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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/dossie.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="4"><b>ORIGEM DA VIDA</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Hernan Chaimovich</b></i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Esta curta contribui&ccedil;&atilde;o trata de origens tomando    como refer&ecirc;ncia a pergunta: "O que a ci&ecirc;ncia pode dizer com    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; origem da vida na Terra?". Pensadores contempor&acirc;neos,    em especial Maturana, Varela e Luisi (Varela &amp; Maturana, 2001; Luisi, 2006),    influenciaram a forma como eu organizo as minhas id&eacute;ias neste tema e    devem ser consultados para que se obtenha uma vis&atilde;o mais abrangente e    aprofundada sobre o assunto.</font></P>     <p><font size="3">Para colocar essa perspectiva, &eacute; importante fixar uma    escala de tempo. A Terra tem mais ou menos 5 bilh&otilde;es de anos. As rochas    mais antigas datam de 3,9 bilh&otilde;es de anos. A data&ccedil;&atilde;o da    primeira c&eacute;lula, ou o primeiro f&oacute;ssil que mostra qui&ccedil;&aacute;    ter uma c&eacute;lula, apareceu h&aacute; 3,5 bilh&otilde;es de anos (<a href="#fig01">Figura    1</a>).</font></P>     <p><a name="fig01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a08fig01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="3">A transi&ccedil;&atilde;o que interessa aqui acontece, portanto,    em um intervalo de algumas centenas de milh&otilde;es de anos e pode-se denominar    como "a transi&ccedil;&atilde;o &agrave; vida". Os fen&ocirc;menos    que aconteceram entre a forma&ccedil;&atilde;o das rochas mais antigas e aquilo    que se pode definir como apari&ccedil;&atilde;o da vida, as transi&ccedil;&otilde;es    entre aquilo que n&atilde;o &eacute; vida e aquilo que &eacute; vida, seguramente    ocorreram entre 3,5 e 3,9 bilh&otilde;es de anos atr&aacute;s. Este &eacute;    o foco de quem estuda a origem da vida, claramente distinto daqueles que se    preocupam com a evolu&ccedil;&atilde;o subseq&uuml;ente. Neste marco a pergunta    &eacute;: O que a ci&ecirc;ncia pode dizer sobre a quest&atilde;o b&aacute;sica:    o que &eacute; a vida? O que acontece em um momento hist&oacute;rico qualquer    que propicia diferenciar algo que n&atilde;o tem vida de um objeto vivo? E tamb&eacute;m:    o que &eacute; vida quando se olha uma c&eacute;lula contempor&acirc;nea como    a mostrada esquematicamente na <a href="#fig02">Figura 2</a>.</font></P>     <P><a name="fig02"></a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a08img01.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A primeira coisa a ser notada &eacute; que a c&eacute;lula apresenta    uma fronteira que separa aquilo que est&aacute; fora daquilo que est&aacute;    dentro. Outra propriedade a ser apontada &eacute; que dentro dessa fronteira,    que parece como a parte externa do corte de uma esfera no esquema da <a href="#fig02">Figura    2</a>, existem estruturas complexas. Olhando esse esquema com mais detalhe se    poder&aacute; apreciar a complexidade de uma c&eacute;lula nucleada t&iacute;pica    (Voet &amp; Voet, 2006). H&aacute; estruturas, rea&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es    complicadas dentro da c&eacute;lula atual: milh&otilde;es de rea&ccedil;&otilde;es    qu&iacute;micas, mol&eacute;culas complexas como RNA e DNA, ou seja, o interior    da c&eacute;lula &eacute; um sistema complexo. Mas o que desejo ressaltar &eacute;    o seguinte: dentro dessa maquinaria complexa existem sistemas que geram a pr&oacute;pria    fronteira, e isso n&atilde;o &eacute; trivial. Assim, a c&eacute;lula &eacute;    um sistema delimitado por uma fronteira que se produz no sistema contido pela    pr&oacute;pria