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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/artensai.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>HERBIVORIA E ANATOMIA FOLIAR EM PLANTAS TROPICAIS BRASILEIRAS</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Priscila Gomes Corr&ecirc;a    <br>   Rejane Magalh&atilde;es de Mendon&ccedil;a Pimentel    <br>   Jarcilene Silva de Almeida Cortez    <br>   Haroudo Satiro Xavier</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os insetos s&atilde;o os principais consumidores da produ&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria terrestre, constituindo cerca de 80% da vida animal e, aproximadamente,    um ter&ccedil;o de todas as esp&eacute;cies conhecidas (1). Apresentam h&aacute;bito    herb&iacute;voro, ao menos em uma fase do seu ciclo de vida, desempenhando um    importante papel ecol&oacute;gico, atuando como predadores, parasitas, polinizadores,    fit&oacute;fagos, entre outros (2). S&atilde;o indicadores de impacto ambiental    e influenciam os efeitos da fragmenta&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o,    por responderem rapidamente &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es da qualidade    e quantidade dos recursos dispon&iacute;veis, e alterar as rela&ccedil;&otilde;es    com os inimigos naturais (3).</font></p>     <p><font size="3"> No entanto, as plantas n&atilde;o s&atilde;o passivas &agrave;s    inj&uacute;rias causadas por agentes bi&oacute;ticos e n&atilde;o-bi&oacute;ticos    e desenvolveram mecanismos de resposta (4;5). As defesas s&atilde;o classificadas    em defesas qu&iacute;micas, incluindo diversas subst&acirc;ncias t&oacute;xicas,    repelentes ou que dificultam a digestibilidade do tecido vegetal pelo animal;    e defesas f&iacute;sicas, relacionadas &agrave; superf&iacute;cie foliar, especialmente    os tricomas e a cut&iacute;cula (6;7).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> Caracter&iacute;sticas estruturais foliares influenciam a distribui&ccedil;&atilde;o    e o ataque dos fit&oacute;fagos (8). O conhecimento dessas caracter&iacute;sticas    estruturais favorece a compreens&atilde;o: das rela&ccedil;&otilde;es interespec&iacute;ficas,    da prefer&ecirc;ncia de fit&oacute;fagos por determinadas esp&eacute;cies e    defini&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis padr&otilde;es anat&ocirc;micos    determinantes dos n&iacute;veis de herbivoria na planta.</font></p>     <p><font size="3"> Este artigo &eacute; uma revis&atilde;o de literatura acerca    das estrat&eacute;gias foliares desenvolvidas pelas plantas capazes de minimizar    a susceptibilidade &agrave; preda&ccedil;&atilde;o por insetos herb&iacute;voros.</font></p>     <p><font size="3"><b>INTERA&Ccedil;&Atilde;O PLANTA-ANIMAL</b> Rela&ccedil;&otilde;es    entre predador-presa, herb&iacute;voro-planta e parasita-hospedeiro s&atilde;o    fundamentais na distribui&ccedil;&atilde;o e na abund&acirc;ncia das esp&eacute;cies,    atrav&eacute;s do tempo e do espa&ccedil;o e adapta&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis    pela diversidade (2). As intera&ccedil;&otilde;es plantas-herb&iacute;voros    t&ecirc;m profundas implica&ccedil;&otilde;es, para a ecologia e os processos    evolutivos (2;6) e influenciam, de modo significativo, a sucess&atilde;o ecol&oacute;gica    (9;10), por provocarem numerosos efeitos negativos no crescimento e capacidade    reprodutiva das plantas, reduzindo sua habilidade competitiva (11;12). A fragmenta&ccedil;&atilde;o    da vegeta&ccedil;&atilde;o favorece o estabelecimento de esp&eacute;cies mais    suscept&iacute;veis a herbivoria e a redu&ccedil;&atilde;o ou desaparecimento    dos inimigos naturais dos fit&oacute;fagos, induzindo um aumento desordenado    das popula&ccedil;&otilde;es dos fit&oacute;fagos, e uma maior press&atilde;o    sobre as plantas (13;14;15;16).