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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A experiência brasileira diante das espécies exóticas invasoras e a perspectiva de formulação de uma política pública nacional]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>A EXPERI&Ecirc;NCIA BRASILEIRA DIANTE DAS ESP&Eacute;CIES    EX&Oacute;TICAS INVASORAS E A PERSPECTIVA DE FORMULA&Ccedil;&Atilde;O DE UMA    POL&Iacute;TICA P&Uacute;BLICA NACIONAL</b></font></P>     <p><font size="3"><b>Anderson Eduardo Silva de Oliveira    <br>   Carlos Jos&eacute; Saldanha Machado </b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>A</b></font>o longo da hist&oacute;ria da    humanidade observa&#45;se que em seus deslocamentos em busca de novos territ&oacute;rios,    o homem levou consigo, &agrave; medida que foi colonizando novos ambientes,    diversas esp&eacute;cies de plantas e de animais a ponto de muitas delas se    tornarem, ao longo do tempo, quase indispens&aacute;veis ao modo de vida de    muitas sociedades. Entretanto, uma parcela dessas esp&eacute;cies, ao ser introduzida    em um novo ambiente, gerou efeitos negativos sobre ele, sobre as popula&ccedil;&otilde;es    humanas residentes, sobre seus recursos e/ou bens, sendo ent&atilde;o reconhecidas    como esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras. Da mesma forma, introdu&ccedil;&otilde;es    tamb&eacute;m t&ecirc;m ocorrido de maneira acidental nos &uacute;ltimos 50    anos, especialmente em decorr&ecirc;ncia da intensifica&ccedil;&atilde;o dos    transportes terrestres, a&eacute;reos e mar&iacute;timos (1).</font></P>     <p><font size="3">A introdu&ccedil;&atilde;o no Brasil de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    vinculadas a atividades antr&oacute;picas, de forma intencional e/ou acidental,    teve in&iacute;cio com o processo de coloniza&ccedil;&atilde;o das Am&eacute;ricas    pelos navegantes europeus. Desde ent&atilde;o foram registradas esp&eacute;cies    que se adaptaram e foram incorporadas &agrave; cultura nacional e &agrave;s    comunidades biol&oacute;gicas nativas como o mexilh&atilde;o <I>Perna perna</I>,    assim como aquelas que se tornaram problem&aacute;ticas para a sa&uacute;de    das popula&ccedil;&otilde;es como o mosquito <I>Aedis aegypti</I>. E, quatro    s&eacute;culos depois, assistimos a uma intensifica&ccedil;&atilde;o desse processo,    com os deslocamentos de seres humanos e de cargas que se tornaram as principais    causas das quebras de barreiras ecol&oacute;gicas tendo como uma de suas consequ&ecirc;ncias    o aumento expressivo, em nossos dias, das ocorr&ecirc;ncias de introdu&ccedil;&otilde;es    de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas (2). </font></P>     <p><font size="3">No cen&aacute;rio internacional, tais esp&eacute;cies s&atilde;o    consideradas a segunda maior amea&ccedil;a &agrave; biodiversidade, al&eacute;m    de causar preju&iacute;zos &agrave; economia e se constitu&iacute;rem em riscos    &agrave; sa&uacute;de humana (3). O entendimento de que estamos diante de uma    problem&aacute;tica complexa concorreu para o desenvolvimento, nas sociedades    contempor&acirc;neas, de a&ccedil;&otilde;es articuladas e abrangentes entre    acad&ecirc;micos, tomadores de decis&atilde;o, gestores e agentes econ&ocirc;micos,    atores que t&ecirc;m suas pr&oacute;prias agendas de prioridades e defendem    perspectivas particulares quando apresentam seus resultados de pesquisa. Trata&#45;se,    ent&atilde;o, de apresentar aqui este cen&aacute;rio, de forma resumida, e resgatar    alguns argumentos que apontam para a necessidade de formula&ccedil;&atilde;o    de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica, de abrang&ecirc;ncia nacional, em fun&ccedil;&atilde;o    da experi&ecirc;ncia nacional brasileira.