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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v60nspe1/dossie.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <P><font size="4"><b>G&Ecirc;NESE DA VIDA HUMANA</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Antonio Rodrigues Cordeiro</b></i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A g&ecirc;nese da vida humana na Terra &eacute; uma complexa    hist&oacute;ria evolutiva devido ao excepcional desenvolvimento mental que nossa    esp&eacute;cie alcan&ccedil;ou, possibilitando a povoa&ccedil;&atilde;o gradual    de todos os continentes, a partir da &Aacute;frica, h&aacute; cerca de 200 mil    anos.</font></P>     <p><font size="3">Stringler e Gambler (1993) propuseram quatro graus na evolu&ccedil;&atilde;o    dos Hominidae at&eacute; o <I>Homo sapiens sapiens</I>, iniciando com    os Australopitecinos h&aacute; 4 milh&otilde;es de anos, que adotaram uma posi&ccedil;&atilde;o    ereta mas cujo cr&acirc;nio era reduzido a cerca de 1/3 do tamanho do cr&acirc;nio    do homem atual. Os primeiros <I>Homo habilis</I> s&atilde;o reconhecidos cerca    de 2 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s como primitivos do g&ecirc;nero <I>Homo</I>,    que inclui o <I>Homo erectus</I> da &Aacute;sia h&aacute; pouco mais de 1 milh&atilde;o    de anos, que derivou do primitivo <I>H. erectus</I> da &Aacute;frica h&aacute;    2 milh&otilde;es de anos. No est&aacute;gio de <I>Homo erectus</I>, o c&eacute;rebro    dobrou de tamanho, mas n&atilde;o est&aacute; claro quais as for&ccedil;as seletivas    que levaram nosso c&eacute;rebro a aumentar de tamanho nessa &eacute;poca. </font></P>     <p><font size="3">A maior parte dos utens&iacute;lios permaneceu sem melhorias    por milh&otilde;es de anos; inova&ccedil;&otilde;es maiores s&oacute; ocorreram    h&aacute; 40 mil anos. Esse aumento da capacidade craniana em quase tr&ecirc;s    vezes n&atilde;o parece ser devido somente ao aumento das habilidades t&eacute;cnicas:    devemos acrescentar-lhe o aumento da complexidade da linguagem e do tamanho    das tribos, ou grupos sociais segundo Dumbar (1992). Esse aumento de tamanho    das tribos exigiu aumento das intera&ccedil;&otilde;es sociais e, conseq&uuml;entemente,    da linguagem.</font></P>     <p><font size="3">Cerca de meio milh&atilde;o de anos atr&aacute;s, o <I>Homo    erectus</I> estava vivendo nas regi&otilde;es temperadas e tropicais da Europa,    fato que suscitou uma disputa entre os que acreditavam que o <I>H. sapiens</I>    se teria originado localmente nas diversas regi&otilde;es e os que acreditavam    na origem &uacute;nica, na &Aacute;frica, subseq&uuml;entemente se expandindo    pelo mundo, substituindo as popula&ccedil;&otilde;es locais do <I>H. erectus</I>.    Essa &uacute;ltima hip&oacute;tese foi refor&ccedil;ada pela an&aacute;lise    de DNA mitocondrial (mitDNA) por Cann et al. (1987). Sendo o mitDNA transmitido    somente pela linha materna, seu grau de varia&ccedil;&atilde;o pode ser determinado.    Cann e os demais autores estimaram que a mulher ancestral comum viveu h&aacute;    uns 200 mil anos atr&aacute;s na &Aacute;frica em uma pequena tribo. Essa conclus&atilde;o    &eacute; coerente com os dados sobre f&oacute;sseis e arqueol&oacute;gicos.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">H&aacute; cerca de 40 mil anos, as popula&ccedil;&otilde;es    da Europa e de outras regi&otilde;es produziram grande variedade de artefatos,    come&ccedil;aram a enterrar seus mortos, a pintar as paredes de suas cavernas    e a negociar seus produtos, desenvolvimento esse que foi acompanhado pelo aprimoramento    da linguagem. </font></P>     <p><font size="3"><B>DESCOBERTAS RECENTES </b>Apesar de haver controv&eacute;rsia    sobre os detalhes do processo migrat&oacute;rio dos nossos ancestrais, os dados    paleontol&oacute;gicos demonstram que, a partir da &Aacute;frica central, houve    uma ampla dispers&atilde;o direcionada a norte, atingindo a Europa, e a oeste,    chegando &agrave; China, h&aacute; cerca de 45 mil anos. Na Europa, distinguimos    o Neanderthal e o menos dominante Cromagnon, prov&aacute;veis ancestrais do    <I>Homo sapiens sapiens</I>. Aparentemente a vantagem do Neanderthal deveu-se    &agrave; sua superioridade f&iacute;sica, estrutura e tamanho de suas tribos,    maior variedade de ca&ccedil;a etc, sendo intrigante o fato de terem sido os    Neanderthal indiv&iacute;duos com significante superioridade no tamanho cerebral.