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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b>ASPECTOS T&Eacute;CNICOS, ECON&Ocirc;MICOS    E SOCIAIS DO USO PAC&Iacute;FICO DA ENERGIA NUCLEAR</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"> <b>Pedro Carajilescov     <br>   Jo&atilde;o Manoel Losada Moreira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b> Proje&ccedil;&otilde;es do Painel    Intergovernamental de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC, na sigla em ingl&ecirc;s),    diante do crescimento populacional mundial, apontam a necessidade de se quintuplicar    o fornecimento de energia no mundo at&eacute; 2050. Essa demanda maior dever&aacute;    ocorrer em pa&iacute;ses emergentes como o Brasil, China, &Iacute;ndia e outros    da Am&eacute;rica do Sul, &Aacute;sia e &Aacute;frica. Esse cen&aacute;rio,    associado &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas    e a escalada de pre&ccedil;os de gera&ccedil;&atilde;o de outras tecnologias,    provocou o ressurgimento de usinas nucleares para gera&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="3"> Atualmente, existem no mundo 443 usinas nucleares, correspondendo    a 370 GW(e) de pot&ecirc;ncia nominal, que representam 17% da pot&ecirc;ncia    mundial instalada. No mundo, desde 1980, a produ&ccedil;&atilde;o nuclear de    energia el&eacute;trica saltou de 0,7 milh&atilde;o para 2,6 milh&otilde;es    de GWh por ano. No Brasil, com a entrada em opera&ccedil;&atilde;o da usina    Angra 2, em 2000, essa produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; em torno de 14 mil    GWh por ano (1). Excetuando os acidentes de Three Mile Island e Chernobyl, a    partir de 1990, a gera&ccedil;&atilde;o nuclear tem ocorrido de forma eficiente    e segura.</font></p>     <p><font size="3"> Com o mercado nuclear reaquecido, a European Commission, &oacute;rg&atilde;o    da Comunidade Europ&eacute;ia, divulgou, recentemente, o documento "The    sustainable nuclear technology platform – a vison report" (2), objetivando    garantir a lideran&ccedil;a tecnol&oacute;gica europ&eacute;ia nesse setor.    Nos EUA, a Administra&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es Sobre Energia    (EIA), &oacute;rg&atilde;o do Departamento de Energia (DOE), vem promovendo    a certifica&ccedil;&atilde;o ou pr&eacute;-certifica&ccedil;&atilde;o de novos    reatores comerciais (3) e, atrav&eacute;s do apoio e participa&ccedil;&atilde;o    no F&oacute;rum Internacional da Quarta Gera&ccedil;&atilde;o (GIF), tem acompanhado    o desenvolvimento de longo prazo da futura gera&ccedil;&atilde;o de reatores    nucleares. No Brasil, al&eacute;m da decis&atilde;o recente do Conselho Nacional    de Pol&iacute;tica Energ&eacute;tica (CNPE), referente &agrave; conclus&atilde;o    das obras da usina Angra 3, a retomada do programa nuclear, estagnado desde    o in&iacute;cio da d&eacute;cada passada, deve ocorrer em futuro pr&oacute;ximo.</font></p>     <p><font size="3"> A expans&atilde;o do aproveitamento nuclear, tendo em vista    a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica ocorrida nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    tem levado a uma reavalia&ccedil;&atilde;o dos aspectos econ&ocirc;micos, tecnol&oacute;gicos,    regulat&oacute;rios e socioambientais deste setor, no Brasil e no mundo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ASPECTOS T&Eacute;CNICOS</b></font></p>     <p><font size="3">I<small>N&Iacute;CIO DA GERA&Ccedil;&Atilde;O EL&Eacute;TRICA    POR ENERGIA NUCLEAR</small></font></p>     <p><font size="3"> Ap&oacute;s o final da Segunda Guerra Mundial, ocorreu um per&iacute;odo    de grande criatividade e ebuli&ccedil;&atilde;o no setor nuclear. Os mais diversos    tipos de reatores nucleares foram concebidos, projetados e muitos foram, efetivamente,    constru&iacute;dos, sendo que alguns operam at&eacute; nossos dias. Todas as    poss&iacute;veis combina&ccedil;&otilde;es de material f&iacute;ssil e f&eacute;rtil,    de moderadores e de fluidos refrigerantes foram testadas, resultando