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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A pesquisa e a formação de recursos humanos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,SBPC GT de Infra-Estrutura de Pesquisa e Formação de Recursos Humanos ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/divers.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="4"><b>A PESQUISA E A FORMA&Ccedil;&Atilde;O DE RECURSOS HUMANOS</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Fernanda A. da Fonseca Sobral</b></i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b>Este trabalho &eacute; resultado    de um estudo promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia    (SBPC) atrav&eacute;s de um grupo de representantes das sociedades cient&iacute;ficas    brasileiras, cuja finalidade consistiu em elaborar um diagn&oacute;stico e propostas    de diretrizes referentes &agrave; infra-estrutura de pesquisa e forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos no pa&iacute;s.</font></P>     <p><font size="3">Em dezembro de 2004, esse grupo de trabalho (intitulado GT de    Infra-Estrutura de Pesquisa e Forma&ccedil;&atilde;o de Recursos Humanos) reuniu-se    pela primeira vez e, juntamente com a presid&ecirc;ncia da SBPC e a coordena&ccedil;&atilde;o    executiva do estudo, decidiu sistematizar alguns dados referentes &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o,    &agrave; pesquisa e &agrave; p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, dados esses    provenientes do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), do Instituto    de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea), do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia (MCT), da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de    Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento    Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), a fim de se obter um diagn&oacute;stico    segundo grandes &aacute;reas do conhecimento e regi&otilde;es geogr&aacute;ficas    para os anos de 1997, 2000 e 2003. Depois de sistematizadas, essas informa&ccedil;&otilde;es    foram enviadas para as sociedades e/ou associa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas,    sendo que algumas delas apresentaram as suas sugest&otilde;es a partir do diagn&oacute;stico    apresentado.</font></P>     <p><font size="3">Em reuni&otilde;es realizadas em abril e setembro de 2005, o    GT prop&ocirc;s que cada membro se responsabilizasse pela an&aacute;lise dos    dados e das respostas das sociedades cient&iacute;ficas de sua grande &aacute;rea    ou de &aacute;reas afins, distribu&iacute;dos da seguinte forma: </font></P> <ul>   <li type="square">          <p><font size="3"> Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas (BIO) e da Sa&uacute;de        (SAU): Prof. Dr. Gerhard Malnic (Federa&ccedil;&atilde;o de Sociedades de        Biologia Experimental — FeSBE).</font></p>   </li>   <li type="square">          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> Ci&ecirc;ncias Exatas e da Terra (E&amp;T): Prof. Dr.        Hil&aacute;rio Alencar (Sociedade Brasileira de Matem&aacute;tica — SBM).</font></p>   </li>   <li type="square">          <p><font size="3"> Engenharias (ENG) e Computa&ccedil;&atilde;o (COM):        Prof. Dr. Andr&eacute; Carlos Leon de Carvalho (Sociedade Brasileira de        Computa&ccedil;&atilde;o — SBC).</font></p>   </li>   <li type="square">          <p><font size="3"> Ci&ecirc;ncias Humanas (HUM): Profª. Drª. Clarissa Baeta        Neves (Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o        em Ci&ecirc;ncias Sociais — Anpocs).</font></p>   </li>   <li type="square">          <p><font size="3"> Ci&ecirc;ncias Sociais Aplicadas (SOC): Profª. Drª.        Gilda Olinto (Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o        em Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o — Ancib).</font></p>   </li>   <li type="square">          <p><font size="3"> Ling&uuml;&iacute;stica, Letras e Artes (LLA): Profª.        Drª. Rosa Ester Rossini (Associa&ccedil;&atilde;o dos Ge&oacute;grafos Brasileiros        — AGB), Prof. Dr. Eduardo Guimar&atilde;es, Profª. Drª. L&uacute;cia Lobato,        Prof. Dr. Jos&eacute; Luiz Fiorin (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de        Ling&uuml;&iacute;stica — Abralin).</font></p>   </li>     </ul>     <p><font size="3">Coube &agrave; autora deste artigo a compara&ccedil;&atilde;o    entre as diferentes &aacute;reas do conhecimento e &aacute;reas geogr&aacute;ficas,    bem como a sistematiza&ccedil;&atilde;o de propostas de diretrizes para a pol&iacute;tica    cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica brasileira.</font></P>     <p><font size="3">A inten&ccedil;&atilde;o da SBPC era de que esses estudos mobilizassem    as sociedades cient&iacute;ficas no sentido de refletir sobre seus principais    avan&ccedil;os, suas defici&ecirc;ncias e tra&ccedil;ar caminhos para a pr&oacute;xima    d&eacute;cada, al&eacute;m de oferecer subs&iacute;dios ao governo visando orientar    seus investimentos pelos caminhos mais adequados. O primeiro passo foi dado.</font></P>     <p><font size="3"><B>O DIAGN&Oacute;STICO DA FORMA&Ccedil;&Atilde;O DE RECURSOS    HUMANOS E DA PESQUISA </b>A partir da an&aacute;lise dos dados levantados sobre    ensino superior e fun&ccedil;&otilde;es docentes no Inep e Ipea, p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    na Capes, bolsas no CNPq e na Capes, grupos de pesquisa e editais de fomento    &agrave; pesquisa no CNPq para o per&iacute;odo de 1997 a 2003, tra&ccedil;ou-se    um breve diagn&oacute;stico da forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e    infra-estrutura de pesquisa no Brasil, comparando-se, sobretudo, as grandes    &aacute;reas de conhecimento e as &aacute;reas geogr&aacute;ficas. </font></P>     <p><font size="3">O <a href="#grf01">Gr&aacute;fico 1</a>, que se refere a cursos    de gradua&ccedil;&atilde;o presencial por ordem decrescente do n&uacute;mero    de matriculados e de concluintes, mostra que as cinco &aacute;reas que tiveram    o maior n&uacute;mero de matriculados e de concluintes em 2003 foram administra&ccedil;&atilde;o,    direito, pedagogia, engenharia e letras, com porcentagens que v&atilde;o de    15% a 5% do total de matriculados e com 12% a 4% do total de concluintes. As    &aacute;reas que obtiveram as menores e irris&oacute;rias propor&ccedil;&otilde;es    de matriculados e de concluintes foram hotelaria, terapia e reabilita&ccedil;&atilde;o,    m&uacute;sica, constru&ccedil;&atilde;o civil e estudos sociais, algumas dessas    &aacute;reas bem recentes no cen&aacute;rio do ensino superior brasileiro.