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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n2/artensai.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>A NANOTECNOLOGIA: DA SA&Uacute;DE PARA AL&Eacute;M DO DETERMINISMO    TECNOL&Oacute;GICO</b></font></p>     <p><font size="3"><i><b>Bartira Rossi-Bergmann</b></i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A nanotecnologia &eacute; um campo cient&iacute;fico multidisciplinar    que tem avan&ccedil;ado rapidamente nos &uacute;ltimos anos, encontrando aplica&ccedil;&otilde;es    nas mais diversas &aacute;reas, desde setores de energia e eletr&ocirc;nica    at&eacute; a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica (1). O princ&iacute;pio dessa    nova ci&ecirc;ncia &eacute; que os materiais na escala nanom&eacute;trica podem    apresentar propriedades qu&iacute;micas, f&iacute;sico-qu&iacute;micas e comportamentais    diferentes daquelas apresentadas em escalas maiores. Essas propriedades dos    nanomateriais j&aacute; est&atilde;o sendo exploradas industrialmente com a    fabrica&ccedil;&atilde;o de novos cosm&eacute;ticos, medicamentos, tintas, catalisadores,    revestimentos, tecidos, etc. Seus alcances podem variar do desenvolvimento de    um simples vidro &agrave; prova de arranh&otilde;es at&eacute; sistemas precisos    de carregamento e libera&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos. Em um estudo aprofundado    sobre o potencial comercial e as vantagens econ&ocirc;micas dessa nova tecnologia    estimou-se que, em 2015, todo o setor de semicondutores e a metade do setor    farmac&ecirc;utico depender&aacute; da nanotecnologia, com um mercado mundial    girando em torno de US$ 1 trilh&atilde;o (2). Os locais que mais investem em    nanotecnologia ainda s&atilde;o os EUA, Europa e Jap&atilde;o, cada regi&atilde;o    investindo cerca de um bilh&atilde;o de d&oacute;lares ao ano, concentrando    juntos cerca da metade dos investimentos no mundo. No entanto, pa&iacute;ses    como a R&uacute;ssia, China, &Iacute;ndia e Brasil t&ecirc;m feito investimentos    significativos no setor nos &uacute;ltimos anos, sendo que o governo brasileiro    j&aacute; investiu R$ 140 milh&otilde;es entre 2001 e 2006 em redes de pesquisa    e projetos na &aacute;rea de nanotecnologia (3).</font></p>     <p><font size="3"><B>NANOMEDICINA </b>Apesar de ter instigado a imagina&ccedil;&atilde;o    de cientistas e escritores de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, ainda    parece longe a concretiza&ccedil;&atilde;o do uso de nanorob&ocirc;s na terap&ecirc;utica    cl&iacute;nica, como os imaginados por Isaac Asimov em seu livro e filme <I>Viagem    fant&aacute;stica</I>, de 1966, em que um grupo de cirurgi&otilde;es miniaturizados    viajavam dentro das veias rumo ao c&eacute;rebro de um paciente em uma nave    de 1 &#181;m para remover um co&aacute;gulo. Uma das maiores dificuldades, nesse    sentido, &eacute; a rejei&ccedil;&atilde;o pelo sistema imunol&oacute;gico de    materiais estranhos ao nosso organismo. Mas, uma vez vencido esse desafio, com    o desenvolvimento de novos materiais biocompat&iacute;veis, a nanotecnologia    &eacute; hoje considerada uma disciplina revolucion&aacute;ria em termos de    seu enorme potencial na solu&ccedil;&atilde;o de muitos problemas relacionados    &agrave; sa&uacute;de. Abaixo est&atilde;o relacionadas tr&ecirc;s das principais    aplica&ccedil;&otilde;es atuais da nanomedicina:</font></p>     <p><font size="3"><B>1. IMPLANTES E PR&Oacute;TESES (ENGENHARIA DE TECIDOS) </b>Cria&ccedil;&atilde;o    de &oacute;rg&atilde;os artificiais e implantes com maior afinidade pelo tecido    original, atrav&eacute;s do crescimento de c&eacute;lulas em arcabou&ccedil;os    