em reatores    que operaram sem maiores impactos ambientais e com seguran&ccedil;a. Ap&oacute;s    algum tempo, a maioria das concep&ccedil;&otilde;es originais foi abandonada,    consolidando aquelas que permanecem at&eacute; hoje por raz&otilde;es t&eacute;cnicas    e econ&ocirc;micas. </font></p>     <p><font size="3"> A era de gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica atrav&eacute;s    da energia nuclear come&ccedil;ou quase simultaneamente na antiga Uni&atilde;o    Sovi&eacute;tica, na Inglaterra e nos EUA. A primeira usina nuclear civil a    produzir eletricidade foi a usina de Obninsk, de 5 MW(e), na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica,    cuja opera&ccedil;&atilde;o ocorreu em 27 de julho de 1954. Tratava-se de um    reator com combust&iacute;vel de baixo enriquecimento, moderado a grafite e    &aacute;gua, circulando em tubos pressurizados, como refrigerante. A segunda    foi a usina de Calder Hall, do tipo GCR (<i>gas cooled reactor</i>) ou Magnox    (reator com combust&iacute;vel de ur&acirc;nio natural, revestido por uma liga    de magnox, moderado a grafite e refrigerado por CO<sub>2</sub>), na Inglaterra,    de 50 MW(e), cuja opera&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio em 27 de agosto    de 1956, sendo considerada a primeira usina nuclear comercial do mundo. Esta    usina foi descomissionada em 31 de mar&ccedil;o de 2003, ap&oacute;s aproximadamente    47 anos de opera&ccedil;&atilde;o. Nos EUA, atrav&eacute;s do programa "Atoms    for Peace", do presidente Eisenhower, a Divis&atilde;o de Reatores Navais    da antiga Comiss&atilde;o de Energia At&ocirc;mica (AEC) deu in&iacute;cio ao    desenvolvimento da usina de Shippingport, uma usina do tipo PWR de 68 MW(e),    que atingiu a criticalidade em 2 de dezembro de 1957, exatamente 15 anos ap&oacute;s    a criticalidade do primeiro reator nuclear, constru&iacute;do pela equipe de    Enrico Fermi, sob o campo de futebol da Universidade de Chicago. Shippingport    foi concebida com dois objetivos principais: demonstrar a produ&ccedil;&atilde;o    de eletricidade e servir como um laborat&oacute;rio de desenvolvimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico. Vinte anos ap&oacute;s o in&iacute;cio de opera&ccedil;&atilde;o,    o n&uacute;cleo do reator foi substitu&iacute;do e uma camada externa (<i>blanket</i>)    de t&oacute;rio e U<sup>233</sup> foi adicionada, tornando-se do tipo LWBR (reator    regenerador – <i>breeder</i> – a &aacute;gua leve pressurizada).    Essa usina continua operando at&eacute; os dias de hoje. O segundo reator de    pot&ecirc;ncia americano foi a usina de Dresden, de 180 MW(e), financiada pela    iniciativa privada e desenvolvida pela General Electric (GE), cuja opera&ccedil;&atilde;o    teve in&iacute;cio em 1960 e descomissionamento em 1978. Trata-se de um reator    do tipo BWR (reator a &aacute;gua leve fervente).</font></p>     <p><font size="3"> Essas usinas apresentadas se constituem naquilo que se convencionou    chamar de "Gera&ccedil;&atilde;o I" dos reatores nucleares.</font></p>     <p><font size="3">E<small>VOLU&Ccedil;&Atilde;O</small> </font></p>     <p><font size="3"> Os prot&oacute;tipos acima, de baixa pot&ecirc;ncia nominal,    serviram de inspira&ccedil;&atilde;o para as usinas comerciais projetadas a    partir de meados da d&eacute;cada de 1960 at&eacute; o in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 1980, hoje consideradas como Gera&ccedil;&atilde;o II e que continuam em    opera&ccedil;&atilde;o at&eacute; nossos dias. As usinas da Gera&ccedil;&atilde;o    II s&atilde;o, usualmente, de grande porte, isto &eacute;, pot&ecirc;ncia nominal    acima de 1000 MW(e), dotadas de diversos e redundantes sistemas de seguran&ccedil;a    e com desempenho operacional excepcional. Entre elas, se encontram os reatores    PWR, desenvolvidos pela Westinghouse, Combustion Engineering, Babcock &amp;    Wilcox e Framatome, os reatores BWR da General Electric e os reatores da linha    Candu (contra&ccedil;&atilde;o de Canadian Deuterium – reatores a &aacute;gua    pesada e baixos enriquecimentos de ur&acirc;nio), desenvolvidos pelo Canad&aacute;.    