</font></p>     <p><font size="3"> Varia&ccedil;&otilde;es na luminosidade e sazonalidade, associadas    &agrave; idade e altura da inser&ccedil;&atilde;o da folha na copa da planta,    presen&ccedil;a de tricomas, cut&iacute;cula espessada, escler&ecirc;nquima,    maior dureza da folha devido a espessura foliar, da epiderme e do par&ecirc;nquima    pali&ccedil;&aacute;dico, e metab&oacute;litos secund&aacute;rios influenciam    as taxas de herbivoria foliar (12;13;14;17;18). A queda na produ&ccedil;&atilde;o    de biomassa &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da perda progressiva do tecido    fotossint&eacute;tico para o herb&iacute;voro, reduzindo a longevidade da folha    (11;16).</font></p>     <p><font size="3"> No Brasil, estudos que abordam a herbivoria em ambientes naturais    ainda s&atilde;o escassos. Pesquisas no cerrado mostram que, al&eacute;m da    a&ccedil;&atilde;o humana, a desfolha provocada pelos herb&iacute;voros determina    a densidade das esp&eacute;cies vegetais (19). Herb&iacute;voros, predadores    e dispersores, atuam como press&atilde;o seletiva influenciando a periodicidade    das fenofases (&eacute;pocas de crescimento vegetativo, como por exemplo a produ&ccedil;&atilde;o    de novas folhas e; reprodu&ccedil;&atilde;o, como per&iacute;odo de produ&ccedil;&atilde;o    de bot&otilde;es, flores, frutos) das esp&eacute;cies (20). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a17img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>MECANISMOS DE DEFESA</b> Herb&iacute;voros normalmente selecionam    as plantas segundo seu conte&uacute;do nutricional. Folhas e flores jovens s&atilde;o    freq&uuml;entemente preferidas, devido ao elevado conte&uacute;do de celulose    (16).</font></p>     <p><font size="3"> As plantas exibem uma variedade de estrat&eacute;gias e modifica&ccedil;&otilde;es    a fim de reduzir a perda de tecido fotossint&eacute;tico pelos herb&iacute;voros    (6;12;15;16). As defesas podem ser constitutivas, quando a planta expressa resist&ecirc;ncia    de forma cont&iacute;nua sem depender da a&ccedil;&atilde;o de herb&iacute;voros,    ou induzidas, quando a resist&ecirc;ncia se expressa somente ap&oacute;s a inj&uacute;ria,    em alguns minutos, horas ou decorrido uma esta&ccedil;&atilde;o de crescimento    (7;21;22).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> As defesas f&iacute;sicas (13) ou morfol&oacute;gicas as quais    atuam negativamente sobre o inseto (15;16) podem ser dep&oacute;sitos cuticulares,    epiderme espessada, abund&acirc;ncia de cristais, tricomas, fibras na folha.    As defesas qu&iacute;micas, que s&atilde;o metab&oacute;litos t&oacute;xicos    e/ou repelentes, atuam minimizando o dano e reduzindo a palatabilidade (6;8;13;23).    </font></p>     <p><font size="3"><b>CUT&Iacute;CULA E EPIDERME</b> A epiderme foliar &eacute;    coberta por cut&iacute;cula lip&iacute;dica (2), a qual forma uma barreira mec&acirc;nica    contra a penetra&ccedil;&atilde;o de fungos e a a&ccedil;&atilde;o de insetos    herb&iacute;voros (24), sendo a principal defesa f&iacute;sica contra estresse    bi&oacute;tico e abi&oacute;tico. A superf&iacute;cie lisa dificulta a fixa&ccedil;&atilde;o    e a penetra&ccedil;&atilde;o dos insetos em tecidos vitais, como o par&ecirc;nquima    clorofiliano (2;5); uma cut&iacute;cula mais espessa tamb&eacute;m dificulta    a penetra&ccedil;&atilde;o na folha (5;8;16). A dureza da folha implica em paredes    espessadas e/ou feixes de fibras, lignificadas ou n&atilde;o (8;15). Uma epiderme    com textura r&iacute;gida, por deposi&ccedil;&atilde;o de s&iacute;lica e/ou    lignina, &eacute; uma barreira mec&acirc;nica que reduz a oviposi&ccedil;&atilde;o    por alguns insetos (5). A cut&iacute;cula e a epiderme protegem o mes&oacute;filo    contra a perda de &aacute;gua e os efeitos nocivos dos raios UV (25).