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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>PERFUMES DA FLORESTA AMAZ&Ocirc;NICA: EM BUSCA DE UMA ALTERNATIVA    SUSTENT&Aacute;VEL</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Jo&atilde;o B. S. Ferraz    <BR>   Lauro E. S. Barata     <BR>   Paulo de T. B. Sampaio    <BR>   Giuliano P. Guimar&atilde;es</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b> Os produtos da biodiversidade    amaz&ocirc;nica sempre foram caracterizados por um alto grau de atividade extrativista    predat&oacute;ria, estimuladas pelo alto valor de seus produtos, tanto no mercado    nacional quanto internacional. Apenas a partir da d&eacute;cada de 1980, com    a maior preocupa&ccedil;&atilde;o dos consumidores internacionais em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; origem da madeira tropical consumida, foram tomadas iniciativas para    estimular o consumo de madeira originada de &aacute;reas com planos de manejo    florestal ou de plantios florestais. </FONT></p>     <p><font size="3">Outros produtos da biodiversidade vegetal, os chamados produtos    florestais n&atilde;o madeireiros, tamb&eacute;m se encontram entre os mais    visados pelas a&ccedil;&otilde;es predat&oacute;rias. Entre eles est&atilde;o    os &oacute;leos essenciais presentes em v&aacute;rias esp&eacute;cies, como    o pau&#45;rosa (<I>Aniba rosaeodora</I>), o louro (<I>Aniba fragrans</I>), o louro&#45;rosa    (<I>Aniba ferrea</I>) e a copa&iacute;ba (<I>Copaifera multijuga</I>). No entanto,    para a obten&ccedil;&atilde;o de uma parte desses produtos, o extrativismo tradicional    utiliza&#45;se de t&eacute;cnicas que empregam a derrubada de toda a &aacute;rvore    e consequente redu&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es naturais da    esp&eacute;cie, como no caso do pau&#45;rosa. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Este trabalho apresenta os impactos de tal extrativismo predat&oacute;rio,    tomando como exemplo a explora&ccedil;&atilde;o do pau&#45;rosa, assim como as alternativas    atuais em curso para a transforma&ccedil;&atilde;o da explora&ccedil;&atilde;o    desses recursos da biodiversidade amaz&ocirc;nica numa atividade sustent&aacute;vel.    A hist&oacute;ria da explora&ccedil;&atilde;o do pau&#45;rosa &eacute; um exemplo    emblem&aacute;tico de como uma esp&eacute;cie de grande valor econ&ocirc;mico    p&ocirc;de ser levada &agrave; beira da extin&ccedil;&atilde;o. Por outro lado,    mostra tamb&eacute;m, como a press&atilde;o do mercado consumidor e as pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas, exigindo produtos de origem certificada, podem iniciar um ciclo    de explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel dos recursos naturais da flora.</font></p>     <p><font size="3"><b>ASPECTOS DO MERCADO DE &Oacute;LEOS ESSENCIAIS</b> &Oacute;leos    essenciais s&atilde;o mat&eacute;rias&#45;primas utilizadas pela ind&uacute;stria    de perfumaria, que ocupa 14% do mercado de cosm&eacute;ticos no Brasil, produtos    de limpeza e pela ind&uacute;stria de alimentos. S&atilde;o tamb&eacute;m utilizados    pela ind&uacute;stria qu&iacute;mica e de medicamentos. O volume de produ&ccedil;&atilde;o    e consumo de &oacute;leos essenciais no Brasil &eacute;, em grande conta, devido    &agrave; pujan&ccedil;a da ind&uacute;stria brasileira de cosm&eacute;ticos.    