Os PWRs representam mais da metade dos reatores em opera&ccedil;&atilde;o no    mundo.</font></p>     <p><font size="3"> A partir dos acidentes de Three Mile Islands e Chernobyl, preocupa&ccedil;&otilde;es    com as libera&ccedil;&otilde;es radioativas deram origem ao desenvolvimento    de usinas dotadas de sistemas passivos de seguran&ccedil;a, que independem da    a&ccedil;&atilde;o do operador, al&eacute;m de simplifica&ccedil;&otilde;es    do projeto, objetivando menores custos de capital e tempos mais curtos de constru&ccedil;&atilde;o.    Essas considera&ccedil;&otilde;es resultaram nos reatores da Gera&ccedil;&atilde;o    III. A Westinghouse apresentou, inicialmente, a concep&ccedil;&atilde;o do reator    AP600 e, em seguida, o AP1000. Trata-se de reatores derivados do PWR anterior,    dotado de inovativos sistemas passivos de seguran&ccedil;a e com grandes simplifica&ccedil;&otilde;es    de projeto, reduzindo, consideravelmente, o tempo e o custo da constru&ccedil;&atilde;o.    Embora sejam reatores certificados pela Comiss&atilde;o Reguladora Nuclear (NRC)    dos EUA, at&eacute; o momento, nenhum reator desse tipo foi constru&iacute;do.    Na linha dos PWRs, a empresa Areva NP – resultante da fus&atilde;o da    Framatome (FR) e da divis&atilde;o nuclear da Siemens alem&atilde; – apresentou    o EPR (Evolucionary PWR), no qual os sistemas e componentes foram simplificados,    com enorme &ecirc;nfase em seguran&ccedil;a. Uma usina dessa natureza se encontra    em constru&ccedil;&atilde;o na Finl&acirc;ndia, devendo operar em 2010. Os reatores    do tipo BWR, usualmente associados &agrave; GE, deram origem aos reatores ABWR    (Advanced BWR) e ESBWR (Economic Simplified BWR). S&atilde;o reatores similares,    nos quais as usuais bombas de recircula&ccedil;&atilde;o do refrigerante dos    projetos tradicionais foram substitu&iacute;das por circula&ccedil;&atilde;o    natural. O ESBWR representa uma evolu&ccedil;&atilde;o dos modelos iniciais    do ABWR e com pot&ecirc;ncia nominal superior. No momento, existem 4 reatores    ABWR, constru&iacute;dos pelo cons&oacute;rcio Toshiba &amp; Hitachi, operando    no Jap&atilde;o e outros em planejamento. Ainda, 2 ABWRs encontram-se em constru&ccedil;&atilde;o    em Taiwan. Quanto ao ESBWR, embora diversas companhias de eletricidade americanas    tenham demonstrado interesse na sua constru&ccedil;&atilde;o, o projeto ainda    se encontra em fase de certifica&ccedil;&atilde;o pela NRC.</font></p>     <p><font size="3"> A partir de 2000, teve in&iacute;cio a discuss&atilde;o quanto    aos reatores do futuro ou reatores da Gera&ccedil;&atilde;o IV, considerando-se    que os pr&oacute;ximos reatores devem ser licenciados, constru&iacute;dos e    operados, produzindo energia a pre&ccedil;os competitivos (4). As novas concep&ccedil;&otilde;es    devem, ainda, considerar o uso &oacute;timo dos recursos naturais, a seguran&ccedil;a    nuclear, a administra&ccedil;&atilde;o dos rejeitos radioativos, assim como    as preocupa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas quanto ao uso da energia nuclear.    </font><font size="3">Em janeiro de 2000, o Departamento de Energia dos EUA,    atrav&eacute;s do Office of Nuclear Energy, Science and Technology, reuniu um    grupo de altos representantes de nove pa&iacute;ses, entre os quais o Brasil,    para discutir a quest&atilde;o dos futuros reatores. Esse grupo deu origem ao    F&oacute;rum Internacional da Quarta Gera&ccedil;&atilde;o, mediante acordo    firmado em julho de 2001, com o objetivo de identificar as concep&ccedil;&otilde;es    de reatores que atendam os requisitos descritos acima, mapear &aacute;reas de    interesses comuns, estabelecer colabora&ccedil;&otilde;es e trocas de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3"> Em dezembro de 2002, o DOE publicou um relat&oacute;rio (5)    selecionando seis reatores avan&ccedil;ados a serem desenvolvidos at&eacute;    2030. O relat&oacute;rio reconhece que os pa&iacute;ses