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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/artigos.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><b><font size=5>ASTRONOMIA NO BRASIL</font></b></p>     <p align="center"><b><font size="3">Jo&atilde;o E. Steiner</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">ASPECTOS HIST&Oacute;RICOS </font></b><font size="3">A astronomia    brasileira, enquanto ci&ecirc;ncia institucionalizada e produtiva, &eacute;    uma atividade recente. Ela se desenvolveu a partir da implanta&ccedil;&atilde;o    da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de    1970. Apesar disso, houve iniciativas muito anteriores; o primeiro observat&oacute;rio    astron&ocirc;mico instalado no Brasil, na verdade o primeiro no hemisf&eacute;rio    sul, foi constru&iacute;do em 1639 no pal&aacute;cio Friburgo, Recife, pelos    holandeses. Mais tarde, em 1730, os jesu&iacute;tas instalaram um observat&oacute;rio    no Morro do Castelo, na cidade do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="3">Alguns anos ap&oacute;s a declara&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia,    em 15 de outubro de 1827, foi assinado por D. Pedro I o ato de cria&ccedil;&atilde;o    do Imperial Observat&oacute;rio do Rio de Janeiro que, com a proclama&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica, passou a ser denominado Observat&oacute;rio Nacional, uma    das mais antigas institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas brasileiras.    No seu primeiro s&eacute;culo de exist&ecirc;ncia, o Observat&oacute;rio Nacional    organizou ou participou de diversas expedi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas    de astronomia, sendo a mais famosa a que confirmou a teoria da relatividade    em Sobral (CE), em 1919, comandada por uma equipe inglesa.</font></p>     <p><font size="3">No in&iacute;cio do s&eacute;culo XX constroem-se observat&oacute;rios    em Porto Alegre e S&atilde;o Paulo, mas somente nas d&eacute;cadas de 1960 e    de 1970, com a constru&ccedil;&atilde;o de um telesc&oacute;pio com espelho    prim&aacute;rio de 60 cent&iacute;metros de di&acirc;metro no Instituto Tecnol&oacute;gico    de Aeron&aacute;utica (ITA), em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (SP), e a    instala&ccedil;&atilde;o de telesc&oacute;pios de 50-60 cm em Belo Horizonte    (MG), Porto Alegre (RS) e Valinhos (SP) come&ccedil;aram realmente as pesquisas    em astrof&iacute;sica no pa&iacute;s. Nessa &eacute;poca, chegaram os tr&ecirc;s    primeiros doutores em astronomia, formados no exterior, que participaram da    instala&ccedil;&atilde;o dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="3">Paralelamente se inicia a constru&ccedil;&atilde;o do Observat&oacute;rio    do Pico dos Dias (OPD), no qual foi inaugurado em 1981 um telesc&oacute;pio    de 1,60 m, cuja opera&ccedil;&atilde;o ficou na responsabilidade do Laborat&oacute;rio    Nacional de Astrof&iacute;sica (LNA), criado em 1985. Esse foi, de fato, o primeiro    laborat&oacute;rio nacional efetivamente criado no Brasil. A opera&ccedil;&atilde;o    desse laborat&oacute;rio nacional procurou seguir as melhores pr&aacute;ticas    internacionais na gest&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o dos seus equipamentos.    Com isso, a comunidade astron&ocirc;mica se desenvolveu e pode dar um passo    al&eacute;m, com a entrada no Cons&oacute;rcio Gemini, em 1993, e formando o    Cons&oacute;rcio Soar, em 1998.</font></p>     <p><font size="3">Ainda em 1974 foi instalado o radiotelesc&oacute;pio&nbsp; para    ondas milim&eacute;tricas com di&acirc;metro de 13,4 metros, em Atibaia (SP).    Nesse radiotelesc&oacute;pio foram feitas as principais pesquisas em radioastronomia    no Brasil at&eacute; hoje. Mais tarde, foi instalado o telesc&oacute;pio solar    submilim&eacute;trico, em El Leoncito, Argentina, ao passo que o Instituto Nacional    de Pesquisas Espaciais (Inpe) est&aacute; instalando uma rede interferom&eacute;trica    (BDA, na sigla em ingl&ecirc;s para Brazilian Decimetric Array) para estudar,    principalmente, o Sol.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Na &aacute;rea espacial o Brasil participou, desde os anos 1970,    de voos de bal&otilde;es estratosf&eacute;ricos, nos quais voaram equipamentos    para observar a radia&ccedil;&atilde;o c&oacute;smica de fundo e fontes de raios-X.