O faturamento em rela&ccedil;&atilde;o ao consumidor passou de R$4,9 bilh&otilde;es    (1996) para R$21,7 bilh&otilde;es (aproximadamente US$12 bilh&otilde;es) em    2008. Com isso, tornou&#45;se a 3ª maior ind&uacute;stria de cosm&eacute;ticos do    mundo, logo ap&oacute;s EUA e Jap&atilde;o (1).</FONT></p>     <p><font size="3">A descoberta, o in&iacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o e a    exporta&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo essencial de pau&#45;rosa foram registradas    em 1882, na Guiana Francesa. Em 1910, foram produzidas ali 22 toneladas (t)    desse &oacute;leo (2). Com a escassez causada pela redu&ccedil;&atilde;o das    popula&ccedil;&otilde;es nativas do pau&#45;rosa, os franceses passaram a produzir    &oacute;leo no ent&atilde;o territ&oacute;rio federal do Amap&aacute;. Em 1925,    com a descoberta da esp&eacute;cie em Juruti Velho (PA), foi instalada a primeira    usina para extra&ccedil;&atilde;o industrial que, em seu primeiro ano de funcionamento,    exportou quase 16 t de &oacute;leo essencial (3). Em pouco tempo, esse &oacute;leo    j&aacute; ocupava o terceiro lugar na pauta de exporta&ccedil;&atilde;o do estado    do Par&aacute;, atr&aacute;s da castanha e da borracha (4;5). Ao aumento da    demanda internacional por esse &oacute;leo, durante a Segunda Guerra Mundial,    correspondeu a uma explora&ccedil;&atilde;o intensa das popula&ccedil;&otilde;es    nativas de pau&#45;rosa no Amazonas e no Par&aacute;. Na tentativa de diminuir os    impactos da retirada das &aacute;rvores nativas, j&aacute; na d&eacute;cada    de 1940, os governos desses estados criaram cons&oacute;rcios, obrigando o plantio    de uma muda de pau&#45;rosa para cada 20 quilos de &oacute;leo produzido. No entanto,    por press&atilde;o dos pr&oacute;prios extratores, essa norma estadual foi suspensa    pelo governo federal. Em 1969, havia tr&ecirc;s usinas de destila&ccedil;&atilde;o    no Par&aacute; e 50 no Amazonas (6); em 1980, apenas quatro no Amazonas (7)    e, em 1988, operavam apenas seis usinas no Amazonas (8). Enquanto, em 1951,    a exporta&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo chegou a atingir 444 t (a US$7,7/kg),    em 2007, ela ficou em torno de 36 t (a US$ 81,58/kg). Os principais pa&iacute;ses    importadores eram e, ainda s&atilde;o, os Estados Unidos (47%), Fran&ccedil;a    (18%), B&eacute;lgica (17%) e Inglaterra (11%) (8). </font></p>     <p><font size="3">O &oacute;leo essencial do pau&#45;rosa tem alto valor no mercado    de perfumaria. Depois de passar um per&iacute;odo (de 2000 a 2003) de estabilidade    nos pre&ccedil;os, em torno de US$ 33,3/kg, os valores subiram at&eacute; atingir    US$ 96,5/kg, em 2008 (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) (9). No mercado internacional    o &oacute;leo chega a custar US$ 240/kg.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/a15tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">As mais importantes empresas internacionais de perfumaria s&atilde;o    os clientes preferenciais dessa ess&ecirc;ncia fina e inigual&aacute;vel, que    n&atilde;o tem substituto. O &oacute;leo sint&eacute;tico (US$ 6/kg) &eacute;    usado apenas para fragr&acirc;ncias de segunda linha.</font></p>     <p><font size="3">O exclusivo mercado dos &oacute;leos essenciais movimenta cerca    de US$ 1,8 bilh&atilde;o anuais, e o Brasil participa com menos de 0,1% dos    &oacute;leos oriundos de sua biodiversidade, estando o pau&#45;rosa entre os principais    &oacute;leos exportados com US$ 1,5 milh&atilde;o (2008) apenas no per&iacute;odo    de janeiro&#45;setembro. Mantida a m&eacute;dia de 35 mil kg/ano a exporta&ccedil;&atilde;o    do ano passado deve ter alcan&ccedil;ado a marca de US$ 3,4 milh&otilde;es,    faturados no Amazonas, j&aacute; que os demais estados n&atilde;o produzem esse    &oacute;leo essencial. