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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>OS JARDINS BOT&Acirc;NICOS BRASILEIROS &#150; DESAFIOS E POTENCIALIDADES</b>    </font></p>     <p><font size="3"><b>T&acirc;nia Sampaio Pereira    <br>   Maria L&uacute;cia M. Nova da Costa</b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>N</b></font><font size="3">as &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    os jardins bot&acirc;nicos, espa&ccedil;os protegidos onde a pesquisa bot&acirc;nica    e ci&ecirc;ncias afins t&ecirc;m seu ber&ccedil;o e desenvolvimento, tornaram&#45;se    centros de import&acirc;ncia para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade,    passando a intensificar a&ccedil;&otilde;es para promover, junto aos visitantes,    a percep&ccedil;&atilde;o dos impactos da a&ccedil;&atilde;o humana sobre o    meio ambiente e a consci&ecirc;ncia sobre os efeitos negativos da perda da biodiversidade,    motivando&#45;os a participar de um ciclo de desenvolvimento sustent&aacute;vel    (1). Hoje, mais e mais jardins bot&acirc;nicos, em qualquer parte do mundo,    est&atilde;o envidando esfor&ccedil;os para conter os graves problemas ambientais    decorrentes da destrui&ccedil;&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats    e da alta taxa de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies. </font></P>     <p><font size="3">No cen&aacute;rio da Conven&ccedil;&atilde;o sobre Diversidade    Biol&oacute;gica (CDB) (2), os esfor&ccedil;os mundiais para remediar a perda    de esp&eacute;cies vegetais n&atilde;o t&ecirc;m surtido resultados na velocidade    desejada. Na tentativa de reverter essa situa&ccedil;&atilde;o, os jardins bot&acirc;nicos    t&ecirc;m se aliado aos movimentos das organiza&ccedil;&otilde;es que estabelecem    diretrizes para conserva&ccedil;&atilde;o da vida vegetal no planeta, como &eacute;    o caso da Estrat&eacute;gia Global para a Conserva&ccedil;&atilde;o de Plantas    (3). Esse marco contempor&acirc;neo estabelece objetivos e metas que t&ecirc;m    orientado os jardins bot&acirc;nicos no desenvolvimento de suas pr&oacute;prias    estrat&eacute;gias e planos de a&ccedil;&atilde;o, visando &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o    com os governos no cumprimento de seus compromissos relativos &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o    da biodiversidade. </font></P>     <p><font size="3">A origem dos jardins bot&acirc;nicos remonta ao s&eacute;culo    XVI, quando foram criados na Europa com o objetivo de cultivar e estudar plantas    de uso medicinal, o que deu in&iacute;cio &agrave;s primeiras cole&ccedil;&otilde;es    de plantas desidratadas para fins cient&iacute;ficos (4). No Brasil, a primeira    iniciativa para formar um jardim bot&acirc;nico foi do pr&iacute;ncipe Maur&iacute;cio    de Nassau, no s&eacute;culo XVII; esse jardim existiu junto ao Pal&aacute;cio    de Friburgo, em Recife (PE), entre 1637 e 1644 (5). No s&eacute;culo seguinte,    o Jardim Bot&acirc;nico do Gr&atilde;o Par&aacute;, implantado em Bel&eacute;m    em 1798, com o objetivo de aclimatar esp&eacute;cies ex&oacute;ticas e domesticar    plantas nativas, teve papel importante no interc&acirc;mbio de vegetais entre    os jardins bot&acirc;nicos que caracterizou a rede de jardins bot&acirc;nicos    luso&#45;brasileira de 1796 a 1817 (6) (veja artigo de Nelson Sanjad, p&aacute;gina    20). A experi&ecirc;ncia bem sucedida desse jardim bot&acirc;nico serviu de    incentivo para a cria&ccedil;&atilde;o de outros, como o do Rio de Janeiro,    o de Olinda, o de Ouro Preto e o de S&atilde;o Paulo (7).