</font></p>     <p><font size="3"> <b>AP&Ecirc;NDICES EPID&Eacute;RMICOS</b> Algumas folhas t&ecirc;m    tricomas com formas variadas: unicelulares ou multicelulares, glandulares ou    n&atilde;o-glandulares, retos, em espiral ou em gancho, tortuosos, simples,    peltados ou estrelados, variando em forma e densidade nos diferentes &oacute;rg&atilde;os    da planta. Alguns desenvolvem espessas paredes secund&aacute;rias, algumas vezes    impregnadas com s&iacute;lica e carbonato de c&aacute;lcio. Os glandulares acumulam    &aacute;cidos, terpenos, gomas e/ou taninos. O contato dos insetos com essas    subst&acirc;ncias promove repel&ecirc;ncia, imobilidade dos membros ou, ainda,    toxidez, podendo matar o animal (26).</font></p>     <p><font size="3"> Tricomas s&atilde;o adapta&ccedil;&otilde;es vantajosas para    plantas de ambientes secos, com muita luz ou vento, podendo reduzir a perda    de &aacute;gua por transpira&ccedil;&atilde;o (16;25;26;27). Afetam a oviposi&ccedil;&atilde;o,    liberando subst&acirc;ncias &aacute;cidas ou apresentam formas celulares que    dificultam a locomo&ccedil;&atilde;o sobre a superf&iacute;cie foliar; funcionam    como obst&aacute;culo, considerando a densidade, forma e tamanho. Algumas plantas    exibem uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a densidade de tricomas e    as respostas alimentares, indicando uma barreira f&iacute;sica (26;28). Podem    ser repelentes pelo odor ou sabor por apresentarem terpenos, fen&oacute;is ou    alcal&oacute;ides (6;7;8;15;28).</font></p>     <p><font size="3"><b>MES&Oacute;FILO</b> Altera&ccedil;&otilde;es na anatomia    foliar agem diretamente sobre os fit&oacute;fagos (2;4;8); o n&uacute;mero de    camadas do mes&oacute;filo contribui para a espessura foliar e o desenvolvimento    de escler&ecirc;nquima, al&eacute;m de hipoderme com c&eacute;lulas de parede    espessada, lignificada ou n&atilde;o, confere maior dureza &agrave; folha (2;8;28).</font></p>     <p><font size="3"> Cristais de oxalato de c&aacute;lcio no mes&oacute;filo, em    mais de 215 fam&iacute;lias de angiospermas (29;30;31), s&atilde;o importantes    contra a herbivoria, por sua propriedade irritante (30). Folhas de esp&eacute;cies    expostas &agrave; herbivoria t&ecirc;m maior densidade de cristais, comparadas    com as n&atilde;o atacadas (32).</font></p>     <p><font size="3"> Drusas (pequenos cristais, livremente agregados em grupos mais    ou menos esf&eacute;ricos) em tecidos sub-epid&eacute;rmicos foliares s&atilde;o    uma estrat&eacute;gia de adapta&ccedil;&atilde;o estrutural relacionada ao ambiente    em esp&eacute;cies de Melastomataceae (33); elas ampliam o aproveitamento da    luz em plantas de locais sombreados (31;32). </font></p>     <p><font size="3"><b>DEFESA QU&Iacute;MICA</b> Plantas ricas em metab&oacute;litos    secund&aacute;rios garantem vantagens para a sobreviv&ecirc;ncia (34). Estes    metab&oacute;litos s&atilde;o classificados quanto &agrave; estrutura qu&iacute;mica:    nitrogenados (alcal&oacute;ides, amino&aacute;cidos n&atilde;o-prot&eacute;icos    e glicos&iacute;deos cianog&ecirc;nicos), terpen&oacute;ides (&oacute;leos essenciais,    triterpenos, saponinas e glicos&iacute;deos cardioativos) e fen&oacute;licos    (ligninas, flavon&oacute;ides e taninos) (7;34;35).