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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/noticia.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">E<small>DUCA&Ccedil;&Atilde;O</small></font><b><font size="3"></font></b></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v61n4/line_blk.gif"></p>     <p><b><font size="4">Astronomia para o mundo em desenvolvimento</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Seguindo os bons resultados apresentados at&eacute; agora pelo    Ano Internacional da Astronomia, a Uni&atilde;o Astron&ocirc;mica Internacional    (IAU, na sigla em ingl&ecirc;s) aprovou um plano de uma d&eacute;cada para o    desenvolvimento da astronomia global. O plano foi aprovado, por unanimidade,    na forma de resolu&ccedil;&atilde;o (o mesmo tipo de resolu&ccedil;&atilde;o    que definiu em 2006 o novo status de Plut&atilde;o como planeta-an&atilde;o)    durante a XXVII Assembleia Geral da IAU, que aconteceu no Rio de Janeiro em    agosto deste ano. Preocupado com os pap&eacute;is socioculturais que a astronomia    pode desempenhar, o Plano, cujo slogan &eacute; &laquo;Astronomia para o mundo    em desenvolvimento&raquo;, dirige suas aten&ccedil;&otilde;es a projetos educacionais.&nbsp;</font></p>     <p><font size="3">De acordo com o que foi apresentado&nbsp;por um comit&ecirc;    executivo, o plano se baseia na import&acirc;ncia da astronomia para a sociedade    em tr&ecirc;s aspectos: na fronteira &nbsp;tecnol&oacute;gica, nomeadamente    nos campos da &oacute;ptica, computa&ccedil;&atilde;o, eletr&ocirc;nica e na    explora&ccedil;&atilde;o espacial; como interface entre as ci&ecirc;ncias naturais    e matem&aacute;tica, ressaltando o c&eacute;u como um laborat&oacute;rio cient&iacute;fico    de condi&ccedil;&otilde;es extremas, irreprodut&iacute;veis na Terra; e em aspectos    culturais, dada a import&acirc;ncia do c&eacute;u nas culturas humanas e seus    desenvolvimentos contempor&acirc;neos que nos oferecem perspectiva sobre a imensid&atilde;o    do universo e o lugar que ocupamos nele.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>ENSINO&nbsp;</b>Os projetos centrados em educa&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento foram criados para fortalecer a astronomia em todos os n&iacute;veis    (profissional, amadora e na educa&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o).    Uma das iniciativas da IAU para melhorar a educa&ccedil;&atilde;o astron&ocirc;mica    &eacute; o&nbsp;Programa de Treinamento de Professores Galileo (GTTP, na sigla    em ingl&ecirc;s), um programa de treinamento de professores do ensino escolar,    que, atrav&eacute;s de kits b&aacute;sicos e t&eacute;cnicas educacionais, pretende    atingir regi&otilde;es com poucos recursos para o ensino de astronomia. Outra    iniciativa &eacute;&nbsp;o&nbsp;Explore o Universo (Unawe, na sigla em ingl&ecirc;s),    que atrav&eacute;s de material educacional especial procura dar a crian&ccedil;as    de 4 a 10 anos uma perspectiva do universo. Atrav&eacute;s do comit&ecirc; executivo    foi aprovado um aumento de&nbsp;10 a&nbsp;17% do or&ccedil;amento da IAU para    iniciativas que visem colocar a astronomia no caminho do mundo em desenvolvimento.&nbsp;Ainda    assim, segundo George Miley, um dos vice-presidentes da IAU, "ser&aacute; necess&aacute;ria    uma campanha vigorosa de arrecada&ccedil;&atilde;o de fundos, coordenada pelo    Global Development Office" para ampliar o or&ccedil;amento. Isso porque Miley    acredita que "a vis&atilde;o de longo prazo do plano &eacute; que eventualmente    todos os pa&iacute;ses participem em algum n&iacute;vel na pesquisa astron&ocirc;mica    e que todas as crian&ccedil;as do mundo sejam expostas ao conhecimento sobre    astronomia e o universo".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A Assembleia Geral da IAU ocorre a cada tr&ecirc;s anos reunindo    a comunidade astron&ocirc;mica internacional para discutir temas de interesse    de astr&ocirc;nomos do mundo todo, como a de 2006, que definiu as categorias    de planeta e planeta-an&atilde;o, que acabaram por mudar o status de Plut&atilde;o    para a segunda categoria. Neste ano, duas discuss&otilde;es foram foco das aten&ccedil;&otilde;es    da comunidade astron&ocirc;mica: as pequenas varia&ccedil;&otilde;es nas constantes    f&iacute;sicas fundamentais a partir de observa&ccedil;&otilde;es em escala    cosmol&oacute;gica, que podem dar pistas se as constantes fundamentais estariam    variando no tempo; e os modelos te&oacute;ricos de sustenta&ccedil;&atilde;o    da vida em outros planetas e formas de sua detec&ccedil;&atilde;o, num contexto    em que o n&uacute;mero de planetas extra-solares conhecidos ultrapassa algumas    centenas e continua crescendo r&aacute;pido.&nbsp;</font></p>     <p><font size="3">Dentre as resolu&ccedil;&otilde;es aprovadas, duas delas trataram    de padr&otilde;es para a pesquisa cient&iacute;fica (estabelecendo um Sistema    de Constantes Astron&ocirc;micas da IAU e realizando uma segunda vers&atilde;o    de um Sistema de Refer&ecirc;ncia Celeste Internacional) e tr&ecirc;s de diretrizes    pol&iacute;tico-estrat&eacute;gicas (Plano Estrat&eacute;gico da IAU para a    d&eacute;cada, Apoio &agrave;s Mulheres na Astronomia, Defesa do C&eacute;u    Noturno e Direito &agrave; Luz das Estrelas). A pr&oacute;xima assembleia geral    ocorrer&aacute; em 2012, em Beijing, China.</font></p>     <p><font size="3">O encerramento do ano internacional da astronomia ocorrer&aacute;    em janeiro de 2010 em P&aacute;dua, It&aacute;lia, acompanhada do simp&oacute;sio    "269: Galileu e as luas Med&iacute;ceas - seu impacto em 400 anos de descobertas".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Bruno L'Astorina</i></font></p>      ]]></body>
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