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>A P&Oacute;S-GRADUA&Ccedil;&Atilde;O </b>A p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    teve um papel importante no sentido de impulsionar a forma&ccedil;&atilde;o    de novos mestres e doutores no pa&iacute;s (<a href="/img/revistas/cic/v61n4/15t01.gif">tabela    1</a>). Os primeiros programas foram implantados no ITA, no Instituto de Astronomia,    Geof&iacute;sica e Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas (IAG) da Universidade    de S&atilde;o Paulo (USP) e na Universidade de Mackenzie, no in&iacute;cio dos    anos 1970. Posteriormente, come&ccedil;ou a p&oacute;s-grada&ccedil;&atilde;o    nas universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Minas Gerais (UFMG),    sendo o programa do Mackenzie transferido para o Observat&oacute;rio Nacional.    Se, em 1970, havia apenas tr&ecirc;s doutores no Brasil, em 1981, o Brasil j&aacute;    contava com 41 doutores em astronomia. Hoje existem 234 doutores empregados    em 40 institui&ccedil;&otilde;es, alem de 60 p&oacute;s-doutores. Algumas institui&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o bastante grandes, enquanto que a maioria das institui&ccedil;&otilde;es    conta com apenas um ou dois profissionais (<a href="/img/revistas/cic/v61n4/15t02.gif">tabela    2</a>).</font></p>     <p><font size="3">Atualmente s&atilde;o formados cerca de 30 mestres e 25 doutores    por ano somando-se todos os programas no Brasil. S&atilde;o, ao todo, 12 programas    de doutorado e 17 programas de mestrado. O total de alunos matriculados no primeiro    semestre de 2009 &eacute; de 90 no mestrado e 130 no doutorado.</font></p>     <p><font size="3">No passado, os cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em astronomia    n&atilde;o tiveram muita &ecirc;nfase no Brasil. Os candidatos &agrave; p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    eram, quase sempre, formados em bacharelado de f&iacute;sica. Apenas a UFRJ    ofereceu o curso de gradua&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 50 anos. Na USP    existe, j&aacute; h&aacute; cerca de uma d&eacute;cada, a op&ccedil;&atilde;o    de habilita&ccedil;&atilde;o em astronomia no bacharelado de f&iacute;sica.    No ano de 2009 o IAG da USP iniciou o programa de bacharelado em astronomia.    A mesma decis&atilde;o foi tomada pelo Instituto de F&iacute;sica da UFRGS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>GRUPOS DE PESQUISA E PRODU&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA    </b>Com o in&iacute;cio da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica brasileira na &aacute;rea da astronomia tamb&eacute;m teve    um grande desenvolvimento. No ano de 1965, ela praticamente n&atilde;o existia,    pois n&atilde;o h&aacute; registro de trabalho cient&iacute;fico publicado em    revista indexada (<a href="#t3">tabela 3</a>). Em 1970 j&aacute; houve oito    artigos publicados. Nos 30 anos seguintes (1970-2000) a taxa m&eacute;dia de    crescimento anual dos artigos publicados foi de 11,4%. Esse crescimento extraordin&aacute;rio    se deve a diversos fatores, entre os quais: a) retorno de doutores formados    no exterior; b) in&iacute;cio da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no Brasil;    c) contrata&ccedil;&atilde;o de profissionais por universidades e institutos    federais de pesquisa; d) instala&ccedil;&atilde;o da antena de radioastronomia    de Atibaia (SP) e do telesc&oacute;pio de 1,60 m de di&acirc;metro do OPD; e)o    uso sistem&aacute;tico da internet, a partir da d&eacute;cada de 1990, deu aos    pesquisadores brasileiros, antes isolados pelas grandes dist&acirc;ncias, capacidade    muito maior de articula&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de <i>networking</i>    nacional e internacional.</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/15t03.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">J&aacute; no per&iacute;odo entre 2000-2008, essa taxa foi bem    menor: 0,8%. Isso tamb&eacute;m se deve a diversos fatores: o n&uacute;mero    de contrata&ccedil;&otilde;es de professores e pesquisadores nesse per&iacute;odo    foi muito pequeno e o quadro, estagnado, passou a envelhecer; a antena de Atibaia    deixou de ser competitiva; os telesc&oacute;pios do OPD, apesar de produtivos,    eram competitivos apenas na &aacute;rea estelar, uma vez que novos e modernos    telesc&oacute;pios, instalados em s&iacute;tios muito superiores, passaram a    dar apoio muito mais efetivo &agrave; astronomia extragal&aacute;ctica; muitos    estudantes deixaram de procurar a &aacute;rea da astronomia por falta de perspectiva    profissional.</font></p>     <p><font size="3">Esse quadro est&aacute; mudando. Diversos indicadores sugerem    que a astronomia no Brasil est&aacute; voltando a ter um crescimento mais din&acirc;mico.    