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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/dossie.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="4"><b>O CONCEITO DE PESSOA — ASPECTOS BIOL&Oacute;GICOS E FILOS&Oacute;FICOS</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Francisco M. Salzano</b></i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Pode-se visualizar o problema da g&ecirc;nese da vida humana    atrav&eacute;s de dois enfoques, o filogen&eacute;tico e o individual. No primeiro    caso, procura-se estabelecer o que distingue a nossa esp&eacute;cie das outras    da biosfera. No segundo, a &ecirc;nfase &eacute; diferente, associando-se o    processo biol&oacute;gico de forma&ccedil;&atilde;o de um novo ser com o conceito    filos&oacute;fico e &eacute;tico de pessoa, o qual implica direitos e obriga&ccedil;&otilde;es.    Essa quest&atilde;o vem sendo considerada h&aacute; s&eacute;culos, e &eacute;    sobre ela que versar&aacute; o presente trabalho.</font></P>     <p><font size="3"><B>A INEFICI&Ecirc;NCIA DO PROCESSO REPRODUTIVO NA ESP&Eacute;CIE    HUMANA </b>Inicialmente deve-se salientar que a reprodu&ccedil;&atilde;o em    nossa esp&eacute;cie est&aacute; longe de ser eficiente. Estima-se que a preval&ecirc;ncia    de casais incapazes de se reproduzir situa-se entre 5% e 10%. Nada menos do    que 50% das c&eacute;lulas-ovo formadas (zigotos) perdem-se nos est&aacute;gios    pr&eacute;-embrion&aacute;rios, e calcula-se em 15% a taxa de abortos naturais,    definidos como o t&eacute;rmino da gesta&ccedil;&atilde;o antes da 22ª semana    (cinco meses e meio; embri&atilde;o ou feto com quinhentos gramas ou menos).    Entre os que nascem, de 1% a 3% apresentam m&aacute;s-forma&ccedil;&otilde;es,    indicativas de falhas no processo ontogen&eacute;tico.</font></P>     <p><font size="3">Em todo o caso, se tudo correr bem, a <a href="#tab01">Tabela    1</a> apresenta uma descri&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios desse desenvolvimento.    S&atilde;o tr&ecirc;s etapas mais ou menos bem definidas, a de pr&eacute;-embri&atilde;o    (duas primeiras semanas de vida, que ocorrem antes da implanta&ccedil;&atilde;o    no &uacute;tero); de embri&atilde;o (da 3ª &agrave; 12ª semana), com a forma&ccedil;&atilde;o    das estruturas b&aacute;sicas; e de feto (do 3º m&ecirc;s ao nascimento) com    o crescimento e diferencia&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os. A forma&ccedil;&atilde;o    do tubo neural, que dar&aacute; origem &agrave; espinha da coluna vertebral,    ocorrer&aacute; no 17º dia, e o in&iacute;cio da vida cerebral, entre a 28ª    e a 32ª semana (sete a oito meses) de gesta&ccedil;&atilde;o (Robertson, 1986;    Glantz, 1976).</font></P>     <p><a name="tab01"></a></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/a09tab01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><B>PROGRESSOS NO CAMPO DA REPRODU&Ccedil;&Atilde;O </b>Um dos    desenvolvimentos mais espetaculares do s&eacute;culo passado foi o da separa&ccedil;&atilde;o,    na nossa esp&eacute;cie, entre sexo e reprodu&ccedil;&atilde;o. Pode-se fazer    sexo sem objetivos reprodutivos, utilizando-se m&eacute;todos anticoncepcionais,    bem como gerar novos seres em laborat&oacute;rio (beb&ecirc;s de proveta). A    <a href="/img/revistas/cic/v60nspe1/a09tab02.gif">Tabela 2</a> lista doze possibilidades, criadas    pelo desenvolvimento cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gico, de interven&ccedil;&atilde;o    no processo reprodutivo humano. Elas v&atilde;o desde o controle da produ&ccedil;&atilde;o    e qualidade dos gametas &agrave; insemina&ccedil;&atilde;o artificial com a    avalia&ccedil;&atilde;o da normalidade do material formado, monitoramento do    desenvolvimento embrion&aacute;rio e fetal, interven&ccedil;&atilde;o intra-uterina    tanto no embri&atilde;o/feto quanto no seu ambiente e eventualmente at&eacute;    a interrup&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o quando os embri&otilde;es    ou fetos s&atilde;o anormais.