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="grf01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Embora a classifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas feitas    pelo Inep e utilizada no <a href="#grf01">Gr&aacute;fico 1</a> n&atilde;o seja    a mesma utilizada no <a href="#grf02">Gr&aacute;fico 2</a>, relativa &agrave;    Capes, os dados sobre titulados no mestrado indicam que as &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o,    direito, medicina, agronomia, administra&ccedil;&atilde;o e letras, que correspondem    a 32,5% do total de titulados no mestrado, tiveram o maior n&uacute;mero de    titulados no ano de 2003, o que mostra alguma compatibilidade com os dados de    concluintes na gradua&ccedil;&atilde;o, com exce&ccedil;&atilde;o dos cursos    de medicina e agronomia, que n&atilde;o se sobressa&iacute;ram tanto na gradua&ccedil;&atilde;o.    J&aacute; no doutorado, foram as &aacute;reas de medicina, agronomia e educa&ccedil;&atilde;o,    correspondendo a 21,4% do total de titulados no doutorado, que tiveram as mais    altas propor&ccedil;&otilde;es (<a href="#grf02">Gr&aacute;fico 2</a>), ou seja,    a pedagogia na gradua&ccedil;&atilde;o e a educa&ccedil;&atilde;o no mestrado    e doutorado (embora n&atilde;o tenham exatamente o mesmo significado) tiveram    um n&uacute;mero alto de concluintes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras    &aacute;reas. J&aacute; os cursos de administra&ccedil;&atilde;o e direito se    destacaram, sobretudo na gradua&ccedil;&atilde;o e no mestrado, e agronomia    e medicina no mestrado e doutorado.</font></P>     <p><a name="grf02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf02.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Analisando os dados sobre fun&ccedil;&otilde;es docentes (<a href="#tab01">Tabela    1</a>) percebe-se um aumento da titula&ccedil;&atilde;o dos professores do ensino    superior ao se comparar os dados de 1997 aos de 2003, separadamente por universidades,    centros universit&aacute;rios e faculdades integradas. Nas universidades p&uacute;blicas,    o maior aumento na titula&ccedil;&atilde;o se deu no doutorado (16%)<a name="tx01"></a><a href="#nt01"><sup>1</sup></a>    e, nas privadas, no mestrado (13%). Nos centros universit&aacute;rios houve    um aumento de 17% das fun&ccedil;&otilde;es docentes com mestrado e de 5% com    doutorado, e, nas universidades, de 9% com doutorado e de 3% com mestrado. No    entanto, mesmo nas universidades, a maior propor&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es    docentes tem apenas at&eacute; especializa&ccedil;&atilde;o, tanto em 1997 como    em 2003, embora com decr&eacute;scimo neste &uacute;ltimo ano. Por&eacute;m,    nas universidades p&uacute;blicas, a maior propor&ccedil;&atilde;o em 2003 se    situou nas fun&ccedil;&otilde;es docentes que t&ecirc;m doutorado. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O aumento da titula&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m    constatado nas atividades de pesquisa, j&aacute; que, em 1997, 55% dos pesquisadores    do Diret&oacute;rio dos Grupos de Pesquisa eram doutores e, em 2002, essa porcentagem    eleva-se para 60%, de acordo com o <a href="#grf03">Gr&aacute;fico 3</a>.</font></P>     <p><a name="grf03"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf03.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Os dados que revelam o aumento da titula&ccedil;&atilde;o dos    docentes se coadunam com os dados que demonstram o pr&oacute;prio crescimento    da titula&ccedil;&atilde;o na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nas diferentes    &aacute;reas de conhecimento. Os <a href="#grf04">Gr&aacute;ficos 4</a> e <a href="#grf05">5</a>    mostram que o n&uacute;mero de titulados quase duplica de 1997 para 2003 no    mestrado em quase todas as &aacute;reas e quase triplica nas ci&ecirc;ncias    da sa&uacute;de e na &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes    e nas ci&ecirc;ncias sociais aplicadas. As &aacute;reas que mais titularam no    mestrado em 1997 e 2000 foram ci&ecirc;ncias humanas, seguidas pelas engenharias    e ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de. J&aacute; em 2003, as ci&ecirc;ncias sociais    aplicadas mais que triplicaram no mestrado, seguidas das ci&ecirc;ncias humanas    e das ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="grf04"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf04.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf05"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf05.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No mestrado, a &aacute;rea com menos titula&ccedil;&atilde;o    nos tr&ecirc;s anos analisados &eacute; a de ling&uuml;&iacute;stica, letras    e artes, tend&ecirc;ncia, entretanto, n&atilde;o observada nos concluintes em    letras na gradua&ccedil;&atilde;o, anteriormente citada, provavelmente pelo    grande n&uacute;mero de licenciaturas.</font></P>     <p><font size="3">No doutorado, quase todas as &aacute;reas mais que duplicaram    o seu n&uacute;mero de titulados entre 1997 e 2003, embora o n&uacute;mero nas    ci&ecirc;ncias sociais aplicadas e outras &aacute;reas do conhecimento tenham    mais que triplicado. J&aacute; as ci&ecirc;ncias exatas e da terra n&atilde;o    chegaram a duplicar o n&uacute;mero de titulados no doutorado nesse per&iacute;odo.    As &aacute;reas que mais titularam no doutorado foram ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de    e ci&ecirc;ncias humanas e a que menos titulou foi tamb&eacute;m ling&uuml;&iacute;stica,    letras e artes.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os dados sobre titulados no mestrado e no doutorado por grandes    regi&otilde;es (<a href="#grf06">Gr&aacute;ficos 6</a> e <a href="#grf07">7</a>)    constatam, mais uma vez, as desigualdades regionais, pois as regi&otilde;es    Sudeste e Sul foram as que mais titularam de 1997 a 2003 tanto no mestrado como    no doutorado e as regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste, as que menos titularam.    Considerando os dados de titulados no doutorado, observa-se que, enquanto as    outras regi&otilde;es mais ou menos duplicaram o seu n&uacute;mero de titulados,    a regi&atilde;o Norte mais que triplicou passando de 19 para 53, ou seja, um    aumento de 179% em seus titulados, embora ainda seja um n&uacute;mero muito    reduzido. As regi&otilde;es Norte e Sul apresentaram os maiores saltos de n&uacute;mero    de titulados no mestrado. J&aacute; no doutorado, a regi&atilde;o Centro-Oeste    e Nordeste, para o mesmo per&iacute;odo, apresentaram um aumento de mais de    300%.</font></P>     <p><a name="grf06"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf06.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf07"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf07.