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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/artigos.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><font size=5><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></P>     <p align="center"><font size=5><b>AMAZ&Ocirc;NICA</b></font></P>     <p align="center"><font size="3"><b>Adalberto Luis Val</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> diversidade ambiental e biol&oacute;gica    s&atilde;o temas recorrentemente evocados para caracterizar as singularidades    da Amaz&ocirc;nia. &Eacute; assim desde os tempos remotos e serviram, muitas    vezes, como justificativas para interven&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o.    S&atilde;o exemplos o pr&oacute;prio Tratado de Tordesilhas, a cria&ccedil;&atilde;o    do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia pelo governo Vargas, a    cidade Humboldt, a Suframa e, mais recentemente, o projeto Calha Norte e as    regulamenta&ccedil;&otilde;es para a coleta de material biol&oacute;gico. Contudo,    junto com essa diversidade ambiental e biol&oacute;gica e na significativa extens&atilde;o    territorial ocupada pelo bioma, h&aacute; pessoas, as quais somam 25 milh&otilde;es    apenas no territ&oacute;rio brasileiro e que constru&iacute;ram uma intrincada    rela&ccedil;&atilde;o sociocultural que se define e, ao mesmo tempo, confunde&#45;se    com a pr&oacute;pria diversidade ambiental e biol&oacute;gica. Al&eacute;m disso,    esse espa&ccedil;o abriga uma riqueza constru&iacute;da pelo tempo e pelo homem    que, timidamente trazida &agrave; baila, tem recebido pouca aten&ccedil;&atilde;o.    Uma r&aacute;pida viagem desde os tempos remotos at&eacute; hoje nos permite    apreciar um pouco dessa riqueza, desafio que me foi colocado nesta edi&ccedil;&atilde;o    Amaz&ocirc;nica da <I>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</I>.</font></P>     <p><font size="3">O levantamento da Cordilheira dos Andes imp&ocirc;s uma mudan&ccedil;a    ambiental sem precedentes na regi&atilde;o. A conex&atilde;o Atl&acirc;ntico&#45;Pac&iacute;fico    se desfez e um mundo de capilares h&iacute;dricos come&ccedil;ou a se desenhar    na regi&atilde;o, adquire vida e integra toda a regi&atilde;o. Esses capilares    nascem, crescem e mudam continuamente de lugar. Seus lugares antigos s&atilde;o    sepultados, mas seus vest&iacute;gios n&atilde;o desaparecem aos olhos sempre    atentos da ci&ecirc;ncia. As mudan&ccedil;as dos cursos de importantes rios    da Amaz&ocirc;nia cravam suas marcas no relevo e t&ecirc;m contribu&iacute;do    para evidenciar que as falhas geol&oacute;gicas desempenham papel central na    fisiografia da regi&atilde;o, evidenciando que a din&acirc;mica das movimenta&ccedil;&otilde;es    dos rios n&atilde;o &eacute; ocasional. Os paleocanais, como s&atilde;o conhecidos    os leitos pret&eacute;ritos dos atuais cursos d'&aacute;gua, explicitam a din&acirc;mica    da malha h&iacute;drica da Amaz&ocirc;nia, isto &eacute;, a paleogeografia dos    rios amaz&ocirc;nicos. O estudo dessa dinamicidade fornece subs&iacute;dios    para uma melhor orienta&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es humanas    na regi&atilde;o. Uma hist&oacute;ria geol&oacute;gica que ajuda a desenhar    o futuro.</font></P>     <p><font size="3">&Eacute; nesse contexto ambiental vivo que se desenha um dos    mais espetaculares processos para a defini&ccedil;&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o    de fronteiras que, em seu bojo, permite a reinven&ccedil;&atilde;o de identidades.    &Eacute; esse o cen&aacute;rio da segunda parte de nossa viagem. O local de    destino &eacute; uma vila de ruas estreitas, a Vila de Ega, Capitania de S&atilde;o    Jos&eacute; do Rio Negro. Estamos nos anos 1780 e s&atilde;o nossos companheiros    de viagem Jo&atilde;o e Fernando, membros de uma comiss&atilde;o espanhola,    que incomodaram os portugueses. Jo&atilde;o, Fernando e mais 800 pessoas estiveram    envolvidos com a execu&ccedil;&atilde;o do Tratado de Santo Ildefonso, o terceiro    de uma s&eacute;rie de tratados assinados entre as Coroas espanhola e portuguesa.    Num amplo contexto de desconfian&ccedil;as entre as comiss&otilde;es portuguesa    e espanhola &eacute; que se desenrola um rico entrevero para que a den&uacute;ncia    acerca da fuga do escravo Jo&atilde;o do Par&aacute; fosse esclarecida. Tamb&eacute;m,    &eacute; a diversidade de trabalhos realizados por eles dois que revela o mundo    fascinante do trabalho na fronteira amaz&ocirc;nica naquela &eacute;poca. A    viagem com Jo&atilde;o e Fernando permite uma profunda an&aacute;lise das identidades    dos homens da fronteira, revelando, nesse caso, tamb&eacute;m o car&aacute;ter    diverso, multi&eacute;tnico &#150; a maioria dos homens das principais cidades amaz&ocirc;nicas    era n&atilde;o&#45;branca nesse per&iacute;odo. Essa viagem revela ainda que a diversidade    n&atilde;o se restringe apenas ao ambiente e a floresta, mas se expressa nas    rela&ccedil;&otilde;es comerciais, na intera&ccedil;&atilde;o entre os homens,    e nas estrat&eacute;gias e interesses de cada grupo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Aprofundando&#45;se nesse caminho percebe&#45;se claramente que o "homem    amaz&ocirc;nico &eacute; fruto da conflu&ecirc;ncia de sujeitos sociais distintos".    Amer&iacute;ndios da v&aacute;rzea e da terra firme, negros e europeus de diversas    nacionalidades ampliaram e diversificaram as formas de organiza&ccedil;&atilde;o    social nos tr&oacute;picos amaz&ocirc;nicos. A grandiosidade do cen&aacute;rio    paisag&iacute;stico, entretanto, imp&otilde;e &agrave; hist&oacute;ria do homem    na Amaz&ocirc;nia um caminho dif&iacute;cil para sua explicita&ccedil;&atilde;o    j&aacute; que &eacute; marcada n&atilde;o raras vezes pelo sil&ecirc;ncio e    pela aus&ecirc;ncia. Nesse trecho da viagem percebe&#45;se prontamente que os povos    da Amaz&ocirc;nia, mesmo amalgamados &agrave; floresta, n&atilde;o vivem isolados    no tempo e no espa&ccedil;o; pelo contr&aacute;rio, estabeleceram, desde o in&iacute;cio    dos tempos, profunda intera&ccedil;&atilde;o com o mundo contempor&acirc;neo,    numa moldura de fortes conota&ccedil;&otilde;es euroantropoc&ecirc;ntricas,    com trocas cont&iacute;nuas, sendo algumas pr&aacute;ticas assimiladas, outras    rejeitadas. Contudo, o <I>ser da Amaz&ocirc;nia</I> n&atilde;o perdeu sua identidade:    permanece "imbu&iacute;do da identidade dos mais antigos ancestrais &#150; os    amer&iacute;ndios da v&aacute;rzea e da terra firme" e &eacute; senhor    de uma diversidade de pr&aacute;ticas e manifesta&ccedil;&otilde;es culturais    que n&atilde;o podem ser submetidas a a&ccedil;&otilde;es homogeneizadoras por    conta de projetos integradores pontuais. </font></P>     <p><font size="3">O acervo de pr&aacute;ticas e manifesta&ccedil;&otilde;es culturais    de um povo pode, em s&iacute;ntese, ser considerado como <I>bem cultural</I>    desse povo. Inclu&iacute;do nesse acervo h&aacute; v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es    que convencionalmente se explicitam em povos de diferentes origens. Contudo,    &eacute; na singeleza da express&atilde;o popular que as Amaz&ocirc;nias se    tornam mai&uacute;sculas e se diferenciam em "rela&ccedil;&atilde;o ao    conceito de unidade nacional, seja esta brasileira ou de outras soberanias".    