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O Brasil se posiciona como o 3º maior exportador    de &oacute;leos essenciais, com aproximadamente US$ 147 milh&otilde;es, depois    dos EUA e Fran&ccedil;a, tendo ultrapassado o Reino Unido em 2007. No entanto,    desse volume, 91% consiste em &oacute;leo essencial de c&iacute;tricos, principalmente    laranja (80%), subprodutos da ind&uacute;stria de sucos e de baixo pre&ccedil;o    (US$ 2,18/kg). O Brasil produz e exporta por ordem de import&acirc;ncia &oacute;leos    de laranja, lim&atilde;o, eucalipto, pau&#45;rosa, lima e capim&#45;lim&atilde;o. </FONT></p>     <p><font size="3">De maneira geral, os produtos exportados pelo pa&iacute;s s&atilde;o    caracterizados por grande volume, baixo pre&ccedil;o de mercado e pouco valor    agregado, refletindo a baixa adi&ccedil;&atilde;o de tecnologia. Enquanto o    valor unit&aacute;rio m&eacute;dio dos produtos comercializados pelo Brasil,    em 2005, era de US$ 1,34/kg, a Fran&ccedil;a exportava para o Brasil &oacute;leos    ao pre&ccedil;o de US$ 33,04/kg. Falta aos produtos brasileiros agregar tecnologia    e valorizar o <I>merchandising</I> da biodiversidade, explorada de forma sustent&aacute;vel    e socialmente justa. </font></p>     <p><font size="3"><b>A EXPLORA&Ccedil;&Atilde;O PREDAT&Oacute;RIA DO PAU&#45;ROSA</b>    O processo de explora&ccedil;&atilde;o tradicional levou ao quase desaparecimento    do pau&#45;rosa em &aacute;reas onde ocorria em alta densidade. Homma (10) d&aacute;    uma ideia do esgotamento dessa esp&eacute;cie: para produzir um tambor de &oacute;leo    (180 kg) s&atilde;o necess&aacute;rias 18 a 20 t de madeira, e uma &aacute;rvore    de tamanho adequado &agrave; extra&ccedil;&atilde;o pesa, em m&eacute;dia, 1,75    t. As &aacute;rvores extra&iacute;das tinham um di&acirc;metro &agrave; altura    do peito (DAP) variando entre 30 a 60 cm. Considerando&#45;se que o rendimento do    &oacute;leo essencial em rela&ccedil;&atilde;o ao peso da madeira &eacute; estimado    entre 0,7% e 1,1%, uma tonelada de tora poderia produzir 10 kg de &oacute;leo    essencial de pau&#45;rosa. Estimando que, em m&eacute;dia, h&aacute; uma &aacute;rvore    em cada cinco hectares, o autor conclui que, no m&iacute;nimo, 825 mil &aacute;rvores    foram abatidas entre 1937 e 2002, para uma exporta&ccedil;&atilde;o de 13 mil    t de &oacute;leo, explorando, assim, uma &aacute;rea florestal de mais de 4    milh&otilde;es de hectares. Relacionando a produ&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo    essencial de pau&#45;rosa, por hectare de mata no munic&iacute;pio de Presidente    Figueiredo (AM), Mitja e Lescure (11) estimaram uma quantidade de 4 kg de &oacute;leo    por hectare de floresta nativa. </FONT></p>     <p><font size="3">Sampaio et al. (12) realizaram invent&aacute;rios nas popula&ccedil;&otilde;es    naturais de pau&#45;rosa em doze munic&iacute;pios do Amazonas: Manaus, Presidente    Figueiredo, Mau&eacute;s, Parintins, Nova Olinda, Novo Aripuan&atilde;, Barreirinha,    Borba, Itacoatiara, Silves, Rio Preto da Eva e Itapiranga. Neles foi observado    uma baixa densidade de &aacute;rvores adultas (1 &aacute;rvore/5 ha), considerando&#45;se    um DAP&gt;10 cm. Na reserva florestal Adolpho Ducke (Manaus,AM), foram encontradas    3 a 4 &aacute;rvores/25 ha, com DAP&gt;20 cm. </font></p>     <p><font size="3">Tanto o Ibama como os produtores reconhecem que o estado atual    da explora&ccedil;&atilde;o do pau&#45;rosa levar&aacute; &agrave; extin&ccedil;&atilde;o    da atividade extrativa na regi&atilde;o. Pode&#45;se prever que, se n&atilde;o houver    um programa de plantio intensivo, a ind&uacute;stria de pau&#45;rosa dificilmente    sobreviver&aacute; como atividade econ&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="3"><b>OPORTUNIDADES PARA A EXPLORA&Ccedil;&Atilde;O SUSTENT&Aacute;VEL</b>    O quase desaparecimento do pau&#45;rosa levou o Ibama a inclu&iacute;&#45;lo na Lista    de Esp&eacute;cies em Perigo de Extin&ccedil;&atilde;o (Portaria 37/92, de 03.04.1992)    e a editar normas para a sua explora&ccedil;&atilde;o, industrializa&ccedil;&atilde;o    e comercializa&ccedil;&atilde;o (Portaria 01/98, 18.08.1998). Atualmente, as    empresas que destilam o &oacute;leo essencial s&atilde;o obrigadas a formar    plantios de pau&#45;rosa equivalentes &agrave; sua produ&ccedil;&atilde;o anual,    o que nem sempre ocorre. Com isso, os produtores de &oacute;leo de pau&#45;rosa    do Amazonas s&atilde;o constantemente pressionados a adotar pr&aacute;ticas    que atendam a sustentabilidade da oferta. Caso contr&aacute;rio, t&ecirc;m que    parar ou diminuir muito a produ&ccedil;&atilde;o, devido aos problemas para    fazer a reposi&ccedil;&atilde;o na forma de plantios e pelo alto custo e dificuldades    log&iacute;sticas para acessar as &aacute;reas remotas onde ainda ocorre a esp&eacute;cie.    Essas condi&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m, por outro lado, estimulado a implanta&ccedil;&atilde;o    de novos m&eacute;todos de plantio e de extra&ccedil;&atilde;o desse &oacute;leo    essencial. </FONT></p>     <p><font size="3">Pelo menos desde os trabalhos de Gottlieb (13;14) j&aacute;    &eacute; conhecido que tamb&eacute;m os ramos e folhas do pau&#45;rosa cont&ecirc;m    linalol. No entanto, apenas Ohashi (15) e Barata (16) focaram na extra&ccedil;&atilde;o    do &oacute;leo das folhas do pau&#45;rosa como uma atividade industrial potencial.    Assim, o cultivo e a extra&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo das folhas e galhos    podem tornar&#45;se uma alternativa sustent&aacute;vel, e de menores custos, que    os da ind&uacute;stria extrativista predat&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="3">Estudos realizados por Sampaio et al. (17;18) revelaram que    a poda da copa das &aacute;rvores de pau&#45;rosa, realizada no ano de 1987, estimulou    grande n&uacute;mero de brotos/&aacute;rvore. Na avalia&ccedil;&atilde;o realizada    no ano de 2000, a m&eacute;dia do peso verde dessas rebrotas (60,18 kg) foi    significativamente superior ao peso verde da copa (37,43 kg) das &aacute;rvores    testemunhas (n&atilde;o podadas anteriormente), revelando que a poda estimulou    a maior produ&ccedil;&atilde;o de biomassa a&eacute;rea das &aacute;rvores dessa    esp&eacute;cie. Estudos similares realizados em plantios comerciais de pau&#45;rosa    no munic&iacute;pio de Mau&eacute;s indicam a viabilidade econ&ocirc;mica e    ecol&oacute;gica do manejo de plantios pela poda de galhos e folhas. Plantios    com cinco anos de idade produziram biomassa de galhos e folhas suficientes para    justificarem a explora&ccedil;&atilde;o comercial (19).