</font></P>     <p><font size="3">O trabalho de Hong et al. (2007) sobre o homem da caverna de    Tanyuan, "An early modern human from Tianyuan Cave, Zhoukoudian, China",    descreve detalhadamente 34 elementos, datando-os em 39 mil a 42 mil anos de    idade, usando modernos m&eacute;todos de espectrometria de r&aacute;dio carbono.    Um esqueleto mostra uma s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas do homem moderno.    Considerando que v&aacute;rias caracter&iacute;sticas arcaicas est&atilde;o    tamb&eacute;m presentes, o conjunto dessa mistura de caracter&iacute;sticas    indica que uma &uacute;nica invas&atilde;o do homem moderno proveniente da &Aacute;frica    n&atilde;o &eacute; prov&aacute;vel. </font></P>     <p><font size="3">Esses achados de f&oacute;sseis refor&ccedil;am outros tantos    que constam do quadro da evolu&ccedil;&atilde;o humana multifil&eacute;tica,    recha&ccedil;ando id&eacute;ias da evolu&ccedil;&atilde;o supostamente monofil&eacute;tica.    Essas descobertas refor&ccedil;am a observa&ccedil;&atilde;o de que foi mais    r&aacute;pida a evolu&ccedil;&atilde;o dos Hominidae que a dos chimpanz&eacute;s,    em parte devida &agrave; vigorosa tend&ecirc;ncia migrat&oacute;ria destes,    exigindo um processo adaptativo mais amplo.</font></P>     <p><font size="3">Os Hominidae tamb&eacute;m se diferenciaram dos grupos de chimpanz&eacute;s    com relativa rapidez por terem uma estrutura de "pequenas popula&ccedil;&otilde;es    semi-isoladas", tribos de algumas centenas de indiv&iacute;duos, trocando    genes, sendo sujeitas &agrave; deriva gen&eacute;tica, oscila&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;tica que, segundo demonstrou Sewall Wrigth (1940), constitui um excelente    complemento &agrave; sele&ccedil;&atilde;o natural, acelerando o processo evolutivo    pela perda e/ou fixa&ccedil;&atilde;o casual de novos mutantes, posteriormente    sujeitos &agrave; sele&ccedil;&atilde;o natural.</font></P>     <p><font size="3">Em grandes popula&ccedil;&otilde;es, os novos mutantes t&ecirc;m    menos chance de se expressar, enquanto n&atilde;o alcan&ccedil;am freq&uuml;&ecirc;ncias    suficientes. A concep&ccedil;&atilde;o de Sewall Wright constitui a mais importante    contribui&ccedil;&atilde;o para a teoria evolutiva darwiniana, completando-a,    e, no caso da g&ecirc;nese da vida humana, fornecendo a chave para explicar    a diferencia&ccedil;&atilde;o da "linhagem" humana das demais do grupo    de popula&ccedil;&otilde;es de primatas.</font></P>     <p><font size="3">Ainda podemos perguntar: que outras vantagens tiveram essas    popula&ccedil;&otilde;es para desenvolverem tanto sua capacidade mental? Se    a intelig&ecirc;ncia &eacute; uma vantagem para toda e qualquer esp&eacute;cie    ou ra&ccedil;a, &eacute; prov&aacute;vel que a supremacia dessas popula&ccedil;&otilde;es    foi favorecida por essa vantagem na din&acirc;mica da estrutura em pequenas    popula&ccedil;&otilde;es semi-isoladas.</font></P>     <p><font size="3">Bakewell, Shi e Zhang (2007) testaram a opini&atilde;o comum    segundo a qual mais genes foram selecionados positivamente em humanos do que    em chimpanz&eacute;s, nos &uacute;ltimos 6 a 7 milh&otilde;es de anos de sua    diverg&ecirc;ncia e isolamento.</font></P>     <p><font size="3">Para testar essa hip&oacute;tese analisaram cerca de 14 mil    genes de humanos e chimpanz&eacute;s que mostraram substitui&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o sin&ocirc;nimas. Os autores estudaram 154 genes em humanos e 233    genes em chimpanz&eacute;s, e com P = 5% pelo m&eacute;todo da m&aacute;xima    verossimilhan&ccedil;a foi obtido 1,7% para os chimpanz&eacute;s e 1,1 % para    o <I>H. sapiens sapiens</I>.</font></P>     <p><font size="3">A quest&atilde;o &eacute;: quais s&atilde;o esses genes e qual    sua import&acirc;ncia na evolu&ccedil;&atilde;o humana e dos macacos? Os humanos    evoluindo em pequenas popula&ccedil;&otilde;es semi-isoladas foram beneficiados    por um processo evolutivo mais r&aacute;pido, associando a sele&ccedil;&atilde;o    natural com a deriva gen&eacute;tica (<I>genetic drift</I>).