Novamente aqui aparece o car&aacute;ter que permeia os contextos amaz&ocirc;nicos:    a diversidade. Isto &eacute;, as Amaz&ocirc;nias se expressam pela diversidade    cultural ao mesmo tempo em que abrigam "outras e m&uacute;ltiplas diversidades    que lhes s&atilde;o peculiares" como vimos e como veremos ainda ao longo    dessa viagem. Pode ser dif&iacute;cil descrever essa diversidade, mas n&atilde;o    o &eacute; contempl&aacute;&#45;la, ainda que n&atilde;o haja vida longa o suficiente    que permita conhec&ecirc;&#45;la inteiramente. Assim, &eacute; vital o empenho no    desenvolvimento de percep&ccedil;&otilde;es sociais que resultem na preserva&ccedil;&atilde;o    do <I>bem cultural</I> das Amaz&ocirc;nias.</font></P>     <p><font size="3">Chegamos ao Teatro Amazonas, express&atilde;o magna de um tempo    e de uma sociedade fortemente impregnada pelo costume europeu. O sentimento    reinante no final do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX era    singular. A borracha, que j&aacute; tinha produ&ccedil;&atilde;o significativa,    tem seu valor surpreendentemente majorado em fun&ccedil;&atilde;o da vulcaniza&ccedil;&atilde;o,    tecnologia desenvolvida por Charles Goodyear, por volta da metade do s&eacute;culo    XIX. A euforia era tamanha que as duas principais cidades amaz&ocirc;nicas,    Bel&eacute;m e Manaus, vivem momentos de urbaniza&ccedil;&atilde;o intensa,    com constru&ccedil;&otilde;es de edif&iacute;cios alinhados com as principais    constru&ccedil;&otilde;es europeias, monumentos fant&aacute;sticos, como o referente    &agrave; abertura dos portos, incrustados na Pra&ccedil;a S&atilde;o Sebasti&atilde;o    em frente ao Teatro Amazonas, entre outros. Esse momento da vida amaz&ocirc;nica    foi denominado "<I>belle &eacute;poque</I>" e n&atilde;o faltam sinais    da riqueza daquela &eacute;poca. Um desses sinais &eacute; a Escola Universit&aacute;ria    Livre de Manaus que, criada em 1909, "alinha&#45;se ao ambiente de prosperidade    econ&ocirc;mica e de sofistica&ccedil;&atilde;o que explica a constru&ccedil;&atilde;o    do teatro". A Escola &eacute; uma resposta da sociedade local &agrave;    necessidade de forma&ccedil;&atilde;o de profissionais para a crescente demanda    do mercado efervescente, sem ter que afastar os jovens da conviv&ecirc;ncia    familiar para estudar na Europa. A Escola sobreviveu aos tempos e deu origem    &agrave; nossa Universidade Federal do Amazonas. O Teatro, o Monumento e a Escola    s&atilde;o express&otilde;es diversas de um povo, marcas de uma &eacute;poca,    que se somam &agrave;s muitas outras diversidades amaz&ocirc;nicas. Essas marcas    denotam que um futuro esplendoroso &eacute; poss&iacute;vel. Sem d&uacute;vida,    a floresta continua tendo um papel econ&ocirc;mico relevante, n&atilde;o s&oacute;    pela fun&ccedil;&atilde;o ambiental que desempenha, mas, principalmente, pelos    produtos que pode oferecer ao homem da Amaz&ocirc;nia. Visitemos, ent&atilde;o,    a floresta.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/a09img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Do alto, ela, a floresta, pode parecer homog&ecirc;nea aos olhos    curiosos dos visitantes, mas nunca foi ou ser&aacute;. Cada canto guarda um    imenso conjunto de organismos que, a partir de uma delicada intera&ccedil;&atilde;o    entre si com o diversificado ambiente em que vivem, geram um conjunto de caracter&iacute;sticas    qu&iacute;micas, biol&oacute;gicas, bioqu&iacute;micas, que estamos muito, mas    muito, longe de conhecer. Apreciar as grandes &aacute;rvores e