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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="center"><font size=5><b>JARDINS BOT&Acirc;NICOS</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><b>Ariane Luna Peixoto    <br>   Rejan R. Guedes&#45;Bruni</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> Conven&ccedil;&atilde;o sobre    a Diversidade Biol&oacute;gica (CDB), firmada em 1992 por 162 pa&iacute;ses,    entre os quais o Brasil, estabelece tr&ecirc;s n&iacute;veis de obriga&ccedil;&otilde;es    a serem cumpridas por cada pa&iacute;s participante: a conserva&ccedil;&atilde;o    da diversidade biol&oacute;gica, a utiliza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel    de seus componentes e a reparti&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios derivados    da utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos gen&eacute;ticos. A CDB fundamenta    as Normas Internacionais de Conserva&ccedil;&atilde;o em Jardins Bot&acirc;nicos,    documento que aborda v&aacute;rias vertentes da miss&atilde;o dessas institui&ccedil;&otilde;es,    enfatizando sua atua&ccedil;&atilde;o na conserva&ccedil;&atilde;o, pesquisa,    educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento sustent&aacute;vel. </font></P>     <p><font size="3">Os 2.550 jardins bot&acirc;nicos existentes no mundo, atualmente,    t&ecirc;m um papel de destaque na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade    e na sensibiliza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico sobre a utilidade e o valor    dos recursos vegetais para a vida da Terra. Os jardins bot&acirc;nicos, de modo    geral, integram t&eacute;cnicas de conserva&ccedil;&atilde;o: <I>ex situ</I>,    aquela que faz a conserva&ccedil;&atilde;o de plantas fora do seu ambiente,    tradicional nos jardins bot&acirc;nicos; e a conserva&ccedil;&atilde;o <I>in    situ</I> que busca preservar as plantas em seu ambiente, permitindo, assim,    a continuidade de seus ciclos biol&oacute;gicos e processo evolutivo. A ado&ccedil;&atilde;o    dessas duas modalidades de conserva&ccedil;&atilde;o &#150; a chamada conserva&ccedil;&atilde;o    integrada &#150; implica numa abordagem multidisciplinar que envolve diferentes &aacute;reas    da ci&ecirc;ncia, onde a educa&ccedil;&atilde;o ambiental destaca&#45;se nos jardins    bot&acirc;nicos. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Diante da estimativa de que entre 60 a 100 mil esp&eacute;cies    de plantas do mundo se encontrem amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o,    a Confer&ecirc;ncia das Partes da CDB, a COP&#45;6, aprovou, em 2002, a Estrat&eacute;gia    Global para Conserva&ccedil;&atilde;o das Plantas. Esse documento conclama todos    os pa&iacute;ses a participarem de um esfor&ccedil;o mundial para deter a perda    da diversidade biol&oacute;gica e estabelece metas a serem cumpridas at&eacute;    o ano de 2010. As metas dizem respeito &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o,    conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel da diversidade de plantas,    &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o e &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o    de profissionais e institui&ccedil;&otilde;es. </font></P>     <p><font size="3">Uma das miss&otilde;es priorit&aacute;rias dos jardins bot&acirc;nicos,    &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o urbanas de grande beleza, capazes    de sensibilizar os homens, deve ser, necessariamente, ensejar a forma&ccedil;&atilde;o    de grupos de press&atilde;o em torno de uma agenda verde. Os la&ccedil;os emocionais    e interesses cognitivos proporcionados por atividades de lazer junto &agrave;    natureza fazem aumentar o comportamento pr&oacute;&#45;ambiente. Atividades realizadas    em jardins bot&acirc;nicos, espa&ccedil;os diferenciados de lazer, despertam    o re&#45;encantamento do homem pela natureza e podem promover uma mudan&ccedil;a    de paradigma social para que seja criticamente analisada a ordem econ&ocirc;mica,    pol&iacute;tica e cultural, indispens&aacute;vel &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o    da consci&ecirc;ncia e do comportamento das pessoas.