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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n2/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>REPRESENTA&Ccedil;&Atilde;O, EXPRESS&Atilde;O, ARTE E PSICAN&Aacute;LISE</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Deodato Curvo de Azambuja    <br>   Gontran Guanaes Neto</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> din&acirc;mica da exist&ecirc;ncia    caracteriza&#45;se pela sua capacidade de interiorizar e exteriorizar experi&ecirc;ncias.</font></P>     <p><font size="3">Atrav&eacute;s das representa&ccedil;&otilde;es deixadas pelo    homem, desde os seus prim&oacute;rdios, podemos ter uma no&ccedil;&atilde;o    aproximada do humano em sua dimens&atilde;o mais abrangente. Isso nos permite    especular sobre as motiva&ccedil;&otilde;es primeiras e suas constantes atrav&eacute;s    dos tempos, em etnias marcadamente diferenciadas. Ao observar a representa&ccedil;&atilde;o    dos animais nas cavernas atrav&eacute;s da pintura, denotamos uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o    realista, principalmente em Lascaux e Altamira. Por outro lado, vemos outros    vest&iacute;gios em lugares distanciados no tempo e no espa&ccedil;o do planeta,    que denotam uma preocupa&ccedil;&atilde;o diversa, por assim dizer simb&oacute;lica.    Do que se conclui que a representa&ccedil;&atilde;o dita art&iacute;stica esteve    presente na atividade humana em toda a sua exist&ecirc;ncia. De acordo com as    formas de organiza&ccedil;&atilde;o social, ela preenche fun&ccedil;&otilde;es    diferenciadas. Serve para validar cren&ccedil;as, criar expectativas, coadjuvar    estruturas sociais organizadas.</font></P>     <p><font size="3">Se considerarmos toda a extens&atilde;o hist&oacute;rica da    cultura, em geral, observamos uma acentuada preocupa&ccedil;&atilde;o humanista    em dois per&iacute;odos: no cl&aacute;ssico grego e na Renascen&ccedil;a italiana,    que poder&iacute;amos definir como de um realismo idealizado.</font></P>     <p><font size="3">V&ecirc;&#45;se isso materializado na preocupa&ccedil;&atilde;o    de se ver representado a partir de c&acirc;nones de beleza est&eacute;tica.    Convencionou&#45;se ser o adolescente a forma humana ideal de beleza &#150; suave, sem    formas angulosas. Os adolescentes de Caravaggio s&atilde;o as representa&ccedil;&otilde;es    mais perfeitas dessa forma de realismo. J&aacute; buscando formas diferentes    de se expressar, Leonardo desenhava figuras deformadas ou feias, como forma    de beleza. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Podemos dizer que nessa busca incessante de uma beleza hipoteticamente    inating&iacute;vel &eacute; que se ultrapassou os limites do real. O que perdura    com varia&ccedil;&otilde;es diversas at&eacute; o per&iacute;odo rom&acirc;ntico,    &eacute;poca em que, de uma forma geral, preconiza&#45;se uma forma exacerbada desde    antigos conceitos, exaltando os sentimentos e as emo&ccedil;&otilde;es. Esse    per&iacute;odo determina o fim dos limites estabelecidos pelos c&acirc;nones,    antevendo&#45;se novos rumos. Nesse estado de esp&iacute;rito rom&acirc;ntico em    que a hist&oacute;ria &eacute; reescrita, onde tais valores assumem colora&ccedil;&otilde;es    especiais, Michelangelo transforma&#45;se em um g&ecirc;nio intranspon&iacute;vel;    fragmentam&#45;se as ideologias do corpo social, novos conhecimentos encaminham    as especificidades cient&iacute;ficas e abrem&#45;se novas formas de representa&ccedil;&atilde;o,    apresentando&#45;se op&ccedil;&otilde;es diametralmente opostas.</font></P>     <p><font size="3">Origina&#45;se um romantismo impressionista ou expressionista, encaminhando    os criadores a buscarem novas t&eacute;cnicas para obterem a representa&ccedil;&atilde;o    desejada. Anarquizam&#45;se os antigos valores centrais. As escolas distanciam&#45;se    umas das outras. Outras formas de representa&ccedil;&otilde;es visuais passaram    a se inserir nesse contexto, como a fotografia, seguida pelo cinema, que interconectam    experi&ecirc;ncias e linguagem. Dessa fragmenta&ccedil;&atilde;o decorre uma    dilui&ccedil;&atilde;o da antiga presen&ccedil;a humanista, que paulatinamente    perde espa&ccedil;o para uma presen&ccedil;a virtual.