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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/mundo.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">D<small>IVULGA&Ccedil;&Atilde;O</small> C<small>IENT&Iacute;FICA</small></font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v61n4/line_blk.gif"></p>     <p><b><font size="4">Bancas norte-americanas exibem grande n&uacute;mero e variedade    de publica&ccedil;&otilde;es</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v61n4/07f01.jpg"></p>     <p><font size="3">Ao descer do metr&ocirc; na sempre movimentada esta&ccedil;&atilde;o    Harvard Square, em Cambridge, nos Estados Unidos, logo nos deparamos com as    bancas de revista Crimson Corner e Out of Town News, al&eacute;m da livraria    The Coop. Uns dos &iacute;cones do campus da Universidade de Harvard, ali &eacute;    poss&iacute;vel ter uma boa no&ccedil;&atilde;o do perfil das revistas de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica que circulam atualmente no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="3">O grande n&uacute;mero e a diversidade de t&iacute;tulos chamam    aten&ccedil;&atilde;o. S&oacute; no The Coop, uma cooperativa de Harvard e do    MIT fundada por estudantes em 1882, s&atilde;o cerca de 30 revistas expostas    nas prateleiras dedicadas &agrave; ci&ecirc;ncia. Esse n&uacute;mero cai, mas    pouco, nas demais bancas de revistas espalhadas em regi&otilde;es mais afastadas    do ambiente acad&ecirc;mico.</font></p>     <p><font size="3">Revistas que publicam periodicamente variados temas de ci&ecirc;ncia,    como &eacute; o caso da <i>Popular Science, Discover Magazine e Scientific American</i>,    ficam lado a lado de revistas especializadas, como <i>Popular Mechanics, Psycology    Today, Archaeology Magazine, Scientific American Mind, Air&amp;Space</i>, entre    outras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Com raras exce&ccedil;&otilde;es, as publica&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o bastante antigas. O primeiro n&uacute;mero da <i>Scientific American</i>    foi lan&ccedil;ado em 1845 (veja <a href="#t1">tabela</a>), quase um s&eacute;culo    antes da funda&ccedil;&atilde;o da Sociedade Brasileira para o Progresso da    Ci&ecirc;ncia (SBPC). E segue firme.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/07f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Mesmo as especializadas somam d&eacute;cadas de publica&ccedil;&atilde;o,    como &eacute; o caso da <i>Sky&amp;Telescope</i>. "O primeiro n&uacute;mero    foi publicado em novembro de 1941, como resultado da fus&atilde;o das revistas    <i>The Sky</i> e <i>The Telescope</i>, que j&aacute; existiam h&aacute; alguns    anos", afirma Tony Flanders, editor associado da revista. A <i>Popular Mechanics</i>,    que cobre temas automotivos, ci&ecirc;ncia e tecnologia, est&aacute; entre as    mais populares e foi lan&ccedil;ada em 1902.</font></p>     <p><font size="3">Em meio &agrave;s diversificadas &aacute;reas, al&eacute;m daquelas    com focos ambientalistas, duas revistas atraem, no m&iacute;nimo, curiosidade:    <i>Skeptic</i> e <i>Skeptical Inquirer. "Skeptical Inquirer</i> originou-se    de um movimento nos anos 1970 de parte de cientistas que queriam contrapor-se    ao interesse em astrologia e outros campos pseudocient&iacute;ficos", diz Boyce    Rensberger, experiente jornalista de ci&ecirc;ncia que j&aacute; trabalhou no    <i>The Washington Post</i> e <i>The New York Times</i>. Ambas as revistas est&atilde;o    no mercado h&aacute; d&eacute;cadas e apresentam pequena circula&ccedil;&atilde;o,    segundo Rensberger, que esteve &agrave; frente do Programa Knight de Jornalismo    Cient&iacute;fico do MIT por dez anos.</font></p>     <p><font size="3">H&aacute;, ainda, as revistas de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    voltadas para os cientistas, como &eacute; o caso da <i>The Scientist</i>. De    acordo com o site da revista, "nosso p&uacute;blico alvo s&atilde;o pesquisadores    ativos interessados em manter uma vis&atilde;o ampla das ci&ecirc;ncias da vida    por meio da leitura de artigos recentes, concisos, precisos e prazerosos".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">DEMANDA E MERCADO </font></b><font size="3">Em uma enquete    informal realizada com alguns jornaleiros, foi unanimidade que a revista de    divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica mais procurada &eacute; a <i>Popular    Science</i>, seguida da <i>Discover Magazine</i> e da <i>Scientific American</i>.    