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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A presença do invisível na vida cotidiana e ritual dos povos indígenas do Oiapoque: o contexto de uma exposição]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60n4/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>A PRESEN&Ccedil;A DO INVIS&Iacute;VEL NA VIDA COTIDIANA E    RITUAL DOS POVOS IND&Iacute;GENAS DO OIAPOQUE: O CONTEXTO DE UMA EXPOSI&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Lux Vidal</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>"As exposi&ccedil;&otilde;es constituem    poderosos instrumentos de comunica&ccedil;&atilde;o. As pessoas visitam exposi&ccedil;&otilde;es    para aprender, se divertir, para se inspirar e sonhar ou ainda porque julgam    que os museus possuem algo a oferecer que n&atilde;o pode ser encontrado em    nenhum outro lugar".</I>    <br>   Lucia Hussak van Velthem (1)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>OS POVOS IND&Iacute;GENAS DO OIAPOQUE, PROTAGONISTAS DESSA    EXPOSI&Ccedil;&Atilde;O</b> Os povos ind&iacute;genas do extremo norte do Amap&aacute;,    habitantes da bacia do rio Ua&ccedil;&aacute; e do baixo curso do rio Oiapoque    &#150; Karipuna, Palikur, Galibi&#45;Marworno e Galibi&#45;Kali'na &#150; s&atilde;o o resultado    de v&aacute;rias migra&ccedil;&otilde;es e fus&otilde;es antigas e mais recentes.    S&atilde;o portadores de tradi&ccedil;&otilde;es culturais heterog&ecirc;neas,    hist&oacute;rias de contato e trajet&oacute;rias diferenciadas, assim como suas    l&iacute;nguas e religi&otilde;es. </font></p>     <p><font size="3">Mesmo assim esses povos t&ecirc;m conseguido conviver e construir,    ao longo do tempo, um espa&ccedil;o de interlocu&ccedil;&atilde;o, especialmente    hoje, pelo vi&eacute;s das Assembl&eacute;ias Gerais e da Associa&ccedil;&atilde;o    dos Povos Ind&iacute;genas do Oiapoque, que congrega as quatro etnias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os quatro povos somam uma popula&ccedil;&atilde;o de 5 mil &iacute;ndios    distribu&iacute;dos em in&uacute;meras aldeias e localidades, nas Terras Ind&iacute;genas    Ua&ccedil;&aacute;, Galibi e Jumin&atilde;. Estas terras ind&iacute;genas, demarcadas    e homologadas, configuram uma grande &aacute;rea cont&iacute;nua, cortada a    oeste pela BR&#45;156, que liga Macap&aacute; a Oiapoque , no estado do Amap&aacute;.</font></p>     <p><font size="3">A paisagem t&iacute;pica da regi&atilde;o &eacute; de savana    alagada, banhada por tr&ecirc;s grandes rios, o Ua&ccedil;&aacute;, o Urucau&aacute;    e o Curipi, al&eacute;m de in&uacute;meros afluentes, lagos e igarap&eacute;s.    O rio Oiapoque delimita a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.</font></p>     <p><font size="3">A oeste da Terra Ind&iacute;gena, uma rica cobertura de floresta    tropical que vai ao encontro das montanhas de Tumucumaque; a leste, o rio Cassipor&eacute;,    o Cabo Orange e o oceano Atl&acirc;ntico. Muitas aves, das mais diversas esp&eacute;cies,    povoam a regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Entre os rios, destacam&#45;se algumas eleva&ccedil;&otilde;es como    as montanhas Cajari, Tipok e Carupina, refer&ecirc;ncias f&iacute;sica e cosmol&oacute;gica    para os habitantes da regi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">As aldeias e as ro&ccedil;as ocupam diferentes ilhas, <I>zil&eacute;</I>    em pato&aacute;, ou tesos, em portugu&ecirc;s da regi&atilde;o. A alimenta&ccedil;&atilde;o    &eacute; basicamente constitu&iacute;da de farinha de mandioca e uma grande    variedade de peixes.</font></p>     <p><font size="3">Segundo as narrativas ind&iacute;genas, toda essa paisagem &eacute;    habitada por seres humanos, animais e vegetais e seres do "outro mundo",    em cont&iacute;nuo processo de negocia&ccedil;&atilde;o e metamorfose, especialmente    pela intermedia&ccedil;&atilde;o dos paj&eacute;s, que entram em contato com    os <I>karu&atilde;na</I> dos bichos e encantados, praticam as curas e realizam    o ritual ind&iacute;gena do Tur&eacute;. </font></p>     <p><font size="3">Um mundo predominantemente aqu&aacute;tico, cuja cosmologia    privilegia os seres sobrenaturais que habitam o fundo das &aacute;guas. Regi&atilde;o    que antigos viajantes cart&oacute;grafos denominavam o <I>pays sous l'eau</I>,    <I>pe&iacute; &atilde;ba dji lo</I>, em pato&aacute;.