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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/mundo.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">E<SMALL>XPLORA&Ccedil;&Atilde;O ESPACIAL</small></font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v61n3/line_blk.gif"></P>     <P><font size="4"><b>Chegada do homem &agrave; Lua comemora 40 anos com nova miss&atilde;o</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">"Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a    humanidade" &#151; e para a ci&ecirc;ncia. Em 20 de julho de 1969, o astronauta    norte&#45;americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, dizendo    a c&eacute;lebre frase. O momento marcou a hist&oacute;ria n&atilde;o apenas    da conquista espacial, mas do avan&ccedil;o cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico,    como um todo, e da sociedade que come&ccedil;ava a se globalizar. Para comemorar    os 40 anos de conquista lunar, a Ag&ecirc;ncia Espacial Norte&#45;Americana (Nasa)    planeja uma nova fase em suas miss&otilde;es espaciais, chamada de Vision for    Space Exploration (em portugu&ecirc;s, Vis&atilde;o para a Explora&ccedil;&atilde;o    Espacial), que pretende retornar &agrave; Lua.</font></P>     <p><font size="3">A chegada do homem ao solo lunar foi uma conquista obtida na    corrida entre Estados Unidos e R&uacute;ssia (na &eacute;poca ainda Uni&atilde;o    Sovi&eacute;tica), as duas pot&ecirc;ncias econ&ocirc;micas que disputavam,    em meio &agrave; Guerra Fria, a superioridade cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    (e tamb&eacute;m cultural). Os sovi&eacute;ticos sa&iacute;ram na frente com    o lan&ccedil;amento do sat&eacute;lite espacial Sputnik, em 1957, e no mesmo    ano, foram os primeiros a enviar seres vivos &#151; a cadela Kudriavka e, logo depois,    o astronauta Yuri Gagarin &#151; ao espa&ccedil;o, em 1961. Sete anos depois, os    norte&#45;americanos comemoraram o pioneirismo ao circunavegar a Lua e, no ano seguinte,    a miss&atilde;o Apollo 11, tripulada por Michael Collins, Neil Armstrong e Edwin    Aldrin, fincou a bandeira dos EUA na superf&iacute;cie da Lua aos olhos de telespectadores    do mundo todo. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/a08img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">"Aquele n&atilde;o foi o primeiro voo tripulado, mas o    primeiro em que o homem viajou t&atilde;o longe, desceu em outro solo e retornou    &agrave; Terra. H&aacute; um dom&iacute;nio tecnol&oacute;gico importante nisso",    afirma Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geof&iacute;sica    e Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).</font></P>     <p><font size="3"><b>AVAN&Ccedil;OS CIENT&Iacute;FICOS</b> "Um n&uacute;mero    muito elevado de &aacute;reas da ci&ecirc;ncia foi beneficiado pela viagem &agrave;    Lua. Desde a medicina at&eacute; objetos do dia&#45;a&#45;dia como as frigideiras de    teflon", aponta Antonio Fernando Bertachini de Almeida Prado, presidente    do Conselho do Curso de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia e Tecnologia    Espacial, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Uma das grandes    marcas do desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico foram os sat&eacute;lites    espaciais, que hoje possuem um enorme leque de utilidades: do monitoramento    de tropas, desmatamento e mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas at&eacute; atividades    corriqueiras, como atender ao telefone, assistir televis&atilde;o ou acessar    a internet. Na medicina, o sistema de telemetria (envio de sinais a dist&acirc;ncia),    criado para monitorar a sa&uacute;de dos astronautas, rendeu aplica&ccedil;&otilde;es    em marca&#45;passos e ambul&acirc;ncias. Soma&#45;se a esses produtos, a comida desidratada    e o velcro que, embora n&atilde;o tenham sido criados pelos programas espaciais,    se popularizaram com eles. </FONT></P>     <p><font size="3"><b>ESPA&Ccedil;O A EXPLORAR</b> "Muita coisa foi aprendida    com a viagem do homem &agrave; Lua, mas ainda existem d&uacute;vidas sobre a    origem do nosso sat&eacute;lite, seu campo gravitacional preciso, etc",    diz Bertachini. Ainda h&aacute; muito a ser descoberto, afirma, e novas viagens    ser&atilde;o bem vindas do ponto de vista cient&iacute;fico.