</font></P>     <p><font size="3">Antes, por&eacute;m, n&atilde;o podemos deixar de lembrar que    Charles Darwin (4) foi um dos primeiros a alertar, na segunda metade do s&eacute;culo    XIX, sobre as consequ&ecirc;ncias ambientais da introdu&ccedil;&atilde;o de    uma nova esp&eacute;cie em outro ambiente. Um s&eacute;culo depois, em 1958,    Charles Elton (5) tamb&eacute;m reconhecia que esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    estavam colonizando novos habitats ao redor do mundo, em taxas alarmantes, devido    &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es humanas acidentais ou intencionais. Nessa    publica&ccedil;&atilde;o, Elton fez a primeira revis&atilde;o sobre o tema,    focado na biologia, na hist&oacute;ria natural, na ecologia de popula&ccedil;&otilde;es    e na conserva&ccedil;&atilde;o. Uma revis&atilde;o atualizada sobre o tema s&oacute;    foi feita praticamente meio s&eacute;culo depois por Mark Davis (6) que deu    &ecirc;nfase na intensifica&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno nos anos 1980    e nas investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas das invas&otilde;es biol&oacute;gicas    sob a perspectiva da ecologia moderna.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">De fato, a segunda metade da d&eacute;cada de 1980 (especialmente    entre anos 1986 e 1989) registrou um n&uacute;mero expressivo de importantes    estudos, destacando&#45;se a revis&atilde;o do embasamento te&oacute;rico e a identifica&ccedil;&atilde;o    de quest&otilde;es&#45;chave a serem respondidas, assim como uma maior clareza a    respeito do futuro das pesquisas sobre invas&atilde;o biol&oacute;gica. Apesar    de acompanhar o deslocamento da esp&eacute;cie humana no planeta, a import&acirc;ncia    das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras passou a ser entendida por aqueles    que focavam na sa&uacute;de humana, animal e vegetal, de maneira diferenciada    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que abordavam o tema exclusivamente    pelo vi&eacute;s ambiental, isto &eacute;, enquanto sistema produtivo. Os estudos    focados nos efeitos negativos de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas sobre sistemas    produtivos e/ou sobre a sa&uacute;de humana desenvolveram&#45;se com absoluta independ&ecirc;ncia    dos ecol&oacute;gicos. O distanciamento entre essas abordagens se reflete na    linguagem diferenciada e especializada que permanece nos dias atuais, sendo    empregada a defini&ccedil;&atilde;o de "pragas quarenten&aacute;rias"    quando se refere &agrave; sistemas produtivos, "esp&eacute;cie ex&oacute;ticas    invasoras" quando se refere &acirc;mbito ambiental e "pat&oacute;genos    ex&oacute;ticos" quando a refer&ecirc;ncia &eacute; a sa&uacute;de humana    (7, 8).</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/a11img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Internacionalmente, o tema das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras tornou&#45;se academicamente mais popular nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas,    aumentando a quantidade de pesquisadores, de controv&eacute;rsias e de debates    em diversos peri&oacute;dicos e eventos cient&iacute;ficos. A frequ&ecirc;ncia    de realiza&ccedil;&atilde;o de semin&aacute;rios e congressos contribuiu para    o aumentou do n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es concorrendo, por sua    vez, para a cria&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos especializados    como, por exemplo, o <I>Biological Invasions</I>. No Brasil, ainda que de formas    t&iacute;mida, o interesse pelo tema cresceu somente a partir da d&eacute;cada    de 1990, assim como um grande n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es que    v&ecirc;m contribuindo para a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico    sobre o tema. Trata&#45;se de um conhecimento com incertezas b&aacute;sicas sobre    o n&uacute;mero de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras no pa&iacute;s,    uma decorr&ecirc;ncia da inexist&ecirc;ncia de invent&aacute;rio completo de    biodiversidade, da efetiva distin&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    causadoras de impactos e da intensidade com que o processo de introdu&ccedil;&atilde;o    ocorre atualmente no pa&iacute;s.