</font></p>     <p><font size="3">A capacidade de rebrota aliado &agrave; maior produtividade    de &oacute;leo dos galhos e folhas, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; madeira    das &aacute;rvores de pau&#45;rosa, revelaram que plantios manejados atrav&eacute;s    da poda da copa das &aacute;rvores podem se consolidar como uma das alternativas    para o manejo dessa esp&eacute;cie em plantios <I>ex&#45;situ </I>(20;21). Outro    fator a ser considerado, &eacute; que a poda da copa, como fonte renov&aacute;vel    de biomassa, elimina os custos de preparo da &aacute;rea e plantios, disponibilizando    recursos para aduba&ccedil;&atilde;o, contribuindo para maior produ&ccedil;&atilde;o    de biomassa em menor espa&ccedil;o de tempo. </font></p>     <p><font size="3">A forma&ccedil;&atilde;o de novos plantios de pau&#45;rosa em &aacute;reas    alteradas e/ou degradadas na Amaz&ocirc;nia contribui n&atilde;o apenas para    a recupera&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas, mas tamb&eacute;m, para a restaura&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os ambientais prestados pelas &aacute;reas florestadas. Uma    alternativa para esses plantios (21) est&aacute; no consorciamento de esp&eacute;cies    arom&aacute;ticas (p.ex. pau&#45;rosa, macacaporanga, louro, louro&#45;rosa) com esp&eacute;cies    produtoras de fibras (p.ex. curau&aacute;, <I>Ananas erectifolium</I>) e as    alimentares (p.ex. mandioca, <I>Manihot esculenta</I>) que, al&eacute;m de proporcionar    uma cobertura vegetal mais intensa, maior prote&ccedil;&atilde;o do solo, fornecem    alimentos e fibras com demanda crescente em v&aacute;rias ind&uacute;strias    (autom&oacute;veis, materiais isolantes, pain&eacute;is, etc) (<a href="#fig01">Figura    1</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n3/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os cons&oacute;rcios, al&eacute;m de maximizar a produ&ccedil;&atilde;o    de &oacute;leo essencial (poda peri&oacute;dica dos galhos e folhas), reduzir    os custos (acesso e coleta), disponibilizar alimentos (mandioca, pupunha, banana),    contribuem para a solu&ccedil;&atilde;o de um problema que j&aacute; levou ao    fracasso muitos plantios de pau&#45;rosa: a falta de sombreamento na fase inicial    do plantio. Al&eacute;m disso, as culturas de ciclo curto, al&eacute;m de propiciarem    sombra, contribuiriam na receita para manuten&ccedil;&atilde;o do plantio.</font></p>     <p><font size="3">Uma agroind&uacute;stria baseada em esp&eacute;cies arom&aacute;ticas    como o pau&#45;rosa, Laur&aacute;ceas, priprioca (<I>Cyperus articulatus)</I> e    oriza (<I>Pogostemon cablin</I>), pode ser estabelecida em assentamentos, comunidades    e por pequenos produtores na Amaz&ocirc;nia, visando &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o    de &oacute;leos qualificados. O pre&ccedil;o de venda do &oacute;leo essencial    das folhas do pau&#45;rosa, quando considerado o apelo ecol&oacute;gico (produ&ccedil;&atilde;o    sustent&aacute;vel oriunda de plantios florestais), poder&aacute; ultrapassar    os US$100/kg. Destiladores de arraste a vapor, de baixo custo, pequeno porte,    mane&aacute;veis e simples (comportando 500kg de galhos e folhas), desenvolvidos    pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), permitem sua utiliza&ccedil;&atilde;o    por comunidades rurais, ou mesmo por pequenos produtores (22).