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n2/a12img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Sistemas globalizados determinam formas de representa&ccedil;&atilde;o,    ostensivas e mediatizadas, com inevit&aacute;vel satura&ccedil;&atilde;o visual.    As d&uacute;vidas existenciais cedem lugar &agrave;s certezas visuais. Os antigos    meios de questionamento cedem lugar a caminhos programados. A arte visual, como    forma de representa&ccedil;&atilde;o, torna&#45;se obsoleta e imperfeita para atender    a esse novo homem virtual. E &eacute; justamente essa imperfei&ccedil;&atilde;o    humana da arte que media o homem existencial.</font></P>     <p><font size="3">Depois desse panorama apresentado de maneira sucinta, poder&iacute;amos    talvez nos deter sobre alguns aspectos das rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem    quando se trata de compreender a natureza propriamente dita da representa&ccedil;&atilde;o.    Em primeiro lugar, aquele que estabelece a representa&ccedil;&atilde;o como    fato real. &Eacute; a exist&ecirc;ncia deste que disponibiliza e possibilita    a rela&ccedil;&atilde;o com aquele que v&ecirc;. </font></P>     <p><font size="3">Subentende&#45;se que uma carga cultural complexa determina o comportamento    daquele que v&ecirc;. Ao entrarmos na Capela Sistina, somos submetidos a uma    press&atilde;o cultural involunt&aacute;ria. Uma est&aacute;tua de Buda, do    mesmo modo, n&atilde;o pode ser vista como uma est&aacute;tua de pedra, simplesmente    em sua simplicidade est&eacute;tica. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, em    outras palavras, estar&#45;se neutro para uma frui&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica    em si. Cargas conscientes e inconscientes atuam quando estamos diante de um    objeto representado. </font></P>     <p><font size="3">Aquele que cria uma obra procura criar uma expectativa naquele    que v&ecirc;. Podemos observar que Marcel Duchamp chegou ao extremo do paroxismo    nesse sentido &#150; as manifesta&ccedil;&otilde;es surrealistas provocavam variadas    expectativas. A <I>Monalisa</I> continua provocando diferentes expectativas.</font></P>     <p><font size="3">N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil compreender que uma verdadeira    obra de arte seja aquela que suscita expectativas que permanecem atrav&eacute;s    dos tempos, viva e atuante em qualquer &eacute;poca, depois de sua realiza&ccedil;&atilde;o.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Henry Miller, num estudo (1) em que estabelece uma analogia    entre Rimbaud e Van Gogh, levanta algumas quest&otilde;es interessantes:</font></P>     <blockquote>        <p><font size="3">1.  O fato de que tanto Rimbaud quanto Van Gogh n&atilde;o      tiveram condi&ccedil;&otilde;es de se relacionar com o corpo social de sua      &eacute;poca &#150; o que evidenciaria uma dificuldade ou uma "anormalidade"      vivida com conflitos internos e externos.</font></p>       <p><font size="3">2.  O fato de que ambos, sem embargo, produziram obras      extremamente "l&uacute;cidas", legando &agrave; posteridade uma      heran&ccedil;a de grande criatividade.</font></p> </blockquote>     <p><font size="3">Conclui&#45;se que essa produ&ccedil;&atilde;o decorre de condi&ccedil;&otilde;es    que s&oacute; podem ser explicadas ou compreendidas a medida em que nos enveredamos    na complexidade da natureza humana. S&oacute; um terceiro estado ps&iacute;quico    derivado do "desespero" de n&atilde;o se considerar "normal",    e a uma deriva irremedi&aacute;vel, aporta&#45;se a um continente de dimens&otilde;es    aleat&oacute;rias e insond&aacute;veis. Como resultado, a "normalidade"    acaba absorvendo essa produ&ccedil;&atilde;o &#150; de Rimbaud, Van Gogh, Antonin    Artaud, Fiodor Dostoievski, Alan Poe, F. Nietzsche e outros &#150; com encantamento    e admira&ccedil;&atilde;o. Algo que, inadvertidamente, algu&eacute;m poderia    definir como "um mist&eacute;rio".</font></P>     <p><font size="3">Podemos dizer que "o mist&eacute;rio" da representa&ccedil;&atilde;o    se estabelece quando se destaca um observador &#150; nas artes pl&aacute;sticas,    os espectadores; no teatro, a plateia; na psican&aacute;lise, o psicanalista    &#150; para ser "o p&uacute;blico"/o outro. No caso da psican&aacute;lise,    cabe ao observador descobrir as v&aacute;rias linguagens &#150; a linguagem do corpo,    dos murm&uacute;rios, dos objetos circundantes, das falas. Ou seja, atrav&eacute;s    da presen&ccedil;a do analista ou da plateia que se d&aacute; por meio do <I>setting</I>.    </font></P>     <p><font size="3">Conforme Peter Brook (2), o diretor teatral &#150; e, dizemos n&oacute;s,    o psicanalista &#150; &eacute; preciso desenvolver um sentido de escuta sem forma,    um pr&eacute;&#45;sentimento sem forma, uma intui&ccedil;&atilde;o indistinta, mas    poderosa, apontando para uma forma b&aacute;sica que &eacute; apenas uma fonte    de atra&ccedil;&atilde;o. No processo de escuta, o sujeito &#150; seja o diretor    teatral ou o psicanalista &#150; vai observando, tentando captar um movimento que    &eacute; um processo oculto e, de repente, o ouvido escuta o som secreto que    estava guardado, e o seu olho v&ecirc; a forma oculta que tanto esperava. Nesse    processo, &eacute; o momento presente que aparece de um modo inteiramente novo,    em meio ao turbilh&atilde;o confuso ou sem significado que toma conta do mundo    indiferenciado. Por&eacute;m, &eacute; desse mesmo indiferenciado que vem terr&iacute;veis    resist&ecirc;ncias ao desenvolvimento dos processos de representa&ccedil;&atilde;o    e simboliza&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">E &eacute; "a arte dos detalhes que conduz ao cora&ccedil;&atilde;o    do mist&eacute;rio", conforme Peter Brook. &Eacute; por a&iacute;, pelos    detalhes, que a psican&aacute;lise tamb&eacute;m avan&ccedil;a, em meio &agrave;s    resist&ecirc;ncias, aos processos de representa&ccedil;&atilde;o e simboliza&ccedil;&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3">Pelos detalhes dos sintomas, dos sonhos, dos atos falhos, dos    chistes ou anedotas, das associa&ccedil;&otilde;es livres, ou do discurso do    paciente e tamb&eacute;m do analista, a psican&aacute;lise avan&ccedil;a.</font></P>     <p><font size="3">E como caminham as resist&ecirc;ncias? Ou, no que consistem    as resist&ecirc;ncias? As resist&ecirc;ncias podem consistir no pr&oacute;prio    "cora&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio" &#150; cora&ccedil;&atilde;o    endurecido, destrutivo, dissociativo, fragmentado. Na verdade, as resist&ecirc;ncias    come&ccedil;am e acabam sendo o pr&oacute;prio objeto da psican&aacute;lise.    Sem resist&ecirc;ncia n&atilde;o existiria, ou n&atilde;o precisaria existir,    an&aacute;lise. Sem resist&ecirc;ncia o sujeito n&atilde;o iria, ou n&atilde;o    poderia, se afirmar atrav&eacute;s da nega&ccedil;&atilde;o do outro. Mas tamb&eacute;m    sem o outro n&atilde;o pode frutificar o si&#45;mesmo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Ca&iacute;mos a&iacute; no cora&ccedil;&atilde;o da dial&eacute;tica.    Algo pr&oacute;ximo ou equivalente a uma "dial&eacute;tica da negocia&ccedil;&atilde;o",    que se estabelece entre o n&iacute;vel comum dos acontecimentos cotidianos,    o ir e vir dos acontecimentos e o n&iacute;vel oculto onde radica a "m&iacute;tica"    fonte da resist&ecirc;ncia. "M&iacute;tica" no sentido de vir revestida    por uma hist&oacute;ria pessoal.</font></P>     <p><font size="3">A dial&eacute;tica entre o vis&iacute;vel e o invis&iacute;vel    &eacute; comum aos processos criativos. Na hist&oacute;ria da arte, os artistas    que foram capazes de estabelecer uma uni&atilde;o aut&ecirc;ntica entre o vis&iacute;vel    e o invis&iacute;vel &#150; na pintura, m&uacute;sica, escultura e outras artes &#150;    s&atilde;o os que parecem sobreviver eternamente. </font></P>     <p><font size="3">Em psican&aacute;lise, distinguimos dois tipos de representa&ccedil;&otilde;es.    A que deriva da coisa, essencialmente visual, e a que deriva da palavra, essencialmente    ac&uacute;stica. Isso &eacute; importante, metapsicologicamente, pois a liga&ccedil;&atilde;o    entre a representa&ccedil;&atilde;o da coisa e a representa&ccedil;&atilde;o    de palavra correspondente caracteriza o sistema pr&eacute;&#45;consciente / consciente.    Ao contr&aacute;rio do sistema inconsciente, que apenas compreende representa&ccedil;&atilde;o    de coisa (3). </font></P>     <p><font size="3">Um exemplo pode ilustrar n&atilde;o apenas o que isso significa,    mas tamb&eacute;m servir de mais uma ponte entre psican&aacute;lise e arte.    Um paciente em an&aacute;lise, que n&atilde;o verbalizava quase nada, foi convidado    a desenhar pois, al&eacute;m do mais, era artista pl&aacute;stico. Em uma sess&atilde;o,    ele desenhou um p&eacute; avantajado, de um modo tal que parecia estar andando.    