</font></p>     <p><font size="3"> Durante muito tempo, os metab&oacute;litos secund&aacute;rios    foram considerados produtos de excre&ccedil;&atilde;o do vegetal, sem fun&ccedil;&atilde;o    definida; alguns auxiliam no ajuste das plantas ao meio (7;16;34). A co-evolu&ccedil;&atilde;o    das plantas, insetos, microrganismos e mam&iacute;feros conduz &agrave; s&iacute;ntese    desses metab&oacute;litos como defesa ou atra&ccedil;&atilde;o (36). Estima-se    que o n&uacute;mero desses compostos ultrapasse 400 mil, majoritariamente nitrogenados,    terpen&oacute;ides e fen&oacute;licos; podem ser encontrados em v&aacute;rias    partes da planta e as concentra&ccedil;&otilde;es variam com a idade (5;7;36).    A produ&ccedil;&atilde;o deve estar relacionada, ao menos parcialmente, com    a imobilidade das plantas, visto que n&atilde;o podem escapar das press&otilde;es    ambientais pelo movimento; suas &uacute;nicas defesas s&atilde;o estruturais    e a produ&ccedil;&atilde;o e/ou acumula&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias    (2;7;16). Alcal&oacute;ides, terpen&oacute;ides e glicos&iacute;deos facilitam    ou dificultam a prefer&ecirc;ncia alimentar por formigas (36;37).</font></p>     <p><font size="3"> Em muitas plantas, os compostos qu&iacute;micos reduzem a disponibilidade    de prote&iacute;nas para herb&iacute;voros; carvalhos e outras plantas armazenam    tanino em vac&uacute;olos nas folhas. Este composto se liga &agrave;s prote&iacute;nas    e inibe a digest&atilde;o, retardando o crescimento de lagartas e outros herb&iacute;voros.    Insetos que se alimentam de plantas ricas em tanino podem reduzir os efeitos    inibit&oacute;rios deste, pela produ&ccedil;&atilde;o de surfactantes semelhantes    a detergentes, em seus fluidos intestinais. Muitos desses compostos interferem    em vias metab&oacute;licas espec&iacute;ficas ou em processos fisiol&oacute;gicos    dos herb&iacute;voros (7;36).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> &Eacute; evidente a influ&ecirc;ncia dos caracteres estruturais    e qu&iacute;micos na associa&ccedil;&atilde;o planta-inseto herb&iacute;voro.    Apesar das varia&ccedil;&otilde;es intr&iacute;nsecas &agrave;s esp&eacute;cies    vegetais, esses caracteres s&atilde;o eficientes no comportamento e distribui&ccedil;&atilde;o    de fit&oacute;fagos nas folhas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Priscila Gomes Corr&ecirc;a</b> &eacute; bi&oacute;loga    e mestre em bot&acirc;nica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).    <br>   <b>Jarcilene Silva de Almeida Cortez</b> &eacute; professora doutora e pesquisadora    do Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Departamento de Bot&acirc;nica    da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).    <br>   <b>Haroudo Satiro Xavier</b> &eacute; professor doutor e pesquisador do Centro    de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Departamento de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas    da UFPE.    <br>   <b>Rejane Magalh&atilde;es de Mendon&ccedil;a Pimentel</b> &eacute; professora    doutora em bot&acirc;nica e pesquisadora do Departamento de Biologia-&Aacute;rea    de Bot&acirc;nica da UFRPE.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Thomazini, M.J.; Thomazini, A.P.B.W. "A fragmenta&ccedil;&atilde;o    florestal e a diversidade de insetos nas florestas tropicais &uacute;midas".    