</font></P>     <p><font size="3">Os jardins bot&acirc;nicos s&atilde;o espa&ccedil;os multiculturais    importantes para a preserva&ccedil;&atilde;o, a valoriza&ccedil;&atilde;o e    a difus&atilde;o da mem&oacute;ria e da identidade brasileira. Este N&uacute;cleo    Tem&aacute;tico da <I>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</I> tenta mostrar e discutir,    atrav&eacute;s da opini&atilde;o de diferentes autores, um pouco do que foram    os jardins bot&acirc;nicos, desde o per&iacute;odo colonial, at&eacute; o que    s&atilde;o hoje, com os desafios contempor&acirc;neos que se imp&otilde;em desde    a oportunidade do lazer e do &oacute;cio, at&eacute; o papel pol&iacute;tico    que desempenham atrav&eacute;s de suas atividades. </font></P>     <p><font size="3">O primeiro artigo, "Os jardins bot&acirc;nicos luso&#45;brasileiros"    de Nelson Sanjad, aborda o horto paraense criado pela coroa portuguesa, quando    o governo portugu&ecirc;s come&ccedil;ou a estruturar uma rede para o cultivo    de esp&eacute;cies vegetais. As cole&ccedil;&otilde;es de produtos naturais    ganharam import&acirc;ncia estrat&eacute;gica para o conhecimento e gest&atilde;o    do territ&oacute;rio. A coroa expediu cartas a governadores do Brasil para que    se criassem jardins bot&acirc;nicos. O governador do Gr&atilde;o&#45;Par&aacute;    e Rio Negro teve &ecirc;xito na execu&ccedil;&atilde;o da ordem e em 1798 o    Horto Paraense estava em funcionamento. Esse jardim bot&acirc;nico distribuiu    cat&aacute;logo das plantas cultivadas, bem como mudas e sementes, para outros    pontos do imp&eacute;rio portugu&ecirc;s. Embora hoje n&atilde;o mais existam,    o jardim e seus anexos tra&ccedil;aram os principais eixos de crescimento urbano,    do s&eacute;culo XIX, na cidade de Bel&eacute;m.</font></P>     <p><font size="3">A Rede Brasileira de Jardins Bot&acirc;nicos, fundada em 1991,    sob o est&iacute;mulo do Bothanic Gardens Conservation International (BGCI),    &eacute; o tema abordado em "Os jardins bot&acirc;nicos brasileiros: desafios    e potencialidades", de T&acirc;nia Sampaio Pereira e Maria L&uacute;cia    Nova da Costa, que trata dos desafios de estabelecer miss&otilde;es para os    diferentes jardins bot&acirc;nicos brasileiros, respeitando as diferen&ccedil;as    regionais e os diferentes v&iacute;nculos institucionais a que est&atilde;o    subordinados, por&eacute;m, sem perder de vista a conserva&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies da flora brasileira e a educa&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></P>     <p><font size="3">Doen&ccedil;as e pragas da palmeira&#45;imperial, decorridos 200    anos desde a sua introdu&ccedil;&atilde;o no Brasil, &eacute; o tema tratado    pelos agr&ocirc;nomos fitopatologistas Jo&atilde;o S. de Paula Ara&uacute;jo    e &Acirc;ngelo M&aacute;rcio S. Silva em "A palmeira imperial: da introdu&ccedil;&atilde;o    no Brasil&#45;col&ocirc;nia &agrave;s doen&ccedil;as e pragas no s&eacute;culo XXI".    