artificiais de pol&iacute;meros biodegrad&aacute;veis ou hidroxiapatita em pel&iacute;culas    biossint&eacute;ticas. Essa tecnologia tem como princ&iacute;pio o fato de que    c&eacute;lulas humanas crescidas em superf&iacute;cies planas n&atilde;o produzem    um painel normal de prote&iacute;nas, enquanto que c&eacute;lulas crescidas    em estruturas tri-dimensionais, como no seu tecido original, t&ecirc;m uma bioqu&iacute;mica    mais pr&oacute;xima da real (4). A nanotecnologia pode auxiliar no uso de superf&iacute;cies    contendo ranhuras nanom&eacute;tricas, ou "carimbadas" com mol&eacute;culas    de ades&atilde;o usando, por exemplo, o microsc&oacute;pio de for&ccedil;a at&ocirc;mica,    para melhorar a ades&atilde;o de c&eacute;lulas e orientar seu crescimento nas    formas desejadas. Da mesma forma, nanocomp&oacute;sitos de liga de tit&acirc;nio    podem ser usados para aumentar a longevidade e a biocompatibilidade de dispositivos    cir&uacute;rgicos e pr&oacute;teses. Como exemplos: implantes de c&eacute;lulas    nervosas crescidas em malhas polim&eacute;ricas para reparo de medula espinhal;    c&eacute;lulas &oacute;sseas ou de cartilagem para reconstitui&ccedil;&atilde;o    de articula&ccedil;&otilde;es e c&eacute;lulas hep&aacute;ticas para constru&ccedil;&atilde;o    de f&iacute;gado para transplante.</font></p>     <p><font size="3"><b>2. DIAGN&Oacute;STICO ULTRA-R&Aacute;PIDO E SENS&Iacute;VEL    USANDO NANOSENSORES </b>Diagn&oacute;sticos r&aacute;pidos que requerem diminutas    amostras biol&oacute;gicas est&atilde;o sendo desenvolvidos por microflu&iacute;dica    e nanot&eacute;cnicas usando part&iacute;culas como pontos qu&acirc;nticos,    nanopart&iacute;culas de ouro, nanopart&iacute;culas magn&eacute;ticas ou fulerenos    (5). Espera-se que em alguns anos monitores pessoais ultra-sens&iacute;veis    de sa&uacute;de j&aacute; estejam dispon&iacute;veis. Dispositivos implant&aacute;veis    no organismo poder&atilde;o monitorar continuamente os n&iacute;veis sangu&iacute;neos    de certos indicadores biol&oacute;gicos e ajustar automaticamente a libera&ccedil;&atilde;o    de drogas em quantidades apropriadas. Por exemplo, no diabetes o paciente poder&aacute;    acompanhar os n&iacute;veis de a&ccedil;&uacute;car no sangue em tempo real    e administrar ele mesmo as doses necess&aacute;rias de insulina. Avan&ccedil;os    combinados na gen&ocirc;mica e na nanotecnologia, como o uso de nanoporos para    medir rapidamente o tamanho de mol&eacute;culas de DNA, tamb&eacute;m dever&atilde;o    resultar no desenvolvimento de sensores que determinem a constitui&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;tica com rapidez e precis&atilde;o, possibilitando o conhecimento    da predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica a doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="3"><B>3. SISTEMAS DE CARREGAMENTO E LIBERA&Ccedil;&Atilde;O DE    DROGAS </b>Um dos setores da nanotecnologia com maior potencial de aplica&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o os sistemas de carregamento e libera&ccedil;&atilde;o de drogas (f&aacute;rmacos    e vacinas) para melhorar a sua efic&aacute;cia terap&ecirc;utica (6). O alto    custo do desenvolvimento de novas mol&eacute;culas ativas torna os sistemas    nanoestruturados de libera&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos uma das &aacute;reas    da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica mais promissoras. Isso porque uma nova    formula&ccedil;&atilde;o em nanopart&iacute;culas pode resgatar drogas promissoras,    que foram descartadas ap&oacute;s vultuosos investimentos por causa da descoberta    de potenciais efeitos colaterais ou baixa biodisponibilidade, al&eacute;m