</font></p>     <p><font size="3">Poliglota, boa parte da popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena    do Oiapoque se comunica em v&aacute;rios idiomas: portugu&ecirc;s e pato&aacute;    ou <I>kheoul</I> (l&iacute;ngua franca regional e idioma nativo dos Karipuna    e Galibi&#45;Marworno); os Palikur e Galibi&#45;Kali'na falam suas respectivas l&iacute;nguas,    nas aldeias. Alguns &iacute;ndios tamb&eacute;m sabem se comunicar em franc&ecirc;s.</font></p>     <p><font size="3">Apesar das diferen&ccedil;as, prevalece uma vis&iacute;vel semelhan&ccedil;a    e solidariedade entre esses povos por compartilhar um mesmo territ&oacute;rio,    vivenciar uma situa&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica comum, por manter e    reativar rela&ccedil;&otilde;es de parentesco e ajuda m&uacute;tua, assim como    lutar unidos pela terra, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, infra&#45;estrutura,    trabalho e recursos. E, especialmente, por compartilhar uma cosmologia espec&iacute;fica,    ind&iacute;gena, Carib, Aruak, Tupi, mas tamb&eacute;m crist&atilde;, um aspecto    marcante, mas pouco reconhecido at&eacute; recentemente, algo que os pr&oacute;prios    &iacute;ndios da regi&atilde;o definem como "nosso sistema".</font></p>     <p><font size="3">Na exposi&ccedil;&atilde;o "A presen&ccedil;a do invis&iacute;vel    &#150; vida cotidiana e ritual entre os povos ind&iacute;genas do Oiapoque",    inaugurada em maio de 2007 no Museu do &Iacute;ndio, Rio de Janeiro, ressaltou&#45;se    os aspectos de origem ind&iacute;gena, pelo desejo dos pr&oacute;prios &iacute;ndios    e pela consci&ecirc;ncia que hoje possuem do valor de um patrim&ocirc;nio cultural    tradicional historicamente constru&iacute;do, espec&iacute;fico, apesar de heterog&ecirc;neo    e que poderia, se n&atilde;o renovado e fortalecido, vir a desaparecer.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">V&aacute;rios projetos de resgate e fortalecimento cultural,    nestes &uacute;ltimos anos, desenvolvidos pela Associa&ccedil;&atilde;o dos    Povos Ind&iacute;genas do Oiapoque junto aos mestres&#45;artes&atilde;os e artes&atilde;s,    nas suas respectivas aldeias, t&ecirc;m incentivado essa valoriza&ccedil;&atilde;o    cultural, especialmente frente aos n&atilde;o&#45;&iacute;ndios, que muitas vezes    consideram os povos ind&iacute;genas do Oiapoque como "muito aculturados",    sem a oportunidade de conhecer sua rica cosmologia, seus saberes sobre o meio    ambiente e sua bela produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e est&eacute;tica.</font></p>     <p><font size="3"><b>O MUSEU KUAHI</b> Em 1998, os povos ind&iacute;genas da regi&atilde;o    propuseram ao governo do Amap&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um museu na    cidade de Oiapoque, cuja destina&ccedil;&atilde;o seria reunir os artefatos,    saberes e conhecimentos ind&iacute;genas, devidamente documentados. Um museu    regional, mantido pelo estado do Amap&aacute;, mas cuja gest&atilde;o caberia    aos &iacute;ndios, devidamente capacitados. Um museu para dar visibilidade e    dignidade &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es culturais ind&iacute;genas e,    essencialmente, um centro de preserva&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria, de    documenta&ccedil;&atilde;o e de pesquisa para os &iacute;ndios, cada vez mais    interessados em gerir seu pr&oacute;prio patrim&ocirc;nio cultural.</font></p>     <p><font size="3">Atrav&eacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o no Museu do &Iacute;ndio,    que mostra aspectos importantes da vida cotidiana e ritual dos povos do Baixo    Oiapoque, especialmente pelas transposi&ccedil;&otilde;es materiais, musicais    e gr&aacute;ficas de uma cosmologia rica e complexa, os &iacute;ndios esperam    tamb&eacute;m apoio &agrave;s atividades do Museu dos Povos Ind&iacute;genas    do Oiapoque &#150; Kuahi. <I>Kuahi</I> &eacute; o nome de um pequeno peixe, pacuzinho,    e de um padr&atilde;o gr&aacute;fico geom&eacute;trico, em forma de losango,    motivo decorativo predileto, aplicado em in&uacute;meros objetos.