Esse tema, pouco explorado na literatura, tem sido um dilema para os jardins    bot&acirc;nicos, pois as palmeiras&#45;imperiais, muito frequentemente, fazem parte    do paisagismo desses locais. Apesar dos escassos registros na literatura, o    que dificulta o tratamento de doen&ccedil;as e pragas que atacam a esp&eacute;cie,    uma s&eacute;rie de pat&oacute;genos e insetos&#45;praga ocasionam dist&uacute;rbios    em palmeiras, desde pl&acirc;ntulas at&eacute; indiv&iacute;duos adultos. </font></P>     <p><font size="3">A historiadora Begonha Bediaga apresenta em "Jardim Bot&acirc;nico    do Rio de Janeiro e as ci&ecirc;ncias agron&ocirc;micas" o per&iacute;odo    em que esse jardim esteve voltado principalmente &agrave;s investiga&ccedil;&otilde;es    agr&iacute;colas. Analisa a coexist&ecirc;ncia entre a bot&acirc;nica e a agricultura    e indica que a institui&ccedil;&atilde;o serviu de l&oacute;cus na afirma&ccedil;&atilde;o    da agronomia e &aacute;reas afins at&eacute; que elas constitu&iacute;ssem seus    pr&oacute;prios espa&ccedil;os cient&iacute;ficos. </font></P>     <p><font size="3">J&aacute; o artigo "No Rio de Janeiro um jardim bot&acirc;nico    bicenten&aacute;rio", de Ariane Luna Peixoto e Rejan R. Guedes&#45;Bruni, trata    dessa institui&ccedil;&atilde;o em tr&ecirc;s momentos: a sua funda&ccedil;&atilde;o    e seus primeiros anos; o per&iacute;odo do seu centen&aacute;rio; e o momento    atual com os desafios do nosso tempo, quando a institui&ccedil;&atilde;o comemorou    seus 200 anos, tendo como marco temporal a cria&ccedil;&atilde;o do Jardim Bot&acirc;nico    de Ajuda, em Portugal, e outras institui&ccedil;&otilde;es, nas tr&ecirc;s &uacute;ltimas    d&eacute;cadas do s&eacute;culo XVIII; o in&iacute;cio do governo republicano    no Brasil; e os paradigmas impulsionados pela Rio&#45;92. </font></P>     <p><font size="3">"O Jardim Bot&acirc;nico de Nova York e seu herb&aacute;rio    virtual" de W. Wayt Thomas e Barbara M. Thiers apresenta os avan&ccedil;os    proporcionados para as ci&ecirc;ncias da biodiversidade atrav&eacute;s da disponibiliza&ccedil;&atilde;o    <I>on line</I> de dados e imagens de plantas, certificada por uma institui&ccedil;&atilde;o    e seus pesquisadores.</font></P>     <p><font size="3">O taxonomista Simon Mayo em seu artigo "O papel dos jardins    bot&acirc;nicos para capacita&ccedil;&atilde;o nas ci&ecirc;ncias ligadas &agrave;    conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade: o caso dos Jardins Bot&acirc;nicos    Reais de Kew", apresenta a experi&ecirc;ncia do tradicional jardim ingl&ecirc;s    em combinar diferentes aspectos das ci&ecirc;ncias da biodiversidade e da horticultura    criando oportunidades valiosas para o treinamento e capacita&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos voltados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A forma como a teoria econ&ocirc;mica convencional compreende    o papel do meio ambiente e a forma de se apreender esses valores, de modo geral,    reducionista frente &agrave; complexidade e ao papel desempenhado pelos recursos    ambientais, s&atilde;o mostradas no artigo de Maur&iacute;cio de Carvalho Amazonas    "Jardins bot&acirc;nicos: valores estrat&eacute;gicos, ecol&oacute;gicos    e econ&ocirc;micos". A dificuldade de uma leitura sist&ecirc;mica, abrangente,    dos "bens e servi&ccedil;os ambientais" leva a aplica&ccedil;&otilde;es    espec&iacute;ficas e localizadas de teorias econ&ocirc;micas gerando inconsist&ecirc;ncias.    A hist&oacute;ria dos jardins e do papel que desempenharam na economia mundial,    em um determinado tempo, pode nos fornecer subs&iacute;dios para uma leitura    mais sist&ecirc;mica e abrangente das rela&ccedil;&otilde;es entre economia    e meio ambiente.</font></P>     <p><font size="3">O Projeto &Eacute;den &eacute; apresentado por Ghillean Prance    como uma exitosa experi&ecirc;ncia que teve como paradigma os jardins bot&acirc;nicos.    No cerne de seus objetivos est&aacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia    das plantas para as pessoas e do desafio do seu uso sustent&aacute;vel. O tema,    privilegiado pelo Reino Unido, se constituiu como grande marco para a sociedade    e uma espetacular atra&ccedil;&atilde;o para 11 milh&otilde;es de pessoas que    o visitaram, desde a sua inaugura&ccedil;&atilde;o, em 2001.