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Observando-se o <a href="#grf08">Gr&aacute;fico 8</a>, que apresenta    o n&uacute;mero total de docentes doutores NRD6 (N&uacute;cleo de Refer&ecirc;ncia    Docente 6) por grandes &aacute;reas do conhecimento, percebe-se um grande aumento    da propor&ccedil;&atilde;o de doutores NRD6 nos docentes dos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    das diferentes &aacute;reas do conhecimento, sobretudo na passagem de 1997 a    2000, pois a eleva&ccedil;&atilde;o que ocorre de 2000 para 2003 &eacute; menor,    considerando o fato de j&aacute; estar num patamar elevado em 2000, ou mesmo    apresentar uma meta estabilizada (de 70% a 80%). Em 1997, a &aacute;rea que    tinha maior propor&ccedil;&atilde;o de doutores NRD6 era a de engenharias, em    2000 as &aacute;reas de ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias e ci&ecirc;ncias humanas    passaram tamb&eacute;m pelo maior salto qualitativo e, em 2003, a de ci&ecirc;ncias    exatas e da terra. Mas, em cada ano, as diferentes &aacute;reas apresentam propor&ccedil;&otilde;es    muito pr&oacute;ximas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="grf08"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf08.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O aumento da propor&ccedil;&atilde;o de doutores NRD6 no total    de docentes dos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o &eacute; uma constante    nas diferentes regi&otilde;es (<a href="#grf09">Gr&aacute;fico 9</a>), passando    de 36%, em 1997, para 74%, em 2003, na regi&atilde;o Norte e, nas demais regi&otilde;es,    de aproximadamente 50% para 80% no mesmo per&iacute;odo. </font></P>     <p><a name="grf09"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf09.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Continuando na an&aacute;lise da qualidade da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    segundo os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o da Capes (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab02.gif">Tabela    2</a>), nota-se que em 1997 as ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de tinham a maior    propor&ccedil;&atilde;o de seus programas (38%) com conceito A, ou seja, no    n&iacute;vel mais alto, por&eacute;m essa tend&ecirc;ncia n&atilde;o se repetiu    em 2000, ano que apresentou grande n&uacute;mero de grandes &aacute;reas do    conhecimento com maiores propor&ccedil;&otilde;es dos seus cursos nos n&iacute;veis    iguais ou maiores que cinco, tais quais: ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias, ci&ecirc;ncias    biol&oacute;gicas, ci&ecirc;ncias exatas e da terra, ling&uuml;&iacute;stica,    letras e artes, sendo que, em 2003, apenas as ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas    e as ci&ecirc;ncias exatas e da terra mantiveram essa posi&ccedil;&atilde;o,    pois as outras &aacute;reas tiveram a maior propor&ccedil;&atilde;o dos seus    programas com conceito 3. Esses dados permitem pensar no esfor&ccedil;o de eleva&ccedil;&atilde;o    da qualidade da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o observada a partir de 2000    pelo aumento das titula&ccedil;&otilde;es, dos doutores do NRD6 e dos conceitos    e, ao mesmo tempo, na maior competitividade e/ou maior rigor na avalia&ccedil;&atilde;o    de 2003, pois somente duas &aacute;reas tiveram a maior propor&ccedil;&atilde;o    de seus programas com os conceitos mais altos. Por&eacute;m, nenhuma grande    &aacute;rea tem a maior propor&ccedil;&atilde;o dos seus programas no n&iacute;vel    mais baixo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Analisando os conceitos dos programas por regi&otilde;es geogr&aacute;ficas    (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab03.gif">Tabela 3</a>), percebe-se que a regi&atilde;o    Sudeste em todos os anos tem a maior propor&ccedil;&atilde;o dos seus programas    com conceitos mais altos, embora tenha reduzido um pouco (ou mesmo estabilizado)    essa propor&ccedil;&atilde;o em 2003, bem como as regi&otilde;es Sul e Centro-Oeste.    No entanto, a regi&atilde;o Norte, que tinha 76% de seus programas com conceito    C em 1997 e nenhum com conceito A, em 2003 passou a ter 12% com conceitos maiores    ou iguais a 5 e 70% ainda com conceito 3 (semelhante ao C). Ainda em 1997, nota-se    que o Nordeste tinha 52% dos seus programas com conceito C e 12% com conceito    A, ao passo que, em 2003, 53% dos seus programas continuam com conceito 3, apresentando    pouca altera&ccedil;&atilde;o; por&eacute;m, em 2003, 16% dos seus programas    tiveram conceitos maiores ou iguais a 5, um pouco acima que em 1997. Essa ligeira    evolu&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nas regi&otilde;es    mais desfavorecidas j&aacute; &eacute; resultado de pol&iacute;ticas de pesquisa    e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o com enfoque regional, embora sem ainda    conseguir alterar o quadro geral das desigualdades regionais.</font></P>     <p><font size="3">J&aacute; o n&uacute;mero de bolsas (<a href="#grf10">Gr&aacute;ficos    10</a>, <a href="#grf101">10.1</a> e <a href="#grf102">10.2</a>) n&atilde;o    acompanha nem o grande crescimento de titulados nem a melhoria da qualidade    da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. A diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero    de bolsas no pa&iacute;s no per&iacute;odo de 1997 a 2002 se d&aacute;, sobretudo,    no mestrado (de 21 mil para 18 mil, aproximadamente), pois no doutorado h&aacute;    um pequeno aumento ou uma estabiliza&ccedil;&atilde;o (de 13 mil para 14 mil).    No entanto, esse aumento se torna insignificante, sobretudo, ao se pensar que    o n&uacute;mero de titula&ccedil;&otilde;es nesse per&iacute;odo duplicou ou    mesmo triplicou. Essa diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de bolsas no    mestrado se d&aacute;, sobretudo, pelo CNPq a partir de 1998, embora a Capes    tenha diminu&iacute;do no ano de 2000 e voltado a aumentar a partir de 2001.</font></P>     <p><a name="grf10"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf10.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf101"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr101.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="grf102"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr102.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Tamb&eacute;m houve decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de bolsas    no exterior de 1997 a 2002 (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab04.gif">Tabela 4</a>), passando    a menos de um ter&ccedil;o no mestrado e a aproximadamente dois ter&ccedil;os    no doutorado pela Capes e &agrave; metade do concedido pelo CNPq em 1997, embora    aumente o n&uacute;mero de bolsas de doutorado-sandu&iacute;che (Capes) e mantenha-se    o n&uacute;mero de bolsas de p&oacute;s-doutorado em ambas as ag&ecirc;ncias.    Essas informa&ccedil;&otilde;es refletem a pol&iacute;tica mais recente de enviar    cada vez menos pessoas para a realiza&ccedil;&atilde;o de mestrado e/ou doutorado    completo no exterior, tendo em vista a consolida&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    brasileira.