</font></p>     <p><font size="3"><b>INICIATIVAS PRIVADAS E POL&Iacute;TICAS P&Uacute;BLICAS</b>    Fatores como desconhecimento das pr&aacute;ticas de cultivo, pobreza, intensa    explora&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;tica econ&ocirc;micas equivocadas contribu&iacute;ram    para que o pau&#45;rosa fosse colocado na lista de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas    de extin&ccedil;&atilde;o. Diante disso, v&aacute;rias comunidades aceitaram    participar de projetos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da    Amaz&ocirc;nia (Inpa), nos munic&iacute;pios de Silves, Presidente Figueiredo    e Juta&iacute; (AM). Em Silves foi criada, em 1999, a Associa&ccedil;&atilde;o    Vida Verde da Amaz&ocirc;nia (Avive), por um grupo de mulheres que desejavam    produzir cosm&eacute;ticos naturais e &oacute;leos essenciais para obter renda    sem degradar a floresta. O enfoque principal &eacute; desenvolver t&eacute;cnicas    para a extra&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de plantas nativas medicinais    e arom&aacute;ticas, aliadas a programas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental    e reflorestamento. Os produtos comercializados permitiram alcan&ccedil;ar bons    resultados na redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e, hoje, a estrutura da associa&ccedil;&atilde;o    &eacute; modelo para outras comunidades. </FONT></p>     <p><font size="3">Em Santar&eacute;m (PA), a Unicamp e o Inpa est&atilde;o desenvolvendo    o projeto "Cultivo e extra&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo essencial das    folhas de pau&#45;rosa na Amaz&ocirc;nia" (23). Esse plantio, feito em 2007,    foi consorciado com curau&aacute; (20 mil/ha) e mandioca (2 mil/ha). </font></p>     <p><font size="3">Todas essas a&ccedil;&otilde;es, no entanto, correspondem apenas    ao primeiro passo. No momento n&atilde;o h&aacute; qualquer comunidade produzindo,    em escala de mercado, &oacute;leo essencial de pau&#45;rosa, oriundo de cultivos    racionais para a extra&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo das folhas e galhos.</font></p>     <p><font size="3">Tentativas de conservar o pau&#45;rosa por meio da pura preserva&ccedil;&atilde;o    de suas popula&ccedil;&otilde;es remanescentes n&atilde;o s&atilde;o op&ccedil;&otilde;es    vi&aacute;veis, pois esta concep&ccedil;&atilde;o de preserva&ccedil;&atilde;o    falha em n&atilde;o reconhecer a presen&ccedil;a de popula&ccedil;&otilde;es    humanas com diversos anseios e necessidades. Visando resolver o dilema, a Secretaria    de Desenvolvimento, Sustent&aacute;vel do Governo do Amazonas, reuniu os setores    interessados para deliberarem sobre plantio, colheita e beneficiamento do pau&#45;rosa.    Todas essas medidas s&atilde;o fundamentais para a certifica&ccedil;&atilde;o    das esp&eacute;cies produtoras de &oacute;leos essenciais. Por&eacute;m, apenas    a certifica&ccedil;&atilde;o da origem sustent&aacute;vel do produto, n&atilde;o    pode ser vista como uma garantia de sua aceita&ccedil;&atilde;o no mercado de    exporta&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, h&aacute; que se estabelecer normas    de controle de qualidade, que garantam os teores m&iacute;nimos dos componentes    dos &oacute;leos essenciais e um processamento das mat&eacute;rias&#45;primas brutas    sem que haja perda das suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sico&#45;qu&iacute;micas.    