de    gerar novas patentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Uma pesquisa em banco de dados sobre as doen&ccedil;as mais    citadas nos <I>abstracts </I>de patentes mundiais relacionadas a sistemas de    libera&ccedil;&atilde;o controlada de f&aacute;rmacos mostra a lideran&ccedil;a    do c&acirc;ncer seguida do diabetes. O conjunto das seis principais doen&ccedil;as    parasit&aacute;rias (mal&aacute;ria, leishmaniose, tripanossomose, filariose,    esquistossomose e ameb&iacute;ase) sequer compete com o d&eacute;cimo lugar    no ranking, o herpes. Isso &eacute;, provavelmente, um reflexo da lideran&ccedil;a    dos pa&iacute;ses mais ricos no mercado farmac&ecirc;utico, e o atual alto custo    de medicamentos nanoestruturados que n&atilde;o justificariam o alto investimento    em doen&ccedil;as que afetam popula&ccedil;&otilde;es de baixo poder aquisitivo.    No entanto, pesquisas criativas, como as desenvolvidas aqui mesmo no Brasil,    sugerem que o uso de biopol&iacute;meros de baixo custo como a quitosana ou    pl&aacute;sticos biodegrad&aacute;veis utilizados em embalagens como o polihidroxialcanoato    podem ser alternativas vi&aacute;veis para essas doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="3">Os problemas mais comuns que costumam impedir a aprova&ccedil;&atilde;o    de f&aacute;rmacos potencialmente eficazes s&atilde;o sua r&aacute;pida metaboliza&ccedil;&atilde;o    no organismo e os efeitos t&oacute;xicos decorrentes de sua baixa solubilidade    plasm&aacute;tica e/ou sua a&ccedil;&atilde;o indiscriminada sobre c&eacute;lulas    sadias. Idealmente, um f&aacute;rmaco de efeito sist&ecirc;mico deve permanecer    na circula&ccedil;&atilde;o o tempo necess&aacute;rio para seu efeito terap&ecirc;utico,    dentro de uma faixa segura de alta efic&aacute;cia combinada &agrave; baixa    toxidez, e um m&iacute;nimo de doses repetitivas.</font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m de proteg&ecirc;-lo contra a degrada&ccedil;&atilde;o    prematura e promover sua solubiliza&ccedil;&atilde;o, o encapsulamento de um    f&aacute;rmaco em nanossistemas apropriados pode ajudar a direcion&aacute;lo    para o seu tecido ou c&eacute;lula-alvo.</font></p>     <p><font size="3">Os sistemas de libera&ccedil;&atilde;o controlada de f&aacute;rmacos    apresentam v&aacute;rias vantagens em rela&ccedil;&atilde;o aos sistemas convencionais,    tais como: a) maior controle da libera&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio    ativo, diminuindo o aparecimento de doses t&oacute;xicas e subterap&ecirc;uticas;    (b) utiliza&ccedil;&atilde;o de menor quantidade do princ&iacute;pio ativo,    resultando em menor custo; (c) maior intervalo de administra&ccedil;&atilde;o;    (e) melhor aceita&ccedil;&atilde;o do tratamento pelo paciente; (f) possibilidade    de direcionamento do princ&iacute;pio ativo para seu alvo espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="3">As desvantagens que devem ser monitoradas e contornadas no desenvolvimento    desses sistemas s&atilde;o: (a) poss&iacute;vel toxicidade dos produtos da sua    biodegrada&ccedil;&atilde;o, e (b) custo mais elevado, dependendo do material    e do processo utilizado. Este, no entanto, pode ser compensado pela redu&ccedil;&atilde;o    das doses necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="3"><b>3.1. PRINCIPAIS SISTEMAS DE CARREGAMENTO E LIBERA&Ccedil;&Atilde;O    CONTROLADA DE DROGAS </b>V&aacute;rios tipos de nanopart&iacute;culas e sistemas    coloidais podem melhorar a cin&eacute;tica, biodistribui&ccedil;&atilde;o e    a libera&ccedil;&atilde;o de uma droga, seja ela um f&aacute;rmaco, vacina,    prote&iacute;nas recombinantes ou oligonucleot&iacute;deos. A