participantes possuem    interesses diversos, quanto &agrave; finalidade do reator, seja para a produ&ccedil;&atilde;o    de eletricidade, hidrog&ecirc;nio, administra&ccedil;&atilde;o de actin&iacute;deos    ou para utiliza&ccedil;&atilde;o em pequenas malhas de eletricidade. Dos reatores    selecionados, com pot&ecirc;ncia variando entre 150 e 1500 MW(e), tr&ecirc;s    reatores s&atilde;o reatores r&aacute;pidos (operam com n&ecirc;utrons de altas    energias), dois reatores s&atilde;o t&eacute;rmicos (n&ecirc;utrons termalizados)    e um, intermedi&aacute;rio. Todos consideram a utiliza&ccedil;&atilde;o de ciclo    de combust&iacute;vel fechado, isto &eacute;, com o combust&iacute;vel irradiado    sendo reprocessado para separa&ccedil;&atilde;o de seus componentes, e todos    operam a temperaturas acima das temperaturas dos reatores atuais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ASPECTOS ECON&Ocirc;MICOS</b> O custo de produ&ccedil;&atilde;o    de energia, seja qual for a tecnologia envolvida, pode ser dividido em 3 componentes    principais: custo de capital, custo de opera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o    e custo de combust&iacute;vel. O <a href="#qdr01">quadro 1</a> apresenta, de    forma qualitativa, o custo de capital e de combust&iacute;vel relativo a diferentes    fontes. Usinas nucleares e hidrel&eacute;tricas exigem grandes investimentos    em obras de engenharia civil e montagem eletromec&acirc;nica complexas, resultando    em custos de capital elevados. Nas usinas t&eacute;rmicas convencionais, a montagem    eletromec&acirc;nica &eacute; predominante por n&atilde;o exigirem obras complexas    de engenharia civil.</font></p>     <p><a name="qdr01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a12qdr01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> Observa-se que as usinas nucleares se caracterizaram pelos    baixos custos de combust&iacute;vel comparado com outras usinas a combust&iacute;veis    f&oacute;sseis. Tipicamente, esses custos representam em torno de 10 a 15% do    custo unit&aacute;rio de gera&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, no Brasil,    a exist&ecirc;ncia de extensas reservas de ur&acirc;nio e a capacidade de fabrica&ccedil;&atilde;o    de combust&iacute;vel garantem baixos custos e estabilidade de pre&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="3"> O <a href="#qdr01">quadro 1</a> mostra, tamb&eacute;m, que    a estrutura de custo das usinas nucleares &eacute; mais semelhante com as usinas    hidrel&eacute;tricas do que com as usinas termel&eacute;tricas convencionais.    Esse fato explica porque, nas usinas nucleares instaladas no mundo, o fator    de capacidade supera os 90%, isto &eacute;, elas operam na base do consumo,    praticamente &agrave; pot&ecirc;ncia nominal, durante mais de 90% do tempo,    apenas sendo desligadas para as opera&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas de    recarga e manuten&ccedil;&atilde;o. </font><font size="3">Os esfor&ccedil;os    de desenvolvimento dos reatores da Gera&ccedil;&atilde;o III se encontram focados    na redu&ccedil;&atilde;o do custo de capital, procurando tornar os reatores    nucleares mais econ&ocirc;micos e r&aacute;pidos de serem instalados, sem descuido    dos aspectos de seguran&ccedil;a, e, por conseguinte, mais competitivos com    as usinas t&eacute;rmicas convencionais. Por exemplo, Matzie (6) afirma que    o custo de investimento do reator AP1000 poder&aacute; ficar entre 1000 a 1200    US$/kW(e), custo este equivalente &agrave;s t&eacute;rmicas convencionais.