</font></P>     <p><font size="3">O Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro, estabelecido em 1808,    ampliou&#45;se e consolidou&#45;se como principal s&iacute;tio de recep&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies vegetais, oriundas principalmente de Bel&eacute;m e Caiena,    e como centro de aclimata&ccedil;&atilde;o de especiarias, cujas atividades    inclu&iacute;am o aperfei&ccedil;oamento do transporte das mudas e sementes,    a constitui&ccedil;&atilde;o de viveiros para seme&aacute;&#45;las, o transplante    dos vegetais para diferentes &aacute;reas e a observa&ccedil;&atilde;o da necessidade    de incid&ecirc;ncia de sol, sombra, &aacute;gua etc, de cada um deles (8). Tais    atividades tornaram&#45;se priorit&aacute;rias nos jardins bot&acirc;nicos no s&eacute;culo    XVIII e XIX, face &agrave; import&acirc;ncia dos descobrimentos e ao interesse    dos governantes em esp&eacute;cies economicamente relevantes para a cultura    das na&ccedil;&otilde;es. Com isso, tamb&eacute;m as t&eacute;cnicas de horticultura    evolu&iacute;ram e a tecnologia para cultivo de plantas ganharam escolas importantes    no cen&aacute;rio mundial.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A Rede Brasileira de Jardins Bot&acirc;nicos (RBJB), fundada    em 1991 sob o est&iacute;mulo do Botanic Gardens Conservation International    (BGCI), foi um elemento catalisador para a cria&ccedil;&atilde;o dos jardins    bot&acirc;nicos contempor&acirc;neos. Sua atua&ccedil;&atilde;o visa &agrave;    aplica&ccedil;&atilde;o dos acordos e conven&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea    ambiental e &agrave; ado&ccedil;&atilde;o da tem&aacute;tica da conserva&ccedil;&atilde;o    na concep&ccedil;&atilde;o e no estabelecimento da miss&atilde;o dessas institui&ccedil;&otilde;es.    Os t&eacute;cnicos, pesquisadores e dirigentes que fundaram a RBJB trabalharam    intensamente no projeto de ampliar e estimular a coopera&ccedil;&atilde;o e    o interc&acirc;mbio entre os jardins bot&acirc;nicos e outras institui&ccedil;&otilde;es    que mantivessem cole&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas de plantas vivas.    A partir dessa premissa, foram estabelecidos os seus principais objetivos: promover    a coopera&ccedil;&atilde;o entre jardins bot&acirc;nicos e institui&ccedil;&otilde;es    cong&ecirc;neres; estimular o estudo da bot&acirc;nica e a conserva&ccedil;&atilde;o    da biodiversidade; e apoiar a cria&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de novos    jardins bot&acirc;nicos.</font></P>     <p><font size="3">O quadro ambiental mundial &eacute; alarmante e o n&uacute;mero    de jardins bot&acirc;nicos brasileiros, hoje apenas 34, &eacute; insuficiente    para atender &agrave; demanda de conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies    amea&ccedil;adas pela devasta&ccedil;&atilde;o dos biomas e expans&atilde;o    das fronteiras urbanas e agr&iacute;colas. Os jardins bot&acirc;nicos brasileiros    est&atilde;o localizados em 17 estados da federa&ccedil;&atilde;o, com uma concentra&ccedil;&atilde;o    na regi&atilde;o Sudeste, sendo S&atilde;o Paulo o estado com o maior n&uacute;mero    deles. Integrados no esfor&ccedil;o de apoiar as iniciativas nacionais e internacionais    direcionadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da perda da diversidade vegetal,    os jardins bot&acirc;nicos brasileiros, reunidos na RBJB, elaboraram um plano    de a&ccedil;&atilde;o (9) com uma agenda de trabalho para orientar sua atua&ccedil;&atilde;o    na documenta&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o da flora, na educa&ccedil;&atilde;o    ambiental e no uso sustent&aacute;vel da diversidade vegetal. As metas tra&ccedil;adas    nesse plano, a serem alcan&ccedil;adas at&eacute; 2014, demonstram a import&acirc;ncia    e a potencialidade dos jardins bot&acirc;nicos em seu papel para a consolida&ccedil;&atilde;o    dos objetivos da Estrat&eacute;gia Global de Conserva&ccedil;&atilde;o de Plantas;    por outro lado, o pr&oacute;prio delineamento dessas metas identifica e