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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/noticia.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>T<small>ELESC&Oacute;PIOS</small></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v61n4/line_blk.gif"></p>     <p><b>Avan&ccedil;am as colabora&ccedil;&otilde;es internacionais</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">H&aacute; 400 anos Galileu Galilei publicava o <i>Mensageiro    das estrelas</i>, obra na qual exp&ocirc;s suas observa&ccedil;&otilde;es do    c&eacute;u usando um telesc&oacute;pio, instrumento at&eacute; ent&atilde;o    usado na navega&ccedil;&atilde;o. Muitos avan&ccedil;os ocorreram na astronomia    desde ent&atilde;o, transformando os telesc&oacute;pios em ferramentas suntuosas,    compostas por espelhos refletores e refratores, &nbsp;com di&acirc;metros que    podem ultrapassar os dez metros, capazes de gerar imagens de boa resolu&ccedil;&atilde;o.    De ferramentas individuais, passaram a ser constru&iacute;dos e usufru&iacute;dos    por colabora&ccedil;&otilde;es internacionais, dado o alto custo dos projetos,    grande demanda de tempo de constru&ccedil;&atilde;o e dificuldades, como de    manuten&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o. Durante a &uacute;ltima reuni&atilde;o    da Uni&atilde;o Astron&ocirc;mica Internacional (IAU, na sigla em ingl&ecirc;s),    que ocorreu em agosto deste ano no Rio de Janeiro, discutiu-se a import&acirc;ncia    dos grandes telesc&oacute;pios para a astronomia.</font></p>     <p><font size="3">Em geral, esses instrumentos s&atilde;o constru&iacute;dos em    duas frentes: para uso a partir do solo, geralmente em&nbsp;desertos ou regi&otilde;es    montanhosas,&nbsp;zonas&nbsp;livres de polui&ccedil;&atilde;o luminosa e com    baixo &iacute;ndice de chuvas; e os espaciais, com a&nbsp; vantagem de estarem    fora da atmosfera. Dentre os de solo, destaca-se o&nbsp;E-ELT&nbsp;(European    Extremely Large Telescope) - projeto&nbsp;do&nbsp;Observat&oacute;rio Europeu    Austral (ESO, na sigla em ingl&ecirc;s) , um cons&oacute;rcio europeu -&nbsp;com    um espelho prim&aacute;rio de 42 metros de di&acirc;metro,&nbsp;o que o torna    cerca de cem vezes mais sens&iacute;vel que os telesc&oacute;pios &oacute;ticos    atuais. Os custos de constru&ccedil;&atilde;o do telesc&oacute;pio revolucion&aacute;rio,&nbsp;planejado    para come&ccedil;ar a operar em 2018, foram estimados em 800 milh&otilde;es    de euros, em 2006, por uma junta de astr&ocirc;nomos europeus.&nbsp;Outra colabora&ccedil;&atilde;o    internacional - entre as Ag&ecirc;ncias Espaciais Americana (Nasa), Europeia    (ESA) e Canadense (CSA) - pretende operar, em 2014, numa &oacute;rbita distante    1,5 milh&atilde;o de quil&ocirc;metros da Terra, o Telesc&oacute;pio Espacial&nbsp;James    Webb&nbsp;(JWST) - com um espelho prim&aacute;rio de 6,5 metros captando imagens    na regi&atilde;o do infravermelho.</font></p>     <p><font size="3">Em solo brasileiro, o maior telesc&oacute;pio &eacute; o Observat&oacute;rio    do Pico dos Dias (OPD), constru&iacute;do na d&eacute;cada de 1970 em Braz&oacute;polis    (MG) - o telesc&oacute;pio principal possui espelho de 1,6 metro. Mas h&aacute;    tamb&eacute;m participa&ccedil;&atilde;o brasileira em projetos internacionais    como o Gemini e o Soar, localizados no Hava&iacute; e nas montanhas de Cerro    Pach&oacute;n no Chile, respectivamente. Jacques Lepine, professor do Instituto    de