<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252009000100013</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Espécies exóticas invasoras que afetam a saúde humana]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chame]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcia]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>61</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>30</fpage>
<lpage>34</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252009000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252009000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252009000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>ESP&Eacute;CIES EX&Oacute;TICAS INVASORAS QUE AFETAM A SA&Uacute;DE    HUMANA</b></font></P>     <p><font size="3"><b>Marcia Chame </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"> <font size=5><b>&Eacute;</b></font> dif&iacute;cil imaginarmos    que a nossa constante procura por lugares melhores, maior oferta de alimentos    e riquezas, aus&ecirc;ncia de inimigos ou competidores e tudo mais que nos move    mundo afora desde a pr&eacute;&#45;hist&oacute;ria tenha feito com que carreg&aacute;ssemos    conosco, seja como parasitos ou comensais nossos ou daqueles que nos acompanhavam,    ou nos objetos que lev&aacute;vamos, esp&eacute;cies que podiam ser ex&oacute;ticas    e que, dependendo das condi&ccedil;&otilde;es encontradas em locais novos, poderiam    se tornar invasoras.</font></P>     <p><font size="3">Embora ainda se discuta particularidades da terminologia empregada    (1) tr&ecirc;s premissas podem ser consideradas como consenso para    se identificar uma esp&eacute;cie ex&oacute;tica invasora: 1. que ela esteja    fora da &aacute;rea de origem ecol&oacute;gica; 2. que sua dispers&atilde;o    tenha sido realizada ou facilitada por a&ccedil;&otilde;es ou movimentos humanos,    intencionais, acidentais ou facilitados por a&ccedil;&otilde;es anteriores e;    3. que sua dispers&atilde;o ameace ecossistemas, habitats e outras esp&eacute;cies.    Nesse sentido, a defini&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o da Diversidade    Biol&oacute;gica (CDB) &eacute; a mais ampla e recomendada, pois trata "daquelas    esp&eacute;cies que se encontram fora de sua &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o    original e amea&ccedil;am ecossistemas, habitats e outras esp&eacute;cies"    (2). &Eacute; importante ressaltar o impacto evolutivo que essas esp&eacute;cies    podem causar &agrave;s esp&eacute;cies nativas uma vez que podem exclu&iacute;&#45;las    por competi&ccedil;&atilde;o, por deslocamento de nicho ecol&oacute;gico, hibridiza&ccedil;&atilde;o,    redirecionar o processo evolutivo a partir de intera&ccedil;&otilde;es co&#45;evolutivas    e, por fim, lev&aacute;&#45;las &agrave; extin&ccedil;&atilde;o (3).</font></P>     <p><font size="3">Considera&#45;se que a distribui&ccedil;&atilde;o original de uma    esp&eacute;cie se refere aos ecossistemas naturais de origem e n&atilde;o aos    limites pol&iacute;ticos de pa&iacute;ses ou estados. Assim, a introdu&ccedil;&atilde;o    de uma esp&eacute;cie de um ecossistema em outro de um mesmo pa&iacute;s &eacute;    considerada uma esp&eacute;cie ex&oacute;tica nesse ecossistema, podendo se    tornar invasora. A dispers&atilde;o natural de esp&eacute;cies nativas entre    um mesmo ecossistema compartilhado por pa&iacute;ses cont&iacute;guos n&atilde;o    as constitui como esp&eacute;cies ex&oacute;ticas, embora possam se tornar invasoras    se altera&ccedil;&otilde;es ambientais criarem condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis    a sua expans&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Considerando o crescente aumento da popula&ccedil;&atilde;o    humana ao longo de seus milh&otilde;es de anos de evolu&ccedil;&atilde;o e de    seu processo global de dispers&atilde;o &eacute; prov&aacute;vel que boa parte    das esp&eacute;cies, que foram carregadas para os quatro cantos do planeta,    n&atilde;o se tenham tornado invasoras nos ambientes para os quais foram disseminadas,    o que significa que n&atilde;o s&atilde;o obrigatoriamente mal&eacute;ficas.    &Eacute; necess&aacute;rio considerar, ainda, que esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    podem necessitar de cuidados para se manterem, como &eacute; o caso das esp&eacute;cies    introduzidas com fins de alimenta&ccedil;&atilde;o. Algumas esp&eacute;cies    s&atilde;o capazes de se estabelecer de forma incipiente n&atilde;o amea&ccedil;ando    a biodiversidade e, portanto, n&atilde;o s&atilde;o invasoras embora sejam ex&oacute;ticas.    