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Outro interessante trabalho sobre o homem moderno foi desenvolvido    por uma equipe liderada por Erik Trinkaus, analisando f&oacute;sseis de primitivos    homens modernos da caverna de Tianyuan, Zhoukoudian, China, de 42 mil a 39 mil    anos atr&aacute;s. As &oacute;bvias diferen&ccedil;as na mand&iacute;bula, &uacute;meros    e peitorais indicam sua posi&ccedil;&atilde;o como um humano moderno primitivo,    migrante direto da &Aacute;frica, no fim do Pleistoceno, confirmando que houve    uma dispers&atilde;o m&uacute;ltipla da &Aacute;frica, com sucessivas migra&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3">Essa dispers&atilde;o foi em todas as dire&ccedil;&otilde;es    a partir de uma ampla zona central da &Aacute;frica para o norte, alcan&ccedil;ando    a Europa e da&iacute; para o Oriente; outros grupos atravessaram o centro da    Abiss&iacute;nia, os estreitos do Mar Vermelho e do Golfo P&eacute;rsico em    dire&ccedil;&atilde;o &agrave; China, enquanto outros foram para o norte da    &Aacute;frica, atravessando o delta do Nilo em dire&ccedil;&atilde;o ao leste    atingindo a China. Esses migrantes apresentam caracter&iacute;sticas vari&aacute;veis    que s&atilde;o distintivas dos Neanderthal e ancestrais, que foram perdidas    entre os africanos do Paleol&iacute;tico moderno. Essas caracter&iacute;sticas    incluem a forma craniana, a base cranial externa, ramal mandibular, forma sinfiseal,    morfologia dent&aacute;ria, al&eacute;m de propor&ccedil;&otilde;es antero-posteriores,    assim como aspectos das clav&iacute;culas e metacarpos. Concluindo, os autores    indicam que houve um modesto n&iacute;vel de assimila&ccedil;&atilde;o dos Neanderthal    que se dispersaram na Europa, e essa an&aacute;lise coincide com os dados moleculares    atuais e do passado.</font></P>     <p><font size="3">Quais os fatores determinantes da diverg&ecirc;ncia evolutiva    do <I>Homo sapiens sapiens</I> que promoveram a separa&ccedil;&atilde;o definitiva    dessa esp&eacute;cie das diferentes formas do g&ecirc;nero Homo? Todos os dados    indicam que a exclus&atilde;o dos dinossauros facilitou o dom&iacute;nio dos    mam&iacute;feros, dentre os quais os placent&aacute;rios se mostraram mais ativos,    talvez por n&atilde;o se isolarem em um continente reduzido. As vantagens dos    antrop&oacute;ides e do <I>Homo s. s.</I> foram mais consistentes para o progressivo    uso das m&atilde;os, conduzindo o c&eacute;rebro ao aperfei&ccedil;oamento da    vis&atilde;o pr&oacute;xima, detalhada, e o progressivo uso de utens&iacute;lios,    a manufatura de armas, a representa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica de seus    sentimentos, desejos e temores. O custo, em termos de tempo, para a evolu&ccedil;&atilde;o    biol&oacute;gica da c&eacute;lula aos vermes procordados foi de 3,5 bilh&otilde;es    de anos; depois, para toda a evolu&ccedil;&atilde;o dos seres multicelulares    at&eacute; o <I>H. sapiens sapiens</I> foram suficientes 650 milh&otilde;es    de anos.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>Antonio Rodrigues Cordeiro</b><I> &eacute; professor em&eacute;rito    da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi fundador do Departamento    de Gen&eacute;tica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">BAKEWELL, Margaret A.; SHI, Peng &amp; ZHANG, Jianzhi. 2007.    "More genes underwent positive selection in chimpanzee evolution than in    human evolution". <I>PNAS</I> 104, pp. 7489-7494.</font><!-- ref --><p><font size="3">CANN, R. L.; STONEKING, M. &amp; WILSON, A. C. 1987. "Mitochondrial    DNA and human evolution". <I>Nature</I> 325, pp. 31-6.</font><!-- ref --><p><font size="3">DUMBAR, R. I. M. 1992. "Neocortex size as a constraint    on group size in primates". <I>Journal of Human Evolution</I> 20, pp. 469-93.</font><!-- ref --><p><font size="3">DOBZHANSKY, Th. 1951. <I>Genetics and the origin of species</I>.    Nova York: Columbia University Press. </font><!-- ref --><p><font size="3">HONG, Shang; TONG, Haowen; ZHANG, Shuangquan; CHEN, Fuyon &amp;    TRINKAUS, Erik. 2007. "An early moderm human from Tianyuan Cave, Zhoukoudian,    China". <I>PNAS</I> 104, pp. 6573-78.</font><!-- ref --><p><font size="3">MAYNARD SMITH, J. &amp; SZATHM&Aacute;RY, E&ouml;rs. 1995. <I>The    major transitions in evolution</I>. Oxford: W. H. Freeman Spektrum.</font><!-- ref --><p><font size="3">STRINGLER, C. &amp; GAMBLER, R. 1993. <I>In search of the Neanderthals:    solving the puzzle of human origins</I>. Londres: Thames and Hudson. </font><!-- ref --><p><font size="3">TRINKAUS, Eric. 2007. "European early modern human and    the fate of Neandethal". <I>PNAS</I> 104, pp. 7367-7372.</font><!-- ref --><p><font size="3">WRIGHT, Sewall. 1940. "The breeding structure of populations    in relation to speciation". <I>American Naturalist</I> 74, pp. 148-232.</font> ]]></body><back>
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