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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>HIST&Oacute;RIA GEOL&Oacute;GICA DOS RIOS NA AMAZ&Ocirc;NIA</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Clauzionor Lima da Silva     <BR>   Dilce de F&aacute;tima Rossetti</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>E</b></font><font size="3">m 1950, Hilgard O'Reilly Sternberg    (1) publicou o artigo intitulado "Vales tect&ocirc;nicos na plan&iacute;cie    amaz&ocirc;nica?", uma provoca&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre    o fato de que os rios da Amaz&ocirc;nia tinha seus cursos condicionados em falhas.    Esse estudo foi um marco inicial acerca das primeiras evid&ecirc;ncias do controle    tect&ocirc;nico nos rios da Amaz&ocirc;nia. Naquela &eacute;poca pouco se conhecia    sobre esse assunto, somente 40 anos depois se iniciariam os primeiros estudos    que justificassem a proposi&ccedil;&atilde;o de Sternberg.</font></P>     <p><font size="3">Por tect&ocirc;nica entende&#45;se a parte da geologia que estuda    as movimenta&ccedil;&otilde;es e deforma&ccedil;&otilde;es da crosta terrestre,    motivada por for&ccedil;as do interior do planeta. Nessa linha de abordagem,    v&aacute;rios estudos na regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Ocidental t&ecirc;m    demonstrado esse condicionamento dos rios &agrave;s falhas geol&oacute;gicas    modernas.</font></P>     <p><font size="3">Segundo Silva (2), o rio Negro corre em uma impressionante zona    de falha normal, que se estende por cerca de 70 km em linha reta, e controla    ambas as margens. Essa estrutura geol&oacute;gica forma gr&aacute;bens (&aacute;reas    em depress&atilde;o), que s&atilde;o locais prop&iacute;cios &agrave; sedimenta&ccedil;&atilde;o    atual. De acordo com o autor, o "arquip&eacute;lago das Anavilhanas"    e os dep&oacute;sitos Cacau&#45;Pir&ecirc;ra, pr&oacute;ximo a Manaus, s&atilde;o    resultantes da interrela&ccedil;&atilde;o entre processos de sedimenta&ccedil;&atilde;o    e fen&ocirc;menos tect&ocirc;nicos.</font></P>     <p><font size="3">O registro do processo tect&ocirc;nico na regi&atilde;o &eacute;    facilmente observado nos afloramentos e locais de exposi&ccedil;&atilde;o de    rocha e solo em Manaus. As falhas geol&oacute;gicas produzem deslocamento de    camadas e superf&iacute;cies topogr&aacute;ficas e alteram a morfologia da paisagem    amaz&ocirc;nica. Nos locais de falhas &eacute; comum observar a forma&ccedil;&atilde;o    de espelhos de falha, estrias de atrito e brecha de falha que resultam da fric&ccedil;&atilde;o    entre os blocos de rocha. O "arenito Manaus", rocha sedimentar da    Forma&ccedil;&atilde;o Alter do Ch&atilde;o de idade cret&aacute;cea, usada    comumente como mat&eacute;ria&#45;prima da constru&ccedil;&atilde;o civil em Manaus,    mostra intensamente deforma&ccedil;&atilde;o por falhas (<a href="/img/revistas/cic/v61n3/a10fig01.jpg">Figura    1</a>).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A import&acirc;ncia do conhecimento de que essa regi&atilde;o    apresenta falhas geol&oacute;gicas &eacute; de extrema relev&acirc;ncia para    &aacute;reas urbanas. &Eacute; sabido que o desenvolvimento dessas falhas est&aacute;    associada &agrave; atividade s&iacute;smica no passado. Registros de terremotos,    com epicentros situados na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, n&atilde;o s&atilde;o    insignificantes e mostram que a regi&atilde;o apresenta sismicidade natural    recorrente. Exemplos da atividade s&iacute;smica na Amaz&ocirc;nia foram os    terremotos registrados em Manaus (1963 e 1980), Codaj&aacute;s (1983), Barcelos    (1987) e Parque Nacional do Ja&uacute; (2005), dentre outros. Esses registros    s&atilde;o t&atilde;o significativos que resultou na determina&ccedil;&atilde;o    da Zona Sismog&ecirc;nica de Manaus (3). </font></P>     <p><font size="3">Quais as implica&ccedil;&otilde;es do processo tect&ocirc;nico    e da sismicidade relacionada para &aacute;reas urbanizadas na Amaz&ocirc;nia?    Essa quest&atilde;o ainda n&atilde;o havia sido levantada. Para se ter uma ideia    das poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es, duas importantes obras de engenharia    est&atilde;o sendo realizadas no rio Negro: a ponte sobre o rio Negro, com extens&atilde;o    de 3,5 km, que ligar&aacute; Manaus ao munic&iacute;pio de Iranduba, e o gasoduto    Coari&#45;Manaus que ser&aacute; instalado sobre o leito desse rio.