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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Métodos alternativos à utilização de animais em pesquisa científica: mito ou realidade?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n2/expanima.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>M&Eacute;TODOS ALTERNATIVOS &Agrave; UTILIZA&Ccedil;&Atilde;O    DE ANIMAIS EM PESQUISA CIENT&Iacute;FICA: MITO OU REALIDADE?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Marcelo M. Morales</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b>A utiliza&ccedil;&atilde;o de    animais em pesquisas cient&iacute;ficas, principalmente de mam&iacute;feros,    tem trazido discuss&otilde;es acaloradas por parte de ativistas que s&atilde;o    simplesmente contra essa pr&aacute;tica. Parte dos argumentos levantados por    esse setor da sociedade &eacute; baseada no fato de que m&eacute;todos alternativos    s&atilde;o capazes de substituir a utiliza&ccedil;&atilde;o desses animais em    pesquisa, pr&aacute;tica que consideram obsoleta. Ser&aacute; que esse argumento    realmente procede? At&eacute; que ponto a sociedade est&aacute; disposta a abrir    m&atilde;o do uso de animais em pesquisa com o risco de bloquear o avan&ccedil;o    do conhecimento biol&oacute;gico, testes e desenvolvimento de novos medicamentos,    vacinas e m&eacute;todos cir&uacute;rgicos?</font></p>     <p><font size="3">Diferente do que muitos imaginam, o interesse por m&eacute;todos    alternativos cresce dentro da pr&oacute;pria comunidade cient&iacute;fica na    tentativa de diminuir o n&uacute;mero de animais utilizados em experimenta&ccedil;&atilde;o    e tamb&eacute;m reduzir o custo dos experimentos, pois animais utilizados em    pesquisa precisam ser acondicionados, alimentados e mantidos nas melhores condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de e higiene poss&iacute;vel, caso contr&aacute;rio n&atilde;o    podem ser utilizados para prop&oacute;sitos cient&iacute;ficos (1).</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; importante salientar que o termo "m&eacute;todos alternativos"    tem causado grande confus&atilde;o, pois nos leva a acreditar que a ci&ecirc;ncia    pode deixar de utilizar animais e substitu&iacute;-los, em grande parte dos    experimentos, por outros m&eacute;todos. Na verdade, existem pouqu&iacute;ssimos    casos onde simula&ccedil;&otilde;es computacionais, experimentos <I>in vitro    </i>e outros m&eacute;todos s&atilde;o capazes de substituir completamente o    uso de animais.</font></p>     <p><font size="3">O conceito de "m&eacute;todos alternativos" deveria ser compreendido    em um contexto mais amplo considerando, inclusive, os esfor&ccedil;os que s&atilde;o    realizados pela comunidade cient&iacute;fica mundial para diminuir o uso de    animais para um n&uacute;mero m&iacute;nimo poss&iacute;vel. Al&eacute;m disso,    o refinamento das t&eacute;cnicas utilizadas com animais, que proporcionariam    a minimiza&ccedil;&atilde;o do poss&iacute;vel sofrimento ou dor, tamb&eacute;m    deveriam contribuir para ampliar esse conceito (2, 3). Na mesma linha poder&iacute;amos    considerar como "m&eacute;todo alternativo" a substitui&ccedil;&atilde;o de    mam&iacute;feros por outras esp&eacute;cies (anf&iacute;bios, r&eacute;pteis,    bact&eacute;rias, leveduras, v&iacute;rus, etc).</font></p>     <p><font size="3">Todavia, o que est&aacute; na verdade em quest&atilde;o &eacute;    se as t&eacute;cnicas <I>in vitro </I>e simula&ccedil;&otilde;es computacionais    realmente podem substituir o uso de animais em pesquisa e prover resultados    relevantes e efetivos para melhoria da sa&uacute;de humana e de outros animais.    