reflete    a complexidade que envolve o seu cumprimento, e exp&otilde;e, indiretamente,    a fragilidade dos jardins bot&acirc;nicos diante de semelhantes desafios. Para    cada meta tra&ccedil;ada no plano podem&#45;se identificar&nbsp;n&atilde;o s&oacute;    as potencialidades como as dificuldades que os jardins bot&acirc;nicos enfrentam    para alcan&ccedil;&aacute;&#45;las. Um exemplo que pode ser citado refere&#45;se &agrave;    meta 2A, que visa a "garantir a prote&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies    nativas em seus habitats naturais". Os jardins bot&acirc;nicos devem contar    com parcerias para cumprir essa meta, pois n&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis    pela cria&ccedil;&atilde;o e gerenciamento de &aacute;reas protegidas no Brasil.    Embora a maioria deles mantenha &aacute;reas com vegeta&ccedil;&atilde;o natural    nos limites urbanos, que se caracterizam como importantes campos de experimenta&ccedil;&atilde;o    para estudos ecol&oacute;gicos e monitoramento de popula&ccedil;&otilde;es <I>in    situ</I>, tal proximidade, se por um lado potencializa as atividades desenvolvidas    junto ao p&uacute;blico visitante, por outro submete essas reservas &agrave;s    press&otilde;es do crescimento da cidade e conflitos com comunidades adjacentes,    sujeitando&#45;as a invas&otilde;es frequentes e a perda de territ&oacute;rio em    embates jur&iacute;dicos (10). Os estudos que os jardins bot&acirc;nicos conduzem    em suas &aacute;reas naturais envolvem, predominantemente, o invent&aacute;rio    flor&iacute;stico e fitossociol&oacute;gico, a recupera&ccedil;&atilde;o de    &aacute;reas degradadas utilizando esp&eacute;cies da fisionomia local, fenologia    e coleta de sementes para produ&ccedil;&atilde;o de mudas.</font></P>     <p><font size="3">No que se refere &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o <I>in situ</I>    de esp&eacute;cies focais, Heywood &amp; Iriondo (11) observam que o fato de    estarem em &aacute;reas protegidas n&atilde;o &eacute; garantia de sua conserva&ccedil;&atilde;o.    Esses autores sugerem que a din&acirc;mica das mudan&ccedil;as ecol&oacute;gicas    pode levar a mudan&ccedil;as consider&aacute;veis na composi&ccedil;&atilde;o    das plantas e animais num curto per&iacute;odo de tempo, e que, a menos que    haja uma ativa interven&ccedil;&atilde;o no ecossistema ou o manejo espec&iacute;fico    de indiv&iacute;duos na popula&ccedil;&atilde;o, a sobreviv&ecirc;ncia das esp&eacute;cies    focais pode n&atilde;o estar sendo assegurada; faz&#45;se necess&aacute;rio, no    m&iacute;nimo, o monitoramento das popula&ccedil;&otilde;es. </font></P>     <p><font size="3">A maior parte dos jardins bot&acirc;nicos brasileiros est&aacute;    situada em &aacute;rea de ocorr&ecirc;ncia da Mata Atl&acirc;ntica, considerado    um <I>hotspot</I> pelo grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies end&ecirc;micas    &#150; aquelas restritas a um ambiente espec&iacute;fico &#150; e pela elevada perda de    habitats a que vem sendo submetido (12). Uma propor&ccedil;&atilde;o menor de    jardins bot&acirc;nicos est&aacute; estabelecida nos biomas da Amaz&ocirc;nia    e do Cerrado, este &uacute;ltimo tamb&eacute;m considerado como um <I>hotspot</I>.    Para os demais biomas n&atilde;o h&aacute; registro de jardins bot&acirc;nicos.    