Em geral as esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras t&ecirc;m a capacidade    de se reproduzir e crescer rapidamente; possuem mecanismos biol&oacute;gicos    de dispers&atilde;o eficazes; apresentam plasticidade fenot&iacute;pica que    lhes proporciona habilidade fisiol&oacute;gica de adapta&ccedil;&atilde;o e    a capacidade de sobreviver utilizando v&aacute;rios tipos de alimento em grande    amplitude de condicionantes ambientais.</font></P>     <p><font size="3">Assim, os estudos e o monitoramento de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    devem ser cont&iacute;nuos uma vez que a introdu&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o,    na maioria das vezes, s&atilde;o fruto de conjunto de fatores ainda pouco previs&iacute;veis.    A distribui&ccedil;&atilde;o dessas esp&eacute;cies num dado ecossistema reflete    a din&acirc;mica das altera&ccedil;&otilde;es ecossist&ecirc;micas, clim&aacute;ticas,    das paisagens e de seu uso. Uma das consequ&ecirc;ncias potenciais do aquecimento    global (4) e certamente das modifica&ccedil;&otilde;es globais causadas    pela a&ccedil;&atilde;o do homem (5) &eacute; a disponibilidade de    novas &aacute;reas apropriadas para expans&atilde;o dessas esp&eacute;cies,    principalmente de vetores de doen&ccedil;as. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A problem&aacute;tica da introdu&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o    de esp&eacute;cies al&oacute;ctones em novos ambientes &eacute; identificada    a partir dos danos ou inconveni&ecirc;ncias por elas causadas e, por isso, ao    longo dos s&eacute;culos receberam muitas denomina&ccedil;&otilde;es tais como    peste, praga, nociva, ex&oacute;tica, n&atilde;o nativa, alien&iacute;gena,    entre outras (6). Seus impactos geraram as primeiras medidas de controle    como as quarentenas para animais, plantas e escravos. Internacionalmente um    dos primeiros tratados firmados foi a Conven&ccedil;&atilde;o Sanit&aacute;ria    de 1852 entre a Fran&ccedil;a, Portugal, Sardenha, Toscana e Turquia para proteger    os pa&iacute;ses do Mediterr&acirc;neo da peste, febre amarela e c&oacute;lera.    A partir do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX um arsenal de medidas e acordos    internacionais para o controle e preven&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras vem se estabelecendo (1). </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n1/a13img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">No Brasil, a a&ccedil;&atilde;o no campo do controle da sa&uacute;de    p&uacute;blica se inicia ainda no Brasil col&ocirc;nia, motivada certamente    pelo intenso tr&acirc;nsito e com&eacute;rcio de especiarias e minerais. Em    1809, com a fam&iacute;lia real portuguesa j&aacute; instalada no Brasil, &eacute;    criado o cargo de provedor&#45;mor da sa&uacute;de que tinha entre suas atribui&ccedil;&otilde;es    a inspe&ccedil;&atilde;o do porto do Rio de Janeiro. Ao final do s&eacute;culo    XIX um regulamento j&aacute; organizava o servi&ccedil;o de sa&uacute;de nos    portos brasileiros e ainda vigoram os Decretos 24.114 e 24.548, ambos de 1934    que aprovam os regulamentos dos Servi&ccedil;os de Defesa Sanit&aacute;ria Vegetal    e Animal (7).</font></P>     <p><font size="3">V&aacute;rios epis&oacute;dios na sa&uacute;de humana brasileira    s&atilde;o exemplos da entrada de pat&oacute;genos e vetores, a partir do tr&acirc;nsito    mar&iacute;timo intenso entre o Brasil e a Europa. A peste, cujo agente etiol&oacute;gico    &eacute; a bact&eacute;ria <I>Yersinia pestis</I>, transmitida pela pulga dos    ratos (<I>Xenopsilla cheops</I>) &eacute; bastante conhecida por suas pandemias    no Velho Mundo. Foi notificada no Brasil, pela primeira vez em 1899, com a chegada    de um navio cargueiro de Amsterd&atilde; ao porto de Santos (8). Hoje apenas    alguns focos localizados, portos e aeroportos precisam ser monitorados, uma    vez que a possibilidade de reemerg&ecirc;ncia da peste urbana n&atilde;o pode    deixar de ser considerada. </font></P>     <p><font size="3">Nem sempre &eacute; simples identificar uma esp&eacute;cie ex&oacute;tica.    Muitas quest&otilde;es est&atilde;o envolvidas nessa identifica&ccedil;&atilde;o.    A principal &eacute; a necessidade de um excelente conhecimento das esp&eacute;cies    nativas e suas distribui&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas (incluindo hospedeiros,    vetores e pat&oacute;genos), tarefa nada f&aacute;cil num pa&iacute;s com a    dimens&atilde;o territorial e da biodiversidade do Brasil, com a car&ecirc;ncia    de taxonomistas e pesquisadores estudiosos em biogeografia, evolu&ccedil;&atilde;o.    