fronteira. Existe, claro, comunica&ccedil;&atilde;o com o ambiente,    entrada de nutrientes e sinais, e sa&iacute;das de materiais e energia, que    podem ser calor, produtos ou sinais. &Eacute; essa complexidade necess&aacute;ria    para definir uma estrutura como "viva" ou o sistema podia ser muito    mais simples? &Eacute; essa complexidade o produto da evolu&ccedil;&atilde;o    ou a c&eacute;lula primordial possu&iacute;a, necessariamente, complexidade    compar&aacute;vel? </font></P>     <p><font size="3">Num exerc&iacute;cio conceitual se poderia definir um sistema    como "sistema vivo" quando se cumprem alguns requisitos, por exemplo,    a exist&ecirc;ncia de uma fronteira que, independentemente da complexidade interna,    &eacute; gerada por um mecanismo pr&oacute;prio do sistema. Assim, a fronteira    &eacute; gerada pelo sistema contido pela fronteira. Adicionalmente, o sistema    tem uma rela&ccedil;&atilde;o com o ambiente, caracterizada por entrada de nutrientes    ou energia, e, de alguma forma, sa&iacute;da de produtos. O sistema vivo, nessa    defini&ccedil;&atilde;o, &eacute; autocontido, autogerado e automantido. Essas    caracter&iacute;sticas, centrais para a constru&ccedil;&atilde;o de uma defini&ccedil;&atilde;o    de sistema vivo, independem da complexidade da maquinaria interna. O problema    cient&iacute;fico da origem da vida n&atilde;o pode, portanto, se limitar &agrave;s    complexidades desse sistema celular interno, que hoje cont&eacute;m DNA e RNA,    ou focaliz&aacute;-las exclusivamente. Qual(ais) o(s) conte&uacute;do(s) dos    sistemas vivos h&aacute; alguns bilh&otilde;es de anos &eacute;, hoje, uma pergunta    sem resposta. Um sistema fechado que se auto-mant&eacute;m pode, em princ&iacute;pio,    se reproduzir.</font></P>     <p><font size="3">No contexto desse percurso atr&aacute;s de uma defini&ccedil;&atilde;o,    podem-se formular algumas perguntas, respeitando-se os limites do m&eacute;todo    cient&iacute;fico. Por exemplo: podem-se obter sistemas fechados simples que    se auto-reproduzem? Ou sistemas fechados simples s&atilde;o capazes de acelerar    rea&ccedil;&otilde;es com efici&ecirc;ncias compar&aacute;veis aos "modernos"    catalisadores enzim&aacute;ticos? Do ponto de vista experimental, &eacute; poss&iacute;vel    mostrar, hoje, que ves&iacute;culas fechadas, delimitadas por uma membrana,    que se reproduzem e que produzem a sua pr&oacute;pria fronteira podem ser preparadas    (Luisi, 2006). Outras ves&iacute;culas que catalisam rea&ccedil;&otilde;es a    velocidades enzim&aacute;ticas podem tamb&eacute;m ser preparadas em laborat&oacute;rio    (Cuccovia, Quina &amp; Chaimovich, 1982). Toda uma escola dentre os cientistas    que estudam a origem da vida pensa que a separa&ccedil;&atilde;o dentro/fora,    evento fundamental para a defini&ccedil;&atilde;o de um sistema vivo, pode ter    come&ccedil;ado pela forma&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de ves&iacute;culas    compostas de lip&iacute;dios primordiais (Deamer &amp; Pashley, 1989). Um esquema    representando uma ves&iacute;cula se mostra na <a href="#fig03">Figura 3</a>.    Claro que esses sistemas-modelo n&atilde;o est&atilde;o "vivos", mas    reproduzem algumas das propriedades que devem ter sido parte dos processos ancestrais    no caminho da transi&ccedil;&atilde;o inanimado-vivo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig03"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a08img02.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A atividade central da c&eacute;lula primordial &eacute; manter    a sua pr&oacute;pria identidade e se reproduzir. Essas atividades distinguem    aquilo que &eacute; vivo daquilo que n&atilde;o &eacute; vivo. Esse &eacute;    o <I>prop&oacute;sito</I>, usando uma palavra extremamente antropoc&ecirc;ntrica,    do sistema vivo. E a(s) c&eacute;lula(s) primordial(ais) faz isso por um processo    interno de regenera&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, sem referencial externo.    </font></P>     <p><font size="3">Um sistema vivo m&iacute;nimo pode ser definido como um arranjo    molecular espacialmente definido por uma fronteira sintetizada pelo pr&oacute;prio    sistema, que se auto-mant&eacute;m, regenera todos os componentes do seu interior    e &eacute; capaz de se reproduzir. </font></P>     <p><font size="3">Essas caracter&iacute;sticas podem ser as ferramentas usadas,    at&eacute; hoje, num jogo que podemos definir como o jogo das listas, que se    descreve em seguida. Um conjunto de palavras &eacute; apresentado a uma pessoa    sem nenhuma educa&ccedil;&atilde;o formal (ou a um ser extraterrestre) e se    lhe solicita separar essas palavras em duas listas: a "lista do vivo"    e a "lista do n&atilde;o-vivo". O conjunto de palavras pode ser, por    exemplo: mosca, radinho de pilhas, &aacute;rvore, computador, mula etc. A pessoa    sem nenhuma educa&ccedil;&atilde;o formal, qui&ccedil;&aacute; sem saber ler,    mas ordenando as palavras que ouviu, n&atilde;o tem dificuldade nenhuma em separar    as palavras em duas listas. A mosca &eacute; viva, a &aacute;rvore tamb&eacute;m,    a mula, a crian&ccedil;a, cogumelo, ameba. O radinho, que eu escuto, n&atilde;o    &eacute;; o carro n&atilde;o &eacute;; o rob&ocirc; n&atilde;o &eacute;; o cristal    n&atilde;o &eacute;; a lua n&atilde;o &eacute;; e o computador tamb&eacute;m    n&atilde;o. E a pergunta &eacute;: Qual &eacute; — ou quais s&atilde;o — as    qualidades que discriminam o vivo do n&atilde;o-vivo? E essas qualidades t&ecirc;m    de estar presentes em todos os membros da "lista do vivo" e t&ecirc;m    de estar ausentes em todos os membros da "lista do n&atilde;o-vivo".    Em geral, essas qualidades reproduzem os crit&eacute;rios m&iacute;nimos apresentados    acima para definir um sistema vivo. </font></P>     <p><font size="3">H&aacute; cinq&uuml;enta anos, um estudante de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    num laborat&oacute;rio importante nos Estados Unidos, demonstrou que podia sintetizar    mol&eacute;culas componentes nos sistemas vivos, como amino&aacute;cidos, &aacute;cidos    graxos e outras, fazendo passar descargas el&eacute;tricas por uma mistura de    gases que podia ter sido, ou n&atilde;o, a atmosfera primordial (Miller, 1953).    Toda uma escola de bioqu&iacute;micos pensou que: "Pronto. Descobrimos    a vida!". Quarenta anos depois, alguns cientistas pensam que "a    vida come&ccedil;a com o RNA". E eu me pergunto: colocando um pouco    de RNA em um tubo, e mantendo a esterilidade, quanto tempo se vai esperar at&eacute;    que surja uma coisa que o nosso campon&ecirc;s possa colocar na "lista    do vivo"? Eu acho que se vai ter de esperar muito tempo. &Eacute; que n&oacute;s    acreditamos de uma forma extremamente <I>emp&aacute;fica</I> que sabemos tudo.    </font></P>     <p><font size="3">Outra pergunta a se fazer com rela&ccedil;&atilde;o a essa complexidade    de distinguir o que &eacute; vivo do que n&atilde;o &eacute; vivo, e as suas    origens, &eacute;: As prote&iacute;nas de hoje s&atilde;o as &uacute;nicas que    poderiam ter sido formadas? Ou ent&atilde;o se poderia afirmar que essas prote&iacute;nas    deram origem &agrave; vida por uma s&eacute;rie determin&iacute;stica e obrigat&oacute;ria    de eventos. Porque, se as prote&iacute;nas que hoje existem fossem as &uacute;nicas    prote&iacute;nas poss&iacute;veis, qui&ccedil;&aacute; as prote&iacute;nas e,    portanto, a vida t&ecirc;m uma origem por um &uacute;nico caminho. Ou, por outro    lado, se essas prote&iacute;nas s&atilde;o produtos de condi&ccedil;&otilde;es    contingentes, a vida, tamb&eacute;m, &eacute; um produto contingente. Essa pergunta    pode ser feita dentro do m&eacute;todo cient&iacute;fico e tem resposta. Experimentos    mostram que, dependendo de como se faz o desenho do experimento, prote&iacute;nas    que n&atilde;o t&ecirc;m absolutamente nada a ver com as prote&iacute;nas de    hoje podem ser obtidas e s&atilde;o est&aacute;veis (Luisi, Chiarabelli &amp;    Stano, 2006). Pelo menos no n&iacute;vel de prote&iacute;na, a estrutura presente    &eacute; produto da evolu&ccedil;&atilde;o e certamente tem origem contingente.    