Astron&ocirc;mia, Geof&iacute;sica e Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas da    Universidade de S&atilde;o Paulo (IAG/USP), explica que seria um esfor&ccedil;o    muito grande para o Brasil construir um telesc&oacute;pio de grande porte, principalmente    porque&nbsp;n&atilde;o dispomos&nbsp;de locais t&atilde;o prop&iacute;cios como    as regi&otilde;es mencionadas. "Projetos como esses nos d&atilde;o chance de    observar em grandes instrumentos&nbsp;e de obter resultados competitivos ou    at&eacute; melhores que os dos astr&ocirc;nomos de outros pa&iacute;ses", aponta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/17f01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">NAS ONDAS DO R&Aacute;DIO </font></b><font size="3">A astronomia    n&atilde;o se resume ao estudo da luz emitida pelos corpos celestes a partir    de observa&ccedil;&otilde;es feitas com telesc&oacute;pios &oacute;ticos, mas    de equipamentos que captam informa&ccedil;&otilde;es na frequ&ecirc;ncia de    r&aacute;dio, os chamados radiotelesc&oacute;pios. O Brasil se candidatou, em    2004, sob a responsabilidade de Lepine, para receber um projeto de&nbsp;US$    1 bilh&atilde;o, o Square Kilometer Array (SKA), que ser&aacute;&nbsp;constitu&iacute;do    de um grande n&uacute;mero de antenas espalhadas num raio de at&eacute; mil    quil&ocirc;metros. Assim, ele funciona no modo interfer&ocirc;metro, o que fornece    maior sensibilidade e resolu&ccedil;&atilde;o angular. No entanto, a&nbsp;candidatura    brasileira foi rejeitada devido &agrave; presen&ccedil;a da anomalia magn&eacute;tica    do Atl&acirc;ntico Sul, que se estende sobre boa parte do territ&oacute;rio    nacional e dificulta as observa&ccedil;&otilde;es em baixas frequ&ecirc;ncias    de r&aacute;dio. Os candidatos remanescentes - Austr&aacute;lia e &Aacute;frica    do Sul - ainda aguardam defini&ccedil;&atilde;o. "Agora estamos defendendo um    projeto de radioastronomia para altas frequ&ecirc;ncias, o Llama&nbsp; (Long    Latin American Millimetric Array) em colabora&ccedil;&atilde;o com a Argentina",    revela o astr&ocirc;nomo da USP, que participou de debate sobre o tema durante    a reuni&atilde;o da &nbsp;IAU.&nbsp;</font></p>     <p><font size="3">O surgimento de novas t&eacute;cnicas empregadas na constru&ccedil;&atilde;o    de telesc&oacute;pios melhores possibilitou uma expans&atilde;o das fronteiras    do conhecimento astron&ocirc;mico. Atualmente, ajustes digitais de nitidez e    brilho das imagens captadas dos corpos celestes possibilitam a corre&ccedil;&atilde;o    de imperfei&ccedil;&otilde;es. O fil&oacute;sofo Ant&ocirc;nio Augusto Passos    Videira, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que as    rela&ccedil;&otilde;es entre t&eacute;cnica e ci&ecirc;ncia n&atilde;o s&atilde;o    f&aacute;ceis de serem compreendidas no cen&aacute;rio atual, mas no caso de    Galileu, a import&acirc;ncia da t&eacute;cnica foi fundamental, "Sem o telesc&oacute;pio,    n&atilde;o haveria Galileu. Al&eacute;m de ter descoberto novas caracter&iacute;sticas    e objetos nos c&eacute;us, ele foi muito importante por usar um instrumento    sem conhecer sua teoria, ou seja, ele confiou no telesc&oacute;pio sem saber    como ele funcionava exatamente". Hoje o desafio &eacute; outro, ci&ecirc;ncia    e tecnologia tentam enxergar al&eacute;m da teoria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Victoria Fl&oacute;rio</i></font></p>      ]]></body>
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