Outra quest&atilde;o importante &eacute; o corte temporal ao qual atribu&iacute;mos    a entrada de uma esp&eacute;cie no ecossistema, &eacute; importante relembrar    que o conceito preconiza a introdu&ccedil;&atilde;o beneficiada de alguma forma    pela a&ccedil;&atilde;o humana. Assim, devemos considerar como esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas todas aquelas trazidas pelo <I>Homo sapiens</I> ao continente    americano desde as migra&ccedil;&otilde;es pr&eacute;&#45;hist&oacute;ricas, h&aacute;    alguns milhares de anos. No entanto, muitas dessas esp&eacute;cies podem ter    ficado ocultas por s&eacute;culos, simplesmente por falta de registro ou diagn&oacute;stico.    H&aacute; que se considerar que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; confirma&ccedil;&atilde;o    da ocorr&ecirc;ncia de esp&eacute;cies, gen&oacute;tipos, sorotipos, cepas e    outras variantes de microorganismos, somente nos &uacute;ltimos 30 anos, com    a biologia molecular, &eacute; poss&iacute;vel uma precis&atilde;o maior na    identifica&ccedil;&atilde;o. Antes disso, quando h&aacute; registros, estes    se referem ao diagn&oacute;stico de doen&ccedil;as por suas formas cl&iacute;nicas,    significando que podiam misturar pat&oacute;genos diversos em doen&ccedil;as    semelhantes ou o mesmo agente etiol&oacute;gico como esp&eacute;cie relacionada    a doen&ccedil;as distintas. Do ponto de vista pr&aacute;tico, o melhor ser&aacute;    sempre localizar a esp&eacute;cie a partir do momento do registro de sua ocorr&ecirc;ncia,    o que pode ser modificado obviamente com o aprofundamento dos estudos. Neste    sentido, h&aacute; uma mobiliza&ccedil;&atilde;o mundial para o cadastramento    das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas numa base de dados global. Essa iniciativa,    Global Invasive Species Database (<I><a href="http://www.issg.org/database" target="_blank">http://www.issg.org/database</a></I>)    protagonizada pela Uni&atilde;o Internacional para Conserva&ccedil;&atilde;o    da Natureza com institui&ccedil;&otilde;es colaboradoras, encontra&#45;se <I>on    line</I> e registra para o Brasil 115 esp&eacute;cies. Apenas duas esp&eacute;cies    relativas &agrave; sa&uacute;de humana, <I>Aedes albopictus</I> e <I>Vibrio    cholarae</I>.</font></P>     <p><font size="3">O invent&aacute;rio das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    depende do levantamento e do conhecimento das esp&eacute;cies nativas e n&atilde;o    &eacute; apenas uma a&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica para o pr&oacute;prio    pa&iacute;s. Essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para os pa&iacute;ses    vizinhos e tamb&eacute;m para aqueles com os quais mant&eacute;m fluxo comercial.    O transporte de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras via produtos agr&iacute;colas,    pecu&aacute;rios, embalagens, artesanatos, migra&ccedil;&otilde;es, turismo    e mesmo produtos industrializados que podem transportar estruturas biol&oacute;gicas    e moleculares (caso do mal da vaca louca) podem determinar preju&iacute;zos    econ&ocirc;micos importantes para o pa&iacute;s importador e tamb&eacute;m para    o pa&iacute;s exportador, por meios de duros embargos econ&ocirc;micos.</font></P>     <p><font size="3">O conhecimento das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    e levantamento das a&ccedil;&otilde;es e estruturas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle da entrada dessas esp&eacute;cies &eacute; uma das miss&otilde;es    dos pa&iacute;ses signat&aacute;rios da CDB, uma vez que sua ocorr&ecirc;ncia    &eacute; a segunda maior causa de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    no mundo (9).  A primeira causa de extin&ccedil;&atilde;o &eacute;    a perda de habitats. </font></P>     <p><font size="3">O Brasil, por interm&eacute;dio do Projeto para a Conserva&ccedil;&atilde;o    e Utiliza&ccedil;&atilde;o Sustent&aacute;vel da Diversidade Biol&oacute;gica    Brasileira (Probio), implantado pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA),    com apoio do Global Environmental Facility (GEF), Banco Mundial e CNPq desenvolveu    o primeiro invent&aacute;rio das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras no    pa&iacute;s (2004 a 2006). Coordenaram esses estudos a Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria    (Embrapa), o Instituto Oceanogr&aacute;fico da USP, o Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o    Ambiental The Nature Conservancy do Brasil, o Instituto H&oacute;rus de Desenvolvimento    e Conserva&ccedil;&atilde;o Ambiental, a Funda&ccedil;&atilde;o Arthur Bernardes    e a Universidade Federal de Vi&ccedil;osa. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O I Informe Nacional sobre Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras,    publicado em 2008 pelo MMA, compila dados de 568 esp&eacute;cies. Destas, 171    s&atilde;o esp&eacute;cies que afetam a fauna e a flora terrestres, 92 afetam    o setor produtivo, 66 os ambientes marinhos, 49 as &aacute;guas continentais    e 99 a sa&uacute;de humana.</font></P>     <p><font size="3">As esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras que afetam a sa&uacute;de    humana mais abundante s&atilde;o os helmintos, seguidos de plantas, artr&oacute;podes,    v&iacute;rus, bact&eacute;rias, fungos e protozo&aacute;rios (<a href="/img/revistas/cic/v61n1/a13tab01.gif">Tabela    1</a>).</font></P>     <p><font size="3">A maioria das esp&eacute;cies foi introduzida no per&iacute;odo    colonial, com as navega&ccedil;&otilde;es e, de maneira acidental ou de forma    desconhecida, em recipientes ou associadas aos animais dom&eacute;sticos e ao    pr&oacute;prio homem. Cerca de 30 esp&eacute;cies foram introduzidas de maneira    volunt&aacute;ria para cria&ccedil;&atilde;o e melhoria de plantel, aquarofilia,    usos medicinais e farmacol&oacute;gicos, ornamentais e cepas para pesquisas    cient&iacute;ficas (7).</font></P>     <p><font size="3">Das 99 esp&eacute;cies identificadas, 92 j&aacute; foram introduzidas    no Brasil. Somente oito foram consideradas potenciais invasoras, entre estas    est&atilde;o compreendidas v&iacute;rus e helmintos. Os helmintos potenciais    invasores s&atilde;o parasitas de peixes associados &agrave; expans&atilde;o    da culin&aacute;ria japonesa e da ingest&atilde;o de pescado cru (10).</font></P>     <p><font size="3">T&eacute;cnicas de controle das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    identificadas no Brasil at&eacute; 2006 s&atilde;o conhecidas e dispon&iacute;veis    para 90% das esp&eacute;cies. A maioria das esp&eacute;cies possui um ou mais    hospedeiros intermedi&aacute;rios para completar seu ciclo e, muitas vezes,    a entrada do pat&oacute;geno est&aacute; associada &agrave; entrada deles.</font></P>     <p><font size="3">Indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie humana foram os principais    respons&aacute;veis (42,1%) pela introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas invasoras que afetam a sa&uacute;de humana, confirmando o fato    de que os maiores transmissores de doen&ccedil;as humanas s&atilde;o os pr&oacute;prios    humanos. Os ve&iacute;culos de transporte para os quais n&atilde;o h&aacute;    notifica&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;vel presen&ccedil;a de agente etiol&oacute;gico    ou vetor, como embalagens contaminadas por solos e insetos, plantas para uso    ornamental e objetos que servem de abrigo para essas esp&eacute;cies respondem    por 15,7% das esp&eacute;cies introduzidas. O transporte de alimentos, principalmente    de v&iacute;veres, mas tamb&eacute;m os processados de forma inadequada, responde    por 5,2% das invasoras no Brasil. Os roedores s&atilde;o respons&aacute;veis    por 10,5% da entrada de pat&oacute;genos no pa&iacute;s, o pescado responde    por 7,4%, os bovinos, ovinos/caprinos e c&atilde;es por 4,2% e as aves e equinos    por 2,1% (7).</font></P>     <p><font size="3">Os dados levantados desmistificam algumas cren&ccedil;as como,    por exemplo, a responsabilidade do c&atilde;o na transmiss&atilde;o de muitas    doen&ccedil;as para o homem e animais, e aponta como maior risco da introdu&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas aquelas associadas e n&atilde;o notificadas,    agregadas a mercadorias, pessoas, animais e plantas. </font></P>     <p><font size="3">O Brasil &eacute; um pa&iacute;s extenso que faz fronteira seca    com 10 pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul e 8.500 km de litoral. Com toda    essa extens&atilde;o &eacute; &oacute;bvia a dificuldade para controlar a circula&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras tanto interna quanto externamente.    A facilidade e o acesso aos meios de transportes impulsionados pelo mercado    globalizado eliminaram barreiras comerciais e facilitaram a transposi&ccedil;&atilde;o    das barreiras biol&oacute;gicas. Segundo a Empresa de Infra&#45;estrutura Aeroportu&aacute;ria    (Infraero) somente no m&ecirc;s de maio de 2008 (<I><a href="http://infraero.gov.br/movi.php?gi=movi" target="_blank">http://infraero.gov.br/movi.php?gi=movi</a></I>)    circularam pelos aeroportos brasileiros 48.029.736 passageiros, 514.317.614    Kg de carga e 104.925.675 Kg de mala postal. Esses valores possibilitam a percep&ccedil;&atilde;o    do enorme desafio que os setores respons&aacute;veis pelo controle e preven&ccedil;&atilde;o    da circula&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas no Brasil enfrentam.