Esses experimentos demonstram que a estabilidade termodin&acirc;mica n&atilde;o    determina o in&iacute;cio, e o resultado vai junto com a evolu&ccedil;&atilde;o:    as prote&iacute;nas que temos n&atilde;o s&atilde;o as &uacute;nicas que poder&iacute;amos    ter se as condi&ccedil;&otilde;es iniciais tivessem sido diferentes e o processo    evolutivo passasse por um caminho distinto. </font></P>     <p><font size="3">N&atilde;o se obteve em laborat&oacute;rio transi&ccedil;&atilde;o    entre mat&eacute;ria inanimada e vida. Isso &eacute; claro. Portanto, essa transi&ccedil;&atilde;o    permanece at&eacute; hoje como hip&oacute;tese. E &eacute; perfeitamente poss&iacute;vel    que esse enfoque experimental, de baixo para cima, isto &eacute;, das mol&eacute;culas    at&eacute; a apari&ccedil;&atilde;o de um objeto vivo seja imposs&iacute;vel,    ou extremamente improv&aacute;vel, pela pr&oacute;pria conting&ecirc;ncia. Porque,    se &eacute; por acaso ou por condi&ccedil;&otilde;es contingentes que a vida    &eacute; aquilo que &eacute;, conceitual e experimentalmente pode ser imposs&iacute;vel    reproduzir a vida como ela existe em condi&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio    e sem o conhecimento das condi&ccedil;&otilde;es que determinaram essa transi&ccedil;&atilde;o.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>Hernan Chaimovich</b><I> &eacute; professor titular do Departamento    de Bioqu&iacute;mica do Instituto de Qu&iacute;mica da Universidade de S&atilde;o    Paulo (IQ-USP), membro da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC), Academia    de Ci&ecirc;ncias da Am&eacute;rica Latina (ACAL), Academia de Ci&ecirc;ncias    do Mundo em Desenvolvimento (TWAS), membro correspondente da Academia Chilena    de Ci&ecirc;ncias e fellow da Associa&ccedil;&atilde;o para o Avan&ccedil;o    da Ci&ecirc;ncia dos Estados Unidos (AAAS).</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">CUCCOVIA, I. M.; QUINA, F. H. &amp; CHAIMOVICH, H. 1982. "A    remarkable enhancement of the rate of ester thiolysis by synthetic amphiphile    vesicles". <I>Tetrahedron</I> 38(7), pp. 917-920.</font><!-- ref --><p><font size="3">DEAMER, D. W. &amp; PASHLEY, R. M. 1989. "Amphiphilic components    of the murchinson carbonaceous chondrite: surface properties and membrane formation".    <I>Orig. Life Evol. Biosph.</I> 19, pp. 21-38.</font><!-- ref --><p><font size="3">LUISI, P. L. 2006. <I>The emergence of life. From chemical origins    to synthetic biology</I>. Cambridge: Cambridge University Press.</font><!-- ref --><p><font size="3">LUISI, P. L.; CHIARABELLI, C. &amp; STANO, P. 2006. "From    the never born proteins to the minimal living cell: two projects in synthetic    biology". <I>Orig. Life Evol. Biosph. </I>36, pp. 605-616. </font><!-- ref --><p><font size="3">MILLER, S. L. 1953. "Production of aminoacids under    possible primitive Earth conditions". <I>Science</I> 117, pp. 2351-2361.</font><!-- ref --><p><font size="3">VARELA, F. J. &amp; MATURANA, H. 2001. <I>A &aacute;rvore do    conhecimento. As bases biol&oacute;gicas da compreens&atilde;o humana</I>. S&atilde;o    Paulo: Palas Athena.</font><!-- ref --><p><font size="3">VOET, D. &amp; VOET, J. D. 2006. <I>Bioqu&iacute;mica</I>. S&atilde;o    Paulo: Artmed/Bookman.</font> ]]></body><back>
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