<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252008000300018</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[TV chega aos meios de transportes em busca de novos públicos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mezzacappa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marina]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<volume>60</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>58</fpage>
<lpage>59</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252008000300018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252008000300018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252008000300018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></P>     <P><font size="4"><b>T<small>V CHEGA AOS MEIOS DE TRANSPORTE EM BUSCA DE NOVOS    P&Uacute;BLICOS</small></b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Foi-se o tempo em que assistir televis&atilde;o era atividade    restrita aos momentos de lazer e descanso na tranq&uuml;ilidade do lar. Hoje,    as TVs est&atilde;o por toda parte: no sagu&atilde;o dos aeroportos, na sala    de espera do consult&oacute;rio m&eacute;dico e at&eacute; no celular. Na era    da imagem, os aparelhos de televis&atilde;o ampliaram literalmente sua circula&ccedil;&atilde;o:    j&aacute; est&atilde;o presentes at&eacute; nos transportes p&uacute;blicos.    </font></P>     <p><font size="3">"As novas m&iacute;dias buscam alcan&ccedil;ar o consumidor    onde quer que ele esteja", aponta Val&eacute;rio Cruz Brittos, professor    de ci&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade do Vale do Rio    dos Sinos (Unisinos). "Essas iniciativas acompanham o movimento geral do    desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico da &aacute;rea da informa&ccedil;&atilde;o    e das comunica&ccedil;&otilde;es", completa Othon Jambeiro, professor do    Instituto de Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal    da Bahia (UFBA).</font></P>     <p><font size="3">A tend&ecirc;ncia mundial de TVs com conte&uacute;dos espec&iacute;ficos    em locais p&uacute;blicos foi percebida pela produtora Esta&ccedil;&atilde;o    8 como uma oportunidade de trazer ao Brasil um produto midi&aacute;tico novo.    Segundo Rosa Jonas, produtora executiva da TvTrem, a empresa come&ccedil;ou    a pesquisar informa&ccedil;&otilde;es e cases na Espanha e na Cor&eacute;ia    do Sul em 2005. "Nesses pa&iacute;ses, a m&iacute;dia em transportes p&uacute;blicos    funciona h&aacute; anos e com muito sucesso", conta. </font></P>     <p><font size="3">Desde outubro de 2007, os passageiros da Companhia Paulista    de Trens Metropolitanos (CPTM) que usam a linha que liga Osasco ao Graja&uacute;,    em S&atilde;o Paulo, podem conferir a programa&ccedil;&atilde;o da TvTrem enquanto    esperam nas plataformas para embarcar. TVs de LCD (monitores de cristal l&iacute;quido)    de 32 polegadas veiculam diferentes programa&ccedil;&otilde;es, videoclipes,    trailers com lan&ccedil;amentos dos cinemas, not&iacute;cias em tempo real do    Portal Terra, boletins da Companhia de Engenharia de Tr&aacute;fego (CET) e    do Climatempo. "Nossa grade est&aacute; apta a ter, no m&aacute;ximo, 40%    de comerciais e 60% de conte&uacute;do jornal&iacute;stico", explica Jonas.</font></P>     <p><font size="3">No Brasil, a cidade de S&atilde;o Paulo &eacute; o grande &iacute;cone    da tend&ecirc;ncia de apropria&ccedil;&atilde;o dos meios de transporte como    espa&ccedil;os de divulga&ccedil;&atilde;o televisiva. &Eacute; poss&iacute;vel    encontrar televisores tamb&eacute;m em &ocirc;nibus, no metr&ocirc; e at&eacute;    em t&aacute;xis. &Eacute; o caso da TV Taximania, que opera desde outubro do    ano passado. Ao todo, 100 taxistas que trabalham em pontos da regi&atilde;o    da Faria Lima, Itaim Bibi e Vila Ol&iacute;mpia disponibilizam aos seus passageiros    esse produto. At&eacute; o final do ano, esse n&uacute;mero deve quintuplicar.    "Escolhemos essa regi&atilde;o para implantar a TV devido ao p&uacute;blico    circulante, composto por grandes empres&aacute;rios e formadores de opini&atilde;o",    revela M&aacute;rcio Costa e Silva, supervisor operacional da Taximania.</font></P>     <p><font size="3"><b>PROGRAMA&Ccedil;&Atilde;O</b> Cada carro recebe um monitor    de LCD de nove polegadas, acoplado ao encosto traseiro do banco do passageiro,    que pode ser desligado pelo motorista em caso de desinteresse do cliente. "A    aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; muito boa. De cada dez passageiros, apenas    dois solicitam que o monitor seja desligado", enfatiza Silva. A programa&ccedil;&atilde;o    de meia hora &eacute; renovada a cada 15 ou 30 dias e traz reportagens de quatro    minutos intercaladas com intervalos comerciais de 45 segundos. "O tempo    da programa&ccedil;&atilde;o foi determinado a partir da m&eacute;dia de dura&ccedil;&atilde;o    das corridas do t&aacute;xi", explica o supervisor do projeto. O conte&uacute;do    inclui assuntos como cultura, lazer, turismo, esporte, sa&uacute;de, beleza,    humor e cidadania, tem&aacute;ticas compartilhadas pelas demais TVs presentes    no transporte da cidade. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a18img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A linha editorial da BusTV, por exemplo, prioriza as not&iacute;cias    positivas. "O tema criminalidade &eacute; evitado, porque queremos garantir    o bem-estar do usu&aacute;rio do &ocirc;nibus", diz Jo&atilde;o Coragem,    diretor de expans&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o da empresa. A BusTV foi    uma das pioneiras na cidade. Lan&ccedil;ada em mar&ccedil;o de 2007, ap&oacute;s    fazer sucesso em Portugal, onde foi criada em 2005, conta hoje com duas TVs    instaladas em cada um dos 266 &ocirc;nibus que abrange. Desde mar&ccedil;o deste    ano, a empresa opera tamb&eacute;m no Rio de Janeiro (com 113 &ocirc;nibus)    e tem franquias em Bras&iacute;lia e Salvador. "J&aacute; as opera&ccedil;&otilde;es    em Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre estavam previstas para come&ccedil;ar    em junho e, na Col&ocirc;mbia, ainda no terceiro trimestre deste ano".    "Estamos negociando 25 novas pra&ccedil;as no Brasil", contabiliza    Coragem.</font></P>     <p><font size="3">A programa&ccedil;&atilde;o tem dura&ccedil;&atilde;o de cerca    de uma hora e meia, &eacute; atualizada diariamente e conta com programas de    tr&ecirc;s a quatro minutos. "H&aacute; um tronco de programa&ccedil;&atilde;o    geral, mas cada pra&ccedil;a tem um percentual de programa&ccedil;&atilde;o    local", explica o diretor. Parceiros, como as ONGs SOS Mata Atl&acirc;ntica    e Greenpeace, t&ecirc;m espa&ccedil;o garantido, bem como informes da prefeitura,    que tem direito a 10% do tempo, de acordo com a Portaria n.º 79/07. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n3/a18img02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>NOVAS ESTRAT&Eacute;GIAS</b> &Eacute;, justamente, em rela&ccedil;&atilde;o    ao conte&uacute;do que essas novas m&iacute;dias encontram os maiores desafios.    "Em um momento em que a programa&ccedil;&atilde;o da TV aberta est&aacute;    t&atilde;o carente de intelig&ecirc;ncia, essas experi&ecirc;ncias poderiam    crescer e contribuir para inova&ccedil;&otilde;es de linguagem, enriquecendo    o repert&oacute;rio das pessoas, e n&atilde;o simplesmente despejando programa&ccedil;&atilde;o",    avalia Esther Imp&eacute;rio Hamburger, antrop&oacute;loga e professora do Departamento    de Cinema, R&aacute;dio e TV da Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes    da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). </font></P>     <p><font size="3">"Ver TV em casa, em repouso, &eacute; diferente de ver    TV <i>en passant</i>, sem garantia de acompanhar in&iacute;cio, meio e fim dos    programas usuais", salienta Othon Jambeiro, da UFBA. Por isso, o conte&uacute;do    desses novos suportes de divulga&ccedil;&atilde;o precisa estar em harmonia    com os padr&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o e de interesse do telespectador    no lugar em que se encontra, algo que n&atilde;o tem ocorrido, afirmam os especialistas.    Na opini&atilde;o de Val&eacute;rio Brittos, a tarefa de reflex&atilde;o sobre    novos conte&uacute;dos n&atilde;o cabe apenas aos produtores das TVs, mas tamb&eacute;m    &agrave;s universidades. </font></P>     <p><font size="3">Al&eacute;m do conte&uacute;do, outros aspectos das transmiss&otilde;es    em espa&ccedil;os p&uacute;blicos costumam ser alvo de cr&iacute;ticas, por    exemplo, como o som produzido pela TV. "Trabalhar com a mensagem apenas    na imagem &eacute; um grande desafio", enfatiza Renato Levi Pahim, professor    de telejornalismo da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica (PUC) de    S&atilde;o Paulo e coordenador da rede interna de TV. Pensando nisso, a TVO,    presente em 410 &ocirc;nibus, e a TV Minuto, dispon&iacute;vel nas linhas do    metr&ocirc;, ambos na capital paulista, j&aacute; optaram por programa&ccedil;&otilde;es    exclusivamente visuais. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>APROVA&Ccedil;&Atilde;O</b> De maneira geral, pesquisas conduzidas    pelas empresas de TVs no transporte p&uacute;blico indicam boa aceita&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o. &Iacute;ndices de aprova&ccedil;&atilde;o da TvTrem    s&atilde;o superiores a 90%, mesmo valor obtido pela BusTV. Parte dessa boa    avalia&ccedil;&atilde;o, acredita Jo&atilde;o Coragem, &eacute; fruto da alegria    da popula&ccedil;&atilde;o, bem como sua abertura para novidades e para a tecnologia.    "No Brasil, temos a melhor aceita&ccedil;&atilde;o e a rea&ccedil;&atilde;o    mais efusiva. Nosso produto gera uma sensa&ccedil;&atilde;o de menor tempo gasto    no transporte", diz. Frente aos cont&iacute;nuos recordes de engarrafamentos    registrados nas grandes metr&oacute;poles, parece que a TV continuar&aacute;    conquistando o p&uacute;blico. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Marina Mezzacappa</i></font></P>      ]]></body>
</article>