algumas diminutas,    quase microsc&oacute;picas, plantas aqu&aacute;ticas n&atilde;o revela o que    est&aacute; dentro de seus troncos, de suas folhas, de seus brotos. O conhecimento    disso ou vem do tempo, revelado por quem desde o come&ccedil;o das eras interage    com tamanha diversidade, o homem da Amaz&ocirc;nia, ou vem de maci&ccedil;os    investimentos em ci&ecirc;ncia e tecnologia. Por um ou por outro caminho ser&atilde;o    necess&aacute;rios estudos que discriminem, nesse mundo desconhecido, algumas    subst&acirc;ncias que interessam ao homem moderno e possam gerar renda e inclus&atilde;o    social, sem a destrui&ccedil;&atilde;o da floresta. Entre essas subst&acirc;ncias    est&atilde;o as fragr&acirc;ncias contidas em &oacute;leos essenciais que as    &aacute;rvores da floresta constru&iacute;ram de forma delicada. S&atilde;o    v&aacute;rias esp&eacute;cies que o homem da regi&atilde;o conhece bem: pau&#45;rosa,    louro, louro&#45;rosa, copa&iacute;ba, entre outros. A demanda atual por esses &oacute;leos    &eacute; tamanha que, se atendida a partir do extrativismo predat&oacute;rio,    colocar&aacute; em risco a exist&ecirc;ncia dessas esp&eacute;cies. Por isso,    &eacute; necess&aacute;rio desenhar alternativas sustent&aacute;veis para a    produ&ccedil;&atilde;o dessa mat&eacute;ria&#45;prima que, a exemplo da borracha,    interessa aos mercados europeus para a produ&ccedil;&atilde;o dos perfumes.    A escassez de pau&#45;rosa levou &agrave; sua inclus&atilde;o entre as esp&eacute;cies    amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o e a defini&ccedil;&atilde;o de normas    para sua explora&ccedil;&atilde;o. A organiza&ccedil;&atilde;o de processos    produtivos do pau&#45;rosa e de outros elementos da biodiversidade amaz&ocirc;nica    pode levar &agrave; inclus&atilde;o de novos importantes produtos no mercado    internacional gerando condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e sociais sustent&aacute;veis.    N&atilde;o se trata de f&eacute; cega na ci&ecirc;ncia, mas apenas o seu r&iacute;gido    fazer gerar&aacute; as condi&ccedil;&otilde;es para que este novo momento, uma    "<I>Belle Amazonie</I>", ocorra.</font></P>     <p><font size="3">Por fim, &eacute; necess&aacute;rio que o ep&iacute;logo de    nossa viagem considere dois aspectos relevantes. O primeiro relaciona&#45;se &agrave;    necessidade de produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es robustas    sobre a regi&atilde;o e suas diversidades para que se possam desenhar a&ccedil;&otilde;es    seguras para a sua conserva&ccedil;&atilde;o, para a gera&ccedil;&atilde;o de    renda e para uma efetiva inclus&atilde;o social. Portanto, novas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino, pesquisas e cultura s&atilde;o necess&aacute;rias, bem como a consolida&ccedil;&atilde;o    das centen&aacute;rias e das cinquenten&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es    instaladas na regi&atilde;o, com simult&acirc;neas a&ccedil;&otilde;es para    uma efetiva fixa&ccedil;&atilde;o de pessoal qualificado. O segundo aspecto    que emergiu dessa viagem diz respeito &agrave; soberania; n&atilde;o a soberania    marcada pela defesa b&eacute;lica do territ&oacute;rio, mas a soberania conferida    a sua gente e para com suas diversidades, enfim, para as muitas Amaz&ocirc;nias    que se definem pelo indefinido, que se medem pelo imensur&aacute;vel.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Adalberto Luis Val</b> &eacute; bi&oacute;logo e atual    diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa).</i></font></P>     ]]></body>
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