</font></P>     <p><font size="3">No caso espec&iacute;fico da gen&eacute;tica, o controle realiza-se    atrav&eacute;s de m&eacute;todos citogen&eacute;ticos (para a detec&ccedil;&atilde;o    de anomalias grosseiras, como a presen&ccedil;a de um cromossomo a mais, na    s&iacute;ndrome de Down), bem como moleculares (detec&ccedil;&atilde;o de uma    modifica&ccedil;&atilde;o submicrosc&oacute;pica, envolvendo apenas uma unidade    do DNA, como em grande n&uacute;mero de erros inatos do metabolismo).</font></P>     <p><font size="3">Sucessos espetaculares, muito debatidos, constituem as t&eacute;cnicas    de terapia g&ecirc;nica (na qual haveria a introdu&ccedil;&atilde;o de DNA,    atrav&eacute;s de vetor apropriado, em indiv&iacute;duo com determinada anormalidade    gen&eacute;tica, com o objetivo de cur&aacute;-lo) e de clonagem (substitui&ccedil;&atilde;o    de todo o n&uacute;cleo de uma c&eacute;lula por outro de um organismo geneticamente    distinto). No entanto, o n&uacute;mero de casos de sucesso com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; terapia g&ecirc;nica &eacute; ainda pequeno e a clonagem reprodutiva    tem sido proibida na legisla&ccedil;&atilde;o de diversos pa&iacute;ses, inclusive    na do Brasil (Lei nº 11.105, de 24/3/2005). Essa mesma lei (ver tamb&eacute;m    o Decreto nº 5.591, de 22/11/2005), no entanto, permite a utiliza&ccedil;&atilde;o    terap&ecirc;utica de c&eacute;lulas-tronco embrion&aacute;rias obtidas de embri&otilde;es    humanos produzidos por fertiliza&ccedil;&atilde;o <I>in vitro</I> e n&atilde;o    utilizados no respectivo procedimento.</font></P>     <p><font size="3"><B>O CONCEITO DE PESSOA </b>Onde deve ser estabelecido o limiar    que caracteriza o ser moral, com direito &agrave; vida? As respostas a essa    pergunta s&atilde;o muito variadas. Talvez a mais radical, atualmente adotada    pela Igreja Cat&oacute;lica, &eacute; a de que esse direito estabelece-se na    fecunda&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, a de que a c&eacute;lula-ovo j&aacute;    teria <I>status</I> de pessoa. Segre (1999) salienta que a orienta&ccedil;&atilde;o    da &eacute;tica atrav&eacute;s da religi&atilde;o s&oacute; pode levar a becos    sem sa&iacute;da, lembrando que, tomada em sentido literal, toda a mis&eacute;ria    humana decorre de um ato de vingan&ccedil;a, realizado atrav&eacute;s da expuls&atilde;o    de Ad&atilde;o e Eva do para&iacute;so. Deve ser mencionado, tamb&eacute;m,    que essa posi&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica &eacute; relativamente    recente. Para Santo Agostinho e outras autoridades eclesi&aacute;sticas cat&oacute;licas    da Idade M&eacute;dia (&eacute;poca de maior terror religioso), o direito &agrave;    vida principiava no nascimento.