</font></P>     <p><font size="3">No que tange as esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras que    afetam a sa&uacute;de humana o desafio &eacute; enfrentado prioritariamente    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) que tem, entre suas fun&ccedil;&otilde;es,    a de detectar e controlar epidemias que possam atingir a popula&ccedil;&atilde;o    humana brasileira. A Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS) &eacute;    encarregada de emitir o alerta de risco epidemiol&oacute;gico em todo o territ&oacute;rio    nacional, baixar normas t&eacute;cnicas sobre formas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle de agentes infecciosos e vetores. Esta secretaria ainda coordena    e executa os planos de divulga&ccedil;&atilde;o dos riscos epidemiol&oacute;gicos    e articula os programas envolvendo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de    (OMS) e &oacute;rg&atilde;os brasileiros de vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria    e de sa&uacute;de. A Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria    (Anvisa) &eacute; competente para inspecionar as condi&ccedil;&otilde;es higi&ecirc;nico&#45;sanit&aacute;rias    de mercadorias para o consumo humano e as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    dos viajantes, com o intuito de controlar vetores de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    internacional.</font></P>     <p><font size="3">Entretanto, como vimos anteriormente os riscos da introdu&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies que afetam a sa&uacute;de humana n&atilde;o s&atilde;o restritos    &agrave;s a&ccedil;&otilde;es da sa&uacute;de. Entre os instrumentos legais    (leis, decretos, portarias, instru&ccedil;&otilde;es normativas e outros) inventariados    at&eacute; 2006, cerca de 300 normatizam, de alguma forma, a preven&ccedil;&atilde;o    e o controle dessas esp&eacute;cies no Brasil. A legisla&ccedil;&atilde;o existente    na &eacute;poca &eacute; dispersa &#150; e, por isso, de dif&iacute;cil acesso &#150;    al&eacute;m de ser muitas vezes amb&iacute;gua e conflitante, pois reflete o    interesse dos 10 minist&eacute;rios com atribui&ccedil;&otilde;es sobre o tema    (7).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os minist&eacute;rios que em suas compet&ecirc;ncias atuam como    executores de a&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e inspe&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m do papel primordial de elaboradores de instrumentos legais s&atilde;o    o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria    e Abastecimento, o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e o Minist&eacute;rio    da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Vale ressaltar a necessidade de atualiza&ccedil;&atilde;o    desses dados, a partir de 2006, uma vez que novos minist&eacute;rios, secretarias    de estado e &oacute;rg&atilde;os governamentais foram criados, bem como dos    instrumentos legais, em constante processo de aprimoramento.</font></P>     <p><font size="3">&Eacute; importante destacar a efici&ecirc;ncia da Anvisa nas    a&ccedil;&otilde;es de controle de doen&ccedil;as nas fronteiras, portos e aeroportos,    desde que sejam informadas pelos sistemas internacionais de alerta. Quando a    fiscaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem objeto de busca direcionada a um pat&oacute;geno,    hospedeiro ou vetor espec&iacute;fico, a a&ccedil;&atilde;o ainda precisa de    incrementos e o risco de entrada de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    no pa&iacute;s &eacute; real, pois depende de uma a&ccedil;&atilde;o articulada    entre os diversos &oacute;rg&atilde;os que atuam na fiscaliza&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Neste aspecto &eacute; estrat&eacute;gico que os agentes da    Pol&iacute;cia Federal e da Receita Federal sejam preparados para detectar possibilidades    de ocorr&ecirc;ncias da entrada de uma esp&eacute;cie ex&oacute;tica, pois s&atilde;o    eles que mant&ecirc;m o primeiro contato com passageiros e mercadorias e, em    casos suspeitos, s&atilde;o os respons&aacute;veis por acionar o agente especializado    para avaliar o caso. </font></P>     <p><font size="3">Os preju&iacute;zos causados pelas esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras chegam, em algumas estimativas, a 5% do PIB mundial (10). Alguns exemplos    na sa&uacute;de s&atilde;o emblem&aacute;ticos, como a dengue cujo vetor chegou    ao Brasil, em diversos momentos desde 1850, foi erradicado pelo menos duas vezes,    at&eacute; que a partir de 1998 passou a ser detectado em todos os estados brasileiros.    