Estudos de mol&eacute;culas e c&eacute;lulas certamente trazem novos conhecimentos,    mas, isoladamente, est&atilde;o longe de trazer a compreens&atilde;o do funcionamento    de organismos complexos como o dos mam&iacute;feros, onde est&aacute; inclu&iacute;da    a esp&eacute;cie humana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">&Eacute; natural que semelhan&ccedil;as entre o funcionamento    do organismo dos mam&iacute;feros os fa&ccedil;am candidatos para as pesquisas    aplicadas &agrave; sa&uacute;de humana. Roedores (ratos, camundongos, cobaias,    e hamsters) t&ecirc;m sido priorizados devido ao seu pequeno tamanho e tamb&eacute;m    pelo fato de se reproduzirem rapidamente, mas sua utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute;    o alvo principal de ativistas, apesar de terem sido, e continuarem sendo, fundamentais    para o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia (4). Analisemos os 135 ganhadores do Pr&ecirc;mio    Nobel em fisiologia ou medicina entre 1901-1984, onde a maior parte dos organismos    utilizados em suas pesquisas eram mam&iacute;feros. Dentre os trabalhos dos    laureados desse per&iacute;odo, 45 envolviam vertebrados de sangue quente, 17    trabalhos citavam a utiliza&ccedil;&atilde;o de seres humanos, 25 combinavam    v&aacute;rios organismos, incluindo mam&iacute;feros, invertebrados e cultura    de c&eacute;lulas. At&eacute; mesmo plantas foram utilizadas como modelo mostrando,    de forma clara, a contribui&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de organismos    para o desenvolvimento da pesquisa cient&iacute;fica na &aacute;rea biol&oacute;gica.    Em 2007, o Pr&ecirc;mio Nobel de medicina e fisiologia foi entregue a tr&ecirc;s    cientistas (Mario R. Capecchi, Martin J. Evans e Oliver Smithies) que revolucionaram    as pesquisas com doen&ccedil;as gen&eacute;ticas ao contribu&iacute;rem para    o desenvolvimento de animais com modifica&ccedil;&otilde;es em genes espec&iacute;ficos    que s&atilde;o capazes de apresentar as mesmas doen&ccedil;as gen&eacute;ticas    encontradas em seres humanos (animais nocaute). Essa metodologia possibilitou    o desenvolvimento de animais que s&atilde;o utilizados para o estudo de diversas    patologias, incluindo arteriosclerose, fibrose c&iacute;stica, doen&ccedil;as    cardiovasculares e c&acirc;ncer.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n2/a15img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> Diferentes t&eacute;cnicas e a utiliza&ccedil;&atilde;o de    v&aacute;rias esp&eacute;cies de animais s&atilde;o importantes para a constru&ccedil;&atilde;o    do conhecimento biol&oacute;gico que leva &agrave; melhoria da sa&uacute;de    humana e de outros animais. Um exemplo disso est&aacute; na hist&oacute;ria    de como os pesquisadores entenderam as bases da doen&ccedil;a miastenia grave    (uma doen&ccedil;a neuromuscular que causa fraqueza, fadiga e paralisia dos    m&uacute;sculos volunt&aacute;rios, podendo amea&ccedil;ar a vida quando atinge,    principalmente, os m&uacute;sculos da degluti&ccedil;&atilde;o e da respira&ccedil;&atilde;o)    (5). Talvez o primeiro estudo relacionado com essa doen&ccedil;a tenha vindo    dos estudos de Claude Bernard que estudou, em sapos, a a&ccedil;&atilde;o do    curare (que causa a paralisia dos m&uacute;sculos) (6). Em estudos posteriores,    pesquisadores mostraram que pacientes com miastenia grave, quando tinham seus    nervos estimulados, n&atilde;o respondiam. Nesse momento foi cogitada a possibilidade    de terem sido envenenados pelo curare, a mesma subst&acirc;ncia estudada por    Claude Bernard. Quinze anos mais tarde, todavia, pesquisadores demonstraram,    em v&aacute;rios modelos animais, que a transmiss&atilde;o de sinais entre o    nervo e o m&uacute;sculo era realizada por uma subst&acirc;ncia denominada acetilcolina.    