Diante do panorama que se apresenta, Peixoto <I>et al</I>. (13) sugerem a cria&ccedil;&atilde;o    de institui&ccedil;&otilde;es dessa natureza nos demais biomas visando &agrave;    conserva&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento tradicional    sobre as esp&eacute;cies da Caatinga, da diversidade flor&iacute;stica e fision&ocirc;mica    do Pantanal e da vegeta&ccedil;&atilde;o dos Campos Sulinos, esta &uacute;ltima    sujeita a press&atilde;o pela pecu&aacute;ria, pela introdu&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies forrageiras ex&oacute;ticas e pelo fogo. A defini&ccedil;&atilde;o    pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) das &aacute;reas priorit&aacute;rias    para conserva&ccedil;&atilde;o, uso sustent&aacute;vel e reparti&ccedil;&atilde;o    de benef&iacute;cios da biodiversidade nos biomas brasileiros (14) constitui    um importante instrumento de orienta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute;    para a cria&ccedil;&atilde;o de novos jardins bot&acirc;nicos como tamb&eacute;m    para o fortalecimento das a&ccedil;&otilde;es daqueles j&aacute; estabelecidos.</font></P>     <p><font size="3">As metas do plano que dizem respeito &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o    <I>ex situ</I> levam em conta as potencialidades dos jardins bot&acirc;nicos    em atender &agrave; sua tradicional incumb&ecirc;ncia de conservar plantas ou    material vegetal em cole&ccedil;&otilde;es mantidas fora do seu habitat natural.    No entanto, a garantia de "inclus&atilde;o de, no m&iacute;nimo, 50% das    plantas nativas criticamente amea&ccedil;adas em suas cole&ccedil;&otilde;es    vivas", como preconizado na meta 2B, &eacute; um fator de grande complexidade,    tendo em vista as condi&ccedil;&otilde;es que envolvem a conserva&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies raras e amea&ccedil;adas. A proposi&ccedil;&atilde;o, portanto,    dificilmente poder&aacute; ser cumprida no prazo de 2014 previsto pelo plano    de a&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">Apesar de alguns jardins bot&acirc;nicos contarem com um elevado    n&uacute;mero de esp&eacute;cies em suas cole&ccedil;&otilde;es, nem todas elas    atendem aos requisitos necess&aacute;rios para que se possa consider&aacute;&#45;las    como cole&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o. O conjunto de requisitos    para a forma&ccedil;&atilde;o de uma cole&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o    envolve, entre outros, o registro de coleta dos exemplares, com os devidos dados    da proced&ecirc;ncia, e a necessidade de uma ampla variabilidade gen&eacute;tica    de cada esp&eacute;cie representada. Isso significa manter em estoque o maior    n&uacute;mero poss&iacute;vel de exemplares da esp&eacute;cie, representantes    de diferentes proced&ecirc;ncias. A pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de    amea&ccedil;a da esp&eacute;cie e a car&ecirc;ncia de dados sobre sua ocorr&ecirc;ncia    podem dificultar a representatividade da cole&ccedil;&atilde;o. Uma outra dificuldade    que pode vir a comprometer o alcance da diversidade gen&eacute;tica representada    nas cole&ccedil;&otilde;es &eacute; a limita&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os    f&iacute;sicos enfrentada pela maioria dos jardins bot&acirc;nicos, seja por    sua localiza&ccedil;&atilde;o em meio urbano, seja pelas m&uacute;ltiplas fun&ccedil;&otilde;es    assumidas que restringem o espa&ccedil;o para as cole&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3">Os jardins bot&acirc;nicos mais antigos mant&ecirc;m em suas    cole&ccedil;&otilde;es exemplares cujos dados de proced&ecirc;ncia n&atilde;o    foram anotados ou se perderam no tempo. Essas cole&ccedil;&otilde;es assumem    um valor, sobretudo, hist&oacute;rico, uma vez que seu valor cient&iacute;fico    para conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; limitado. No entanto, atualmente todos    est&atilde;o se adequando &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es dos instrumentos    normativos no sentido de dar enfoque &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da flora    local (1), e cole&ccedil;&otilde;es com bases cient&iacute;ficas para conserva&ccedil;&atilde;o    j&aacute; se fazem presentes em alguns jardins bot&acirc;nicos. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v62n1/a10img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ESTRAT&Eacute;GIAS DE A&Ccedil;&Atilde;O</b> No planejamento    das estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o da flora nativa, os jardins    bot&acirc;nicos v&ecirc;m procurando atenuar o embate entre o tempo necess&aacute;rio    para suprir a car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es sobre as esp&eacute;cies    raras e amea&ccedil;adas e a velocidade de degrada&ccedil;&atilde;o dos habitats.    At&eacute; que seja gerado o conhecimento b&aacute;sico sobre seu cultivo, biologia    reprodutiva e armazenamento de sementes necess&aacute;rios &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o    da esp&eacute;cie, os s&iacute;tios de ocorr&ecirc;ncia da esp&eacute;cie podem    estar sendo degradados e perdas irrecuper&aacute;veis de diversidade da esp&eacute;cie,    sen&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es inteiras, podem ocorrer. Nesse sentido,    cabe aos jardins bot&acirc;nicos estabelecer parcerias e prioridades de a&ccedil;&otilde;es    de conserva&ccedil;&atilde;o para as esp&eacute;cies amea&ccedil;adas da flora    brasileira, cuja lista oficial foi recentemente divulgada pelo MMA (15). Por    outro lado, medidas urgentes devem ser tomadas pelo governo e ag&ecirc;ncias    de fomento para concess&atilde;o de incentivos e apoio financeiro aos projetos    de resgate e conserva&ccedil;&atilde;o, visando &agrave; exclus&atilde;o de    algumas esp&eacute;cies da referida lista e ao aumento do conhecimento sobre    aquelas citadas com insufici&ecirc;ncia de dados.</font></P>     <p><font size="3">Os jardins bot&acirc;nicos, impulsionados pela necessidade de    remediar a redu&ccedil;&atilde;o da diversidade nos ambientes terrestres, est&atilde;o    convergindo suas linhas de pesquisas para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas    ambientais. Testes com novas esp&eacute;cies de plantas, como as bio&#45;indicadoras    de polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica (16), ensaio para armazenamento    a longo prazo de sementes de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas (17) e estudos    de resgate e re&#45;introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de ambientes relictuais    amea&ccedil;ados (18), para citar apenas alguns exemplos, tornam&#45;se pesquisas    correntes. As comunidades locais tamb&eacute;m s&atilde;o beneficiadas por a&ccedil;&otilde;es    que resultam na introdu&ccedil;&atilde;o de novas esp&eacute;cies de plantas    econ&ocirc;micas, na cria&ccedil;&atilde;o de ambientes que propiciem bem&#45;estar    e seguran&ccedil;a, na contribui&ccedil;&atilde;o para o progresso e o embelezamento    das cidades, e na promo&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o continuada    e da conscientiza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (19). Este &uacute;ltimo aspecto,    sobretudo, tem sido foco das a&ccedil;&otilde;es dos jardins bot&acirc;nicos    brasileiros, que v&ecirc;m buscando, de v&aacute;rias maneiras, superar as dificuldades    que lhes s&atilde;o impostas e, nos &uacute;ltimos anos, promoveram um grande    avan&ccedil;o nas a&ccedil;&otilde;es de conscientiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico,    em especial da comunidade escolar, sobre a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o    da biodiversidade. O "Projeto jardim bot&acirc;nico vai &agrave; escola",    criado pela Rede Brasileira de Jardins Bot&acirc;nicos, &eacute; um exemplo    bem&#45;sucedido, que teve repercuss&atilde;o nacional ao integrar 22 jardins bot&acirc;nicos    na ado&ccedil;&atilde;o de metodologias e materiais did&aacute;ticos comuns    a todos, enriquecidos, entretanto, com particularidades de cada regi&atilde;o.    