</font></p>     <p><font size="3"><b>IMPACTOS DE DIVERSAS FONTES DE ENERGIA</b> Atualmente, preocupa&ccedil;&otilde;es    com as quest&otilde;es ambientais permeiam todas as atividades humanas, refletidas    na ampla legisla&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente    existente no Brasil. O impacto ambiental e os rejeitos radioativos das usinas    nucleares s&atilde;o quest&otilde;es de interesse p&uacute;blico. Em relat&oacute;rio    recente da Comiss&atilde;o Nacional de Energia Nuclear (CNEN), s&atilde;o indicadas    as principais a&ccedil;&otilde;es a serem adotadas para aprimorar o gerenciamento    de rejeitos radioativos no pa&iacute;s (4). </font></p>     <p><font size="3"> O <a href="#qdr02">quadro 2</a> apresenta, qualitativamente,    os impactos socioambientais das principais fontes de energia. </font></p>     <p><a name="qdr02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a12qdr02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> As hidrel&eacute;tricas n&atilde;o emitem res&iacute;duos poluidores,    mas requerem a constru&ccedil;&atilde;o de grandes represas e, em muitos casos,    a realoca&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas. As &aacute;reas    ocupadas, normalmente, causam impactos na fauna, flora e clima local e regional.    Os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas tamb&eacute;m emitem g&aacute;s    metano que contribui para o aquecimento global, e provocam a destrui&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas de subsist&ecirc;ncia, tais como terras ar&aacute;veis, pastos    e florestas. Assim, pode-se considerar como um indicador de impacto ambiental    de uma fonte energ&eacute;tica &eacute; a &aacute;rea que ela requer para produzir    a energia. </font></p>     <p><font size="3"> Pode-se fazer uma compara&ccedil;&atilde;o entre as &aacute;reas    imobilizadas que diversas fontes de energia requerem para produzir a mesma quantidade    de energia por unidade de tempo (1000 MW de pot&ecirc;ncia). As fontes hidrel&eacute;trica,    e&oacute;lica e solar exigem grandes &aacute;reas para a produ&ccedil;&atilde;o    de energia, 85 a 4200 km<sup>2</sup>, 50 a 150 km<sup>2</sup> e 20 a 50 km<sup>2</sup>,    respectivamente. Usinas termel&eacute;tricas baseadas em biomassa exigiriam    4000 a 6000 km<sup>2</sup> de &aacute;rea plantada para gerar a mesma pot&ecirc;ncia.    Por outro lado, usinas termel&eacute;tricas f&oacute;sseis (carv&atilde;o, g&aacute;s    ou petr&oacute;leo) e nucleares produzem energia a partir de fontes mais concentradas    e exigem &aacute;reas muito menores, de 1 a 4 km<sup>2</sup>, acrescidas das    &aacute;reas de minera&ccedil;&atilde;o e beneficiamento dos min&eacute;rios    combust&iacute;veis (7 e 10). </font></p>     <p><font size="3"> Os impactos s&oacute;cio-ambientais das usinas nucleares s&atilde;o    locais. Os rejeitos radioativos produzidos s&atilde;o acondicionados em tambores    e depositados no s&iacute;tio da usina. Os rejeitos radioativos de alta atividade    s&atilde;o encaminhados para instala&ccedil;&otilde;es especiais onde devem    ficar estocados por centenas de anos. As preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o    a esses rejeitos s&atilde;o, pois, de ordem temporal. </font></p>     <p><font size="3"><b>REJEITOS RADIOATIVOS</b> Uma planta nuclear de 1000 MW gera,    ao final de um ano, 30 toneladas de combust&iacute;veis nucleares irradiados,    350 toneladas de rejeitos radioativos de n&iacute;vel intermedi&aacute;rio de    radia&ccedil;&atilde;o e 450 toneladas de rejeitos radioativos de baixo n&iacute;vel    de radia&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o emite gases perigosos ou outros materiais    poluidores. Os rejeitos radioativos de n&iacute;veis baixo e intermedi&aacute;rio    t&ecirc;m tratamento e gerenciamento de baixo custo, pequena complexidade e    pouca sofistica&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Eles s&atilde;o compactados    para diminuir o volume e armazenados em recipientes estanques.</font></p>     <p><font size="3"> Esses n&uacute;meros, embora elevados, representam apenas alguns    mil&eacute;simos da produ&ccedil;&atilde;o e libera&ccedil;&atilde;o de rejeitos    no planeta pelos v&aacute;rios setores industriais. A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o,    as atividades industriais nos Estados Unidos produzem, aproximadamente, 50 milh&otilde;es    de metros c&uacute;bicos de res&iacute;duos s&oacute;lidos por ano. Para produzir    1000 MW de eletricidade, as usinas a carv&atilde;o, petr&oacute;leo e g&aacute;s    natural produzem cerca de 500 mil, 280 mil e 200 mil toneladas de res&iacute;duos    s&oacute;lidos, l&iacute;quidos e gasosos por ano. </font></p>     <p><font size="3"> Os combust&iacute;veis nucleares irradiados s&atilde;o armazenados,    inicialmente, na pr&oacute;pria usina at&eacute; que o calor residual decaia.    