Estima&#45;se que existam aproximadamente 30 mil &aacute;rvores de pau&#45;rosa, em    sistemas de plantios, nos munic&iacute;pios de Silves, Presidente Figueiredo,    Juta&iacute;, Mau&eacute;s e Novo Aripuan&atilde; (AM). Iniciativas privadas    e de &oacute;rg&atilde;os governamentais t&ecirc;m contribu&iacute;do para a    implanta&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis, que aliadas    a plantios consorciados, poder&atilde;o ser a base de uma agroind&uacute;stria    na Amaz&ocirc;nia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Jo&atilde;o B. S. Ferraz</b> &eacute; pesquisador do Instituto    Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa) e pertence &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o    de Pesquisa em Silvicultura Tropical    <br>   <b>Lauro E. S. Barata</b> &eacute; docente do Instituto de Qu&iacute;mica e    coordenador do Laborat&oacute;rio de P&amp;D de Produtos Naturais da Universidade    Estadual de Campinas (Unicamp)    <br>   <b>Paulo de T.B. Sampaio</b> &eacute; pesquisador do Inpa e pertence &agrave;    Coordena&ccedil;&atilde;o de Pesquisa em Silvicultura Tropical    <br>   <b>Giuliano P. Guimar&atilde;es</b> &eacute; pesquisador do Inpa e pertence    &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Pesquisa em Silvicultura Tropical</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTA E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1.  ABIHPEC &#45; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias    de Higiene Pessoal, Cosm&eacute;ticos e Perfumaria. 2009. <a href="http://www.abihpec.org.br/dadosdomercado_panorama_setor.php" target="_blank">http://www.abihpec.org.br/dadosdomercado_panorama_setor.php</a>;    (acesso em 03/05/2009).     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">2.  Bastos, A.de M. "Os paus&#45;rosa da ind&uacute;stria    de ess&ecirc;ncia". <I>Rodriguesia</I>, Vol.7, n.16, p.45&#45;53. Rio de Janeiro,    R.J. 1943.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3.  Sudam. "O extrativismo do pau&#45;rosa". <I>Sudam&#45;Documenta</I>,    Vol.3, p.5&#45;58. Bel&eacute;m, PA. 1972.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4.  Sudam. "Caracter&iacute;sticas silviculturais de    esp&eacute;cies nativas e ex&oacute;ticas dos plantios do Centro de Tecnologia    de Madeira". Esta&ccedil;&atilde;o Experimental de Curu&aacute;&#45;Una. Conv&ecirc;nio    Sudam&#45;FCAP. P.35. Bel&eacute;m, PA. 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">5.  Lescure, J&#45;P. e Castro, A. "L'extractivisme en Amazonie    Centrale. Aper&ccedil;u des aspects &eacute;conomiques et botaniques".    <I>Revue Bois et For&ecirc;ts des Tropiques</I>. Vol.231, p.35&#45;51. 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">6.  Terezo, E.F. de M.; Ara&uacute;jo, V.C de; Ara&uacute;jo,    P.M. de; Nascimento, V.F. do.; e Souza, J. da C. "O extrativismo do pau&#45;rosa".    <I>Sudam&#45;Documenta</I>, Vol.3, n.1/4, p5&#45;55. Bel&eacute;m, PA. 1971.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">7.  FIBGE. Censo Industrial do Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica. 1980.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8.  May, P. and Barata, L.E.S. "Rosewood exploitation    in the Brazilian Amazon: options for sustainable production". <I>Economic    Botany</I>, Vol.58, p.257&#45;265. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">9.  MDIC. Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria    e Com&eacute;rcio Exterior. 2008. <a href="http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br" target="_blank">http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="3">10.  Homma, A.K.O. "O extrativismo do &oacute;leo essencial    de pau&#45;rosa na Amaz&ocirc;nia". XLIII Congresso da Sober. Ribeir&atilde;o    Preto &#151; SP. 24 a 27 de julho de 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">11.  