Um grande n&uacute;mero de escolas e alunos foi atendido e os jardins bot&acirc;nicos    seguem implantando o projeto, em alguns casos com o apoio das secretarias municipais    de educa&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">Sobre a integra&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de conserva&ccedil;&atilde;o    <I>in situ</I> e <I>ex situ</I>, uma an&aacute;lise do panorama atual dos jardins    bot&acirc;nicos que leva em considera&ccedil;&atilde;o seu est&aacute;gio de    desenvolvimento, corpo funcional e estrutura f&iacute;sica e administrativa    revela que nem todos est&atilde;o capacitados para conduzir os estudos multidisciplinares    necess&aacute;rios. Em avalia&ccedil;&atilde;o feita pela RBJB foi verificado    que, na maioria dos jardins bot&acirc;nicos, os recursos financeiros destinados    &agrave;s suas atividades&#45;fim, sejam de pesquisa, conserva&ccedil;&atilde;o    ou educa&ccedil;&atilde;o ambiental, correspondem a menos de 50% do or&ccedil;amento.    Outra quest&atilde;o problem&aacute;tica &eacute; que, na maioria dos casos,    o quadro de pessoas permanente tamb&eacute;m corresponde a menos de 50% do total    de recursos humanos da institui&ccedil;&atilde;o. A instabilidade da equipe    sujeita a sucessivas trocas nas mudan&ccedil;as de governo, dificulta a continuidade    das a&ccedil;&otilde;es programadas. </font></P>     <p><font size="3">Neste momento, quando se esperam a&ccedil;&otilde;es concretas    dos jardins bot&acirc;nicos em resposta aos compromissos assumidos pelo Brasil    junto &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o sobre Diversidade Biol&oacute;gica, &eacute;    necess&aacute;rio que seus &oacute;rg&atilde;os gestores mantenham um quadro    funcional permanente e garantam a sua continuada capacita&ccedil;&atilde;o,    a melhoria e moderniza&ccedil;&atilde;o da infra&#45;estrutura f&iacute;sica e laboratorial,    e uma dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria adequada &agrave; condu&ccedil;&atilde;o    das atividades previstas em sua miss&atilde;o institucional. Os jardins bot&acirc;nicos    est&atilde;o cientes de seu importante papel no assessoramento t&eacute;cnico    a dirigentes e executores do planejamento e execu&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    nacionais de conserva&ccedil;&atilde;o. A interface da ci&ecirc;ncia com os    tomadores de decis&atilde;o e com o p&uacute;blico em geral &eacute; estrat&eacute;gica    para promover uma cultura cada vez mais cient&iacute;fica, humanista e zelosa    com as riquezas ambientais (20). Avan&ccedil;os nesse sentido podem ser vislumbrados    considerando as perspectivas apresentadas pelo governo federal ao estabelecer    as metas nacionais para biodiversidade (21), que corroboram a responsabilidade    dos jardins bot&acirc;nicos na tarefa de conservar a flora brasileira. </font></P>     <p><font size="3">Os jardins bot&acirc;nicos brasileiros podem ser identificados    como parceiros no plano estrat&eacute;gico do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia que prev&ecirc; a estrutura&ccedil;&atilde;o de redes de pesquisa    voltadas para a inova&ccedil;&atilde;o de produtos e processos derivados da    biodiversidade, bem como para o atendimento das demandas de estrat&eacute;gias    de planejamento, desenvolvimento, conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel    no territ&oacute;rio nacional (22). Para tanto, eles podem contribuir principalmente    na gera&ccedil;&atilde;o de conhecimentos sobre a taxonomia de esp&eacute;cies    amea&ccedil;adas da flora regional, invent&aacute;rios flor&iacute;sticos e    fitossociol&oacute;gicos, monitoramento de &aacute;reas em restaura&ccedil;&atilde;o    ecol&oacute;gica, e ainda na difus&atilde;o dos conhecimentos gerados pelas    investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas.</font></P>     <p><font size="3">O reconhecimento da import&acirc;ncia da miss&atilde;o dos jardins    bot&acirc;nicos por parte de institui&ccedil;&otilde;es governamentais, n&atilde;o&#45;governamentais    e privadas &eacute; fundamental para a forma&ccedil;&atilde;o das parcerias    que auxiliar&atilde;o na gera&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre a flora    brasileira. Ao trabalharem em rede &#150; a RBJB &#150; os jardins bot&acirc;nicos demonstram    estar imbu&iacute;dos da necessidade de agir localmente em busca de solu&ccedil;&otilde;es    globais para problemas que afetam a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos vegetais    vitais ao planeta. </font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>T&acirc;nia Sampaio Pereira</b> &eacute; bi&oacute;loga,    pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro    e vice&#45;presidente da Rede Brasileira de Jardins Bot&acirc;nicos. Email:</i>    <a href="mailto:tpereira@jbrj.gov.br">tpereira@jbrj.gov.br</a>.    <br>   <i><b>Maria L&uacute;cia M. Nova da Costa</b> &eacute; engenheira florestal,    tecnologista do Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro    e secret&aacute;ria geral da Rede Brasileira de Jardins Bot&acirc;nicos. Email:    </i><a href="mailto:mcosta@jbrj.gov.br">mcosta@jbrj.gov.br</a>.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">15. Brasil. "Instru&ccedil;&atilde;o Normativa nº 6    de 23 de setembro de 2008". <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    de 24 de setembro de 2008. nº 185. Se&ccedil;&atilde;o 1. p.75&#45;83. 2008 </font><!-- ref --><p><font size="3">16.  Amado Filho, G. M.; Andrade, L. R.; Farina, M. &amp;    Malm, O. "Hg localisation in <i>Tillandsia usneoides</i> L. (Bromeliaceae),    an atmospheric biomonitor". <i>Atmospheric Environment</i>, Vol.36, n.5,    pp.881&#45;887. 2002.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">17. Barbedo, C.J.; Bilia, D.A.C. &amp; Figueiredo&#45;Ribeiro,    R.C.L. "Toler&acirc;ncia &agrave; desseca&ccedil;&atilde;o e armazenamento    de sementes de <i>Caesalpinia echinata</i> Lam. (pau&#45;brasil), esp&eacute;cie    da Mata Atl&acirc;ntica". <i>Revista Brasil. Bot</i>., Vol.25, n.4, pp.431&#45;439.    2002.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">18. Mendon&ccedil;a, M. P.; Santos, F.M.G. &amp; Arruda,    L.J. "Resgate de esp&eacute;cies vegetais dos campos ferruginosos em &aacute;rea    de minera&ccedil;&atilde;o &#150; Mina de Min&eacute;rio de Ferro Cap&atilde;o Xavier,    Nova Lima &#150; MG". <i>In: Recuperando o verde para as cidades &#150; a experi&ecirc;ncia    dos jardins bot&acirc;nicos brasileiros</i>. RBJB, JBRJ, BGCI. Rio de Janeiro,    pp.99&#45;118. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">19. Kuzevanov, V. &amp; Sizykh, S. "Botanic gardens    resources: tangible and intangible aspects of linking biodiversity and human    well&#45;being. <i>Hiroshima Peace Science Journal</i>, Vol.28, pp.113&#45;134. 2006.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">20. Scarano, F. R. "O jardim bot&acirc;nico do futuro".    <i>In</i>: Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro (Org.)    <i>Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro: 1808&#45;2008</i>. Rio de Janeiro, pp.    33&#45;43. 2008.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">21. Brasil. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. "Metas    nacionais de biodiversidade para 2010". Bras&iacute;lia. 2007.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">22. Brasil. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.    <i>Plano de a&ccedil;&atilde;o: biodiversidade</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mct.gov.br/upd_blob/0021/21593pdf.2007" target="_blank">http://www.mct.gov.br/upd_blob/0021/21593pdf.2007</a>.</font> ]]></body><back>
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