Posteriormente, duas alternativas s&atilde;o poss&iacute;veis: armazenamento    final ou reciclagem. Na primeira op&ccedil;&atilde;o, o combust&iacute;vel &eacute;    confinado de forma apropriada para ser armazenado em dep&oacute;sitos subterr&acirc;neos    por centenas de anos. No segundo caso, o combust&iacute;vel &eacute; reprocessado    para a separa&ccedil;&atilde;o e reaproveitamento do ur&acirc;nio e plut&ocirc;nio    presentes. Essa opera&ccedil;&atilde;o produz um rejeito l&iacute;quido de alta    atividade. Para uma usina de 1000 MW com reciclagem de combust&iacute;vel, o    volume de rejeitos de alta atividade produzido &eacute; de cerca de 10 m<sup>3</sup>    por ano, o qual pode ser vitrificado para se tornar s&oacute;lido e ser armazenado    por milhares de anos em forma&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gicas subterr&acirc;neas    apropriadas. </font></p>     <p><font size="3"> Existem dep&oacute;sitos finais licenciados para rejeitos radioativos    de baixa e m&eacute;dia atividade e, para dep&oacute;sitos de alta atividade,    existem v&aacute;rias propostas em estudo em v&aacute;rios pa&iacute;ses. As    raz&otilde;es para a demora em rela&ccedil;&atilde;o aos dep&oacute;sitos de    alta atividade s&atilde;o: a) a necessidade de se esperar de 2 a 4 d&eacute;cadas    para o resfriamento dos elementos combust&iacute;veis irradiados, antes de serem    encaminhados para a deposi&ccedil;&atilde;o final; b) a possibilidade de reciclagem    dos combust&iacute;veis irradiados; c) a exist&ecirc;ncia de diferentes alternativas    para a deposi&ccedil;&atilde;o final dos rejeitos radioativos e d) a exist&ecirc;ncia    de alternativas de ciclo do combust&iacute;vel, com reatores r&aacute;pidos    e reatores incineradores de rejeitos, que podem promover a redu&ccedil;&atilde;o    do tempo necess&aacute;rio de deposi&ccedil;&atilde;o final dos rejeitos de    alta atividade para cerca de 500 anos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, o <a href="#qdr03">quadro    3</a> apresenta os tempos m&eacute;dios de degrada&ccedil;&atilde;o para o estado    natural de alguns materiais presentes nos rejeitos industriais e energ&eacute;ticos.    </font></p>     <p><a name="qdr03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a12qdr03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> Vemos que o nylon, presente no nosso dia-a-dia requer de 30    a 40 anos para voltar ao estado natural e o CO<sub>2</sub> emitido para a atmosfera    requer cerca de 50 a 200 anos para ser reabsorvido pelas plantas ou no oceano.    Outros materiais, como sacos pl&aacute;sticos, pilhas e baterias e latas de    alum&iacute;nio, requerem de 100 a 500 anos para degradar at&eacute; o estado    natural, enquanto garrafas de vidro requerem um tempo ainda indeterminado. Alguns    desses materiais s&atilde;o t&oacute;xicos ou causam importantes danos ao meio    ambiente, como a emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub>. </font></p>     <p><font size="3"> Para os rejeitos apresentados no <a href="#qdr03">quadro 3</a>,    adotam-se duas alternativas para a disposi&ccedil;&atilde;o dos rejeitos: a    dispers&atilde;o no meio ambiente (altamente difundida) e o confinamento (10).    Os rejeitos radioativos est&atilde;o no grupo dos que s&atilde;o confinados    para a disposi&ccedil;&atilde;o final. </font></p>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> O presente trabalho descreve o est&aacute;gio    atual de evolu&ccedil;&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica atrav&eacute;s    de usinas nucleares, sob diversos pontos de vista, sejam eles econ&ocirc;mico,    socioambiental, de seguran&ccedil;a, etc, comparando, quando poss&iacute;vel,    com outras formas de gera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"> Pode-se observar que esse setor vem procurando, ao longo das    &uacute;ltimas d&eacute;cadas, agir de forma respons&aacute;vel com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e &agrave; seguran&ccedil;a    das popula&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas de suas instala&ccedil;&otilde;es.    