seguir, ser&atilde;o    apresentados alguns dos principais sistemas nanoestruturados para carregamento    de f&aacute;rmacos e vacinas, dando uma breve id&eacute;ia do seu est&aacute;gio    atual de desenvolvimento cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font size="3">LIPOSSOMAS Os lipossomas s&atilde;o ves&iacute;culas esf&eacute;ricas    artificiais de tamanho vari&aacute;vel (20 nm a v&aacute;rios micr&ocirc;metros    de di&acirc;metro) que podem ser produzidas com fosfolip&iacute;dios naturais    e colesterol. Foram descobertos em 1961 por Alec Bagham durante um estudo de    fosfolip&iacute;dios e coagula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea que mostrou    que quando se combinam com a &aacute;gua, formam imediatamente uma esfera de    bicamada (7). Isso ocorre porque enquanto uma ponta de cada mol&eacute;cula    &eacute; sol&uacute;vel em &aacute;gua, a outra &eacute; hidrof&oacute;bica.    Desde ent&atilde;o, eles t&ecirc;m sido ferramentas bastante vers&aacute;teis,    amplamente utilizados como modelos de membranas celulares na biologia e bioqu&iacute;mica.    A sua utiliza&ccedil;&atilde;o como sistema carreador de f&aacute;rmacos foi    proposta pela primeira vez em 1971 por Gregoriadis, e a partir de ent&atilde;o    eles t&ecirc;m sido extensivamente utilizados.</font></p>     <p><font size="3">Os f&aacute;rmacos hidrossol&uacute;veis ficam encapsulados    no interior da cavidade lipossomal enquanto que os f&aacute;rmacos lipossol&uacute;veis    s&atilde;o incorporados na bicamada lip&iacute;dica. Essa bicamada , por sua    vez, pode se fundir com outras bicamadas lip&iacute;dicas, como de c&eacute;lulas,    liberando o conte&uacute;do dos lipossomas.</font></p>     <p><font size="3">Os lipossomas foram os primeiros nanossistemas utilizados na    cl&iacute;nica e, ainda hoje, s&atilde;o os &uacute;nicos aprovados para administra&ccedil;&atilde;o    endovenosa. O primeiro medicamento lipossomal a ser introduzido no mercado foi    a doxorrubicina (Doxil/Caelix) em 1995 para o tratamento do sarcoma de Kaposi    associado &agrave; Aids. Outras formula&ccedil;&otilde;es lipossomais para tratamento    do c&acirc;ncer est&atilde;o tamb&eacute;m no mercado, como o Myocet e o DaunoXome,    que reduziram significativamente a toxidez card&iacute;aca da droga. Outras    formula&ccedil;&otilde;es lipossomais de taxol, vincristina e topotecan est&atilde;o    em testes cl&iacute;nicos. Formula&ccedil;&otilde;es lipossomais da anfotericina    B, que reduziram sensivelmente sua toxidez renal, est&atilde;o no mercado desde    1998 para o tratamento de micoses sist&ecirc;micas e da leishmaniose visceral.</font></p>     <p><font size="3">O uso de lipossomas cati&ocirc;nicos como sistemas eficientes    de carregamento e transfec&ccedil;&atilde;o de DNA foi demonstrado pela primeira    vez no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990 (8). Em animais, a administra&ccedil;&atilde;o    de DNA complexado a lipossomos cati&ocirc;nicos promoveu a express&atilde;o    terap&ecirc;utica de prote&iacute;nas em v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os    (9). V&aacute;rios tipos de c&acirc;ncer, arteriosclerose, fibrose c&iacute;stica,    hemofilia e anemia falciforme s&atilde;o doen&ccedil;as de potencial aplica&ccedil;&atilde;o    para a terapia g&ecirc;nica com lipossomos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">NANOPART&Iacute;CULAS POLIM&Eacute;RICAS Ao contr&aacute;rio    dos lipossomas, as nanopart&iacute;culas polim&eacute;ricas n&atilde;o t&ecirc;m    um n&uacute;cleo aquoso, mas sim uma membrana ou matriz s&oacute;lida constitu&iacute;da    de pol&iacute;mero. O f&aacute;rmaco &eacute; agregado, encapsulado ou adsorvido    &agrave;s part&iacute;culas, e, dependendo do m&eacute;todo de prepara&ccedil;&atilde;o,    pode-se obter nanoesferas ou nanoc&aacute;psulas. O f&aacute;rmaco &eacute;    liberado gradualmente da part&iacute;cula por eros&atilde;o ou difus&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A vantagem das nanopart&iacute;culas polim&eacute;ricas em rela&ccedil;&atilde;o    aos lipossomos, al&eacute;m do menor custo dos pol&iacute;meros em rela&ccedil;&atilde;o    aos fosfolip&iacute;dios, &eacute; a sua maior estabilidade e durabilidade,    o que pode facilitar a estocagem &agrave; temperatura ambiente e aumentar o    tempo de prateleira do medicamento.</font></p>     <p><font size="3">Os pol&iacute;meros mais utilizados clinicamente, principalmente    em pr&oacute;teses ortop&eacute;dicas e fios de sutura biodegrad&aacute;veis,    s&atilde;o os sint&eacute;ticos como o PLA, o PLGA e a Poli (e-caprolactona).    Os biopol&iacute;meros como a quitosana e albumina t&ecirc;m a vantagem de terem    custo bem mais baixo que os sint&eacute;ticos, podendo ser mais econ&ocirc;micos.    Nos &uacute;ltimos anos, as part&iacute;culas polim&eacute;ricas t&ecirc;m atra&iacute;do    aten&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel n&atilde;o s&oacute; como sistemas    de libera&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos, mas tamb&eacute;m como carreadores    de DNA na terapia g&ecirc;nica. O tamanho das nanopart&iacute;culas pode variar    de 50-1000 nm. Micropart&iacute;culas polim&eacute;ricas (&gt; 1000 nm) s&atilde;o    produzidas por t&eacute;cnicas diferentes das nanopart&iacute;culas, e t&ecirc;m    aplica&ccedil;&atilde;o potencial nos casos em que interessa a forma&ccedil;&atilde;o    de dep&oacute;sitos para libera&ccedil;&atilde;o local lenta e cont&iacute;nua,    como, por exemplo, em vacinas e tratamentos de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    localizadas. Micropart&iacute;culas de PLGA, polifeprosan 20 e albumina j&aacute;    s&atilde;o aprovadas pelo FDA para veicula&ccedil;&atilde;o de quimioter&aacute;picos    para o tratamento de c&acirc;ncer cerebral e de pr&oacute;stata.</font></p>     <p><font size="3">CICLODEXTRINAS Ciclodextrinas s&atilde;o uma fam&iacute;lia    de oligossacar&iacute;deos c&iacute;clicos tridimensionais em forma de copo    de cerca de 1 nm de altura, com alto n&uacute;mero de hidroxilas, o que lhes    confere uma boa solubilidade em &aacute;gua. Como seu interior &eacute; hidrof&oacute;bico,    servem bem para solubilizar drogas lipossol&uacute;veis (10).</font></p>     <p><font size="3">A primeira patente usando a ciclodextrina para formula&ccedil;&atilde;o    de drogas foi em 1953. S&atilde;o os sistemas de carregamento de drogas h&aacute;    mais tempo comercializados, mas seu uso parenteral encontra restri&ccedil;&otilde;es    devido &agrave; sua toxidez.</font></p>     <p><font size="3">DENDR&Iacute;MEROS Os dendr&iacute;meros s&atilde;o pol&iacute;meros    globulares altamente ramificados, com cerca de 1-10 nm produzidos pela primeira    vez no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980 por Donald Tomalia. Seu diferencial    em rela&ccedil;&atilde;o aos outros pol&iacute;meros sint&eacute;ticos &eacute;    que t&ecirc;m alto grau de uniformidade molecular, e uma alta previs&atilde;o    de peso molecular e tamanho (11). Sua vantagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    outras part&iacute;culas polim&eacute;ricas &eacute; a previsibilidade de seu    tamanho e n&uacute;mero de grupos funcionais, o que confere maior seguran&ccedil;a    quanto &agrave; quantidade de f&aacute;rmaco ou DNA complexado. Quanto &agrave;    toxidez, os dendr&iacute;meros cati&ocirc;nicos s&atilde;o mais