</font></P>     <p><font size="3">Quando se analisam os dados relativos ao fomento &agrave; pesquisa    e &agrave;s bolsas do CNPq (<a href="#grf11">Gr&aacute;fico 11</a>), as &aacute;reas    de engenharias e computa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m a maior participa&ccedil;&atilde;o    total (bolsas e fomento) dos investimentos realizados pelo CNPq (em torno de    20%), juntamente com a grande &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras    e artes. Por&eacute;m, o maior crescimento se situa nas ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas.</font></P>     <p><a name="grf11"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf11.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regi&otilde;es geogr&aacute;ficas    (<a href="#grf12">Gr&aacute;fico 12</a>), os dados de investimentos do CNPq    em bolsas e no fomento &agrave; pesquisa revelam, mais uma vez, a concentra&ccedil;&atilde;o    regional, embora com uma ligeira melhoria ao longo dos anos. Os investimentos    maiores est&atilde;o nas regi&otilde;es Sudeste, Sul e Nordeste.</font></P>     <p><a name="grf12"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf12.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No entanto, comparando os anos de 1997, 2000 e 2003, ocorre    um pequeno crescimento nas regi&otilde;es Sul e Nordeste e uma pequena redu&ccedil;&atilde;o    no Sudeste e no Centro-Oeste. O ano de 2000 em rela&ccedil;&atilde;o a 1997    foi o que apresentou maiores redu&ccedil;&otilde;es nos seus investimentos.</font></P>     <p><font size="3">Na <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab05.gif">Tabela 5</a>, que apresenta    os dados de bolsas no pa&iacute;s e investimentos segundo as grandes &aacute;reas    do conhecimento, verifica-se que o n&uacute;mero de bolsas sofreu pequeno decr&eacute;scimo    nas ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias, ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de, ci&ecirc;ncias    humanas, ci&ecirc;ncias sociais aplicadas e ling&uuml;&iacute;stica, letras    e artes. Nas outras grandes &aacute;reas (ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas,    ci&ecirc;ncias exatas e da terra, engenharias e computa&ccedil;&atilde;o) houve    leves aumentos, o que significa, no geral, uma estabiliza&ccedil;&atilde;o.    J&aacute; os investimentos cresceram nas ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias, ci&ecirc;ncias    biol&oacute;gicas, ci&ecirc;ncias exatas e da terra, engenharias e na computa&ccedil;&atilde;o.    As grandes &aacute;reas de ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de, ci&ecirc;ncias humanas,    ci&ecirc;ncias sociais aplicadas e ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes tiveram    seus investimentos reduzidos.</font></P>     <p><font size="3">Os <a href="#grf13">Gr&aacute;ficos 13</a> e <a href="#grf14">14</a>,    que apresentam a propor&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero m&eacute;dio de bolsistas    da Capes no pa&iacute;s segundo as grandes &aacute;reas do conhecimento, indicam    que houve um leve crescimento do n&uacute;mero de bolsistas no mestrado (quase    uma estabiliza&ccedil;&atilde;o) e um aumento no doutorado de 2000 para 2003    em algumas &aacute;reas, embora as ci&ecirc;ncias sociais aplicadas e as ci&ecirc;ncias    humanas tenham sofrido redu&ccedil;&otilde;es tanto no mestrado como no doutorado    e as engenharias tenham ficado est&aacute;veis quanto &agrave;s bolsas de mestrado    mas diminu&iacute;do as suas bolsas de doutorado.<a name="tx02"></a><a href="#nt02"><sup>2</sup></a></font></P>     <p><a name="grf13"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf13.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf14"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf14.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No entanto, em 2000, as &aacute;reas que tiveram as maiores    propor&ccedil;&otilde;es de bolsistas tanto no mestrado como no doutorado foram    as engenharias e as ci&ecirc;ncias humanas e as que tiveram as menores propor&ccedil;&otilde;es    foram as &aacute;reas multidisciplinar e ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes.    J&aacute; em 2003 continuam as engenharias com a maior propor&ccedil;&atilde;o    no mestrado, mas as ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias passam &agrave; segunda posi&ccedil;&atilde;o    e as &aacute;reas multidisciplinar e ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes    s&atilde;o as &uacute;ltimas, no mestrado e doutorado. No doutorado, as ci&ecirc;ncias    humanas continuam liderando, sendo seguidas pelas ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de.</font></P>     <p><font size="3">Os dados referentes ao n&uacute;mero de bolsistas no pa&iacute;s    da Capes acompanham a tend&ecirc;ncia j&aacute; evidenciada do n&uacute;mero    de titula&ccedil;&otilde;es (<a href="#grf04">Gr&aacute;ficos 4</a> e <a href="#grf05">5</a>),    sobretudo no que se refere &agrave; posi&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias    humanas, ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de e a posi&ccedil;&atilde;o de desvantagem    da &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes. </font></P>     <p><font size="3">Tamb&eacute;m os <a href="#grf15">Gr&aacute;ficos 15</a> e <a href="#grf16">16</a>,    com dados segundo as regi&otilde;es geogr&aacute;ficas, apresentam a mesma tend&ecirc;ncia    refletida anteriormente, ou seja, a hegemonia do Sudeste, embora apresentando    queda na sua propor&ccedil;&atilde;o de bolsistas de mestrado e doutorado, sobretudo    em 2000, estabilizando-se em 2003. As regi&otilde;es Sul e Nordeste mant&ecirc;m    suas posi&ccedil;&otilde;es intermedi&aacute;rias, crescendo principalmente    seus bolsistas em 2000 e estabilizando ou reduzindo levemente a sua propor&ccedil;&atilde;o    em 2003. Na regi&atilde;o Centro-Oeste, cresce pouco a propor&ccedil;&atilde;o    de bolsistas no mestrado e diminui em 2003 no doutorado. J&aacute; a regi&atilde;o    Norte, al&eacute;m de apresentar propor&ccedil;&otilde;es &iacute;nfimas, tem    crescimento em 2000 e depois redu&ccedil;&atilde;o em 2003, no doutorado.</font></P>     <p><a name="grf15"></a></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf15.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf16"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf16.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A <a href="#tab06">Tabela 6</a>, com n&uacute;mero de bolsistas    no exterior da Capes por grande &aacute;rea de conhecimento, revela que o n&uacute;mero    de bolsistas das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas aumentou em 2000 e 2003, enquanto    que, comparando os anos de 1997 e 2000, diminuiu nas ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de,    ci&ecirc;ncias exatas e da terra, ci&ecirc;ncias humanas, ci&ecirc;ncias sociais    aplicadas e, em seguida, cresceu em 2003. Diferente &eacute; o caso das ci&ecirc;ncias    agr&aacute;rias e das engenharias, cujo n&uacute;mero de bolsistas aumentou    em 2000 e diminuiu em 2003.