Tamb&eacute;m foi descoberto que a acetilcolina agia em mol&eacute;culas receptoras    (receptores) localizadas no m&uacute;sculo, mais precisamente no local onde    o nervo terminava (7). Estudos mostraram, logo em seguida, que o curare bloqueava    a a&ccedil;&atilde;o da acetilcolina e diminu&iacute;a a sua efetividade. Mais    tarde, em Taiwan, dois qu&iacute;micos isolaram uma poderosa toxina provinda    de veneno de serpentes que tem o poder de paralisar um animal, ligando-se fortemente    aos receptores de acetilcolina. Com a descoberta de uma subst&acirc;ncia que    se ligava fortemente aos receptores de acetilcolina, outros pesquisadores puderam    obter grandes quantidades desse receptor a partir do peixe el&eacute;trico,    o que permitiu que fosse estudada a sua seq&uuml;&ecirc;ncia de amino&aacute;cidos,    a sua estrutura molecular, bem como a forma que esse receptor responde a a&ccedil;&atilde;o    da acetilcolina (5). Em seguida, na tentativa de fazer anticorpos contra o receptor    de acetilcolina, pesquisadores injetaram essa prote&iacute;na em coelhos. Inesperadamente,    esses coelhos desenvolveram um quadro parecido com a miastenia grave, o que    levou ao entendimento de que essa &eacute; uma doen&ccedil;a auto-imune (onde    o organismo forma anticorpos contra prote&iacute;na do seu pr&oacute;prio corpo).</font></p>     <p><font size="3">Assim, para o entendimento da miastenia grave humana houve o    envolvimento de m&uacute;sculos de sapos, sinapses de roedores, toxina de serpente,    receptor de peixe el&eacute;trico e anticorpos de coelhos. Certamente, para    que possamos chegar &agrave; cura dessa doen&ccedil;a, muitos outros obst&aacute;culos    dever&atilde;o ser ultrapassados e, necessariamente, necessitaremos do aux&iacute;lio    de mam&iacute;feros em experimenta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Certamente m&eacute;todos alternativos devem ser utilizados    sempre que poss&iacute;vel e a busca dessas metodologias precisa ser um dos    alvos da ci&ecirc;ncia moderna. Abaixo, relacionaremos algumas das principais    alternativas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros em pesquisas    cient&iacute;ficas e como elas puderam e podem contribuir para o avan&ccedil;o    cient&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="3"><b>EXEMPLOS DE M&Eacute;TODOS ALTERNATIVOS AO USO DE MAM&Iacute;FEROS    EM PESQUISA CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p><font size="3">V<small>ERTEBRADOS</small></font></p>     <p><font size="3">Peixes, anf&iacute;bios, r&eacute;pteis e p&aacute;ssaros s&atilde;o    bastante pr&oacute;ximos aos mam&iacute;feros. A maioria das propriedades das    transmiss&otilde;es qu&iacute;micas em c&eacute;lulas nervosas foi obtida atrav&eacute;s    do estudo das jun&ccedil;&otilde;es neuro-musculares (a sinapse entre o nervo    e o m&uacute;sculo esquel&eacute;tico) de sapos. O desenvolvimento embrion&aacute;rio    tamb&eacute;m mant&eacute;m muitas similaridades entre a classe vertebrada.    Assim sendo, esses animais podem servir de modelos para entender o que ocorre    em mam&iacute;feros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">I<small>NVERTEBRADOS</small></font></p>     <p><font size="3">Entre os invertebrados, os insetos s&atilde;o os representantes    majorit&aacute;rios. O grande n&uacute;mero de pesquisas realizadas a partir    do uso dessas esp&eacute;cies culminou, e ainda contribui, no entendimento de    mecanismos biol&oacute;gicos existentes em quase todos os seres vivos. Por exemplo,    estudos sobre a pigmenta&ccedil;&atilde;o dos olhos da <I>Drosophila </I>(mosca    da banana) levaram &agrave; hip&oacute;tese de que cada gene controla uma &uacute;nica    enzima, um conceito fundamental da biologia molecular (8). Outro exemplo &eacute;    o caso dos estudos realizados em ax&ocirc;nios de lulas que proporcionaram as    bases do conceito da participa&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons durante o potencial    de a&ccedil;&atilde;o na transmiss&atilde;o dos impulsos el&eacute;tricos nervosos    (9).