No per&iacute;odo de janeiro a mar&ccedil;o de 2008, a SVS registrou 120.413    casos de dengue cl&aacute;ssica, 647 casos de febre hemorr&aacute;gica da dengue    e a ocorr&ecirc;ncia de 48 &oacute;bitos. Houve um aumento de 136.488 casos    em rela&ccedil;&atilde;o a 2006, al&eacute;m de enorme preju&iacute;zo financeiro.</font></P>     <p><font size="3">Muitas recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o feitas pela CDB    para a preven&ccedil;&atilde;o e controle das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras (<I><a href="http://www.biodiv.org" target="_blank">www.biodiv.org</a></I>).    Entre as mais importantes: o desenvolvimento de crit&eacute;rios e pesquisas    para an&aacute;lise de risco da introdu&ccedil;&atilde;o dessas esp&eacute;cies,    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que alerte novas invas&otilde;es e    dispers&atilde;o de esp&eacute;cies em novas &aacute;reas; aten&ccedil;&atilde;o    &agrave;s prioridades dos trabalhos taxon&ocirc;micos; uma avalia&ccedil;&atilde;o    da efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia das medidas de preven&ccedil;&atilde;o    existentes, entre outras.</font></P>     <p><font size="3">Os estudos e o invent&aacute;rio realizados para o I Informe    Nacional sobre Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras que Afetam a Sa&uacute;de    Humana no Brasil, assim como esta sint&eacute;tica revis&atilde;o, mostram a    necessidade da cria&ccedil;&atilde;o de um Programa Nacional para Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle das Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras que integre obrigatoriamente    os diversos atores, setores e minist&eacute;rios para a elabora&ccedil;&atilde;o    de um plano conjunto de atua&ccedil;&atilde;o em todo o pa&iacute;s. </font></P>     <p><font size="3">Esse programa deve: (a) realizar uma revis&atilde;o da estrutura    legal existente no pa&iacute;s e construir um arcabou&ccedil;o legal unificado    e integrado, no qual os instrumentos espec&iacute;ficos de cada &aacute;rea    de atua&ccedil;&atilde;o se adequem &agrave; hierarquia nacional do programa    e, dessa maneira, facilite o conhecimento e a aplica&ccedil;&atilde;o da lei    nos servi&ccedil;os de ponta, (b) criar um programa de capacita&ccedil;&atilde;o    e treinamento integrado e continuado de todos os agentes envolvidos nas a&ccedil;&otilde;es    locais de preven&ccedil;&atilde;o e controle de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas    invasoras; (c) criar um Sistema Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o e Controle    de Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras com um banco de dados de consulta    <I>on line</I> das esp&eacute;cies j&aacute; introduzidas e potenciais invasoras,    com imagens e indica&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisas    que possam ser consultadas, em caso de d&uacute;vidas ou dificuldades de identifica&ccedil;&atilde;o    das esp&eacute;cies. Esse sistema poder&aacute; ainda criar padr&otilde;es e    normas de divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es certificadas    sobre potenciais introdu&ccedil;&otilde;es de esp&eacute;cies internacionais    ou nacionais de forma integrada para todo o territ&oacute;rio nacional; (d)    manter um f&oacute;rum t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fico peri&oacute;dico para    discuss&atilde;o e melhoria da estrutura de preven&ccedil;&atilde;o e controle    de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras; (e) fomentar a pesquisa diagn&oacute;stica    e taxon&ocirc;mica, tradicional e molecular para apoiar o controle, a preven&ccedil;&atilde;o,    o monitoramento de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas e a determina&ccedil;&atilde;o    da origem das esp&eacute;cies; (f) elaborar e disponibilizar crit&eacute;rios    para an&aacute;lise de risco de introdu&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies    ex&oacute;ticas no pa&iacute;s; (g) fomentar nas diversas &aacute;reas a avalia&ccedil;&atilde;o    das medidas de preven&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies ex&oacute;ticas e    o risco dessas medidas sobre a biodiversidade e a sa&uacute;de humana, animal    e vegetal; (e) veicular na m&iacute;dia de massa os impactos e a necessidade    da preven&ccedil;&atilde;o e controle de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas invasoras    como forma de promover a sa&uacute;de humana, animal e vegetal e conservar a    biodiversidade brasileira e; (h) incrementar o programa de informa&ccedil;&atilde;o    aos viajantes para que al&eacute;m da observ&acirc;ncia &agrave;s normas internacionais    de vacina&ccedil;&atilde;o, estejam atentos principalmente aos riscos de transporte    de esp&eacute;cies n&atilde;o notificadas, pois podem ser agentes que prejudiquem    muito mais do que sua sa&uacute;de e de sua fam&iacute;lia.