</FONT></P>     <p><font size="3">Hoje, o que chama a aten&ccedil;&atilde;o dos cientistas s&atilde;o    as informa&ccedil;&otilde;es sobre a Lua que podem esclarecer sobre a origem    de nosso planeta. "Como a Lua provavelmente foi formada a partir de fragmentos    arrancados da Terra, o estudo de sua composi&ccedil;&atilde;o pode trazer importantes    informa&ccedil;&otilde;es sobre a constitui&ccedil;&atilde;o interna de nosso    planeta", aponta Jo&atilde;o Braga, vice&#45;diretor geral, coordenador de    centros regionais e pesquisador titular do Inpe. </font></P>     <p><font size="3">"Al&eacute;m disso, a Lua poder&aacute; servir ainda como    base, tanto para lan&ccedil;amento de artefatos orbitais (a gravidade &eacute;    menor, o que facilita e barateia o lan&ccedil;amento) como para instrumentos    cient&iacute;ficos (telesc&oacute;pios e radiotelesc&oacute;pios de grande porte)",    aponta Enos Picazzio.</font></P>     <p><font size="3"><b>BARREIRAS</b> Depois da conquista lunar feita pela Apollo    11 houve mais seis miss&otilde;es &agrave; Lua, todas enviadas pelos EUA, somando    12 homens em sua superf&iacute;cie, de 1969 a 1972. Os 37 anos sem novos pousos    lunares s&atilde;o explicados, sobretudo, pelo alto custo das miss&otilde;es    (o projeto Apollo consumiu mais de US$ 20 bilh&otilde;es). "Al&eacute;m    disso", esclarece Jo&atilde;o Braga, "existe uma prem&ecirc;ncia muito    grande de se estudar o nosso pr&oacute;prio planeta, principalmente face aos    desafios das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Isso faz com que as ag&ecirc;ncias    espaciais dos pa&iacute;ses desenvolvidos priorizem miss&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o    da Terra". Deve&#45;se considerar, ainda, dificuldades ligadas &agrave; viagem    e &agrave; perman&ecirc;ncia de seres humanos na Lua, por mais tempo e com mais    seguran&ccedil;a.</FONT></P>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/a08img02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOVAS MISS&Otilde;ES</b> O primeiro passo para a retomada    das viagens &agrave; Lua ser&aacute; o lan&ccedil;amento do Lunar Reconnaissance    Orbiter (LRO), uma sonda n&atilde;o tripulada, constru&iacute;da pela Nasa,    que tem a miss&atilde;o de encontrar plataformas de aterrissagem seguras e colher    dados para permitir o retorno humano &agrave; Lua. A sonda, que passar&aacute;    ao menos um ano em torno desse sat&eacute;lite terrestre, colher&aacute; informa&ccedil;&otilde;es    para a forma&ccedil;&atilde;o de um atlas detalhado das caracter&iacute;sticas    e recursos lunares. A ideia &eacute; constituir uma base de perman&ecirc;ncia    prolongada na Lua que servir&aacute; como projeto&#45;piloto para o envio de astronautas    &agrave; Marte. O programa, batizado de Constellation, utilizar&aacute; um novo    tipo de foguete, o Ares, que dever&aacute; substituir os &ocirc;nibus espaciais    como ve&iacute;culo de transporte para a Esta&ccedil;&atilde;o Espacial Internacional    em 2014. O lan&ccedil;amento da LRO, inicialmente programado para o final de    2008, deve ocorrer neste ano.</FONT></P>     <p>&nbsp;</p>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Chris Bueno</i></font></P>      ]]></body>
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