneira significativa para o desenvolvimento    e aprimoramento de procedimentos cir&uacute;rgicos, quimioter&aacute;picos,    vacinas. A conseq&uuml;&ecirc;ncia imediata do progresso determinado pelo uso    de animais na ci&ecirc;ncia &eacute; atestada pelo aumento, no s&eacute;culo    XX, de aproximadamente 23,5 anos na expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Animais s&atilde;o utilizados na experimenta&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica por constitu&iacute;rem modelos. Os modelos s&atilde;o mapas    de territ&oacute;rios n&atilde;o explorados e servem de base para encontrar    o caminho de um destino. Na sua falta, chegar ao destino &eacute; mais dif&iacute;cil.    Como exemplo, modelos experimentais desenvolvidos em animais de laborat&oacute;rios    (na sua grande maioria utilizando ratos e camundongos) s&atilde;o utilizados    na ci&ecirc;ncia para o entendimento da origem de doen&ccedil;as (que afligem    humanos e n&atilde;o humanos). Dessa compreens&atilde;o surgem hip&oacute;teses    sobre os mecanismos de doen&ccedil;as que, uma vez confirmadas, podem ser revertidas    em benef&iacute;cio da sociedade na forma de novos medicamentos, tratamentos    mais adequados de doen&ccedil;as, aperfei&ccedil;oamento de t&eacute;cnicas    cir&uacute;rgicas, programas de vacina&ccedil;&atilde;o etc. Portanto, no universo    da ci&ecirc;ncia experimental, o uso de animais gerando <I>o conhecimento </I>&eacute;    um dos elos da corrente formadora do <I>saber cient&iacute;fico</I>.</font></p>     <p><font size="3">Apesar de tudo, existe uma polariza&ccedil;&atilde;o entre os    experimentalistas que consideram relevante o uso de animais e aqueles que se    contrap&otilde;em &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Tal polariza&ccedil;&atilde;o    pode ser identificada pela impossibilidade de se chegar a um acordo entre um    grupo e outro quanto ao car&aacute;ter &eacute;tico e moral do uso de animais    na ci&ecirc;ncia. Como resolver esse dilema? Para tentar resolver essa quest&atilde;o    podemos recorrer &agrave; fala de S&oacute;crates a respeito da dificuldade    que temos em identificar um crit&eacute;rio n&atilde;o-subjetivo de aprecia&ccedil;&atilde;o    do comportamento &eacute;tico. A solu&ccedil;&atilde;o do dilema deve passar    pela obten&ccedil;&atilde;o de conclus&otilde;es de relativo consenso. Assim,    as conclus&otilde;es devem confluir naturalmente para o reconhecimento de que    a experimenta&ccedil;&atilde;o animal gera o <I>saber cient&iacute;fico </I>e    que a percep&ccedil;&atilde;o do animal de experimenta&ccedil;&atilde;o como    um ser senciente exige do pesquisador uma atitude &eacute;tica. A necessidade    de estarmos constantemente avaliando as certezas do mundo que observamos &eacute;    ess&ecirc;ncia do pensamento do cientista. Os dados gerados com o uso de animais    na pesquisa b&aacute;sica permitem que cientistas entendam o grau de similitude    entre a biologia experimental e os fatos da vida humana. Afinal, a ci&ecirc;ncia    permanece em constante transforma&ccedil;&atilde;o. O uso dos animais na experimenta&ccedil;&atilde;o    obedece a crit&eacute;rios &eacute;ticos, os quais s&atilde;o constru&iacute;dos    dentro de uma vis&atilde;o humana de mundo, onde a experimenta&ccedil;&atilde;o    deve priorizar o bem-estar animal. O entendimento que se tem &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o    de m&eacute;todos humanit&aacute;rios, de tal forma que exista responsabilidade    no trato animal em todos os aspectos do seu bem-estar (alojamento, nutri&ccedil;&atilde;o,    sa&uacute;de, assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, eutan&aacute;sia humanit&aacute;ria).    