Dentre os fatores respons&aacute;veis por essa mudan&ccedil;a podemos citar    a entrada do Brasil nos cons&oacute;rcios Gemini e Soar, que come&ccedil;am    a produzir resultados em ritmo crescente; novos estudantes est&atilde;o sendo    atra&iacute;dos para a &aacute;rea em n&uacute;mero e qualidade crescentes;    a ocorr&ecirc;ncia de novas contrata&ccedil;&otilde;es de profissionais, principalmente    em universidades; novos grupos de pesquisa se formam em universidades nas quais    n&atilde;o havia astr&ocirc;nomos at&eacute; recentemente, inclusive universidades    privadas. Al&eacute;m disso, a descoberta da mat&eacute;ria escura tem motivado    um grande n&uacute;mero de trabalhos na &aacute;rea de cosmologia te&oacute;rica,    hoje, j&aacute; a segunda &aacute;rea mais produtiva. E, por fim, outras &aacute;reas    novas de pesquisa como a f&iacute;sica de aster&oacute;ides e exoplanetas t&ecirc;m    mostrado produ&ccedil;&atilde;o significativa (<a href="#t4">tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/15t04.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os maiores grupos de pesquisa em astronomia est&atilde;o concentrados    na USP e nas universidades federais - como UFRGS, UFRJ e UFRN - assim como nos    institutos do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT), Observat&oacute;rio    Nacional e Inpe (<a href="/img/revistas/cic/v61n4/15t02.gif">tabela 2</a>).    Todos eles mant&ecirc;m programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel    de mestrado e doutorado. No entanto, outros grupos menores tamb&eacute;m participam    de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, quase sempre em conjunto    com os programas de f&iacute;sica.</font></p>     <p><font size="3">As principais &aacute;reas de pesquisa s&atilde;o astronomia    estelar (&oacute;ptica e infravermelha) que produz 30% de todos dos artigos    cient&iacute;ficos publicados em 2008, cosmologia te&oacute;rica, com 17%, e    astronomia extragal&aacute;ctica, com 13%. Algumas &aacute;reas tiveram desenvolvimento    bastante recentemente como a f&iacute;sica de aster&oacute;ides (6%) e exoplanetas    (3%). Essa &uacute;ltima se desenvolveu gra&ccedil;as &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    do Brasil no sat&eacute;lite Corot.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>INSTRUMENTA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA E OBSERVAT&Oacute;RIOS    VIRTUAIS </b>O objetivo da ci&ecirc;ncia da astronomia &eacute; fazer pesquisa    b&aacute;sica, mas ela pode ser realizada promovendo o desenvolvimento de instrumenta&ccedil;&atilde;o    de ponta. Dessa forma se incentiva a <i>cultura da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica</i>.    Isso se d&aacute; pelo treinamento de cientistas e t&eacute;cnicos em tecnologias    emergentes, necess&aacute;rias para a pesquisa astron&ocirc;mica de ponta.</font></p>     <p><font size="3">A participa&ccedil;&atilde;o brasileira nos telesc&oacute;pios    Gemini e Soar viabilizou, pela primeira vez, a constru&ccedil;&atilde;o efetiva    de instrumentos modernos para grandes telesc&oacute;pios. No segundo semestre    de 2009 ser&atilde;o conclu&iacute;dos os dois primeiros instrumentos de classe    mundial constru&iacute;-dos no Brasil, para uso no telesc&oacute;pio Soar. O    terceiro instrumento tamb&eacute;m est&aacute; em fase avan&ccedil;ada de constru&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">O s&eacute;culo XXI se iniciou com uma verdadeira explos&atilde;o    de dados cient&iacute;ficos em forma digital que est&aacute; produzindo uma    revolu&ccedil;&atilde;o na astronomia. Devido a v&aacute;rios empreendimentos    de grande porte, uma imensa quantidade de dados digitais de excelente qualidade,    obtidos tanto do solo quanto do espa&ccedil;o, ficaram dispon&iacute;veis. E    isso &eacute; s&oacute; o come&ccedil;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/15f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O acesso e a manipula&ccedil;&atilde;o do volume dos dados j&aacute;    armazenados desde as &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, pelo menos, tornou-se    um desafio para os pesquisadores que precisam analisar seus pr&oacute;prios    dados experimentais e/ou buscar outros em arquivos e bancos de dados espalhados    na rede. Se, por um lado, os cont&iacute;nuos desenvolvimentos de <i>hard-ware</i>,    t&ecirc;m permitido, a custos relativamente modestos, a aquisi&ccedil;&atilde;o,    o processamento e armazenamento de centenas de <i>terabytes</i> de dados, os    sistemas de software necess&aacute;rios para a manipula&ccedil;&atilde;o desses    dados ainda deixam muito a desejar. Esse &eacute; um problema reconhecido por    todas as comunidades cient&iacute;ficas e v&aacute;rios projetos de grande porte    foram iniciados no sentido de encontrar solu&ccedil;&otilde;es. No &acirc;mbito    da comunidade astron&ocirc;mica, o nome gen&eacute;rico dessa solu&ccedil;&atilde;o    &eacute; o Observat&oacute;rio Virtual (VO, do acr&ocirc;nimo em ingl&ecirc;s).