</font></P>     <p><font size="3">No Brasil, a primeira iniciativa de &acirc;mbito nacional para    compilar informa&ccedil;&otilde;es sobre esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    ocorreu em 2003, a partir do lan&ccedil;amento de um edital do Minist&eacute;rio    do Meio Ambiente. Esse edital surgiu como um desdobramento da reuni&atilde;o    de trabalho que ocorreu em 2001, promovida pela coopera&ccedil;&atilde;o entre    o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o Global Invasive Species Programme    (Gisp), o The Scientific Committee on Problems of the Environment (Scope) e    a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa). O edital tinha    como objetivo central a sele&ccedil;&atilde;o de projetos para a produ&ccedil;&atilde;o    de informes sobre esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras. O conjunto dos    relat&oacute;rios decorrentes desse edital tornou&#45;se o primeiro diagn&oacute;stico    nacional sobre a distribui&ccedil;&atilde;o dessas esp&eacute;cies e a capacidade    instalada no pa&iacute;s para tratar o problema, de forma a subsidiar a defini&ccedil;&atilde;o    de medidas concretas para a preven&ccedil;&atilde;o e o controle de esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras do territ&oacute;rio nacional (9). Os relat&oacute;rios    foram produzidos no &acirc;mbito do Projeto de Conserva&ccedil;&atilde;o e Utiliza&ccedil;&atilde;o    Sustent&aacute;vel da Diversidade Biol&oacute;gica Brasileira (Probio) estabelecendo    um importante marco no conhecimento brasileiro sobre o tema. Os mesmos foram    apresentados em cinco sub&#45;projetos, a saber: 1. esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras que afetam os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o da agricultura, pecu&aacute;ria    e silvicultura; 2. esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras que afetam a sa&uacute;de    humana; 3. esp&eacute;cies invasoras que afetam as &aacute;guas continentais;    4. organismos que afetam o ambiente marinho; e 5. organismos que afetam o ambiente    terrestre. Os resultados subsidiaram as discuss&otilde;es travadas durante o    1º Simp&oacute;sio Brasileiro sobre Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras,    ocorrido em Bras&iacute;lia em 2005. Apesar de algumas defici&ecirc;ncias detectadas    pelos organizadores, os resultados foram considerados satisfat&oacute;rios,    permanecendo o material como uma das mais importantes refer&ecirc;ncias no pa&iacute;s,    dispon&iacute;vel na internet no site do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente    (<I><a href="http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.montac&idEstrutura=14&idConteudo=6190" target="_blank">www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.montac</a></I><a href="http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.montac&idEstrutura=14&idConteudo=6190">&amp;<I>idEstrutura=14</I>&amp;<I>idConteudo=6190</I></a>).</font></P>     <p><font size="3">Segundo a literatura cient&iacute;fica, um dos grandes obst&aacute;culos    &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas &eacute;    o desconhecimento p&uacute;blico da magnitude do problema, assim como dos mecanismos    operacionais da introdu&ccedil;&atilde;o dessas esp&eacute;cies (10). No Brasil,    o tema s&oacute; come&ccedil;ou a ser veiculado pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o    no in&iacute;cio deste s&eacute;culo, sendo abordado de forma espor&aacute;dica    por jornais de grande circula&ccedil;&atilde;o (vide como exemplo, 11) e por    revistas de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (vide como exemplo, 12).    Mas o que se constata &eacute; que a difus&atilde;o dos conhecimentos na sociedade    ainda &eacute; muito incipiente e, em muitos casos, centrada exclusivamente    nos problemas ecol&oacute;gicos, negligenciando as consequ&ecirc;ncias e custos    das bioinvas&otilde;es para a sa&uacute;de humana, os sistemas produtivos e    bens e servi&ccedil;os, bem como o entendimento da din&acirc;mica dos vetores    de introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas no territ&oacute;rio    nacional.