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><I><B>Marcia Chame</b> &eacute; bi&oacute;loga, pesquisadora    titular da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e coordenadora do Programa    Institucional Biodiversidade &amp; Sa&uacute;de. Foi coordenadora geral do I    Informe Nacional sobre Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras que Afetam    a Sa&uacute;de Humana financiado pelo MMA, Bird, GEF, CNPq realizado pela Fiocruz.    E&#45;mail: <a href="mailto:mchame@ensp.fiocruz.br">mchame@ensp.fiocruz.br</a></i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Riley, S. "Invasive alien species and the protection    of biodiversity: the role of quarantine laws in resolving inadequate in the    internacional legal regime". <I>Journal of Environmental Law</I>, 17(3),    323&#150;359. 2005.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Decis&atilde;o VI/23 da Confer&ecirc;ncia das Partes. Report    of sixth meeting of the parties to the convention on biological diversity, Unep/CDB/COP6/20.    Dispon&iacute;vel em <I><a href="http://biodiv.org/doc/meetings/cop/cop&#150;o6/official/cop&#150;o6&#150;20&#150;part2&#150;en.pdf" target="_blank">http://biodiv.org/doc/meetings/cop/cop&#150;o6/official/cop&#150;o6&#150;20&#150;part2&#150;en.pdf</a>    </i></font><!-- ref --><p><font size="3">3. Mooney, H. A., Mack, R. N., McNeely, J. A., Neville, L.E.,    Schei, P. J., Waage J. K.. <I>Invasive alien species&#150; a new synthesis</I>. Island    press, p. 369. 2005</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Sutherst, R.W. "The vulnerability of animal and human    health to parasites under global change". <I>International Journal for    Parasitology</I>, 31.993&#150;948. 2001 </font><!-- ref --><p><font size="3">5. Vitousek, P.M., D'Antonio, C.M.D., Loope, L.L., Rejm&aacute;nek,    M., WestBrooks, R.. "Introduced species: a significant component of human&#150;caused    global change". <I>New Zealand Journal of Ecology</I>, 21(1), 1&#150;16. 1997.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Pimentel, D., McNair, S., Janecka, J., Wightman, J., Simmonds,    C., O'Connell, C., Wong, E., Russel, L., Zern, J., Aquino, T., Tsomondo T..    "Economic and environmental threats of alien plant, animal, and microbe    invasions". <I>Agriculture, Ecosystems and Environment,</I> 84.1&#150;20. 2001.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Chame, M., Brand&atilde;o, M. L., Batouli&#150;Santos, A., Justo,    R. (coords.) <I>Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras que Afetam a Sa&uacute;de    Humana &#150; Relat&oacute;rio Final</I>. Funda&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento    Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz,    Minist&eacute;rio do Meio Ambiente/SBF/Probio, Bird, GEF, CNPq. 186p. 2006 .    Dispon&iacute;vel em <I><a href="http://sistemas.mma.gov.br/sigepro/arquivos/_6/RelatorioFinal2PROBIO.pdf" target="_blank">http://sistemas.mma.gov.br/sigepro/arquivos/_6/Relatorio%20Final2%20PROBIO.pdf</a></i></font><!-- ref --><p><font size="3">8. <I>Jornal do Commercio</I> de Recife. "Doen&ccedil;a    entrou no Brasil em 1899 por S&atilde;o Paulo". 2002.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9. McNeely, J.A., Money, H. A., Neville, L. E., Schei, P., Waage    J. K. (eds). <I>Global Strategy on Invasive Alien species</I>. IUCN on behalf    of the Global Invasive Species Programme, Gland, Switzerland and Cambridge,    UK. Dispon&iacute;vel em<I> <a href="http://www.gisp.org/publications/brochures/globalstrategySP.pdf" target="_blank">http://www.gisp.org/publications/brochures/globalstrategySP.pdf</a></i></font><!-- ref --><p><font size="3">10. Rodrigues&#150;Silva, R., Daipert&#150;Garcia, D. Knoff., Helmintos.    M. In: Chame, M., Brand&atilde;o, M. L., Batouli&#150;Santos, A., Justo, R. (coords.)    <I>Esp&eacute;cies Ex&oacute;ticas Invasoras que Afetam a Sa&uacute;de Humana    &#150; Relat&oacute;rio Final</I>. Funda&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento    Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz,    Minist&eacute;rio do Meio Ambiente/SBF/Probio, Bird, GEF, CNPq. p.69&#150;73. 2006.</font> ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Riley]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Invasive alien species and the protection of biodiversity: the role of quarantine laws in resolving inadequate in the internacional legal regime"]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Environmental Law]]></source>