</font></P>     <p><font size="3">Conceito equivalente ao de Santo Agostinho, envolvendo o aspecto    da <I>viabilidade extra-uterina</I>, foi adotado por um grupo cient&iacute;fico    da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO, 1974). A recomenda&ccedil;&atilde;o    foi de que a expuls&atilde;o do &uacute;tero de um feto de quinhentos gramas    j&aacute; deva ser considerada como o nascimento de um novo ser, com os direitos    equivalentes. Isso independentemente do fato de que beb&ecirc;s com per&iacute;odo    de gesta&ccedil;&atilde;o de 22 a 28 semanas, correspondendo a pesos ao nascimento    de quinhentos a 999 gramas, t&ecirc;m probabilidade muito reduzida de sobreviv&ecirc;ncia.</font></P>     <p><font size="3">Essa quest&atilde;o do <I>status</I> moral e legal do embri&atilde;o    ou feto foi cuidadosamente discutida por Robertson (1986). Segundo ele, a no&ccedil;&atilde;o    de que um pr&eacute;-embri&atilde;o seja uma entidade com direitos ou uma pessoa    n&atilde;o tem fundamento, pois esse conjunto de c&eacute;lulas n&atilde;o &eacute;    claramente um indiv&iacute;duo. A individualidade no desenvolvimento s&oacute;    se estabelece com a forma&ccedil;&atilde;o do disco embrion&aacute;rio, o que    ocorre apenas &agrave; &eacute;poca da implanta&ccedil;&atilde;o no &uacute;tero.    Antes disso pode ocorrer, inclusive, o fen&ocirc;meno da gemelaridade, com a    forma&ccedil;&atilde;o de dois ou mais indiv&iacute;duos. Por outro lado, &eacute;    somente entre a 6ª e a 8ª semana de gesta&ccedil;&atilde;o que se come&ccedil;am    a desenvolver o sistema nervoso e a coluna vertebral.</font></P>     <p><font size="3">Tem sido sugerido tamb&eacute;m (Glantz, 1976) que o direito    de pessoa deveria ser estabelecido &agrave; &eacute;poca do in&iacute;cio da    "vida cerebral", que ocorre entre a 28ª e a 32ª semana (7º ao 8º m&ecirc;s)    de gesta&ccedil;&atilde;o. Como a morte de um indiv&iacute;duo &eacute; definida    pela interrup&ccedil;&atilde;o de funcionamento do c&eacute;rebro, h&aacute;    uma l&oacute;gica em conceber seu in&iacute;cio quando esse &oacute;rg&atilde;o    come&ccedil;a a funcionar.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Em termos legais (ver, por exemplo, decis&atilde;o de 1973 da    Corte Suprema dos Estados Unidos da Am&eacute;rica), a pessoa n&atilde;o existiria    antes do nascimento, e este tem sido definido como compreendendo a completa    expuls&atilde;o do beb&ecirc; pela m&atilde;e, bem como pela ocorr&ecirc;ncia    de respira&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o independente por parte    do rec&eacute;m-nascido (Salzano, 1983). No entanto, as leis relacionadas ao    abortamento diferem bastante entre os pa&iacute;ses. No Brasil, em termos estritos,    ele s&oacute; &eacute; permitido em duas situa&ccedil;&otilde;es: (a) quando    a vida da m&atilde;e corre perigo; ou (b) em caso de estupro (artigo 128 do    C&oacute;digo Penal).</font></P>     <p><font size="3">O primeiro alvar&aacute; brasileiro autorizando a realiza&ccedil;&atilde;o    de um aborto por anomalia fetal foi proferido pela Comarca de Rio Vermelho do    Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em 1991, em um caso de anencefalia (feto    sem c&eacute;rebro); e estima-se que j&aacute; foram proferidas cerca de 2 mil    autoriza&ccedil;&otilde;es em casos de anomalia fetal incompat&iacute;vel com    a vida (Diniz &amp; Ribeiro, 2004). Em 2005, o Conselho Nacional de Sa&uacute;de    aprovou resolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao direito da mulher de optar    pela interrup&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o de feto com anencefalia.    Dos trinta conselheiros presentes, apenas tr&ecirc;s votaram contra (<I>Zero    Hora</I>, 2005). J&aacute; em um estudo envolvendo 1.838 mulheres em idade de    reprodu&ccedil;&atilde;o, 59% manifestou-se favor&aacute;vel &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o    da gesta&ccedil;&atilde;o nesses casos (Osis et al., 1994).