</font></P>     <p><font size="3">A difus&atilde;o dos conhecimentos sobre o tema &eacute; preconizada    na Pol&iacute;tica Nacional da Biodiversidade (Decreto Nº 4.339/2002). Entretanto,    at&eacute; o momento n&atilde;o ocorreu nenhuma a&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    do p&uacute;blico leigo, considerada expressiva, em escala nacional, excetuando&#45;se    campanhas locais que focam em determinado organismo e lidam com a dimens&atilde;o    pontual da quest&atilde;o. Para uma efetiva mobiliza&ccedil;&atilde;o faz&#45;se    necess&aacute;ria a inclus&atilde;o de campanhas educativas e da tem&aacute;tica    no curr&iacute;culo escolar da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, assim como    a amplia&ccedil;&atilde;o da divulga&ccedil;&atilde;o nas m&iacute;dias populares.    Nesse processo, a comunidade cient&iacute;fica tem um importante papel a desempenhar,    desde que os pr&oacute;prios cientistas pratiquem uma forma de comunica&ccedil;&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o mais acess&iacute;vel para os pares que n&atilde;o    s&atilde;o especialistas no tema, bem como uma melhor divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica para o conjunto da sociedade, tornando mais claro as certezas    e as incertezas ambientais e sociais envolvidas na quest&atilde;o (13, 14).    Mas a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e a acelera&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica exigem constantes ajustes nos m&eacute;todos e nos instrumentos    de trabalho para evitar erros que possam trazer distor&ccedil;&otilde;es e riscos    para a sele&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o confi&aacute;vel. Isso    porque as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma din&acirc;mica    pr&oacute;pria de crescimento, avassaladora e vertiginosa, que n&atilde;o encontra    paralelo em nenhuma outra atividade humana. Destaca&#45;se ainda a necessidade dos    cientistas conduzirem, em suas institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ensino,    um di&aacute;logo com os pares, os alunos e o quadro t&eacute;cnico a fim de    demonstrar a urg&ecirc;ncia de enfrentamento da problem&aacute;tica das esp&eacute;cies    invasoras.</font></P>     <p><font size="3">Ao voltarmos na linha do tempo, juridicamente, os mais antigos    instrumentos legais aplic&aacute;veis ao tema s&atilde;o o Regulamento de Defesa    Sanit&aacute;ria Vegetal e do Servi&ccedil;o de Defesa Sanit&aacute;ria Animal,    institu&iacute;dos pelos Decretos N&#45;º 24.114 e N&#45;º 24.548, ambos de 1934. Desde    ent&atilde;o, a aplica&ccedil;&atilde;o dos decretos ficou a cargo de departamentos    vinculados ao Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento.    Tais departamentos s&atilde;o amparados ainda por conven&ccedil;&otilde;es internacionais    como o International Plant Protection Convention (IPCC), observando, entretanto,    a soberania do pa&iacute;s (7). O IPPC foi institu&iacute;do em 1952 como um    dos resultados da reuni&atilde;o da Food and Agriculture Organization of the    United Nations (FAO) no ano anterior. At&eacute; aquele momento as preocupa&ccedil;&otilde;es    restringiam&#45;se claramente &agrave; sa&uacute;de de animais e plantas, inseridos    em sistemas produtivos e, adicionalmente, &agrave; sa&uacute;de humana. Somente    a partir da d&eacute;cada de 1960 que o problema passa a ser observado sob a    perspectiva ambiental, tendo como importantes instrumentos a Lei 9.605, de 12    de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), a Lei 6.938, de 31 de agosto    de 1981 (Pol&iacute;tica Nacional de Meio Ambiente) e a Lei 5.179, de 3 de janeiro    de 1967 (Lei de Prote&ccedil;&atilde;o da Fauna).</font></P>     <p><font size="3">Mais recentemente, no final da d&eacute;cada de 1990, a quest&atilde;o    das invas&otilde;es biol&oacute;gicas foi institucionalizada com a forma&ccedil;&atilde;o    de programas internacionais como o Gisp e o Global Ballast Water Management    Programme (Globallast). Essa aten&ccedil;&atilde;o repercutiu positivamente    na mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional com o esfor&ccedil;o empreendido n&atilde;o    s&oacute; nos seguimentos acad&ecirc;micos, mas tamb&eacute;m jur&iacute;dicos,    social e pol&iacute;tico. Como consequ&ecirc;ncia, surge no Brasil um n&uacute;mero    significativo de institui&ccedil;&otilde;es envolvidas com a preven&ccedil;&atilde;o,    controle e/ou erradica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas tais    como institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e fomento a gera&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos, ag&ecirc;ncias reguladoras e fiscalizadoras da entrada e sa&iacute;da    de esp&eacute;cies. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Diante de um cen&aacute;rio em que invas&otilde;es biol&oacute;gicas    afetam simultaneamente diferentes setores da sociedade, &eacute; not&oacute;ria    a desarticula&ccedil;&atilde;o institucional entre aquelas que possuem atribui&ccedil;&otilde;es    para lidar com o tema (15) ou, quando h&aacute; di&aacute;logo, observa&#45;se que    a discuss&atilde;o permanece pontual e incipiente. O arcabou&ccedil;o institucional    brasileiro caracteriza&#45;se, portanto, pela divis&atilde;o de responsabilidades    entre diversas institui&ccedil;&otilde;es e ag&ecirc;ncias cujas atua&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o, em alguns casos, concorrentes ou assumem pap&eacute;is inversos    &agrave;queles para os quais foram criados. Estamos diante da necessidade de    defini&ccedil;&atilde;o e de estrutura&ccedil;&atilde;o de um organismo coordenador    intersetorial de agentes p&uacute;blicos e privados necess&aacute;rios &agrave;    implementa&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica nacional integrada, ainda    por ser formulada, que assegure a consist&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es    e a efici&ecirc;ncia pr&aacute;tica dessa pol&iacute;tica.</font></P>     <p><font size="3">Mas a desarticula&ccedil;&atilde;o institucional reflete, em    parte, a fragmenta&ccedil;&atilde;o dos instrumentos legais e normativos sobre    o tema, instrumentos que regem a conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente,    a aquicultura, a sa&uacute;de e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria.    S&atilde;o instrumentos que estabelecem procedimentos, regras e responsabilidades    institucionais, terminando por estimular conflitos interinstitucionais. O surgimento    desses diplomas reflete o esfor&ccedil;o de diversos segmentos do poder executivo    em aprimorar o arcabou&ccedil;o legal ao recorrem &agrave;s brechas legais existentes,    mas acabando por legislar atrav&eacute;s de portarias e instru&ccedil;&otilde;es    normativas.</font></P>     <p><font size="3">Cabe, ent&atilde;o, se perguntar quais seriam os passos para    se iniciar a constru&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica    nacional? Um dos eventos mais importantes relacionados &agrave; busca de mecanismos    de preven&ccedil;&atilde;o, controle e erradica&ccedil;&atilde;o, foi a 2&#45;ª    Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,    ocorrida em 1992 na cidade do Rio de Janeiro (7). Na ocasi&atilde;o, foi aprovada    a Conven&ccedil;&atilde;o sobre Diversidade Biol&oacute;gica, ratificada pelo    Brasil em 1994 e por mais 150 pa&iacute;ses. Em seu artigo 8&#45;º , que trata da    conserva&ccedil;&atilde;o <I>in situ</I>, as partes acordaram em impedir a introdu&ccedil;&atilde;o,    controlar ou eliminar as esp&eacute;cies ex&oacute;ticas que amea&ccedil;am    os ecossistemas, habitats ou esp&eacute;cies. Buscando atender aos compromissos    agendados nessa Conven&ccedil;&atilde;o, o Brasil empreendeu o esfor&ccedil;o,    mencionado anteriormente, de realiza&ccedil;&atilde;o de um primeiro diagn&oacute;stico    que foi consolidado na forma de relat&oacute;rios setoriais do Informe Nacional    sobre Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras. Apesar de n&atilde;o ter alcan&ccedil;ado    seus objetivos em sua totalidade, esses relat&oacute;rios contemplaram uma primeira    avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade instalada no pa&iacute;s para tratar do    problema. Essa avalia&ccedil;&atilde;o estabelece um alicerce para o desenvolvimento    de uma Estrat&eacute;gia Nacional para Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras    que j&aacute; vem sendo constru&iacute;da sob a coordena&ccedil;&atilde;o do    Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Por&eacute;m, a&ccedil;&otilde;es