No entanto, segundo o Audit Bureau of Circulations, a <i>Smithsonian</i> aparece    na frente (veja <a href="#t1">tabela</a>), com cerca de 2 milh&otilde;es de    c&oacute;pias vendidas mensalmente, um n&uacute;mero de peso quando comparado    aos 3,3 milh&otilde;es da <i>Time Magazine</i>, revista impressa mais vendida    nos Estados Unidos. A dificuldade em classific&aacute;-la como de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica pode ser decorrente de sua caracter&iacute;stica peculiar,    mesclando hist&oacute;ria, natureza, ci&ecirc;ncia e artes, muito embora ela    fique exposta na sess&atilde;o das revistas de ci&ecirc;ncia. A mesma dificuldade    vale para a <i>National Geographic</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O fato &eacute; que a <i>Smithsonian</i> &eacute; uma revista    que publica reportagens e artigos longos, de peso, escritos tanto por cientistas    quanto por jornalistas. "N&atilde;o temos observado nenhuma mudan&ccedil;a significativa    na demanda do nosso p&uacute;blico nos &uacute;ltimos dez anos. Nossos leitores    gostam particularmente de hist&oacute;rias sobre arqueologia, vida selvagem    e ci&ecirc;ncia exc&ecirc;ntrica e surpreendente", diz Laura Helmuth, editora    s&ecirc;nior de ci&ecirc;ncia. Laura conta que um t&oacute;pico que aparece    com frequ&ecirc;ncia agora &eacute; mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. "Costum&aacute;vamos    receber muitas cartas de leitores furiosos e irritados quando public&aacute;vamos    essas hist&oacute;rias, afirmando que era tudo ilus&atilde;o. Agora os leitores    parecem levar o assunto a s&eacute;rio. O n&uacute;mero de cartas com reclama&ccedil;&otilde;es    diminuiu", conta.</font></p>     <p><font size="3">No n&uacute;mero de agosto deste ano, por exemplo, a cientista    Barbara Kreiger reporta, com riqueza de detalhes, seu encontro em Israel com    Ehud Netzer, arque&oacute;logo que em 2007 relatou a descoberta da tumba de    Herodes, o Grande, rei da Judeia. No mesmo n&uacute;mero, a reportagem "Louco    por conchas" do jornalista Richard Conniff traz aplica&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas    de subst&acirc;ncias extra&iacute;das dos moluscos. A leitura &eacute; agrad&aacute;vel    e as propagandas s&atilde;o poucas.</font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o &eacute; o que acontece com a <i>Popular Science</i>,    onde as mat&eacute;rias acabam dilu&iacute;das no excesso de propagandas. Pautas    sensacionalistas, como "O futuro do combate a&eacute;reo", se misturam &agrave;s    de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, como assuntos ligados ao in&iacute;cio    do ano letivo, itens necess&aacute;rios para estudantes, cursos "descolados"    de gradua&ccedil;&atilde;o, entre outras.</font></p>     <p><font size="3">H&aacute; tamb&eacute;m t&iacute;tulos que n&atilde;o aparecem    nos relat&oacute;rios de circula&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso do <i>The    New Atlantis</i>, lan&ccedil;ado em 2003, e que figura entre as mais vendidas    no The Coop. <i>Science Ilustrated, New Scientist, Invention and Technology,    Free Inquiry, Sky News, BBC Knowledge, American History, Nexus, Invention, Weatherwise,    Issues in Science and Techonology</i> e <i>American Heritage</i> s&atilde;o    outros exemplos.</font></p>     <p><font size="3">Considerando que estamos em tempos digitais, qual &eacute; o    futuro das revistas impressas de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica?    "&Eacute; dif&iacute;cil dizer com certeza, mas acredito que haver&aacute; uma    migra&ccedil;&atilde;o para fornecer aos leitores mais servi&ccedil;os baseados    na internet. Os leitores v&atilde;o pagar para ter acesso &agrave;s vers&otilde;es    on line das revistas apenas se forem oferecidos conte&uacute;dos extra al&eacute;m    do dispon&iacute;vel atualmente", aposta Rensberger, comparando ao exemplo das    TVs por sat&eacute;lite e cabo. O jornalista suspeita que revistas impressas    - duplicando grande parte do conte&uacute;do pago dispon&iacute;vel para leitura    na web - continuar&atilde;o por muitos anos voltadas para um nicho de leitores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i><font size="3">Cristina Caldas</font></i></p>      ]]></body>
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