</font></P>     <p><a name="tab06"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab06.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Observando o <a href="#grf17">Gr&aacute;fico 17</a>, percebe-se    que as modalidades de bolsas que mais cresceram em 2000 e 2003 na Capes foram    doutorado-sandu&iacute;che e p&oacute;s-doutorado em 2003. </font></P>     <p><a name="grf17"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf17.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">De acordo com a <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab07.gif">Tabela 7</a>,    as &aacute;reas de conhecimento que t&ecirc;m maior propor&ccedil;&atilde;o    de grupos de pesquisa em 1997 e 2000 s&atilde;o as ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de,    ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, ci&ecirc;ncias exatas e da terra e engenharias    e computa&ccedil;&atilde;o. No entanto, em 2003, as ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de    mant&ecirc;m a hegemonia mas s&atilde;o agora seguidas pelas ci&ecirc;ncias    humanas e engenharias e computa&ccedil;&atilde;o. A novidade, portanto, &eacute;    a sa&iacute;da das ci&ecirc;ncias exatas e da terra da 2ª para a 3ª posi&ccedil;&atilde;o,    substitu&iacute;da pelas ci&ecirc;ncias humanas em 2003.</font></P>     <p><font size="3">Por&eacute;m, a menor propor&ccedil;&atilde;o de grupos de pesquisa    est&aacute; na &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes em rela&ccedil;&atilde;o    ao total dos grupos de pesquisa. Tamb&eacute;m observa-se, no per&iacute;odo    analisado, o crescimento geral do n&uacute;mero de grupos de pesquisa, o que    pode tamb&eacute;m se dever ao aumento do n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es    inclu&iacute;das e da taxa de cobertura do levantamento no &acirc;mbito das    institui&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3">Os gr&aacute;ficos seguintes trazem dados sobre tipo de produ&ccedil;&atilde;o    e grande &aacute;rea predominante indicando que a produ&ccedil;&atilde;o dos    pesquisadores tem aumentado em todas as modalidades, como tamb&eacute;m o n&uacute;mero    de produ&ccedil;&otilde;es por pesquisador doutor/ano. Por&eacute;m, a maior    participa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de artigos nacionais &eacute;    das ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias e de artigos internacionais &eacute; das    ci&ecirc;ncias exatas e da terra. J&aacute; as ci&ecirc;ncias humanas t&ecirc;m    a lideran&ccedil;a na publica&ccedil;&atilde;o de livros e cap&iacute;tulos.    Nas teses de doutorado, as engenharias e ci&ecirc;ncias da computa&ccedil;&atilde;o    t&ecirc;m a primeira posi&ccedil;&atilde;o no primeiro per&iacute;odo (1997-2000),    com uma pequena diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s ci&ecirc;ncias    exatas e da terra. Por&eacute;m, no segundo per&iacute;odo analisado (Produ&ccedil;&atilde;o    1998-2001), o maior n&uacute;mero de teses &eacute; constatado nas ci&ecirc;ncias    da sa&uacute;de e depois nas ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas. Embora em quase    todos os tipos de publica&ccedil;&otilde;es a &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica,    letras e artes fique em &uacute;ltimo lugar, ela supera as ci&ecirc;ncias exatas    e da terra nos cap&iacute;tulos de livros, refletindo, assim, os perfis diferenciados    das disciplinas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr181.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr182.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr191.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr192.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr201.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr202.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr211.gif"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr212.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr221.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr222.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">No que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o regional    dos grupos de pesquisa (<a href="#grf23">Gr&aacute;fico 23</a>), constata-se    de novo a lideran&ccedil;a e, ao mesmo tempo, a diminui&ccedil;&atilde;o da    propor&ccedil;&atilde;o do Sudeste ao longo dos anos. A regi&atilde;o Sul e    Nordeste v&ecirc;m em seguida, crescendo durante todo o per&iacute;odo. J&aacute;    a regi&atilde;o Centro-Oeste praticamente se estabiliza e a Norte cresce, esta,    por&eacute;m, com a menor propor&ccedil;&atilde;o de grupos de pesquisa no total    do pa&iacute;s.</font></P>     <p><a name="grf23"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf23.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab08.gif">Tabela 8</a>, com os editais    de fomento do CNPq de 2000 a 2004, permite verificar que os Editais Universais,    que ap&oacute;iam todas as &aacute;reas de conhecimento, dispunham de uma maior    propor&ccedil;&atilde;o de valores aprovados em rela&ccedil;&atilde;o ao total    do fomento nos anos de 2000 e 2001 (81% e 59% dos valores totais aprovados)    que foram se reduzindo ao longo dos anos (38% e 41% em 2003 e 2004, respectivamente),    &agrave; medida que foram surgindo outros editais induzidos, tem&aacute;ticos    e mais aplicados, alguns vinculados aos Fundos Setoriais ou editais mais relacionados    a determinadas &aacute;reas. No entanto, h&aacute; um crescimento da propor&ccedil;&atilde;o    dos valores aprovados dentro do pr&oacute;prio edital, passando de 11%, em 2000,    a 21% em 2004. Essa tend&ecirc;ncia &eacute; tamb&eacute;m observada quando    se analisa a propor&ccedil;&atilde;o de projetos aprovados em rela&ccedil;&atilde;o    ao total do fomento do CNPq. Houve uma diminui&ccedil;&atilde;o em 2001 (74%)    e 2003 (44%) em rela&ccedil;&atilde;o a 2000, que teve 87% dos projetos aprovados    embora crescendo novamente em 2004 (56%). Por&eacute;m, h&aacute; tamb&eacute;m    um crescimento da propor&ccedil;&atilde;o de projetos aprovados dentro dos solicitados    no pr&oacute;prio edital, passando de 13% em 2000 para 33% em 2004. No entanto,    essa mesma tabela revela o aumento, ao longo dos anos, da propor&ccedil;&atilde;o    de projetos e de valores aprovados, passando, quanto aos projetos, de 14% em    2000 a 32% em 2004 e, quanto aos valores, de 12% a 23%. Mas pode-se concluir    que se chega apenas a aproximadamente 30% de aprova&ccedil;&atilde;o, o que    &eacute; ainda irris&oacute;rio, em termos de financiamento da pesquisa no pa&iacute;s.    