</font></P>     <p><font size="3">Os estudos t&ecirc;m mostrado que a atua&ccedil;&atilde;o das    falhas geol&oacute;gicas causa significativas mudan&ccedil;as na paisagem amaz&ocirc;nica,    inclusive influenciando a din&acirc;mica fluvial dos rios amaz&ocirc;nicos.    Mega migra&ccedil;&otilde;es do rio Solim&otilde;es, surgimento e o desaparecimento    de bancos de areia, o desmoronamento de margens (fen&ocirc;meno de terras ca&iacute;das),    e o abandono de leito s&atilde;o, muitas vezes, consequ&ecirc;ncia indireta    de processos tect&ocirc;nicos. Os exemplos desses mecanismos s&atilde;o alvo    de alguns estudos recentes, como os de Bezerra (4), Souza Filho (5) e Latrubesse    &amp; Rancy (6).</font></P>     <p><font size="3">A din&acirc;mica das movimenta&ccedil;&otilde;es dos rios n&atilde;o    &eacute; aleat&oacute;ria. Mega migra&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as de    leitos s&atilde;o frequentes e chegam a alcan&ccedil;ar a ordem de algumas dezenas    de quil&ocirc;metros, cujos registros s&atilde;o os extensos pacotes de sedimentos,    terra&ccedil;os e lagos ao longo da calha do sistema do rio Amazonas. Esses    estudos quando associados aos registros geol&oacute;gicos, geomorfol&oacute;gicos    e tect&ocirc;nicos possibilitam montar a paleogeografia dos rios amaz&ocirc;nicos.</font></P>     <p><font size="3">Conforme conclu&iacute;ram Silva e colaboradores (7), o vale    do Paran&aacute; do rio Aria&uacute;, regi&atilde;o entre Iranduba e Manacapuru,    compreende o antigo leito do rio Negro. O expressivo pacote de sedimentos argilosos,    com pelo menos 60 metros de espessura, utilizados pelas in&uacute;meras ind&uacute;strias    ceramistas situadas naquele setor, comprovam o antigo curso desse rio. Segundo    esse estudo, o encontro das &aacute;guas, entre os rios Negro e Solim&otilde;es,    estivera cerca de 50 km &agrave; jusante da atual posi&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s    o preenchimento sedimentar nessa &aacute;rea de conflu&ecirc;ncia fluvial, o    rio Negro teve seu desvio, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Manaus, motivado    por zonas de fraquezas leste&#45;oeste.</font></P>     <p><font size="3">Essas mudan&ccedil;as repentinas dos cursos de importantes rios    amaz&ocirc;nicos deixam expressivos registros no relevo. O paleocanal situado    a montante do rio Tarum&atilde;&#45;Mirim, noroeste de Manaus, exemplifica bem essa    situa&ccedil;&atilde;o. De acordo com o ge&oacute;logo Felipe Ribeiro do Amaral    (8), o rio Cuieiras e o Tarum&atilde;&#45;Mirim era um &uacute;nico canal que desembocava    pr&oacute;ximo a Manaus. A captura do rio Cueiras em dire&ccedil;&atilde;o ao    rio Negro foi em decorr&ecirc;ncia da falha do Baependi que ativou a eros&atilde;o    remontante e desviou seu curso deixando o paleocanal (<a href="/img/revistas/cic/v61n3/a10fig02.jpg">Figura    2</a>).</font></P>     <p><font size="3">O extenso paleocanal situado entre os rios Padauari e Carabinani,    a norte de Manacapuru, representava tamb&eacute;m uma antiga conex&atilde;o    entre os rios Negro e Solim&otilde;es. De acordo com Raimundo de Almeida Filho    (9) tal mudan&ccedil;a ocorreu devido a movimenta&ccedil;&otilde;es tect&ocirc;nicas    recentes (<a href="/img/revistas/cic/v61n3/a10fig02.jpg">Figura 3</a>).</font></P>     <p><font size="3">Na regi&atilde;o entre Coari e Anam&atilde;, oeste de Manaus,    o paleocurso do rio Solim&otilde;es descreve uma evolu&ccedil;&atilde;o impressionante.    Segundo a pesquisa da ge&oacute;loga Olivia Leonardi Ribeiro (10), antes de    criar o lago de Coari, o rio Solim&otilde;es circundava 5km mais a norte. Nesse    trajeto, esse rio passava pelas desembocaduras dos rios Piorini e Badaj&oacute;s,    ligando&#45;se ao atual Paran&aacute; do Badaj&oacute;s e continuava seu percurso    cerca de 30 km a sul da atual posi&ccedil;&atilde;o, em Codaj&aacute;s. A conflu&ecirc;ncia    do rio Purus com o rio Solim&otilde;es se localizava cerca de 60 km (em linha    reta) a montante da atual posi&ccedil;&atilde;o. Segundo o estudo, a mudan&ccedil;a    repentina do curso do rio Solim&otilde;es foi devido &agrave; falha transcorrente    denominada de Coari&#45;Codaj&aacute;s&#45;Anam&atilde;, na qual parte desse rio est&aacute;    condicionado. A diversidade de formas de drenagem e da paisagem certamente implicou    em modifica&ccedil;&otilde;es significativas ambientais &agrave; &eacute;poca.