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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/artigos.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><font size=5><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></P>     <p align="center"><font size=5><b>ESP&Eacute;CIES EX&Oacute;TICAS INVASORAS:    PROBLEMA NACIONAL AINDA POUCO CONHECIDO</b></font></P>     <p align="center"><font size="3"><b>Carlos Jos&eacute; Saldanha Machado    <br>   Anderson Eduardo Silva de Oliveira</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>A</b></font>o longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, associado &agrave; intensifica&ccedil;&atilde;o    e &agrave; velocidade do deslocamento humano e de cargas pelos quatro cantos    do mundo contribuiu, sobremaneira, para a quebra de barreiras ecol&oacute;gicas,    tendo como uma de suas consequ&ecirc;ncias o aumento expressivo da introdu&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas nas sociedades. Algumas esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    t&ecirc;m grande capacidade de invas&atilde;o e de coloniza&ccedil;&atilde;o    de novos ambientes devido &agrave;s caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas    e ecol&oacute;gicas que ampliam sua toler&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; maioria dos fatores ambientais. Podem, portanto, adaptar&#45;se mais facilmente    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es dos ambientes invadidos e obter sucesso reprodutivo,    tendendo a desequilibrar o sistema, afetando negativamente a flora e fauna locais    com a redu&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es das esp&eacute;cies    nativas, com risco, muitas vezes, de extin&ccedil;&atilde;o, e causando preju&iacute;zos    &agrave; economia e riscos &agrave; sa&uacute;de humana.</font></P>     <p><font size="3">Contudo, se o tema das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    j&aacute; possui, internacionalmente, segundo Simberloff (1), um elevado grau    de conhecimentos cient&iacute;ficos e de populariza&ccedil;&atilde;o, no Brasil,    como observou recentemente Magnusson (2), &eacute; muito pouco explorado ou    mesmo desconhecido do meio acad&ecirc;mico. Ao mesmo tempo, o pr&oacute;prio    Minist&eacute;rio do Meio Ambiente reconhece que as esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras constituem um s&eacute;rio problema nacional, incluindo consequ&ecirc;ncias    ambientais, financeiras e de sa&uacute;de p&uacute;blica. Portanto, ao organizarmos    este N&uacute;cleo Tem&aacute;tico, queremos preencher essa lacuna de conhecimentos    e despertar a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica nacional,    de professores e de estudantes para a import&acirc;ncia dessa dimens&atilde;o    da vida em sociedade atrav&eacute;s de textos que analisam a din&acirc;mica,    os mecanismos e as consequ&ecirc;ncias da introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas no territ&oacute;rio brasileiro. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Gostar&iacute;amos de convidar os leitores da <I>Ci&ecirc;ncia    &amp; Cultura</I> a participarem e/ou criarem espa&ccedil;os de debates democr&aacute;ticos    (presencial ou virtual) sobre o tema, porque a efetiva&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    de preven&ccedil;&atilde;o e controle de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    passa pela necess&aacute;ria mobiliza&ccedil;&atilde;o de voc&ecirc;s, leitores,    enquanto atores da din&acirc;mica territorial de bairros, cidades e regi&otilde;es    onde residem e/ou trabalham. &Eacute; preciso somar esfor&ccedil;os no movimento    convergente de constru&ccedil;&atilde;o de um pacto pol&iacute;tico&#45;cient&iacute;fico    em busca de uma melhor qualidade ambiental e de vida de parcela da popula&ccedil;&atilde;o    vulner&aacute;vel aos riscos das esp&eacute;cies invasoras.</font></P>     <p><font size="3">Os textos aqui reunidos procuram sintetizar os conhecimentos    produzidos por profissionais com forma&ccedil;&atilde;o educacional e vincula&ccedil;&atilde;o    institucional diversas. Todos v&ecirc;m aprofundando o estudo das quest&otilde;es    relacionadas ao tema&#45;t&iacute;tulo deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico, sem    perderem de vista, contudo, o sentido cr&iacute;tico da leitura do processo    em curso, exig&ecirc;ncia indispens&aacute;vel para a compreens&atilde;o do    bin&ocirc;mio "local/global". Como veremos, a gest&atilde;o do controle    e erradica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies invasoras &eacute; um processo    de constru&ccedil;&atilde;o coletiva. Iniciamos com um artigo que oferece ao    leitor uma vis&atilde;o panor&acirc;mica do cen&aacute;rio internacional e da    experi&ecirc;ncia brasileira de preven&ccedil;&atilde;o, controle e combate    de esp&eacute;cies invasoras e alguns argumentos em prol de uma pol&iacute;tica    p&uacute;blica de abrang&ecirc;ncia nacional. Em seguida, as bioinvas&otilde;es    de ecossistemas terrestre e aqu&aacute;tico brasileiros s&atilde;o abordadas    separadamente onde cada um dos autores procura deixar clara a defini&ccedil;&atilde;o    dos conceitos empregados. O mesmo tema das bioinvas&otilde;es &eacute; abordado    sob a &oacute;tica das ecologias vegetal e marinha. Por se tratar de uma problem&aacute;tica    multifacetada, e longe de se tornar exclusivamente ambiental, as consequ&ecirc;ncias    das bioinvas&otilde;es sobre a sa&uacute;de humana s&atilde;o descritas e analisadas    com a recupera&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do come&ccedil;o de a&ccedil;&otilde;es    de controle da sa&uacute;de p&uacute;blica e dos registros de esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras que afetam a sa&uacute;de humana. Finalmente, atrav&eacute;s    de um texto conjunto, todos os autores buscam consolidar suas an&aacute;lises    formulando recomenda&ccedil;&otilde;es para a&ccedil;&otilde;es efetivas por    parte do poder p&uacute;blico.</font></P>     <p><font size="3">Obviamente que este N&uacute;cleo Tem&aacute;tico n&atilde;o    esgota as perguntas e as respostas sobre a problem&aacute;tica das esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras do territ&oacute;rio nacional. H&aacute; muito por    ser feito no Brasil, sobretudo por parcelas significativas da comunidade cient&iacute;fica,    mais esperamos ter contribu&iacute;do para o processo de constru&ccedil;&atilde;o    do alicerce de uma Pol&iacute;tica P&uacute;blica de Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle de Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras. Resta&#45;nos apenas desejar    aos leitores uma boa leitura e esperar que tenhamos despertado, em todos, uma    vontade de agir, individual e/ou coletivamente, em prol de um ambiente saud&aacute;vel    para as presentes e futuras gera&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><I><B>Carlos Jos&eacute; Saldanha Machado</b> &eacute; antrop&oacute;logo,    pesquisador em sa&uacute;de p&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo    Cruz (Fiocruz) e professor do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o    em Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).</i></font></P>     <P><font size="3"><i><B>Anderson Eduardo Silva de Oliveira</b> &eacute; bi&oacute;logo,    doutorando do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Meio Ambiente    da UERJ.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Simberloff, D. "How much information on population biology    is needed to manage introduced species?"<I> Conservation Biology</I>, v.17,    n.1, p.83&#45;92. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046055&pid=S0009-6725200900010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Magnusson, W. E. "Homogeiniza&ccedil;&atilde;o bi&oacute;tica".    In: C. F. D. Rocha, H. G. Bergallo, et al (Ed.).<I> Biologia da conserva&ccedil;&atilde;o:    ess&ecirc;ncias</I>. S&atilde;o Carlos: RIMA, p.211&#45;229. 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=046057&pid=S0009-6725200900010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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