Os editais de ci&ecirc;ncias humanas, sociais e sociais aplicadas, que representam    um avan&ccedil;o no financiamento da pesquisa dessas &aacute;reas, no c&ocirc;mputo    geral tiveram apenas 2% dos valores aprovados em 2003 e 2004, embora tenham    10% e 7% dos seus projetos aprovados no total e, dentro do edital, tiveram 39%    e 32% dos seus projetos aprovados e aproximadamente 13% dos valores.</font></P>     <p><font size="3">No entanto, observando as <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab09.gif">Tabelas    9</a> e <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab10.gif">10</a>, referentes aos Editais Universais    de 2000 a 2004, que analisam, respectivamente, a propor&ccedil;&atilde;o de    projetos e valores aprovados e solicitados nas grandes &aacute;reas do conhecimento,    os dados surpreendem, sobretudo no que se refere &agrave; &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica,    letras e artes, que tiveram a maior propor&ccedil;&atilde;o de aprova&ccedil;&atilde;o    registrada em 2004 (60% dos projetos nessa &aacute;rea). Isso pode significar    que a demanda da &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes tenha    m&eacute;rito, embora com poucos recursos no c&ocirc;mputo geral do fomento    do CNPq. Por&eacute;m, trata-se de uma &aacute;rea relativamente pequena, considerando-se    o n&uacute;mero de grupos de pesquisa e de titulados na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    e que, entre outras, pode requerer investimentos de infra-estrutura menos dispendiosos.</font></P>     <p><font size="3">As ci&ecirc;ncias humanas tiveram a maior propor&ccedil;&atilde;o    de projetos aprovados na &aacute;rea em 2000 (16%) e 2001 (31%), embora, em    2000, as ci&ecirc;ncias sociais aplicadas tenham posi&ccedil;&atilde;o similar    (16%) e, em 2001, sendo seguidas pelas grandes &aacute;reas de ling&uuml;&iacute;stica,    letras e artes e engenharias, ambas com 29%. J&aacute; em 2003, s&atilde;o as    ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias que lideram essa aprova&ccedil;&atilde;o (28%)    com uma diferen&ccedil;a de dois pontos percentuais em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s ci&ecirc;ncias sociais aplicadas (26%) e em 2004 a primeira posi&ccedil;&atilde;o    est&aacute; com a &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes (60%)    seguida das ci&ecirc;ncias humanas (53%). No que se refere a valores aprovados    sobre os solicitados na pr&oacute;pria &aacute;rea coube a ling&uuml;&iacute;stica,    letras e artes a primeira posi&ccedil;&atilde;o em 2000 e 2001, por&eacute;m    em 2003 a lideran&ccedil;a foi das ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias e, em 2004,    das engenharias. </font></P>     <p><font size="3">Com rela&ccedil;&atilde;o aos dados de projetos e de valores    aprovados em rela&ccedil;&atilde;o ao total, verificou-se que a menor propor&ccedil;&atilde;o    pertence &agrave; grande &aacute;rea de ling&uuml;&iacute;stica, letras e artes.    J&aacute; as maiores propor&ccedil;&otilde;es de projetos e valores aprovados    em rela&ccedil;&atilde;o ao total foram constatadas nas ci&ecirc;ncias exatas    e da terra em 2000 e 2004 e nas ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas em 2001 e 2003.    Cabe observar tamb&eacute;m que as menores porcentagens de valores aprovados    pelas ci&ecirc;ncias humanas nos Editais Universais aconteceram nos anos 2003    e 2004, quando foram lan&ccedil;ados os Editais de Humanas, Sociais e Sociais    Aplicadas.</font></P>     <p><font size="3">Os gr&aacute;ficos abaixo referentes aos Editais do CT-Infra    mostram as diferentes necessidades da infra-estrutura para pesquisa das &aacute;reas    de conhecimento. Por exemplo, em 2003 (<a href="#grf24">Gr&aacute;fico 24</a>),    no apoio a pequenos biot&eacute;rios s&atilde;o as ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas    que se destacam (60%), seguidas das ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias (19%) e das    ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de (15%). Por&eacute;m, &eacute; interessante verificar    que s&atilde;o quase as mesmas propor&ccedil;&otilde;es de projetos e de valores    que s&atilde;o aprovados nas &aacute;reas em rela&ccedil;&atilde;o ao total.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="grf24"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf24.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O Edital CT-Infra de Apoio &agrave; Manuten&ccedil;&atilde;o    de Equipamentos de 2003 (<a href="#grf26">Gr&aacute;fico 26</a>) revela novamente    a diferencia&ccedil;&atilde;o de perfis das disciplinas, pois s&atilde;o as    ci&ecirc;ncias exatas e da terra que t&ecirc;m a primeira posi&ccedil;&atilde;o    (em torno de 40%), seguidas das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e das engenharias    (em torno de 20%), com propor&ccedil;&otilde;es aproximadas de aprova&ccedil;&atilde;o    no total dos valores e dos projetos.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf25.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf26"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05grf26.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Analisando os dados dos editais CT-Petro de 2000 a 2004 (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab11.gif">Tabelas    11</a> e <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab12.gif">12</a>), percebe-se a predomin&acirc;ncia    de aprova&ccedil;&atilde;o das engenharias e ci&ecirc;ncias exatas e da terra    variando de 40% a 70% o &iacute;ndice de aprova&ccedil;&atilde;o dos projetos    e valores aprovados em rela&ccedil;&atilde;o ao total, com exce&ccedil;&atilde;o    do ano de 2002, que apresenta uma propor&ccedil;&atilde;o de 30%. Por&eacute;m,    &eacute; importante ressaltar que as ci&ecirc;ncias humanas em 2000 tiveram    50% dos projetos e valores aprovados na &aacute;rea, mas corresponderam a apenas    2% em rela&ccedil;&atilde;o ao total.</font></P>     <p><font size="3">Os editais de CT-Energia de 2001 a 2003 (<a href="#grf271">Gr&aacute;ficos    27.1</a> e <a href="#grf272">27.2</a>) mostram uma hegemonia das engenharias    (em torno de 70%), seguida das ci&ecirc;ncias exatas e da terra com propor&ccedil;&otilde;es    bem menores. Por&eacute;m, em 2004 as duas &aacute;reas se aproximam, ou dividem    o apoio de 40% e 50%, no que se refere aos projetos e valores aprovados em rela&ccedil;&atilde;o    ao total de aprovados.</font></P>     <p><a name="grf271"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr271.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf272"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05gr272.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Os editais de CT-Info (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab13.gif">Tabela    13</a>) evidenciam que as ci&ecirc;ncias exatas e da terra, em 2003 e 2004,    detiveram cerca de 90% dos recursos e dos projetos aprovados no total do edital,    com alguma participa&ccedil;&atilde;o das engenharias. J&aacute; em 2004 continua    essa tend&ecirc;ncia, embora as engenharias e as ci&ecirc;ncias humanas, especificamente,    tenham participado minimamente com 2%.