</font></p>     <p><font size="3">Numa primeira aproxima&ccedil;&atilde;o um VO &eacute; um sistema,    acessado pela internet, que prov&ecirc; ampla conex&atilde;o entre dados arquivados    e tamb&eacute;m ferramentas de extra&ccedil;&atilde;o e garimpagem de dados    e, de maneira geral, de redu&ccedil;&atilde;o de complexidade. Atualmente, esse    projeto encontra-se em franco desenvolvimento, sendo coordenado internacionalmente    pela Alian&ccedil;a Internacional do Observat&oacute;rio Virtual (Ivoa, na sigla    em ingl&ecirc;s). O Brasil tornou-se membro do Ivoa atrav&eacute;s da rede Bravo    (Observat&oacute;rio Virtual Brasileiro) em 2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/15taxa.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">CONCLUS&Atilde;O </font></b><font size="3">A astronomia no    Brasil &eacute; uma atividade relativamente recente. Apesar disso, o crescimento    foi extraordin&aacute;rio, principalmente no per&iacute;odo de 1970 a 2000.    Hoje, as perspectivas s&atilde;o animadoras, principalmente porque o pa&iacute;s    passou a ser parceiro dos grandes cons&oacute;rcios internacionais Gemini e    Soar. Com isso, passamos a ser o &uacute;nico pa&iacute;s em desenvolvimento    que &eacute; parceiro de um telesc&oacute;pio de quatro metros e tamb&eacute;m    de outro de 8 metros de di&acirc;metro. Desta forma, os jovens brasileiros podem    encontrar na astronomia uma possibilidade de carreira promissora.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><i>Jo&atilde;o E. Steiner</i></b> <i>&eacute; professor titular    do Instituto de Astronomia, Geof&iacute;sica e Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas    (IAG) da USP</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>SIGLAS (41 INSTITUI&Ccedil;&Otilde;ES)</b></font></p>     <p><font size="3">USP - Universidade de S&atilde;o Paulo (SP)    <br>   ON - Observat&oacute;rio Nacional/MCT (RJ)    <br>   Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/MCT (SP)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)    <br>   UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS)    <br>   UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RN)    <br>   Unesp- Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (SP)    <br>   CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas/MCT (RJ)    <br>   Unifei - Universidade Federal de Itajub&aacute; (MG)    <br>   LNA - Laborat&oacute;rio Nacional de Astrof&iacute;sica/MCT (MG)    <br>   Univap - Universidade do Vale do Para&iacute;ba (SP)    <br>   UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (MG)    <br>   Uesc - Universidade Estadual de Santa Cruz (BA)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (SC)    <br>   Unicsul - Universidade Cruzeiro do Sul (SP)    <br>   UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (RS)    <br>   Un. Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP)    <br>   UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana (BA)    <br>   Uerj - Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ)    <br>   Unipampa - Universidade Federal do Pampa (RS)    <br>   Uern - Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (RN)    <br>   UnB - Universidade de Bras&iacute;lia (DF)    <br>   UEL - Universidade Estadual de Londrina (PR)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   UFPR - Universidade Federal do Paran&aacute; (PR)    <br>   UFABC - Universidade Federal do ABC (SP)    <br>   CTA - Comando-Geral de Tecnol. Aeroespacial/MD (SP)    <br>   Unochapec&oacute; - Univ. Comunit&aacute;ria Regional de Chapec&oacute; (SC)    <br>   UFPel - Universidade Federal de Pelotas (RS)    <br>   Unifesp - Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (SP)    <br>   UCS - Universidade de Caxias do Sul (RS)    <br>   UFF - Universidade Federal Fluminense (RJ)    <br>   Uninove - Universidade 9 de Julho (SP)    <br>   Unirio - Universidade do Rio de Janeiro (RJ)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Univasf - Universidade Federal do Vale do S&atilde;o Francisco (PE)    <br>   UFJF - Universidade Federal de Ju&iacute;z de Fora (MG)    <br>   UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR)    <br>   UFMT - Universidade Federal do Mato Grosso (MT)    <br>   UFSCar - Universidade Federal de S&atilde;o Carlos (SP)    <br>   Cefet-SP - Centro Fed. de Ensino Tecnol. de S&atilde;o Paulo (SP)    <br>   UTFPR - Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute; (PR)    <br>   Fund. Sto. Andr&eacute; - Funda&ccedil;&atilde;o Santo Andr&eacute; (SP)</font></p>      ]]></body>
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