t&oacute;xicos    e os ani&ocirc;nicos mais biocompat&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="3">Apesar de serem conhecidos h&aacute; mais de 20 anos, e terem    sido considerados como meras curiosidades de alto custo sem qualquer utilidade    terap&ecirc;utica, foi principalmente a partir dos &uacute;ltimos 5 anos que    sua aplica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica passou a ser mais explorada. &Eacute;,    atualmente, considerado um sistema de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o com    grande potencial de aplica&ccedil;&atilde;o na medicina, tanto em diagn&oacute;stico    de imagens como na formula&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos. </font></p>     <p><font size="3">Alguns dendr&iacute;meros t&ecirc;m encontrado aplica&ccedil;&atilde;o    biom&eacute;dica como marcador card&iacute;aco em diagn&oacute;stico r&aacute;pido    de enfarte, como ferramenta para promover transfec&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nica    <I>in vitro </I>ou como sensor biol&oacute;gico estrat&eacute;gico para antraz    ou toxina botul&iacute;nica (US Army Research Laboratory). O &uacute;nico em    estudo cl&iacute;nico &eacute; o SPL7013 (Vivagel, Starpharma) que est&aacute;    sendo testado em mulheres, para preven&ccedil;&atilde;o da herpes genital, como    gel vaginal. Neste caso, o dendr&iacute;mero n&atilde;o &eacute; usado como    sistema carreador, mas sim por sua atividade microbicida intr&iacute;nseca.</font></p>     <p><font size="3">NANOPART&Iacute;CULAS INTELIGENTES Al&eacute;m de impedirem    a degrada&ccedil;&atilde;o do f&aacute;rmaco, sua precipita&ccedil;&atilde;o    nos rins, promover sua libera&ccedil;&atilde;o mais controlada ou permitir sua    passagem atrav&eacute;s de barreiras biol&oacute;gicas intranspon&iacute;veis    pelo f&aacute;rmaco livre, as part&iacute;culas descritas acima poderiam ainda    ser funcionalizadas para um melhor direcionamento ao tecido-alvo prevenindo    os efeitos colaterais da droga que elas carregam (12). Nesse sentido, anticorpos    que se ligam exclusivamente a c&eacute;lulas cancer&iacute;genas podem ser acoplados    &agrave; superf&iacute;cie das nanopart&iacute;culas para serem injetadas pela    via endovenosa no paciente.</font></p>     <p><font size="3">Uma outra possibilidade de vetoriza&ccedil;&atilde;o da nanopart&iacute;cula    &eacute; a inclus&atilde;o de subst&acirc;ncias magn&eacute;ticas (13) de forma    que ela possa ser levada a um local espec&iacute;fico (tumor, por exemplo) atrav&eacute;s    da aplica&ccedil;&atilde;o externa de um campo magn&eacute;tico sobre o local    desejado, liberando a&iacute; o f&aacute;rmaco. A presen&ccedil;a de quimioter&aacute;pico,    nesse caso, pode at&eacute; n&atilde;o ser necess&aacute;ria. Uma subst&acirc;ncia    termosens&iacute;vel poderia ser tamb&eacute;m acoplada, de forma que sob um    feixe de raio laser libere calor e destrua as c&eacute;lulas tumorais ao seu    redor. A vantagem de um sistema assim &eacute; que ele permite um tratamento    bem focalizado e intenso sobre as c&eacute;lulas doentes, poupando as c&eacute;lulas    saud&aacute;veis, e reduzindo sensivelmente os efeitos colaterais do tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b>As nanotecnologias    t&ecirc;m encontrado muitas aplica&ccedil;&otilde;es na medicina no que concerne    &agrave; engenharia de tecidos, diagn&oacute;sticos ultra-sens&iacute;veis e    medicamentos mais eficazes e seguros. O aumento exponencial nos &uacute;ltimos    anos no dep&oacute;sito de patentes de novos materiais biocompat&iacute;veis    e de novos processos de prepara&ccedil;&atilde;o e funcionaliza&ccedil;&atilde;o    de nanopart&iacute;culas para