</font></p>     <p><font size="3">M<small>ICROORGANISMOS</small></font></p>     <p><font size="3">Geralmente os microorganismos, tais como bact&eacute;rias e    leveduras, s&atilde;o aceitos como modelos para estudo de metabolismo, gen&eacute;tica    e bioqu&iacute;mica. Como exemplo mais comum da utiliza&ccedil;&atilde;o desse    recurso podemos citar os fundamentos dos mecanismos de express&atilde;o g&ecirc;nica    desses organismos que s&atilde;o aplic&aacute;veis para compreens&atilde;o do    desenvolvimento normal e patol&oacute;gico de embri&otilde;es humanos. Alguns    estudos mostram que algumas semelhan&ccedil;as s&atilde;o preservadas entre    esses microorganismos e mam&iacute;feros. Leveduras, por exemplo, possuem receptores    de estrog&ecirc;nio que apresentam afinidade id&ecirc;ntica aos encontrados    em &uacute;tero de ratas. Esses dados mostram que esses seres podem ser utilizados    como modelos, mas n&atilde;o substituem totalmente os mam&iacute;feros (10).</font></p>     <p><font size="3">Por outro lado, o entendimento do mecanismo de funcionamento    de outro microorganismo, o v&iacute;rus, pode ser utilizado em benef&iacute;cio    da sa&uacute;de humana. A terapia gen&eacute;tica utiliza o v&iacute;rus como    ve&iacute;culo para transportar genes normais para c&eacute;lulas de tecidos    acometidos por doen&ccedil;as gen&eacute;ticas. Quando o v&iacute;rus (modificado    para que n&atilde;o cause doen&ccedil;a) infecta a c&eacute;lula hospedeira    transfere o gene que os pesquisadores inseriram no seu genoma, fazendo com que    a c&eacute;lula do hospedeiro expresse o gene de interesse.</font></p>     <p><font size="3">C<small>ULTURA DE C&Eacute;LULAS E TECIDOS</small></font></p>     <p><font size="3">Cultura de c&eacute;lulas e tamb&eacute;m de tecidos s&atilde;o    utilizados, principalmente, em pesquisa b&aacute;sica aplicada. Como exemplo    podemos citar estudos sobre a a&ccedil;&atilde;o de quimioter&aacute;picos sobre    a viabilidade de c&eacute;lulas cancer&iacute;genas. Esses experimentos s&atilde;o    a base para saber se uma droga tem o potencial de eliminar c&eacute;lulas cancer&iacute;genas.    Testes de toxicidade de algumas subst&acirc;ncias tamb&eacute;m podem ser realizados    em cultivo de c&eacute;lulas. Esses ensaios d&atilde;o suporte, por exemplo,    para o conhecimento se uma droga ou subst&acirc;ncia rec&eacute;m descoberta    &eacute; t&oacute;xica para c&eacute;lulas de nosso organismo (11). C&eacute;lulas    em cultura s&atilde;o f&aacute;ceis de serem manipuladas e observadas do ponto    de vista microsc&oacute;pio, bioqu&iacute;mico e molecular, ap&oacute;s a adi&ccedil;&atilde;o    de subst&acirc;ncias no meio onde est&atilde;o sendo cultivadas. Todavia, essa    mesma subst&acirc;ncia testada nas c&eacute;lulas deve ter seu comportamento    estudado quando aplicada em um organismo vivo (em animais de experimenta&ccedil;&atilde;o    – principalmente mam&iacute;feros), pois, <I>in vivo</I>, v&aacute;rios fatores    do pr&oacute;prio organismo podem interferir nos resultados. De qualquer forma,    os estudos pr&eacute;vios <I>in vitro</i> auxiliam na redu&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de animais utilizados nas pesquisas. Um exemplo concreto da    utiliza&ccedil;&atilde;o de tecidos humanos na pesquisa &eacute; a gl&acirc;ndula    hip&oacute;fise (pituit&aacute;ria). Essas gl&acirc;ndulas, provenientes de    doadores cad&aacute;veres, eram utilizadas para extra&ccedil;&atilde;o do horm&ocirc;nio    do crescimento para ser oferecido no tratamento de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia    na produ&ccedil;&atilde;o desse horm&ocirc;nio. Essa pr&aacute;tica caiu em    desuso ap&oacute;s a constata&ccedil;&atilde;o de contamina&ccedil;&atilde;o    de algumas crian&ccedil;as com doen&ccedil;as infecciosas