unilaterais    dos Estados nacionais podem ser insuficientes para gerenciar a ampla gama de    vetores, etapas, atividades e processos que podem resultar na introdu&ccedil;&atilde;o,    em est&iacute;mulo &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o, crescimento e dispers&atilde;o    de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas. Em 2007, como resultado da parceria de organiza&ccedil;&otilde;es    da Am&eacute;rica do Sul, foi apresentado o esbo&ccedil;o do primeiro modelo    para o desenvolvimento de uma estrat&eacute;gia nacional para esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras (16), modelo em processo de discuss&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o    no Brasil. </font></P>     <p><font size="3">Nesse sentido, preconizamos a ado&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio    da coopera&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es institucionais e da participa&ccedil;&atilde;o    efetiva de organismos internacionais como a FAO, CDB e Gisp no processo. &Eacute;    imperativo, tamb&eacute;m, a ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem hol&iacute;stica,    sist&ecirc;mica ou integrada (17) do problema da introdu&ccedil;&atilde;o das    esp&eacute;cies invasoras no Brasil, n&atilde;o s&oacute; pelo fato de suas    consequ&ecirc;ncias incidirem sobre as mais diversas dimens&otilde;es da vida    em sociedade, mas tamb&eacute;m pelas solu&ccedil;&otilde;es a serem encontradas    passarem por caminhos institucionais e sociais variados. O entendimento de tal    fato &eacute; evidenciado ainda pela crescente mobiliza&ccedil;&atilde;o e esfor&ccedil;o    de diferentes atores em prol da formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional. O resultado desse processo convergiu    para a elabora&ccedil;&atilde;o de uma Estrat&eacute;gia Nacional para Esp&eacute;cies    Ex&oacute;ticas Invasoras que, juntamente com a realiza&ccedil;&atilde;o do    primeiro diagn&oacute;stico consolidado nos relat&oacute;rios dos Informes sobre    Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras, descortinam como uma perspectiva    nacional promissora. S&oacute; esperamos que os governantes de um pa&iacute;s    de dimens&otilde;es continentais como o Brasil que, nos &uacute;ltimos anos,    vem procurando otimizar e expandir a infra&#45;estrutura de transportes a&eacute;reos,    mar&iacute;timos, fluvial e terrestres com vistas ao aumento das atividades    econ&ocirc;micas, n&atilde;o esperem a ocorr&ecirc;ncia de eventos catastr&oacute;ficos    para a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es, ligados a alguma esp&eacute;cie    invasora, para agirem em prol do bem&#45;estar dessas popula&ccedil;&otilde;es e    do equil&iacute;brio ambiental atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o,    controle e combate &agrave;s esp&eacute;cies invasoras. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><I><B>Anderson Eduardo Silva de Oliveira</b> &eacute; bi&oacute;logo,    doutorando do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Meio Ambiente    da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E&#45;mail: <a href="mailto:aoliveir23@yahoo.com.br">aoliveir23@yahoo.com.br</a>.</i></font></P>     <p><font size="3"><i><B>Carlos Jos&eacute; Saldanha Machado</b> &eacute; antrop&oacute;logo,    pesquisador em sa&uacute;de p&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo    Cruz (Fiocruz) e professor do Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o    em Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E&#45;mail:    <a href="mailto:carlos.saldanha@pq.cnpq.br">carlos.saldanha@pq.cnpq.br</a>.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">1. Mooney, H. A."Invasive alien species: the nature of    the problem". In: H. A. Mooney, R. N. Mack<I>, et al</I> (Ed.). <I>Invasive    alien species &#150; a new synthesis</I>. Washington, DC: Island Press, p.1&#150;15. 2005.        </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Meyerson, L. A. e Mooney, H. A. "Invasive alien species    in an era of globalization". <I>Frontiers in Ecology Environment, </I>v.5,    n.4, p.199&#150;208. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Pimentel, D., Mcnair<I>, </I>S. <I>et al.