Embrapa Acre, (<i>Embrapa Acre. Documentos</i>, 57), Rio Branco. 21pp. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 2. Edwards, P.J.; Wratten, S.D. <i>Ecologia das intera&ccedil;&otilde;es    entre insetos e plantas</i>. Fonseca VLI (Trad.) EPU, S&atilde;o Paulo. 71 pp.    1981.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 3. Ehrlich, P.R.; Murphy, D.D.; Singer, M.C.; Sherwood, C.B.;    White, R.R.; Brown, I.L. "Extinction, reduction, stability and increase:    the response of checkerspot butterflies to the California drought". <i>Oecologia    46</i>: 101-105. 1980.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 4. Pinheiro, M.M.; Sandroni, M.; Lummerzheim, M.; Oliveira    D.E. "A defesa das plantas contra as doen&ccedil;as". <i>Ci&ecirc;ncia    Hoje 147</i>: 1 11. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 5. Lara, F.M. <i>Princ&iacute;pios de resist&ecirc;ncia de    plantas a insetos</i>. 2 ed. &Iacute;cone, S&atilde;o Paulo. 331 pp. 1991.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 6. Melo, M.O.; Silva-Filho, M.C. "Plant-insect interaction:    an evolutionary arms race between two distinct defense mechanisms". <i>Brazilian    Journal of Plant Physiology 14</i>: 71 81. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 7. Harbone, J.B. <i>Introduction to ecological biochemistry</i>.    4ª ed. Academic Press, London. 318 pp. 1988.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 8. Peeters, P.J. "Correlations between leaf structural    traits and the densities of herbivorous insects guilds". <i>Biological    Journal of the Linnean Society 77</i>: 43 65. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 9. Pais, M.P. "Artr&oacute;podos e suas rela&ccedil;&otilde;es    de herbivoria como bioindicadores nos primeiros est&aacute;gios de uma recomposi&ccedil;&atilde;o    florestal estacional semidecidual em Ribeir&atilde;o Preto, SP". Tese    de doutorado em ci&ecirc;ncias da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras    de Ribeir&atilde;o Preto da USP, S&atilde;o Paulo. 115pp. 2003.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 10. Lowman, M.D. "Temporal and spatial variability in    insect grazing of the canopies of five Australian rainforest tree species".    <i>Australian Journal of Ecology 10</i>: 7 24. 1985.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 11. Sargers, C.L.; Coley, P.D. "Benefits and costs of    plant defense in a neotropical shrub". <i>Ecology 76</i>: 1835 1843. 1995.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 12. Coley, P.D.; Barone, J.A. "Herbivory and plant defenses    in tropical forests". <i>Annual Review of Ecology and Systematics 27</i>:    305 335. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 13. Lucas, P.W.; Turner, I.M.; Dominy, N.J.; Yamashita, N.    "Mechanical defences to herbivory". <i>Annals of Botany 86</i>:    913 920. 2000</font><!-- ref --><p><font size="3"> 14. Wylie, R.B. "Principles of foliar organization shown    by sun-shade leaves, from ten species of deciduous dicotyledonous trees".    <i>American Journal of Botany 38</i>: 355 361. 1951.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 15. Fernandes, G.W. "Plant mechanical defenses against    insect herbivory". <i>Revista Brasileira de Entomologia 38</i>: 421 433.    1994.</font><!-- ref --><p><font size="3"> 16. Almeida Cortez, J. "Herbivoria e mecanismos de defesa    vegetal". <i>In:</i> Nogueira, R.J.M.C; Ara&uacute;jo, E.L.; Willadino    LG, Cavalcante UMT (Org.). <i>Estresses ambientais: danos e benef&iacute;cios    em plantas</i>. 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