provenientes do doador    (12). A bioengenharia utilizando a bact&eacute;ria <I>Escherichia coli </I>tornou    a produ&ccedil;&atilde;o desse horm&ocirc;nio mais eficiente sem o risco de    contamina&ccedil;&otilde;es provindas dos doadores. Tecidos coletados de bi&oacute;psias    de mama, por outro lado, podem ser utilizados, por exemplo para estudar o desenvolvimento    de c&acirc;ncer desse &oacute;rg&atilde;o. C&eacute;lulas derivadas de tecidos    de outros &oacute;rg&atilde;os podem ser utilizadas para os mais diferentes    prop&oacute;sitos cient&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="3"> S<small>ISTEMAS <I>IN VITRO </I>E MODELOS MATEM&Aacute;TICOS</small></font></p>     <p><font size="3">Experimentos <I>in vitro </I>s&atilde;o apropriados para algumas    &aacute;reas da ci&ecirc;ncia biol&oacute;gica. Por exemplo, v&aacute;rios estudos    sobre o metabolismo intermedi&aacute;rio utilizam a bioqu&iacute;mica para o    estudar a din&acirc;mica de rea&ccedil;&otilde;es enzim&aacute;ticas que ocorrem    em nosso sistema biol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="3">J&aacute; os modelos matem&aacute;ticos podem contribuir para    o trabalho experimental atrav&eacute;s da defini&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis    e testando teorias, reduzindo o custo desses experimentos e os tornando mais    eficazes. Um exemplo disso &eacute; a predi&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s    de modelos matem&aacute;ticos, da estrutura de prote&iacute;nas, que poderiam    prever suas propriedades f&iacute;sicas e qu&iacute;micas (13). Testes de irritabilidade    poderiam ser beneficiados por esses estudos, todavia, apesar de contribuir para    a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de animais utilizados, essa metodologia    n&atilde;o dispensaria o teste final em animais ou substituto biol&oacute;gico    (ovos fertilizados de galinha ou cultura de c&eacute;lulas). &Eacute; sempre    preciso lembrar que computadores processam e armazenam conhecimentos j&aacute;    existentes e muitos deles foram adquiridos com a utiliza&ccedil;&atilde;o de    animais na pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>EXEMPLOS DE M&Eacute;TODOS ALTERNATIVOS AO USO DE ANIMAIS    EM TESTE OU EM USO</b></font></p>     <p><font size="3">1) T<small>ESTE DE IRRITABILIDADE</small></font></p>     <p><font size="3">No passado, os testes de irritabilidade de subst&acirc;ncias    eram comumente realizados diretamente aplicando a subst&acirc;ncia sobre a c&oacute;rnea    de coelho (ensaio de Draize) (14). V&aacute;rios testes foram desenvolvidos    para substituir essa pr&aacute;tica e alguns s&atilde;o indicados abaixo (15).</font></p>     <p><font size="3"><I>Teste da membrana corio alant&oacute;ide: </i>utiliza ovos    de galinha fertilizados para avaliar a irritabilidade da membrana corion alant&oacute;ide,    que possui uma grande quantidade de vasos sangu&iacute;neos (16).</font></p>     <p><font size="3"><I>Teste de hem&oacute;lise: </i>nesse teste s&atilde;o avaliados    os fen&ocirc;menos de hem&oacute;lise e desnatura&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ica,    decorrentes da a&ccedil;&atilde;o da subst&acirc;nciateste (17).</font></p>     <p><font size="3"><I>Teste de opacidade de c&oacute;rnea bovina: </i>onde s&atilde;o    testadas a opacidade e permeablidade de c&oacute;rnea provinda de olhos de bovinos    (que seriam descartados), ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; subst&acirc;ncia    a ser testada.