<year>2005</year>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>323-359</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Decisão VI/23 da Conferência das Partes: Report of sixth meeting of the parties to the convention on biological diversity, Unep/CDB/COP6/20]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mooney]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mack]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McNeely]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neville]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schei]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waage]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Invasive alien species- a new synthesis]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>369</page-range><publisher-name><![CDATA[Island press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sutherst]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["The vulnerability of animal and human health to parasites under global change"]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal for Parasitology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>31</volume>
<page-range>993-948</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vitousek]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[D'Antonio]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.M.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loope]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rejmánek]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WestBrooks]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Introduced species: a significant component of human-caused global change"]]></article-title>
<source><![CDATA[New Zealand Journal of Ecology]]></source>
<year>1997</year>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pimentel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McNair]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Janecka]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wightman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simmonds]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O'Connell]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wong]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russel]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zern]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aquino]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsomondo]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["Economic and environmental threats of alien plant, animal, and microbe invasions"]]></article-title>
<source><![CDATA[Agriculture, Ecosystems and Environment]]></source>
<year>2001</year>
<volume>84</volume>
<page-range>1-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chame]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brandão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Batouli-Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Justo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Espécies Exóticas Invasoras que Afetam a Saúde Humana: Relatório Final]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Fundação Oswaldo CruzMinistério do Meio Ambiente/SBF/ProbioBirdGEFCNPq]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Jornal do Commercio de Recife</collab>
<source><![CDATA["Doença entrou no Brasil em 1899 por São Paulo"]]></source>
<year>2002</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McNeely]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Money]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neville]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schei]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waage]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Global Strategy on Invasive Alien species: IUCN on behalf of the Global Invasive Species Programme]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Gland, Switzerland and Cambridge ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues-Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Daipert-Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knoff]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Helmintos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Chame]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brandão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Batouli-Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Justo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Espécies Exóticas Invasoras que Afetam a Saúde Humana: Relatório Final]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>69-73</page-range><publisher-name><![CDATA[Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Fundação Oswaldo CruzMinistério do Meio Ambiente/SBF/ProbioBirdGEFCNPq]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