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/a08img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Hugo Segawa analisa, em "Os jardins bot&acirc;nicos e a    arte de passear", de modo muito peculiar, um caminhar por cen&aacute;rios    da natureza, refletir e relatar observa&ccedil;&otilde;es que atravessam os    tempos. Percep&ccedil;&otilde;es que acompanham o homem e o seu pensar. O olhar    sens&iacute;vel a um simples passeio permitir&aacute; observar a transforma&ccedil;&atilde;o    que se deu com essa atividade, mais complexa nos dias atuais que nos s&eacute;culos    passados. A percep&ccedil;&atilde;o do que havia para ser visto e ser surpreendido,    n&atilde;o se atinha ao espa&ccedil;o definido como jardim, mas ao pr&oacute;prio    itiner&aacute;rio que conduzia os visitantes. Pode&#45;se assim, atrav&eacute;s    desse artigo final, refletir sobre mais uma vertente desse fabuloso tema constitu&iacute;do    pelos jardins bot&acirc;nicos. O pensamento produtivista que imprime pressa    e ansiedade aos dias atuais talvez possa ser redimensionado, constatando que    t&atilde;o ou mais importante que chegar a um lugar, seja o simples ato de caminhar.</font></P>     <p><font size="3">Este N&uacute;cleo Tem&aacute;tico integra&#45;se, assim, &agrave;    agenda das Na&ccedil;&otilde;es Unidas que, em Assembleia Geral de 2006, elegeu    o ano de 2010 como o Ano Internacional da Diversidade Biol&oacute;gica com objetivo    de conseguir maior aten&ccedil;&atilde;o internacional para a cont&iacute;nua    perda da biodiversidade. </font></P>     <p><font size="3">A despeito de sua excepcional import&acirc;ncia e, no &acirc;mbito    das cidades, sua relev&acirc;ncia para o lazer e para experimenta&ccedil;&atilde;o    de sensa&ccedil;&otilde;es raras aos sentidos como o sil&ecirc;ncio, o aroma    das flores e os cantos dos p&aacute;ssaros, os jardins bot&acirc;nicos s&atilde;o    ainda pouco conhecidos no Brasil. Seu valor est&aacute; muito al&eacute;m daquilo    que possa ser apreendido numa primeira visita &agrave;s suas alamedas, ou mesmo    nas atividades de rotina que se realizam em seus laborat&oacute;rios. Revelar    os jardins ao maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos para que se sintam respons&aacute;veis    pela conserva&ccedil;&atilde;o da diversidade biol&oacute;gica no planeta &eacute;    ampliar possibilidades de visibilizar, no mundo contempor&acirc;neo, o valor    intr&iacute;nseco de algumas coisas, independente da utilidade que lhes s&atilde;o    impostas. As plantas que conhecemos num jardim nos trazem boas sensa&ccedil;&otilde;es,    e at&eacute; felicidade, n&atilde;o somente porque as comemos, extra&iacute;mos    ess&ecirc;ncias para nossos perfumes ou princ&iacute;pios para medicamentos.    Elas evocam raz&otilde;es que est&atilde;o acima das utilidades que possam ter    ou tenham. Os jardins bot&acirc;nicos tamb&eacute;m podem revelar&#45;nos, redescobrir&#45;nos    ou compreender&#45;nos a n&oacute;s mesmos, e nisso reside mais um atributo pr&oacute;prio    desses espa&ccedil;os que pode ser experimentado. Reconhecer&#45;se parte dessa    diversidade, ampliando nossas possibilidades como seres humanos, j&aacute; ser&aacute;    motivo para celebrarmos este ano especial de 2010.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Ariane Luna Peixoto</b> &eacute; professora titular aposentada    da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), pesquisadora&#45;associada    do Instituto de Pesquisas do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro e bolsista    do CNPq. Email: </i><a href="mailto:ariane@jbrj.gov.br">ariane@jbrj.gov.br</a>.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i><b>Rejan R. Guedes&#45;Bruni</b> &eacute; pesquisadora    titular do Instituto de Pesquisa do Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro.    Email:</i> <a href="mailto:rbruni@jbrj.gov.br">rbruni@jbrj.gov.br</a>.</font></P>      ]]></body>
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