</font></p>     <p><font size="3"><b>A EXPOSI&Ccedil;&Atilde;O</b> O conceito geral da exposi&ccedil;&atilde;o    &eacute; apresentar, em duas salas, a cada extremo do espa&ccedil;o museogr&aacute;fico,    duas importantes instala&ccedil;&otilde;es, centros de atividades fundamentais    para os povos ind&iacute;genas. De um lado, o espa&ccedil;o do <I>lakuh</I>    (o p&aacute;tio), onde &eacute; realizado o ritual do Tur&eacute;, e de outro,    a casa, onde se realizam, al&eacute;m das atividades dom&eacute;sticas, a pr&aacute;tica    de curas tradicionais. Os dois espa&ccedil;os est&atilde;o relacionados ao mundo    invis&iacute;vel pela presen&ccedil;a do xam&atilde; ou paj&eacute; e da atividade    xam&acirc;nica ou pajelan&ccedil;a. No <I>lakuh</I>, o espa&ccedil;o mais valorizado    museograficamente, por ser p&uacute;blico, &eacute; realizado o ritual do Tur&eacute;    em homenagem e agradecimento aos <I>karu&atilde;na</I>, esp&iacute;ritos amigos    e auxiliares do xam&atilde;, pelas curas concedidas ao longo do ano aos seus    seguidores e clientes.</font></p>     <p><font size="3">Na casa, aqui uma casa de xam&atilde;, al&eacute;m de toda a    tralha dom&eacute;stica, h&aacute; o espa&ccedil;o reservado &agrave; <I>Tucai</I>,    onde o xam&atilde;, com o aux&iacute;lio de seus <I>karu&atilde;na</I>, realiza    as curas.</font></p>     <p><font size="3">Na casa h&aacute; tamb&eacute;m um altar dom&eacute;stico com    santinhos protetores do lar e tamb&eacute;m das aldeias quando expostos na capela,    ao lado de artefatos ind&iacute;genas e da bandeira do Divino. Acredita&#45;se que    os santos s&atilde;o capazes de conceder curas pela media&ccedil;&atilde;o de    rezas e sopros com ramalhetes de ervas medicinais, ladainhas, &agrave;s vezes    em latim, e festas religiosas em sua homenagem.</font></p>     <p><font size="3">Os espa&ccedil;os entre essas duas instala&ccedil;&otilde;es    mostra os objetos mais significativos, relacionados ao Tur&eacute;, como a sala    dos renomados chap&eacute;us, <I>plumaj</I> em patois, e ornamentos corporais,    as esculturas de aves e bichos, cujos esp&iacute;ritos aparecem no Tur&eacute;,    as marcas e grafismos sempre sonhados pelos xam&atilde;s, as armas de guerra    que aparecem nas narrativas her&oacute;icas, os marac&aacute;s, clarinetes e    instrumentos musicais, cujo som atrai os seres sobrenaturais, e os potes de    cer&acirc;mica para o preparo e consumo da bebida ritual, o caxiri. Cuias gravadas    com marcas, &iacute;cones do mundo da natureza ou desenhos relativos &agrave;    cosmologia e vida cotidiana.</font></p>     <p><font size="3">Uma aten&ccedil;&atilde;o especial foi dada &agrave; astronomia    ind&iacute;gena, destacando a Anaconda celeste e as Pl&ecirc;iades, todas relacionadas    ao ciclo anual das chuvas e &agrave; renova&ccedil;&atilde;o dos seres da natureza,    animais e vegetais, sempre pela media&ccedil;&atilde;o do xam&atilde;. </font></p>     <p><font size="3">H&aacute; uma sala reservada &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o    dos projetos culturais e ambientais sendo desenvolvidos na regi&atilde;o. Tamb&eacute;m    s&atilde;o mostrados os projetos de infraestrutura do estado, a pavimenta&ccedil;&atilde;o    da BR&#45;156 e a constru&ccedil;&atilde;o de uma linha de transmiss&atilde;o de    energia el&eacute;trica e seus impactos sobre as Terras Ind&iacute;genas.</font></p>     <p><font size="3">Uma importante cole&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as dos povos    ind&iacute;genas do Oiapoque foi adquirida pelo Museu do &Iacute;ndio, primeira    cole&ccedil;&atilde;o completa e representativa desses povos. Ao lado dessas    pe&ccedil;as contempor&acirc;neas s&atilde;o expostas pe&ccedil;as mais antigas,    do pr&oacute;prio acervo do Museu do &Iacute;ndio. A aquisi&ccedil;&atilde;o    das pe&ccedil;as &eacute; um est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    art&iacute;stica e possibilita dar visibilidade, em um ambiente museogr&aacute;fico,    &agrave; parte da produ&ccedil;&atilde;o resultante das oficinas dos projetos    de fortalecimento cultural.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A realiza&ccedil;&atilde;o dessa exposi&ccedil;&atilde;o ser&aacute;,    para os &iacute;ndios do Oiapoque, uma oportunidade de divulgar seu modo de    vida e ter&aacute; um car&aacute;ter de experi&ecirc;ncia e aprendizado, tanto    para o gerenciamento do Museu dos Povos Ind&iacute;genas, em Oiapoque, como    para a forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores ind&iacute;genas interessados    em gerir seu pr&oacute;prio patrim&ocirc;nio cultural e ambiental. Promover&aacute;    ainda uma reflex&atilde;o acerca da transmiss&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o    de suas pr&aacute;ticas e conhecimentos.