</font></P>     <p><font size="3">O Edital CT-Sa&uacute;de de 2004 (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab14.gif">Tabela    14</a>) mostra, como era de se esperar, a hegemonia das ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de    (75% dos projetos aprovados e 68% dos valores), sendo seguidas pelas engenharias    (sobretudo engenharia biom&eacute;dica), ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e    ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias. Causa surpresa a reduzida participa&ccedil;&atilde;o    das ci&ecirc;ncias humanas no tema da sa&uacute;de.</font></P>     <p><font size="3">Nos editais do CT-Mineral (<a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a05tab15.gif">Tabela    15</a>), em 2003, h&aacute; uma total predomin&acirc;ncia das geoci&ecirc;ncias,    com 50% dos seus projetos e valores aprovados. J&aacute; em 2004 a predomin&acirc;ncia    passa a ser das engenharias, seguidas das ci&ecirc;ncias exatas e da terra,    com a participa&ccedil;&atilde;o da qu&iacute;mica e das geoci&ecirc;ncias.</font></P>     <p><font size="3"><B>CONCLUS&Otilde;ES </b>Depreende-se, da an&aacute;lise dos    dados aqui apresentados, algumas observa&ccedil;&otilde;es importantes que indicam    um cen&aacute;rio at&eacute; certo ponto favor&aacute;vel &agrave; ci&ecirc;ncia    e tecnologia do nosso pa&iacute;s, listadas a seguir:</font></P> <ul type="square">   <li type="square">          <p><font size="3"> a grande evolu&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o        no que se refere ao crescimento do n&uacute;mero de programas e de cursos        de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o como tamb&eacute;m de titulados no        mestrado e no doutorado, al&eacute;m da eleva&ccedil;&atilde;o da titula&ccedil;&atilde;o        nas fun&ccedil;&otilde;es docentes, embora com diferen&ccedil;as entre &aacute;reas        de conhecimento, regi&otilde;es geogr&aacute;ficas e institui&ccedil;&otilde;es;</font></p>   </li>   <li type="square">          <p><font size="3"> a melhoria na qualidade da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o        evidenciada atrav&eacute;s dos conceitos de avalia&ccedil;&atilde;o dados        pela Capes, do n&uacute;mero de doutores que constituem o NRD6 dos programas        de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica;</font></p>   </li>       <li>         <p><font size="3"> a leve redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o        regional no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada e        da pesquisa no Norte, sobressaindo-se, nesse caso, a ascens&atilde;o do        Nordeste e do Sul;</font></p>   </li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>          <p><font size="3"> o crescimento do fomento &agrave; pesquisa pelo CNPq        de 2000 a 2004, tanto em n&uacute;mero de projetos como de recursos aprovados;</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="3"> a associa&ccedil;&atilde;o entre o fomento por demanda        induzida (Fundos Setoriais) e por demanda espont&acirc;nea (Editais Universais        e Editais de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais Aplicadas) caracterizando        a emerg&ecirc;ncia de um "modelo misto de desenvolvimento cient&iacute;fico        e tecnol&oacute;gico" (Sobral &amp; Trigueiro, 1994), embora com uma        certa predomin&acirc;ncia, nos anos mais recentes, do fomento induzido,        tem&aacute;tico e n&atilde;o necessariamente disciplinar.</font></p>   </li>     </ul>     <p><font size="3">Por&eacute;m, tamb&eacute;m se observa:</font></P> <ul type="square">       <li>          <p><font size="3"> a incompletude na forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada        evidenciada pelo grande n&uacute;mero de fun&ccedil;&otilde;es docentes        com o n&iacute;vel de especializa&ccedil;&atilde;o e de mestrado, mostrando        ainda a necessidade de melhorar a qualifica&ccedil;&atilde;o do corpo docente        do ensino superior, acompanhada da exig&ecirc;ncia de titula&ccedil;&atilde;o        para assumir fun&ccedil;&otilde;es docentes nesse n&iacute;vel de ensino;</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="3"> a persist&ecirc;ncia da concentra&ccedil;&atilde;o regional        tanto na forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada como no fomento &agrave;        pesquisa, requerendo, das ag&ecirc;ncias de fomento, uma aten&ccedil;&atilde;o        especial &agrave; regi&atilde;o Norte e ao Centro-Oeste, cabendo oferecer        condi&ccedil;&otilde;es especiais que fixem pesquisadores nas regi&otilde;es        menos desenvolvidas, atrav&eacute;s da elabora&ccedil;&atilde;o de programas        de incubadoras para as &aacute;reas emergentes, tanto &aacute;reas de conhecimento        como regi&otilde;es geogr&aacute;ficas;</font></p>   </li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>          <p><font size="3"> o descompasso entre o aumento de titulados no mestrado        e no doutorado e a quantidade de bolsas para p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,        reduzida sobretudo no mestrado, indicando a necessidade de aumentar o valor        e o n&uacute;mero de bolsas, acompanhando a tend&ecirc;ncia de crescimento        das &aacute;reas de conhecimento e apoiando especialmente novos cursos;</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="3"> a insufici&ecirc;ncia do fomento &agrave; pesquisa,        consideradas as propor&ccedil;&otilde;es de atendimento em rela&ccedil;&atilde;o        &agrave;s demandas, apontando a import&acirc;ncia da manuten&ccedil;&atilde;o        e amplia&ccedil;&atilde;o dos Editais Universais e dos editais induzidos,        a partir de temas estrat&eacute;gicos e de cria&ccedil;&atilde;o de um programa        especial que possibilite a concess&atilde;o de "grants" para pesquisa        a rec&eacute;m-doutores ou rec&eacute;m-ingressos concursados em universidades        p&uacute;blicas, em regime de dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva;</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="3"> a diversifica&ccedil;&atilde;o nos tipos de exig&ecirc;ncias        de infra-estrutura para pesquisa a depender dos perfis de cada disciplina:        pesquisa de campo, t&eacute;cnicos, laborat&oacute;rios, manuten&ccedil;&atilde;o        de equipamentos, contratos tempor&aacute;rios para t&eacute;cnicos, devendo        essa diversidade ser considerada no fomento &agrave; pesquisa; j&aacute;        a atualiza&ccedil;&atilde;o de bibliotecas e acesso a acervos s&atilde;o        demandas de todas as &aacute;reas;</font></p>   </li>       <li>          <p><font size="3"> a dificuldade de implementa&ccedil;&atilde;o efetiva        da interdisciplinaridade, embora com o crescimento do n&uacute;mero de cursos        e de titulados de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o multidisciplinares        e do fomento mais tem&aacute;tico e menos disciplinar, j&aacute; que os        temas financiados pelos editais dos fundos setoriais continuam concentrados        em determinadas &aacute;reas ou disciplinas, tornando imperiosa a elabora&ccedil;&atilde;o        de editais mais diversificados e a abertura dos editais dos fundos setoriais        com a participa&ccedil;&atilde;o efetiva de v&aacute;rias &aacute;reas.