O analista lhe perguntou que t&iacute;tulo ele daria &agrave;quele desenho.    O paciente escreveu sob o desenho: "A besta avan&ccedil;a". O analista    p&ocirc;s&#45;se a refletir que aquele t&iacute;tulo trazia um contraste muito interessante,    pois lembrava, por um lado, uma pintura primitiva como a de um homem das cavernas,    que ao mesmo tempo em que desenhava na sua caverna se descolava do primitivo,    avan&ccedil;ava na civiliza&ccedil;&atilde;o e come&ccedil;ava a simbolizar.    Outro aspecto interessante era o pr&oacute;prio ato do psicanalista de pedir    a seu paciente artista um t&iacute;tulo para o desenho. Um t&iacute;tulo &eacute;,    em geral, exatamente o que procuramos em uma exposi&ccedil;&atilde;o, buscando    ler ao lado das obras qual &eacute; o seu t&iacute;tulo, buscando o seu significado.</font></P>     <p><font size="3">Porque desejamos, precisamos saber o t&iacute;tulo? Parece que    n&atilde;o basta a obra em si, ou o que pictoricamente ela est&aacute; representando.    Olhamos, por exemplo, o t&iacute;tulo "Arlequim" no quadro de Picasso    de 1915, e parece que vemos alguma coisa mais que o pr&oacute;prio quadro. A    essa coisa "a mais" chamamos de representa&ccedil;&atilde;o de palavra,    a qual parece fornecer uma compreens&atilde;o, uma vibra&ccedil;&atilde;o diferente    da pintura em si. </font></P>     <p><font size="3">&Eacute; como o Buda de pedra. Ele n&atilde;o &eacute; apenas    pedra. Ele tem uma vibra&ccedil;&atilde;o que vai al&eacute;m da pedra. Ele    remete a Buda. </font></P>     <p><font size="3">Existe tamb&eacute;m na pedra, ou na pintura do Arlequim, alguma    coisa que originariamente desencadeou a obra, que n&atilde;o est&aacute; no    t&iacute;tulo ou no sentido da palavra. A essa coisa, diferente da palavra,    entendemos e chamamos, na psican&aacute;lise, de representa&ccedil;&atilde;o    de coisa. A representa&ccedil;&atilde;o de coisa est&aacute; imbricada com a    representa&ccedil;&atilde;o de palavra, e vice&#45;versa, apesar de poderem tamb&eacute;m    entrar em conflito. </font></P>     <p><font size="3">Quando vemos o Arlequim perguntamos: o que &eacute; isso? Pois    n&atilde;o entendemos qual &eacute; o desejo do artista ao realizar aquela obra.    N&atilde;o basta a representa&ccedil;&atilde;o de coisa, queremos saber qual    a origem da obra, que est&aacute; sem d&uacute;vida no desejo do artista, no    que ele quis representar com aquela obra. A representa&ccedil;&atilde;o de palavra,    o t&iacute;tulo, ir&aacute; vibrar em comunh&atilde;o com a representa&ccedil;&atilde;o    de coisa. Uma n&atilde;o &eacute; superior &agrave; outra, elas se complementam    &#150; a coisa e a origem da coisa. </font></P>     <p><font size="3">Finalizando, dir&iacute;amos que os caminhos da psican&aacute;lise    e da arte sem d&uacute;vida se cruzam e se realimentam, por&eacute;m n&atilde;o    se explicam. "Freud explica" &eacute; apenas um mito. Freud, na verdade,    apenas indica caminhos, assim como a arte, em meio ao mist&eacute;rio da exist&ecirc;ncia.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><i><b>Deodato Curvo de Azambuja </b>&eacute; analista didata    da Sociedade Brasileira de Psican&aacute;lise de S&atilde;o Paulo.</i></font></P>     <p><font size="3"><i><b>Gontran Guanaes Neto </b>&eacute; artista pl&aacute;stico,    ex&#45;professor e coordenador do curso de artes pl&aacute;sticas na &Eacute;cole    d'Architecture de Nantes, Fran&ccedil;a.</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Miller, H. <I>A hora dos assassinos: um estudo sobre    Rimbaud</I>. Porto Alegre: Editora L&amp;PM, p. 64&#45;65. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=047718&pid=S0009-6725200900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2.  Brook, P. <I>A porta aberta</I>. Rio de Janeiro: Editora    Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, p.64/73&#45;74. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=047720&pid=S0009-6725200900020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Laplanche, J. &amp; Pontalis, J.B. <I>Vocabul&aacute;rio    de psican&aacute;lise</I>, S&atilde;o Paulo: Martins Fontes Editora, p.584.    1986. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=047722&pid=S0009-6725200900020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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