Al&eacute;m disso, existe uma clara preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute;tica do    setor, evitando comprometer as condi&ccedil;&otilde;es de vida das gera&ccedil;&otilde;es    futuras, procurando solu&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias para o gerenciamento    dos rejeitos radioativos de longa vida m&eacute;dia. </font></p>     <p><font size="3"> Certamente, a energia nuclear se constitui, hoje, em alternativa    vi&aacute;vel e segura para o atendimento do crescimento da demanda energ&eacute;tica    no mundo, com reduzido impacto ambiental.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Pedro Carajilescov</b> &eacute; PhD em engenharia nuclear    pelo MIT, professor titular e diretor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ci&ecirc;ncias    Sociais Aplicadas da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro titular da    Academia Nacional de Engenharia.    <br>   <b>Jo&atilde;o Manoel Losada Moreira</b> &eacute; PhD em engenharia nuclear    pela University of Michigan, professor titular e coordenador do Programa de    P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Energia da UFABC. </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Energy Information Administration (EIA). <i>International energy    outlook</i>, 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3"> Euratom. "The sustainable nuclear technology platform    – a vision report". European Commission, Report EUR22842, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="3"> DOE. <i>New reactor designs</i>. Energy Information Administration,    USA, 2006.</font><!-- ref --><p><font size="3"> DOE. <i>A technology roadmap for Generation-IV nuclear energy    systems</i>. GIF-002-00, U.S. DOE Nuclear Energy Research Advisory Committee    and the Generation IV International Forum, 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3"> Matzie, R.A. <i>The AP1000 reactor – Nuclear renaissance    option</i>. Tulane Engineering Forum, USA, 2003.</font><!-- ref --><p><font size="3"> Comiss&atilde;o Nacional de Energia Nuclear. "National    report of Brazil for the joint convention on the safety of spent fuel management    and on the safety of radioactive waste management", 2006. </font><!-- ref --><p><font size="3"> Goldemberg, J. <i>Energia, meio ambiente e desenvolvimento</i>.    Editora USP, S&atilde;o Paulo, SP, 2001. </font><!-- ref --><p><font size="3"> Belico dos Reis, L. e Silveira, S., <i>Energia el&eacute;trica    para o desenvolvimento sustent&aacute;vel</i>. Editora USP, S&atilde;o Paulo,    SP, 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3"> Udaeta, M. E. M.; Grimoni, J. A. B.; Galv&atilde;o, L. C. R.    <i>Inicia&ccedil;&atilde;o a conceitos de sistemas energ&eacute;ticos para o    desenvolvimento limpo</i>. Editora USP, S&atilde;o Paulo, SP, 2004. </font><!-- ref --><p><font size="3"> Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica. "Nuclear    power and sustainable development". International Atomic Energy Agency,    AIEA, Vienna, 2006</font><!-- ref --><p><font size="3"> Cond&eacute;, H. "Introduction to ADS for waste incineration    and energy production". <i>In: The Impact of nuclear science on life science</i>,    2001. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.nupecc.org/iai2001/report/A2.pdf" target="_blank">http://    www.nupecc.org/iai2001/report/A2.pdf</a>. </font><!-- ref --><p><font size="3"> BIO. "Sem consci&ecirc;ncia e direito &agrave; cidadania".    <i>Revista Brasileira de Saneamento e Meio Ambiente</i>, Ano IX, N.08, Outubro/Dezembro,    1998. </font>  ]]></body><back>
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