</font></P>     <p><font size="3">Estruturas geol&oacute;gicas desse tipo foram geradas certamente    em &eacute;pocas geol&oacute;gicas holoc&ecirc;nicas (&uacute;ltimos 150 mil    anos at&eacute; o presente), pois condicionam toda a sedimenta&ccedil;&atilde;o    aluvial holoc&ecirc;nica. Quando foram geradas as falhas geol&oacute;gicas que    propiciaram essas modifica&ccedil;&otilde;es na paisagem? Essas idades, ainda    em discuss&atilde;o, foram obtidas por Paulo Vasconcelos, da Universidade de    Queensland (Austr&aacute;lia), em amostras de crostas later&iacute;ticas situadas    na cidade de Manaus. Se esse material foi rompido pela atua&ccedil;&atilde;o    das falhas, essas estruturas devem ter ocorrido no Quatern&aacute;rio for&ccedil;ando    o sistema de drenagem a se reorganizar em fun&ccedil;&atilde;o dessas fraquezas    geol&oacute;gicas (<a href="#fig04">Figura 4</a>).</font></P>     <p><a name="fig04"></a></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/a10fig04.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Clauzionor Lima da Silva</b> &eacute; doutor em geologia    regional pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Atualmente &eacute; professor    da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e membro do corpo editorial da revista</i>    Geoci&ecirc;ncias. <i>O foco de sua pesquisa &eacute; na &aacute;rea de neotect&ocirc;nica    e cenoz&oacute;ico.    <br>   <b>Dilce de F&aacute;tima Rossetti</b> possui mestrado em geologia e geoqu&iacute;mica    pela Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA) e doutorado pela Universidade    do Colorado (EUA). Foi pesquisadora do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi,    entre 1998 e 2004, e, atualmente, &eacute; pesquisadora titular do Instituto    Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  Sternberg, H.O.R. "Vales tect&ocirc;nicos na plan&iacute;cie    amaz&ocirc;nica?". <I>Revista Brasileira de Geografia</I>, Vol.12, n.4,    p.3&#45;26. 1950.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">2.  Silva, C.L. "An&aacute;lise da tect&ocirc;nica cenoz&oacute;ica    na regi&atilde;o de Manaus e adjac&ecirc;ncias". Rio Claro. Tese de doutorado    em geologia regional, defendida no Instituto de Geoci&ecirc;ncias e Ci&ecirc;ncias    Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp). 2005.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Mioto, J. A. "Sismicidade e zonas sismog&ecirc;nicas    do Brasil". Rio Claro, Vol.1 e 2. Tese de doutorado defendida no Instituto    de Geoci&ecirc;ncias e Ci&ecirc;ncias Exatas da Unesp. 1993.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4.  Bezerra, P.E.L. "Compartimenta&ccedil;&atilde;o    morfotect&ocirc;nica do interfl&uacute;vio Solim&otilde;es&#45;Negro". Tese    de doutorado defendida no Centro de Geoci&ecirc;ncias da Universidade Federal    do Par&aacute; (UFPA), 335p, Bel&eacute;m (PA). 2003.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5.  Souza Filho, P.W.M.; Quadros, M.L.E.S.; Scandolara, J.E.;    Silva, E.P.; Reis, M.R. "Compartimenta&ccedil;&atilde;o morfoestrutural    e neotect&ocirc;nica do sistema fluvial Guapor&eacute;&#45;Mamor&eacute;&#45;Alto Madeira,    Rond&ocirc;nia&#45;Brasil". <I>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</I>,    Vol.29, n.4, p.469&#45;476. 1999.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Latrubesse, E.M.; Rancy, A. "Neotectonic influence    on tropical rivers of southwestern Amazon during the late Quaternary: the Moa    and Ipixuna river basins, Brazil". <I>Quaternary International</I>, Vol.72,    p.67&#45;72. 2000.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">7. Silva C.L.; Morales, N.; Cr&oacute;sta, A.P.; Costa, S.S.;    Jimenez&#45;Rueda, J. R. "Analysis of tectonic&#45;controlled fluvial morphology    and sedimentary processes of the western Amazon basin: an approach using satellite    images and digital elevation model". <I>Anais da Academia Brasileira de    Ci&ecirc;ncias</I>, Vol.79, n.4, p.693&#45;711. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Amaral, F.R.; Silva, C.L.; Maia, T.F.A.; Val, P.F.A.;    Ribeiro,O.L.; Morales, N. " Controle neotect&ocirc;nico no paleocanal do    Tarum&atilde;&#45;Mirim, noroeste de Manaus (AM). <I>In: </I>Anais do XII Simp&oacute;sio    Nacional de Estudo Tect&ocirc;nico, Ouro Preto (G), SBG, p.56. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9.  Almeida Filho, R.; Miranda, F.P.; Beisl, C.H. "Evid&ecirc;ncia    de uma mega captura fluvial no rio Negro (Amaz&ocirc;nia) revelada em modelo    de eleva&ccedil;&atilde;o digital da SRTM". <I>In:</I> Anais do Simp&oacute;sio    Brasileiro de Sensoriamento Remoto, XII, Goi&acirc;nia, GO, p.1701&#45;1707. 2005.</font> ]]></body><back>
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