</font></p>   </li>     </ul>     <p><font size="3">&Eacute; preciso ent&atilde;o pensar a pol&iacute;tica de apoio    &agrave; pesquisa e forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos de uma forma    menos homog&ecirc;nea e mais diversificada, visando incorporar tanto disciplinas    com perfis variados como enfoques multidisciplinares, seguindo algumas demandas    espont&acirc;neas, mas tamb&eacute;m induzidas, a partir da defini&ccedil;&atilde;o    de temas estrat&eacute;gicos para o pa&iacute;s.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A defini&ccedil;&atilde;o de certas &aacute;reas carentes e/ou    estrat&eacute;gicas requer um planejamento das &aacute;reas de conhecimento    para a pr&oacute;xima d&eacute;cada, a ser realizado pelas respectivas associa&ccedil;&otilde;es    e sociedades cient&iacute;ficas (Socis), com a participa&ccedil;&atilde;o das    institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, apresentando suas metas de    crescimento e/ou reorganiza&ccedil;&atilde;o e demandas de forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos, infra-estrutura e pesquisa. </font></P>     <p><font size="3">Por sua vez, a diversifica&ccedil;&atilde;o do modelo de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    deve possibilitar tanto o est&iacute;mulo a cursos de mestrado profissionalizante,    visando uma maior absor&ccedil;&atilde;o dos titulados pelo setor produtivo,    como tamb&eacute;m a realiza&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    no exterior (doutorado e p&oacute;s-doutorado), a fim de viabilizar as redes    internacionais de pesquisa.</font></P>     <p><font size="3">Sobral e Trigueiro, em 1994, j&aacute; afirmavam a emerg&ecirc;ncia,    no Brasil, de um "<I>modelo misto de desenvolvimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico</I>" no qual est&atilde;o associadas a pesquisa b&aacute;sica,    aplicada e a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, a demanda espont&acirc;nea    e induzida, a comunidade cient&iacute;fica e outros atores sociais como o governo,    as ONGs e o setor produtivo. Esse modelo procura unir a l&oacute;gica do campo    cient&iacute;fico, ou seja, as demandas da pr&oacute;pria evolu&ccedil;&atilde;o    da ci&ecirc;ncia &agrave;s demandas econ&ocirc;micas e sociais, devendo reconhecer,    por&eacute;m, as diferen&ccedil;as entre &aacute;reas, com necessidades distintas,    umas mais aplicadas ou tecnol&oacute;gicas que outras, ou ainda, umas mais articuladas    &agrave;s demandas das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e das organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o-governamentais e outras &agrave;s demandas do setor produtivo.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>Fernanda A. da Fonseca Sobral</b> <I>&eacute; pesquisadora    associada ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia da    Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) e coordenadora executiva do GT de Infra-Estrutura    de Pesquisa e Forma&ccedil;&atilde;o de Recursos Humanos da SBPC.    <br>   Contribu&iacute;ram tamb&eacute;m para este trabalho os pesquisadores </i><b>Luiz    Alexandre Paix&atilde;o</b><I> e </I><b>Isabella Barbosa</b>.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTAS</b></font></P>     <p><font size="3"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a>.  As porcentagens    que, na fonte original, apresentam fra&ccedil;&otilde;es decimais figuram no    texto daqui por diante em valores redondos, aproximados.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a>.  N&atilde;o foram    analisados os dados de 1997 pois s&oacute; incluem os bolsistas de demanda social.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">FERNANDES, A. M. &amp; SOBRAL, F. A. da F. (orgs). 1994. <I>Colapso    da ci&ecirc;ncia e da tecnologia no Brasil</I>. Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;.</font><!-- ref --><p><font size="3">FREITAS, C. &amp; SOBRAL, F. 2005. "A influ&ecirc;ncia    das ag&ecirc;ncias governamentais na produ&ccedil;&atilde;o multidisciplinar    de conhecimento". <I>LIINC em Revista</I>, vol. 1, nº 1, mar. &#91;dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.liinc.ufrj.br/revista" target="_blank">http://www.liinc.ufrj.br/revista</a>&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="3">GIBBONS, M. et al. 1994. <I>The new production of knowledge:    the dynamics of science in contemporany societies.</I> Londres: Sage.</font><!-- ref --><p><font size="3">KNORR-CETINA, K. 1982. "Scientifique comunities or transepistemics    arenas of research? A critique of quasi economic models of science". <I>Social    Studies of Science</I>, nº 12. </font><!-- ref --><p><font size="3">MACIEL, M. L.; SOBRAL, F. A. da F. &amp; TRIGUEIRO, M. (orgs).    1997. <I>A alavanca de Arquimedes</I>. Bras&iacute;lia: Paralelo 15.</font><!-- ref --><p><font size="3">NEVES, C. B. 2002. "Ci&ecirc;ncia e tecnologia no Brasil".    <I>In</I> SOARES, M. S. A. <I>Educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil</I>.    Bras&iacute;lia: Capes.</font><!-- ref --><p><font size="3">SOBRAL, F. A. da F. 2001. "A universidade e o novo modo    de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento". <I>Caderno CRH</I>, nº 34.</font><!-- ref --><p><font size="3">SOBRAL, F. A. da F. 2004. "Desafios das ci&ecirc;ncias    sociais no desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico contempor&acirc;neo".    <I>Sociologias,</I> UFRGS, nº 11, pp. 220-237.</font><!-- ref --><p><font size="3">SOBRAL, F. A. da F. &amp; LOUREN&Ccedil;O, R. 2004. <I>Breve    diagn&oacute;stico da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o brasileira</I>. Capes.</font><!-- ref --><p><font size="3">SBPC. 2006. "Projeto Ci&ecirc;ncia e Tecnologia no Brasil".    Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico,    vol. I, II, III; Grupo de Trabalho de Infra-Estrutura de Pesquisa e Forma&ccedil;&atilde;o    de Recursos Humanos, vol. I, II, III &#91;dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sbpcnet.org.br/documentos/projetoC&T.htm" target="_blank">http://www.sbpcnet.org.br/documentos/projetoC&amp;T.htm</a>&#93;.</font> ]]></body><back>
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