A incorpora&ccedil;&atilde;o desses fatores leva ao conhecido "3Rs" (<I>reduction,    replacement, refinement</i>), que consiste numa pr&aacute;tica experimental    que leve &agrave; <I>redu&ccedil;&atilde;o</i> do n&uacute;mero de animais,    sua <I>substitui&ccedil;&atilde;o </I>(quando poss&iacute;vel ou pertinente)    e ao <I>refinamento </I>das t&eacute;cnicas usadas (1). Tendo isto em mente,    &eacute; razo&aacute;vel inferir que a associa&ccedil;&atilde;o do <I>saber    cient&iacute;fico </I>com a implementa&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos humanit&aacute;rios    levar&aacute; a conclus&otilde;es relativamente consensuais, finalizando ou    minimizando o desgaste imposto pelo dilema da polariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Ao aceitarmos a obten&ccedil;&atilde;o do <I>saber cient&iacute;fico    + m&eacute;todos humanit&aacute;rios</i> como crit&eacute;rio objetivo, desconstruiremos    antigas convic&ccedil;&otilde;es sobre o uso dos animais na experimenta&ccedil;&atilde;o    e optamos pelo homem, sem exclus&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o dos animais    de experimenta&ccedil;&atilde;o como seres sencientes. A ci&ecirc;ncia de animais    de laborat&oacute;rio fornece subs&iacute;dios para a melhoria na qualidade    de cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos animais utilizados (na    sua maioria roedores). As institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, as    sociedades cient&iacute;ficas, o Col&eacute;gio Brasileiro de Experimenta&ccedil;&atilde;o    Animal (Cobea) constituem organiza&ccedil;&otilde;es que discutem preceitos    &eacute;ticos e de bem-estar animal na experimenta&ccedil;&atilde;o. Comit&ecirc;s    de &eacute;tica em experimenta&ccedil;&atilde;o animal existem dentro das institui&ccedil;&otilde;es    de ensino e pesquisa e exercem, com compet&ecirc;ncia e autoridade, a an&aacute;lise    de projetos de pesquisa e se ocupam de encontrar solu&ccedil;&otilde;es para    dilemas &eacute;ticos e morais que possam advir do uso de animais na experimenta&ccedil;&atilde;o.    Tais comit&ecirc;s, atentos ao bem-estar dos animais, despertam, cada vez mais    e com maior amplitude, reflex&otilde;es de ordem moral que permitem a n&iacute;tida    e necess&aacute;ria contraposi&ccedil;&atilde;o entre a deformidade do n&atilde;o-&eacute;tico    e a virtude do &eacute;tico, fazendo com que, em toda e cada decis&atilde;o    no laborat&oacute;rio, optese pela segunda atitude, e n&atilde;o pela primeira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i>Wothan Tavares de Lima &eacute; membro da Sociedade Brasileira    de Farmacologia e Terap&ecirc;utica Experimental (SBFTE) e professor do Departamento    de Farmacologia do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas da USP</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Russell, William M.S. and Rex L. Burch. <I>Principles of    humane experimental technique</i>. Methuen, London, 1959.</font><p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Comparato, Fabio Konder. <I>&Eacute;tica: direito, moral e religi&atilde;o    no mundo moderno. </i>S&atilde;o Paulo, Companhia das Letras, 2006.    <!-- ref --> Gray, J.    <I>Cachorros de palha: reflex&otilde;es sobre humanos e outros animais.</i>    Editora Record, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3">Kneller, George F. <I>A ci&ecirc;ncia como atividade humana.    </I>Rio de Janeiro: Zahar; S&atilde;o Paulo: Edusp, 1980.</font><!-- ref --><p><font size="3">Maturana, Humberto R. <I>A &aacute;rvore do conhecimento: as    bases biol&oacute;gicas da compreens&atilde;o humana</i>. Humberto Maturana    e Francisco J. Varela. Editora Pala Athena, 2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">Rossi, Paolo. <I>Francis Bacon. Da magia &agrave; ci&ecirc;ncia.    </I>Paolo Rossi. Eduel Curitiba, Editora da UFPR, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">Singer, P. <I>Liberta&ccedil;&atilde;o animal.</I>Ed. Ver. Porto    Alegre, S&atilde;o Paulo, Lugano, 2004.</font> ]]></body><back>
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