</font></p>     <p><font size="3"><I>Teste em olhos isolados de coelhos ou galinha</i>: em olhos    isolados de animais mortos (que seriam descartados) s&atilde;o testadas, ap&oacute;s    a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; subst&acirc;ncia teste, o edema e opacidade    da c&oacute;rnea bem como a reten&ccedil;&atilde;o de fluoresc&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="3"><I>Teste de viabilidade celular</i>: subst&acirc;ncias s&atilde;o    adicionadas aos meios de cultura de c&eacute;lulas espec&iacute;ficas (MDCK,    3T3-L1, SIRC) e s&atilde;o testados alguns par&acirc;metros de sua viabilidade    (danos em suas membranas ou em suas jun&ccedil;&otilde;es, por exemplo).</font></p>     <p><font size="3">2) T<small>ESTE DE TOXICIDADE</small></font></p>     <p><font size="3">Culturas de c&eacute;lulas de diversos tecidos podem ser utilizadas    e nelas podem ser realizados testes de toxicidade de v&aacute;rias subst&acirc;ncias.    A viabilidade celular bem como danos em sua estrutura s&atilde;o utilizados    como par&acirc;metros de an&aacute;lise dessa toxicidade. O teste de toxicidade    durante o desenvolvimento e reprodu&ccedil;&atilde;o podem ser realizados em    embri&otilde;es de galinha, peixe e anf&iacute;bios e essa metodologia mostrou    ser bastante importante (11). Todavia, como podemos concluir, nenhum teste <I>in    vitro </I>pode ainda substituir, nesse caso o teste em animais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>CONCLUS&Otilde;ES </b>Como pudemos observar nesta discuss&atilde;o,    apesar dos esfor&ccedil;os despendidos para encontrar m&eacute;todos alternativos    ao uso de animais, poucos avan&ccedil;os foram obtidos para que fosse poss&iacute;vel    excluir essa pr&aacute;tica na pesquisa cient&iacute;fica. Apesar de continuarmos    perseguindo esse objetivo, em um futuro mais pr&oacute;ximo, a meta mais realista    seria reduzir o n&uacute;mero de animais utilizados em prop&oacute;sitos cient&iacute;ficos    associando diferentes t&eacute;cnicas &agrave;s alternativas j&aacute; existentes    e, sempre que poss&iacute;vel, refinar as t&eacute;cnicas para que o desconforto    seja reduzido ao m&iacute;nimo.</font></p>     <p><font size="3">O mais sensato, portanto, &eacute; admitir que existem m&eacute;todos    complementares, mas que n&atilde;o podem ser considerados substitutivos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Marcelo M. Morales</b> &eacute; professor associado do    Instituto de Biof&iacute;sica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do    Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Sociedade Brasileira de Biof&iacute;sica.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Office of Technology Assessment. "Alternatives to animal    use in research, testing and education". <I>Ota Publ</I>. Nº OTA-BA-273. Washington    DC. US. Government Printing Office. 1986.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Russel, W. M.S. e Burch, R.L. <I>The principles of humane    experimentation techniques. </i>London: Methuen. 1959.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Balls, M.; Zeller, A. M.; Halder, M. "Progress in the reduction,    refinement and replacement of animal experimentation". Proceedings of the 3rd    World Congress on Alternatives and Animal Use in the Life Sciences, 31A, 1ed,    Netherlands, Elsevier, 886p. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. National Research Council. "Models for bromedical research:    a new perspective. A report of board on basic biology committee on models for    bromedical research". Washington D.C. National Academy Press. 1985.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Morowitz, H.J. "Myasthenia gravis and arraws of fortune".    <I>Hosp. Proct</i>. 21: 179-194. 1986.</font><!-- ref --><p> <font size="3">6. Kandel, E.R.; Schwarts, J.H.; Thanos, M. J. <I>Principles    of neural science</I>. 4th Ed. New York. Elsevier. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Mc Grew, R.E. <I>Encyclopedia of medical history</I>. New    York. Macgraw Hill. 1985.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Ephrussi, B. 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