</font></P>     <p><font size="3"><B>DILEMAS E UMA LEMBRAN&Ccedil;A </b>O que deve prevalecer,    um conceito abstrato de pessoa atribu&iacute;do a um punhado de c&eacute;lulas    ou o direito &eacute;tico de qualquer crian&ccedil;a ou adulto de receber uma    medica&ccedil;&atilde;o apropriada para suas enfermidades? Em todos os regulamentos    existentes at&eacute; o momento relativos ao uso de embri&otilde;es para pesquisa,    o tempo em que ele poder&aacute; permanecer vivo, <I>in vitro,</I> n&atilde;o    poder&aacute; ultrapassar a fase de pr&eacute;-embri&atilde;o (catorze dias).    E um direito muito negligenciado &eacute; o de que todo ser humano deve usufruir    ao m&aacute;ximo os benef&iacute;­cios obtidos por meio da ci&ecirc;ncia e da    tecnologia, independentemente de sexo, afilia&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica,    condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e pa&iacute;s de resid&ecirc;ncia.    Concluo com uma lembran&ccedil;a: nem o cat&oacute;lico mais fervoroso mandou    rezar missa de s&eacute;timo dia por um aborto espont&acirc;neo!</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>Francisco M. Salzano</b><I> &eacute; professor em&eacute;rito    da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), exercendo suas atividades    no Departamento de Gen&eacute;tica do Instituto de Bioci&ecirc;ncias dessa institui&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; membro da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias e membro estrangeiro    da Academia Nacional de Ci&ecirc;ncias dos Estados Unidos e da Academia Chilena    de Ci&ecirc;ncias, bem como de duas outras academias de ci&ecirc;ncias regionais.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">DINIZ, D. &amp; RIBEIRO, D. C. 2004. <I>Aborto por anomalia    fetal. </I>Bras&iacute;lia: Letras Livres.</font><!-- ref --><p><font size="3">GLANTZ, L. H. 1976. "The legal aspects of fetal viability".    In MILUNSKY, A. &amp; ANNAS, G. (eds.). <I>Genetics and the law. </I>Nova York:    Plenum, pp. 435-450.</font><!-- ref --><p><font size="3">MOORE, K. L. &amp; PERSAUD, T. V. N. 2004. <I>Embriologia cl&iacute;nica.    </I>S&atilde;o Paulo: Elsevier.</font><!-- ref --><p><font size="3">OSIS, M. J. D.; HARDY, E.; FA&Uacute;NDES, A.; ALVES, G. &amp;    BALAREZO, G. 1994. "Opini&atilde;o das mulheres sobre as circunst&acirc;ncias    em que os hospitais deveriam fazer abortos". <I>Cad. de Sa&uacute;de P&uacute;blica</I>    10, pp. 320-330.</font><!-- ref --><p><font size="3">ROBERTSON, J. A. 1986. "Embryo research". <I>The University    of Western Ont&aacute;rio Review</I> 24, pp. 15-37. </font><!-- ref --><p><font size="3">SALZANO, F. M. 1983. <I>A gen&eacute;tica e a lei. Aplica&ccedil;&otilde;es    &agrave; medicina legal e &agrave; biologia social. </I>S&atilde;o Paulo: T.A.    Queiroz e EDUSP.</font><!-- ref --><p><font size="3">SEGRE, M. 1999. "Reflections on bioethics: consolidation    of the principle of autonomy and legal aspects". <I>Cad. de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, </I>15, Supl. 1, pp. 91-8.</font><!-- ref --><p><font size="3">WHO (World Health Organization). 1974. <I>Health aspects of    human rights in the light of developments in Biology and Medicine. </I>Genebra:    who. </font><!-- ref --><p><font size="3">ZERO HORA. 2005. "Conselho aprova aborto de fetos sem c&eacute;rebro".    10 mar. </font> ]]></body><back>
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