</font></p>     <p><font size="3">Essa exposi&ccedil;&atilde;o, ao expressar diversas dimens&otilde;es    da cultura ind&iacute;gena, &eacute; uma oportunidade de divulgar, fora do estado    do Amap&aacute;, o modo de ser e as express&otilde;es materiais e imateriais    dos povos ind&iacute;genas do Oiapoque, ainda pouco conhecidos em outras regi&otilde;es    do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="3">Na sua inaugura&ccedil;&atilde;o, a exposi&ccedil;&atilde;o    contou com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes ind&iacute;genas,    que tiveram a oportunidade de apresentar o ritual do Tur&eacute; e acompanhar    o processo de organiza&ccedil;&atilde;o de um grande evento, que ter&aacute;    por intuito mostrar a rela&ccedil;&atilde;o muito estreita entre os conhecimentos    do ecossistema, a cosmologia e a mitologia ind&iacute;genas e as produ&ccedil;&otilde;es    art&iacute;sticas e est&eacute;ticas. Tudo o que expressa essa cont&iacute;nua    "artisticidade" na cer&acirc;mica, nos grafismos sonhados pelo xam&atilde;,    nas marcas das cuias, na plum&aacute;ria e ornamenta&ccedil;&atilde;o ritual,    nos instrumentos musicais, nos grandes bancos e mastros esculpidos e na cestaria,    objetos todos utilizados nos rituais, objetos vis&iacute;veis, tang&iacute;veis    de uma realidade que tamb&eacute;m existe em uma outra dimens&atilde;o, no invis&iacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><B>Lux Vidal</B> &eacute; antrop&oacute;loga e pesquisadora    do Departamento de Antropologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) e    secret&aacute;ria do Instituto de Pesquisa e Forma&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o    Ind&iacute;gena (Iepe).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTA BIBLIOGR&Aacute;FICA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Velthem, Lucia Hussak van. Programa de Capacita&ccedil;&atilde;o    Museol&oacute;gica sob a &oacute;tica dos valores culturais ind&iacute;genas.    Capacita&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Mimeo, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045007&pid=S0009-6725200800040001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Andrade, Ugo Maia. "O real que n&atilde;o &eacute; visto:    xamanismo e rela&ccedil;&atilde;o no Baixo Oiapoque (AP)" . Tese de doutorado.    S&atilde;o Paulo: PPGAS &#150; DA &#150; USP, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045012&pid=S0009-6725200800040001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Capiberibe, Artionka. "Os palikur e o cristianismo" . Tese    de mestrado. Campinas, SP: Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH)    da Unicamp, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045014&pid=S0009-6725200800040001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Gallois, Dominique T. (Org.). Redes de rela&ccedil;&otilde;es    nas Guianas. S&atilde;o Paulo: Humanitas: Fapesp, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045016&pid=S0009-6725200800040001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Sztutman, Marcio. "Gest&atilde;o ambiental das TIs" (artigo).    In: Ricardo, Beto e Ricardo, Fani (Editores Gerais). Povos ind&iacute;genas    no Brasil: 2001&#45;2005. S&atilde;o Paulo: Instituto Socioambiental, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045018&pid=S0009-6725200800040001900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Tassinari, Antonella. No bom da festa: o processo de constru&ccedil;&atilde;o    cultural das fam&iacute;lias Karipuna do Amap&aacute;. S&atilde;o Paulo: Edusp,    2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045020&pid=S0009-6725200800040001900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Vidal, Lux. A cobra grande: uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave;    cosmologia dos povos ind&iacute;genas do Ua&ccedil;&aacute; e Baixo Oiapoque    (AP). Publica&ccedil;&atilde;o avulsa do Museu do &Iacute;ndio, vol. 1, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045022&pid=S0009-6725200800040001900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">Zacchi, Marina. "Gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural"    (artigo). In: Ricardo, Beto e Ricardo, Fani (Editores Gerais). Povos ind&iacute;genas    no Brasil: 2001&#45;2005. S&atilde;o Paulo: Instituto Socioambiental, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=045024&pid=S0009-6725200800040001900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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