diagn&oacute;stico ou tratamento de doen&ccedil;as    reflete sua enorme potencialidade. Com exce&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos    de diagn&oacute;stico e produ&ccedil;&atilde;o de tecidos <I>ex vivo</I>, nas    quais as nanopart&iacute;culas n&atilde;o entram em contato direto com o organismo,    a aprova&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos materiais implantados ou injetados    requerem uma bateria de testes que atestem sua biosseguran&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="3">Mesmo assim, hoje j&aacute; temos v&aacute;rios medicamentos    nanoestruturados no mercado, particularmente utilizando ciclodextrinas e lipossomas.    A escolha do tipo de nanopart&iacute;cula a ser utilizada como sistema de libera&ccedil;&atilde;o    controlada recair&aacute;, principalmente, sobre sua biodegradabilidade, biocompatibilidade,    compatibilidade f&iacute;sica e qu&iacute;mica com a droga, e a via de administra&ccedil;&atilde;o    a ser utilizada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i>Bartira Rossi-Bergmann &eacute; professora associada do Instituto    de Biof&iacute;sica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro    (UFRJ).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Dur&aacute;n, N.; Mattoso, L. H. C.; Morais, P. C. "Nanotecnologia".    S&atilde;o Paulo, <I>Art Liber</i>:1-201, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. <I>World nanotechnology market – an industry update</I>,    RNCOS. pp 1-60, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Brasil.    "Relat&oacute;rio nanotecnologia: investimentos, resultados e demandas", 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Thomas, V.; Dean, D. R.; Vohra, Y. K. "Nanostructured biomaterials    for regenerative medicine". <I>Current Nanoscience </I>2 (3): 155-77, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Jain, K. K. "Nanotechnology in clinical laboratory diagnostics".    <I>Clinica Chimica Acta</i> 358 (1-2): 37-54, 2005.</font><!-- ref --><p> <font size="3">6. Shaffer, C. "Nanomedicine transforms drug delivery". <I>Drug    Discovery Today </I>10 (23-24): 1581-1582, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Bangham, A. D. "A correlation between surface charge and    coagulant action of phospholipids". <I>Nature </I>192 (480): 1197-1198, 1961.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Ito, A.; Miyazoe, R.; Mitoma, J.; Akao, T.; Osaki, T.; Kunitake,    T. "Synthetic cationic amphiphiles for liposome-mediated DNA transfection".    <I>Biochemistry International </i>22 (2): 235-241, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. Matsuura, M.; Yamazaki, Y.; Sugiyama, M.; Kondo, M.; Ori,    H.; Nango, M.; Oku, N. "Polycation liposome-mediated gene transfer <I>in vivo</i>"<I>.    Biochimica et Biophysica Acta-Biomembranes</i> 1612 (2): 136-143, 2003.</font><!-- ref --><p><font size="3">10. Davis, M. E.; Brewster, M. E. "Cyclodextrin-based pharmaceutics:    past, present and future". <I>Nature Reviews Drug Discovery </I>3 (12): 1023-1035,    2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. D’Emanuele, A.; Attwood, D. "Dendrimer-drug interactions".    <I>Advanced drug delivery review</i>s 57(15): 2147-2162, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. LaVan, D. A.; McGuire, T. Langer, R. "Small-scale systems    for in vivo drug delivery". <I>Nature Biotechnology </i>21 (10): 1184-1191,    2003.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. Lacava, Z.G.M. "Aplica&ccedil;&otilde;es biom&eacute;dicas    das nanopart&iacute;culas magn&eacute;ticas". In: <I>Nanotecnologia</i>. Art    Liber Editora, p.175-181, 2006.</font> ]]></body><back>
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