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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/brasil.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/a03img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">USP</font></P>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/line_bk.gif"></font></P>     <P><font size="4"><b>Os 75 anos de uma grande universidade com sementes seculares</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) comemora seu 75º anivers&aacute;rio    com uma cole&ccedil;&atilde;o de marcos e &iacute;ndices que a posiciona entre    as institui&ccedil;&otilde;es de excel&ecirc;ncia em educa&ccedil;&atilde;o    superior. Tem 76.560 alunos e 5.222 professores de 587 cursos espalhados por    37 unidades de ensino e pesquisa em seis cidades do interior e na capital paulista,    que abrigam juntas um acervo de aproximadamente sete milh&otilde;es de livros    em suas bibliotecas. &Eacute; reconhecida como uma das principais do pa&iacute;s    n&atilde;o apenas por sua magnitude, mas pela relev&acirc;ncia de suas pesquisas    no cen&aacute;rio nacional e internacional. Sua produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    envolve mais de cinco mil trabalhos publicados e indexados no Institute of Scientific    Information (ISI) e 128 pr&ecirc;mios e distin&ccedil;&otilde;es internacionais    recebidos por seus pesquisadores.</font></P>     <p><font size="3">Em sua trajet&oacute;ria est&atilde;o a forma&ccedil;&atilde;o    de cientistas de renome em diversas &aacute;reas, pensadores destacados da hist&oacute;ria    do Brasil e mundial, al&eacute;m de pol&iacute;ticos e empres&aacute;rios influentes    que sa&iacute;ram de suas fileiras. Mas a hist&oacute;ria da USP come&ccedil;a    antes mesmo de 1934, quando foi institucionalizada como universidade estadual.    A Faculdade de Direito do Largo de S&atilde;o Francisco, uma de suas futuras    unidades, foi criada em 1827. De seus bancos sa&iacute;ram pol&iacute;ticos    como Prudente de Morais, o primeiro presidente civil brasileiro (1894), assim    como pensadores proeminentes, entre os quais se destaca o jurista Miguel Reale,    duas vezes reitor da USP e secret&aacute;rio estadual de Justi&ccedil;a, entre    as d&eacute;cadas de 1940 e 1960, e doutor <I>honoris causa</I> de 15 universidades    no Brasil e no exterior, onde recebeu diversos pr&ecirc;mios e condecora&ccedil;&otilde;es.    Em 1893, a Escola Polit&eacute;cnica (Poli), outra futura unidade da USP, tamb&eacute;m    iniciava suas atividades. Ali se graduaram personalidades como o atual presidente    do Banco Central, Henrique Meireles, os ex&#45;governadores de S&atilde;o Paulo    M&aacute;rio Covas e Paulo Maluf e o banqueiro e ex&#45;prefeito da capital paulista    Olavo Set&uacute;bal, entre tantos outros engenheiros que ganharam fama e notoriedade    em atividades p&uacute;blicas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>AMBIENTE PARA A PESQUISA </b> "Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es da Poli, vale salientar que nela era cultivada    a import&acirc;ncia de se realizar experimenta&ccedil;&otilde;es, investiga&ccedil;&otilde;es    e pesquisas enquanto elementos fundamentais para o avan&ccedil;o dos conhecimentos.    Isso se deve &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do seu fundador, professor e primeiro    diretor, Antonio Francisco de Paula Souza", avalia Marilda Nagamini, co&#45;autora    do livro <I>Escola Polit&eacute;cnica: 110 anos construindo o futuro</I>, escrito    junto com o historiador Shozo Motoyama e lan&ccedil;ado h&aacute; cinco anos.    Segundo ela, Paula Souza organizou em 1899 o Gabinete de Resist&ecirc;ncia de    Materiais &#150; que se transformaria, na d&eacute;cada de 1930, no Instituto de    Pesquisas Tecnol&oacute;gicas &#150;, para apoiar a parte pr&aacute;tica e de experimenta&ccedil;&atilde;o    dos materiais em uma disciplina ministrada por ele. "Os estudos e as investiga&ccedil;&otilde;es    promovidas no Gabinete apoiaram a constru&ccedil;&atilde;o dos primeiros edif&iacute;cios    em concreto armado na cidade de S&atilde;o Paulo e serviram para orientar a    produ&ccedil;&atilde;o e o controle da qualidade dos materiais aqui fabricados,    como o cimento, por exemplo, na fase inicial da industrializa&ccedil;&atilde;o    do Brasil", conta Marilda.