</I> "Economic    and environmental threats of alien plant, animal, and microbe invasons".    <I>Agriculture, Ecosystems and Environment</I>, v.84, p.1&#150;20. 2001.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Darwin, C. <I>The origin of species: by means of natural    selection</I>. Londres: John Murray, p. 352. 1859.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Elton, C. S. <I>The ecology of invasions by animals and plants</I>.    Chicago: The University of Chicago Press, p. 181. 1958.     </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">6. Davis, M. A. "Invasion biology 1958&#150;2004: the pursuit    of science and conservation". In: M. W. Cadotte, S. M., Mcmahon<I>, et    al</I> (Ed.). <I>Conceptual ecology and invasions biology: reciprocal approaches    to nature</I>. London: Kluwer Publishers, 2005.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Lopian, R. <I>The International Plant Protection Convention    and invasive alien species.</I> Proceedings of the workshop on invasive alien    species and the International Plant Protection Convention. Braunschweig, Germany:    FAO. 22&#150;26, p. 6&#45;16. September 2003, 2005.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Chame, M., Brand&atilde;o, M. <I>et al</I>. <I>Esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras que afetam a sa&uacute;de humana</I>. Funda&ccedil;&atilde;o    para o Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico em Sa&uacute;de/Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, p.186. 2005</font><!-- ref --><p><font size="3">9. MMA. Termo de refer&ecirc;ncia para sele&ccedil;&atilde;o    de propostas para a elabora&ccedil;&atilde;o de informes sobre esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras. Secretaria de Biodiversidade e Florestas: p. 14.    2003.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Stein, R. "Invasive species law and policy in South    Africa". In: M. L. Miller e R. N. Fabian (Ed.). <I>Harmful invasive species:    Legal responses.</I> Washington, DC: Environmental Law Institute, p. 51&#150;70.    2004.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Brand&atilde;o, T. "Esp&eacute;cies invasoras: preju&iacute;zo    de US$ 50 bilh&otilde;es". <I>O Globo</I>. Rio de janeiro: p. 32. 2006.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Silva, J.S.V., Fernandes, F. C.<I> et al.</I> "&Aacute;gua    de lastro &#150; amea&ccedil;a aos ecossistemas". <I>Ci&ecirc;ncia Hoje</I>,    v.32, n.188, p.38&#150;43. 2002.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">13. Lubchenco, J. "Entering the century of the environment:    A new social contract for science". <I>Science</I>, v.279, p.491&#150;497. 1998.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Weber, J. R. e Word, C. S. "The communication process    as evaluative context: what do nonscientists hear when scientists speak?"    <I>BioScience</I>, v.51, n.6, p.487&#150;495. 2001.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">15. Oliveira, A. E. S. e Machado, C. J. S. "Quem &eacute;    quem diante da presen&ccedil;a de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas no Brasil?    Uma leitura do arcabou&ccedil;o institucional&#150;legal voltada para a formula&ccedil;&atilde;o    de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional". IV Encontro Nacional da    Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s&#150;Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa    em Ambiente e Sociedade. Bras&iacute;lia, DF: Anppas, p. 1&#150;14. 2008.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">16. Ziller, S. R., Zalba, S. M.<I>, et al. Modelo para    o desenvolvimento de uma estrat&eacute;gia nacional para esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras</I>. The Nature Conservancy/Gisp, p.61. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">17. Machado, Carlos Jos&eacute; Saldanha. "Mudan&ccedil;as    conceituais na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do meio ambiente".    <I>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</I>, 55(4): 24&#150;26, 2003.</font> ]]></body><back>
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