Mitja, D. e Lescure, J.&#45;P. Du bois pour du parfum: le    bois de rose doit&#45;il dispara&icirc;tre? <I>In: La for&ecirc;t en jeu. L'extractivisme    en Amazonie Centrale</I>. P.93&#45;102. L. Emperaire (ed.). &Eacute;ditions de l'Orstom,    Unesco, Paris. 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">12.  Sampaio, P.T.B.; Leite, A.; e Quisen, R. "Conserva&ccedil;&atilde;o    e utiliza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es naturais de <I>Aniba    rosaeodora</I> (pau&#45;rosa) no estado do Amazonas". Relat&oacute;rio final    Prodetab". Projeto 008/01&#45;98. 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">13.  Gottlieb, O.R. "Pau&#45;rosa, potencial de riqueza".    <I>Revista de Qu&iacute;mica Industrial</I>. Vol.26, n.307, p.15&#45;19. 1957.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">14.  Gottlieb, O.R. e Mors, W.B. "A qu&iacute;mica do    pau&#45;rosa". <I>Boletim do Instituto de Qu&iacute;mica Agr&iacute;cola</I>.    Vol.53, p.7&#45;20. Rio de Janeiro &#151; RJ. 1958.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">15.  Ohashi, S.T.&nbsp;; Rosa, L.S.&nbsp;; e Santana. J.A.    "Brazilian rosewood oil: sustainable production and oil quality management".    <I>Perfumer &amp; Flavorist</I>, Vol.22, p.4. 1997.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">16.  Barata, L.E.S. Projeto "Pesquisa &amp; Desenvolvimento    de Produtos das Folhas do Pau&#45;Rosa". Financiado pelo Banco da Amaz&ocirc;nia.    2000.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">17.  Sampaio, P.T B.; Vieira, G.; Spironello, W.; e Bruno,    F.M.S. "Biomassa da rebrota de copas de pau&#45;rosa (<I>Aniba rosaeodora</I>    Ducke) em plantios sob sombra parcial em floresta prim&aacute;ria". <I>Acta    Amazonica</I>, Vol.34, p.491&#45;494. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">18.  Sampaio, P.T.B.; Santos, M.; Vieira, G.; Spironello,    W.; Useche, F.L.; e Bruno, F.M.S. "Avalia&ccedil;&atilde;o da rebrota da    copa de &aacute;rvores de pau&#45;rosa (<I>Aniba rosaeodora</I> Ducke) em sistemas    de podas sucessivas". <I>Acta Amazonica</I>, Vol.37, p.55&#45;60. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">19.  Takeda, P.S. "Avalia&ccedil;&atilde;o de biomassa    e &oacute;leo de rebrotas de galhos e folhas de pau&#45;rosa (<I>Aniba rosaeodora</I>    Ducke) em plantios comerciais submetidos &agrave; poda e aduba&ccedil;&atilde;o".    Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. Inpa&#45;Ufam&#45;PPGCFT. Manaus, AM. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">20.  Barata, L.E.S.; e Discola, K.F. "Scents from Amazonian    aromatic plants". 33rd International Symposium on Essential Oils, Lisboa.    2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">21.  Lupe, F.; Souza, R.; e Barata, L.E.S. "Seeking    a sustainable alternative to Brazilian rosewood". <I>Perfumer &amp; Flavorist</I>,    Vol.33, p.40&#45;43. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">22.  Barata, L.E.S. e Quadros de Carvalho, R. "Amazon    scents: replacing rosewood in perfumery? Part I". <I>Perfumer &amp; Flavorist</I>.    Vol.32, n.3. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">23.  O projeto da Unicamp, conv&ecirc;nio 3668, recebe apoio    do Banco da Amaz&ocirc;nia e &eacute; desenvolvido junto com a iniciativa privada    na Fazenda Pematec, Santar&eacute;m (PA).</font> ]]></body><back>
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