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/a03img02.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, outras duas grandes institui&ccedil;&otilde;es    foram criadas e se tornariam unidades de destaque da futura universidade: a    Escola Agr&iacute;cola Pr&aacute;tica de Piracicaba &#150; atual Escola Superior    de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) &#150; criada em 1901, e a Faculdade de Medicina,    implantada em 1912. A tradi&ccedil;&atilde;o de ambas na forma&ccedil;&atilde;o    de pesquisadores t&ecirc;m forte rela&ccedil;&atilde;o com o per&iacute;odo    em que se juntaram a outras unidades, na a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    de um ex&#45;aluno da Poli, o ent&atilde;o governador paulista Armando de Salles    Oliveira, concretizada em janeiro de 1934. "Era importante criar uma nova    mentalidade em nosso meio: a valoriza&ccedil;&atilde;o da pesquisa. Ao que parece,    essa mesma mentalidade orientou a a&ccedil;&atilde;o do governador, ao apoiar    a funda&ccedil;&atilde;o da USP em janeiro de 1934", acredita Marilda.    "Ele estudou na Poli e, mesmo sem ter conclu&iacute;do o curso de engenharia,    isso n&atilde;o o impediu de apoiar a iniciativa de criar uma institui&ccedil;&atilde;o    como a USP, voltada para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa cient&iacute;fica    em amplas &aacute;reas do conhecimento", completa.</font></P>     <p><font size="3"><B>MISS&Atilde;O FRANCESA </b> Essa forte rela&ccedil;&atilde;o    entre ensino e pesquisa, segundo Maria Arminda do Nascimento Arruda, coordenadora    da exposi&ccedil;&atilde;o itinerante "Fundadores da USP", &eacute;    fruto de uma determinada vis&atilde;o sobre vida acad&ecirc;mica que, at&eacute;    ent&atilde;o, n&atilde;o existia no Brasil. Este seria um dos principais legados    dos professores estrangeiros trazidos para a forma&ccedil;&atilde;o da USP.    De acordo com ela, o grupo de pensadores, importados para fortalecer o projeto    de universidade que se queria para S&atilde;o Paulo, que adquiriu mais visibilidade    ao longo do tempo foi aquele conhecido como "Miss&atilde;o Francesa",    que al&eacute;m de ser em maior n&uacute;mero, tinha figuras como o antrop&oacute;logo    Claude L&eacute;vi&#45;Strauss. "A id&eacute;ia do car&aacute;ter civilizat&oacute;rio    da cultura francesa era central para a elite paulistana da &eacute;poca. Mas    n&atilde;o foram s&oacute; os franceses que tiveram import&acirc;ncia. Tamb&eacute;m    vieram portugueses, alem&atilde;es, italianos", continua. "A miss&atilde;o    estrangeira &eacute; essencial para a forma&ccedil;&atilde;o da USP. A maioria    desses professores veio para a Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras,    n&uacute;cleo formador da rec&eacute;m&#45;criada universidade", conta.</font></P>     <p><font size="3">Ali se plantaram as sementes que colocam a USP hoje entre as    cem melhores universidades do mundo. "Os estrangeiros adotaram procedimentos    de ensino e pesquisa n&atilde;o encontrados aqui, entre eles a pr&oacute;pria    pedagogia da pesquisa e o conceito de que o ensino deve estar sempre ligado    ao saber cient&iacute;fico", diz Maria Arminda.</font></P>     <p><font size="3">A contribui&ccedil;&atilde;o de fora, fundamental na origem    da USP, tamb&eacute;m &eacute; parte de suas ambi&ccedil;&otilde;es futuras.    De acordo com Glaucius Oliva, coordenador de uma comiss&atilde;o de planejamento    para os pr&oacute;ximos 25 anos da universidade, um dos desafios para elevar    a institui&ccedil;&atilde;o ao patamar das 50 melhores em seu centen&aacute;rio    &eacute; a atra&ccedil;&atilde;o de alunos e recursos estrangeiros para torn&aacute;&#45;la    mais competitiva. Em uma parceria entre o Instituto de F&iacute;sica de S&atilde;o    Carlos e a Escola Polit&eacute;cnica de Paris, na Fran&ccedil;a, sete estudantes    brasileiros j&aacute; se beneficiaram do interc&acirc;mbio. Falta, como h&aacute;    75 anos, atrair os franceses: at&eacute; agora, nenhum estudante de l&aacute;    veio para o Brasil nessa parceria.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><i>Rodrigo Cunha</i></font></P>     ]]></body>
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