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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v61n4/noticia.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">P<small>OLUI&Ccedil;&Atilde;O</small> L<small>UMINOSA</small></font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v61n4/line_blk.gif"></p>     <p><b><font size="4">O direito de contemplar o c&eacute;u</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">De acordo com cientistas, o direito &agrave; escurid&atilde;o    da noite e &agrave; luz das estrelas est&aacute; amea&ccedil;ado por um novo    tipo de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, a polui&ccedil;&atilde;o luminosa    (PL). O problema, que ficou conhecido h&aacute; algumas d&eacute;cadas no meio    acad&ecirc;mico, consiste no uso excessivo e inapropriado de luz artificial,    que impende a contempla&ccedil;&atilde;o das estrelas, planetas e outros objetos    celestes. O tema foi debatido na XXVII Assembleia Geral da Uni&atilde;o Astron&ocirc;mica    Internacional (IAU), que ocorreu em solo carioca em agosto, como parte do Ano    Internacional da Astronomia.&nbsp;</font></p>     <p><font size="3">A IAU e a Unesco patrocinam programas internacionais de conscientiza&ccedil;&atilde;o    sobre a PL, como o Dark Skies Awareness (ou conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre    o c&eacute;u noturno).&nbsp;Uma das propostas aprovadas nessa &uacute;ltima    assembleia foi a da prote&ccedil;&atilde;o do c&eacute;u noturno a fim de preservar    o&nbsp; direito a luz das estrelas com finalidades cient&iacute;ficas e culturais.</font></p>     <p><font size="3">De acordo com a Declara&ccedil;&atilde;o em Defesa do C&eacute;u    Noturno e o Direito de Ver Estrelas do Dark Skies Awareness um c&eacute;u n&atilde;o    polu&iacute;do que permita a sua contempla&ccedil;&atilde;o deveria ser considerado    como direito inalien&aacute;vel equivalente a todos os outros direitos socioculturais    e ambientais. O artigo 23 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal estabelece como    compet&ecirc;ncia comum da Uni&atilde;o, dos estados, do Distrito Federal e    dos munic&iacute;pios proteger o meio ambiente e combater a polui&ccedil;&atilde;o    em qualquer de suas formas. Cabe a cada inst&acirc;ncia legislar sobre a prote&ccedil;&atilde;o    do meio ambiente (o c&eacute;u sendo parte deste).</font></p>     <p><font size="3">"Se a mesma pot&ecirc;ncia luminosa for dirigida apenas para    baixo, iluminando ruas, pra&ccedil;as e todos os logradouros p&uacute;blicos    de maneira mais eficiente, todos ganhar&iacute;amos: uma cidade mais clara com    o mesmo custo em energia, a escurid&atilde;o necess&aacute;ria para o ciclo    de vida de animais e vegetais, e os astr&ocirc;nomos, sejam eles profissionais    ou amadores, ganhariam de volta o c&eacute;u noturno", afirma Roberto Costa    do IAG/USP.&nbsp;&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Outro fator que minimiza os efeitos da PL &eacute; o tipo de    l&acirc;mpadas utilizadas. Para cada watt consumido, as l&acirc;mpadas de merc&uacute;rio    emitem 54 l&uacute;mens, as de s&oacute;dio de alta press&atilde;o (SAP) 125    l&uacute;mens e as de s&oacute;dio de baixa press&atilde;o (SBP) 183 l&uacute;mens.    Ou seja, as l&acirc;mpadas SBP emitem 3,4 vezes mais luz do que as de merc&uacute;rio,    ou ainda, para uma mesma capacidade de ilumina&ccedil;&atilde;o, gastam 3,4    vezes menos. Por&eacute;m, tanto as l&acirc;mpadas de merc&uacute;rio como as    SAP emitem em largas zonas do espectro, estragando muita da informa&ccedil;&atilde;o    que nos chega dos objetos astron&ocirc;micos, por exemplo. Mas, como as l&acirc;mpadas    SBP apenas emitem numa zona muito restrita do espectro, torna-se assim muito    f&aacute;cil eliminar o seu efeito, bastando para isso utilizar um filtro que    apenas absorva essa luz. Deste modo, toda a informa&ccedil;&atilde;o contida    no resto do espectro continua dispon&iacute;vel, e a contempla&ccedil;&atilde;o    do c&eacute;u pode ser realizada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Victoria Fl&oacute;rio</i></font></p>      ]]></body>
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